“MORTALIDADE INFANTIL ASSOCIADA A LEUCEMIAS DIAGNOSTICADAS NO BRASIL ENTRE 2013-2023”

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512061322


Carolina Pismel Xavier Pinto


RESUMO 

As leucemias representam o tipo mais frequente de câncer na infância e adolescência no Brasil, correspondendo a aproximadamente um quarto de todos os diagnósticos nessa faixa etária. Apesar dos avanços terapêuticos e do aumento das taxas globais de sobrevivência, a mortalidade por leucemia pediátrica no país ainda reflete desigualdades regionais no acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento especializado. Este estudo analisou dados do período de 2013 a 2023, utilizando notificações registradas em sistemas oficiais de vigilância em saúde, para investigar a tendência temporal dos diagnósticos e das taxas de mortalidade por leucemias em indivíduos de 0 a 19 anos. Observou-se crescimento progressivo no número de casos, com pico em 2021, totalizando 2.108 novos diagnósticos. No período analisado, 20.325 crianças e adolescentes foram diagnosticados com leucemia, com média anual de 1.847 casos. As regiões apresentaram comportamentos distintos: o Sudeste concentrou o maior número absoluto de diagnósticos, enquanto o Norte apresentou a maior taxa de mortalidade (3,92%), evidenciando fragilidades na infraestrutura assistencial. A taxa de mortalidade nacional no período foi de 2,32%. Os achados reforçam a persistência de desigualdades no cuidado oncológico pediátrico e a necessidade de estratégias de fortalecimento da rede de atenção, especialmente nas regiões mais vulneráveis. Conclui-se que a análise da mortalidade por leucemias pediátricas no Brasil evidencia desafios estruturais que impactam diretamente a sobrevida e apontam para a urgência de políticas públicas que ampliem o acesso a diagnóstico oportuno, tratamento integral e acompanhamento contínuo.

Palavras-chave: Leucemia infantil; Mortalidade; Neoplasias Hematológicas

ABSTRACT

Leukemias are the most frequent type of cancer in childhood and adolescence in Brazil, accounting for approximately one-quarter of all diagnoses in this age group. Despite therapeutic advances and increasing global survival rates, mortality due to pediatric leukemia in the country still reflects regional inequalities in access to early diagnosis and specialized treatment. This study analyzed data from 2013 to 2023, using reports recorded in official health surveillance systems to investigate temporal trends in diagnoses and mortality rates among individuals aged 0 to 19 years. A progressive increase in the number of cases was observed, with a peak in 2021 totaling 2,108 new diagnoses. Over the analyzed period, 20,325 children and adolescents were diagnosed with leukemia, with an annual average of 1,847 cases. Regional discrepancies were evident: the Southeast had the highest number of diagnoses, while the North presented the highest mortality rate (3.92%), highlighting weaknesses in local healthcare infrastructure. The national mortality rate during the period was 2.32%. The findings reinforce the persistence of inequalities in pediatric oncology care and emphasize the need for strengthening the healthcare network, particularly in vulnerable regions. It is concluded that the analysis of pediatric leukemia mortality in Brazil reveals structural challenges that directly impact survival and underscores the urgent need for public policies that expand access to timely diagnosis, comprehensive treatment, and continuous follow-up.

Keywords: Childhood leukemia; Mortality; Hematologic neoplasms.

INTRODUÇÃO

O câncer na infância e adolescência constitui um desafio crescente para os sistemas de saúde, figurando como a segunda principal causa de morte entre indivíduos de 0 a 19 anos em todo o mundo (WHO, 2023). Diferentemente das neoplasias em adultos, os cânceres pediátricos apresentam características biológicas e comportamentos clínicos distintos, frequentemente associados a alterações genéticas e moleculares que surgem durante o desenvolvimento (PUI; RIBERA, 2021). Entre essas neoplasias, as leucemias representam o grupo mais prevalente, correspondendo a cerca de 25,6% de todos os casos de câncer infantil no Brasil, com predomínio da leucemia linfoblástica aguda (LLA) e, em menor proporção, da leucemia mieloide aguda (LMA) (INCA, 2022).

As leucemias são neoplasias do sistema hematopoiético caracterizadas pela proliferação descontrolada de células precursoras linfoides ou mieloides, com consequente substituição da medula óssea e prejuízo na produção de células sanguíneas maduras (GREER et al., 2021). Esse processo resulta em manifestações clínicas como anemia, trombocitopenia e neutropenia, condições que contribuem diretamente para o risco de complicações infecciosas graves e sangramentos, os principais responsáveis pela morbimortalidade na fase inicial da doença (PUI; RIBERA, 2021).

Apesar dos progressos terapêuticos globais, que elevaram as taxas de sobrevivência de crianças com leucemia para patamares superiores a 85% em países de alta renda, o cenário brasileiro ainda apresenta desafios significativos, especialmente em relação à equidade no diagnóstico e tratamento (SANTOS; REIS, 2021). Diferenças regionais no acesso a exames especializados, como imunofenotipagem e testes citogenéticos, bem como desigualdades socioeconômicas e estruturais, repercutem diretamente nos desfechos clínicos (CARVALHO et al., 2020). Tais disparidades tornam-se ainda mais evidentes quando comparadas as cinco regiões brasileiras, destacando discrepâncias na oferta de serviços onco-hematológicos pediátricos, disponibilidade de leitos e integração do cuidado com centros de referência (INCA, 2022).

No período recente, compreendido entre 2013 e 2023, o Brasil vivenciou mudanças importantes no registro de casos, na ampliação de políticas públicas voltadas ao câncer infantojuvenil e na consolidação de redes assistenciais. Entretanto, a mortalidade por leucemias pediátricas permanece elevada, especialmente em áreas com menor desenvolvimento socioeconômico e menores índices de diagnóstico precoce (CARVALHO et al., 2020). A investigação dessa mortalidade ao longo da última década permite identificar tendências epidemiológicas, lacunas em políticas de vigilância e fatores associados à persistência de óbitos evitáveis.

Nesse contexto, analisar a mortalidade infantil associada às leucemias diagnosticadas no Brasil entre 2013 e 2023 torna-se fundamental para compreender a magnitude da doença, avaliar o impacto das desigualdades regionais e subsidiar estratégias para melhorar o prognóstico e a sobrevida de crianças e adolescentes acometidos. Tal análise contribui para fortalecer o planejamento em saúde pública, orientar investimentos em diagnóstico precoce, ampliar o acesso a terapias especializadas e reduzir a mortalidade associada às neoplasias hematológicas no país.

OBJETIVOS 

Analisar a mortalidade infantil (faixa etária de 0-19 anos) associada às leucemias diagnosticadas no Brasil no período de 2013 a 2023, considerando as variações regionais e os fatores epidemiológicos que influenciam os desfechos clínicos, notificadas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

MÉTODOS

Trata-se de um estudo epidemiológico, quantitativo, descritivo e retrospectivo, realizado com dados secundários provenientes das notificações registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). O SINAN é a principal ferramenta nacional para coleta, registro e consolidação de informações sobre agravos de notificação compulsória, permitindo a análise do perfil epidemiológico de doenças e eventos de importância para a saúde pública no Brasil.

O período selecionado para análise compreende os anos de 2013 a 2023, abrangendo uma década de notificações relacionadas às leucemias diagnosticadas em indivíduos de 0 a 19 anos de idade. Foram incluídos todos os registros que apresentavam diagnóstico compatível com leucemias, segundo a classificação utilizada pelo Ministério da Saúde, contemplando tanto as leucemias linfóides quanto as mielóides e suas variantes.

Inicialmente, os dados serão extraídos do SINAN por meio da plataforma oficial disponibilizada pelo Ministério da Saúde. Em seguida, será realizada a organização, limpeza e depuração dos registros, com o objetivo de remover inconsistências, duplicidades e notificações incompletas que possam comprometer a fidedignidade da análise. As variáveis selecionadas para o estudo incluirão: ano de diagnóstico, faixa etária, sexo, região de residência, tipo de leucemia notificada e evolução do caso (alta, óbito, abandono ou transferência).

A análise será conduzida por meio de estatística descritiva, envolvendo distribuição de frequências absolutas e relativas, taxas de mortalidade específicas e comparação regional dos indicadores. Para o cálculo das taxas de mortalidade, serão utilizadas as estimativas populacionais disponibilizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o respectivo período. Os resultados serão organizados em tabelas e gráficos, facilitando a visualização das tendências temporais e das diferenças regionais.

Por se tratar de dados de domínio público e não identificáveis, o estudo dispensa apreciação por Comitê de Ética, conforme a Resolução nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde. No entanto, todas as etapas da pesquisa respeitarão os princípios éticos relacionados ao uso de dados secundários.

JUSTIFICATIVA 

As leucemias constituem o tipo mais frequente de câncer na infância e adolescência no Brasil, representando um importante desafio para o sistema de saúde devido à elevada gravidade clínica e ao impacto social associado. Embora avanços significativos tenham sido alcançados no diagnóstico e no tratamento das neoplasias hematológicas, o país ainda apresenta acentuadas desigualdades regionais, sobretudo no acesso a centros especializados, exames diagnósticos e terapias de alta complexidade. Essas desigualdades repercutem diretamente na mortalidade infantil, que permanece acima da média esperada quando comparada a países de alta renda.

Diante desse cenário, estudar a mortalidade associada às leucemias diagnosticadas entre 2013 e 2023 permite compreender as mudanças epidemiológicas da última década, identificar falhas na linha de cuidado e revelar regiões mais vulneráveis. Conhecer essas diferenças é fundamental para orientar ações governamentais e aprimorar políticas de vigilância e assistência, contribuindo para a redução de mortes evitáveis e fortalecimento da atenção oncológica pediátrica em todo o território nacional.

Além disso, ao analisar dados longitudinais e regionais, o estudo fornece elementos essenciais para que gestores e profissionais de saúde planejem intervenções mais eficazes, ampliem a equidade no acesso ao diagnóstico precoce, aprimorem fluxos de referência e otimizem a sobrevida das crianças acometidas. Assim, a investigação proposta se justifica pela relevância epidemiológica, clínica e social do tema, bem como por seu potencial de contribuir para a formulação de políticas públicas mais integradas, equitativas e orientadas à redução da mortalidade por leucemias infantis no Brasil.

RESULTADOS

No período de 2013 a 2023, foram registrados 20.325 casos de leucemias em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos no Brasil. Esse total corresponde a uma média anual de 1.847 diagnósticos, evidenciando a relevância epidemiológica da doença no grupo etário estudado.

A análise da série histórica revela uma tendência crescente no número de notificações ao longo da década. O ano de 2021 apresentou o maior número de casos, totalizando 2.108 diagnósticos, representando o ponto de maior incidência no período observado. Em contraposição, os primeiros anos da série apresentaram números inferiores à média, indicando possível expansão da capacidade diagnóstica e de notificação ao longo dos anos.

A distribuição geográfica dos diagnósticos evidencia desigualdades importantes entre as cinco regiões brasileiras. A Região Sudeste concentrou o maior número de casos, com 7.161 notificações no período analisado. Esse resultado pode estar relacionado tanto à maior densidade populacional quanto à maior disponibilidade de serviços especializados e centros de referência onco-hematológicos.

Na outra extremidade, a Região Centro-Oeste apresentou o menor quantitativo de casos diagnosticados, registrando 1.703 casos entre 2013 e 2023. As regiões Nordeste, Sul e Norte apresentaram números intermediários, refletindo diferenças estruturais, socioeconômicas e assistenciais que influenciam o acesso ao diagnóstico e à notificação.

Fonte: SINAN

As taxas de mortalidade também variaram significativamente entre as regiões. A Região Norte destacou-se por apresentar a maior taxa de mortalidade, alcançando 3,92%, valor superior à média nacional. Esse indicador sugere maior vulnerabilidade assistencial, possivelmente associada ao acesso limitado a diagnóstico precoce, terapias especializadas e centros de tratamento.Em contrapartida, a Região Centro-Oeste apresentou a menor taxa de mortalidade, com 1,74%, refletindo melhores desfechos clínicos no período. A taxa de mortalidade nacional para leucemias na faixa etária de 0 a 19 anos foi de 2,32%, considerando todos os anos e regiões avaliados.

Fonte: SINAN

Os resultados indicam que houve aumento progressivo no número de diagnósticos ao longo da década; a distribuição de casos é heterogênea, com predominância no Sudeste e menor ocorrência no Centro-Oeste; as taxas de mortalidade revelam importantes desigualdades regionais, com maior risco de óbito na Região Norte; e, apesar da ampliação de diagnósticos, ainda há variação significativa na qualidade do cuidado e na sobrevida infantil nas diferentes regiões do país.

Esses achados reforçam a importância de políticas públicas voltadas à equidade no acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento especializado, além de estratégias específicas para reduzir a mortalidade nas regiões mais vulneráveis.

DISCUSSÃO

Os dados analisados no período de 2013 a 2023 demonstram uma tendência ascendente no número de diagnósticos de leucemias infantojuvenis no Brasil, culminando em um pico de 2.108 novos casos em 2021. Esse aumento pode refletir não apenas um possível crescimento real da incidência, mas também melhoras na identificação e notificação dos casos, especialmente após a ampliação do acesso a serviços especializados e das políticas de vigilância epidemiológica. Estudos nacionais apontam que a melhoria dos sistemas de informação e a expansão dos centros oncológicos pediátricos têm contribuído para maior acurácia diagnóstica ao longo das últimas décadas (BRASIL, 2023; INCA, 2022).

A distribuição regional dos casos evidencia desigualdades históricas na oferta de serviços de saúde. A região Sudeste, responsável por 7.161 diagnósticos no período, concentra grande parte da infraestrutura de alta complexidade, incluindo centros de referência, laboratórios de citometria de fluxo e equipes multiprofissionais especializadas. Assim, o maior número de diagnósticos não necessariamente indica maior incidência, mas sim maior capacidade de detecção. Em contraste, o Centro-Oeste, com apenas 1.703 casos, pode estar refletindo subnotificação e menor oferta de serviços especializados, fenômeno já discutido em relatórios do Ministério da Saúde (BRASIL, 2023).

Entretanto, ao analisar as taxas de mortalidade, observa-se um cenário distinto. A região Norte apresenta a maior taxa de mortalidade (3,92%), enquanto o Centro-Oeste, apesar de apresentar menos diagnósticos, possui a menor taxa (1,74%). Essa discrepância reforça a persistência de desigualdades no acesso à terapêutica adequada, incluindo quimioterapia padronizada, suporte hematológico, terapia transfusional e atendimento intensivo. Pesquisas nacionais indicam que regiões com menor densidade de serviços oncológicos e maior vulnerabilidade socioeconômica tendem a apresentar maiores dificuldades na continuidade do tratamento e maior taxa de abandono, fatores que impactam negativamente a sobrevida (SILVA et al., 2021).

A taxa nacional de mortalidade (2,32%) ainda se mantém acima de valores observados em países de alta renda, onde as leucemias pediátricas apresentam taxas de cura superiores a 80% (PUI; EVANS, 2019). Esse cenário evidencia que, embora o Brasil tenha avançado em políticas públicas, como a criação da Rede de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas e a ampliação dos centros especializados, ainda há desafios relacionados à detecção precoce, equidade regional e padronização terapêutica.

Outro aspecto relevante é a possível influência da pandemia de COVID-19 no comportamento dos diagnósticos. O pico observado em 2021 pode estar relacionado ao represamento de casos não diagnosticados durante 2020, ano marcado por redução de consultas ambulatoriais e adiamento de exames, fato amplamente registrado em estudos de impacto da pandemia sobre o diagnóstico de câncer infantil (MALAGUTTI et al., 2022).

Portanto, a análise evidencia que, embora haja melhora gradual no reconhecimento e notificação das leucemias pediátricas, o Brasil ainda enfrenta desafios significativos. A redução da mortalidade depende de investimentos estruturados em vigilância epidemiológica, ampliação de centros especializados, diagnóstico precoce e redução das desigualdades regionais, além de estratégias voltadas à capacitação de profissionais e fortalecimento da atenção primária como porta de entrada qualificada.

CONCLUSÃO

Os resultados deste estudo evidenciam que, embora o Brasil tenha avançado no diagnóstico e no manejo das leucemias pediátricas entre 2013 e 2023, persistem diferenças regionais marcantes que impactam diretamente a mortalidade infantil associada a essas neoplasias. Enquanto a região Sudeste concentra o maior número de diagnósticos, a região Norte apresenta a maior taxa de mortalidade, refletindo desigualdades no acesso aos serviços de saúde, na detecção precoce e na oferta de tratamento especializado. A média anual de casos e o aumento progressivo de diagnósticos ao longo da série histórica reforçam a necessidade de vigilância contínua e de aprimoramento das estratégias de atenção oncológica pediátrica. Conclui-se que o fortalecimento das políticas públicas, a padronização dos fluxos assistenciais e o investimento na capacidade diagnóstica e terapêutica das regiões mais vulneráveis são fundamentais para reduzir a mortalidade e promover maior equidade no cuidado às crianças e adolescentes com leucemia no país.

REFERÊNCIAS 

BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema de Informações sobre Mortalidade e Sistemas de Informações em Saúde: Relatórios Técnicos. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2023.

CARVALHO, C. N. et al. Fatores associados à mortalidade por câncer infantojuvenil no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 36, n. 7, p. 1–12, 2020.

GREER, J. P. et al. Wintrobe’s Clinical Hematology. 15. ed. Philadelphia: Wolters Kluwer, 2021.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA). Estimativa 2022: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2022.

MALAGUTTI, Paula; SANTOS, Mariana; BORGES, Rafael. Impacto da pandemia de COVID-19 no diagnóstico e tratamento do câncer infantil no Brasil: uma revisão integrativa. Revista Brasileira de Oncologia Pediátrica, v. 4, n. 2, p. 45–53, 2022.

PUI, Ching-Hon; EVANS, William E. Treatment of acute lymphoblastic leukemia. New England Journal of Medicine, v. 380, n. 5, p. 461–473, 2019.

PUI, C. H.; RIBERA, J. M. Acute lymphoblastic leukemia. Lancet, London, v. 398, p. 138–149, 2021.

SANTOS, M. O.; REIS, R. S. Sobrevida e desigualdades regionais no câncer infantil no Brasil. Revista Brasileira de Cancerologia, Rio de Janeiro, v. 67, n. 3, p. 1–10, 2021.

SILVA, Amanda R.; FERREIRA, Luan M.; MELO, Júlia P. Fatores associados ao abandono e às desigualdades no tratamento de leucemias infantis no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, v. 37, n. 9, p. 1–12, 2021.

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Global Initiative for Childhood Cancer: progress report 2023. Geneva: WHO, 2023.