NEW THERAPIES AND TECHNOLOGIES IN THE PREVENTION AND TREATMENT OF DIABETIC FOOT: A LITERATURE REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202507270606
Anderson Xavier Felipe1; Danilo de Assis Campos Filho1; Emanuel Gonçalves Rocha1; Paola Mara Camargos Oliveira1; Aiane Xavier Felipe Batalha2
RESUMO
Introdução: a Diabetes Melittus, atualmente representa um dos principais desafios para a saúde pública, dada sua posição como uma das doenças crônicas mais comuns globalmente. Dado que aproximadamente 25% dos pacientes acabaram desenvolvendo, como uma complicação crônica, úlceras nos pés em algum estágio da sua condição, faz-se mister que os profissionais de saúde estejam familiarizados com as melhores práticas para prevenir e tratar essa condição, visto que a compreensão abrangente das características e tipos de úlceras no pé diabético é imprescindível para estabelecer estratégias de tratamento e acompanhamentos eficazes. Objetivo: Este estudo tem como finalidade uma descrição das novas terapias e tecnologias utilizadas na prevenção e tratamento do pé diabético, através de uma revisão de literatura. Método: a metodologia do presente trabalho foi uma revisão de literatura descritiva, que contemplou artigos e livros de acordo com pesquisas nas bases de dados PubMed, SciElo e periódicos disponíveis no Portal CAPES por artigos em português e inglês publicados entre o ano de 2014 e 2025. Conclusão: o pé diabético é uma complicação grave do Diabetes Mellitus, associada a altas taxas de mortalidade e elevados custos ao sistema de saúde. O estudo evidenciou que a prevenção, por meio do controle glicêmico, exames periódicos e educação em saúde, é essencial para reduzir sua incidência. Além disso, as novas terapias e tecnologias, como a Terapia de Pressão Negativa, o uso de fatores de crescimento, biomateriais e laserterapia, têm mostrado eficácia na aceleração da cicatrização e na redução do risco de amputações. Conclui-se, portanto, que avanços contínuos no tratamento do pé diabético são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e otimizar os recursos da saúde pública.
Palavras-chave: Pé Diabético. Diabetes Melittus. Complicações do Diabetes. Doenças Vasculares Periféricas.
Abstract
Introduction: Diabetes Mellitus currently represents one of the main challenges in public health, given its status as one of the most common chronic diseases worldwide. Since approximately 25% of patients will eventually develop foot ulcers as a chronic complication at some stage of their condition, it is essential that healthcare professionals are familiar with best practices for preventing and treating this condition. A comprehensive understanding of the characteristics and types of diabetic foot ulcers is crucial for establishing effective treatment strategies and follow-up care. Objective: this study aims to describe the new therapies and technologies used in the prevention and treatment of diabetic foot through a literature review. Method: the methodology of this study was a descriptive literature review, including articles and books retrieved from databases such as PubMed, SciElo, and journals available on the CAPES Portal, considering articles published in Portuguese and English between 2014 and 2025. Conclusion: diabetic foot is a severe complication of Diabetes Mellitus, associated with high mortality rates and significant healthcare costs. The study highlighted that prevention, through glycemic control, periodic examinations, and health education, is essential to reduce its incidence. Additionally, new therapies and technologies, such as Negative Pressure Therapy, the use of growth factors, biomaterials, and laser therapy, have shown effectiveness in accelerating healing and reducing the risk of amputations. It is concluded, therefore, that continuous advancements in the treatment of diabetic foot are essential to improve patients’ quality of life and optimize public health resources.
Keywords: Diabetic Foot, Diabetes Mellitus, Diabetes Complications, Peripheral Vascular Diseases.
Introdução
A Diabetes Melittus (DM), atualmente representa um dos principais desafios para a saúde pública, dada sua posição como uma das doenças crônicas mais comuns globalmente (De Oliveira, 2021). O aumento dos casos de diabetes é atribuído, em parte, ao envelhecimento populacional, à crescente prevalência da obesidade, ao estilo de vida sedentário e às mudanças nos padrões alimentares (Vicentin et al., 2020). A maioria dos afetados está na faixa dos 45 a 64 anos e é estimado que metade desses não tenham consciência do diagnóstico e que 24% não recebam tratamento adequado (Vicentin et al., 2020).
A doença é caracterizada por uma variedade de sinais e sintomas que afetam o metabolismo de gorduras, proteínas e carboidratos cujas causas variam dependendo do tipo específico de Diabetes (De Castro et al., 2021).Tais alterações, resultam em uma hiperglicemia persistente decorrente da redução de insulina e/ou falha na sensibilidade dos tecidos a esse hormônio; isso pode eventualmente resultar em complicações como disfunção dos sistemas cardiovascular e nervoso ao longo do tempo (Mota et al., 2020).
De todos os indivíduos acometidos pela doença, avalia-se que cerca de 10% desenvolvem lesões nos pés, conhecidas como pé diabético (Brasileiro et al., 2019). Quando a úlcera nos pés não é identificada a tempo para o tratamento, essa progressão clínica grave pode resultar em necrose do membro e, em muitos casos, na necessidade de amputação (Bullos et al., 2022).
O pé diabético tem causas variadas, as quais incluem neuropatia, doença vascular periférica, imunodeficiência e descontrole dos níveis de glicose no sangue (Cabral et al., 2022). O envelhecimento e a obesidade também são fatores contribuintes para seu desenvolvimento, posto que, durante essas condições, as fases de cicatrização das feridas são prejudicadas pela resposta inflamatória reduzida do colágeno, o que retarda o processo de reparação tecidual (Cabral et al., 2022).
Essas complicações afetam a fisiologia do pé, causando distorção da sua anatomia normal, alterações nos ossos, pontos de pressão e circulação reduzida (De assis et al., 2020). Isso prejudica a cicatrização de feridas e leva à neuropatia periférica devido à destruição do tecido nervoso pela hiperglicemia crônica (De assis et al., 2020). Existem dois tipos de lesões: neuropáticas, que representam 65% dos casos e são caracterizadas pela perda de sensibilidade, e neuro-isquêmica, presentes em 35% e causam claudicação intermitente, dor ao elevar o membro, palidez e hipotermia (De assis et al., 2020).
Outrossim, o pé diabético acarreta custos ambulatoriais e hospitalares elevados para os pacientes, familiares e ao Sistema Único de Saúde (SUS) devido a alterações, como a má circulação sanguínea, inibição da produção de fatores de crescimento e migração celular que contribuem para sua persistência e exigem tratamentos prolongados (Cabral et al., 2022). Ademais, as lesões também acarretam outros tipos de prejuízos aos indivíduos acometidos como restrição das suas atividades cotidianas, baixa autoestima e danos psicológicos (Melo et al., 2011).
Em relação ao tratamento dessa complicação, considera-se que para evitar o desenvolvimento do pé diabético é crucial a prevenção através da avaliação regular dos pés, identificação de fatores de risco e orientação terapêutica (David et al., 2021). Também é de extrema relevância que os indivíduos acometidos procurem manter os níveis de açúcar no sangue estáveis, praticar atividades físicas moderadas e realizar exames anuais para detectar precocemente quaisquer alterações, dado que o pé diabético pode manifestar-se sem sintomas evidentes (David et al., 2021).
Uma vez que há o diagnóstico do pé diabético, faz-se crucial considerar três princípios fundamentais para o manejo das úlceras: desbridamento, descompressão e educação preventiva em saúde (Ferreira et al., 2022). Tais pilares, orientam o tratamento, que envolve cuidados locais da ferida, uso de curativos para criar um ambiente úmido, redução da pressão mecânica sobre as feridas e desbridamento quando há infecção ou necrose (Ferreira et al., 2022).
A prevalência crescente de Diabetes Mellitus emerge como uma preocupação significativa para os sistemas de saúde, tanto em termos de saúde pública quanto socioeconômicos (Vicentin et al., 2020). Dado que aproximadamente 25% dos pacientes acabaram desenvolvendo, como uma complicação crônica, úlceras nos pés em algum estágio de sua condição, faz-se mister que os profissionais de saúde estejam familiarizados com as melhores práticas para prevenir e tratar essa condição, visto que a compreensão abrangente das características e tipos de úlceras no pé diabético é imprescindível para estabelecer estratégias de tratamento e acompanhamento eficazes. Portanto, a descrição de novas terapias e tecnologias na prevenção e tratamento do pé diabético configura um estudo de muita relevância, considerando que atualmente, o tratamento convencional para úlceras no pé envolve estratégias como o controle cuidadoso da glicemia, procedimentos cirúrgicos de limpeza da ferida, redução da pressão na área afetada e, quando necessário, o uso de antibióticos de amplo espectro e procedimentos de revascularização. No entanto, é preocupante que menos de 30% das úlceras cicatrizam dentro de 20 semanas de tratamento e que até 40% recidivam em um ano (Reis et al., 2020).
Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo descrever novas terapias e tecnologias utilizadas na prevenção e tratamento do pé diabético. Além disso, busca-se investigar as terapias convencionais atualmente utilizadas no tratamento do pé diabético e compará-las com as novas abordagens terapêuticas; descrever novas tecnologias que estejam sendo desenvolvidas para prevenir e tratar o pé diabético; e avaliar a redução de complicações e melhoria na qualidade de vida dos pacientes diabéticos com as novas terapias e tecnologias na prevenção e tratamento do pé diabético.
Método
Foi conduzida uma Revisão Bibliográfica Descritiva, caracterizada por uma abordagem qualitativa e descritiva. A busca pelos estudos foi realizada com base nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), utilizando os termos “Pé Diabético”, “Diabetes Mellitus”, “Complicações do Diabetes” e “Doenças Vasculares Periféricas”, combinados com os operadores booleanos AND e OR para refinar os resultados. As bases de dados selecionadas para a pesquisa foram PubMed, SciElo e o Portal de Periódicos CAPES, considerando artigos disponíveis em português e inglês. Foram analisados estudos observacionais, ensaios clínicos, relatos de caso, artigos científicos, diretrizes e livros que abordavam o tema proposto. O recorte temporal adotado abrangeu publicações dos últimos 11 anos, de 2014 a 2025. A seleção dos artigos foi feita com base na análise do título, resumo e leitura integral dos textos. Como critérios de exclusão, foram eliminados estudos que não se adequaram à temática proposta, artigos que não estavam disponíveis na íntegra e anais de congresso. Além disso, foram excluídos aqueles publicados antes de 2014.
Desenvolvimento
DIABETES MELITTUS: CARACTERÍSTICAS DA DOENÇA
A Diabetes Mellitus (DM) é uma condição crônica de diagnóstico precoce desafiador e progressão silenciosa. Os profissionais da área da saúde frequentemente enfrentam obstáculos na adesão dos pacientes ao tratamento. Atualmente, a DM é considerada uma epidemia global, devido à sua crescente prevalência e à ausência de cura definitiva, tornando-se um grave problema de saúde pública. Caracteriza-se por um distúrbio metabólico relacionado à deficiência na secreção ou ação da insulina, resultando em hiperglicemia (Casarin et al., 2022).
A doença manifesta-se por níveis elevados de glicose no sangue, decorrentes da produção insuficiente ou da incapacidade do organismo em utilizar esse açúcar de maneira adequada. Normalmente, a concentração glicêmica varia ao longo do dia, elevando-se após as refeições e retornando aos valores normais em cerca de duas horas. Pela manhã, em jejum, os valores normais situam-se entre 70 e 110 mg/dL. Após a ingestão de alimentos ou líquidos açucarados, essa concentração pode alcançar de 120 a 140 mg/dL. A permanência de níveis elevados de glicose ao longo do tempo, associada a um controle glicêmico inadequado, favorece o desenvolvimento de complicações da doença. Dessa forma, após o diagnóstico, a prioridade do tratamento é a manutenção da glicemia dentro dos parâmetros normais, visando prevenir ou retardar complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes (Brutti et al., 2019).
Em relação à classificação, existem diferentes tipos, sendo os principais o tipo 1 e o tipo 2. No diabetes tipo 1, ocorre a destruição autoimune das células B do pâncreas, levando à deficiência absoluta de insulina e à consequente hiperglicemia crônica, acompanhada por alterações no metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas.
O diabetes tipo 2 é o mais comum, correspondendo a aproximadamente 90% dos casos. Sua origem é multifatorial, resultante da combinação de fatores genéticos, como predisposição familiar, e fatores ambientais, como sedentarismo, alimentação inadequada e obesidade. A doença se caracteriza, inicialmente, pela resistência à insulina, ou seja, quando as células do organismo não respondem de forma adequada à ação da insulina, dificultando a entrada da glicose no interior das células. Como consequência, o pâncreas aumenta a produção de insulina para tentar compensar essa resistência. Com o tempo, as células beta pancreáticas se sobrecarregam e começam a perder sua capacidade de produzir insulina de forma suficiente, levando ao déficit relativo desse hormônio e, consequentemente, à hiperglicemia persistente. O envelhecimento populacional, a obesidade e o sedentarismo são fatores determinantes para o aumento da incidência da doença globalmente (Castanhola, Piccinin, 2020).
No que diz respeito ao diagnóstico do diabetes, realiza-se por meio da aferição da glicemia em jejum, sendo considerados indicativos da doença valores iguais ou superiores a 126 mg/dL. Quando há suspeita, pode ser solicitado o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG), no qual o paciente ingere 75g de glicose e, após duas horas, os valores glicêmicos são avaliados. Se superiores a 140 mg/dL, indicam intolerância à glicose. Outro parâmetro diagnóstico é a dosagem da hemoglobina glicada (HbA1c), cujos valores superiores a 6,5% são sugestivos da doença (Barreiros, 2015; Marques, 2018). O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações micro e macrovasculares, como nefropatia, neuropatia e retinopatia diabética, além de reduzir os riscos cardiovasculares (Marques, 2018).
A sintomatologia do diabetes inclui poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso involuntária. Além disso, fadiga, fraqueza, prurido cutâneo e infecções recorrentes podem estar presentes. Em muitos casos, o diagnóstico ocorre tardiamente, quando as complicações já estão estabelecidas (Barreiros, 2015). As complicações crônicas do DM incluem danos aos vasos sanguíneos, o que pode levar a problemas renais, cegueira e amputações, sendo a principal causa de insuficiência renal crônica dialítica e cegueira adquirida (De Castro et al., 2021). A persistência da hiperglicemia também pode desencadear complicações agudas, como cetoacidose diabética e coma hiperosmolar (Fonseca; Abi Rached, 2019).
O tratamento da DM objetiva o controle metabólico e glicêmico, essencial para evitar complicações. Ele envolve medidas farmacológicas e não farmacológicas, como a adoção de uma dieta equilibrada, prática regular de exercícios físicos e monitoramento dos níveis glicêmicos. No diabetes tipo 1, a insulinoterapia é indispensável, sendo administrada por via subcutânea para suprir a ausência da produção do hormônio. Já no diabetes tipo 2, o tratamento inicial pode envolver apenas mudanças no estilo de vida, com a introdução de medicamentos orais caso o controle glicêmico não seja alcançado. Os antidiabéticos orais são classificados conforme seu mecanismo de ação, incluindo fármacos que estimulam a secreção pancreática de insulina, reduzem a absorção de glicose no intestino ou melhoram a sensibilidade à insulina (Bertonhi, Dias, 2018). O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza insulina e antidiabéticos orais, como metformina e glibenclamida, além de insumos para o controle glicêmico, como glicosímetros e tiras reagentes (Casarin et al., 2022).
Diante da complexidade da DM, a adesão ao tratamento e a educação em saúde são essenciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir a morbimortalidade associada. A abordagem multidisciplinar, incluindo médicos, nutricionistas e educadores em diabetes, é fundamental para que os indivíduos compreendam a doença e adotem hábitos saudáveis, contribuindo para um melhor prognóstico (Casarin et al., 2022).
PÉ DIABÉTICO: PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
O pé diabético é uma das complicações crônicas mais comuns do Diabetes Mellitus (DM) e é caracterizado pela presença de infecções, ulcerações ou destruição dos tecidos dos pés (David et al., 2021). Sua manifestação está associada a neuropatia, comprometimento vascular e processos infecciosos. A polineuropatia diabética (PND) afeta cerca de 50% dos indivíduos com DM, podendo evoluir para perda de sensibilidade e deformidades nos pés. Nos estágios mais avançados, essa condição contribui significativamente para o surgimento de úlceras, que, em muitos casos, precedem a amputação de membros inferiores (De Castro et al., 2021). Ademais, essas complicações acometem principalmente a população idosa do sexo masculino e representam um desafio significativo para a saúde pública mundial, devido aos altos custos pessoais, sociais e econômicos envolvidos. O impacto na qualidade de vida dos pacientes é severo, especialmente nos casos em que ocorre a amputação do membro afetado (David et al., 2021).
No contexto do sistema público de saúde, estima-se que aproximadamente 85% das amputações sejam atribuídas ao pé diabético, gerando um impacto expressivo nos custos do tratamento. Tal fato justifica-se, pois, a deficiência na circulação sanguínea, o comprometimento da resposta inflamatória e a redução da produção de colágeno são fatores que dificultam o processo de cicatrização, prolongando o tempo de tratamento e elevando os custos ambulatoriais e hospitalares. Estudos recentes indicam que as despesas com o tratamento do pé diabético podem representar entre 20% e 40% do orçamento destinado ao controle do DM no SUS (De Castro et al., 2021).
No que diz respeito ao quadro clínico do pé diabético, há variação conforme a origem das complicações (De Castro et al., 2021). Dessa forma, o pé diabético pode ser classificado em diferentes categorias. No tipo neuropático, ocorre perda gradual da sensibilidade, favorecendo o surgimento de lesões indolores. Entre os sintomas mais comuns estão formigamento, queimação e dormência, além de alterações como pele ressecada, deformidades nos dedos e calosidades na planta dos pés. No tipo vascular (ou isquêmico), há comprometimento da circulação nos membros inferiores, o que pode resultar em dormência, dor e fadiga, além de manifestações como inchaço, redução da temperatura dos pés, fissuras nos calcanhares e palidez cutânea. O tipo neurovascular apresenta características mistas, exigindo cuidados intensificados. Já no tipo infeccioso, há presença de edema, secreções purulentas, abscessos, dor intensa, hipersensibilidade, odor fétido e necrose tecidual, sendo comum a necessidade de amputação devido à rápida progressão da infecção (Da Silva et al., 2024). Entretanto, estudos apontam que cerca de 40% dos pacientes não recebem tratamento adequado devido à falta de diagnóstico precoce. Dessa forma, é essencial que sintomas como queimação, dor em pontada, dormência e fadiga sejam relatados ao profissional de saúde, garantindo um diagnóstico mais assertivo e a implementação de medidas terapêuticas adequadas (De Castro et al., 2021).
A “American Diabetes Association” recomenda a avaliação regular dos pés em pacientes diabéticos, incluindo a palpação dos pulsos periféricos, a verificação dos reflexos, a análise da propriocepção e a avaliação da sensibilidade protetora por meio do monofilamento, além do teste de sensibilidade vibratória. O uso de calçados inadequados também é um fator que pode desencadear lesões, tornando imprescindível a orientação dos pacientes quanto à escolha de sapatos apropriados. Além disso, a associação entre o pé diabético e a doença arterial obstrutiva periférica crônica pode agravar o quadro clínico, aumentando o risco de úlceras. Diante desse cenário, o diagnóstico adequado é fundamental para o tratamento da neuropatia diabética e para a prevenção de suas complicações. A presença de neuropatia periférica, combinada com deformidades e redução da mobilidade articular, pode favorecer o desenvolvimento de ulcerações. Assim, estratégias preventivas, associadas à educação dos pacientes e dos profissionais de saúde, bem como uma abordagem multidisciplinar, são essenciais para minimizar complicações e melhorar o prognóstico dos indivíduos afetados (Saraiva et al., 2023).
A PREVENÇÃO DO PÉ DIABÉTICO
A principal estratégia para reduzir a incidência do pé diabético é a prevenção, pois intervenções educativas e exames regulares podem reduzir significativamente a ocorrência de lesões. A adoção de práticas como o controle glicêmico adequado, a prática de atividades físicas e a realização de exames periódicos permite a identificação precoce de possíveis complicações, muitas vezes assintomáticas. Além disso, o autoexame dos pés desempenha um papel fundamental, pois possibilita a detecção de alterações como fissuras, lesões, calosidades, alterações na coloração da pele e ausência de pelos (David et al., 2021).
É importante ressaltar também que a presença de doenças crônicas associadas, como a Hipertensão Arterial Sistêmica pode comprometer a percepção sensorial, a circulação sanguínea e a mobilidade, contribuindo para o surgimento de ulcerações. Dessa forma, a adesão a programas preventivos por parte de profissionais de saúde e da população em geral é essencial para minimizar os riscos (David et al., 2021).
Acrescenta-se que a neuropatia diabética periférica pode afetar até metade dos indivíduos com diabetes, sendo, muitas vezes, assintomática em estágios iniciais (De Castro et al., 2021). Tais autores salientam também, que pacientes com diabetes tipo 1, após cinco anos do diagnóstico, e aqueles com diabetes tipo 2, desde o diagnóstico, devem ser submetidos a avaliações anuais dos pés, incluindo exames neurológicos e testes de sensibilidade. Além disso, o Sistema de Classificação de Wagner é uma ferramenta amplamente utilizada para determinar a gravidade das ulcerações e orientar a conduta terapêutica (De Castro et al., 2021).
De acordo com as informações supracitadas, percebe-se então que a atenção primária à saúde desempenha um papel crucial na prevenção do pé diabético, visto que a progressão da doença para estágios críticos pode levar a altos índices de mortalidade. Com isso, medidas como o monitoramento periódico dos níveis glicêmicos, hemoglobina glicada e creatinina auxiliam na detecção precoce de complicações microvasculares e macrovasculares (Da Silva Calado et al., 2020).
Além disso, a educação em saúde também se mostra essencial na prevenção do pé diabético, pois promove mudanças de hábitos e melhora a adesão ao autocuidado (Bullos et al., 2022). Programas educativos devem abordar a importância da higiene dos pés, uso de calçados adequados e reconhecimento precoce de sinais de risco. Deve-se levar em consideração os cinco pilares fundamentais para a prevenção criados pelo Consenso Internacional sobre Pé Diabético, em 2001: a identificação do pé em risco, exame regular, educação, uso de calçados adequados e tratamento de fatores de risco (Campos et al., 2022).
Dessa forma, a prevenção do pé diabético envolve um conjunto de medidas educativas, avaliação periódica e intervenções específicas. O fortalecimento da atenção básica e a capacitação dos profissionais de saúde são estratégias fundamentais para a redução da incidência de complicações e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes com diabetes mellitus (Da Silva et al., 2024).
O TRATAMENTO CONVENCIONAL DO PÉ DIABÉTICO E NOVAS TERAPIAS
Atualmente, o tratamento convencional do pé diabético envolve uma abordagem multifatorial, incluindo higienização da lesão, remoção de tecidos necróticos, otimização da circulação sanguínea, uso de curativos tópicos apropriados e controle de infecções. Entretanto, em indivíduos com diabetes mellitus, esse tratamento tradicional muitas vezes não promove uma cicatrização eficiente dentro de um período adequado, tornando necessária a adoção de terapias complementares que favoreçam a regeneração tecidual e reduzam a necessidade de amputações (Cabral et al., 2022).
Dessa maneira, o manejo das complicações decorrentes do pé diabético representa um desafio para os profissionais de saúde, pois, além de demandar uma terapia individualizada, requer controle glicêmico rigoroso, uso de calçados que evitem traumas ou compressões excessivas, antibioticoterapia direcionada para infecções e aplicação de curativos que auxiliem tanto no desbridamento de tecidos inviáveis quanto na formação do tecido de granulação (David et al., 2021).
Dentre as inovações terapêuticas, destaca-se a Terapia de Pressão Negativa (TPN), que consiste em um sistema onde um curativo oclusivo de espuma ou gaze é conectado a uma bomba de sucção, gerando uma pressão sub-atmosférica controlada sobre a ferida. Seus mecanismos de ação incluem redução da área da lesão, remoção de exsudato, estabilização do ambiente local e estímulo à angiogênese, proliferação celular e regulação da resposta inflamatória. Dessa forma, a TPN demonstra ser uma estratégia eficaz na promoção da cicatrização e na redução da incidência de amputações, otimizando a perfusão tecidual e favorecendo a regeneração (Da Nobrega et al., 2024). Estudos indicam que essa técnica melhora a taxa de cicatrização e reduz a presença de tecido desvitalizado, tornando-se um recurso valioso no tratamento do pé diabético (Cabral et al., 2022).
TABELA 1: Comparação entre o uso da TPN e a terapia convencional.

FIGURA 1: Terapia por pressão negativa sub-atmosférica.

Outrossim, a avaliação neurológica e vascular, associada ao uso de calçados personalizados, palmilhas especiais e dispositivos de descarga de pressão, como órteses e andadores ortopédicos, pode minimizar complicações. Por outro lado, em casos mais graves, com risco elevado de recorrência da úlcera e falha das terapias convencionais, procedimentos cirúrgicos podem ser necessários (De Castro et al., 2021).
Dentre as terapias medicamentosas emergentes, destaca-se o Heberprot-P®, um Fator de Crescimento Epidérmico Humano Recombinante (FCEhr) administrado por infiltração intralesional, acelerando a cicatrização de úlceras neuropáticas e neuroisquêmicas. Esse tratamento tem demonstrado a redução do tempo de hospitalização e da necessidade de amputações, sendo, contudo, indicado como terapia complementar ao tratamento convencional (Lemos, Neto, Nunes, 2025).
TABELA 2: Comparação entre o uso do Fator de Crescimento Epidérmico Humano Recombinante e a terapia convencional.

Outros avanços terapêuticos incluem o uso de biomembrana de proteínas com látex, que se apresenta como alternativa de baixo custo, promovendo ativação de células do sistema imunológico e liberação de mediadores inflamatórios essenciais para a cicatrização. O plasma rico em plaquetas também tem sido estudado como opção viável, pois contém fatores de crescimento que estimulam a proliferação celular, a formação de colágeno e a angiogênese, promovendo a epitelização e regeneração tecidual (Cabral et al., 2022).
TABELA 3: Comparação entre o uso da biomembrana de proteínas com látex e a terapia convencional.

FIGURA 2: Aspecto macroscópico da biomembrana de látex.

TABELA 4: Comparação entre o uso do plasma rico em plaquetas e a terapia convencional.

Concomitantemente, a laserterapia de baixa intensidade tem sido investigada como abordagem para cicatrização de feridas em pacientes diabéticos, promovendo melhora na microcirculação periférica, estímulo à produção de ATP e redução do estresse oxidativo. De acordo com pesquisas recentes, essa abordagem favorece a vasodilatação local e a regeneração de fibras nervosas, proporcionando benefícios clínicos significativos (Salvi et al., 2017).
TABELA 5: Comparação entre o uso da laserterapia de baixa intensidade e a terapia convencional.

Outra possibilidade que está sendo explorada é a utilização de cimento ósseo com antibiótico e drenagem a vácuo para o tratamento de úlceras neuropáticas complicadas por osteomielite, reduzindo o tempo de cicatrização e o risco de complicações pós-operatórias. A administração de antibióticos diretamente na ferida permite alcançar concentrações elevadas no local da infecção, otimizando os resultados clínicos (Mendame Ehya et al., 2021).
TABELA 6: Comparação entre o uso do cimento ósseo com antibiótico e a terapia convencional.

FIGURA 2: Ulceração diabética no calcanhar. Ulceração diabética no calcanhar (a) durante a cirurgia, (b) imediatamente após a cirurgia, (c, d) 3 semanas após a cirurgia e (e) 12 semanas após a cirurgia.

Também tem demonstrado eficácia no tratamento das úlceras do pé diabético a membrana amniótica humana intacta, acelerando o fechamento da ferida e promovendo melhora na qualidade de vida dos pacientes (Serena et al., 2020). Conforme ainda esses autores, a utilização desse método apresenta taxas superiores de cicatrização em comparação ao tratamento convencional, reduzindo a profundidade e o volume da lesão em um período menor.
TABELA 7: Comparação entre o uso da membrana amniótica humana e a terapia convencional.

Adicionalmente, outros tratamentos alternativos têm sido investigados, como o uso de pomadas contendo extrato de azeite de oliva em pacientes imunocomprometidos, apresentando potencial terapêutico na cicatrização de úlceras neuropáticas. Ademais a terapia vibratória tem se mostrado promissória e tem demonstrado acelerar a regeneração tecidual e melhorar a perfusão local ao estimular a produção de óxido nítrico, promovendo uma recuperação mais rápida das úlceras neuropáticas diabéticas (Lemos, Neto, Nunes, 2025).
Essas novas estratégias terapêuticas representam avanços significativos na prevenção e no tratamento do pé diabético, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e para a redução das taxas de complicações graves, como infecções e amputações.
Conclusão
Diante do exposto, verifica-se que o pé diabético constitui uma das complicações mais severas do Diabetes Mellitus, com impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes e no sistema de saúde. A alta prevalência da condição, associada às dificuldades no tratamento convencional, evidencia a necessidade de estratégias inovadoras para a prevenção e o manejo adequado das úlceras e demais complicações. A revisão de literatura demonstrou que as novas terapias e tecnologias aplicadas ao tratamento do pé diabético, como a terapia de pressão negativa, o uso de fatores de crescimento, biomateriais, laserterapia e terapias medicamentosas emergentes, apresentam potencial significativo para acelerar a cicatrização e reduzir a incidência de amputações. Tais avanços representam um grande progresso na abordagem clínica desta condição, proporcionando melhores prognósticos aos pacientes.
No entanto, apesar dos avanços terapêuticos, a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para minimizar os impactos do pé diabético. A educação em saúde, o monitoramento periódico dos pés, o controle rigoroso da glicemia e a identificação precoce de fatores de risco são medidas essenciais para evitar o surgimento de lesões e suas complicações. Dessa forma, conclui-se que o manejo do pé diabético requer uma abordagem multifatorial, combinando prevenção, diagnóstico precoce e tratamentos inovadores. A continuidade das pesquisas na área é imprescindível para aprimorar as terapias disponíveis e desenvolver novas estratégias que possam reduzir ainda mais a taxa de complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com Diabetes Mellitus.
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1Acadêmicos do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Ipatinga, Minas Gerais, Brasil.
2Docente do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Ipatinga, Minas Gerais, Brasil. Orientador do TCC.
