INVESTIGATION OF THE PARASITOLOGICAL PROFILE IN FECAL SAMPLES FROM THE COMMUNITY OF THE FISHERMEN’S ASSOCIATION OF SARANDI/PR
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510260948
Ana Luisa Rezende1
Nicoli Piai Berti Da Silva1
Elizandra Aparecida Britta Stefano2
Resumo
As parasitoses intestinais continuam representando um desafio relevante para a saúde pública, especialmente em comunidades com precariedade de saneamento básico e acesso limitado a serviços de saúde. Em regiões nas quais o contato com ambientes contaminados é frequente, como áreas ribeirinhas ou comunidades pesqueiras, o risco de exposição a agentes parasitários é ampliado. Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo investigar o perfil parasitológico da comunidade atendida pela Associação de Pescadores de Sarandi/PR, por meio da análise laboratorial de amostras fecais utilizando o exame parasitológico de fezes (EPF). A proposta incluiu a identificação da presença, da frequência e dos tipos de parasitos intestinais encontrados, a fim de traçar um panorama da situação de saúde local. As amostras foram coletadas mediante consentimento dos participantes e encaminhadas ao laboratório de Parasitologia da UniCesumar, Campus Maringá/PR, para a realização do exame parasitológico. Nas análises, foram detectados cistos de Giardia lamblia, Entamoeba coli e Entamoeba histolytica. Os resultados obtidos permitiram caracterizar o perfil parasitológico da comunidade fornecendo subsídios concretos para o planejamento e implementação de ações educativas de prevenção, promoção da saúde e melhoria das condições sanitárias e de qualidade de vida dos moradores da associação.
Palavras-chave: Parasitologia, Saneamento Básico, População Rural, Epidemiologia, Saúde Pública.
INTRODUÇÃO
As parasitoses intestinais constituem-se em um dos principais problemas de saúde pública nos países tropicais e subtropicais, em virtude da associação entre fatores ambientais e sociais que favorecem sua disseminação. Essas infecções, causadas por protozoários e helmintos, apresentam impacto direto sobre o estado nutricional, o desenvolvimento físico e cognitivo e a qualidade de vida das populações afetadas, especialmente crianças, idosos e indivíduos imunocomprometidos (Auler et al., 2018; Santos; Santos; Martins, 2019). Entre os principais protozoários encontrados em estudos epidemiológicos destacam-se Giardia lamblia, Entamoeba histolytica e Entamoeba coli, enquanto os helmintos mais comuns incluem Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e Ancylostoma duodenale (Silva et al., 2021; Neves, 2022).
No Brasil, apesar dos avanços em políticas de saneamento e saúde coletiva, essas doenças permanecem prevalentes em regiões vulneráveis, como comunidades rurais, ribeirinhas e pesqueiras. A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, associada ao consumo de água não tratada e à precariedade de infraestrutura sanitária, perpetuando o ciclo de infecção e refletindo a desigualdade social. Estudos recentes indicam que, embora o tema seja amplamente investigado em âmbito nacional e internacional, ainda existem lacunas relacionadas a contextos específicos, como comunidades pesqueiras do Sul do Brasil, onde as condições de trabalho e de moradia favorecem a exposição contínua a ambientes contaminados. Nessas localidades, as parasitoses intestinais comprometem não apenas a saúde, mas também a produtividade e a subsistência das famílias, reforçando ciclos de vulnerabilidade social e econômica (Martins; Trindade, 2025).
Diante desse cenário, a análise do perfil parasitológico de comunidades pesqueiras torna-se fundamental para a compreensão da dinâmica de transmissão desses agentes. Além disso, os resultados dessas investigações fornecem subsídios importantes para implementação de campanhas educativas, as quais são fundamentais para promover hábitos de higiene, o consumo de água segura e o saneamento adequado, estratégias comprovadamente eficazes na prevenção e controle das parasitoses intestinais. Essa discussão é crucial tanto para o fortalecimento da produção científica na área da parasitologia quanto para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à melhoria das condições de vida e de saúde das populações afetadas.
Assim, o presente estudo teve como objetivo investigar o perfil parasitológico da comunidade atendida pela Associação de Pescadores de Sarandi/PR, visando traçar um panorama da situação de saúde local e fornecer dados concretos para futuras intervenções de saúde pública.
1 METODOLOGIA
Esta é a parte na qual se diz como foi feita a pesquisa. Existem várias formas de se explicitar uma metodologia. Deve-se optar por uma maneira que dê suporte adequado para realização da pesquisa ou sua replicação.
A pesquisa foi conduzida com adultos e crianças da comunidade da Associação de Pescadores de Sarandi/PR, totalizando 19 participantes, selecionados por conveniência, considerando aqueles que aceitaram voluntariamente participar do estudo. A participação ocorreu mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) pelos adultos e, no caso das crianças, por seus responsáveis legais. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), sob o Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE) nº 90106525.0.0000.5539, seguindo os princípios éticos estabelecidos na Resolução CNS nº 466/12.
Para a coleta das amostras fecais, cada participante recebeu um kit contendo frasco coletor estéril e instruções detalhadas para a coleta domiciliar. As amostras foram posteriormente transportadas ao Laboratório de Parasitologia da UniCesumar – Maringá/PR, onde passaram por triagem e análise laboratorial.
A identificação de parasitas intestinais foi realizada por meio de duas técnicas clássicas de análise fecal: a técnica de sedimentação espontânea, descrita por Hoffman, Pons e Janer (1934, apud Neves, 2022), e a técnica de centrifugo-flutuação em solução de sulfato de zinco, segundo Faust et al. (1939, apud Amarante, 2014).
A técnica de sedimentação espontânea baseia-se no princípio da sedimentação por gravidade, em que as formas parasitárias (ovos, cistos e larvas) afundam naturalmente no líquido, separando-se dos detritos mais leves. Para sua execução, cerca de 2 g de fezes foram homogeneizadas em 10 mL de água destilada, filtradas em gaze para eliminação de partículas grosseiras e deixadas em repouso por 12 a 24 horas em copo de sedimentação. Após esse período, o sobrenadante foi cuidadosamente descartado e uma gota do sedimento foi transferida para uma lâmina, coberta com lamínula e examinada ao microscópio óptico nas objetivas de 10x e 40x. Essa técnica é amplamente utilizada para a detecção de ovos pesados de helmintos, como Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e Schistosoma mansoni, além de cistos de protozoários, sendo um método de fácil execução, baixo custo e boa sensibilidade (Neves, 2022; Rey, 2008).
Já a técnica de centrifugo-flutuação de Faust baseia-se na flutuação em solução de alta densidade, permitindo que as estruturas parasitárias mais leves ascendam na solução e se concentrem na superfície. Para sua execução, aproximadamente 2 g de fezes foram diluídas em 10 mL de água destilada e filtradas em gaze. O filtrado foi centrifugado a 2500 rpm por 1 minuto, descartando-se o sobrenadante. O sedimento foi então ressuspendido em solução de sulfato de zinco (densidade 1,18 g/mL), completando-se o tubo até formar um menisco. Uma lamínula foi colocada sobre o menisco e, após 10 minutos, retirada cuidadosamente e colocada sobre uma lâmina para leitura microscópica nas objetivas de 10x e 40x. Essa técnica é indicada principalmente para a observação de cistos de protozoários, como Giardia lamblia e Entamoeba histolytica, e de ovos leves de helmintos, proporcionando boa visualização e limpeza do material (Amarante, 2014; Thienpont, Rochette e Vanparijs, 1986).
A escolha dessas técnicas se justifica pelo seu amplo uso em estudos epidemiológicos de parasitologia, pela boa sensibilidade e especificidade na detecção de diferentes tipos de protozoários e helmintos, além da complementaridade entre os métodos, enquanto o método de Hoffman é mais eficiente para ovos pesados, o de Faust é mais adequado para ovos leves e cistos. Essa combinação metodológica permitiu uma análise mais abrangente e precisa da ocorrência de parasitoses intestinais na comunidade estudada.
2 RESULTADOS E DISCUSSÕES
As enteroparasitoses representam um relevante problema de saúde pública, especialmente em comunidades que apresentam condições inadequadas de saneamento básico, abastecimento de água e higiene pessoal. Essas infecções estão associadas a diversas consequências clínicas e sociais, incluindo distúrbios gastrointestinais, desnutrição, déficit de crescimento e redução do desempenho escolar, principalmente entre crianças. A detecção precoce e o diagnóstico preciso dos agentes etiológicos são fundamentais para o controle e a prevenção dessas doenças (Corrêa & Andrade, 2025)
Diversas técnicas laboratoriais têm sido empregadas na identificação de parasitos intestinais, variando quanto à sensibilidade e especificidade. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo analisar amostras fecais de uma população específica, comparando a eficiência das técnicas de sedimentação espontânea (Hoffman, Pons e Janer) e de flutuação (Faust) na detecção de enteroparasitos, de modo a contribuir para o aprimoramento das práticas diagnósticas e para a formulação de estratégias de controle mais eficazes.
Tabela 1- Resultados da análise parasitológica pelo método de sedimentação espontânea de Hoffman.
| Parasita identificado | Nº de casos positivos | Percentual (%) |
| Giardia lamblia | 3 | 15,8 |
| Entamoeba histolytica | 0 | 0 |
| Entamoeba coli | 4 | 21,0 |
| Total de positivos | 7 | 36,8 |
| Total de negativos | 12 | 63,2 |
Fonte: Elaborado a partir de dados da pesquisa
Tabela 2 – Resultados da análise parasitológica pelo método de flutuação de Faust.
| Parasita identificado | Nº de casos positivos | Percentual (%) |
| Giardia lamblia | 3 | 15,8 |
| Entamoeba histolytica | 0 | 10,5 |
| Entamoeba coli | 4 | 21,0 |
| Total de positivos | 9 | 47,4 |
| Total de negativos | 10 | 52,6 |
Fonte: Elaborado a partir de dados da pesquisa
Foram analisadas 19 amostras fecais, das quais 7 (36,8%) apresentaram positividade para enteroparasitos (Tabela 1). Pela técnica de sedimentação espontânea (Hofman), foi identificado a presença de cistos de Giardia lamblia (15,8%) e Entamoeba coli (21,0%), não havendo registro de Entamoeba histolytica. Já na técnica de concentração por flutuação (Faust), além da detecção de Giardia lamblia e E. coli, foi observado formas compatíveis com Entamoeba histolytica (10,5%), o que elevou o número total de positivos para 9 amostras (47,4%), (Tabela 2). Os achados apontam que a técnica de flutuação de Faust apresentou maior sensibilidade em comparação à de sedimentação de Hoffman, sobretudo na identificação de E. histolytica. Esse resultado está em consonância com estudos prévios que destacam a importância de métodos de concentração complementares para aprimorar o diagnóstico laboratorial (Bica et al., 2011; Araújo et al., 2020). A baixa sensibilidade de métodos de sedimentação, quando utilizados isoladamente, pode levar a um número significativo de resultados falso-negativos, subestimando a real prevalência das enteroparasitoses, sobretudo em infecções com baixa carga parasitária, como as crônicas ou assintomáticas (Bica et al., 2011; Pinheiro et al., 2007).
A Entamoeba histolytica, por ser um protozoário patogênico causador da amebíase,que pode variar de quadros assintomáticos a disenteria amebiana e abscessos extra-intestinais,exige um diagnóstico preciso e precoce para o tratamento adequado e a prevenção de complicações graves. A sua detecção exclusiva pela técnica de flutuação (Faust), conforme observado no exame, é um achado importante que reforça a natureza complementar dos métodos de flutuação. Enquanto o método de Hoffman (sedimentação) é eficiente para protozoários e ovos de helmintos de maior peso (por gravidade), as técnicas de flutuação, como a de Faust, que utiliza soluções de densidade específica, são mais eficazes na concentração de cistos leves, como os de Giardia lamblia e, em muitos contextos, as formas císticas de amebas (Bica et al., 2011; Pinheiro et al., 2007). No entanto, é crucial ressaltar que a diferenciação morfológica entre E. histolytica e a ameba comensal Entamoeba dispar por métodos microscópicos é desafiadora, e a identificação de E. histolytica pelos métodos tradicionais é muitas vezes referida como Entamoeba histolytica/dispar. Para uma confirmação diagnóstica de E. histolytica patogênica, métodos moleculares ou imunológicos são mais indicados (Andrade et al., 2017).
A identificação de Entamoeba coli, embora comensal e não patogênica, assume um papel central na rotina laboratorial e na interpretação epidemiológica dos resultados. Sua relevância reside, em grande parte, no desafio do diagnóstico diferencial em microscopia. O protozoário pertence ao gênero Entamoeba e possui características morfológicas que exigem um profissional experiente para sua distinção segura de espécies patogênicas, principalmente o complexo Entamoeba histolytica/E. dispar (Andrade et al., 2017). Morfologicamente, os cistos de E. coli são maiores e apresentam até oito núcleos (cariossoma excêntrico e cromatina periférica grosseira e irregular), contrastando com os cistos maduros de E. histolytica, que tipicamente possuem até quatro núcleos, cariossoma pequeno e centralizado com cromatina periférica fina e regular.(Neves et al., 2022). A confusão no diagnóstico pode levar a tratamentos desnecessários para indivíduos infectados apenas por E. coli ou, inversamente, a negligência de uma infecção por E. histolytica.
Do ponto de vista epidemiológico, a elevada prevalência de Escherichia coli na população estudada constitui um indicativo significativo de exposição contínua a fontes de contaminação. A presença dessa bactéria está frequentemente associada à detecção de outras espécies, sejam patogênicas, como Giardia lamblia e Entamoeba histolytica/dispar, ou comensais, como Endolimax nana, caracterizando quadros de poli-parasitismo (Andrade et al., 2017; Prevalência de Parasitoses Intestinais em Usuários de um Hospital Universitário, 2020).
O poli-parasitismo é um achado comum em regiões com precárias condições sanitárias e pode agravar o impacto clínico e nutricional das infecções, especialmente em crianças. A coinfecção, marcada pela presença de E. coli, evidencia que o indivíduo está repetidamente ingerindo cistos do ambiente, tornando-o um alvo prioritário para intervenções de saúde e saneamento.
Portanto, a detecção de Entamoeba coli deve ser interpretada para além da sua não patogenicidade individual. Ela atua como um bioindicador ambiental de risco sanitário, sinalizando a falha nas barreiras de proteção, como tratamento de água, coleta de esgoto e higiene, contra a rota de transmissão fecal-oral (Estratégia MED, 2024; Prevalência de Parasitoses Intestinais em Usuários de um Hospital Universitário, 2020). A persistência desse protozoário em exames de fezes de uma comunidade indica que os esforços em saneamento e educação em saúde ainda são insuficientes para quebrar o ciclo de transmissão e proteger a população contra patógenos de circulação semelhantes.
A elevada prevalência de Giardia lamblia, consistentemente identificada nas amostras, reitera o cenário epidemiológico brasileiro, no qual este protozoário é um dos agentes etiológicos mais frequentes, com maior ocorrência em crianças (Biscegli et al., 2009; Pinheiro Et al., 2007; Andrade et al., 2017). Segundo Basso et al. (2008), a persistência de Giardia lamblia ao longo dos anos, mesmo diante da redução das infecções por helmintos, evidencia que fatores relacionados à transmissão hídrica e à higiene pessoal ainda desempenham papel importante na manutenção dessa parasitose em Caxias do Sul-RS, sugere a necessidade de ações educativas e de saneamento focadas nas vias de transmissão desse parasito, que envolvem contato pessoa – pessoa, água e alimentos contaminados (Silva et al., 2021). A infecção por Giardia lamblia e E. histolytica é particularmente preocupante em crianças devido à sua associação com má absorção, diarreia crônica, desnutrição, anemia e, consequentemente, déficits no desenvolvimento cognitivo e físico, afetando o desempenho escolar e a qualidade de vida (Araújo Filho, 2011; Caron et al., 2018).
Dessa forma, ressalta-se a importância da implementação de ações integradas que aliem melhorias no saneamento básico à educação em saúde, promovendo práticas adequadas de higiene e o acesso à água potável. Tais estratégias são essenciais para reduzir a incidência das enteroparasitoses e promover a melhoria efetiva das condições de vida das populações mais vulneráveis.
3 CONCLUSÃO
O presente estudo atingiu o objetivo proposto de investigar o perfil parasitológico da comunidade atendida pela Associação de Pescadores de Sarandi/PR, evidenciando a elevada prevalência de enteroparasitos, incluindo poli-parasitismo com Giardia lamblia, Entamoeba coli e E. histolytica/dispar, em contexto de saneamento precário, higiene insuficiente e falta de informação (Andrade et al., 2017; Silva et al., 2021; Corrêa & Andrade, 2025). Os achados confirmam a hipótese de que fatores ambientais e sociais influenciam diretamente a ocorrência dessas parasitoses.
Do ponto de vista teórico, o estudo contribui para a compreensão da dinâmica de transmissão de enteroparasitos em comunidades pesqueiras do Sul do Brasil e reforça a importância da utilização de técnicas laboratoriais complementares, como as de Hoffman e Faust, para aumentar a sensibilidade diagnóstica (Neves et al., 2022; Araújo et al., 2020). Quanto à aplicação prática, os resultados fornecem subsídios para a implementação de campanhas educativas, melhorias no saneamento e adoção de medidas preventivas direcionadas à redução da transmissão de parasitos, com impacto direto na saúde e qualidade de vida da população local (Martins & Trindade, 2025; Estratégia MED, 2024).
As principais limitações do estudo incluem o número reduzido de participantes, que restringe a generalização dos resultados, e a impossibilidade de diferenciar E. histolytica de E. dispar utilizando apenas métodos microscópicos. Para futuros estudos, sugere-se ampliar a amostragem, utilizar técnicas moleculares para identificação específica de protozoários patogênicos e realizar monitoramento longitudinal para avaliar a eficácia de intervenções educativas e sanitárias.
Em síntese, o estudo cumpre o papel de fornecer um panorama inicial do perfil parasitológico da comunidade, confirmando a relação entre vulnerabilidade social e risco de enteroparasitoses e servindo como ponto de partida para ações acadêmicas, comunitárias e políticas públicas que visem à melhoria efetiva das condições de saúde e à redução do ciclo de vulnerabilidade local.
REFERÊNCIAS
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1 Discentes do Curso Superior de Biomedicina da Universidade UniCesumar Campus Maringá e-mail: analuisarezende10ana@gmail.com/ nicolipiai@icloud.com
2 Docente do Curso Superior de Biomedicina da Universidade UniCesumar Campus Maringá. Pós-doutora em Ciências Farmacêuticas (PCF/UEM-MARINGÁ). e-mail: elizandra.stefano@unicesumar.edu.br
