MENINGITE: FATORES ASSOCIADOS À MORBIMORTALIDADE E ÀS SEQUELAS NEUROLÓGICAS NA ÚLTIMA DÉCADA

MENINGITIS: FACTORS ASSOCIATED WITH MORBIDITY, MORTALITY, AND NEUROLOGICAL SEQUELAE IN THE LAST DECADE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202602261733


Lara Fiorino1
Pedro Paulo Coutinho Toribio2


Resumo

A meningite constitui uma inflamação das meninges de etiologia predominantemente infecciosa, permanecendo como importante causa de morbimortalidade global, especialmente em sua forma bacteriana. Apesar dos avanços diagnósticos, terapêuticos e da ampliação de programas de imunização, a doença ainda apresenta elevada taxa de óbitos e significativa ocorrência de sequelas neurológicas, sobretudo em populações vulneráveis. Este estudo teve como objetivo analisar os principais fatores clínicos, epidemiológicos e estruturais associados à morbimortalidade e às complicações da meningite na última década. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e SciELO, contemplando publicações entre 2015 e 2025. Foram incluídos 39 estudos que abordaram fatores de risco, mortalidade e sequelas neurológicas em populações pediátricas e adultas. Os resultados evidenciaram que atraso no início da antibioticoterapia, gravidade clínica na admissão, presença de comorbidades, desigualdade no acesso a serviços de saúde e lacunas na cobertura vacinal estão entre os principais determinantes de desfechos adversos. Observou-se ainda elevada prevalência de sequelas como perda auditiva, déficit cognitivo e epilepsia, especialmente em crianças. Conclui-se que a redução da morbimortalidade associada à meningite depende da integração entre diagnóstico precoce, ampliação da cobertura vacinal, implementação de protocolos assistenciais padronizados e acompanhamento longitudinal dos sobreviventes.

Palavras-chave: Meningite; Mortalidade; Sequelas neurológicas; Fatores de risco; Saúde pública.

1. INTRODUÇÃO

A meningite constitui uma condição inflamatória das meninges, podendo ser causada por agentes infecciosos — principalmente bactérias, vírus e fungos — ou por etiologias não infecciosas. Apesar dos avanços diagnósticos e terapêuticos, a meningite permanece como importante problema de saúde pública mundial, associada a elevada morbimortalidade e risco significativo de sequelas neurológicas permanentes (GBD 2019 MENINGITIS COLLABORATORS, 2022). A carga global da doença permanece expressiva, sobretudo em países de baixa e média renda, onde limitações estruturais impactam o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento adequado.

Estima-se que milhões de casos ocorram anualmente no mundo, com centenas de milhares de óbitos, especialmente relacionados à meningite bacteriana (WHO, 2023). Crianças menores de cinco anos, idosos e indivíduos imunossuprimidos representam os grupos mais vulneráveis, com maior risco de evolução grave. Mesmo entre sobreviventes, as taxas de sequelas neurológicas — como perda auditiva, déficit cognitivo e epilepsia — permanecem significativas (DAVIS et al., 2021).

A meningite bacteriana aguda, particularmente causada por Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae, caracteriza-se por evolução rápida e potencialmente fatal, exigindo diagnóstico e intervenção imediatos (VAN DE BEEK et al., 2021). A resposta inflamatória exacerbada no espaço subaracnoide desempenha papel central na fisiopatologia das complicações neurológicas, sendo determinante para desfechos adversos.

Nas últimas décadas, programas de vacinação impactaram significativamente a epidemiologia da meningite bacteriana, reduzindo a incidência de determinados sorotipos em diversos países (WHO, 2023). Entretanto, a emergência de novos sorogrupos e a variabilidade regional na cobertura vacinal mantêm o cenário epidemiológico dinâmico e desafiador (GBD 2019 MENINGITIS COLLABORATORS, 2022).

Além da etiologia bacteriana, a meningite viral representa importante parcela dos casos, geralmente com curso clínico mais benigno, embora não isento de complicações. Vírus como enterovírus e herpesvírus figuram entre os principais agentes etiológicos, com manifestações clínicas que podem mimetizar quadros bacterianos nas fases iniciais (TUNKEL et al., 2021). Tal semelhança sintomatológica dificulta a diferenciação clínica precoce e pode atrasar decisões terapêuticas.

O diagnóstico da meningite baseia-se na correlação entre quadro clínico e análise do líquido cefalorraquidiano (LCR), sendo a punção lombar procedimento essencial para confirmação etiológica (VAN DE BEEK et al., 2021). Entretanto, desafios persistem, especialmente em contextos com recursos limitados, onde exames laboratoriais avançados e métodos moleculares não estão amplamente disponíveis.

Outro aspecto relevante refere-se ao uso precoce de antibioticoterapia empírica e corticosteroides como estratégia para redução de mortalidade e sequelas, sobretudo nos casos bacterianos (DAVIS et al., 2021). A adequada estratificação de risco e a implementação de protocolos clínicos padronizados demonstram impacto direto na melhora dos desfechos.

Apesar dos avanços científicos, ainda se observam disparidades significativas nos resultados clínicos entre diferentes regiões do mundo. Fatores socioeconômicos, atraso no reconhecimento dos sintomas e dificuldades de acesso a serviços especializados contribuem para a manutenção de altas taxas de complicações (GBD 2019 MENINGITIS COLLABORATORS, 2022).

Diante desse cenário, emerge o seguinte problema de pesquisa: quais fatores clínicos, epidemiológicos e estruturais estão mais fortemente associados à morbimortalidade e às sequelas neurológicas em pacientes com meningite na última década? A compreensão desses determinantes é fundamental para aprimorar estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e manejo terapêutico.

Parte-se da hipótese de que a morbimortalidade associada à meningite permanece elevada principalmente devido à interação entre atraso diagnóstico, desigualdade no acesso a recursos de saúde e resposta inflamatória exacerbada nos casos bacterianos, sendo possível reduzir significativamente os desfechos adversos por meio de ampliação da cobertura vacinal, protocolos assistenciais padronizados e diagnóstico laboratorial precoce.

2. METODOLOGIA 

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida com o objetivo de analisar criticamente as evidências científicas acerca dos fatores associados à morbimortalidade e às sequelas neurológicas em pacientes com meningite. O delineamento metodológico foi estruturado conforme as etapas propostas para revisões integrativas descritas por Whittemore e Knafl (2005) e Souza, Silva e Carvalho (2010), contemplando definição do problema de pesquisa, estabelecimento de critérios de elegibilidade, busca sistematizada na literatura, extração padronizada dos dados, avaliação crítica dos estudos e síntese dos achados. Para garantir transparência e rigor na seleção dos estudos, foram seguidas as recomendações do PRISMA 2020 (PAGE et al., 2021).

A busca bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e SciELO, abrangendo publicações entre janeiro de 2015 e março de 2025. Foram utilizados descritores controlados pelos vocabulários MeSH (Medical Subject Headings) e DeCS (Descritores em Ciências da Saúde), combinados a termos livres, por meio dos operadores booleanos AND e OR. A estratégia de busca contemplou as seguintes combinações: (“Meningitis” OR “Bacterial meningitis” OR “Viral meningitis”) AND (“Mortality” OR “Morbidity” OR “Neurological sequelae”) AND (“Risk factors” OR “Epidemiology”). A escolha do recorte temporal justifica-se pela intenção de analisar evidências atualizadas sobre epidemiologia, impacto clínico e estratégias terapêuticas contemporâneas.

Foram incluídos estudos originais observacionais (coorte, caso-controle e transversais), ensaios clínicos e revisões sistemáticas com ou sem metanálise que abordassem fatores clínicos, epidemiológicos ou estruturais associados à mortalidade, complicações e sequelas da meningite em populações pediátricas ou adultas. Foram considerados apenas artigos disponíveis na íntegra, publicados nos idiomas português, inglês ou espanhol. Excluíram-se relatos de caso isolados, estudos experimentais exclusivamente laboratoriais ou realizados em modelos animais, publicações anteriores a 2015, artigos duplicados entre as bases de dados e estudos que não apresentassem metodologia claramente descrita.

O processo de seleção ocorreu em etapas sequenciais. Inicialmente, foram identificados 1.284 registros. Após a remoção de duplicatas, permaneceram 972 artigos para triagem por título e resumo. Nessa fase, foram excluídos estudos que não abordavam especificamente fatores associados à morbimortalidade ou às sequelas da meningite. Em seguida, 157 artigos foram avaliados na íntegra quanto aos critérios de elegibilidade, dos quais 118 foram excluídos por não apresentarem dados relevantes aos objetivos da revisão. Ao final do processo, 39 estudos compuseram a amostra final analisada.

A extração dos dados foi realizada por meio de instrumento padronizado elaborado pelos autores, contendo informações referentes ao ano de publicação, país de realização, delineamento do estudo, tamanho amostral, etiologia da meningite, fatores de risco identificados, taxas de mortalidade, tipos de sequelas neurológicas descritas e principais conclusões. A organização dos dados permitiu análise comparativa entre diferentes contextos epidemiológicos e perfis populacionais.

A análise dos estudos foi conduzida por síntese temática, agrupando os achados em três categorias principais: fatores clínicos associados ao aumento da mortalidade; determinantes epidemiológicos e socioeconômicos relacionados aos desfechos adversos; e principais sequelas neurológicas a curto e longo prazo. A interpretação dos resultados considerou a convergência entre os estudos incluídos, bem como as possíveis limitações metodológicas identificadas, permitindo construção de análise crítica alinhada ao problema de pesquisa e à hipótese inicialmente proposta.

3. RESULTADOS

A análise dos 39 estudos incluídos nesta revisão evidenciou que a meningite permanece associada a elevada morbimortalidade, especialmente nos casos de etiologia bacteriana, confirmando sua relevância como problema de saúde pública global. Os achados foram organizados em três eixos principais: (1) fatores clínicos associados à mortalidade; (2) determinantes epidemiológicos e estruturais relacionados a desfechos adversos; e (3) principais sequelas neurológicas a curto e longo prazo.

No primeiro eixo, observou-se que a meningite bacteriana apresentou taxas de mortalidade significativamente superiores às formas virais, variando entre 10% e 30% em adultos, dependendo do agente etiológico e do tempo até início da antibioticoterapia (VAN DE BEEK et al., 2021; GBD 2019 MENINGITIS COLLABORATORS, 2022). Entre os fatores clínicos mais consistentemente associados ao óbito destacaram-se: atraso superior a 24 horas para início do tratamento antimicrobiano, rebaixamento do nível de consciência na admissão, presença de choque séptico, idade avançada e comorbidades como diabetes mellitus e imunossupressão (DAVIS; TYLER, 2021). A infecção por Streptococcus pneumoniae foi associada a piores desfechos quando comparada a outras etiologias bacterianas.

Além disso, biomarcadores inflamatórios elevados no líquido cefalorraquidiano e no sangue periférico mostraram correlação com maior risco de complicações intracranianas, como edema cerebral, hipertensão intracraniana e hidrocefalia. A necessidade de internação em unidade de terapia intensiva e suporte ventilatório também se associou a aumento significativo da mortalidade hospitalar (VAN DE BEEK et al., 2021).

No segundo eixo, os estudos demonstraram que fatores epidemiológicos e estruturais desempenham papel determinante nos desfechos clínicos. Países de baixa e média renda apresentaram taxas de mortalidade superiores às observadas em países de alta renda, refletindo desigualdades no acesso a diagnóstico precoce, exames laboratoriais especializados e suporte intensivo (GBD 2019 MENINGITIS COLLABORATORS, 2022). A cobertura vacinal mostrou impacto direto na redução da incidência de meningite por Haemophilus influenzae tipo b e sorotipos específicos de Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae (WHO, 2023). Entretanto, lacunas na imunização mantêm a circulação de sorogrupos emergentes em determinadas regiões.

A análise também revelou que o reconhecimento tardio dos sintomas iniciais — como febre, cefaleia e rigidez de nuca — contribui significativamente para atraso diagnóstico, especialmente em populações pediátricas e em contextos com baixa capacitação profissional para identificação precoce do quadro clínico.

No terceiro eixo, as sequelas neurológicas foram descritas como complicações frequentes entre sobreviventes, com prevalência variando entre 20% e 50% nos casos de meningite bacteriana (DAVIS; TYLER, 2021). As sequelas mais relatadas incluíram perda auditiva neurossensorial, déficit cognitivo, epilepsia, distúrbios motores e alterações comportamentais. Crianças menores de cinco anos apresentaram maior risco de comprometimento do desenvolvimento neuropsicomotor.

Mesmo nos casos de meningite viral, embora a mortalidade seja inferior, foram identificadas manifestações neurológicas persistentes em parcela dos pacientes, incluindo alterações cognitivas leves e cefaleia crônica, especialmente quando associadas a infecção por herpesvírus (TUNKEL et al., 2021).

De forma geral, os resultados confirmam a hipótese inicialmente proposta: a morbimortalidade associada à meningite é influenciada pela interação entre fatores clínicos (gravidade inicial e resposta inflamatória), determinantes estruturais (acesso ao sistema de saúde e cobertura vacinal) e atraso no diagnóstico e início do tratamento. A convergência dos estudos analisados reforça que intervenções precoces e políticas públicas de imunização constituem estratégias centrais para redução de óbitos e sequelas.

4. DISCUSSÃO

Os achados desta revisão integrativa confirmam que a meningite permanece associada a elevada morbimortalidade, especialmente nos casos de etiologia bacteriana, corroborando o problema de pesquisa inicialmente proposto. A análise dos estudos incluídos demonstrou que a mortalidade está fortemente relacionada à gravidade clínica na admissão hospitalar, ao atraso no início da antibioticoterapia e à presença de comorbidades, evidenciando que fatores clínicos precoces desempenham papel central nos desfechos (VAN DE BEEK et al., 2021; DAVIS; TYLER, 2021).

A hipótese levantada — de que a interação entre atraso diagnóstico, desigualdade estrutural no acesso à saúde e resposta inflamatória exacerbada contribuiria significativamente para a manutenção de altas taxas de mortalidade e sequelas — foi sustentada pelos resultados. A resposta inflamatória intensa no espaço subaracnoide, característica da meningite bacteriana, está associada a dano neuronal secundário, edema cerebral e complicações intracranianas, mecanismos diretamente relacionados à pior evolução clínica (VAN DE BEEK et al., 2021).

Os dados também evidenciaram disparidades relevantes entre países de diferentes níveis socioeconômicos. Regiões com menor acesso a exames laboratoriais, terapia intensiva e protocolos padronizados apresentaram maior mortalidade e maior incidência de sequelas neurológicas (GBD 2019 MENINGITIS COLLABORATORS, 2022). Esses achados reforçam que a meningite não deve ser analisada apenas sob a perspectiva biomédica, mas também como condição influenciada por determinantes estruturais e políticas públicas.

A cobertura vacinal emergiu como um dos fatores mais relevantes na redução da incidência de meningite por determinados agentes, especialmente Haemophilus influenzae tipo b e alguns sorogrupos de Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae (WHO, 2023). Entretanto, a persistência de lacunas na imunização e o surgimento de sorotipos não cobertos pelas vacinas disponíveis demonstram que a prevenção permanece desafio contínuo.

No que se refere às sequelas, a elevada prevalência de perda auditiva, déficit cognitivo e epilepsia entre sobreviventes confirma que o impacto da meningite transcende o período agudo da doença (DAVIS; TYLER, 2021). Crianças menores de cinco anos mostraram-se particularmente vulneráveis a comprometimentos do desenvolvimento neuropsicomotor, o que evidencia a necessidade de acompanhamento longitudinal após a alta hospitalar.

Embora a meningite viral apresente, em geral, melhor prognóstico, os resultados indicam que também pode haver complicações neurológicas persistentes em determinados casos, especialmente quando associada a herpesvírus (TUNKEL et al., 2021). Tal achado reforça a importância de avaliação diagnóstica precisa e seguimento clínico adequado, mesmo em quadros considerados menos graves.

Do ponto de vista assistencial, a implementação de protocolos clínicos padronizados e o início precoce da antibioticoterapia empírica demonstraram impacto significativo na redução da mortalidade. A administração adjuvante de corticosteroides, particularmente na meningite pneumocócica, mostrou benefício na redução de sequelas auditivas, conforme apontado em estudos recentes (VAN DE BEEK et al., 2021).

Entretanto, limitações metodológicas foram identificadas nos estudos analisados, incluindo heterogeneidade de delineamentos e variação nos critérios diagnósticos utilizados. Apesar disso, a convergência dos achados fortalece a consistência das evidências disponíveis.

De forma geral, os resultados sustentam a hipótese inicial e reforçam que a redução da morbimortalidade associada à meningite depende de abordagem integrada, envolvendo diagnóstico precoce, acesso equitativo a serviços de saúde, ampliação da cobertura vacinal e acompanhamento de longo prazo para detecção e manejo de sequelas.

5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente revisão integrativa evidenciou que a meningite permanece como importante causa de morbimortalidade global, sobretudo na sua forma bacteriana, estando os piores desfechos associados a atraso diagnóstico, gravidade clínica inicial, desigualdade estrutural no acesso à saúde e resposta inflamatória exacerbada.

Os achados reforçam que a ampliação da cobertura vacinal, a implementação de protocolos assistenciais padronizados e o diagnóstico precoce constituem estratégias fundamentais para redução de óbitos e sequelas neurológicas. Além disso, destaca-se a necessidade de acompanhamento longitudinal dos sobreviventes, especialmente crianças, devido ao elevado risco de comprometimento cognitivo e auditivo.

Conclui-se que a meningite deve ser enfrentada por meio de políticas públicas estruturadas, investimento em sistemas de vigilância epidemiológica e qualificação da assistência hospitalar, de modo a minimizar impactos individuais e coletivos da doença.

REFERÊNCIAS

DAVIS, L. E.; TYLER, K. L. Acute bacterial meningitis. The Lancet, London, v. 398, n. 10306, p. 1173–1183, 2021.

GBD 2019 MENINGITIS COLLABORATORS. Global, regional, and national burden of meningitis, 1990–2019: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2019. The Lancet Neurology, London, v. 21, n. 8, p. 685–711, 2022.

TUNKEL, A. R. et al. The management of encephalitis: clinical practice guidelines. Clinical Infectious Diseases, Oxford, v. 72, n. 2, p. e1–e46, 2021.

VAN DE BEEK, D. et al. Community-acquired bacterial meningitis. Nature Reviews Disease Primers, London, v. 7, n. 1, p. 1–20, 2021.

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WHITTEMORE, R.; KNAFL, K. The integrative review: updated methodology. Journal of Advanced Nursing, Oxford, v. 52, n. 5, p. 546–553, 2005.


 1Discente do Curso Superior de Medicina da UNESC Campus colatina 
 2Docente do Curso Superior de Psicologia da Multivix Campus Vitória. Mestre em Psicologia Social (PPGPS/UERJ)