REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202510272110
Karina Andrade da Silva
Rikelme Mateus Souza do Nascimento
Sabrina Lima Soares
RESUMO
O câncer do colo do útero se desenvolve na região inferior do útero, conhecida como colo uterino, localizada no fundo da vagina. Cerca de 90% dos casos ocorrem na Zona de Transformação (ZT) do colo uterino, onde o epitélio colunar é continuamente trocado por um novo epitélio metaplásico. Apesar dos esforços globais voltados para o controle do câncer cervical, esta doença permanece como uma grave ameaça à saúde pública em escala mundial. O principal objetivo do trabalho foi investigar a incidência e prevalência de neoplasias de colo uterino no estado de Rondônia, analisando os principais causas e fatores de risco que contribuem para os casos de câncer de colo do útero em Rondônia; apurando os dados epidemiológicos sobre o câncer uterino em Rondônia de 2020 a 2025 e apresentando as estratégias educativas de enfermagem que colaboram para a redução do câncer cervical. Tratou- se de uma pesquisa de levantamento de dados, descritiva com abordagem qualitativa, o instrumento de coleta de dados foi uma pesquisa de cunho bibliográfico em artigos e trabalho no geral que abordam o tema proposto. Os resultados mostram que a incidência da doença em Rondônia de 2020 a 2024 mostra que houve 116.404 exames de câncer de colo de útero no estado, de mulheres na faixa etária de 15 a 39 anos, um número expressivo, que mostra que a incidência e prevalência da doença é alta no estado rondoniense, tendo em vista a procura por diagnóstico.
Palavras-chave: Incidência. Prevalência. Neoplasias. Câncer. Uterino.
1. INTRODUÇÃO
O câncer do colo do útero se desenvolve na região inferior do útero, conhecida como colo uterino, localizada no fundo da vagina. Cerca de 90% dos casos ocorrem na Zona de Transformação (ZT) do colo uterino, onde o epitélio colunar é continuamente trocado por um novo epitélio metaplásico. As duas principais categorias de carcinomas invasores do colo do útero dependem da origem do epitélio comprometido. Quando acomete o epitélio escamoso, manifesta-se como carcinoma epidermóide, sendo este o tipo mais comum, representando aproximadamente 80% a 85% dos casos. Por outro lado, quando envolve o epitélio glandular, manifesta-se como adenocarcinoma, sendo este menos frequente, representando cerca de 10% a 25% dos casos (Brasil, 2021).
Durante a infecção pelo HPV e nas fases iniciais das lesões precursoras do câncer, a condição permanece assintomática, sem apresentar sinais visíveis. Contudo, nos casos em que há progressão para o câncer invasivo, sintomas se manifestam, incluindo sangramento vaginal durante ou após relações sexuais ou esforço físico, corrimento vaginal anormal, podendo ou não apresentar odor desagradável, dor abdominal associada a desconfortos intestinais ou ao urinar, e perda de peso (Brasil, 2021).
Apesar dos esforços globais voltados para o controle do câncer cervical, esta doença permanece como uma grave ameaça à saúde pública em escala mundial. De acordo com dados da OMS, a magnitude devastadora do Câncer de Colo Uterino torna-se evidente ao constatarmos que, embora seja prevenível e curável quando diagnosticada precocemente e tratada adequadamente, uma mulher perde a vida para essa doença a cada dois minutos (World Health Organization, 2020).
Em relação à mortalidade, a taxa ajustada para a população brasileira em 2021 foi de 4,51 óbitos por 100 mil mulheres devido ao CCU. Assim como as taxas de incidência, a região que apresentou os maiores índices de mortalidade nesse período foi o Norte, destacando-se com uma taxa média ajustada de 9,07 mortes por 100 mil mulheres e configurando o CCU como a primeira causa de óbito por câncer feminino nesta região. Nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, a mortalidade por CCU foi a terceira causa. Estas regiões apresentaram taxas médias ajustadas de 5,61 e 4,60 mortes por 100 mil mulheres, respectivamente. Já nas regiões Sul e Sudeste, a mortalidade por CCU ocupou a quinta e sexta posição, apresentando taxas médias ajustadas de 4,47 e 3,27 mortes por 100 mil mulheres, respectivamente (Inca, 2022).
O câncer cervical é uma doença evitável que pode ser identificada ao longo de vários anos por meio de exames de rastreio, dependendo da idade e história da paciente. Quando precocemente detectado e adequadamente tratado, torna-se curável e passível de eliminação. Contudo, diante do aumento alarmante da incidência e mortalidade em todo o mundo, especialmente nos países de baixa e média renda (PBMRs), surgiu a necessidade de instaurar uma abordagem global voltada para a eliminação do CCU como um problema de saúde pública (Miyasaki; Júnior, 2021).
A observação cuidadosa desses sintomas suspeitos pelo paciente e seu médico responsável é crucial. Essa atenção permite a realização de uma investigação imediata, possibilitando a antecipação do diagnóstico e, se necessário, a implementação de um tratamento adequado para o câncer. Essas medidas asseguram maiores chances de cura e contribuem para a melhoria da qualidade de vida (Teixeira et al., 2015).
O principal objetivo do trabalho foi investigar a incidência e prevalência de neoplasias de colo uterino no estado de Rondônia, analisando os principais causas e fatores de risco que contribuem para os casos de câncer de colo do útero em Rondônia; apurando os dados epidemiológicos sobre o câncer uterino em Rondônia de 2020 a 2025 e apresentando as estratégias educativas de enfermagem que colaboram para a redução do câncer cervical.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Conceito
O Câncer do Colo do Útero (CCU) se configura como um grande problema para saúde pública brasileira, se tornando o terceiro fator de óbitos de mulheres por neoplasias malignas no Brasil e apenas no triênio 2023-2025 foram estimados 17.010 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 15,38 casos a cada 100 mil mulheres (Brasil, 2023). O câncer do colo do útero ou câncer cervical é definido como uma neoplasia maligna, que se desenvolve no colo (parte inferior do útero) que se instala no fundo da vagina, sofrendo mutações e multiplicações celulares anormais de modo que não é notado com facilidade. (Miyasaki; Júnior, 2021).
Segundo o comitê internacional de taxonomia viral (The International Comittee on Taxonomy of Viruses – ICTV), o Papilomavírus Humano está atualmente classificado na família Papilomaviridae, esses vírus possuem genoma composto por uma dupla hélice de DNA circular, com aproximadamente 8 mil pares de bases e 16 capsídeo icosaédrico com um diâmetro de 50 a 60 nm, não sendo encoberto por envelope lipídico e apesar do seu pequeno genoma, sua biologia molecular é bastante complexa Seus genes são divididos em região reguladora (LCR – long control region) que contém o material genético responsável pela replicação viral e grande parte dos promotores de transcrição. Existem duas regiões codificadoras, a sequência precoce (E – early) que codifica as proteínas para a construção do capsídeo viral, sendo encarregados pelas etapas finais da replicação do vírus, e a tardia (L – late) que faz parte da codificação e replicação do material genético do vírus e da transformação celular e em suma, tem-se 4 principais oncogenes duas proteínas reguladoras e duas proteínas estruturais (Miyasaki; Júnior, 2021).
O útero é dividido em corpo (que é a porção dilatada do órgão), fundo (parte superior do órgão), e o colo ou cérvice (que é a região mais estreita e mais baixa do útero), as neoplasias se desenvolvem principalmente no colo. O sarcoma uterino é tipo menos comum, se origina na musculatura e no tecido de sustentação do órgão, o câncer uterino pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas é mais comum em mulheres que já se encontram na menopausa (Inca, 2022). O câncer de colo uterino cresce na região da vagina, tecidos paracervicais e paramétrios, com isso, podendo comprometer bexiga, ureteres e reto. A disseminação à distância ocorre principalmente por via linfática, envolvendo inicialmente os linfonodos pélvicos, e, após, os paraaórticos. A manifestação clínica depende principalmente da localização e extensão da doença. A paciente pode apresentar secreção vaginal amarelada fétida e até sanguinolenta, ciclos menstruais irregulares, spotting intermenstrual, sangramento pós-coital e dor no baixo ventre. Nos estádios mais avançados, pode surgir dor no baixo ventre mais importante, anemia, por sangramento, dor lombar, pelo comprometimento ureteral, hematúria, alterações miccionais, pela invasão da bexiga, e alterações do hábito intestinal, pela invasão do reto. As pacientes podem sentir dores na coluna lombar e bacia pélvica, pelo comprometimento, às vezes, da parede pélvica (Perkins, 2021).
2.2 Epidemiologia
No Brasil estima-se 17.000 novos casos da doença anualmente, um número muito grande e que ocupa a 3º posição no ranking de novos casos do ano de 2022, aproximadamente 13,25 dos casos a cada 100 mil mulheres, excluindo aqueles de pele e o de mama, câncer do colo do útero é terceiro tipo mais incidente nas mulheres pela incidência, e tiveram 6.627 óbitos por câncer de colo de útero no ano de 2020, ocupando 4° posição no ranking menopausa (Inca, 2022).
Estudos realizados mostram que em 90-100% dos casos de câncer cervical, demonstrou a presença do DNA do HPV. O HPV é uma doença sexualmente transmissível e são vírus capazes de infectar a pele ou as mucosas, existem mais de 150 tipos diferentes, dos quais 40 podem infectar o trato genital, destes, 12 são de alto risco e podem provocar câncer e outros podem causar verrugas genitais, mas na maioria das pessoas não apresenta sintomas e pode ficar latente de meses a anos (Kumar, 2021).
O câncer de colo do útero é a quarta neoplasia maligna mais frequente em mulheres, com incidência mundial estimada de 595.414 casos novos e mortalidade de 311.365 mulheres em 2018 (BRAY et al., 2018). É responsável por 7,5% de todas as mortes por câncer em mulheres. Cerca de 85% dos casos de câncer de colo uterino são diagnosticados em países em desenvolvimento, nos quais são registrados 87% dos óbitos pela doença (Cerqueira et al., 2022).
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (2020), a estimativa de novos casos de câncer de colo no Brasil para cada ano do triênio 2020-2022 é de 16.590, sendo a terceira neoplasia maligna (excluindo-se câncer de pele não melanoma) mais frequente em mulheres, com estimativa de 15,48 casos para cada 100 mil mulheres. O carcinoma invasivo é precedido por neoplasia intraepitelial cervical escamosa (NIC) ou adenocarcinoma in situ. Cerca de 30% a 70% das mulheres com NIC3 ou adenocarcinoma in situ não tratadas podem progredir para carcinoma invasor em um período de 20 anos e o principal fator de risco para o carcinoma de colo uterino é a infecção por papilomavírus humano (HPV) de alto risco oncogênico.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer, mais de 16,7 mil mulheres desenvolvem câncer de colo do útero no Brasil a cada ano, estima-se que 830 novos casos sejam registrados somente no estado do Pará até o final de 2023, sendo a região Norte a única no Brasil onde a incidência do câncer de colo do útero supera a do câncer de mama (Inca, 2022b).
Há um aumento no número absoluto de óbitos por câncer de colo uterino e na taxa de mortalidade dentro do período analisado na região Norte do país. Esses resultados contribuem para análise estatística neoplásica, tendo em vista que o câncer de colo de útero se encontra na terceira posição em número de casos, ficando atrás apenas do câncer de mama (1º lugar) e do câncer de colorretal (2º lugar), do ranking das causas de câncer na população feminina do Brasil (Perkins, 2021).
Segundo a presente análise de dados secundários do Instituto Nacional do Câncer (INCA) entre os anos de 2011 a 2021, a taxa de câncer de colo de útero na região Norte foi a maior entre as regiões do Brasil. Esse resultado reitera o de pesquisas anteriores como a Freitas et al. (2024) para o intervalo de 2015 a 2021 e de Tallon et al. (2020) para os anos de 2012 a 2016. 22 É importante ressaltar que o CCU possui relação direta com os níveis socioeconômicos de cada estado, uma vez que esses impactam o acesso à saúde, com a não realização do rastreio através da colpocitologia oncótica, limitando acesso ao tratamento
As neoplasias malignas são frequentes no estado de Rondônia, entre os anos de 2012 a 2016, das 838 mulheres que fizeram exame, foram registrados 656 casos positivos de câncer de útero. De acordo com a distribuição pelos 52 bairros que compõem a área urbana de Porto Velho, foram registrados 268 casos de câncer de colo de útero: 116 casos na zona leste da capital, a de maior incidência; na zona central ocorreram 76 casos; já na zona sul foram 59 casos e 17 na zona norte (Santos, 2020).
Segundo o INCA, o número de novos casos de câncer do colo uterino para o Brasil, para cada ano do triênio 2020-2022, será de aproximadamente 16.710, com um risco estimado de 14,04 casos a cada 100 mil mulheres no estado de Rondônia. Este tipo de neoplasia é a mais incidente na Região Norte (22,47/100 mil), consistindo no terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina (atrás do câncer de mama e do colorretal), e a quarta causa de mortes de mulheres por câncer no Brasil. Sabe-se que a razão para permanência do quadro de morbimortalidade por câncer de colo do útero encontra-se, provavelmente, na ineficiência dos programas de prevenção e controle, em alcançar as mulheres de risco para a doença e de garantir um seguimento e tratamento adequado aos casos detectados (Medrado; Lopes, 2023).
2.3 Tipologia
Os principais tipos de CCU são o carcinoma espinocelular e o adenocarcinoma. Estima- se que 90% dos cânceres de colo do útero são de carcinomas espinocelulares, esses cânceres surgem a partir de células cancerígenas, já os outros tipos de CCU são adenocarcinoma, tumores que aparecem a partir de células das glândulas (Brasil, 2023).
Os carcinomas de células escamosas, que aparecem na maioria dos casos e normalmente são provocados pela presença do vírus HPV; e os adenocarcinomas, que são cânceres de colo do útero que atingem as glândulas e são menos comuns (Carvalho et al, 2018). As lesões pré- cancerosas geradas pelos vírus cancerígenos no colo uterino são denominadas de neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC). Estas são classificadas em 3 graus: I, II e III. O exame é a principal estratégia para detectar lesões precocemente. A técnica de coleta adequada e no momento e condições oportunas garante um espécime de melhor qualidade (Medrado; Lopes, 2023).
Os Papilomavírus humanos possuem tropismo pelo epitélio escamoso da pele e da mucosa, além disso, os diferentes tipos de HPV que infectam uma mesma espécie podem apresentar tendência a se desenvolverem em diferentes regiões do organismo como, mãos, pés, axilas, mucosas genitais, anais ou orais. Entretanto, o tipo de lesão que irá ou não se desenvolver depende diretamente do tipo viral, já que os tipos 1, 2 e 4 estão diretamente ligados com o aparecimento de verrugas em pés e mãos. Já os HPV 6 e 11 são responsáveis pelo aparecimento de verrugas genitais, e os tipos 16 e 18 são encontrados em carcinomas escamosos do colo do útero junto com outros tipos de baixo ou alto risco carcinogênico (Miyasaki; Júnior, 2021).
A infecção pelo HPV é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST) sendo necessário uma relação mais íntima para iniciar a infecção, mas apesar disso, a contaminação pode ser causada através da transmissão indireta, por compartilhamento de objetos pessoais, não necessitando de penetração sexual para ocorrer a infecção. Outra maneira de contrair o vírus do HPV é pela transmissão vertical na hora do parto, principalmente se a carga viral for muito alta e o tipo envolvido for o HPV e os sintomas da doença são verrugas comuns na pele até verrugas genitais, lesões precursoras do câncer cervical e outras complicações associadas a infecções persistentes (Medrado; Lopes, 2023).
2.4 Rastreamento
Os primeiros esforços para identificar o Câncer de colo uterino no país, isolados em um grupo restrito, começaram no fim dos anos 80 e apenas oito anos depois, em 1988, quando o Ministério da Saúde desenvolveu um programa de combate a esse câncer, que as práticas nacionais de detecção foram estruturadas de forma oportuna. As diretrizes nacionais atuais recomendam que o exame preventivo deve ser realizado por mulheres com idade entre 25 e 64 anos, e para monitorar tanto o rastreamento, quanto a confirmação do diagnóstico, no SUS, o Ministério da Saúde implementou sistemas de informações, como o SISCOLO e o SISCAN (Medrado; Lopes, 2023).
Na assistência básica à saúde brasileira, a principal medida para o rastreamento do câncer do colo do útero encontra-se o exame de citologia oncótica, comumente conhecida como Papanicolaou, este exame ainda possui grande relevância nos dias atuais para a detecção precoce de lesões pré-cancerosas, pois quando diagnosticado precocemente, apresenta uma alta possibilidade de cura .Embora existam alguns erros no exame que abrangem o preparo da coleta, a preparação da lâmina e a interpretação de resultados, as vantagens desse exame se sobressaem, pois apresenta à facilidade de se coletar, o exame apresenta baixo custo e grande probabilidade de prevenção do câncer invasor (Oliveira et al., 2017).
O rastreamento não é indicado para mulheres com menos de 25 anos, já que a maioria das lesões irão regredir espontaneamente de 12 a 24 meses após a infecção, além do impacto psicológico negativo que essas pacientes podem apresentar. Já para mulheres que já passaram dos 65 anos e mantiveram seus exames em dia e obtiveram resultados normais, o risco de desenvolvimento de câncer cervical é bastante reduzido por conta da evolução lenta da doença, dessa forma não existem evidências sobre a efetividade do rastreamento após essa idade (Da Silva et al, 2017).
O Papanicolau é um exame essencial para a detecção precoce do câncer do colo do útero quando relacionado ao tratamento da lesão endoepitelial, pode provocar grande diminuição na incidência desse tipo de neoplasia, o que influencia na queda das taxas de morbimortalidade. Devido à evolução lenta da doença, que possui etapas bem definidas e de fácil detecção das alterações, justifica-se os altos e potenciais níveis de prevenção e cura, sendo viável um diagnóstico rápido e eficiência no tratamento (Morais et al., 2021).
Silveira et al. (2018) o exame é realizado de maneira simples e rápida, tendo como principal objetivo a detecção de lesões primárias, favorecendo e permitindo o diagnóstico da doença nos estágios iniciais, antes do aparecimento de sintomas. Sendo este, disponibilizado pela rede pública de saúde e tendo sua realização executada por profissionais capacitados.
O Papanicolau, tem sido um mecanismo de baixo custo, seguro, acessível e de alta eficácia para a detecção precoce da doença, com ampla utilização em programas de controle do CCU. O exame consiste na recolha de células com uma espátula e escova, seguidas de análise laboratorial para identificar anomalias (Dias et al., 2021).
2.5 sintomas e fatores de risco
Em alguns casos, o CCU é assintomático, mas pode provocar sangramento vaginal durante relações sexuais, corrimento, mau odor e nos estágios mais avançados pode causar hemorragias, e obstrução das vias urinárias e intestinais (Gismondi et al., 2020).
As modificações oriundas do câncer do colo do útero demonstram distúrbios visíveis no organismo, tais como o crescimento desenfreado de uma porção tecidual, formando um caroço ou tumor. Desta forma, um aglomerado de células se multiplicam de forma irregular, desencadeando uma desordem no funcionamento do organismo do portador (Damacena et al., 2017).
Em estágios iniciais, o câncer do colo do útero é assintomático, sendo que os sintomas irão depender da fase em que o tumor se encontra. Deste modo, a maioria das lesões serão identificadas apenas através do exame de Papanicolau ou colpocitológico, realizado por meio de citologia cervical, que deve ser realizado periodicamente em mulheres que têm ou já iniciaram a vida sexual (Da Silva et al, 2017).
Referente aos fatores que levam ao desenvolvimento do CCU, a maioria surge a partir de células do epitélio e são causados por subtipos oncogênicos de HPV, o qual é o agente causador da neoplasia cervical e tem tropismo, na zona de transformação, por células escamosas imaturas. As infecções por HPV, em sua maioria, são passageiras e eliminadas pela resposta imune do hospedeiro em poucos meses. No entanto, persiste um subconjunto de infecções, algumas das quais levam a lesões intraepiteliais escamosas (SILs), as lesões precursoras das quais se desenvolvem grande parte dos cânceres cervicais invasivos (Kumar, 2021).
Estudos epidemiológicos têm associado parâmetros relacionados à atividade sexual como principais fatores de risco para a infecção pelo HPV. Nas duas últimas décadas, o desenvolvimento e o aprimoramento das técnicas de biologia molecular colaboram de forma decisiva na identificação do HPV como principal agente causador do processo neoplásico, permitindo uma melhor compreensão da história natural do câncer do colo uterino (Da Silva et al, 2017).
O vírus oncogênico do HPV, é um dos principais fatores para o CCU. É uma infecção sexualmente transmissível (IST), de grande prevalência na população, na maioria das vezes assintomática. Segundo alguns autores, a maioria da população mundial sexualmente ativa, já entrou em contato com o vírus em algum momento da vida (Kumar, 2021).
Frequentemente, nos casos de câncer de colo de útero e de neoplasias intraepiteliais cervicais, conhecidos como NIC, é possível realizar a identificação molecular do HPV. Assim, fatores de risco importantes para o desenvolvimento da neoplasia e do carcinoma invasivo estão estritamente relacionados à exposição ao HPV, incluindo: a realização da primeira relação sexual com idade precoce, ter múltiplos parceiros sexuais ou o cônjuge ter tido múltiplos parceiros sexuais anteriormente e uma persistente infecção por papilomavírus de alto risco (Freitas et al., 2023).
Os fatores de risco associados à neoplasia do colo do útero são diversos, podendo ser classificados como, modificáveis e não modificáveis, dentre os modificáveis estão: o tabagismo, iniciação sexual precoce, multiplicidade de parceiros, uso de contraceptivos orais, baixa ingestão de vitaminas, higiene íntima inadequada, fatores imunológicos e hormonais, falhas das estratégias de saúde, baixa escolaridade e etc (Da Silva et al, 2017).
2.6 Prevenção
A prevenção primária a respeito do CCU abrange o uso de preservativos e vacinação contra o HPV, que em meninas podem ser tomadas de 9 a 14 anos, e em meninos de 11 a 14 anos. Essa vacina, que está disponível no SUS (Brasil, 2019) já sua prevenção secundária ou detecção precoce, está relacionada com a realização de diagnóstico precoce, a partir da coleta do exame citopatológico (Inca, 2017).
Para o diagnóstico cujo exame citopatológico estiver modificado concerne ao tratamento para o CCU, as principais opções englobam a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia, a terapia alvo e a imunoterapia, podendo ser realizadas isoladamente ou em combinação dependendo do estágio da doença, dessa forma, o tratamento envolve uma ação multiprofissional visando a estabilidade principalmente emocional das pacientes. (Inca, 2017).
É considerado papel do profissional de enfermagem, promover ações educação em saúde para toda comunidade em risco, assim como a criação de oportunidades para ambientação e conhecimento sobre corpo, sexualidade e autocuidado por meio de exames existentes, desta forma, criando vínculo assistencial entre o profissional e o paciente referente aos cuidados (Xavier et al., 2017).
Foi em 2014, que o Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), iniciou a campanha de vacinação contra o Papilomavírus humano (HPV). A vacina é a quadrivalente, oferecendo proteção contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Essa vacina é essencial nas ações de prevenção do CCU (Kumar, 2021).
3. MATERIAIS E MÉTODOS
Tratou-se de uma pesquisa de levantamento de dados, descritiva com abordagem qualitativa e de acordo com Ferrer e Dias (2023) na pesquisa descritiva, o investigador pode sugerir uma teoria adequada para explicar conceitos e apontá-lo como a melhor solução para determinados problemas.
Andrade e Pegolo (2023) afirma que a principal diferença desta para a abordagem quantitativa é que não se emprega instrumental estatístico como base para o processo de análise de um problema. Na abordagem qualitativa não se pretende numerar ou medir unidades ou categorias homogêneas.
O instrumento de coleta de dados foi uma pesquisa de cunho bibliográfico em artigos e trabalhos no geral que abordam o tema proposto. De acordo com Cruz (2023), a pesquisa bibliográfica é uma abordagem que se baseia em materiais já existentes, como livros e artigos científicos. É recorrente em diversos estudos, a existência de pesquisas que se concentram exclusivamente em fontes bibliográficas. Para aplicação desta pesquisa teve como critério de inclusão: artigos em português de 2016 a 2025 e como critério de exclusão: artigos em língua estrangeira acima de 15 anos de publicação.
Após coleta em sites como bireme, lilacs, scielo, foram encontrados 12 artigos no bireme, 36 no lilacs, 22 no scielo, totalizando 60 artigos, todavia, ao filtrar de acordo com os requisitos estabelecidos, foram utilizados apenas 6 artigos científicos.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Após análise dos artigos, foram elaborados três eixos temáticos para melhor apresentação dos resultados: causas e fatores do câncer de colo uterino, dados epidemiológicos de câncer de colo uterino em Rondônia de 2020 a 2025 e medidas educativas para redução do câncer cervical.
4.1 Causas e fatores do câncer de colo uterino
Os resultados da análise revelaram uma relação significativa entre os fatores de risco e os determinantes sociais na incidência do câncer do colo do útero. Fatores como idade avançada, raça/cor não branca, baixo nível de escolaridade, baixa renda, ausência de parceiro conjugal e acesso limitado aos serviços de saúde pública são frequentemente associados a um aumento do risco de desenvolvimento da doença (LOPES et. al., 2024).
A infecção pelo HPV é vista como um fator necessário, mas abrange diversos elementos que devem estar associados para permitir uma passagem segura do vírus pelo sistema imunológico e promover o desenvolvimento da doença. Quando em condições normais, o sistema imune elimina a infecção em um período de 8 a 24 meses. Contudo, existem fatores de risco que podem contribuir para sua resistência e permanência no organismo (PEREIRA, 2024).
A idade também é um fator de risco, sendo que mulheres acima de 30 anos, a doença pode progredir de maneira frequente. Outro fator associado é o tabagismo, pois a exposição a substâncias mutagênicas e carcinogênicas, como nicotina, alcatrão, amônia, formaldeído, acroleína, acetona, cádmio, monóxido e dióxido de carbono, entre outros, provoca alterações no material genético da mucosa cervical, afetando a resposta imune local contra agentes infecciosos virais (ROSS, 2023).
Também há algumas substâncias presentes em alguns contraceptivos, como esteróides exógenos, impactam o genoma do HPV, aumentando seu potencial oncogênico. Portanto, é aconselhável alertar sobre o uso substancial de contraceptivos orais, destacando também os benefícios de um método contraceptivo eficaz (PEREIRA, 2024).
Também há fatores como o início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros sexuais ou um parceiro com vários parceiros, histórico de parto prematuro, experiência de múltiplos partos, consumo de álcool, imunocomprometimento devido a IST’s, como o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e a presença de outros microorganismos que causam doenças, tais como clamídia, ureaplasma, tricomoníase, candidíase e vaginose bacteriana (ROSS, 2023).
A ausência de programas de rastreamento eficientes também contribui para o aumento dos casos. A escassez de investimentos públicos e a desinformação populacional quanto a métodos preventivos, como o Papanicolau, dificultam a identificação precoce da doença ((LOPES et. al., 2024).
4.2 Dados epidemiológicos de câncer de colo uterino em Rondônia de 2020 a 2024
Com base nos dados da Semusa (Secretária Municipal de Saúde, foi observado que entre os anos de 2020 a 2024, foram realizados 202.478 exames citopatológicos no estado de Rondônia, abrangendo mulheres entre 25 e 64 anos, conforme orientações do Ministério da Saúde.
Tabela 1: exames citopatológicos de 2020-2024
| ANO | QUANTIDADE |
| 2020 | 37890 |
| 2021 | 4987 |
| 2022 | 42010 |
| 2023 | 40800 |
| 2024 | 40520 |
Nota-se que houve uma variação e aumento ao longo dos anos, o que mostra que mais mulheres optaram por receber um diagnóstico de câncer cervical, ou seja, se preocupando com a saúde.
Também segundo os dados da secretaria, foram identificados cerca de 673 casos da doença no período de 2020 a 2024.
Tabela 2: casos confirmados e óbitos de 2020-2024
| ANO | QUANTIDADE | ÓBITOS |
| 2020 | 128 | 57 |
| 2021 | 135 | 59 |
| 2022 | 136 | 58 |
| 2023 | 137 | 59 |
| 2024 | 137 | 57 |
Nota-se através dos dados que os casos confirmados mantiveram uma quantidade estável ao longo dos anos, mostrando que todos os anos ocorrem muitos casos de câncer uterino no Brasil. Em Rondônia de 2020-2024, houve 116.404 exames de câncer de colo de útero no estado, de mulheres na faixa etária de 15 a 39 anos.
Os dados mostram que está se mantendo uma média de óbitos da doença ao longo dos anos, todavia, é preciso realizar ações que possam aumentar o nível de exames para identificar a doença para que se possa erradicar esse tipo de câncer no estado de Rondônia. A seguir os dados foram expostos em gráfico para melhor compreensão:
Gráfico 1: casos confirmados e dados de câncer uterino 2020-2024

Tabela 3: exames em Rondônia em 2020-2024
| FAIXA ETÁRIA | QUANTIDADE |
| 15-19 ANOS | 10021 |
| 20-24 ANOS | 21752 |
| 25-29 ANOS | 27187 |
| 30-34 ANOS | 27522 |
| 35-39ANOS | 29922 |
Com base na tabela, nota-se que o número de exames relacionados ao câncer de colo uterino está aumentando conforme a faixa etária, o que evidencia que as mulheres conforme vão envelhecendo, procura-se se preocupar com a saúde e identificar o câncer de maneira precoce, por outro lado, tantas suspeitas de câncer uterino, mostra que a doença está sempre ocorrendo de maneira frequente.
De acordo com os dados de câncer de colo de útero, as regiões nordeste e sudeste apresentam a maior quantidade de casos confirmados, sendo 5.280 e 6.020 respectivamente, se destacando Bahia na região nordeste com 1.160 casos e o estado de São Paulo no Sudeste com 2.550 casos.
4.3 Medidas educativas para redução do câncer cervical
Dentre as estratégias, a prevenção primária é a porta de entrada aos serviços de saúde. Ela concentra-se em evitar o surgimento de doenças, lesões ou problemas de saúde na sociedade, agindo, por exemplo, na prevenção do câncer. A vacinação de meninas entre 9 e 14 anos, antes de iniciarem a atividade sexual, é a intervenção de longo prazo mais eficaz para reduzir o risco de desenvolver o câncer cervical. Evidências sugerem que uma alta cobertura vacinal também protege indivíduos não vacinados por meio da imunidade de rebanho, garantindo uma maior proteção para a comunidade (SILVA; FONTES, 2020).
As vacinas disponíveis oferecem uma ampla cobertura contra vários subtipos de HPV, proporcionando uma defesa abrangente contra os oncogênicos, bem como aqueles responsáveis por verrugas genitais, que podem ser transmitidas durante a gravidez. Atualmente, existem três tipos de vacinas: a bivalente, que protege contra os HPVs 16 e 18, associados a 71% dos casos de câncer cervical; a quadrivalente, que abrange os HPVs 6, 11, 16 e 18, além de oferecer proteção cruzada contra os HPVs 31, 33 e 45, que juntos, são encarregados por 84% dos casos; e a nonavalente, que protege contra os HPVs 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, associados a 90% dos cânceres cervicais (COOPER; MCCATHRAN, 2023).
Para fortalecer a prevenção primária, é crucial adotar uma abordagem abrangente que não se limite à vacinação. As medidas educativas por parte dos profissionais de enfermagem são fundamentais, transmitindo informações relevantes sobre fatores de risco, consumo de tabaco, práticas sexuais seguras, início da vida sexual e uso adequado de preservativos estejam prontamente disponíveis e adaptadas à faixa etária. Essa estratégia integral visa capacitar as pessoas com conhecimentos essenciais para tomadas de decisão informadas, promovendo uma abordagem proativa na prevenção de doenças (MADEIRO; RUFINO., 2022).
A prevenção secundária, refere-se ao rastreamento de mulheres sexualmente ativas por meio da citologia oncótica visando detectar lesões precursoras, com o intuito de tratá-las o mais precocemente possível e, assim, controlar o desenvolvimento deste tipo de câncer, já que quanto mais rápido identificar, mais rápido será o tratamento (SILVA; FONTES, 2020).
A detecção precoce do CCU por meio do exame citopatológico (Papanicolau), ajuda a diagnosticar lesão na fase inicial pode reduzir a incidência de lesão intraepitelial, associado ao tratamento da lesão pode reduzir 90,0% a incidência do CCU, salvando vidas de maneira eficiente (COOPER; MCCATHRAN, 2023).
O desenvolvimento de ações educativas de prevenção e promoção da saúde, visando as vantagens do diagnóstico precoce, as possibilidades de cura, o prognóstico precoce contribui para redução da doença. Existe uma necessidade de estabelecer ações educativas concretizadas através de palestras, rodas de conversa e orientações individuais com a finalidade de sensibilização acerca da importância da realização do exame Papanicolau desde o início da vida sexual, além de estimular o comparecimento das usuárias à Unidade de Saúde (MADEIRO; RUFINO., 2022).
O novo protocolo de rastreio para câncer de colo de útero utiliza o teste molecular de DNA-HPV para identificar o vírus de alto risco. Esse rastreamento inicia-se aos 25 anos, com intervalos de cinco anos para resultados negativos e se o teste PCR para HPV detectar o HPV, especialmente os tipos 16 ou 18, a mulher é encaminhada para colposcopia, logo, essa forma de rastreamento poderá substituir o Papanicolau como teste primário (Ministério da Saúde, 2025).
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Câncer de colo uterino é uma doença caracterizada por uma ou mais lesões causadas pelo HPV, atingindo a região inferior do útero, conhecida como colo do útero, que conecta o corpo do útero à vagina. Essa doença pode provocar sangramentos vaginais, secreções anormais e dor pélvica ou abdominal em estágios iniciais, podendo haver também complicações renais e intestinais devido à pressão do tumor, inchaço das pernas, e, em casos graves e sem tratamento, a morte.
A doença pode ser disseminada devido à falta de informação em relação a doença, como também por falta de informação sobre o rastreio para se obter um diagnóstico precoce, evidenciando que a vida sexual precoce, tabagismo e o fator idade facilitam a exposição ao vírus, tendo em vista que o câncer de colo de útero tem o processo evolutivo lentificado por isso que após os 30 anos, a doença torna-se mais comum.
A incidência da doença em Rondônia de 2020 a 2024 mostra que houve 116.404 exames de câncer de colo de útero ficando apenas abaixo do estado de Tocantins que pontua 180 casos positivos, e acima do estado de Amapá que pontua 100 casos positivos em mulheres na faixa etária de 15 a 39 anos, um número que mostra que a incidência e prevalência da doença é alta no estado rondoniense, tendo em vista a procura por diagnóstico. De acordo com os dados de câncer de colo de útero, as regiões nordeste e sudeste apresentam a maior quantidade de casos confirmados, sendo 5.280 e 6.020 respectivamente, se destacando Bahia na região nordeste com 1.160 casos e o estado de São Paulo no Sudeste com 2.550 casos.
As medidas de prevenção voltadas à redução da incidência do CCU devem ser implementadas de forma contínua e integrada, iniciando-se pela vacinação como linha de frente, representada como ação de proteção primária contra a infecção pelo vírus HPV. Associada a essa medida, evidencia-se a importância do rastreamento periódico por meio da coleta do PCCU, necessário para o diagnóstico precoce possibilitando intervenções mais eficazes, contribuindo significativamente para maior taxa de cura e redução da incidência de mortalidade. Ademais, as ações educativas desempenham um papel crucial, ao promoverem o conhecimento e a concientização das mulheres sobre as práticas preventivas, como o uso de preservativos durante as relações sexuais e o cumprimento dos intervalos orientados para os exames de rotina, a partir desssas estratégias a serem integradas, torna-se possível uma vida mais saudável e isenta dos impactos dessa patologia.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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