IMPACTOS NO DESEMPENHO EM EXERCÍCIOS FÍSICOS DE MULHERES NAS FASES DO PERÍODO MENSTRUAL

IMPACTOS NO DESEMPENHO EM EXERCÍCIOS FÍSICOS DE MULHERES NAS FASES DO PERÍODO MENSTRUALPERFORMANCE IMPACTS IN PHYSICAL EXERCISE AMONG WOMEN DURING THE PHASES OF THE MENSTRUAL CYCLE 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202510221934


Emanueli Rodrigues Oliveira1
Marçal Guerreiro do Amaral Campos Filho2


RESUMO

A prática de exercícios físicos está atrelada, entre outras coisas, à preocupação com a saúde e com o bem estar, e pode ser desenvolvida por homens e mulheres em diferentes faixas etárias. Considerando as diferenças biológicas entre os sexos, ao atender mulheres, o profissional de Educação Física tem a missão de compreender as especificidades desse público, a fim de organizar as rotinas de treinamento para otimizar os resultados. A metodologia do trabalho é uma revisão bibliográfica qualitativa do tipo integrativa, na qual foram buscados na plataforma Periódicos Capes artigos que versam sobre o tema. Na análise, os artigos foram separados em duas categorias. Na primeira são apresentadas as informações contextuais de aplicação dos testes de cada um dos artigos analisados, dando ênfase em quais modalidade de exercício físico foram investigadas. Na segunda categoria, foram apresentados os principais resultados de cada pesquisa. Ao final, as pesquisas analisadas mostram que buscar estabelecer uma relação entre as variações hormonais e o desempenho nos exercícios físicos é uma tarefa complexa, porém, as pesquisas sugerem haver relações entre as fases do período menstrual, o desempenho nos exercícios físicos e a qualidade de vida. Considerando a necessidade do profissional de Educação Física de ampliar seus conhecimentos nessa área, esse trabalho teve como objetivo geral descrever as relações entre as fases que compõem o ciclo menstrual, folicular, ovulatória e lútea, e o desempenho em exercícios físicos. 

Palavras-chave: Ciclo menstrual. Exercício físico. Desempenho Feminino. Qualidade de Vida. 

1 INTRODUÇÃO 

Na atualidade, é notória a intensificação do estímulo da população em geral para a prática de exercícios físicos visando melhoria na qualidade de vida e aspectos estéticos. Em meio às diferenças fisiológicas entre gêneros, é essencial ao profissional de Educação Física conhecer os impactos das variações hormonais de mulheres em relação às atividades físicas. 

Dentre essas variações, destaca-se o ciclo menstrual, uma vez que ele perdura durante toda idade fértil da vida de mulheres. Com o aumento de mulheres na busca por diferentes modalidades de exercício físico, é essencial ao profissional de Educação Física que compreenda a relação entre as variações hormonais decorrentes da menstruação para a elaboração de treinamentos efetivos, estimulando assim as pessoas a continuarem com suas práticas físicas (Costa, 2023).  

Considerando os períodos pré-menstrual, menstrual e pós-menstrual, as mudanças hormonais ocorrem durante cerca de 21 a 35 dias, com média de 28 dias, e pode ser dividida em três fases, sendo elas as fases: folicular, ovulatória e lútea (Costa, 2023). O conhecimento do assunto do ciclo menstrual e o seu mecanismo fisiológico no organismo é extremamente importante para a compreensão das modificações biológicas no organismo feminino, devido ao fato das alterações hormonais nas fases folicular, ovulatória e lútea. De modo que venha a auxiliar, contribuindo com o desenvolvimento de estratégias de treinamento ainda mais eficazes para as mulheres, utilizando das informações para adaptar as rotinas de treinamentos físicos, tendo em vista as alterações hormonais (De Jonge; Thompson; Han, 2019). 

Face ao exposto, o atendimento de mulheres que desejam realizar a prática de exercícios físicos exige o conhecimento sobre e a consideração das variações hormonais desse público para os profissionais de Educação Física, a fim de que eles possam realizar prescrições e acompanhamentos dos treinamentos desse público com maior eficiência e eficácia. Logo, essa situação exige uma qualificação profissional mais profunda nesse âmbito. À vista disso, nesta pesquisa torna-se relevante indagar: como cada uma dessas fases do período menstrual influencia no rendimento das mulheres na prática de exercícios físicos? Quais as relações entre os períodos folículo, ovulatório e lúteo com o rendimento em atividades físicas? 

Essa pesquisa se justifica por concentrar conhecimentos da área de Educação Física relativos à prática de exercícios físicos em relação às fases do ciclo menstrual. Buscar, organizar e apresentar esses conhecimentos, ou seja, realizar uma revisão bibliográfica sobre o tema, favorece a disseminação dessas informações. Com isso, esta pesquisa pode contribuir para a formação do profissional da área que visa atender o público feminino. 

Para tanto, a pesquisa possui como objetivo geral descrever as relações entre as fases que compõem o ciclo menstrual, folicular, ovulatória e lútea, e o desempenho em exercícios físicos. Esse foco implica nos seguintes objetivos específicos: apresentar os mecanismos fisiológicos que constituem as modificações biológicas no organismo feminino durante o ciclo menstrual; selecionar os artigos científicos que versam sobre as fases do período menstrual e seus efeitos no rendimento de exercícios físicos; e, apresentar os principais resultados científicos que relacionem as fases do período menstrual com o rendimento na prática de exercícios físicos de mulheres. 

2 REVISÃO DA LITERATURA 

Na atualidade, é notória a publicidade para uma vida mais saudável difundida pela mídia. Com proporções diferentes, há uma diversidade de grupos que buscam praticar exercícios físicos, tais como idosos, crianças, homens, mulheres, etc. Cada um desses grupos possui diferenças em relação aos demais. Por essa razão, o profissional de Educação Física que visa trabalhar com o público feminino precisa conhecer os elementos que constituem tal grupo. 

Ainda que, como mostram Oliveira et al. (2023), por meio de um estudo transversal, a proporção de mulheres seja inferior ao de homens na adesão à prática de exercícios físicos, o grupo apresenta variações hormonais significativas que devem ser analisadas. Isso fica claro na inserção de mulheres em esportes de alta performance, que exige o conhecimento fisiológico mais preciso sobre o corpo feminino para melhores resultados. Ademais, um estudo sobre praticantes de corrida de rua em Campo Grande, MS, que monitorou os anos de 2021 a 2024, mostrou que em 2024 o número de mulheres que participaram da corrida foi superior ao de homens (Oliveira, 2025). Uma das principais variações hormonais biológicas das mulheres é denominado ciclo menstrual que, segundo Carmichael et al. (2021) ainda carecem de estudos que quantifiquem as fases desse ciclo com o desempenho em atividades físicas.  

Mensalmente, o ciclo menstrual ocorre através da interação dos hormônios hipotalâmicos, hipofisários e ovarianos. A duração média do ciclo menstrual é de 28 dias, sendo constituído por três fases sequenciais: folicular, ovulatória e lútea. Essas fases são reguladas pela interação de hormônios de liberação hipotalâmicas, o hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH), os hipofisários anteriores, que em resposta à liberação de GnRH secretam o folículo-estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH). Em respostas aos hormônios FSH e LH, são secretados pelo ovário o estrogênio e a progesterona (Rael et al., 2021). 

Durante o início da menstruação, na fase folicular identifica-se uma queda no nível de hormônios, enquanto que ao final desta fase inicia-se o aumento dos níveis de estradiol, momento em que ocorre a maturação do óvulo (Rael et al., 2021). Após o corpo atingir os valores máximos de estradiol, como mencionado acima, o GnRH provoca um aumento dos níveis do hormônio luteinizante e do folículo-estimulante, liberando o óvulo do útero. Assim, a maior incidência do hormônio luteinizante provoca o aumento dos níveis de estrogênio e da progesterona, dando início a fase lútea do ciclo menstrual. Nesse momento há dois caminhos possíveis, a fecundação do óvulo, que caracteriza o início de uma possível gestação, ou inicia se a menstruação, causando a diminuição dos níveis de estradiol e da progesterona (Costa, 2023; Hall, 2017). 

Júnior, Oliveira, Oliveira e Passos (2023) auxiliam na sintetização das variações hormonais mais relevantes para a análise do ciclo menstrual. Fase folicular: baixa prevalência dos hormônios de estrogênio e progesterona e alta prevalência de hormônio folículo estimulante. Fase ovulatória: alta incidência de hormônio luteinizante. Fase lútea: alta prevalência de estrogênio e progesterona. 

Essas oscilações hormonais nas fases do ciclo menstrual podem alterar alguns parâmetros, influenciando o desempenho físico. Assim, é possível que ocorra redução ou aumento da força, da resistência ou da velocidade muscular no período menstrual bem como nos outros períodos fora desse ciclo (Costa, 2023). Essa inter-relação corrobora os resultados de Herzberg et al. (2017), que verificou que existem relações entre as variações hormonais e o risco de lesão. Em síntese, acredita-se que essas alterações estão diretamente ligadas às oscilações do hormônio folículo-estimulante e luteinizante e, mais especificamente, do estrogênio e da progesterona. 

Cabe ressaltar que o estrogênio pode ser dividido em três componentes: o estradiol, a estrona e o estriol. Deles, destaca-se o estradiol por ser produzido no corpo em uma quantidade muito mais significativa do que os outros dois. Além disso, o estradiol está vinculado ao crescimento de células que são necessárias à constituição de características femininas do corpo. Já a progesterona tem suas funções altamente vinculadas à manutenção do corpo da mulher para a gestação, atuando como um regulador hormonal (Hall, 2017). 

Quanto às especificidades fisiológicas femininas, algumas mulheres apresentam a síndrome pré-menstrual, caracterizada por variações de comportamentos e de humor decorrentes da produção de hormônios que regulam o ciclo menstrual. Essa variação na produção hormonal pode desencadear alterações físicas e psicológicas importantes, como distorção de humor, irritabilidade exacerbada, dificuldade de concentração dentre outros sintomas (Abdo; Fleury, 2005). Devido aos possíveis desníveis de humor descritos por Abdo e Fleury (2005), é possível que ocorram também o aumento da tensão e da irritabilidade com relação aos treinos. 

Face ao exposto, fica claro que as variações hormonais ao longo do ciclo menstrual afetam diretamente o corpo da mulher e podem influenciar seu desempenho nos exercícios físicos. As fases do ciclo — folicular, ovulatória e lútea — envolvem mudanças nos níveis de hormônios como estrogênio e progesterona, que impactam na força, resistência e energia durante os treinos. Entender como esses hormônios se comportam em cada fase ajuda o profissional de Educação Física a ajustar os treinos conforme o momento do ciclo, tornando as atividades mais adequadas para cada mulher. Assim, conhecer essas mudanças hormonais é importante para melhorar os resultados e o bem-estar nas práticas físicas. 

3 METODOLOGIA  

Essa pesquisa é de cunho qualitativa, descritiva e bibliográfica do tipo revisão integrativa. Para a coleta de dados, foi buscado na plataforma Periódicos Capes artigos que abordam o tema. Nesse intuito, as palavras-chave ciclo menstrual e exercícios físicos foram norteadores nessa busca, que resultou em um total de dezoito documentos, publicados com versões em português na íntegra, sendo que um desses artigos apareceu na busca duas vezes e um outro documento representava um resumo expandido publicado em evento, assim, o resultado final foi um total de dezesseis artigos. Na sequência, foi feita a leitura do título e o resumo de cada artigo, o que provocou a exclusão do total de onze desses trabalhos do conjunto de artigos que compuseram a análise. Cabe ressaltar que o critério de exclusão utilizado foi de que os artigos que não abordam a relação entre as práticas de exercícios físicos com as dinâmicas que compõem o ciclo menstrual. 

Nesse sentido, foram incluídos artigos científicos publicados que abordam de forma direta as relações entre o ciclo menstrual e o desempenho em exercícios físicos realizados por mulheres. Uma vez que a revisão integrativa “[…] se caracteriza pela reunião e síntese de resultados de estudos acerca de determinado tema ou objeto, de forma sistemática e ordenada” (Cavalcanti; Oliveira, 2020, p. 89), foi possível organizar os resultados apresentados por tais pesquisas a fim de descrever as relações entre as fases que compõem o ciclo menstrual e o desempenho em exercícios físicos. 

Consequentemente, cabe mencionar que os trabalhos não partem de uma perspectiva homogênea quanto a fase do período menstrual. Em linhas gerais, alguns investigam o efeito de uma fase única do ciclo na relação com os exercícios físicos, enquanto outros buscam identificar a relação entre as fases e os efeitos no desenvolvimento dessas atividades. Alguns trabalhos investigam mais precisamente a relação entre os distúrbios que podem ocorrer durante o ciclo menstrual em sua relação com a prática de exercícios físicos, enquanto outros analisam a relação entre o desempenho em esportes específicos e o ciclo menstrual. Essas diferenças e similaridades são tratadas com mais profundidade na sessão de análise. 

Na etapa de análise, foi usada a técnica de categorias conforme é explicada por Minayo (2001). As categorias definidas foram: um panorama geral sobre as condições de aplicação de cada estudo; os principais resultados da relação entre o ciclo menstrual e a realização de exercícios físicos. Para cada uma delas, os artigos foram agrupados em termos dos exercícios físicos estudados. A análise realizada dessa maneira, possibilitou a apresentação das correlações entre a prevalência de determinados hormônios, atrelados a fase do ciclo menstrual e suas correlações com o desempenho de mulheres que praticam algum exercício físico. 

4 ANÁLISE DOS DADOS 

Antes de iniciar a apresentação e a discussão dos resultados provenientes da revisão bibliográfica proposta, cabe mostrar algumas informações sobre os artigos que compõem os dados de análise. A Tabela 01 evidencia os anos de publicação, as revistas, os títulos, os autores e suas filiações institucionais. 

Tabela 01: Informações gerais dos artigos em análise 

Título do artigo Revista Ano de publicação Autores Filiações institucionais 
A influência do ciclo menstrual na flexibilidade em praticantes de ginástica de academia Revista Brasileira de Medicina Esportiva 2006 Solange Mattos Melegario; Roberto Simão; Rodrigo Vale; Luiz Alberto Batista; Jefferson Novaes Universidade Castelo Branco Universidade Federal do Rio de Janeiro 
Comparação da força muscular de mulheres durante as fases do ciclo menstrual Caderno de Cultura e Ciência 2012 Keila dos Santos Domingos Celestino; Igor Freitas Santos; Ana Luisa Batista Santos; Adriano Carneiro Loureiro Universidade Estadual do Ceará  
Prevalência de distúrbios da menstruação relacionadas à prática de Rugby Revista UNIANDRADE 2012 Isabely Aparecida de Oliveira Santos; Fernanda Marques Brondani Centro Universitário Campos de Andrade 
Relação entre o nível de atividade física e a incidência da síndrome pré-menstrual Revista Brasileira de Ginecologia Obstetrícia 2013 André Luiz da Silva Teixeira; Érica Condé Marques e Oliveira; Marcelo Ricardo Cabral Dias Faculdade de Educação Física do Instituto Metodista Granbery; Universidade Federal de Juíz de Fora 
Análise da força muscular e escolhas dietéticas de mulheres fisicamente ativas durante o ciclo menstrualRevista Brasileira de Nutrição Esportiva 2017 Karen Anne Costa Pedregal; Ketsia Bezerra Medeiros; João Augusto Castro da SilvaCentro Universitário do Rio Grande do Norte – UNI-RN 

Na sequência, a primeira parte da análise apresenta a contextualização dessas pesquisas. Essa contextualização é importante, pois os artigos investigam a relação problematizada de diferentes maneiras, assim, é necessário destacar seus objetivos, as fases do ciclo menstrual analisadas por cada um e o contexto dos grupos estudados em cada trabalho. Já na segunda parte, são apresentados os principais resultados, buscando elucidar se há relação entre as fases do período menstrual e os seus efeitos na prática de exercícios físicos. 

1.1. Panorama geral sobre as condições de aplicações dos estudos 

Melegario, Simão, Roberto, Batista e Novaes (2006) realizaram um estudo no qual o objeto era de “[…] verificar se nas diferentes fases do CM [ciclo menstrual] há diferenciação no grau de flexibilidade em mulheres adultas jovens praticantes de ginástica de academia” (p. 125). Para seguir esse objetivo, os referidos autores analisaram as diferenças em oito movimentos articulares, incluindo flexão e abdução de ombro, flexão de cotovelo, flexão e extensão de quadril, abdução de quadril, flexão de joelho e flexão da coluna lombar. Os testes de flexibilidade foram realizados utilizando um goniômetro, onde a mobilidade articular passiva foi aferida sem aquecimento prévio. Os movimentos foram realizados nas três fases do ciclo menstrual (folicular, ovulatória e lútea), e as medições foram feitas pelo mesmo avaliador, que tinha conhecimento das fases do ciclo menstrual em que a voluntária da pesquisa se encontrava no momento de cada coleta de dados. 

Sobre o grupo analisado, a amostra foi composta por vinte mulheres na faixa etária de 18 a 35 anos, com média de 25,8 anos. Os aspectos físicos do grupo eram de que as participantes apresentavam um ciclo menstrual regular, com duração de 28 a 32 dias, e não faziam uso de anticoncepcional oral. A amostra foi composta por mulheres que praticavam atividade física regularmente, cuja duração era de, pelo menos, seis meses e frequência semanal de três a cinco vezes (Melegario; Simão; Roberto; Batista; Novaes, 2006). 

Celestino, Santos, Santos e Loureiro (2012) apresentaram um estudo no qual o objetivo foi de “[…] comparar a força muscular de mulheres nas fases do ciclo menstrual através de testes de 10RM e analisar os possíveis efeitos hormonais nas três fases do ciclo menstrual sobre a força máxima no grupo controle e treinado” (p. 44). O tipo de exercício físico relacionado com as etapas do período menstrual foi o treinamento de força, especificamente através de testes de 10RM em dois exercícios, a saber, cadeira extensora e cadeira flexora. 

Os testes foram realizados em todas as fases do ciclo menstrual, na qual a coleta de dados se baseou na seguinte distribuição das fases do ciclo: fase pré-menstrual (3 a 2 dias antes do fluxo menstrual); fase menstrual (entre o 1º e 2º dia do fluxo menstrual); fase pós-menstrual (2 a 3 dias após o término do fluxo menstrual). Cada teste era composto por um aquecimento específico para o agrupamento muscular, seguido pelas tentativas de 10RM com intervalos de descanso entre 2 e 5 minutos, sendo que a carga máxima considerada era aquela em que a participante era capaz de executar o movimento completo corretamente (Celestino; Santos; Santos; Loureiro, 2012). 

Como o objetivo do trabalho era de realizar uma comparação, os testes foram realizados em dois grupos com características distintas. O grupo de controle era composto por 4 mulheres sedentárias e o grupo treinado era composto por 4 mulheres que praticavam musculação há mais de 6 meses, com frequência mínima de três vezes por semana. Sendo que as 8 mulheres estavam em uma faixa etária de 18 a 30 anos (Celestino; Santos; Santos; Loureiro, 2012). 

No trabalho de Teixeira, Oliveira e Dias (2013), o objetivo foi de testar duas hipóteses, a saber, “[…] existe uma correlação negativa entre o NAF [nível de atividade física] e a magnitude da ocorrência da SPM [síndrome pré-menstrual], e mulheres com diagnóstico positivo para SPM possuem um menor NAF do que as mulheres saudáveis” (p. 211). Nessa pesquisa foi analisada somente uma fase do ciclo menstrual, a etapa pré-menstrual, uma vez que ela é caracterizada pela ocorrência de sintomas que podem interferir nas atividades diárias. Segundo os autores, essa fase tem seu início cerca de duas semanas antes da menstruação, com alívio rápido dos sintomas após o início do fluxo menstrual. 

Para mensurar o nível de atividade física foi utilizado um programa de treinamento aeróbico, que consistiu em 2 a 4 sessões de 10 a 15 minutos de corrida por semana, com incrementos no volume e na intensidade do treinamento ao longo do estudo. Além disso, as participantes foram avaliadas quanto à sua atividade física habitual por meio de um questionário. O grupo foi composto por mulheres saudáveis na faixa etária de 18 a 35 anos, com média de 24,4 anos (Teixeira; Oliveira; Dias, 2013). 

A pesquisa realizada por Pedregal, Medeiros e Silva (2017) teve por objetivo “[…] avaliar se o período menstrual interfere na força muscular e nas escolhas dietéticas de mulheres fisicamente ativas” (p. 509). As fases do ciclo menstrual analisadas foram a menstrual, na qual a coleta de dados ocorreu no segundo dia do fluxo, e na secretária, após 18 dias do início do fluxo. Cabe ressaltar que os autores dividiram o ciclo menstrual de acordo com a classificação endometrial, na qual o ciclo é composto pela etapa menstrual, proliferativa e secretora. Nesse sentido, essa divisão diverge da divisão adotada nos outros estudos, que compreende o ciclo na perspectiva ovariana (folicular, ovulatória e lútea). O tipo de exercício físico relacionado com as etapas do período menstrual foi a musculação, especificamente os testes de força muscular realizados através do teste de 1RM para membros superiores e inferiores. 

Para os membros superiores, o teste realizado foi o supino em banco horizontal e, para os membros inferiores, o teste realizado foi a máquina de leg press 45˚. Em ambos testes, foi aferida a carga máxima de peso que poderia ser levantada em uma repetição, nas quais as participantes realizaram 3 tentativas, com intervalos entre 3 a 5 minutos. Assim, a carga máxima foi estabelecida considerando a execução correta e completa do exercício. O grupo avaliado nessa pesquisa foi composto por 10 mulheres praticantes de musculação, com ciclo menstrual regular e sem uso de contraceptivos orais ou injetáveis, com média etária de 28 anos (Pedregal; Medeiros; Silva, 2017). 

Santos e Brondani (2018) propuseram, em sua pesquisa, o objetivo de “[…] identificar a prevalência de distúrbios da menstruação relacionados à prática de Rúgbi” (p. 92). Cabe ressaltar que essa pesquisa possui um objetivo que se distingue das demais pesquisas descritas anteriormente, que analisavam, cada uma à sua maneira, os possíveis efeitos do ciclo menstrual na prática de exercícios físicos. Santos e Brondani (2018) vão na direção oposta, os autores avaliam os possíveis efeitos da prática de exercícios físicos, no caso o rúgbi, na incidência de distúrbios durante as fases do ciclo menstrual. 

O tipo de exercício físico relacionado com as etapas do período menstrual foi a prática de Rúgbi, que é um esporte de alto contato físico e força. Para a verificação da possível relação entre a prática do esporte e o aparecimento de certos distúrbios, os pesquisadores aplicaram o Questionário Internacional de Atividades Físicas (IPAQ) – Forma Curta, que foi adaptado para incluir perguntas sobre o ciclo menstrual (Santos; Brondani, 2018). 

A pesquisa analisou principalmente os distúrbios como dismenorreia e hipomenorreia, os quais estão frequentemente associados ao período menstrual. O grupo analisado na pesquisa foi composto por 10 mulheres do time feminino de Rúgbi, com idade entre 18 e 25 anos. As características do grupo incluem a ausência de uso de métodos contraceptivos hormonais e a não presença de doenças uterinas diagnosticadas (Santos; Brandini, 2018). Na próxima seção, serão abordados os principais resultados de cada uma dessas pesquisas. 

1.2. Principais resultados da relação entre o ciclo menstrual e a realização de exercícios físicos 

A pesquisa de Melegario, Simão, Roberto, Batista e Novaes (2006) avaliou as três fases do ciclo menstrual, folicular, ovulatória e lútea, em relação às variações da flexibilidade em exercícios de força, evidenciados por rotinas de musculação. Segundo os autores, as fases folicular, na qual ocorre o início do aumento do estrogênio, ovulatória, na qual acontece o pico do estrogênio e, por fim, lútea, na qual é verificado o aumento da progesterona, não influenciaram o grau de flexibilidade das participantes. De acordo com os autores, “Os resultados deste estudo mostraram que as três fases do CM (folicular, ovulatória e lútea) provavelmente não influenciaram a flexibilidade, no grupo estudado, por não apresentarem diferenças significativas” (Melegario; Simão; Roberto; Batista; Novaes, 2006, p. 127). 

O estudo realizado por Celestino, Santos, Santos e Loureiro (2012) mostrou que apesar de ocorrerem pequenas variações nas médias no desempenho entre as fases do ciclo menstrual, essa diferença não se mostrou suficientemente significativa. Ainda que, de acordo com os autores, a bibliografia na área indique que as variações hormonais decorrentes de cada etapa do ciclo menstrual possam produzir efeitos no desempenho em exercícios de força, a pesquisa não conseguiu identificar essa tendência com um grau significativo. Mesmo assim, Celestino, Santos, Santos e Loureiro (2012) assinalam: “[…] mesmo constatando que não houve uma diferença importante entre as fases estudadas, percebe-se uma diferença na força máxima na fase pós-menstrual maior do que na fase menstrual e pré-menstrual” (p. 49). Dadas essas divergências, os autores concluem que: 

Na análise dos possíveis efeitos hormonais nas três fases do ciclo menstrual sobre a força máxima no grupo controle e treinado e de acordo com a literatura estudada, verificamos que esse aumento na fase pós-menstrual, parece ser caracterizado pela elevação nos níveis de estrogênio e noradrenalina, pois a cada ciclo menstrual ocorrem elevações e diminuições cíclicas de estrogênio e progesterona, tendo efeitos definidos na aptidão física e no desempenho atlético. (Celestino; Santos; Santos; Loureiro, 2012, p. 49). 

A pesquisa realizada por Teixeira, Oliveira e Dias (2013) abordou a relação entre a prática de exercícios físicos e a incidência de síndrome pré-menstrual (SPM). Cabe destacar que os autores tomaram como sintomas associados a SPM elementos como a ansiedade, a tensão nervosa, a irritabilidade, o choro e a insônia. Como resultado principal, o estudo identificou uma relação inversa entre o nível de atividade física (NAF) e a síndrome pré menstrual, isto é, quanto maior o NAF menor a intensidade dos sintomas da SPM. Na mesma esteira, as mulheres que apresentavam a SPM também apresentaram um menor desempenho nos exercícios físicos, mensurados pelo NAF. 

Os autores enfatizam nas suas discussões que seus “[…] resultados são de grande relevância clínica, pois demonstram que a prática de exercícios físicos pode ser benéfica na prevenção e/ou tratamento da SPM […]” (Teixeira, Oliveira e Dias, 2013, p. 213). Nesse sentido, Teixeira, Oliveira e Dias (2013) apresentam um resultado relevante ao associarem a importância da realização de exercícios físicos no aumento da qualidade de vida de mulheres acometidas pelos sintomas da síndrome pré-menstrual. 

Na investigação realizada por Pedregal, Medeiros e Silva (2017) foram identificadas alterações nos hábitos alimentares e no desempenho da força do treinamento das mulheres de acordo com as fases menstrual e secretora, analisadas pelos pesquisadores. Na fase menstrual, os resultados dos autores remetem ao aumento do consumo de alimentos com altos níveis de açúcar, bem como inclui um decréscimo no desempenho físico na mobilização das cargas dos exercícios. Na fase secretora, os autores encontraram um aumento significativo na força nos membros superiores e inferiores em relação à fase menstrual. Segundo eles: 

Apesar de não ter sido observada uma diminuição significativa de força nas outras fases do ciclo, o aumento na força máxima após a menstruação foi notório, aparentemente devido à elevação nos níveis de estrogênio e principalmente de noradrenalina, afetando positivamente a aptidão física e o desempenho atlético da amostra. (Pedregal; Medeiros; Silva, 2017, p. 513). 

Em síntese, os resultados apresentados por Pedregal, Medeiros e Silva (2017) reforçam a ideia de que as variações hormonais durante o ciclo menstrual produzem efeitos significativos na força muscular e nas escolhas dietéticas de mulheres fisicamente ativas. 

O trabalho de Santos e Brondani (2018), como dito anteriormente, buscou verificar se a prática do rúgbi produz efeitos nos distúrbios associados ao ciclo menstrual. Os distúrbios elencados foram a dismenorréia, caracterizada por dor pélvica ligada a menstruação, e a hipomenorreia, caracterizada pela redução do fluxo menstrual, considerando que ambos distúrbios produzem efeitos na capacidade das atletas de manterem seus desempenhos durante os treinamentos e as competições. 

A análise dos dados mostrou uma alta prevalência de distúrbios durante o ciclo menstrual entre as participantes. No caso da dismenorréia, 70% das participantes apresentaram os sintomas, já no caso da hipomenorreia, 10% das participantes apresentaram os sintomas. A combinação desses percentuais sugere que a prática de rúgbi, ou até mesmo outros esportes que sejam caracterizados como exercícios físicos extenuantes, pode estar relacionada com a incidência de distúrbios durante o ciclo menstrual, afetando o desempenho de atletas (Santos; Brondani, 2018). Segundo as autoras, isso pode ocorrer devido ao aumento da produção de beta-endorfinas durante o exercício físico, cujo efeito pode ser de inibição da produção de hormônios que agem na regulação do ciclo menstrual. Ao final, as autoras alertam: “como vários estudos acima citados corroboram com a presente pesquisa, acredita-se que atividades extenuantes podem levar a distúrbios menstruais. Porém, são necessárias futuras pesquisas que abordem mais o tema apresentado” (Santos; Brondani, 2018, p. 94-95). 

Por fim, os autores demonstram que buscar estabelecer uma correlação entre as variações hormonais inerentes ao ciclo menstrual com o desempenho em exercícios físicos é uma tarefa complexa, uma vez que a mensuração das fases do ciclo menstrual é medida indiretamente. No entanto, as pesquisas sugerem que há relações entre as etapas do período menstrual com o desempenho nos exercícios físicos. Além disso, as pesquisas também sugerem que os exercícios físicos realizados em moderação, ou seja, que não seja extremo e extenuante, aumentam a qualidade de vida das mulheres. 

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Essa investigação teve como objetivo descrever as relações entre as fases que compõem o ciclo menstrual, folicular, ovulatória e lútea, e o desempenho em exercícios físicos. Para tanto, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, cujo principal resultado mostrou que na maioria dos casos foi possível relacionar as fases do ciclo menstrual com o desempenho feminino. No entanto, de forma geral, essas relações foram pouco significativas e podem ser influenciadas pela variação do hábito alimentar durante o ciclo menstrual. 

O segundo ponto relevante foi a identificação da relação mútua entre o treinamento físico e a regulação do ciclo menstrual e de suas implicações. Essa mutualidade significa que, não somente a variação hormonal durante o ciclo menstrual pode gerar efeitos no desempenho feminino, mas que também a prática de exercícios físicos pode atenuar ou intensificar certos distúrbios menstruais. A identificação dos efeitos mútuos entre a prática esportiva e o ciclo menstrual reforça a necessidade de se levar tais efeitos em consideração durante a prescrição de exercícios físicos. 

Apesar dos pontos positivos descritos, esta pesquisa apresenta limitações. A principal delas reside na ampla modalidade de treinamentos físicos considerados e nas múltiplas métricas para o ciclo menstrual utilizadas nos artigos. Essa heterogeneidade dificultou a padronização dos resultados, impedindo a comparação direta entre os efeitos da variação hormonal do ciclo menstrual sobre uma prática específica de exercícios físicos e vice-versa. Contudo, tais limitações podem orientar investigações futuras, que podem produzir e difundir métricas que possibilitem a comparação direta entre seus resultados, bem como realizar mais testes empíricos para o aprofundamento do conhecimento e de sua generalização. 

Como considerações finais, embora as pesquisas não tenham evidenciado diferenças significativas nos efeitos das variações hormonais durante as fases do ciclo menstrual no desempenho de exercícios físicos, elas sugerem que tais efeitos existem e precisam ser mais investigados, devido ao seu efeito potencial tanto na melhoria do desempenho em exercícios físicos quanto na regulação de distúrbios menstruais, centrais na promoção da saúde da mulher. Portanto, a complexidade que esse fenômeno possui demanda mais aprofundamento científico, a fim de fundamentar as prescrições mais eficientes do profissional de Educação Física. 

REFERÊNCIAS 

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 1Discente do Curso Superior de Educação Física da Faculdade Cristo Rei Campus Cornélio Procópio-PR, e-mail: manurodriguesoliveira2811@gmail.com

2Docente do Curso Superior de Educação Física da Faculdade Cristo Rei Campus Cornélio Procópio-PR. Mestre em Educação Física UEL/UEM. e-mail: guerreiro@faccrei.du.br