IMPACT OF PSYCHOMOTRICITY ON THE MOTOR DEVELOPMENT OF CHILDREN WITH DOWN SYNDROME AND AUTISM SPECTRUM DISORDER: CASE STUDY
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202512072243
Elen dos Santos Araújo¹; Abimael de Carvalho²; Michelle Vicente Torres³; Luana de Moura Monteiro⁴; Christiane Lopes Xavier⁵; Luan Henrique Sousa Bastos de Figueiredo⁶; Lorena Paiva Sousa⁷; Yan Matheus da Costa Oliveira⁸; Bruna Rocha de Sousa Moura⁹; Ana Flávia Machado de Carvalho¹⁰.
Introdução: A Síndrome de Down (SD) é caracterizada pela presença de três cromossomos 21, que refletem em alterações musculares, coordenação motora, equilíbrio e mobilidade articular, dentre outras. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta alterações nos aspectos sociais, emocionais e motores. Nos últimos anos a presença das duas condições associadas tem se tornado recorrente, potencializando as alterações do desenvolvimento motor e social destas crianças. Objetivos: Avaliar o impacto da psicomotricidade sobre a habilidades motoras de uma criança com SD e com TEA. Metodologia: Trata-se de um estudo de caso, quantitativo e qualitativo, descritivo e exploratório, desenvolvido em uma instituição filantrópica em Teresina-PI. O voluntário tinha 3 anos, com diagnóstico de SD e TEA, sendo aplicada a Escala de Desenvolvimento Motor Rosa Neto (1996), antes e após o desenvolvimento das atividades psicomotoras para o desenvolvimento das habilidades, e um questionário sociodemográfico. As sessões foram realizadas três vezes por semana, durante um mês, com duração de 60 minutos. Resultados: Na análise da Escala Rosa Neto (1996), a idade motora na avaliação inicial foi equivalente a 2 anos em todos os domínios resultando em um Quociente Motor Geral (QMG) de 67, classificado como muito inferior, após traçado e aplicado plano terapêutico observou-se que houve o aumento no QMG para 72,2 destacando o ganho da motricidade fina, além disso o contexto socioeconômico e educacional da família impacta diretamente nas possibilidades de cuidado. Considerações finais: A psicomotricidade impactou positivamente no desenvolvimento dos domínios motores e comportamentais da criança do estudo, assim como a socialização.
Palavras-chave: Desenvolvimento psicomotor. Transtorno de Espectro Autista. Síndrome de Down. Psicomotricidade
1 INTRODUÇÃO
A Síndrome de Down (SD), é caracterizada pela presença de três cópias do cromossomo 21, em que se apresenta através de alterações perceptíveis no desenvolvimento motor, assim desenvolvendo características como hipotonia muscular, coordenação motora fina afetada, dificuldades em manter equilíbrio, mobilidade articulares aumentadas e diferenças nos padrões de marcha, olhos amendoados, encurtamento de cervical, baixa implantação das orelhas, braquidactilia e língua protuberante, além de associar a maior necessidade de atenção e estímulos. É observado dificuldade no desenvolvimento, e estes pacientes também apresentam déficit social (Silva, Rego e Sousa, 2023).
Semelhante aos prejuízos característicos da SD, o Transtorno do Espectro Autista (TEA), é um transtorno do neurodesenvolvimento em que afeta múltiplas áreas da vida, no desenvolvimento da criança, na família e sociedade, ao olhar clínico apresenta diversos prejuízos associados. Indivíduos com TEA apresentam dificuldades motoras, incluindo dificuldade em manter a coordenação em atividades motoras finas, padrão de marcha alterado ou até mesmo ineficiente, e diminuição da capacidade do equilíbrio (Nascimento; Bitencourt e Fleig, 2021).
Nos últimos anos houve um aumento crescente do interesse pelo aspecto motor no TEA, pesquisadores propõem que as deficiências no controle de movimentos podem estar ligadas diretamente a este perfil de paciente, e podem até mesmo estar por trás de algumas das principais das suas características (Carvalho et al., 2021).
A atipicidade sensória motora se caracteriza a partir das particularidades no processamento das informações obtidas pelo indivíduo, assim o portador de TEA a depender do nível, muitas vezes tem dificuldade em estabelecer uma interação fluida no meio social. Em um indivíduo típicos na interação social, os estímulos multimodais são bem absorvidos e consequentemente o cérebro consegue fazer associação livre, entretanto, para o TEA essa percepção é mais difícil, necessitando de mais estímulos, assim como de atenção e concentração, o que pode ser um total impasse dependendo do nível de TEA (Le Menn-tripi et al., 2019).
Dessa forma, a associação SD e TEA apresenta-se por meio de atrasos na fala, dificuldade de interação social e comportamentos repetitivos, essas dificuldades costumam ser marcantes e persistentes podendo levar ao não estabelecimento do contato visual, ou, demonstração e interesse em interações sociais tendo um menor uso de gestos comunicativos de limitação apresentando também estereotipias motoras como, balançar de mão, jogar objetos no chão. Os aspectos sociais, emocionais e motores apresentam-se afetados, existindo a necessidade de uma reeducação dos movimentos para promover um melhor desenvolvimento global (Gordani; Ezhdehakosh, 2023).
Algumas abordagens podem ser aplicadas visando a adequação do desenvolvimento, dentre elas a psicomotricidade, está vem se destacando pelos efeitos no processo de habilitação e reabilitação de crianças com SD e do TEA (Carvalho et al., 2021). Sabe-se que o desenvolvimento motor humano é um processo natural, mas que pode ser influenciado por diferentes fatores, moldando-se a partir do nível de exigência que uma tarefa que há ser executada necessita, isso evidencia que os estímulos psicomotores se tornam uma opção de intervenção (Freitas, Sofiatti e Vieira, 2021).
Nessa perspectiva, o desenvolvimento psicomotor das crianças independente de ser típicas ou atípicas, é responsável pelo funcionamento integral, uma vez que o desenvolvimento é oriundo da ação da mente, que desenvolverá respectivamente o cognitivo, pois não há um dualismo quando se trata de desenvolvimento psicomotor e desenvolvimento cognitivo, pelo contrário, essas duas vertentes estão intimamente ligadas (Silva, 2023).
A psicomotricidade pode ser inserida no contexto de vida do paciente através de atividades físicas, lúdicas e brincadeiras que envolvem a motricidade, onde a criança desenvolve um conhecimento através de seu corpo, fazendo com que possua um grande domínio e que favoreça seu desenvolvimento motor (Félix e Melo, 2019). Mediante o contexto, surgiu a pergunta norteadora do estudo: quais os impactos da psicomotricidade no desenvolvimento motor de uma criança com SD e TEA?
O crescente número de casos de pacientes com SD e TEA simultaneamente, e a necessidade de abordagens que minimizem as alterações, emerge como uma justificativa a abordagem psicomotora como alternativa para intervenção, visando o desenvolvimento integral da criança, proporcionando-lhe não apenas melhoria funcional, mas também maior inserção e participação social, além de subsidiar dados que possam ajudar a profissionais da área, comunidade científica e geral, no direcionamento de uma intervenção efetiva.
Logo, o objetivo do estudo foi analisar o impacto da psicomotricidade sobre as habilidades motoras das crianças com SD concomitante com o TEA, e a contribuição na construção social do indivíduo através da execução das atividades.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 Síndrome de Down.
O sistema nervoso de uma criança com síndrome de Down não é completamente desenvolvido, o que interfere em sua interação ao longo do processo de crescimento. Apesar disso, a criança pode apresentar constante evolução, possibilitando adaptação ao meio em que vive. Entretanto, há uma demora na aquisição das operações motoras básicas, o que se reflete em dificuldades para atividades como sentar, engatinhar e deambular. Além disso, a presença de hipotonia generalizada compromete de forma significativa o funcionamento do sistema vital do paciente (Santos; Rodrigues; Ramos, 2021).
Nesse sentido, características como a fala podem se desenvolver mais lentamente, mas a comunicação não verbal é uma grande aliada, pois permite que eles se expressem e criem laços antes mesmo de começarem a falar. Além disso, a estimulação da comunicação desde cedo ajuda no desenvolvimento da linguagem e facilita a troca de experiências e afetos (Gordani; Ezhdehakosh, 2023).
A imaturidade do sistema nervoso da criança com Síndrome de Down, reflete em atraso na aquisição das etapas motoras devido à combinação da hipotonia, frouxidão ligamentar e menor força muscular (Foley et al., 2019). Esses fatores tornam mais desafiador o controle postural, a coordenação e o equilíbrio, repercutindo na demora para alcançar marcos como engatinhar, andar e realizar atividades motoras finas, uma vez que o desenvolvimento motor é um processo dinâmico que o início e o fim estão interligados. Jaine et al. (2022) em seu estudo, demonstram que crianças com SD apresentam atraso na aquisição dos marcos motores amplos como: alcançar, sentar e andar, quando comparado com crianças com desenvolvimento típico que adquirem essas habilidades durante o primeiro ano de vida, no entanto, quando a criança é estimulada de maneira precoce e contínua, consegue alcançar progressos significativos em seu desenvolvimento, ainda que em ritmo diferenciado em relação a crianças típicas.
2.2 Transtorno do Espectro Autista.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (2019), o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por alterações na comunicação, interação social e comportamento. Isso pode incluir dificuldades na comunicação verbal e não verbal, interação social limitada e comportamentos repetitivos. O TEA pode variar muito de pessoa para pessoa, com alguns indivíduos apresentando déficits intelectuais significativos, enquanto outros têm habilidades cognitivas acima da média. A presença de padrões repetitivos e restritos de comportamento, interesse e atividades podem variar. O espectro autista, pode se desenvolver a partir da infância e persistir até a adolescência e fase adulta, onde com as condições se apresentam com maior frequência durante os primeiros 5 anos de vida.
O TEA não possui uma causa única, sendo resultado de uma interação complexa entre fatores genéticos e ambientais. Estudos recentes indicam que alterações em diferentes genes podem estar relacionadas ao transtorno, assim como complicações durante a gestação ou no período perinatal. Ainda assim, não há evidências científicas de que exista um fator isolado responsável pelo seu surgimento. Essa multiplicidade de causas reforça a importância de compreender o TEA como um espectro amplo, que exige avaliação individualizada e acompanhamento contínuo ao longo da vida (Le Menn-tripi et al., 2019).
2.3 Associação da Síndrome de Down e Transtorno do Espectro Autista.
A associação do diagnóstico de TEA e SD vem ocorrendo com maior incidência. Segundo Richards et al. (2015), as estimativas de prevalência vêm sendo comentadas entre os últimos estudos com valores de 5 a 39% dependendo do modelo de avaliação e dos critérios diagnósticos utilizados. Isso mostra que associação do TEA tem se tornado mais frequente em crianças com SD do que na população em geral, onde a prevalência estimada do TEA é de 1,85% (Maenner et al., 2020).
Segundo Dimachkie Nunnally et al, (2021), demonstram que existem diferenças significativas nos desafios de comunicação e interesse comportamental dos pacientes com SD e TEA quando associados, como também, os achados sugerem que o TEA se apresenta de forma mais grave em indivíduos com SD, apresentando disfunções no funcionamento, habilidades cognitivas inferiores, comparados com pacientes com SD isolada. Oxelgren et al. (2019), abordam que a proporção de crianças com SD que apresentam características do TEA é considerável. Entretanto, não se pode concluir que toda criança com SD apresentará traços de TEA.
Além disso, diagnosticar o TEA em crianças com SD é um desafio devido à similaridade dos sintomas, pois ambas estão relacionadas a prejuízos na interação comunicativa, nas atividades lúdicas e em alterações de comportamento, no entanto, uma melhor compreensão da apresentação do TEA em indivíduos com SD pode levar a uma classificação mais precoce e precisa do TEA nessa população, permitindo o acesso a um tratamento individualizado mais eficaz, adequado e rápido, o que melhora os resultados a curto e longo prazo (Hahn et al., 2020).
O s profissionais podem acreditar que o perfil cognitivo do paciente se deve apenas à deficiência intelectual, em vez de levantar suspeitas sobre a presença do TEA (Spinazzi et al. 2024), então, a capacidade de discriminar os sintomas e comportamentos entre as duas patologias é de suma importância para determinar o tipo de intervenção necessária para facilitar melhores resultados.
2.4 Psicomotricidade
A psicomotricidades é usada como ferramenta de intervenção que abrange aspectos motores e psicológicos, permite a criança a explorar o ambiente por meio do seu corpo e movimentos, auxilia no desenvolvimento infantil e facilita o processo de expressão das suas emoções, as intervenções elaboradas para as demandas de uma criança atípicas são diversas. Com isso, a intervenção psicomotora é um importante procedimento para possibilitar o desenvolvimento e a aprendizagem motora, pois o aprimoramento das habilidades motoras pode promover maior independência funcional nas atividades de vida diária, e proporcionar a este indivíduo maiores chances de interação social (Viana; Lima, 2019).
Como a psicomotricidade é uma proposta mais lúdica, permite que os pacientes se sintam mais à vontade, além, também de contribuir para o desenvolvimento afetivo, ampliando assim as possibilidades e qualidade de vida. A Sociedade Brasileira de Psicomotricidade (2024) define a psicomotricidade como uma ciência, que tem como objetivo estudos do homem através dos movimentos e da relação do seu corpo com o mundo interno e externo, tendo assim uma ciência que se baseia na tripolaridade afetiva, cognitiva e motora, refletindo no comportamento de cada indivíduo. Dessa forma, as alterações das áreas psicomotoras podem ser refletidas nas atividades da vida do sujeito, podendo ser constatadas por alterações no esquema corporal ou nos tônus desses pacientes, assim como também confusões espaciais e os distúrbios de coordenação e equilíbrio (Ferreira; Bomfim, 2025).
3 METODOLOGIA
3.1 Procedimentos Éticos
O presente estudo respeitou e cumpriu os Termos da Resolução nº 466/12, do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) com CAAE: 91991625.00000.5209. Utilizou-se o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), para que fosse assinado pelos pais após a leitura e esclarecimento de todas as dúvidas. Foi solicitada a autorização da instituição para a realização da mesma. Só após o cumprimento destas etapas, deu-se início ao estudo.
3.2 Desenho de Pesquisa
A pesquisa é do tipo estudo de caso, qualitativo e quantitativa, descritivo e exploratório, foi realizada uma avaliação pré e pós-intervenção utilizando instrumento para a coleta de dados, com o objetivo de levantar os dados obtidos durante o processo avaliativo, voltados à análise do desenvolvimento motor de crianças com Síndrome de Down (SD) associada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o perfil sociodemográfico do mesmo.
3.3 Cenário e Amostra
A amostra foi intencional sendo um estudo de caso, sendo uma criança com idade cronológica de 3 anos com diagnóstico de SD e TEA. As intervenções foram realizadas em uma instituição filantrópica de referência ao atendimento neuropediátrico, localizado na Rua Coelho Resende, 2500, bairro Aeroporto, em Teresina-PI. entre os meses de setembro e outubro de 2025 (APÊNDICE II).
3.4 Critérios de inclusão
Foi incluído o participante com idade de 3 anos, com diagnóstico confirmado de SD e TEA associado, que estivesse frequentando assiduamente a instituição para realização de tratamento fisioterapêutico, que disponibilizasse de tempo para inserir também a psicomotricidade como intervenção.
3.5 Critérios de exclusão
Foram excluídas crianças que tinham outras comorbidades associadas, que se ausentaram da instituição por problemas de saúde que impossibilitasse a continuidade da intervenção.
3.6 Coleta de Dados
A coleta de dados do presente estudo foi iniciada após aprovação do CEP. Na sequência foi preenchida uma ficha sócio-demográfica (APÊNDICE I), para coletar os dados: identificação, sexo, idade e localidade onde reside, história da doença pregressa (HPP), história da doença atual (HDA) na anamnese. Posteriormente, foi aplicado o questionário Rosa Neto (1996), elaborado para avaliar o desenvolvimento da criança e adolescente (ANEXO I), possibilita analisar os principais marcos do desenvolvimento motor: motricidade fina, motricidade global, equilíbrio, esquema corporal, organização espacial, organização temporal de acordo com a faixa etária.
Para testar os aspectos motores do questionário, foram selecionadas as atividades: motricidade fina, por meio da atividade de construção de torre de blocos, com o intuito de avaliar a preensão e controle dos movimentos; motricidade global, o qual era para subir e descer um banco de altura adequada, para avaliar o controle total do corpo e equilíbrio; organização espacial, com um tabuleiro de formas geométricas para o encaixe adequado; organização temporal, por meio da repetição das palavras: “estou aqui”. Na lateralidade, requerendo a preensão lateral.
Assim, de acordo com a metodologia da EDM para quantificar o resultado do Quociente Motor se faz necessário o uso da divisão da idade motora geral pela idade cronológica, multiplicado por 100 .

Com isso, a classificação dos resultados do Quociente Motor segue a metodologia utilizada no quadro abaixo, categorizado em níveis conforme o valor do Quociente Motor Geral.
Quadro 1 – Valores do Quociente Motor e sua correspondente classificação

Após a análise do domínio Quociente Motor Geral (QMG) do questionário Rosa Neto, foi elaborado um plano de terapêutico psicomotor personalizado (Quadro 2). As estratégias foram: atividades de locomoção e equilíbrio, como subir em bancos e escadas, além de transpor objetos no chão, para desenvolver a coordenação viso-pedal e auxiliar na prevenção de quedas, uma vez que exigem ajustes posturais constantes e integração sensório-motora. As atividades óculo-manual, consistiam em pegar objetos e transferi-los de uma mão para a outra, estimulando a coordenação bilateral, contribuindo para o desenvolvimento da motricidade fina, aspectos fundamentais para a execução de tarefas cotidianas. No campo da organização espacial, estimulou-se a colocar objetos em locais previamente determinados, visando o aprimoramento da atenção seletiva e da percepção espacial, habilidades essenciais para o avanço do desenvolvimento motor. Foram incluídas atividades de alcance e alongamento funcional, nas quais a criança deveria pegar objetos posicionados acima da linha da cabeça, promovendo maior amplitude de movimento, estimulando a atenção e fortalecimento postural, fundamental para a coordenação global.
Quadro 2 – Atividades propostas no plano terapêutico.
| Categoria da atividade | Descrição da tarefa | Objetivo principal |
| Locomoção e equilíbrio | Subir em bancos e escadas; transpor objetos no chão. | Estimular coordenação visopedal e prevenir tropeços. |
| coordenação bimanual | Pegar objetos e transferi-los de uma mão para a outra. | Melhorar coordenação motora fina e integração bilateral. |
| Organização espacial | Colocar objetos em locais previamente determinados. | Desenvolver noção espacial e atenção seletiva. |
| Alcance e alongamento funcional | Pegar objetos posicionados acima da linha da cabeça. | Estimular amplitude de movimento, atenção e força postural. |
3.7 Organização e Análise dos Dados.
Os dados coletados foram registrados em um documento Word os dados sociodemográficos juntamente com as respostas do Questionário de Desenvolvimento Motor Rosa Neto (ANEXO I). Os resultados obtidos na avaliação e reavaliação, foram analisados os escores, para identificar as diferenças no desenvolvimento motor da criança após a intervenção psicomotora.
4 ANÁLISE DOS DADOS
4.1 Resultados e Discussões
A análise do questionário sociodemográfico revelou que a família possui renda básica, dois filhos pequenos e nível de escolaridade dos responsáveis correspondente ao ensino médio. Esse contexto socioeconômico pode influenciar diretamente na forma como a família enfrenta os desafios relacionados ao cuidado e à estimulação da criança com TEA e SD associada, a população de baixa renda tendem a apresentar dificuldades para ter acesso aos serviços especializados, terapias contínuas e recursos educacionais adequados, o que pode comprometer o desenvolvimento global da criança. Como identificado no contexto familiar analisado, fatores socioeconômicos e educacionais exercem influência significativa sobre as oportunidades de estimulação, acompanhamento multiprofissional e inclusão social da criança com TEA e SD, reforçando a importância de políticas públicas e estratégias de apoio familiar que visem reduzir as desigualdades.
A análise dos dados iniciou-se após o final da coleta, o instrumento para a mesma foi a Escala Motora de Francisco Rosa Neto (EDM) antes e após intervenção psicomotora, analisando assim o Quociente Motor Geral (QMG), e posteriormente os resultados foram agrupados e apresentados na Tabela 1.
Tabela 1 – Resultado da aplicação Escala de Rosa Neto (EDM) – (1996).
| Área avaliada | Idade Cronológica (meses) | Idade Motora (meses) | Diferença (IM – IC) | Interpretação |
| Motricidade fina | 36 | 24 | –12 | Idade negativa (12 meses) |
| Motricidade global | 36 | 24 | –12 | Idade negativa (12 meses) |
| Equilíbrio | 36 | 24 | –12 | Idade negativa (12 meses) |
| Esquema corporal/rapidez | 36 | 24 | –12 | Idade negativa (12 meses) |
| Organização espacial | 36 | 24 | –12 | Idade negativa (12 meses) |
| Organização temporal | 36 | 24 | –12 | Idade negativa (12 meses) |
Os dados obtidos da EDM, demonstram que os resultados da idade motora, em que os valores obtidos foram somados e dividido por 6, conforme preconiza a escala, como resultado a idade motora geral (IMG) equivalente a 24 meses, demonstrando que a IMG do paciente não se apresentou compatível com a IC de 36 meses, uma vez que nas atividades propostas o paciente realizou tarefas correspondentes a aproximadamente 12 meses a menos que sua idade. A partir disso, e o QMG de 67, caracterizado como quociente motor muito inferior (Quadro 1), apresentando idade negativa de –1 ano (12 meses), em todos os aspectos. Esses achados estão em consonância com Silva et al. (2015), indica que crianças com SD tendem a apresentar níveis de desenvolvimento motor significativamente inferiores quando avaliadas pela EDM. Silva et al. (2023), apontam que a hipotonia, lentidão na aquisição de habilidades motoras e dificuldade no controle postural contribui para o baixo desenvolvimento motor.
Com base nos dados obtidos na primeira avaliação e considerando as dificuldades observadas, principalmente relacionadas à falta de atenção durante o caminhar, e à tendência a tropeços frequentes, desenvolveu-se o protocolo de intervenção (Quadro 2). Além disso, na avaliação motora, observou-se que o paciente apresentou dificuldade significativa em atividades do brincar estruturado, demonstrando comportamento disperso e limitado para as ações motoras simples, jogando os objetos ao invés de brincar, falta de engajamento em brincadeiras simbólicas, além do prejuízo na socialização, característica compatível do TEA.
Estes achados são relevantes, considerando que o brincar desempenha papel fundamental no desenvolvimento cognitivo, social e motor da criança, servindo como ferramenta de exploração do ambiente, aquisição de habilidades e interação com o outro. Segundo Branco (2025); Porto (2008); Cypel (2011), o brincar permite à criança vivenciar o lúdico, além de auxiliar na apreensão da realidade, justificando assim as escolhas para as tarefas do plano terapêutico.
Desse modo, ao pensar na evolução social da criança, a arte do brincar contextualiza a mesma com autoconhecimento do corpo, noções espaciais, realidades compartilhadas com o meio colaborando para seu desenvolvimento psicomotor e sócio emocional, além de ser atribuída como forma direta de melhorar a atenção do indivíduo no presente e na atividade a serem realizadas. Desse ponto de partida e analisando o participante, a dispersão na hora do brincar e da realização dos teste e atividades interferiu na realização das tarefas avaliativas, quanto durante o tratamento, resultando na não execução de algumas atividades propostas.
Então, após a aplicação do protocolo terapêutico, mais especificamente na décima segunda sessão, foi realizada reavaliação por meio da EDM, a fim de verificar possíveis modificações no desempenho motor do participante. Os resultados obtidos encontram-se apresentados na Tabela 2, evidenciando a evolução dos parâmetros analisados.
Tabela 2 – Resultado da reavaliação da Escala de Rosa Neto (EDM) – (1996).
| Área avaliada | Idade Cronológica (meses) | Idade Motora (meses) | Diferença (IM – IC) | Interpretação |
| Motricidade fina | 36 | 36 | 0 | Idade compatível |
| Motricidade global | 36 | 24 | –12 | Idade negativa ( 12 meses) |
| Equilíbrio | 36 | 24 | –12 | Idade negativa ( 12 meses) |
| Esquema corporal/rapidez | 36 | 24 | –12 | Idade negativa ( 12 meses) |
| Organização espacial | 36 | 24 | –12 | Idade negativa ( 12 meses) |
| Organização temporal | 36 | 24 | –12 | Idade negativa ( 12 meses) |
Esses resultados obtidos demonstram que o participante teve um avanço na motricidade fina, igualando-se a sua IC de 36 meses, qualificando IMG: 26 e QMG: 72.2, caracterizandose ainda como inferior apesar de ter havido evolução, entretanto a literatura respalda que, pacientes com TEA e SD tem uma lentidão nos ganhos de desenvolvimento dos seus aspectos (Trindade; Nascimento, 2016).
Com isso, foi realizado a reavaliação do participante com o mesmo instrumento de coleta, para analisar e comparar os achados, possibilitando identificar quais os impactos gerados pela abordagem sobre o desenvolvimento motor, embora o presente estudo tenha apresentado limitações inerentes por ser um estudo de caso e o tempo de intervenção ter sido curto, os resultados obtidos sugerem que o tratamento psicomotor pode potencializar os ganhos motores e cognitivos, melhorando a autonomia e a qualidade de vida da criança.
Dessa forma, as atividades propostas não apenas atenderam às necessidades específicas do paciente, como também reforçaram a ideia da pluralidade no tratamento mostrando que o desenvolvimento está relacionado ao social, e consequentemente ao emocional do indivíduo, alinhando assim com às recomendações da literatura, reforçando a importância de intervenções psicomotoras individualizadas no processo de desenvolvimento infantil.
Portanto, os achados podem despertar o interesse para que estudos com amostras maiores e acompanhamento longitudinal sejam realizados, visando maior confiabilidade da abordagem psicomotora, assim como intensificar as evidências científicas.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As dificuldades em atividades como brincar estruturado, atenção e coordenação motora, foram identificadas no paciente do estudo. Esses resultados reforçam a necessidade de abordagens terapêuticas específicas e individualizadas, sendo uma alternativa viável à psicomotricidade.
A psicomotricidade impactou positivamente no estudo de caso em questão, sobressaindo a motricidade fina. Os resultados oferecem contribuições para a prática clínica, e instigam a necessidade de pesquisas com amostras maiores para validar os efeitos da psicomotricidade em crianças com SD e TEA concomitante, visto que neste estudo mostrou-se como um recurso terapêutico promissor.
6 ANEXOS E APÊNDICES
6.1 Anexo I – Escala de desenvolvimento motor Rosa Neto 1996.

6.2 Apêndice I – Questionário Socioeconômico


7 REFERÊNCIAS
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¹Fisioterapeuta – UESPI. E-mail: edossa@aluno.uespi.br. ORCID: https://orcid.org/0009-0003-3778-0063;
²Fisioterapeuta, Residente em saúde da família – UESPI. E-mail: abimaeldecarvalho123@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-4393-778X;
³Fisioterapeuta, Docente – UESPI. E-mail: michellevicente@ccs.uespi.br. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5084-228X;
⁴Fisioterapeuta, Docente – UESPI. E-mail: luanamoura@ccs.uespi.br. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8521-4275;
⁵Fisioterapeuta, Docente – UESPI. E-mail: Christianelopes@ccs.uespi.br. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5831-668X;
⁶Fisioterapeuta – UESPI. E-mail: lhenriquesbdef@aluno.uespi.br. ORCID: https://orcid.org/0009-0009-3437-7758;
⁷Graduanda em Fisioterapia – UESPI. E-mail: lorenapaiva890@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0005-1448-6245;
⁸Graduando em Fisioterapia – UESPI. E-mail: yanmdacostao@aluno.uespi.br. ORCID: https://orcid.org/0009-0007-1507-4482;
⁹Fisioterapeuta – UESPI. E-mail: Brunarocha17@hotmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0008-5311-65353;
¹⁰Fisioterapeuta, Docente – UESPI. E-mail: anaflavia@ccs.uespi.br. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6691-4804.
