DISCIPLINE IN EARLY CHILDHOOD EDUCATION: ANALYSIS OF REFLECTIONS IN ELEMENTARY EDUCATION FROM A PEDAGOGICAL AND PSYCHOSOCIAL PERSPECTIVE
DISCIPLINA EN EDUCACIÓN INFANTIL: ANÁLISIS DE REFLEXIONES EN EDUCACIÓN PRIMARIA I DESDE UNA PERSPECTIVA PEDAGÓGICA Y PSICOSOCIAL
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202509301617
Derek Alves Fernandes1; Rosana Aparecida Batista Angelo2; Marisa Marinho Fernandes Viana Carr3; Naiana Sales do Nascimento4; Evando Brito Santos5; José Antonio da Silva Pinto6; Morgana Kingeski Soares de Oliveira7; Eliene Silva Maquiné8; Wilde Valéria Alves dos Santos9; Márcia Adelino da Silva Dias10
RESUMO
Este artigo investiga a indisciplina na Educação Infantil e seus reflexos no Ensino Fundamental I, adotando uma perspectiva teórico-metodológica multidisciplinar que articula Educação e Saúde (biopsicossocial). O objetivo consiste em analisar os conceitos, causas e consequências da indisciplina, utilizando a Psicanálise (Winnicott) como lente para a interpretação do comportamento indisciplinado como um sintoma de conflitos emocionais e de falhas nos vínculos afetivo. A metodologia combinou revisão bibliográfica com um estudo de campo, por meio de entrevistas semiestruturadas com dez professoras atuantes em escolas particulares. Os resultados revelam que a indisciplina possui múltiplas causas, envolvendo fatores familiares, escolares e psicossociais, e que a tendência docente de culpabilizar a família reflete a necessidade de uma compreensão mais profunda do aluno como um sujeito neuropsíquicosocial. Conclui-se que o enfrentamento da indisciplina requer uma formação docente abrangente, capaz de criar um ambiente de holding (sustentação emocional) e de promover ações colaborativas entre escola e família, visando tanto o desenvolvimento cognitivo, comportamental e moral quanto o amadurecimento emocional das crianças.
Palavras-chave: Indisciplina escolar. Educação Infantil. Perspectiva Psicossocial. Psicanálise. Formação Docente.
ABSTRACT
This article investigates indiscipline in Early Childhood Education and its impact on Elementary School I, adopting a multidisciplinary theoretical-methodological perspective that combines Education and Health (biopsychosocial). The objective is to analyze the concepts, causes, and consequences of indiscipline, using Psychoanalysis (Winnicott) as a lens for interpreting unruly behavior as a symptom of emotional conflicts and failed emotional bonds. The methodology combined a literature review with a field study through semi-structured interviews with ten teachers working in private schools. The results reveal that indiscipline has multiple causes, involving family, school, and psychosocial factors, and that the tendency of teachers to blame the family reflects the need for a deeper understanding of the student as a neuropsychosocial subject. It is concluded that addressing indiscipline requires comprehensive teacher training, capable of creating an environment of emotional support and promoting collaborative actions between school and family, aiming at both the cognitive, behavioral, and moral development, as well as the emotional maturation of children.
Keywords: School Indiscipline. Early Childhood Education. Psychosocial Perspective. Psychoanalysis. Teacher Training.
RESUMEN
Este artículo investiga la indisciplina en Educación Infantil y su impacto en la Educación Primaria I, adoptando una perspectiva teórico-metodológica multidisciplinar que combina Educación y Salud (biopsicosocial). El objetivo es analizar los conceptos, causas y consecuencias de la indisciplina, utilizando el Psicoanálisis (Winnicott) como perspectiva para interpretar la conducta indisciplinada como síntoma de conflictos emocionales y ruptura de vínculos afectivos. La metodología combinó una revisión bibliográfica con un estudio de campo mediante entrevistas semiestructuradas a diez docentes de escuelas privadas. Los resultados revelan que la indisciplina tiene múltiples causas, que involucran factores familiares, escolares y psicosociales, y que la tendencia del profesorado a culpabilizar a la familia refleja la necesidad de una comprensión más profunda del alumnado como sujeto neuropsicosocial. Se concluye que abordar la indisciplina requiere una formación docente integral, capaz de crear un entorno de apoyo emocional y promover acciones colaborativas entre la escuela y la familia, con el objetivo tanto del desarrollo cognitivo, conductual y moral como de la maduración emocional de los niños.
Palabras clave: Indisciplina Escolar. Educación Infantil. Perspectiva Psicosocial. Psicoanálisis. Formación Docente.
1. INTRODUÇÃO
A indisciplina escolar constitui um dos principais desafios enfrentados pelos educadores contemporâneos, manifestando-se de forma crescente nas instituições de ensino brasileiras. Este fenômeno, que se inicia frequentemente na Educação Infantil, tende a intensificar-se e consolidar-se no Ensino Fundamental, criando obstáculos significativos ao processo de ensino-aprendizagem e ao desenvolvimento integral das crianças.
A relevância desta investigação justifica-se pela necessidade urgente de compreender os mecanismos que geram e perpetuam a indisciplina escolar, bem como pela importância de desenvolver estratégias pedagógicas eficazes para sua prevenção e tratamento. Observa-se que muitas crianças que apresentam comportamentos indisciplinados na Educação Infantil mantêm ou intensificam tais padrões ao ingressarem no Ensino Fundamental I, sugerindo a existência de uma continuidade problemática que demanda investigação aprofundada.
O problema central desta pesquisa pode ser formulado através da seguinte questão: como a indisciplina se manifesta na Educação Infantil a ponto de reflete-se no Ensino Fundamental I e quais estratégias pedagógicas podem ser implementadas para prevenir e tratar este fenômeno? Esta interrogação desdobra-se em questionamentos específicos sobre os conceitos de disciplina e indisciplina, as causas que levam crianças a apresentarem comportamentos indisciplinados, o papel da escola dos professores e da família no enfrentamento desta problemática, e as possibilidades de intervenção educativa.
O objetivo geral deste estudo consiste em analisar a indisciplina na Educação Infantil e seus reflexos no Ensino Fundamental I, identificando causas, consequências e estratégias de intervenção. Como objetivos específicos, pretende-se: a) conceituar disciplina e indisciplina no contexto escolar; b) caracterizar o desenvolvimento infantil e suas implicações para a educação; c) identificar os principais fatores que contribuem para a indisciplina escolar; d) analisar o papel da escola e dos professores no enfrentamento da indisciplina; e) investigar as percepções de professores sobre esta problemática; f) propor estratégias pedagógicas para prevenção e tratamento da indisciplina.
A metodologia empregada combina pesquisa bibliográfica e estudo de campo, utilizando entrevistas semiestruturadas com dez professoras atuantes em escolas particulares. A fundamentação teórica baseia-se em autores reconhecidos na área, como Celso Antunes, Celso dos Santos Vasconcelos, Yves de La Taille, Roseli Fontana e Nazaré Cruz, entre outros, além da legislação educacional brasileira.
Adota-se, intencionalmente, uma abordagem multidisciplinar que articula o campo da Educação e da Saúde (Psicossocial). Enquanto a indisciplina é analisada sob a perspectiva do desenvolvimento moral e das práticas pedagógicas (Piaget, Vygotsky), o estudo se aprofunda, por meio da Psicanálise, na compreensão do comportamento indisciplinado como um sintoma de conflitos emocionais e de falhas nos vínculos primários. Essa perspectiva, embasada em Winnicott (2000), busca interpretar a indisciplina não como mera desobediência, mas como uma exteriorização psíquica de sentimentos e emoções que demanda uma resposta da escola enquanto “ambiente continente” para a formação da autonomia psicossocial (moral) da criança.
A superação da indisciplina na escola transcende o ambiente da sala de aula, pois a capacidade de autorregulação e o respeito às normas são habilidades essenciais para o exercício da cidadania plena e democrática. Ao intervir precocemente na Educação Infantil, a escola contribui diretamente para a formação de indivíduos mais cooperativos, éticos e capazes de lidar com a diversidade na sociedade, cumprindo seu papel social em situações de conflito.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 CONCEITUANDO DISCIPLINA E INDISCIPLINA ESCOLAR
A compreensão adequada do fenômeno da indisciplina escolar requer, inicialmente, a definição precisa dos conceitos de disciplina e indisciplina. Segundo Antunes (1999), a disciplina não deve ser entendida como mera submissão ou obediência cega, mas como a capacidade de autorregulação e autocontrole necessária ao desenvolvimento integral do indivíduo. Nesta perspectiva, a disciplina constitui uma competência psicossocial e emocional fundamental para a vida em sociedade e para o processo de aprendizagem.
Vasconcelos (2004) amplia esta conceituação ao definir disciplina como “a capacidade de se relacionar bem consigo, com o outro e com a tarefa”. Esta definição tridimensional evidencia que a disciplina envolve aspectos intrapessoais (autoconhecimento e autocontrole), interpessoais (relacionamento com outros) e cognitivos (engajamento com as atividades de aprendizagem).
Por sua vez, a indisciplina caracteriza-se pela ausência ou insuficiência desta capacidade de autorregulação, manifestando-se através de comportamentos que geram conflitos, perturbam o ambiente escolar e comprometem o processo de ensino-aprendizagem. Aquino (1996) define indisciplina como “a expressão de conflitos que têm origem nas condições objetivas da escola e nas relações interpessoais que nela se estabelecem”.
É fundamental distinguir entre indisciplina e outros fenômenos correlatos. La Taille (2001) estabelece diferenciação entre indisciplina (descumprimento de regras escolares), incivilidade (falta de cortesia nas relações interpessoais) e violência (agressão física ou psicológica). Esta diferenciação é crucial para o desenvolvimento de estratégias de intervenção adequadas a cada situação específica.
Fontana e Cruz (1997) destacam que a indisciplina não deve ser compreendida como característica intrínseca da criança, mas como resultado de múltiplos fatores que interagem de forma complexa. Entre esses fatores, destacam-se as condições familiares, o contexto escolar, as práticas pedagógicas, as características individuais da criança e o ambiente sociocultural mais amplo.
2.2 DESENVOLVIMENTO INFANTIL E EDUCAÇÃO INFANTIL
A compreensão do desenvolvimento infantil é fundamental para o entendimento da indisciplina escolar. Segundo Piaget (1996), o desenvolvimento moral da criança passa por estágios sequenciais, iniciando-se com a heteronomia moral (obediência baseada no medo da punição) e evoluindo para a autonomia moral (comportamento ético baseado em princípios internalizados).
Na fase da Educação Infantil (0 a 5 anos), as crianças encontram-se predominantemente no estágio de heteronomia moral, necessitando de orientação externa para a regulação de seu comportamento. Vygotsky (1991) contribui para esta compreensão através do conceito de zona de desenvolvimento proximal, evidenciando que a criança pode desenvolver competências superiores quando adequadamente mediada por adultos ou pares mais experientes.
A Educação Infantil desempenha papel crucial no desenvolvimento da disciplina, pois constitui frequentemente o primeiro contexto formal de socialização da criança fora do ambiente familiar. Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI, 1998), esta etapa educativa deve promover “o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social”.
Bujes (2001) enfatiza que a Educação Infantil deve proporcionar experiências que favoreçam o desenvolvimento da autonomia, da cooperação e do respeito mútuo. Estas competências constituem a base para a disciplina consciente e para a prevenção de comportamentos indisciplinados nas etapas posteriores da escolarização.
O desenvolvimento da linguagem, conforme destacado por Vygotsky (1991), desempenha papel fundamental na autorregulação comportamental. A capacidade de verbalizar sentimentos, necessidades e conflitos permite à criança desenvolver estratégias mais adequadas de relacionamento interpessoal, reduzindo a manifestação de comportamentos indisciplinados.
2.3 CAUSAS DA INDISCIPLINA ESCOLAR
A indisciplina escolar resulta da interação complexa entre múltiplos fatores, que podem ser organizados em três categorias principais: fatores familiares, escolares e socioculturais. Esta perspectiva multifatorial é essencial para o desenvolvimento de estratégias de intervenção eficazes.
Entre os fatores familiares, Zagury (2001) destaca a ausência de limites claros, a inconsistência nas práticas educativas, a falta de acompanhamento da vida escolar da criança e os conflitos familiares. Famílias excessivamente permissivas ou autoritárias tendem a gerar crianças com dificuldades de autorregulação comportamental.
Os fatores escolares incluem práticas pedagógicas inadequadas, falta de clareza nas regras institucionais, despreparo dos professores para lidar com a diversidade comportamental, currículo descontextualizado e ambiente físico inadequado. Vasconcellos (2004) enfatiza que “a escola que não consegue despertar o interesse dos alunos pelo conhecimento contribui para a emergência de comportamentos indisciplinados”.
Os fatores socioculturais englobam a influência da mídia, a violência urbana, as desigualdades sociais e a crise de valores da sociedade contemporânea. Rego (1996) observa que “a sociedade atual caracteriza-se pela fragmentação de referenciais éticos, criando dificuldades para a formação moral das crianças”.
É importante ressaltar que estes fatores não atuam de forma isolada, mas interagem dinamicamente na produção da indisciplina. Uma criança que vive em contexto familiar conflituoso pode ter suas dificuldades intensificadas por práticas pedagógicas inadequadas, resultando em manifestações indisciplinadas mais severas.
2.4 A CONTRIBUIÇÃO DA PSICANÁLISE NA COMPREENSÃO DA INDISCIPLINA
A Psicanálise oferece um olhar complementar, na área da saúde, para a compreensão da indisciplina, que não se restringe à mera desobediência a regras, mas pode ser vista como a exteriorização de um conflito psíquico. Autores como Winnicott (2000), em sua obra O Ambiente e os Processos de Maturação, argumentam que a saúde mental e o desenvolvimento emocional do indivíduo dependem da capacidade do ambiente (especialmente familiar, e posteriormente escolar) de se adaptar às suas necessidades. Nessa perspectiva, o comportamento antissocial—onde a indisciplina se enquadra—pode ser interpretado como um “pedido de ajuda” ou um sinal de esperança da criança em busca de um ambiente que não falhou inteiramente, mas que precisa ser capaz de sustentar suas necessidades emocionais. O ato indisciplinado, portanto, não é apenas um ato contra a norma, mas uma tentativa de encontrar um objeto (pessoa, regra, ou limite) que possa suportar e dar sentido à sua angústia.
Segundo a Psicanálise, a indisciplina pode estar ligada a falhas nos vínculos afetivos primários ou a dificuldades no processo de separação-individuação. Na Educação Infantil, a manifestação de agressividade ou de dificuldade em lidar com frustrações pode refletir a não internalização de um “limite continente”. O professor, ao acolher a indisciplina, atua como uma “figura parental substituta” no contexto escolar, ajudando a criança a elaborar internamente seus sentimentos e a transformar a atuação em pensamento. A capacidade da escola de oferecer um ambiente de holding (sustentação e continência emocional) é crucial para que a criança desenvolva a capacidade de autorregulação , que é o cerne da disciplina, vista não como submissão, mas como autonomia moral.
2.5 O PAPEL DA ESCOLA E DOS PROFESSORES
A escola desempenha papel fundamental na prevenção e tratamento da indisciplina, através da criação de ambientes educativos que promovam o desenvolvimento moral e social das crianças. Segundo Antunes (1999), “a escola disciplinada não é aquela em que todos se calam, mas aquela em que todos aprendem a conviver respeitosamente”.
O professor, como mediador principal do processo educativo, possui responsabilidades específicas no enfrentamento da indisciplina. La Taille (2001) destaca que o educador deve: a) estabelecer regras claras e consistentes; b) criar vínculos afetivos positivos com os alunos; c) desenvolver práticas pedagógicas motivadoras; d) promover a participação democrática dos estudantes; e) servir como modelo de comportamento ético.
A formação docente constitui elemento crucial para o enfrentamento eficaz da indisciplina. Vasconcellos (2004) observa que muitos professores sentem-se despreparados para lidar com comportamentos indisciplinados, necessitando de formação específica sobre desenvolvimento infantil, psicologia educacional e estratégias de manejo comportamental.
A gestão da sala de aula requer competências específicas que incluem o planejamento de atividades diversificadas, a organização do espaço físico, o estabelecimento de rotinas previsíveis e a implementação de estratégias de motivação. Antunes (1999) enfatiza que “aulas dinâmicas e significativas constituem a melhor prevenção contra a indisciplina”.
A parceria entre escola e família é fundamental para o sucesso das intervenções. Zagury (2001) destaca que “a coerência entre as práticas educativas familiares e escolares fortalece o desenvolvimento da disciplina nas crianças”.
3. METODOLOGIA
3.1 TIPO DE PESQUISA
Esta investigação caracteriza-se como pesquisa de natureza exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa. Segundo Gil (2002), a pesquisa exploratória visa proporcionar maior familiaridade com o problema, tornando-o mais explícito, enquanto a pesquisa descritiva busca descrever características de determinada população ou fenômeno. Contudo, a pesquisa também se configura como descritiva na medida em que buscou caracterizar e registrar as percepções de uma população específica (dez professoras) sobre o fenômeno da indisciplina e as estratégias adotadas em sala de aula. O objetivo primordial da pesquisa descritiva, conforme define Gil (2002), é descrever as características de uma população ou fenômeno, ou estabelecer relações entre variáveis, o que foi feito ao analisar as relações entre fatores familiares, escolares e a percepção docente sobre o comportamento indisciplinado. Essa tipologia é essencial para o estudo de campo, pois permite documentar a realidade observada com maior precisão e detalhamento.
A abordagem qualitativa foi escolhida por permitir a compreensão aprofundada das percepções, experiências e significados atribuídos pelos participantes ao fenômeno investigado. Minayo (2007) destaca que a pesquisa qualitativa “trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes”.
O estudo combina pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo. A pesquisa bibliográfica baseou-se em livros, artigos científicos, documentos oficiais e legislação educacional, permitindo a construção de fundamentação teórica sólida sobre o tema investigado.
3.2 PARTICIPANTES DA PESQUISA
O universo da pesquisa foi constituído por dez professoras atuantes na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I de escolas da rede particular de ensino. A escolha de participantes exclusivamente do sexo feminino reflete a composição predominante do corpo docente nestas etapas educativas.
Das dez participantes, sete atuavam na mesma instituição de ensino e três em escolas diferentes, permitindo diversidade de contextos institucionais. Todas possuíam formação superior em Pedagogia e experiência mínima de três anos na docência.
A seleção das participantes seguiu critérios de conveniência e acessibilidade, considerando a disponibilidade para participação voluntária na pesquisa e a experiência direta com situações de indisciplina em suas práticas profissionais.
3.3 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS
O instrumento utilizado para coleta de dados foi a entrevista semiestruturada, composta por sete questões abertas que permitiram às participantes expressarem livremente suas percepções e experiências sobre a indisciplina escolar.
As questões abordaram os seguintes aspectos: a) conceito de indisciplina escolar; b) características do aluno indisciplinado; c) principais causas da indisciplina; d) experiências pessoais com alunos indisciplinados; e) estratégias utilizadas para enfrentar a indisciplina; f) necessidade de formação específica sobre o tema; g) continuidade da indisciplina entre Educação Infantil e Ensino Fundamental I.
A escolha pela entrevista semiestruturada justifica-se por permitir a obtenção de informações detalhadas sobre as percepções dos participantes, mantendo flexibilidade para aprofundamento de aspectos relevantes emergentes durante as conversas.
3.4 PROCEDIMENTOS DE COLETA E ANÁLISE DOS DADOS
As entrevistas foram realizadas individualmente, em locais e horários convenientes para as participantes, com duração média de 30 minutos cada. Todas as participantes foram informadas sobre os objetivos da pesquisa e assinaram Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
Os procedimentos éticos desta pesquisa foram integralmente realizados em conformidade com as diretrizes e normas vigentes à época, estabelecidas pela Resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Aos participantes foi garantido o direito à informação e a liberdade de participação. Adicionalmente, foi assegurado o anonimato das dez professoras entrevistadas, sendo seus relatos transcritos sem identificação nominal.
Os dados coletados foram organizados e analisados mediante análise de conteúdo, conforme proposto por Bardin (2011). Este processo envolveu três etapas: pré-análise (organização do material), exploração do material (codificação e categorização) e tratamento dos resultados (inferência e interpretação).
As respostas das participantes foram categorizadas em temas emergentes, permitindo a identificação de padrões, convergências e divergências nas percepções sobre a indisciplina escolar. A análise foi realizada em diálogo constante com a fundamentação teórica construída.
A análise foi realizada em diálogo constante com a fundamentação teórica construída. Para a etapa de tratamento dos resultados e inferência, a análise de conteúdo (Bardin, 2011) foi complementada pela lente da Psicanálise (Winnicott, 2000). Este referencial teórico-clínico permitiu uma análise crítica e aprofundada (seção 4.7), possibilitando que as categorias de respostas docentes fossem reinterpretadas sob a ótica da projeção e do vínculo afetivo, especialmente no que tange à tendência de responsabilização familiar pela indisciplina.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 PERCEPÇÕES SOBRE O CONCEITO DE INDISCIPLINA
A análise das entrevistas revelou diversidade de compreensões sobre o conceito de indisciplina escolar entre as participantes. Sete professoras (70%) definiram indisciplina como “desobediência às regras da escola e da sala de aula”, evidenciando uma perspectiva centrada no cumprimento de normas institucionais.
Três professoras (30%) apresentaram conceituação mais ampla, incluindo aspectos relacionais e emocionais. Uma das participantes definiu indisciplina como “dificuldade da criança em se relacionar adequadamente com colegas e professores, podendo ter origem em problemas familiares ou emocionais”.
Esta diversidade conceitual reflete a complexidade do fenômeno e a necessidade de formação docente mais aprofundada sobre o tema. Como observa Vasconcellos (2004), a compreensão inadequada do conceito de indisciplina pode levar a estratégias de intervenção ineficazes ou até mesmo contraproducentes.
Observou-se tendência de algumas participantes em responsabilizar exclusivamente as famílias pela indisciplina dos alunos, evidenciando necessidade de reflexão sobre o papel da escola na produção e manutenção de comportamentos indisciplinados.
4.2 CARACTERÍSTICAS DO ALUNO INDISCIPLINADO
As professoras entrevistadas identificaram diversas características comportamentais associadas ao aluno indisciplinado. As mais frequentemente mencionadas foram: agressividade (mencionada por 8 participantes), dificuldade de concentração (7 participantes), desrespeito às regras (6 participantes) e perturbação das atividades (5 participantes), ver tabela 1:
Tabela 1 – Características Comportamentais do Aluno Indisciplinado, Segundo as Professoras Entrevistadas.

Uma participante destacou que “o aluno indisciplinado geralmente apresenta baixa autoestima e utiliza comportamentos inadequados para chamar atenção”. Esta observação alinha-se com a literatura, que indica que muitos comportamentos indisciplinados constituem estratégias inadequadas de busca por reconhecimento e pertencimento.
Três professoras mencionaram que alunos indisciplinados frequentemente apresentam dificuldades de aprendizagem, sugerindo possível correlação entre insucesso acadêmico e comportamentos disruptivos. Esta observação é corroborada por Antunes (1999), que destaca a importância de identificar e tratar dificuldades de aprendizagem como estratégia preventiva da indisciplina.
4.3 PRINCIPAIS CAUSAS DA INDISCIPLINA
A investigação das causas da indisciplina revelou que as participantes reconhecem a natureza multifatorial do fenômeno. Todas as professoras (100%) mencionaram fatores familiares como principais causas da indisciplina, destacando: ausência de limites no lar (9 menções), conflitos familiares (7 menções) e falta de acompanhamento dos pais (6 menções).
Seis professoras (60%) mencionaram fatores escolares, incluindo: práticas pedagógicas inadequadas (4 menções), falta de estrutura da escola (3 menções) e despreparo dos professores (2 menções). Uma participante observou que “às vezes nós, professores, não sabemos como lidar com a situação e acabamos piorando o comportamento da criança”.
Fatores sociais foram mencionados por cinco participantes (50%), incluindo influência da mídia, violência urbana e desigualdades sociais. Uma professora destacou que “as crianças chegam à escola já expostas a muita violência através da televisão e dos jogos eletrônicos”.
Esta percepção multifatorial das causas da indisciplina é positiva, pois possibilita o desenvolvimento de estratégias de intervenção mais abrangentes e eficazes. Como observa Rego (1996), a compreensão das múltiplas causas da indisciplina é fundamental para o desenvolvimento de práticas educativas adequadas.
4.4 ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO DA INDISCIPLINA
As professoras relataram utilizar diversas estratégias para enfrentar situações de indisciplina. As mais frequentemente mencionadas foram: diálogo com o aluno (9 participantes), estabelecimento de regras claras (8 participantes), parceria com a família (7 participantes) e atividades diferenciadas (5 participantes).
Oito professoras (80%) relataram utilizar o diálogo como primeira estratégia de intervenção. Uma participante destacou: “Sempre converso primeiro com a criança, tentando entender o que está acontecendo. Muitas vezes, por trás do comportamento inadequado, existe algum problema que a criança não sabe expressar”.
O estabelecimento de regras claras foi mencionado por oito participantes (80%) como estratégia preventiva importante. Uma professora observou que “as crianças precisam saber exatamente o que é esperado delas. Regras claras e consistentes ajudam muito na prevenção da indisciplina”.
Sete professoras (70%) destacaram a importância da parceria com as famílias, através de reuniões, conversas informais e encaminhamentos para acompanhamento especializado quando necessário. Esta percepção alinha-se com as recomendações da literatura, que enfatiza a necessidade de coerência entre as práticas educativas familiares e escolares.
Cinco participantes (50%) mencionaram a utilização de atividades diferenciadas e lúdicas como estratégia de prevenção da indisciplina. Uma professora observou que “quando as aulas são mais dinâmicas e interessantes, os problemas de indisciplina diminuem muito”.
4.5 FORMAÇÃO DOCENTE PARA O ENFRENTAMENTO DA INDISCIPLINA
Todas as participantes (100%) reconheceram a necessidade de formação específica para o enfrentamento da indisciplina escolar. Nove professoras (90%) relataram sentir- se despreparadas para lidar com situações mais complexas de indisciplina.
Uma participante destacou: “Na faculdade, aprendemos sobre teorias do desenvolvimento e métodos de ensino, mas pouco sobre como lidar com comportamentos difíceis. Na prática, enfrentamos situações para as quais não fomos preparadas”.
As principais áreas de formação desejadas pelas participantes incluem: psicologia infantil (8 menções), estratégias de manejo comportamental (7 menções), dinâmicas de grupo (5 menções) e trabalho com famílias (4 menções).
Esta demanda por formação específica corrobora as observações de Vasconcellos (2004) sobre a necessidade de investimento na formação docente para o enfrentamento eficaz da indisciplina. A formação continuada constitui elemento fundamental para a melhoria da qualidade educativa.
4.6 CONTINUIDADE DA INDISCIPLINA ENTRE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL I
Oito professoras (80%) confirmaram a observação de que crianças indisciplinadas na Educação Infantil tendem a manter ou intensificar tais comportamentos no Ensino Fundamental I. Uma participante observou: “Infelizmente, vemos que as crianças que apresentam problemas de comportamento na Educação Infantil geralmente continuam com essas dificuldades no Fundamental”.
Duas professoras (20%) relativizaram esta afirmação, destacando que mudanças no contexto escolar ou familiar podem modificar o padrão comportamental da criança. Uma participante mencionou: “Já vi casos de crianças que melhoraram muito quando mudaram de professor ou quando a família começou a dar mais atenção”.
Esta continuidade da indisciplina entre as etapas educativas evidencia a importância da intervenção precoce e da articulação pedagógica entre Educação Infantil e Ensino Fundamental. Como observa Antunes (1999), a prevenção é sempre mais eficaz que o tratamento tardio de comportamentos já cristalizados.
4.7 ANÁLISE CRÍTICA DOS RESULTADOS
Os resultados desta investigação revelam aspectos importantes sobre as percepções docentes acerca da indisciplina escolar. Observa-se que, embora as professoras reconheçam a natureza multifatorial da indisciplina, ainda predomina a tendência de responsabilizar prioritariamente as famílias pelo problema.
Esta perspectiva, embora parcialmente correta, pode limitar o desenvolvimento de estratégias de intervenção eficazes por parte da escola. É fundamental que os educadores reconheçam e assumam seu papel na prevenção e tratamento da indisciplina, através da implementação de práticas pedagógicas adequadas e da criação de ambientes educativos favoráveis ao desenvolvimento moral das crianças.
A demanda unânime por formação específica evidencia uma lacuna importante na formação inicial e continuada dos professores. Esta constatação sugere a necessidade de reformulação dos currículos de formação docente, incluindo componentes relacionados à psicologia educacional, manejo comportamental e trabalho com famílias.
A confirmação da continuidade da indisciplina entre Educação Infantil e Ensino Fundamental I reforça a importância da intervenção precoce e da articulação entre as etapas educativas. Programas de transição e acompanhamento longitudinal das crianças podem contribuir significativamente para a redução da indisciplina.
Embora os resultados deste estudo de campo reflitam as percepções docentes do ano de 2006, a discussão sobre indisciplina se aprofundou no cenário educacional contemporâneo. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), por exemplo, enfatiza as competências socioemocionais como a autorregulação, demonstrando a atualidade da necessidade de práticas que desenvolvam a disciplina como autonomia moral (Brasil, 2017).
Adicionalmente, uma perspectiva psicanalítica ilumina a forte tendência das professoras em culpabilizar prioritariamente as famílias como causa da indisciplina. A criança, ao ingressar na escola, projeta na figura do professor ou na instituição as tensões, angústias e conflitos não resolvidos do ambiente familiar. A indisciplina, sendo um sintoma, remete a uma dinâmica relacional.
A Psicanálise sugere que, ao invés de simplesmente “responsabilizar” a família, a escola precisa se posicionar como um sujeito-continente, capaz de suportar as emoções projetadas pela criança. O aluno indisciplinado, que frequentemente manifesta baixa autoestima e busca atenção, pode estar repetindo padrões de relacionamento familiar inadequados, projetando no professor a expectativa de um limite firme e afetivo. Assim, a formação docente deve incluir a compreensão desses aspectos emocionais e inconscientes, permitindo ao professor transformar a agressividade (atuação) do aluno em um campo de escuta e elaboração (pensamento).
5. PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO
5.1 ESTRATÉGIAS PREVENTIVAS
Com base nos resultados da pesquisa e na fundamentação teórica construída, propõem-se estratégias preventivas da indisciplina organizadas em três níveis: institucional, pedagógico e relacional.
No nível institucional, recomenda-se: a) elaboração participativa de código de conduta escolar, envolvendo professores, alunos e famílias; b) criação de ambientes físicos adequados e estimulantes; c) implementação de programas de formação continuada para professores; d) estabelecimento de parcerias com serviços de apoio psicopedagógico.
No nível pedagógico, sugere-se: a) desenvolvimento de currículos contextualizados e significativos; b) utilização de metodologias ativas e participativas; c) diversificação de estratégias de ensino; d) implementação de projetos interdisciplinares; e) criação de espaços para expressão artística e cultural.
No nível relacional, propõe-se: a) desenvolvimento de vínculos afetivos positivos entre professores e alunos; b) promoção de atividades colaborativas; c) implementação de círculos de diálogo; d) criação de programas de mediação de conflitos; e) fortalecimento da parceria escola-família.
5.2 ATIVIDADES PEDAGÓGICAS ESPECÍFICAS
Apresentam-se sugestões de atividades pedagógicas específicas para prevenção e tratamento da indisciplina, organizadas por faixa etária e objetivos educacionais.
Para a Educação Infantil (3 a 5 anos), recomenda-se: a) jogos cooperativos que promovam a colaboração; b) atividades de expressão corporal e dança; c) contação de histórias com temas morais; d) brincadeiras de faz-de-conta que permitam elaboração de conflitos; e) atividades artísticas para expressão de emoções.
Para o Ensino Fundamental I (6 a 10 anos), sugere-se: a) projetos de pesquisa colaborativa; b) debates sobre temas éticos; c) atividades de teatro e dramatização; d) jogos de regras que desenvolvam o respeito às normas; e) práticas de mindfulness adaptadas para crianças.
Todas essas atividades devem ser implementadas de forma sistemática e integrada ao currículo regular, não constituindo ações isoladas ou pontuais.
5.3 FORMAÇÃO DOCENTE
Propõe-se programa de formação continuada para professores, abordando os seguintes temas: a) desenvolvimento infantil e psicologia educacional; b) estratégias de manejo comportamental; c) comunicação não-violenta; d) trabalho com famílias; e) mediação de conflitos; f) práticas pedagógicas inclusivas.
Este programa deve combinar atividades teóricas e práticas, incluindo estudos de caso, simulações, observação de práticas exitosas e reflexão sobre a própria prática docente.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta investigação permitiu compreender de forma mais aprofundada o fenômeno da indisciplina na Educação Infantil e seus reflexos no Ensino Fundamental I. Os resultados confirmam a natureza multifatorial da indisciplina e evidenciam a necessidade de abordagens integradas para sua prevenção e tratamento.
As percepções das professoras entrevistadas revelam tanto potencialidades quanto limitações na compreensão e enfrentamento da indisciplina. Embora reconheçam a complexidade do fenômeno, ainda predomina a tendência de responsabilizar prioritariamente as famílias, evidenciando necessidade de reflexão mais profunda sobre o papel da escola.
A demanda unânime por formação específica constitui achado significativo da pesquisa, indicando lacuna importante na formação inicial e continuada dos professores. Esta constatação reforça a necessidade de investimento em programas de capacitação docente que abordem especificamente a temática da indisciplina escolar.
A confirmação da continuidade da indisciplina entre as etapas educativas investigadas ressalta a importância da intervenção precoce e da articulação pedagógica entre Educação Infantil e Ensino Fundamental I. Programas de transição e acompanhamento longitudinal podem contribuir significativamente para a ruptura deste ciclo problemático.
As estratégias de intervenção propostas baseiam-se na compreensão de que a disciplina deve ser desenvolvida através de práticas educativas que promovam a autonomia moral, o respeito mútuo e a cooperação. A implementação dessas estratégias requer compromisso institucional e formação adequada dos profissionais envolvidos.
Reconhece-se que esta investigação apresenta limitações, especialmente relacionadas ao tamanho da amostra e ao contexto específico investigado (escolas particulares). Sugere-se a realização de estudos complementares que incluam escolas públicas e outras regiões geográficas, bem como investigações longitudinais que acompanhem a trajetória de crianças ao longo de sua escolarização.
Conclui-se que a indisciplina escolar constitui desafio complexo que demanda ações articuladas entre escola, família e sociedade. A superação deste desafio requer investimento na formação docente, implementação de práticas pedagógicas inovadoras e criação de ambientes educativos que promovam o desenvolvimento integral das crianças.
Finalmente, a análise dos dados sob a perspectiva psicossocial da Psicanálise revelou que a indisciplina não deve ser encarada meramente como um déficit de obediência ou de regras pedagógicas. Ao contrário, o comportamento indisciplinado manifesta-se frequentemente como um sintoma de conflitos emocionais não elaborados e de uma busca inconsciente por um “ambiente continente” (Winnicott, 2000) que não foi totalmente fornecido nos vínculos primários.
A dificuldade das professoras em lidar com o comportamento e a tendência a culpabilizar a família (conforme discutido na seção 4.7) refletem a necessidade urgente de uma formação continuada multidisciplinar. Essa formação deve capacitar os educadores a reconhecerem a indisciplina como uma linguagem psíquica um pedido de ajuda da criança e a atuarem como figuras que fornecem sustentação emocional (holding). Assim, conclui-se que o enfrentamento da indisciplina na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I exige a articulação efetiva dos pilares da Educação e da Saúde, promovendo não apenas a disciplina moral, mas o pleno desenvolvimento emocional e psíquico da criança.
Espera-se que os resultados desta pesquisa contribuam para a reflexão sobre as práticas educativas e para o desenvolvimento de estratégias mais eficazes de prevenção e tratamento da indisciplina escolar. O enfrentamento bem-sucedido da indisciplina constitui condição fundamental para a melhoria da qualidade educativa e para a formação de cidadãos éticos e responsáveis.
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