MEDIDAS PREVENTIVAS QUE CONTRIBUEM PARA A QUALIDADE DE VIDA NA TERCEIRA IDADE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202511212238


Ana Maria Sampaio Silva1


RESUMO

O envelhecimento populacional tem aumentado de forma significativa, influenciado pela redução das taxas de natalidade e pela elevação da expectativa de vida. Nesse contexto, destaca-se a importância da adoção de hábitos saudáveis para a promoção da qualidade de vida na terceira idade. A literatura aponta que a prática regular de exercícios físicos, associada a uma alimentação equilibrada, contribui para a prevenção de doenças crônicas, melhora do bem-estar físico, mental e social e favorece a autonomia funcional dos idosos. Além disso, estilos de vida saudáveis, como evitar o tabagismo e reduzir o consumo de alimentos industrializados, têm impacto direto na saúde dessa população. Considerando esses aspectos, este estudo tem como objetivo informar e conscientizar idosos sobre os benefícios da alimentação saudável e da atividade física, buscando estimular práticas que promovam longevidade com qualidade. A pesquisa, de caráter descritivo, exploratório e intervencionista, será realizada com idosos acima de 65 anos na cidade de Barreiras – BA. Espera-se que a intervenção contribua para a mudança de hábitos e para a redução de riscos de doenças, fortalecendo a promoção da saúde e o envelhecimento ativo.

Palavras-chaves:terceira idade, promoção da saúde, atividade física, qualidade de vida.

1. INTRODUÇÃO

    Segundo Zimerman (2000) é cada vez mais prevalente o aumento no número de idosos. O fenômeno de envelhecimento populacional pode ter relação com alguns fatores, como diminuição do número de nascimentos e elevação da expectativa de vida.

    Dentro desse fenômeno de envelhecimento da população mundial é comprovado que a prática de exercícios físicos em conjunto com uma alimentação saudável é essencial para a melhoria da qualidade de vida dos idosos (VILARTA, 2007).

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde em países desenvolvidos idosos são aqueles indivíduos com idade superior a 65 anos, mas nos países em desenvolvimento como o Brasil a terceira idade é a partir dos 60 anos (ZIMERMAN, 2000).

    “Envelhecer com sucesso” envolve três fatores: evitar doenças e incapacidades; manter funcionalidade física e cognitiva; manter-se engajado em atividades sociais e produtivas (FRANCHI et al, 2005).

    No Brasil, o sedentarismo atinge cerca de 70% da população e no mundo é o maior fator de risco modificável. O sedentarismo é um fator de risco para numerosas patologias, tais como diabetes melito, obesidade, doenças cardiovasculares e hipertensão (GUSSO & LOPES, 2012). Exercícios físicos regulares são fundamentais para a promoção da saúde, pois proporcionam bem-estar e aumentam a qualidade de vida do indivíduo (MARTINS et al, 2016).

    Estratégias que incentivem a promoção em saúde são essenciais, principalmente para a população de menor renda e escolaridade, pois se sabe que a desigualdade social e econômica gera impacto nos perfis de saúde-doença da população (ROCHA et al,2013).

    A qualidade de vida é baseada na eliminação do tabagismo, prática de exercício físico e alimentação saudável. Durante essa fase da vida a pirâmide alimentar sofre algumas alterações como, diminuição do consumo de sal, açúcares e carne vermelha; aumento da ingestão de cálcio, vitaminas D e B12; além de aumentar a ingesta de fibras (VILARTA, 2007).

    Gusso & Lopes (2012) afirmam que uma alimentação saudável é essencial para evitar problemas nutricionais e alimentares, além de promover um bem-estar físico, mental e social. Conceitua que alimentação saudável é aquela capaz de prover os nutrientes necessários para cada faixa etária.

    Segundo Gusso & Lopes (2012), existem algumas recomendações para uma alimentação saudável para pessoas idosas, dentre elas:

    1) fazer pelo menos 3 refeições e 2 lanches saudáveis por dia, não pular refeições; 2) dar preferência aos grãos integrais; 3) ingerir pelo menos 3 porções de legumes e verduras como parte das refeições; 4) consumir feijão com arroz todos os dias ou no mínimo 5 vezes por semana; 5) evitar refrigerantes e alimentos industrializados e em conserva.

    A prática de exercício físico regular é capaz de melhorar a composição corporal, diminuir as dores articulares, aumentar a densidade mineral óssea, melhorar o perfil lipídico e aumentar a força e flexibilidade. Além disso, pode resultar em benefícios psicossociais como, melhoria da depressão, autoconfiança e autoestima (FRANCHI et al, 2005).

    Existem dois tipos de exercícios físicos: aeróbios e anaeróbios. Os exercícios aeróbios são os que possuem mais benefícios para a saúde, pois queimam as reservas de gordura e trabalham vários grupos musculares (GUSSO & LOPES, 2012). É necessário que as atividades aeróbias estejam associadas a exercícios físicos que estimulem a flexibilidade, o equilíbrio e a força muscular, pois melhora o condicionamento físico geral, previne dores lombares e incapacidades em pessoas idosas (MARTINS et al, 2016).

    Exercícios físicos que estimulam a flexibilidade, como os alongamentos, possibilitam a independência dos idosos, pois contribuem para melhorar a amplitude dos movimentos articulares (GUSSO & LOPES, 2012).

    De acordo com Gusso & Lopes (2012), vários estudos comprovam a diminuição na taxa de morbidade e na mortalidade dos adultos que praticam atividade física de intensidade moderada por no mínimo 30 minutos, por pelo menos 5 vezes na semana.

    Os modos de vida saudável são classificados de acordo com duas dimensões: uma que incentiva as práticas saudáveis, como à alimentação saudável e a prática de exercício físico; e outra, que estimula a inibição de hábitos que prejudicam a saúde, como o tabagismo e o alcoolismo (ROCHA et al,2013).

    1.1 JUSTIFICATIVA

      Sabe-se que a prática de atividades físicas em conjunto com uma alimentação saudável é de suma importância para a qualidade de vida do idoso, sendo assim é dever dos profissionais de saúde atuar de maneira efetiva na mobilização de recursos e projetos que visem orientar a população idosa a respeito dos benefícios dos hábitos citados acima.

      Nesse contexto, justifica-se a realização desta pesquisa para a aplicação e disseminação de informações para que se possa reduzir assim os riscos de doenças na terceira idade.

      1.2 OBJETIVO GERAL

        Informar sobre alimentação saudável e prática de exercícios físicos regulares para melhorar a qualidade de vida na terceira idade.

        1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

        a) Apresentar os benefícios da alimentação saudável.
        b) Apresentar os benefícios da prática regular de atividade física.
        c) Informar o público alvo (idosos) sobre a qualidade de vida.

          2. METODOLOGIA

          2.1 TIPO DE ESTUDO

          Trata-se de um estudo de campo descritivo de caráter exploratório e intervencionista.

          2.1.1 DESCRIÇÃO DO LOCAL DE PESQUISA

          A pesquisa será realizada na cidade de Barreiras no oeste do Estado da Bahia.

          2.1.2 POPULAÇÃO

          Idosos com mais de 65 anos, de ambos os sexos.

          2.1.3 RETORNO DE BENEFÍCIOS PARA A POPULAÇÃO (PÚBLICO EM GERAL);

          • Orientação à população sobre bons hábitos alimentares e necessidade de reeducação alimentar.
          • Promove a interação do Centro Universitário São Francisco de Barreias com a comunidade onde está inserida.

          3. RESULTADOS ESPERADOS

          Espera-se através deste estudo que o público alvo (idosos) seja conscientizado acerca da importância da mudança de hábitos alimentares e prática de atividade física para a prevenção de doenças, bem como para a melhora da qualidade de vida.

          REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

          FRANCHI; K.M.B et al. Atividade física: uma necessidade para a boa saúde na terceira idade. Fortaleza, 2005. Disponível em: https://periodicos.unifor.br/RBPS/article/viewFile/928/2103. Acesso em: 07 out. 2019.

          GUSSO, G.; LOPES,J.M.C. Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. 1. Ed. Vol.1. Porto Alegre: Artmed, 2012.

          MARTINS, M.D.A et al. Clínica Médica. 2. Ed. Vol. 1. Barueri: Manole, 2016. ROCHA, A.A  et al. Saúde pública: bases conceituais. 2. Ed. São Paulo:Atheneu, 2013.

          VILARTA; R. Alimentação saudável e atividade física para a qualidade de vida. Campinas: IPES, 2007.

          ZIMERMAN; I. G. Velhice: aspectos biopsicossociais. 1 Ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


          1anamariasampaio12@hotmail.com