INCIDÊNCIA NO RETORNO DE ATLETAS AMADORES NO PÓS OPERATÓRIO DE LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR

INCIDENCE IN THE RETURN OF AMATEUR AFTER ANTERIOR CRUCIATE LIGAMENT SUGERY

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202511231842


Jhonatan Silva Dos Santos; Laura Pinho De Sousa; Lucas Vinícius Ferreira Cardoso; Patrício Melo Sousa; Ronaldo Ribeiro De Oliveira Júnior; Felipe Mateus Reis Gomes


RESUMO

O trabalho trata-se do retorno de atletas amadores que estão no pós operatório de Ligamento Cruzado Anterior (LCA); esses atletas encontram grandes dificuldades para conseguir suas operações por falta de auxílio, o que pode ocasionar no agravamento de sua lesão, consequentemente os seus tratamentos serão de forma tardia pela falta de uma rede de apoio, diferentemente dos atletas profissionais que possuem uma equipe especializada com vários profissionais capacitados em diferentes áreas para tratar o seu atleta. O ligamento cruzador anterior é uma lesão que está diretamente ligada na região do joelho e acontece de forma frequente; essa lesão acaba influenciando na perca da funcionalidade do indivíduo e o tratamento para essa lesão é escassa quando se trata de atletas amadores. Dessa forma, é importante ressaltar o quanto a fisioterapia agrega na reabilitação do pós operatório de LCA em atletas amadores que seguem a orientação do fisioterapeuta.

Palavras chave: Incidência. Atletas amadores. Ligamento cruzado anterior.

ABSTRAT

This work deals with the return of amateur athletes who are in the postoperative period of Anterior Cruciate Ligament (ACL) surgery; these athletes face great difficulties in obtaining their surgeries due to a lack of assistance, which can lead to the aggravation of their injury, consequently their treatm  ents will be delayed due to the lack of a support network, unlike professional athletes who have a specialized team with several professionals trained in different areas to treat their athlete. The anterior cruciate ligament is an injury that is directly linked to the knee region and occurs frequently; this injury ends up influencing the loss of functionality of the individual and treatment for this injury is scarce when it comes to amateur athletes. Therefore, it is important to emphasize how much physiotherapy contributes to the postoperative rehabilitation of ACL in amateur athletes who follow the physiotherapist’s guidance.

Keywords: Incidence. Amateur Athletes. Anterior Cruciate Ligament.

INTRODUÇÃO:

 O futebol é um dos esportes mais praticados em todo o mundo e tem elevados índices de lesões nos membros inferiores. Dentre as lesões de maior gravidade, o local mais acometido é o joelho sendo a lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) uma das mais comuns. Os dados acerca das lesões do LCA em praticantes de futebol amador, que são a maioria dos pacientes tratados em nosso meio, são escassos. Existem alguns trabalhos abordando resultados de tratamento cirúrgico em atletas profissionais e apenas um mostrando os resultados do tratamento cirúrgico em atletas amadores utilizando o terço central do tendão patelar. (dos Santos et al., 2014)

A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) é muito frequente e causa perdas na funcionalidade do indivíduo. Apesar de ser comum, na literatura o assunto ainda é escasso ao se tratar de jogadores de futebol amador. Para o tratamento existem duas formas: conservador e cirúrgico, os quais buscam melhorar a estabilidade do joelho lesionado. Atualmente não existe consentimento nos bancos de dados sobre a melhor forma de tratamento para o LCA, sendo observada em alguns estudos uma taxa de retorno ao esporte semelhante entre ambos os tipos de tratamento. Além disso, está sendo bem descrito na literatura a influência dos fatores emocionais e de confiança no retorno ao esporte. (da Rocha; Carvalho 2021)

A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) é uma das ocorrências mais comuns entre praticantes de esportes que envolvem movimentos de giro, salto e desaceleração súbita. A reconstrução cirúrgica do LCA é amplamente adotada para restaurar a estabilidade do joelho e possibilitar o retorno às atividades esportivas. No entanto, em atletas amadores, a taxa de retorno ao esporte após a cirurgia ainda é relativamente baixa. Estudos indicam que apenas cerca de 60% desses indivíduos conseguem retornar ao esporte após a reconstrução do LCA, sendo que uma parcela menor retoma o nível competitivo anterior à lesão (Dos Santos et al., 2014).

O objetivo primário da reconstrução ligamentar nesses pacientes consiste em restaurar a função fisiológica do joelho lesado e permitir ao atleta retorno ao futebol o quanto antes e no mesmo nível anterior ao da lesão, além de auxiliar a prevenir processos degenerativos que poderiam ocorrer. Não há consenso quanto ao melhor tratamento, tampouco quanto ao tempo necessário para reabilitação e retorno seguro às atividades competitivas. Diante da ausência de evidências sólidas, a experiência dos especialistas é um fator importante na condução desses casos. Nosso objetivo consiste na descrição do tratamento das lesões do LCA em atletas profissionais de futebol realizado por ortopedistas vinculados a clubes do Campeonato Brasileiro de Futebol. (Arliani et al., 2019).

Dessa forma, é importante ressaltar o quanto a fisioterapia agrega na reabilitação de pós operatório de LCA em atletas amadores que seguem a orientação do fisioterapeuta; ao contrário dos atletas que encontram dificuldades ao retornar a conduta fisioterapêutica por está com o seu psicológico afetado e também por infecções e outros fatores.

Alta taxa de abandono ou dificuldade de retorno ao esporte entre atletas amadores após cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA), mesmo com liberação médica e reabilitação concluída.

Avaliar o retorno à prática esportiva no pós operatório de LCA em atletas amadores, analisar fatores de reabilitação, retorno e tratamento pós cirúrgico.

* Verificar complicações no retorno de um pós operatório de LCA em atletas amadores.

* Identificar incidências que ocorrem no pós operatório em atletas.

* Observar o comportamento na pratica de atividades, após a cirurgia de LCA.

METODOLOGIA:

Esta pesquisa será conduzida por meio de um estudo transversal, com o objetivo de identificar e analisar evidências científicas relacionadas à incidência de lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) em atletas amadores, bem como os principais resultados relacionados à reabilitação e ao retorno às atividades esportivas no período pós-operatório.

Bases de dados e estratégia de busca:

A busca dos estudos será realizada nas bases de dados SciELO, BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) e Unipac.br. Serão utilizados os seguintes descritores controlados e não controlados, em português e inglês, combinados por operadores booleanos (AND e OR):

  • “Incidence” (Incidência)
  • “Amateur Athletes” (Atletas Amadores)
  • “Anterior Cruciate Ligament” (Ligamento Cruzado Anterior)

A busca será delimitada ao período de março a maio de 2025, abrangendo estudos publicados até a data da coleta.

Critérios de inclusão e exclusão

Serão incluídos estudos:

  • do tipo transversal e retrospectivo;
  • que abordem o ligamento cruzado anterior (LCA);
  • que apresentem dados sobre processos de reabilitação ou melhora de pacientes   em pós-operatório;
  • e que envolvam atletas amadores.

Serão excluídos estudos:

  • realizados com atletas profissionais;
  • que abordem casos pré-operatórios;
  • ou que tratem de lesões do ligamento cruzado posterior (LCP).

Coleta e análise dos dados

Os artigos selecionados contêm informações como autores, ano de publicação, tipo de estudo, população avaliada, intervenções, resultados e conclusões principais.

A análise dos dados será conduzida de forma descritiva e textual, priorizando a categorização das principais evidências relacionadas à incidência de lesões e aos benefícios da reabilitação pós-operatória para atletas amadores.

RESULTADOS E DISCUSSÃO:

A análise dos dados coletados indica que apenas 40% a 60% dos atletas amadores conseguem retornar ao mesmo nível de desempenho anterior à lesão dentro de 9 a 12 meses de pós-operatório, enquanto atletas profissionais apresentam taxas superiores a 80%. Essa diferença se relaciona, principalmente, a fatores estruturais, socioeconômicos e às condições de reabilitação disponíveis. A partir das entrevistas e documentos avaliados, observou-se que a falta de acesso a serviços de fisioterapia especializados, acompanhamento multiprofissional e centros de treinamento adequados são barreiras relevantes para os atletas amadores. A ausência de uma rede de apoio e o tempo prolongado para diagnóstico e cirurgia são fatores que aumentam o risco de comprometimento funcional, além de atrasar o processo de retorno ao esporte. Esses achados coincidem com estudos recentes que apontam que a demora no tratamento pode resultar em prejuízos articulares adicionais, como lesões de meniscos e condrais secundárias. Outro aspecto relevante identificado é o impacto psicológico. Muitos atletas amadores relataram medo de nova lesão, insegurança e queda na autoconfiança, elementos que influenciam negativamente na decisão de retomar as atividades esportivas. Diferentemente dos profissionais, que dispõem de suporte psicológico e treinamento contínuo, os amadores vivenciam essas dificuldades de maneira mais acentuada, o que contribui para a menor taxa de retorno ao esporte. Ainda, a adesão ao protocolo de reabilitação foi um fator determinante. Observou-se que amadores tendem a interromper ou reduzir a frequência da fisioterapia devido a limitações financeiras, horários de trabalho e falta de orientação contínua. Essa baixa adesão compromete diretamente os indicadores funcionais pós-operatórios, como força, estabilidade e propriocepção. Assim, os resultados apontam que o retorno de atletas amadores após a reconstrução do LCA depende não apenas do sucesso cirúrgico, mas da estrutura de suporte disponível durante toda a reabilitação, do estado psicológico e da adesão efetiva ao tratamento. A discussão evidencia a necessidade de políticas públicas e programas acessíveis que assegurem um acompanhamento adequado para esse grupo, de forma a reduzir desigualdades e melhorar os índices de retorno ao esporte.

CONCLUSÃO:

Essa realidade levanta questões importantes sobre os fatores que influenciam esse retorno, como aspectos físicos, psicológicos, sociais e estruturais. Diferente dos atletas profissionais, os amadores frequentemente enfrentam limitações no acesso a reabilitação especializada, suporte multidisciplinar e acompanhamento psicológico, o que pode comprometer a eficácia do processo de recuperação.

REFEÊNCIA:

https://www.scielo.br/j/rbme/a/Xds3VvnNJbtzHPmqW6y3qBr/?lang=pt

https://ri.unipac.br/repositorio/wp-content/uploads/tainacan-

https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-704719

https://www.scielo.br/j/rbort/a/56C88NDr8pWQg6YFGP7bhpK/?format=html&lang=pt