LASERTERAPIA DE BAIXA INTENSIDADE COMO ADJUVANTE NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS EM PESSOAS COM DOENÇA DO PÉ DIABÉTICO: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA.

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202602141513


Aline Thêmis Costa Lobato¹
Gleicy Rouse Costa dos Santos1
Ilenilde Pereira Aires1
Patryck Guterres de França1
Germano Silva Moura²


RESUMO

O objetivo deste estudo foi analisar os benefícios da laserterapia de baixa intensidade (LBI) como adjuvante no processo de cicatrização de feridas em pessoas com Diabetes Mellitus (DM). Trata-se de uma revisão integrativa, elaborada conforme as diretrizes do PRISMA 2020, que analisou publicações entre 2016 e 2025 nas bases PubMed, SciELO, BVS e Google Acadêmico. Foram incluídos cinco estudos que atenderam aos critérios de elegibilidade. Os resultados demonstraram que a LBI, aplicada com comprimentos de onda entre 630 e 660 nm e densidades energéticas de 3 a 8 J/cm², promoveu aceleração da epitelização, aumento da granulação, melhora da perfusão tecidual e redução da dor e da inflamação. Constatou-se, ainda, predominância de indivíduos do sexo masculino e média etária entre 56 e 64 anos, perfis mais acometidos por complicações do pé diabético. A análise evidenciou que a LBI é uma tecnologia segura, acessível e eficaz, com potencial para reduzir amputações e otimizar os resultados clínicos, embora ainda haja necessidade de padronização dos protocolos e ampliação dos ensaios clínicos.

Palavras-chave: Laserterapia; Pé diabético; Feridas; Diabetes Mellitus; Cicatrização.

ABSTRACT

This study aimed to identify, in the scientific literature, the benefits of low-level laser therapy (LLLT) as an adjuvant in the wound healing process of individuals with Diabetes Mellitus (DM). An integrative review was conducted following the PRISMA 2020 guidelines, analyzing publications from 2016 to 2025 in PubMed, SciELO, BVS, and Google Scholar databases. Five studies met the inclusion criteria. The results demonstrated that LLLT, applied with wavelengths between 630 and 660 nm and energy densities ranging from 3 to 8 J/cm², promoted accelerated epithelialization, increased granulation tissue formation, improved tissue perfusion, and reduced pain and inflammation. The studies predominantly included male participants aged between 56 and 64 years, who are more susceptible to diabetic foot complications. Findings indicate that LLLT is a safe, accessible, and effective technology with potential to prevent amputations and optimize clinical outcomes. However, standardized clinical protocols and larger randomized trials are still required to strengthen scientific evidence.

Keywords: Laser therapy; Diabetic foot; Wounds; Diabetes Mellitus; Healing.

1. INTRODUÇÃO

O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença metabólica crônica caracterizada pela hiperglicemia persistente, decorrente de alterações na secreção e/ou na ação da insulina. Essa condição desencadeia danos microvasculares, neuropáticos e imunológicos, que comprometem a oxigenação tecidual e prejudicam o processo de cicatrização1.

Entre as complicações mais graves e incapacitantes do DM, destaca-se o pé diabético, definido pela presença de feridas de difícil cicatrização nos membros inferiores, frequentemente associadas à neuropatia periférica, à isquemia e à infecção local, podendo evoluir para ulcerações profundas e amputações2,3.

A cicatrização de feridas é um processo complexo e dinâmico que envolve as fases inflamatória, proliferativa e de remodelação, nas quais ocorre interação entre células, fatores de crescimento e proteínas estruturais. Em pessoas com DM, esse processo é comprometido devido à redução da angiogênese, diminuição da síntese de colágeno, disfunção mitocondrial e resposta inflamatória prolongada, o que resulta em retardo na regeneração tecidual e maior risco de infecção4. Essas condições tornam as feridas mais resistentes ao tratamento convencional, elevando a morbidade, os custos assistenciais e o impacto psicossocial sobre o paciente.

Diante dessa realidade, a busca por terapias capazes de estimular a regeneração celular e otimizar o reparo tecidual tornou-se prioridade no cuidado às pessoas com diabetes.

Nesse contexto, a Laserterapia de Baixa Intensidade (LBI) — também conhecida como *LowLevel Laser Therapy (LLLT)* — tem emergido como um recurso não invasivo, indolor e de baixo custo, com potencial de atuar como adjuvante na cicatrização de feridas de difícil cicatrização. Seu mecanismo de ação baseia-se na fotobiomodulação celular, pela qual a energia luminosa é absorvida por cromóforos mitocondriais, como a citocromo C oxidase, promovendo aumento da produção de ATP, proliferação de fibroblastos, angiogênese e síntese de colágeno, fundamentais para a restauração tecidual5,6.

Evidências clínicas recentes têm demonstrado que o uso da LBI acelera o fechamento de feridas de difícil cicatrização, reduz o processo inflamatório e a dor local, além de favorecer a formação de tecido de granulação de melhor qualidade. Contudo, a ausência de protocolos padronizados, especialmente no que se refere à dose de energia, comprimento de onda e frequência de aplicação, ainda limita a consolidação de um consenso clínico5,6,7,8.

Essas limitações tornam-se ainda mais preocupantes diante da magnitude epidemiológica do problema. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde e da Federação Internacional de Diabetes, mais de 537 milhões de adultos vivem com diabetes no mundo, e as complicações nos pés configuram importante causa de incapacidade9. O pé diabético é responsável por aproximadamente 70% das amputações não traumáticas e constitui uma das principais causas de internação prolongada, perda funcional e redução da qualidade de vida entre indivíduos com DM10. Essa realidade reforça a necessidade de intervenções terapêuticas eficazes, que reduzam complicações e melhorem os desfechos clínicos, especialmente em contextos de saúde pública.

Nesse sentido, a LBI desponta como uma tecnologia promissora, capaz de potencializar os resultados do tratamento convencional, reduzir complicações e prevenir amputações. Sua aplicação sistemática em protocolos clínicos pode otimizar o manejo de feridas de difícil cicatrização e contribuir para o uso racional de recursos em saúde, especialmente em serviços de atenção básica e hospitais públicos.

Diante disso, este estudo tem como objetivo analisar as evidências científicas disponíveis sobre o uso da laserterapia de baixa intensidade como adjuvante na cicatrização de feridas de difícil cicatrização em pessoas com doença do pé diabético, destacando seus mecanismos de ação, benefícios clínicos e limitações, de modo a subsidiar práticas assistenciais baseadas em evidências.

2. METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura acerca da eficácia da laserterapia de baixa intensidade (LBI) como adjuvante na cicatrização de feridas de difícil cicatrização em pessoas com doença do pé diabético.

O estudo foi conduzido de acordo com as diretrizes do PRISMA 2020 (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), instrumento internacional utilizado para orientar revisões sistemáticas e integrativas, garantindo transparência e reprodutibilidade na seleção, triagem e análise dos estudos incluídos.

A questão norteadora foi elaborada com base na estratégia PICO, que representa um modelo estruturado para formulação de perguntas clínicas e organização da busca bibliográfica. O acrônimo PICO refere-se a quatro componentes fundamentais: População (P), que neste estudo compreende pessoas com doença do pé diabético; Intervenção (I), correspondente à laserterapia de baixa intensidade; Comparação (C), relacionada ao tratamento convencional de feridas; e Desfecho (O), que corresponde à eficácia da intervenção e ao tempo de cicatrização das lesões. Assim, a pergunta de pesquisa formulada foi: “Quais são as evidências científicas disponíveis sobre a eficácia da LBI na cicatrização de feridas de difícil cicatrização em pessoas com pé diabético?”

A busca bibliográfica foi realizada entre julho e outubro de 2025 nas bases PubMed, SciELO, BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) e Google Acadêmico, utilizando descritores em português e inglês, combinados por meio dos operadores booleanos AND e OR: (“laserterapia” OR “low-level laser therapy”) AND (“pé diabético” OR “diabetic foot”) AND (“cicatrização” OR “wound healing”).

Foram incluídos artigos publicados entre 2016 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem a aplicação da LBI em seres humanos com diagnóstico de pé diabético e apresentassem resultados clínicos relacionados ao processo de cicatrização. Excluíram-se estudos experimentais em animais, dissertações, teses, publicações sem acesso ao texto completo e estudos in vitro.

Após a triagem, realizada conforme as etapas recomendadas pelo PRISMA, foram inicialmente identificados 95 estudos. Desses, 18 foram selecionados para leitura na íntegra, e cinco atenderam plenamente aos critérios de inclusão, compondo a amostra final.

Os estudos incluídos foram organizados em um quadro sinóptico contendo as principais variáveis de análise: autor, ano de publicação, país, tipo de estudo, população, protocolo de laserterapia utilizado e resultados obtidos. A análise foi conduzida de forma descritiva e comparativa, destacando os efeitos clínicos da LBI, os parâmetros de aplicação empregados e as lacunas existentes nas evidências disponíveis sobre o tema.

3. RESULTADOS

Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, cinco estudos atenderam aos critérios de inclusão e compuseram a amostra final desta revisão integrativa (Quadro 1). Destes, quatro estudos (80%) foram conduzidos no Brasil e um (20%) no Reino Unido. Quanto ao delineamento metodológico, três (60%) foram estudos clínicos observacionais e dois (40%) foram ensaios clínicos randomizados, refletindo o predomínio de pesquisas aplicadas e com enfoque clínico.

Observou-se predomínio do sexo masculino (55–70%) e média etária variando de 56 a 64 anos, indicando uma população predominantemente adulta e idosa, mais propensa a desenvolver pé diabético em decorrência da neuropatia periférica, da isquemia e do retardo na resposta inflamatória. Os parâmetros utilizados nos artigos variaram entre 630 e 660 nm, com densidades de energia de 3 a 8 J/cm² e número de sessões entre 10 e 15, revelando tendência de padronização nos protocolos mais recentes.

No estudo de Silva et al. (2019)15, a amostra foi composta por indivíduos entre 40 e 70 anos, com glicemia entre 150 e 350 mg/dL, e observou-se que a associação entre a laserterapia de baixa intensidade (LBI) e o óleo de Helianthus annuus. A LBI foi aplicada com laser vermelho de 660 nm e densidade de 3 J/cm² por 15 sessões, associada ou não ao óleo de Helianthus annuus. O grupo que recebeu o tratamento combinado apresentou melhor epitelização, redução da dor e aceleração da cicatrização, confirmando o efeito sinérgico entre fotobiomodulação e ácidos graxos essenciais.

Mathur et al. (2017)16, no Reino Unido, utilizou laser vermelho de 630–660 nm com potência de 50 mW/cm² e dose de 3–5 J/cm², aplicado a 30 cm da superfície da ferida por 15 dias consecutivos. Os resultados mostraram aumento significativo da granulação tecidual, redução da área ulcerada, melhora da perfusão local e menor tempo de cicatrização, sem efeitos adversos.

Lourenço et al. (2024)17 analisaram o manejo clínico e preventivo do pé diabético, ressaltando que a LBI, associada a protocolos de educação em saúde e abordagem multiprofissional, contribui para reduzir amputações e complicações.

Já Oliveira et al. (2021)18 relataram que a aplicação precoce da LBI nas fases inflamatória e proliferativa acelerou o fechamento das úlceras, melhorou a qualidade do tecido cicatricial e reduziu dor e inflamação. No estudo foi aplicado laser vermelho de 660 nm com densidade de 4 J/cm² em 10 sessões durante as fases inflamatória e proliferativa, observando aceleração do fechamento das úlceras, melhora do tecido cicatricial e redução da dor e inflamação.

Por fim, Miranda et al. (2025)19 realizaram um ensaio clínico randomizado e duplocego, testando três densidades energéticas (4, 8 e 12 J/cm²), e observaram que 4 e 8 J/cm² promoveram redução superior a 70% da área ulcerada, enquanto 12 J/cm² não trouxe benefício adicional.

De forma integrada, os estudos apontam que a LBI, aplicada entre 630 e 660 nm e doses de 3 a 5 J/cm², é uma tecnologia segura, acessível e eficaz, promovendo aumento da microcirculação, modulação inflamatória, analgesia, estimulação da angiogênese e aceleração da epitelização.

4. DISCUSSÃO

Os achados desta revisão demonstram que a LBI constitui uma tecnologia segura, acessível e eficaz na cicatrização de feridas de difícil cicatrização em pessoas com diabetes mellitus, especialmente nas úlceras de pé diabético.

Os resultados dos cinco estudos analisados, realizados predominantemente no Brasil, corroboram a literatura internacional ao evidenciarem melhora significativa na epitelização, granulação e perfusão tecidual, com redução da inflamação e da dor local.

 A maioria dos participantes era do sexo masculino (55–70%) e com idade média entre 56 e 64 anos, o que reflete o perfil demográfico mais acometido pelas complicações crônicas do diabetes, como neuropatia periférica e doença vascular. Estudos prévios, como o de Brandão et al. (2020)20 e Santos et al. (2022)21, publicados na Revista Estima, confirmam que homens tendem a apresentar maior prevalência de úlceras neuropáticas, enquanto mulheres demonstram maior adesão ao tratamento e à fotobiomodulação, fatores que podem interferir nos desfechos clínicos.

A variável idade também desempenha papel crucial, uma vez que indivíduos mais idosos apresentam diminuição da atividade fibroblástica, menor síntese de colágeno e atraso nas fases inflamatória e proliferativa, conforme descrito por Lima et al. (2023)22 na Revista Estima.

Esses fatores justificam a importância de parâmetros adequados de energia e frequência da LBI para compensar as alterações metabólicas do tecido envelhecido. No presente conjunto de estudos, a dosimetria variou entre 3 e 8 J/cm², com comprimentos de onda entre 630 e 660 nm, sendo essa faixa energética a mais eficaz para promover regeneração tecidual, conforme demonstrado por Miranda et al. (2025)19 e corroborado por Hamblin (2022)23. Doses acima de 10 J/cm², como relatado em alguns estudos internacionais, não apresentaram ganho adicional e, em alguns casos, resultaram em resposta biológica menos eficiente, o que reforça a necessidade de padronização das doses clínicas.

A padronização dos protocolos é uma das maiores lacunas observadas na literatura. Revisões recentes, como as de Zhang et al. (2021)24 e Kaviani et al. (2020)25, confirmam a heterogeneidade metodológica como um fator limitante na comparação dos resultados. Os autores ressaltam que, embora a LBI seja eficaz na maioria dos ensaios clínicos, a ausência de consenso sobre tempo de aplicação, potência e densidade de energia dificulta a reprodutibilidade. Essas observações estão alinhadas com Santos et al. (2022)21, que destacam, em estudo publicado na Revista Estima, a importância de protocolos clínicos estruturados e da capacitação das equipes multiprofissionais para o uso seguro e eficaz da LBI.

Em relação aos resultados clínicos, a consistência das evidências encontradas nesta revisão é reforçada por meta-análises internacionais, como as de Gupta et al. (2020)26 e Mohajerani et al. (2024)27, que demonstram aumento da síntese de colágeno tipo I, angiogênese e proliferação fibroblástica após a aplicação da LBI. Esses mecanismos fisiológicos explicam a redução expressiva da área ulcerada (>70%) observada em ensaios como o de Miranda et al. (2025)19. Além disso, os estudos brasileiros, como os de Brandão et al. (2020)20 e Lima et al. (2023)22, destacam a relevância do contexto multiprofissional e do acompanhamento clínico contínuo, fatores que contribuem para maior adesão terapêutica e prevenção de recidivas.

Entre as limitações deste trabalho, destaca-se a pequena quantidade de ensaios clínicos randomizados disponíveis e a diversidade de protocolos empregados, o que reduz a capacidade de generalização dos achados. Além disso, a ausência de estudos multicêntricos com amostras amplas e seguimento prolongado limita a extrapolação dos resultados para diferentes perfis populacionais. Também se observa escassez de estudos que avaliem o impacto da LBI em longo prazo e sua interação com outras terapias adjuvantes, como curativos bioativos e pressão negativa. Essas limitações indicam a necessidade de novas pesquisas que explorem variáveis como idade, sexo, comorbidades e dosimetria ideal, consolidando a LBI como prática baseada em evidências no tratamento de feridas.

5. CONCLUSÃO

A LBI mostrou-se eficaz, segura e clinicamente relevante para o tratamento de feridas de difícil cicatrização em pessoas com diabetes mellitus, com destaque para as úlceras de pé diabético. Os estudos analisados evidenciaram aceleração da epitelização, melhora da perfusão tecidual, aumento da granulação e redução da dor e da inflamação.

Os melhores resultados foram observados em protocolos que utilizaram comprimentos de onda entre 630 e 660 nm e densidades de energia de 4 a 8 J/cm², aplicadas de forma regular e supervisionada por equipes multiprofissionais. Essas evidências reforçam a importância da padronização de protocolos clínicos e do investimento em capacitação técnica para o uso da LBI em feridas complexas. Recomenda- se a realização de estudos clínicos multicêntricos, com amostras mais amplas, seguimento prolongado e foco em parâmetros de dosimetria, para fortalecer a base científica dessa modalidade terapêutica.

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¹Pós-Graduandos em Estomaterapia pelo Centro Universitário Santa Terezinha São Luís.
²Orientador Prof. Esp. do curso de Pós-Graduação em Estomaterapia do Centro Universitário Santa Teresinha São Luís.