CLINICAL MANAGEMENT OF HEPATIC STEATOSIS IN PATIENTS WITH CHRONIC DISEASES: AN INTEGRATIVE REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202509242126
Hirmina Moreno Couras
Doutor Igor Marcelo Castro e Silva
Resumo
A esteatose hepática, também denominada doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), caracteriza-se pelo acúmulo anormal de gordura nas células hepáticas, comprometendo sua função e estando fortemente associada à síndrome metabólica, incluindo obesidade central, resistência à insulina, dislipidemia e hipertensão arterial. O presente estudo tem como objetivo investigar e compilar as melhores práticas e abordagens no manejo clínico da esteatose hepática em pacientes com doenças crônicas. Para tanto, realizou-se uma revisão integrativa da literatura, com levantamento de artigos completos publicados entre 2020 e 2025 na Biblioteca Virtual da Saúde, que abordassem estratégias de manejo clínico da doença em indivíduos portadores de comorbidades. Os resultados demonstram associação significativa entre esteatose hepática metabólica (MAFLD/NAFLD) e condições crônicas como diabetes tipo 2, doença renal crônica, doenças cardiovasculares e DPOC. O manejo clínico recomendado inclui rastreamento por exames de imagem, controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial, intervenções no estilo de vida e acompanhamento multidisciplinar, evidenciando a necessidade de protocolos individualizados e da integração entre atenção primária e especializada. Conclui-se que o cuidado com pacientes com esteatose hepática e doenças crônicas deve ser baseado em estratégias integradas, sustentáveis e personalizadas, priorizando a prevenção de complicações hepáticas e extra-hepáticas.
Palavras-chave: Esteatose hepática. Doenças crônicas. Manejo clínico.
INTRODUÇÃO
A Esteatose Hepática (EH), também chamada de Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), caracteriza-se pelo acúmulo anormal de gordura nas células do fígado, comprometendo seu funcionamento. Popularmente conhecida como gordura no fígado, essa patologia pode desencadear alterações significativas na fisiologia hepática, afetando diretamente sua função metabólica e desintoxicante (Leite et al., 2023).
A prevalência desse distúrbio tem aumentado de forma expressiva no mundo, afetando entre 32% e 38% da população adulta. A incidência anual é estimada em cerca de 47 casos por mil habitantes, sendo mais frequente em homens (40%) do que em mulheres (26%) (Teng et al., 2023). No Brasil, estima-se que entre 30% e 35% dos adultos também sejam acometidos. A situação é igualmente preocupante em crianças e adolescentes, com prevalência entre 3% e 10% na população geral, podendo atingir até 53% nos casos de obesidade (Rede D’or São Luiz, 2025).
Os principais fatores de risco estão associados à síndrome metabólica, que engloba obesidade central, resistência à insulina, hipertrigliceridemia, níveis baixos de HDL e hipertensão arterial (Ferreira et al., 2022). Embora a maioria dos pacientes seja assintomática, quando presentes, os sinais são inespecíficos, incluindo cansaço, desconforto no hipocôndrio direito, hepatomegalia e acantose nigricans (Virgolino et al., 2024).
Além disso, a EH está fortemente ligada a doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e doença renal crônica. É comum em diabéticos e atua como fator de risco para eventos cardiovasculares, além de mediar a relação entre obesidade e hipertensão. Também aumenta o risco de progressão da doença renal crônica, destacando a importância do diagnóstico e manejo integrado para prevenir complicações (Liu; Sun, 2024; Hydes et al., 2023).
Para o diagnóstico da DHGNA, além da avaliação clínica e confirmação de consumo alcoólico dentro dos limites para exclusão de outras causas, a ultrassonografia abdominal é o exame de imagem mais utilizado para detectar o acúmulo de gordura no fígado. Exames laboratoriais, especialmente das transaminases, auxiliam na avaliação do dano hepático. A biópsia é reservada para casos duvidosos ou para avaliar a gravidade da doença. O acompanhamento por hepatologista é recomendado em situações mais complexas (Gonçalves et al., 2021).
Em relação ao tratamento, a abordagem principal envolve mudanças no estilo de vida, com dieta hipocalórica e prática regular de exercícios físicos, visando à perda de pelo menos 7% do peso corporal. Essas intervenções contribuem para a redução da gordura hepática e a melhora do perfil metabólico. Em casos com comorbidades, podem ser associados medicamentos como metformina, glitazonas, incretinas e estatinas. O uso de probióticos também é recomendado como adjuvante, devido aos seus efeitos benéficos sobre a inflamação hepática e a microbiota intestinal (Pereira, 2020).
Diante da crescente prevalência da esteatose hepática em portadores de doenças crônicas, justifica-se a necessidade de investigar as estratégias de manejo clínico adotadas para esses pacientes. A compreensão das melhores práticas é fundamental para otimizar a prevenção da progressão da doença e reduzir complicações hepáticas associadas. Com isso, é possível aprimorar o acompanhamento multidisciplinar, promovendo a melhoria da qualidade de vida e a adesão ao tratamento desses pacientes.
Portanto, o objetivo geral desta pesquisa foi investigar e compilar as melhores práticas e abordagens no manejo clínico da esteatose hepática em pacientes com doenças crônicas. Especificamente, buscou-se revisar a literatura existente sobre a prevalência da esteatose hepática nesse grupo, destacando os principais fatores de risco associados, bem como examinar os diferentes regimes terapêuticos disponíveis, incluindo intervenções farmacológicas e não farmacológicas.
METODOLOGIA
Quanto aos objetivos, esta pesquisa adotou uma abordagem descritiva, com o propósito de compreender e detalhar as características de uma população, fenômeno ou evento. Ela tem como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno, ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Ela não se preocupa em explicar os fenômenos, mas sim em observá-los, registrá-los, analisá-los e interpretá-los (Gil, 2019).
Como procedimento técnico, foi usado a pesquisa bibliográfica. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. Para direcionar esta pesquisa serão seguidas seis fases distintas, as quais foram explicadas por Gil (2019): elaboração da questão de pesquisa; amostragem ou busca na literatura dos estudos primários nas bases de dados; seleção de estudos para análise, após aplicação de critérios pré-estabelecidos; extração de dados dos estudos primários; leitura minuciosa dos artigos, avaliação dos estudos primários incluídos na revisão e, por último; análise e síntese dos resultados para compor a revisão da revisão; e apresentação da revisão integrativa.
O método de abordagem foi o indutivo, o qual parte da observação de fenômenos particulares para, a partir deles, construir generalizações e teorias. É um processo em que se busca identificar padrões e regularidades para chegar a conclusões mais amplas (Lakatos; Marconi, 2023). Como método de procedimento, adotou-se o método monográfico, caracterizado por um estudo detalhado e aprofundado de um tema específico, buscando analisá-lo de forma minuciosa e sistemática (Gil, 2019).
A coleta de dados desta pesquisa foi realizada por um levantamento de artigos no banco de dados da Biblioteca Virtual da Saúde, sendo selecionados os artigos da base de dados da Literatura Latino-Americana em Ciência de Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SCIELO) do Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE//PUBMED), por meio dos seguintes descritores em português: Esteatose hepática; Doenças Crônicas; Manejo Clínico; e em inglês: Hepatic steatosis; Chronic diseases; Clinical management. O cruzamento dos termos nos referidos bancos de dados foi realizado por meio do descritor booleano “and”.
As pesquisas foram selecionadas em função dos seguintes critérios de inclusão: artigos completos que abordavam o manejo clínico da esteatose hepática em pacientes com doença crônica, publicados entre o período de 2020 a 2025, envolvendo seres humanos, nos idiomas portugueses ou inglês. Foram excluídos artigos que não abordarem essa temática em pauta, pesquisas realizadas em animais, estudos secundários ou cartas ao editor, anais de eventos científicos, teses, dissertações e estudos duplicados. Também foram excluídas pesquisas de revisão e em outros idiomas que fossem os mencionados anteriormente.
A análise e interpretação dos dados seguirá uma abordagem qualitativa. De acordo com Minayo (2022), a pesquisa qualitativa parte do princípio de que há uma interação estreita entre o sujeito e a realidade estudada, valorizando os significados, experiências e interpretações que não podem ser quantificados, mas sim compreendidos em sua complexidade.
Finalizada a identificação dos estudos, com análise dos títulos e resumos das publicações encontradas mediante a estratégia aplicada, será realizado a categorização dos estudos. A finalidade desta etapa é estabelecer as informações que devem ser obtidas nos estudos selecionados, por meio de um instrumento para reunir e sintetizar as principais informações. Comumente, as informações devem englobar a amostra do estudo (sujeitos), os objetivos, a metodologia empregada, resultados e as principais conclusões de cada estudo.
Fluxograma 1 – Método de Seleção dos Estudos Incluídos na Revisão integrativa

Posteriormente, depois da análise crítica dos artigos selecionados, realizada por um pesquisador de forma independente, os trabalhos foram classificados por autor, ano de publicação, objetivo, tipo de estudo, tamanho da amostra, principais dificuldades e as estratégias de intervenção para manejo clínico da esteatose hepática em portadores de doenças crônicas.
RESULTADOS
O quadro 1 demonstra as características principais dos artigos selecionados para compor o estudo.
Quadro 1 – Caracterização dos artigos incluídos na revisão integrativa
| Autor/Ano | Objetivos | Metodologia adotada, local de pesquisa e quantidade de pacientes avaliados |
| Deng et al., 2021 | Investigar a associação entre doença hepática gordurosa metabólica associada e doença renal crônica. | Estudo transversal utilizando dados do NHANES 2017-2018, EUA; avaliou 5.419 indivíduos adultos. |
| Hashimoto et al., 2022 | Avaliar se a doença hepática gordurosa associada ao metabolismo representa fator de risco para doença renal crônica. | Estudo observacional longitudinal, Japão; incluiu 1.302 pacientes acompanhados por até 7 anos. |
| Jung et al., 2022 | Analisar o risco de doença renal crônica incidente em portadores de doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica. | Estudo de coorte nacional, Coreia do Sul; avaliou 136.000 participantes sem doença renal crônica no início do estudo. |
| Liang et al., 2022 | Verificar associação entre MAFLD, diabetes, doença renal crônica e doença cardiovascular. | Estudo de coorte prospectivo com duração de 4,6 anos, China; incluiu 16.093 participantes. |
| Mikolasevic et al., 2021 | Avaliar a associação de fibrose hepática significativa com complicações vasculares crônicas em diabéticos tipo 2. | Estudo multicêntrico transversal, Croácia; incluiu 538 pacientes diabéticos tipo 2 submetidos a Fibroscan. |
| Zhang et al., 2021 | Analisar as cargas cardiovasculares e renais da MAFLD em amostras nacionais seriadas. | Estudo epidemiológico utilizando dados das pesquisas NHANES, EUA; amostras de 6.465 indivíduos em séries históricas. |
| Zheng et al., 2024 | Investigar associação entre esteatose e fibrose hepática e presença de DPOC em adultos. | Estudo transversal, China; avaliou 3.120 pacientes adultos. |
| Flint et al., 2021 | Avaliar semaglutida na redução da gordura hepática em NAFLD | Ensaio clínico randomizado, 67 pacientes, Europa e EUA, duração de 72 semanas |
| Montemayoret al., 2022 | Avaliar dieta mediterrânea e atividade física em NAFLD e síndrome metabólica | Ensaio clínico randomizado, 128 pacientes, realizado na Espanha (Estudo FLIPAN) |
| Mascaró et al., 2022 | Avaliar dieta mediterrânea, frequência alimentar e atividade física em NAFLD | Ensaio clínico randomizado, 155 adultos, na Espanha, duração de 6 meses |
Fonte: PUBMED e SCIELO.
O Quadro 2 apresenta a síntese dos estudos incluídos nesta revisão integrativa, destacando a doença crônica associada à esteatose hepática e os respectivos manejos clínicos descritos nos artigos selecionados, como intervenções terapêuticas, estratégias farmacológicas e mudanças no estilo de vida.
Quadro 2 – Associação entre doenças crônicas e manejo clínico da esteatose hepática
| Doença crônica presente | Manejo clínico |
| Doença renal crônica (DRC) | Rastreamento por imagem e marcadores metabólicos (Deng et al., 2021; Hashimoto et al., 2022; Jung et al., 2022); controle glicêmico, pressão arterial e peso corporal. |
| Diabetes tipo 2 | Avaliação da fibrose hepática com Fibroscan; controle glicêmico intensificado; vigilância de complicações vasculares (Mikolasevic et al., 2021). |
| Diabetes, DRC e doença cardiovascular (DCV) | Abordagem multidisciplinar com foco em estilo de vida, controle glicêmico, pressão arterial e lipídios (Liang et al., 2022). |
| DCV e DRC | Análise de risco em base populacional; ênfase em prevenção primária e detecção precoce por marcadores metabólicos e inflamatórios (Zhang et al., 2021). |
| Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) | Nenhuma intervenção direta, mas identificada necessidade de vigilância para fibrose hepática em pacientes com DPOC (Zheng et al., 2024). |
| NAFLD em contexto metabólico (sem comorbidade específica) | Tratamento com semaglutida, que reduziu esteatose hepática, mas não fibrose (Flint et al., 2021). |
DISCUSSÃO
A esteatose hepática associada a doenças crônicas, especialmente em sua forma metabólica (MAFLD/NAFLD), tem emergido como uma condição multifatorial, frequentemente silenciosa, mas com potencial evolutivo para complicações hepáticas e extrahepáticas. Os dados coletados nos estudos incluídos nesta revisão integrativa reforçam a crescente interrelação entre a esteatose hepática e outras comorbidades crônicas como diabetes tipo 2, doença renal crônica (DRC), doenças cardiovasculares (DCV), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e síndrome metabólica.
A prevalência de MAFLD em indivíduos com doenças crônicas foi significativa nos estudos de Deng et al. (2021), Hashimoto et al. (2022) e Jung et al. (2022), que demonstraram associação consistente entre a presença da doença hepática gordurosa metabólica e o risco aumentado para DRC. A abordagem clínica nessas populações prioriza a vigilância por meio de exames de imagem e avaliação de biomarcadores metabólicos, além de estratégias de controle rigoroso da glicemia, da pressão arterial e do peso corporal — condutas que atuam diretamente na prevenção da progressão da esteatose para fibrose ou doença hepática avançada.
Nos pacientes com diabetes tipo 2, como demonstrado por Mikolasevic et al. (2021), a fibrose hepática significativa foi fortemente relacionada a complicações vasculares crônicas. Nesses casos, o uso do Fibroscan® se destaca como ferramenta relevante no monitoramento clínico, favorecendo a estratificação do risco e a adequação do plano terapêutico. O controle intensificado da glicemia, a gestão lipídica e o rastreio de comorbidades cardiovasculares devem fazer parte do protocolo clínico nesses pacientes.
O estudo de Liang et al. (2022) amplia essa visão ao confirmar que MAFLD, diabetes, DRC e DCV frequentemente coexistem e se retroalimentam, indicando a necessidade de uma abordagem clínica integrada e multidisciplinar, que envolva não apenas médicos hepatologistas, mas também endocrinologistas, cardiologistas, nefrologistas e nutricionistas. O artigo de Zhang et al. (2021), ao avaliar amostras representativas da população americana, reforça a necessidade de políticas públicas de rastreio precoce e manejo preventivo, diante da carga crescente de doenças crônicas associadas à esteatose hepática.
Por outro lado, Zheng et al. (2024) revelou uma possível ligação entre a presença de fibrose hepática e a DPOC, embora sem uma intervenção clínica direta relatada. Isso indica um campo ainda pouco explorado e reforça a importância da vigilância hepática em pacientes respiratórios crônicos, sobretudo pelo risco de inflamação sistêmica.
No contexto de intervenções terapêuticas, os estudos clínicos randomizados (Flint et al., 2021; Montemayor et al., 2022; Mascaró et al., 2022) trouxeram contribuições significativas. A semaglutida, um agonista do receptor GLP-1, demonstrou eficácia na redução da gordura hepática, embora sem impacto significativo na rigidez hepática. Já as intervenções não farmacológicas, como a adoção da dieta mediterrânea associada à prática regular de atividade física, foram efetivas na melhora dos parâmetros metabólicos e hepáticos, reforçando a importância da reeducação alimentar e do estilo de vida ativo como pilares no tratamento da esteatose hepática em pacientes com síndrome metabólica.
Em síntese, os achados desta revisão evidenciam que o manejo clínico da esteatose hepática em portadores de doenças crônicas exige uma abordagem abrangente e personalizada, que considere as especificidades de cada comorbidade associada. Estratégias integradas, que combinam farmacoterapia (quando indicada) com mudanças sustentáveis no estilo de vida, apresentam-se como as mais eficazes na contenção da progressão da doença e prevenção de complicações sistêmicas.
Por fim, considerando o envelhecimento populacional e o aumento global da incidência de doenças crônicas, o manejo da esteatose hepática deve ser uma prioridade na atenção primária e especializada, com foco em rastreamento, prevenção e educação em saúde. A integração entre os diferentes níveis de atenção pode ser uma ferramenta valiosa para melhorar o acompanhamento dos pacientes nessas condições.
CONCLUSÃO
Conclui-se que os fatores de risco mais relevantes para o desenvolvimento e agravamento da esteatose hepática incluem resistência à insulina, obesidade visceral, dislipidemia e sedentarismo, os quais são frequentemente compartilhados pelas doenças crônicas associadas. Dessa forma, a avaliação clínica desses pacientes deve incluir o rastreio sistemático da função hepática e da presença de fibrose.
Quanto ao manejo clínico, destaca-se a importância das intervenções não farmacológicas, especialmente a modificação do estilo de vida, com foco em dieta mediterrânea e atividade física regular, as quais demonstraram impacto positivo sobre os parâmetros hepáticos e metabólicos. A utilização de fármacos como a semaglutida apresenta potencial promissor, embora ainda careça de maior evidência quanto à reversão da fibrose.
Dessa forma, o manejo da esteatose hepática em portadores de doenças crônicas deve ser baseado em estratégias integradas, individualizadas e sustentáveis, com ênfase na prevenção de complicações hepáticas e extra-hepáticas. Os achados desta revisão integrativa oferecem suporte para o aprimoramento da prática clínica e para a formulação de protocolos assistenciais mais efetivos voltados a essa população complexa e em crescente expansão.
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