IMPACTOS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: HABILIDADE SOCIAL, SAÚDE MENTAL, ÉTICA E AUTONOMIA – ESTUDOS EM UMA UNIVERSIDADE

IMPACTS OF ARTIFICIAL INTELLIGENCE ON SOCIETY: SOCIAL SKILLS, MENTAL HEALTH, ETHICS, AND AUTONOMY

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202511162014


Vinícius Credi In Dio Silva¹
Andre Luiz da Silva²
Fabiana Florian³


Resumo: 

O presente trabalho tem como objetivo analisar os impactos negativos da Inteligência Artificial (IA) na sociedade, com ênfase em aspectos relacionados à autonomia, saúde mental, ética e privacidade. A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma abordagem metodológica mista, envolvendo revisão bibliográfica e aplicação de questionário estruturado com escala Likert a 30 estudantes universitários da Universidade de Araraquara (UNIARA), com idades entre 19 e 24 anos. A análise dos dados, realizada com o auxílio do Microsoft Excel e do Power BI, permitiu identificar padrões de comportamento e percepção sobre o uso de IA. Os resultados demonstraram que a dependência tecnológica é o impacto mais evidente, superando as preocupações com privacidade e saúde mental. Observou-se também uma discrepância entre a percepção dos jovens sobre sua própria dependência e os índices reais de uso frequente de IA. A pesquisa confirma que o uso excessivo dessas tecnologias pode afetar a autonomia cognitiva e as habilidades sociais, além de levantar questões éticas quanto ao uso de dados pessoais. Conclui-se que, embora a IA traga benefícios expressivos, é essencial promover uma utilização consciente e equilibrada, aliada a políticas públicas e educação digital crítica.

Palavras-chave: Autonomia. Dependência tecnológica. Ética. Inteligência artificial. Privacidade. Saúde mental.

Abstract: 

This study aims to analyze the negative impacts of Artificial Intelligence (AI) on society, focusing on aspects related to autonomy, mental health, ethics, and privacy. The research followed a mixed methodological approach, combining a literature review and a structured questionnaire with a Likert scale applied to 30 university students from the University of Araraquara (UNIARA), aged between 19 and 24 years. Data analysis, conducted using Microsoft Excel and Power BI, identified behavioral patterns and perceptions related to AI use. The results revealed that technological dependence is the most evident impact, surpassing concerns about privacy and mental health. A notable gap was observed between young people’s self-perception of dependence and their actual frequency of AI use. The findings indicate that excessive reliance on AI can affect cognitive autonomy and social skills while raising ethical concerns regarding the use of personal data. It is concluded that, although AI offers significant benefits, it is essential to encourage conscious and balanced use, supported by public policies and critical digital education.

Key-words:   Artificial intelligence. Autonomy. Digital dependence. Ethics. Mental health. Privacy.

1 INTRODUÇÃO 

A inteligência artificial (IA) tem avançado rapidamente e se integrado a diversos setores da sociedade, impactando desde atividades cotidianas até grandes processos de tomada de decisão. Suas aplicações variam desde assistentes virtuais e diagnósticos médicos até sistemas preditivos utilizados em segurança e análise de mercado. Embora a IA traga inúmeros benefícios, como automação de tarefas e aumento da eficiência, ela também acarreta impactos negativos que muitas vezes são subestimados.

Entre os principais desafios da IA, destacam-se a falta de transparência nos algoritmos, a perda de autonomia humana, o aumento do desemprego e a manipulação de dados pessoais. Seu uso incorreto levanta questões éticas que envolvem privacidade e segurança, tornando-se essencial analisar não apenas os avanços proporcionados pela IA, mas também os riscos que ela pode gerar e suas possíveis consequências para a sociedade.

O progresso da Inteligência Artificial tem contribuído de forma expressiva para diversas áreas, mas também evidencia riscos e dilemas éticos que não podem ser negligenciados. Forbes (2025) e Veja (2024). A dependência excessiva da IA pode comprometer habilidades sociais e cognitivas, além de impactar a autonomia dos indivíduos. A manipulação de dados pessoais por meio de sistemas de IA levanta sérias preocupações sobre privacidade e ética, como discutido por Olhar Digital (2024). 

Este trabalho tem como objetivo analisar os aspectos negativos e não intencionais da inteligência artificial, sobre a autonomia humana, a privacidade e a saúde mental. Para isso, serão analisados estudos e artigos acadêmicos que descrevem, e evidenciam consequências adversas do uso da IA. Esses materiais servem de base para compreender como tais efeitos têm se manifestado na sociedade atual, inclusive de maneiras que ainda passam despercebidas ou são subestimadas por grande parte da população.

Compreender os impactos negativos da IA e propor soluções para mitigá-los é fundamental para garantir que o uso dessa tecnologia seja benéfico e equilibrado. 

Estudos do ResearchGate (2024, 2022), destacam a importância de regulamentações eficazes e do desenvolvimento de tecnologias mais transparentes e seguras. 

O desenvolvimento de inteligência artificial tem gerado não apenas inovações, mas também desafios complexos que vão além das falhas tecnológicas e envolvem questões éticas e sociais. Os problemas diretos e indiretos da IA não são apenas falhas técnicas, mas refletem escolhas humanas na forma como a IA é projetada e utilizada. Além disso, a automação impulsionada pela IA pode contribuir para o desemprego e a perda de autonomia em várias áreas de atuação profissional, assim aumentando as desigualdades sociais.

As pesquisas indicam que os impactos negativos da IA não resultam apenas de seu uso, mas também de limitações estruturais da própria tecnologia.

Uma hipótese de abordagem mais ética e controlada com regulamentos eficazes e políticas públicas que protejam empregos e garantam a privacidade dos usuários, a IA pode ser aplicada de forma segura e socialmente responsável.

Foi realizada uma pesquisa bibliográfica sobre os impactos da inteligência artificial na sociedade. Foi aplicado um questionário a universitários com idades entre 19 e 24 anos, de ambos os gêneros em uma instituição de ensino superior no interior do estado de São Paulo. Pretende-se entrevistar em média 30 participantes, utilizando um questionário estruturado com escala de Likert de 1 a 5, abordando aspectos como frequência de uso de IA, dependência, percepção de riscos, impactos na saúde mental, autonomia e privacidade. A coleta foi realizada presencialmente dentro da faculdade, em ambientes autorizados, durante o período noturno de aulas. A aplicação ocorreu em sala de aula, com autorização dos professores, e cada participante levou em média dez minutos para responder ao questionário. Os dados obtidos foram organizados e tabulados com o auxílio do Microsoft Excel, possibilitando a análise de padrões, médias e tendências, contribuindo para a discussão dos efeitos adversos da inteligência artificial sob o ponto de vista dos próprios usuários.

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Esta revisão bibliográfica de estudos que abordam os impactos negativos da Inteligência Artificial (IA) na sociedade, com ênfase em seus efeitos sobre habilidades sociais, saúde mental, ética, privacidade e autonomia. A análise dos trabalhos contribui para uma compreensão crítica dos desafios relacionados ao uso crescente da IA no cotidiano.

2.1 Impactos da Inteligência Artificial na Habilidade Social

A interação humana tem sido amplamente influenciada pela presença da IA, que medeia a comunicação por meio de assistentes virtuais, redes sociais e algoritmos de recomendação. Segundo Turkle (2016), a substituição de interações presenciais por diálogos mediados por IA pode resultar na perda de habilidades sociais essenciais, como empatia e capacidade de argumentação.

Pesquisas recentes indicam que o uso excessivo de plataformas digitais baseadas em IA afeta negativamente a capacidade de leitura emocional e a interpretação de sinais não verbais Veja (2023). Além disso, a padronização de discursos promovida pelos algoritmos tende a reduzir a diversidade de opiniões, o que pode comprometer o desenvolvimento social e a pluralidade de perspectivas entre os indivíduos.

2.2 Inteligência Artificial e os Impactos na Saúde Mental

A dependência da IA em atividades cotidianas levanta preocupações relevantes para a saúde mental. O relatório da Organização Mundial da Saúde (PAHO, 2022) destaca que o uso excessivo dessas tecnologias pode desencadear ansiedade, distúrbios do sono e redução da capacidade cognitiva. Esse efeito está relacionado ao fluxo contínuo de informações processadas pela IA, que pode reforçar padrões de comportamento compulsivo e contribuir para a dependência digital.

Estudos também demonstram que o uso contínuo de assistentes de IA na tomada de decisões reduz a autonomia cognitiva dos indivíduos, tornando-os menos propensos a exercitar habilidades de resolução de problemas (FORBES, 2023). Assim, embora tragam comodidade, as inteligências artificiais podem comprometer a capacidade de julgamento e reflexão crítica.

2.3 Ética e Privacidade no Uso da Inteligência Artificial

A transparência dos algoritmos é um dos principais desafios enfrentados atualmente. Conforme aponta Bryson (2021), a opacidade nos processos decisórios da IA dificulta a compreensão de seus impactos na sociedade e favorece a manipulação de dados pessoais sem consentimento explícito.

Além disso, o uso de IA para influenciar opiniões políticas e comportamentais tem sido objeto de pesquisas recentes, que mostram como a microsegmentação de conteúdo pode reforçar vieses cognitivos e reduzir a exposição a perspectivas diversas (OLHAR DIGITAL, 2023). A proliferação de deepfakes também representa uma ameaça significativa à confiabilidade da informação, tornando essencial a criação de mecanismos de regulação capazes de evitar abusos e manipulações.

2.4 Autonomia e Dependência da Inteligência Artificial

A crescente integração da IA no cotidiano levanta questões importantes sobre a autonomia dos indivíduos. Segundo Smith e Shum (2018), a autossuficiência humana pode ser comprometida pela confiança excessiva em sistemas automatizados, afetando diretamente a capacidade de tomada de decisão independente.

Outro aspecto relevante é a dependência tecnológica no mercado de trabalho. Algoritmos de automação têm substituído funções antes desempenhadas por humanos, o que pode gerar desqualificação profissional e impactos significativos na empregabilidade e na economia global (RESEARCHGATE, 2023).

3 DESENVOLVIMENTO

Este trabalho tem como objetivo analisar os impactos negativos da Inteligência Artificial (IA) na sociedade, com ênfase em aspectos relacionados à autonomia, saúde mental, ética e privacidade dos indivíduos. Para isso, foram utilizados dados coletados com estudantes universitários, além de fundamentação teórica baseada em estudos e referências acadêmicas sobre o tema. A metodologia empregada envolveu pesquisa bibliográfica e aplicação de questionários estruturados, a fim de compreender as percepções e comportamentos dos jovens em relação ao uso de sistemas de IA.

Fundamentação teórica

A Inteligência Artificial tem se expandido em ritmo acelerado, transformando a forma como as pessoas interagem entre si e com a tecnologia. Conforme aponta Turkle, a mediação constante de interações sociais por assistentes virtuais e plataformas digitais pode comprometer a empatia e a capacidade de argumentação dos usuários. Além disso, a crescente dependência de sistemas baseados em IA afeta a autonomia cognitiva e emocional, como evidenciam estudos publicados pela Organização Pan-Americana da Saúde (PAHO) e pela revista Forbes, que destacam impactos negativos na saúde mental, como ansiedade, distúrbios do sono e redução da capacidade de julgamento crítico.

Os desafios éticos relacionados ao uso da IA também são relevantes. Entre eles, destacam-se a falta de transparência algorítmica e a manipulação de dados pessoais sem consentimento explícito. Bryson ressalta que a opacidade dos processos de decisão automatizados dificulta a responsabilização de seus desenvolvedores e usuários. Outro ponto crítico é a disseminação de desinformação, especialmente por meio de tecnologias como os deepfakes, que representam um risco crescente para a integridade da informação e para a autonomia dos indivíduos.

Metodologia

A pesquisa foi conduzida por meio de uma abordagem metodológica mista, combinando revisão bibliográfica e pesquisa de campo com enfoque quantitativo. A revisão bibliográfica baseou-se em artigos científicos, relatórios e publicações reconhecidas nacional e internacionalmente. Já a pesquisa de campo foi realizada com 30 estudantes universitários, com idades entre 19 e 24 anos, matriculados na Universidade de Araraquara – UNIARA.

O instrumento de coleta utilizado foi um questionário estruturado, aplicado presencialmente, composto por perguntas em escala Likert (1 a 5). As questões abordaram a frequência de uso da IA, o grau de dependência percebida, os impactos na saúde mental e na autonomia, bem como o nível de preocupação com a privacidade e o uso de dados pessoais. Os dados foram tabulados e analisados com o auxílio dos softwares Microsoft Excel e Power BI, permitindo a construção de gráficos e indicadores que fundamentaram a discussão dos resultados obtidos.

4 RESULTADOS

A análise dos dados coletados junto a 30 estudantes universitários da universidade de Araraquara permitiu identificar padrões relevantes sobre o uso da inteligência artificial (IA) e suas consequências percebidas.

Os resultados apontam que 76% dos participantes apresentam alto nivel de dependência de IA, segundo o índice composto a partir da frequência de uso, uso diário, percepção de dependência geral e influência nas decisões. Entretanto, apenas 40% afirmaram sentir-se altamente dependente, revelando uma desconexão entre a percepção individual e o comportamento real.

Quanto aos impactos sociais e psicológicos, observou-se uma correlação positiva entre os que acreditam a IA afeta negativamente as relações sociais e aqueles que relatam impactos na saude mental, como ansiedade e perda de autonomia cognitiva. Em média os estudantes atribuíram valores intermediários a esses efeitos (2,8 para impacto social e 2,7 para saúde mental), indicando preocupação moderada, mas com sinais de alerta para uso excessivo. 

No eixo ética e privacidade, 58,2% dos respondentes manifestaram insegurança em relação ao uso de seus dados, enquanto 40,3% demonstraram preocupação mediana com a privacidade. Essa diferença sugere que, embora os jovens reconheçam riscos potenciais, ainda não os percebem como prioridade em comparação à questão da dependência tecnológica.

Outro achado importante foi a concentração de alto nível de dependência na faixa de 20 a 22 anos, refletindo a maior exposição dessa geração ao contato tecnológico digitais. Além disso verificou-se que os estudantes consideram a sociedade como todo mais dependente de IA do que eles próprios.

5 CONCLUSÃO

Este trabalho buscou analisar os impactos negativos da Inteligência Artificial na sociedade, com foco em habilidades sociais, saúde mental, ética, privacidade e autonomia. A questão central da pesquisa “Quais os efeitos adversos da Inteligência Artificial no cotidiano e como eles são percebidos pelos jovens?” – foi respondida por meio da combinação de revisão bibliográfica e pesquisa quantitativa aplicada em estudantes universitários.

Os resultados evidenciam que a dependência tecnológica  é o impacto mais relevante, manifestando-se de maneiras mais acentuada do que os problemas relacionados à privacidade ou  saúde mental. A discrepância entre a autoavaliação dos jovens e o índice real de dependência demonstra que, muitas vezes, os indivíduos não têm plena consciência do grau em que se apoiam na IA para decisões cotidianas.

Do ponto de vista teórico, os achados corroboram autores como Turkle (2016), que alertam para a perda de habilidades sociais, e Bryson (2021), que discute os riscos da opacidade algorítmica. A literatura reforça que os impactos da IA vão além de questões técnicas, envolvendo dimensões éticas e sociais que exigem atenção.

Como contribuição prática, este estudo destaca a necessidade de educação digital crítica, regulamentação do uso de IA em contextos sensíveis e maior conscientização sobre a relação entre dependência tecnológica e perda de autonomia. Entre as limitações, aponta-se o tamanho reduzido da amostra e a concentração em apenas uma instituição, o que restringe a generalização dos resultados.

Para pesquisas futuras, recomenda-se ampliar a amostra para diferentes faixas etárias e contextos sociais, além de explorar metodologias qualitativas, como entrevistas em profundidade, que possam revelar percepções mais detalhadas sobre os impactos da IA.

Em síntese, conclui-se que, embora a Inteligência Artificial traga inúmeros benefícios, seus efeitos adversos sobre autonomia, privacidade e habilidades sociais exigem reflexão e estratégias de mitigação, de modo a equilibrar inovação tecnológica com bem-estar humano.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRYSON, Joanna. The Ethics of Artificial Intelligence. Journal of Artificial Intelligence Ethics, 2021.

FORBES. Artificial Intelligence and Cognitive Dependency. 2023.
https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/01/estudo-aponta-que-a-ia-esta-reduzindo-a-capacidade-cognitiva-das-pessoas/. Acesso em: 20 mar. 2025.

OLHAR DIGITAL. Deepfakes e Manipulação de Dados: Riscos e Regulação Necessária. 2023. Disponível em: https://olhardigital.com.br/2024/08/28/seguranca/5-ameacas-ocultas-da-inteligencia-artificial-que-podem-mudar-o-mundo/. Acesso em: 20 mar. 2025.

PAHO. World Health Organization Report on AI and Mental Health. 2022. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/28-6-2021-oms-publica-primeiro-relatorio-global-sobre-inteligencia-artificial-na-saude-e. Acesso em: 21 mar. 2025.

RESEARCHGATE. Impact of AI on Employment and Society: A Systematic Review. 2023.

SMITH, Brad; SHUM, Harry. The Future Computed: Artificial Intelligence and its Role in Society. Microsoft Press, 2018. Disponível em: https://blogs.microsoft.com/wp-content/uploads/2018/02/The-Future-Computed_2.8.18.pdf. Acesso em: 20 mar. 2025.

TURKLE, Sherry. Reclaiming Conversation: The Power of Talk in a Digital Age. Penguin, 2016. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/379137754_Beneficio_ou_maleficio_Analise_do_impacto_da_inteligencia_artificial_para_os_academicos_de_Ciencias_Contabeis. Acesso em: 21 mar. 2025.

VEJA. O Impacto das Redes Sociais e da IA na Habilidade Social. Revista Veja, 2023. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/maquiavel/dois-em-tres-brasileiros-usam-servicos-de-ia-diz-pesquisa-inedita. Acesso em: 20 mar. 2025.


¹Graduando do Curso de Sistema de Informação da Universidade de Araraquara – UNIARA, Araraquara-SP. E-mail: vcidsilva@uniara.edu.br;
²Orientador. Docente do Curso de Sistema de Informação da Universidade de Araraquara – UNIARA, Araraquara-SP. E-mail: alsilva@uniara.edu.br;
³Coorientadora. Docente do Curso de Sistema de Informação da Universidade de Araraquara – UNIARA, Araraquara-SP. E-mail: fflorian@uniara.edu.br.