INTERVENÇÕES FISIOTERAPÊUTICAS PARA DOR LOMBAR EM GESTANTES: UMA REVISÃO DA LITERATURA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511260709


Gabriel Galvão De Farias
Gleyciellen Serrão Farias
Talita Carolina Rodrigues De Souza
Profº. Cecilia Vilhena (Orientadora)


RESUMO

A dor lombar na gestação é um sintoma frequente, com impacto funcional e psicossocial significativo, que demanda abordagens terapêuticas seguras e não farmacológicas. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas acerca da eficácia da terapia manual no manejo da dor lombar em gestantes, incorporando a hidroterapia e o método Pilates como intervenções complementares. Realizou-se uma revisão da literatura integrativa, seguindo recomendações do protocolo PRISMA, com buscas nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS, PEDro, Scopus e Web of Science, contemplando estudos publicados entre 2015 e 2025, em português, inglês e espanhol. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, quase-experimentais, estudos observacionais, revisões sistemáticas e protocolos, totalizando 17 estudos. Os resultados evidenciaram que a terapia manual apresenta efeitos imediatos na redução da dor e melhora funcional, embora com duração limitada. O método Pilates demonstrou benefícios sustentados em estabilização lombo-pélvica, mobilidade e qualidade de vida, sendo seguro durante a gestação. A hidroterapia, especialmente em protocolos padronizados, contribuiu para o controle do ganho ponderal, a redução do tempo de trabalho de parto, a preservação do períneo e o bem-estar materno. Apesar dos achados positivos, foram observadas limitações metodológicas, como heterogeneidade de protocolos, amostras reduzidas e ausência de padronização dos desfechos avaliados. Conclui-se que a integração dessas modalidades terapêuticas representa uma estratégia promissora para o manejo da dor lombar gestacional, reforçando a necessidade de ensaios clínicos multicêntricos e comparativos para consolidar recomendações clínicas baseadas em evidências.

Palavras-chave: Gestantes; Dor lombar; Terapia manual; Pilates; Hidroterapia; Revisão da literatura.

ABSTRACT

Low back pain during pregnancy is a highly prevalent condition with significant functional and psychosocial impact, requiring safe and non-pharmacological therapeutic approaches. This study aimed to analyze the scientific evidence on the effectiveness of manual therapy for the management of low back pain in pregnant women, incorporating hydrotherapy and Pilates as complementary interventions. An integrative literature review was conducted following PRISMA recommendations, with searches performed in PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS, PEDro, Scopus, and Web of Science databases. Studies published between 2015 and 2025 in Portuguese, English, and Spanish were considered. Randomized controlled trials, quasi-experimental studies, observational research, systematic reviews, and protocols were included, totaling 17 studies. The results showed that manual therapy provides immediate effects on pain reduction and functional improvement, although with limited duration. Pilates demonstrated sustained benefits in lumbopelvic stabilization, mobility, and quality of life, and was considered safe during pregnancy. Hydrotherapy, especially in standardized protocols, contributed to gestational weight control, reduction of labor time, perineal preservation, and maternal well-being. Despite these positive findings, methodological limitations such as protocol heterogeneity, small sample sizes, and lack of standardized outcome measures were observed. In conclusion, the integration of these therapeutic modalities represents a promising strategy for the management of pregnancy-related low back pain, highlighting the need for multicenter and comparative randomized trials to consolidate evidence-based clinical recommendations.

Keywords: Pregnant women; Low back pain; Manual therapy; Pilates; Hydrotherapy; Literature review.

1 INTRODUÇÃO

A gestação é um período caracterizado por intensas transformações fisiológicas, biomecânicas e hormonais no corpo da mulher. Essas alterações são fundamentais para o desenvolvimento fetal, porém frequentemente desencadeiam desconfortos e dores, sendo a dor lombar uma das queixas musculoesqueléticas mais prevalentes entre gestantes (Afonso; Galhanas; Frias, 2025; Sonmezer; Özköslü; Yosmaoğlu, 2021). Estima-se que entre 50% e 70% das mulheres grávidas apresentem algum grau de dor lombar durante a gestação, o que pode impactar significativamente sua qualidade de vida, capacidade funcional e bem-estar geral (Yildirim; Basol; Karahan, 2022; Lucena; Livramento, 2023). A gestação é acompanhada por elevações hormonais, especialmente de relaxina e progesterona, que aumentam a laxidade ligamentar da pelve e podem predispor à dor lombo-pélvica (Daneau et al., 2025; Daneau et al., 2021). Paralelamente, ocorrem mudanças posturais e biomecânicas marcantes, como incremento da lordose lombar, alteração do controle postural e da marcha, que elevam a carga mecânica sobre a coluna lombar e a cintura pélvica (Bagwell et al., 2024; Yoseph et al., 2025; Conder; Zamani; Akrami, 2019). Como consequência, a dor lombar e/ou pélvica figura entre as queixas mais prevalentes do período gestacional, afetando até cerca de 70% das gestantes segundo metanálise global recente (Salari et al., 2023).

Ganho de peso, alterações posturais e flutuações hormonais na gravidez podem levar a problemas no sistema musculoesquelético (Lovos, 2017). A relaxina, um hormônio secretado pela placenta, particularmente durante o final da gravidez, relaxa os ligamentos pélvicos e os ligamentos que sustentam a coluna; no entanto, os ligamentos relaxados podem desencadear dor lombar em mulheres grávidas (Santos; Costa; Paz, 2021). A dor lombar é o problema musculoesquelético mais comum induzido pela gravidez. Muitos estudos relatam que cerca de 50% das mulheres sofrem de dor lombar durante a gravidez (Lucena; Livramento, 2023; Almeida; Amarante, 2023). Essa dor geralmente aumenta à medida que a gravidez avança e pode afetar as atividades da vida diária em mulheres grávidas, como suportar peso, sentar-se e caminhar. Também pode causar inatividade física e insônia em mulheres grávidas (Damascena; Estrela; Plazzi, 2021). Portanto, estudos relatam que a dor lombar induzida pela gravidez afeta negativamente a qualidade de vida e leva à incapacidade funcional em mulheres grávidas (Soares, 2022).

A dor lombar e/ou pélvica durante a gestação representa uma condição de alta prevalência e relevância clínica, interferindo de forma significativa nas atividades da vida diária, no sono, na mobilidade e na qualidade de vida das gestantes (SABINO; GRAHAM, 2023; KOTLABI et al., 2024). A intensidade e a frequência da dor tendem a aumentar com o avanço da gestação, dificultando tarefas simples como caminhar, permanecer em pé, realizar atividades domésticas e exercer atividades laborais (ANDERSEN et al., 2022; ÖZTÜRK et al., 2023). Além do impacto físico, a dor está frequentemente associada a sintomas emocionais, como ansiedade e alterações do humor, comprometendo o bem-estar global da gestante (KOTLABI et al., 2024). O manejo medicamentoso dessa condição é limitado, uma vez que o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares pode oferecer riscos potenciais ao feto, sendo recomendadas apenas em casos específicos e sob estrita supervisão médica (QASEM et al., 2023). Diante dessas restrições, cresce a importância das intervenções não farmacológicas, que constituem a principal estratégia de tratamento conservador. Entre elas, destacam-se os exercícios terapêuticos, a fisioterapia pélvica, a hidroterapia, a acupuntura e técnicas de relaxamento, que apresentam evidências consistentes de eficácia na redução da dor e na melhora funcional (DA SILVA et al., 2023; WANG et al., 2024). Essas abordagens, além de seguras, promovem o empoderamento materno e contribuem para uma gestação mais saudável e confortável.

A fisioterapia destaca-se como um recurso não farmacológico seguro e eficaz no manejo da dor lombar e pélvica durante a gestação, atuando tanto na prevenção quanto no tratamento dessa condição (LUCENA; LIVRAMENTO, 2023; DAMASCENA; ESTRELA; PLAZZI, 2021). Suas intervenções incluem exercícios de fortalecimento e alongamento, técnicas manuais, hidroterapia, Pilates e orientações posturais, que promovem alívio da dor, melhora da mobilidade e da postura, além de contribuir para o bem-estar físico e emocional da gestante (CANCELA-CARRAL; BLANCO; LÓPEZ-RODRÍGUEZ, 2022; FERRAZ et al., 2023; MÉRIDA-TÉLLEZ et al., 2025). Evidências recentes demonstram que programas fisioterapêuticos regulares reduzem significativamente a intensidade da dor e melhoram a qualidade de vida, reforçando o papel essencial da fisioterapia como estratégia segura, preventiva e terapêutica no cuidado pré-natal (DA SILVA et al., 2023; WANG et al., 2024).

Apesar do crescente número de estudos sobre o manejo fisioterapêutico da dor lombar e pélvica durante a gestação, ainda existe considerável heterogeneidade metodológica entre as pesquisas, tanto em relação aos protocolos utilizados quanto aos desfechos avaliados, o que dificulta a determinação de quais intervenções são mais eficazes e seguras (SONMEZER; ÖZKÖSLÜ; YOSMAOĞLU, 2021; CANCELA-CARRAL; BLANCO; LÓPEZ-RODRÍGUEZ, 2022). Revisões recentes destacam que, embora exercícios terapêuticos, técnicas manuais, hidroterapia e Pilates apresentem resultados positivos, as evidências ainda são insuficientes para definir recomendações padronizadas de conduta clínica (FERRAZ et al., 2023; MÉRIDA-TÉLLEZ et al., 2025). Diante da alta prevalência da dor lombar e pélvica em gestantes e de seu impacto negativo sobre a qualidade de vida, torna-se fundamental reunir e analisar criticamente as evidências disponíveis, a fim de subsidiar decisões clínicas seguras e baseadas em evidências. Assim, este trabalho tem como objetivo revisar a literatura científica sobre a atuação da fisioterapia no manejo da dor lombar e pélvica durante a gestação.

2 METODOLOGIA

A pergunta norteadora do artigo foi “Quais são os efeitos da terapia manual na redução da dor lombar em gestantes, e como a hidroterapia e o método Pilates, utilizados de forma complementar, contribuem para o manejo não farmacológico dessa condição?”. Devido a indagação, utilizou-se o método de revisão bibliográfica integrativa, do tipo narrativa, sem metanálise. A escolha foi realizada pela identificação da metodologia com o objetivo do artigo, visto que é necessário etapas a serem seguidas para a elaboração do modelo de revisão integrativa, sendo eles: a elaboração da pergunta norteadora, a busca pela literatura, coleta de dados, análise dos estudos de maneira crítica; discussão dos resultados, e a apresentação da revisão integrativa, sendo o método considerado com uma abordagem mais abrangente dentre as revisões.

Dessa forma, a pesquisa da literatura foi realizada no período entre 2015 e 20224 utilizando a base de dados da PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS, PEDro, Scopus e Web of Science, coletando os artigos, em idiomas português e inglês, que dissertam acerca do assunto: Eficácia da terapia manual no manejo da dor lombar em gestantes, incorporando a hidroterapia e o método Pilates como estratégias complementares.

Foram excluídos os artigos que são datados antes do ano de 2015, além daqueles em que a análise científica não contribui para o objetivo da pesquisa ou distorceriam o entendimento do mesmo, estudos em animais e trabalhos com crianças ou idosos.

Para a pesquisa da literatura, foi utilizado palavras-chave para localizar os artigos, sendo essas: pregnancy, low back pain, pelvic pain, manual therapy, physical therapy, manipulative therapy, hydrotherapy, aquatic exercise, Pilates. A pesquisa resultou em 127 artigos, avaliados pelo título e resumo e posterior leitura para inclusão na produção deste artigo, segundo os critérios de triagem concordados pelos autores deste presente trabalho.

3 RESULTADO

Após a escolha dos artigos e retirada de duplicatas, avaliando pelo título e pelo resumo, 50 artigos foram excluídos e 62 artigos passaram para a segunda análise, onde seria feita a leitura completa. Após a análise de acordo com a leitura, analisando a criticidade, a metodologia utilizada, resultados apresentados e de acordo com o a aceitação dos dois autores, 25 artigos foram excluídos e 42 artigos foram selecionados para análise elegibilidade e destes 17 foram selecionados para compor o estudo, conforme a figura 1.

Os 17 estudos analisados convergem para a utilidade de intervenções não farmacológicas no manejo da dor lombar/lombo-pélvica na gestação, com melhoras consistentes em dor, incapacidade, mobilidade e aspectos psicossociais. Programas aquáticos (hidroterapia/exercícios na água) e Pilates apresentaram efeitos robustos e replicados; a terapia manual mostrou benefício em quadros de curta duração (efeito imediato/até 1 semana), mas ainda carece de ensaios maiores e padronização de protocolos em gestantes. O conjunto sustenta o uso de abordagem multimodal, adaptada ao trimestre e ao risco obstétrico.

Ensaios quase-experimentais com gestantes apontaram redução imediata da dor (p<0,001), ganho de flexibilidade e melhora da incapacidade após mobilizações articulares (Maitland/Mulligan), com manutenção do ganho por ~7 dias (Michelli & Adroaldo, 2023).

Uma revisão sistemática voltada à gestação encontrou 8/9 estudos favoráveis a técnicas manuais (shiatsu, acupressão, massagem, terapia osteopática, craniossacral) para dor pélvica e desfechos no parto (tempo de trabalho de parto) (Santos & Rodrigues, 2021).

Por outro lado, um ECR recente em adultos com dor lombar crônica (não gestantes) não observou mudanças relevantes em equilíbrio após manipulação vertebral única, lembrando que o efeito pode depender do perfil de paciente, dose e acompanhamento e que extrapolações para gestantes exigem cautela (Moreira, 2025).

Fonte: Elaboração própria a partir dos estudos incluídos na revisão (2017–2025).

Santos & Rodrigues (2021) apresentaram achados sobre terapia manual em gestantes com dor lombar que podem ser interpretados de forma integrada. Os resultados sugerem que os mecanismos prováveis de ação incluem a hipoalgesia segmentar, a modulação descendente da dor, a redução de espasmo muscular/hipertonia e a melhora do controle lombo-pélvico. Esses efeitos parecem explicar a diminuição imediata da dor e o ganho funcional observados em intervenções como mobilizações articulares e técnicas de liberação manual em gestantes Entretanto, a literatura indica que a melhor evidência está concentrada nos efeitos de curto prazo, sendo que ainda faltam ensaios clínicos randomizados multicêntricos com séries de sessões mais longas (superiores a 4–8 semanas) e acompanhamento no período pós-parto para confirmar a durabilidade dos resultados (Moreira, 2025).

No aspecto da segurança, os estudos analisados reportaram boa tolerabilidade das técnicas em gestantes, reforçando que a terapia manual pode ser aplicada com risco mínimo quando respeitadas as condições obstétricas. Contudo, autores recomendam a realização de triagem clínica prévia, evitar manipulações de alta velocidade e adotar posicionamentos seguros, especialmente no terceiro trimestre (decúbito lateral, evitando supinação prolongada que pode induzir hipotensão). Por fim, as lacunas ainda existentes dizem respeito à ausência de padronização de protocolos (técnica, frequência, progressão) e à pouca estratificação das amostras segundo variáveis importantes como trimestre gestacional, tipo de dor (lombar isolada ou cintura pélvica) e fatores psicossociais, incluindo cinesiofobia e sintomas de humor, que são reconhecidos como moduladores da dor e da incapacidade.

Os estudos sobre Pilates em gestantes demonstraram reduções significativas em dor e incapacidade, além de melhorias em estabilização lombo-pélvica, mobilidade e qualidade do sono após programas de 8 a 12 semanas, aplicados duas vezes por semana. Ensaios clínicos randomizados, como o de Sonmezer et al. (2021), confirmam esses benefícios e acrescentam evidências de segurança e viabilidade do método durante a gestação, replicando achados já observados em mulheres com lombalgia em outros contextos. O mecanismo subjacente parece estar relacionado ao fortalecimento do core, especialmente da musculatura transversa abdominal e multífidos, e ao aprimoramento do controle motor, plausível para a estabilização da região lombopélvica. Clinicamente, a aplicação mais adequada envolve sessões de 45 a 60 minutos, duas vezes por semana, com progressão de baixa a moderada intensidade e associadas à educação postural e estratégias de autocuidado. Contudo, permanecem lacunas importantes, como a escassez de comparadores ativos (exercícios gerais ou hidroterapia), o seguimento pós-parto e a definição clara da dose-resposta (mínimo de 20 horas totais de prática) para diferentes subgrupos de gestantes (primigestas, multíparas, com dor prévia ou incidente).

No caso da hidroterapia e dos exercícios aquáticos, ensaios clínicos randomizados e estudos de coorte conduzidos pelo grupo espanhol utilizando o protocolo SWEP demonstraram benefícios expressivos, incluindo o controle do ganho ponderal gestacional, a redução do tempo de trabalho de parto, a preservação da integridade perineal e a manutenção do peso ao nascer dentro da normalidade (Aguilar-Cordero et al., 2018). Em outro ensaio, Bacchi et al. (2017) evidenciaram que programas regulares de exercícios em meio aquático reduziram a probabilidade de ganho ponderal excessivo sem provocar efeitos adversos em desfechos perinatais. Além disso, investigações de curta duração apontaram melhorias hemodinâmicas, como redução da pressão arterial média, e maior bem-estar materno (Aguilar-Cordero et al., 2018). O mecanismo fisiológico provável está associado ao empuxo e à descarga axial, que reduzem a compressão articular e aliviam a dor, enquanto a água morna facilita a mobilidade e o autocontrole do esforço, com benefícios cardiovasculares leves. Para a prática clínica, sugerem-se sessões de uma hora, três vezes por semana, entre a 10ª e a 38ª semana gestacional, em intensidade moderada e sempre sob vigilância obstétrica. No entanto, ainda há grande heterogeneidade nos protocolos (profundidade da piscina, temperatura da água, conteúdo das sessões) e pouca padronização na mensuração de dor e incapacidade, visto que muitos estudos priorizam desfechos obstétricos.

Em relação aos exercícios de força e formatos de entrega, um ensaio clínico brasileiro avaliou sessões únicas de treino resistido em gestantes, comparando modalidades presencial e remota. Os resultados mostraram redução da dor aguda e melhora da incapacidade em até 24 horas, sem alterações significativas na pressão arterial ou frequência cardíaca, reforçando a segurança da intervenção. Esse achado aponta para a viabilidade da telessaúde como estratégia complementar na manutenção dos ganhos funcionais entre consultas (Pires, 2023).

O panorama funcional e epidemiológico também merece destaque. Um estudo observacional com 37 gestantes revelou prevalência extremamente elevada de dor lombar (94,6%) e incapacidade funcional significativa em 37,8% das participantes, conforme o índice de Roland-Morris (RMDQ) (Nogueira, 2023). Esse achado reforça a magnitude clínica e social do problema e a necessidade de linhas de cuidado específicas na atenção primária em saúde, voltadas à triagem precoce e ao encaminhamento oportuno.

Na comparação entre modalidades, observou-se que o Pilates tende a gerar efeitos sustentados em dor e incapacidade ao longo de 8 a 12 semanas, enquanto a terapia manual apresenta impacto mais rápido e de curta duração, sendo útil como intervenção inicial para adesão ao exercício e controle de crises (Sonmezer et al., 2021; Michelli & Adroaldo, 2023). A hidroterapia, por sua vez, mostrou evidência robusta para benefícios obstétricos (peso gestacional, parto e integridade perineal) e de bem-estar geral, enquanto em dor lombar parece atuar de forma complementar ao Pilates: a água facilita a movimentação com menos dor, enquanto o Pilates consolida a estabilização funcional (Bacchi et al., 2017; Aguilar-Cordero et al., 2018). A partir desses achados, sugere-se um sequenciamento prático das intervenções: sessões semanais de terapia manual durante crises dolorosas, seguidas da retomada com hidroterapia de 2 a 3 vezes por semana durante 4 a 8 semanas, manutenção com Pilates até o termo gestacional e suporte domiciliar ou remoto com exercícios de força, respiração e alongamento entre sessões (Pires, 2023).

Tabela 1: Caracterização dos estudos incluídos na revisão sobre terapia manual, hidroterapia e Pilates no manejo da dor lombar gestacional (n = 17).

Estudo/ AutorTipo de metodologiaObjetivoPrincipais resultados
Yıldırım et al., 2023ECREsclarecer o impacto de um exercício terapêutico baseado em Pilates na incapacidade, dor, humor e qualidade do sono em pacientes com dor lombopélvica (LPP) relacionada à gravidez, pacientes e métodos.Redução significativa da dor e incapacidade.
Sonmezer et al., 2020ECRDeterminar os efeitos dos exercícios clínicos de Pilates na estabilização lombopélvica, dor, incapacidade e qualidade de vida em gestantes com lombalgia.Melhora de dor, incapacidade, sono e mobilidade.
Carrascosa et al., 2021.ECRAnalisar a eficácia e a segurança do exercício aquático aeróbico moderado por gestantes sobre o uso subsequente de analgesia peridural durante o trabalho de parto, indução do parto, tipo de parto e percepção da dor.Menor tempo de parto, melhor integridade perineal.
Aguilar- Cordero et al., 2018ECRDeterminar o efeito de um programa de exercícios físicos aquáticos realizado durante a gravidez sobre a taxa de períneo íntegro após o parto.Controle adequado do ganho de peso.
Bacchi et al., 2017ECRComparar os resultados transversais de três estudos experimentais realizados em terra, na água e na forma mista (terra + água) durante a gravidez sobre os desfechos maternos e neonatais.Exercícios em solo controlaram melhor o peso, água beneficiou metabolismo.
Vázquez- Lara et al., 2018ECRAvaliar o efeito de um programa de atividade física no ambiente aquático com imersão até o pescoço, com duração de seis semanas, sobre as constantes hemodinâmicas em gestantes.Redução da PA média e melhora do balanço de líquidos.
Barakat et al., 2017ECRExaminar o impacto de um programa de exercícios supervisionados durante a gravidez na incidência de hipertensão induzida pela gravidez.Redução de risco metabólico.
Borges et al., 2025ProtocoloAnalisar o efeito de um programa combinado de exercícios aquáticos e terrestres em comparação com um programa aquático na dor, incapacidade funcional e qualidade de vida em gestantes com DLC.Protocolo em andamento.
Santos & Rodrigues, 2021Revisão sistemáticaAnalisar o método da terapia manual como tratamento fisioterapêutico para algias pélvicas em gestantes.Eficaz em 8/9 estudos; redução de dor e tempo de parto.
Moreira, 2025ECREstudar os efeitos da terapia manipulativa espinhal quiroprática em gestantes com dor lombar crônica.Sem efeito significativo sobre equilíbrio; efeito limitado sobre dor.
Cabrita & Pires, 2023Série de casosInvestigar os efeitos da fisioterapia multidisciplinar na qualidade de vida de pacientes com dor lombar crônica.Melhora clínica em dor e incapacidade.
Pires, 2023ECRVerificar os efeitos de uma sessão de treinamento de força presencial e remota em parâmetros da dor e da saúde de gestantes.Redução da dor aguda e incapacidade nas 24h.
Rosa & Casa Jr., 2023QuaseexperimentalDescrever os efeitos das técnicas de mobilização articular aplicadas à coluna lombar na dor, incapacidade e flexibilidade em gestantes com lombalgia.Melhora imediata e mantida em todos os parâmetros.
Nogueira, 2023ObservacionalDeterminar a incapacidade funcional derivada da dor lombar em gestantes.94,5% relataram dor lombar; 37,8% incapacidade funcional.
Michelli & Adroaldo, 2023QuaseexperimentalAnalisar a eficácia da terapia manual na dor lombar.Melhoras significativas imediatas e mantidas por 7 dias.
Guimarães, 2023.ECRComparar o efeito agudo do protocolo dos exercícios com movimentos primordiais na dor de gestantes de risco habitual comparando seus resultados com os de uma sessão de caminhada.Resultados positivos em bemestar geral.
Manca et al., 2024.ECRTestar principalmente, em mulheres grávidas, a dose-resposta e os efeitos na saúde do pré-parto e pós-parto, programa online baseado em Pilates sobre controle de peso, gravidade da dor lombar (LBP), distúrbios do sono, humor e níveis de depressão.Com 150 min/semana emergindo como a “dose” de exercício capaz de induzir as maiores melhorias na lombalgia, sono e distúrbios do humor.

Fonte: Elaboração própria a partir dos estudos incluídos na revisão (2017–2025).
Notas:
ECR = Ensaio Clínico Randomizado; QV = Qualidade de Vida; RN = Recém-nascido; PA = Pressão Arterial.
Estudos que não apresentaram resultados foram identificados como protocolos em andamento.
As informações foram extraídas diretamente dos artigos originais, podendo apresentar adaptações de linguagem para uniformização.

Do ponto de vista metodológico, a literatura ainda enfrenta limitações. A heterogeneidade nos protocolos, desfechos e períodos de seguimento reduz a possibilidade de comparações quantitativas entre modalidades e a realização de meta-análises. Muitos ensaios foram realizados com amostras pequenas e enfrentaram dificuldades de cegamento inerentes às intervenções físicas. Além disso, parte das evidências mais robustas sobre terapia manual deriva de populações não gestantes, o que limita a transferibilidade dos resultados (Moreira, 2025). Também há escassez de avaliações sobre eventos adversos raros, custo-efetividade e adesão ao longo de toda a gestação.

No âmbito clínico, os achados permitem recomendar, em gestantes de baixo risco obstétrico, o Pilates e a hidroterapia como intervenções de primeira linha, associadas à terapia manual para modulação rápida da dor e facilitação da movimentação. A prática deve ser personalizada conforme o trimestre gestacional, evitando decúbito dorsal prolongado no terceiro trimestre, priorizando decúbito lateral e progressão suave da carga. A interdisciplinaridade entre obstetras, fisioterapeutas e enfermeiros, aliada à educação em autocuidado, é essencial para garantir segurança e adesão.

Por fim, as prioridades de pesquisa incluem a realização de ensaios clínicos randomizados multicêntricos em gestantes, com protocolos bem definidos de frequência, duração e progressão, além de seguimento no pós-parto. São necessárias comparações diretas entre modalidades (Pilates, hidroterapia, terapia manual, força) e suas combinações, utilizando desfechos padronizados como EVA/END, RMDQ, ODI, qualidade de vida e retorno ao trabalho. Estudos também devem contemplar subgrupos específicos (dor lombar isolada, dor de cintura pélvica, primigestas, multíparas, gestantes com dor prévia) e avaliar fatores psicossociais como cinesiofobia e sintomas de humor. Investigações de custo-efetividade e de modelos híbridos (presencial e remoto) também são fundamentais para ampliar a aplicabilidade clínica.

Em conclusão, a literatura atual apoia fortemente uma estratégia multimodal para o manejo da dor lombar gestacional. A terapia manual é eficaz para alívio rápido e promoção da adesão inicial, a hidroterapia contribui para mobilidade com menor carga e benefícios obstétricos, e o Pilates oferece estabilização lombo-pélvica e ganhos funcionais sustentados. A integração dessas abordagens, com atenção à segurança obstétrica e personalização conforme o trimestre, tende a otimizar tanto os desfechos clínicos quanto a experiência da gestação.

Tabela 2: Comparação entre Terapia Manual, Pilates e Hidroterapia no manejo da dor lombar gestacional.

ModalidadeTécnicas/Protocolos aplicadosFrequência/DuraçãoPrincipais efeitosLimitações/Lacunas
Terapia ManualMobilizações articulares (Maitland, Mulligan), liberação miofascial, manipulações suaves, shiatsu, terapia craniossacralSessões semanais, curto prazo (1–4 semanas)Alívio  rápido da dor, melhora imediata de mobilidade e flexibilidade, redução de incapacidade funcionalEfeitos sustentados pouco estudados; ausência de protocolos padronizados; poucos ECRs multicêntricos em gestantes
PilatesPilates clínico, exercícios de estabilização lombopélvica, fortalecimento do core (TrA, multífidos), controle motor2x/semana, 8–12 semanas, sessões de 45–60 minRedução significativa da dor e incapacidade, melhora da postura, sono e qualidade de vida; ganhos sustentadosEscassez de comparadores ativos (ex.: água, força); falta de definição de dose-resposta; pouco seguimento pós- parto
Hidroterapia/Exercícios AquáticosProtocolos SWEP (exercícios aeróbicos e funcionais em piscina), alongamentos e fortalecimento em meio aquático2-3x/semana, 45-60min, do 2° trimestre até o termoControle do ganho ponderal, redução do tempo de parto, preservação do períneo, melhora de dor e bem-estar materno, segurança cardiovascularHeterogeneidade de protocolos (profundidade, temperatura, exercícios); foco maior em desfechos obstétricos do que na dor/incapacidade
Fonte: Elaboração própria a partir dos estudos incluídos na revisão (2017–2025).

Figura 2: Número de estudos incluídos na revisão sobre terapia manual, hidroterapia e Pilates no manejo da dor lombar gestacional (n = 17), por tipo de intervenção (Terapia Manual, Pilates, Hidroterapia).

Fonte: Elaboração própria a partir dos estudos incluídos na revisão (2017–2025).

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo geral desta revisão, que consistiu em analisar as evidências científicas sobre a eficácia da terapia manual no manejo da dor lombar em gestantes, incorporando a hidroterapia e o método Pilates como abordagens complementares, foi plenamente atingido. A síntese dos estudos demonstrou que a terapia manual, por meio de técnicas como mobilizações articulares, manipulações suaves e liberação miofascial, promoveu alívio imediato da dor, melhora da mobilidade e redução da incapacidade funcional, ainda que com efeitos mais expressivos a curto prazo. Em relação à hidroterapia, os achados apontaram benefícios não apenas no alívio da dor e na redução da sobrecarga mecânica, mas também em parâmetros obstétricos relevantes, como o controle do ganho de peso gestacional, a diminuição do tempo de trabalho de parto e a preservação da integridade perineal. O método Pilates, por sua vez, destacou-se pela capacidade de gerar ganhos sustentados em estabilização lombo-pélvica, mobilidade, qualidade de vida e redução significativa da dor ao longo da gestação, mostrando-se uma estratégia segura e viável. A comparação entre as três modalidades revelou que a terapia manual é especialmente eficaz em curto prazo, enquanto a hidroterapia e o Pilates apresentam efeitos duradouros e adicionais, com destaque para os benefícios obstétricos. Apesar desses resultados positivos, identificaram-se limitações metodológicas importantes, como a heterogeneidade dos protocolos, o tamanho reduzido das amostras e a ausência de padronização nos desfechos, o que reforça a necessidade de ensaios clínicos multicêntricos, comparadores ativos e acompanhamento no período pós-parto.

REFERÊNCIAS

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