HIPOMINERALIZAÇÃO MOLAR-INCISIVO: FATORES ETIOLÓGICOS E REPERCUSSÕES NA QUALIDADE DE VIDA

MOLAR–INCISOR HYPOMINERALIZATION: ETIOLOGICAL FACTORS AND IMPACTS ON QUALITY OF LIFE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202512161139


Geciane dos Santos Fontenele; Jose Soares Barbosa Filho; Francisco Henrique Melo Amaral; Kilvio Meneses Costa; Lais Raiane Feitosa Melo Paulino; Karla Isabel Girón Martorell; Beatriz Bezerra Silva; Maria Nair Alves da Silva.


Resumo

A Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI) constitui um defeito qualitativo do esmalte caracterizado por opacidades delimitadas que variam de branco a marrom-escuro e reduzem a resistência estrutural dos primeiros molares e incisivos permanentes. O esmalte afetado apresenta maior porosidade, predisposição à fratura pós-eruptiva, hipersensibilidade e maior suscetibilidade a lesões cariosas, o que configura um desafio clínico frequente na odontopediatria contemporânea. O presente artigo analisa criticamente as evidências científicas mais recentes sobre etiologia, manifestações clínicas, diagnóstico e manejo terapêutico da HMI, com o propósito de favorecer o aprimoramento do diagnóstico precoce e das condutas clínicas. A pesquisa consiste em revisão de literatura qualitativa conduzida entre 2020 e 2025, baseada em artigos em português e inglês que abordaram aspectos etiológicos, clínicos, psicossociais e terapêuticos da condição. Os estudos revisados indicam etiologia multifatorial, fortemente relacionada a distúrbios sistêmicos na infância, episódios febris e uso de antibióticos durante a amelogênese. Observa-se prevalência global entre 13% e 17%, com repercussões relevantes na qualidade de vida devido à dor, sensibilidade e impacto estético. A apresentação clínica varia entre graus leves, moderados e severos, influenciando diretamente o planejamento terapêutico. O diagnóstico precoce desempenha papel essencial na prevenção de fraturas pós-eruptivas e na definição de intervenções adequadas. As estratégias terapêuticas mais citadas incluem agentes dessensibilizantes, selantes, materiais adesivos de alta performance e coroas pré-fabricadas nos casos severos. Conclui-se que a uniformização dos critérios diagnósticos, o acompanhamento desde os estágios iniciais e a abordagem individualizada são fundamentais para resultados clínicos satisfatórios e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

Palavras-chave: Hipomineralização Molar-Incisivo; Fatores de risco; Manifestações clínicas; Tratamento; Qualidade de vida.

1 INTRODUÇÃO

A Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI) é uma condição que tem recebido crescente atenção na Odontopediatria devido ao seu impacto clínico, funcional e psicossocial. Trata-se de um defeito qualitativo do esmalte caracterizado por opacidades delimitadas, variando do branco ao marrom-escuro, que comprometem a resistência estrutural dos primeiros molares e incisivos permanentes. O esmalte afetado apresenta maior porosidade, menor resistência, risco aumentado de fratura pós-eruptiva, hipersensibilidade, maior suscetibilidade ao desenvolvimento de lesões cariosas, configurando um desafio frequente na prática clínica (Amarante et al., 2025; Bekes et al., 2023). 

A etiologia da HMI é reconhecida como complexa e multifatorial, envolvendo a interação entre fatores genéticos, epigenéticos e ambientais presentes nos períodos pré-natal, perinatal e pós-natal. Condições maternas como infecções, uso de medicamentos, tabagismo, alcoolismo e anemia durante a gestação têm sido amplamente associadas à condição. No período perinatal destacam-se a prematuridade, o baixo peso ao nascer e intercorrências no parto, enquanto episódios de febre alta, infecções respiratórias, otites, pneumonia, diarreia e uso precoce de antibióticos figuram entre os fatores pós-natais mais frequentemente relatados (Bezamat et al., 2021; Díaz-Fabregat et al., 2025; Juárez-López et al., 2023).

Do ponto de vista genético, diversos estudos descrevem a participação de variantes em genes relacionados à amelogênese, como ENAM, AMBN, KLK4, IRF6 e TGFA. Alterações nesses genes comprometem o adequado processo de mineralização do esmalte, resultando em uma matriz mais porosa e com maior conteúdo proteico, o que aumenta a vulnerabilidade à degradação após a erupção dentária (Butera et al., 2021).

A apresentação clínica da HMI é heterogênea, abrangendo desde opacidades discretas até fraturas extensas com exposição dentinária. Casos mais severos envolvem hipersensibilidade intensa, falhas restauradoras recorrentes e comprometimento estético significativo, especialmente nos incisivos. Opacidades escuras, por sua vez, indicam fragilidade aumentada e maior predisposição à deterioração estrutural (Bekes et al., 2023). 

Para além das repercussões biológicas e funcionais, a HMI afeta diretamente a qualidade de vida de crianças e adolescentes. Dor espontânea, hipersensibilidade térmica, dificuldade durante a mastigação e escovação, além do comprometimento estético, podem desencadear sentimentos de vergonha, baixa autoestima, isolamento social e situações de bullying, evidenciando seu impacto psicossocial (Dias et al., 2021; Silva et al., 2023).

O manejo clínico também representa um desafio, uma vez que a fragilidade do esmalte interfere na adesão dos materiais restauradores e reduz a longevidade das restaurações, mesmo quando bem executadas. As opções terapêuticas incluem flúor tópico, dessensibilizantes, selantes, resinas compostas, ionômeros modificados por resina, coroas pré-formadas e, em casos severos, extração programada.

Opções mais recentes, como a fotobiomodulação e o uso agentes remineralizantes à base de CPP-ACP, glicerofosfato de cálcio e hidroxiapatita, têm demonstrado resultados promissores na redução da sensibilidade e na proteção da estrutura dentária remanescente (Cerqueira et al., 2025; Enax et al., 2023; Ribeiro et al., 2025).

Apesar dos avanços na compreensão da HMI, persistem lacunas importantes sobre sua etiologia completa, padronização diagnóstica e definição de protocolos terapêuticos mais eficazes. Ademais, muitos profissionais ainda enfrentam dificuldades em reconhecer seus sinais clínicos e distingui-la de outras alterações do esmalte, como fluorose e amelogênese imperfeita, o que compromete o diagnóstico precoce e o planejamento do tratamento (Negrescu et al., 2022). Essa ausência de padronização e dificuldade diagnóstica limita práticas clínicas adequadas e amplia as repercussões biológicas e emocionais da condição.

Quadro 1: Comparação Clínica entre HMI, Fluorose e Amelogênese Imperfeita

Diante de sua relevância clínica e psicossocial, torna-se fundamental compreender a HMI de forma integral, considerando seus fatores etiológicos, suas manifestações clínicas, seu impacto na qualidade de vida e as estratégias terapêuticas disponíveis. Assim, este estudo tem como objetivo identificar os principais elementos envolvidos em sua etiologia, descrever suas manifestações clínicas, analisar suas repercussões psicossociais e na qualidade de vida e, por fim, reunir as principais recomendações terapêuticas fundamentadas em evidências científicas.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 

2.1 Conceito e Histórico

A Hipomineralização Molar-Incisiva (HMI) é um defeito qualitativo do esmalte dentário caracterizado por opacidades delimitadas em tonalidades que variam entre branco, creme, amarelo e marrom, afetando principalmente os primeiros molares e incisivos permanentes (Amarante et al., 2025; Bekes et al., 2023). A condição difere da hipomineralização de segundos molares decíduos (HSPM), que acomete elementos da dentição decídua e pode atuar como indicador de risco para HMI. Historicamente, a HMI passou a receber maior atenção nas últimas décadas devido ao impacto clínico, estético e psicossocial associado, bem como à complexidade de seu manejo terapêutico (Butera et al., 2021).

2.2 Fatores de Risco

A etiologia da HMI é multifatorial e envolve uma combinação de fatores genéticos, epigenéticos e ambientais que atuam nos períodos pré-natal, perinatal e pós-natal. Entre os fatores pré-natais, incluem-se doenças maternas, uso de medicações, consumo de álcool e tabagismo. No período perinatal, prematuridade, baixo peso ao nascer e intercorrências durante o parto são associados ao aumento do risco de desenvolvimento da condição. No pós-natal, episódios de febre elevada, infecções respiratórias, otite, rubéola, varicela, doenças respiratórias crônicas e uso de antibióticos estão relacionados à ocorrência de HMI (Amarante et al., 2025; Bezamat et al., 2021; Díaz-Fabregat et al., 2025). A presença de HSPM em crianças pequenas também tem sido considerada um marcador precoce de suscetibilidade. Fatores genéticos, especialmente variantes nos genes envolvidos na amelogênese, como IRF6 e TGFA, contribuem para predisposição à doença (Butera et al., 2021).

2.3 Manifestações Clínicas

As manifestações clínicas da HMI apresentam amplo espectro, variando desde opacidades leves com impacto mínimo até fraturas pós-eruptivas extensas, hipersensibilidade intensa e aumento significativo do risco de cárie, sobretudo quando há exposição de dentina (Bekes et al., 2023). A estrutura dentária comprometida apresenta menor dureza, elasticidade reduzida e maior conteúdo proteico — incluindo albumina, colágeno tipo I e ameloblastina — o que dificulta a adesão de materiais restauradores e resulta em maiores taxas de falhas e retratamentos (Butera et al., 2021). A coloração das opacidades é indicativa da severidade da desmineralização, sendo que tons mais escuros geralmente refletem maior fragilidade estrutural.

2.4 Repercussões Psicossociais

A HMI compromete de forma significativa a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB), afetando aspectos funcionais, estéticos e emocionais. Crianças e adolescentes podem apresentar insegurança, dificuldade para sorrir, constrangimento, redução da autoestima, isolamento social e situações de bullying, além de dificuldades funcionais como dor durante a mastigação e escovação (Silva et al., 2023; Silveira et al., 2024). Estudos indicam que, enquanto os pais tendem a perceber mais intensamente o impacto funcional e emocional da condição, a percepção infantil pode variar, reforçando a importância de avaliações multidimensionais e instrumentos validados de QVRSB (Dias et al., 2021).

2.5 Abordagem Multidisciplinar

O manejo clínico da HMI requer abordagem multidisciplinar envolvendo odontopediatria, odontologia restauradora, ortodontia e suporte psicológico, quando necessário. As estratégias terapêuticas incluem aplicação de dessensibilizantes, flúor tópico, selantes, restaurações adesivas, coroas pré-formadas e protocolos remineralizantes à base de fosfatos de cálcio, como CPP-ACP, glicerofosfato de cálcio e hidroxiapatita. Essas intervenções visam reduzir a sensibilidade, aumentar a resistência do esmalte e preservar a estrutura dentária remanescente (Cerqueira et al., 2025; Enax et al., 2023). O acompanhamento clínico deve ser individualizado, considerando-se o grau de severidade, sintomas associados e risco de cárie (Inchingolo et al., 2023).

2.6 Saúde Coletiva e Políticas Públicas

A HMI configura um desafio relevante para a Saúde Pública, especialmente no que se refere ao diagnóstico precoce, capacitação profissional e implementação de políticas voltadas à promoção da saúde bucal infantil. A conscientização sobre fatores de risco, prevenção e manejo adequado pode minimizar complicações funcionais e psicossociais, além de orientar programas de triagem e favorecer a padronização de protocolos clínicos (Mrollahi et al., 2023). Políticas públicas integradas devem contemplar tanto a formação acadêmica quanto estratégias preventivas na infância, favorecendo a correta diferenciação entre HMI e outras hipoplasias do esmalte, incluindo fluorose e amelogênese imperfeita.

3 METODOLOGIA 

3.1 Tipo de estudo 

O presente trabalho consiste em uma revisão de literatura de caráter qualitativo, elaborada com o objetivo de reunir, analisar criticamente e sintetizar evidências científicas recentes relacionadas à Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI). A revisão abrangeu estudos que investigam os aspectos etiológicos, clínicos, psicossociais e terapêuticos da condição, permitindo uma compreensão ampla e integrada do tema.

3.2 Critérios de elegibilidade

Foram selecionados artigos científicos publicados entre 2020 e 2025, disponibilizados na íntegra e redigidos em português ou inglês. Os estudos deveriam necessariamente abordar um ou mais dos seguintes eixos temáticos: etiologia da HMI, manifestações clínicas, repercussões na qualidade de vida, estratégias terapêuticas, além de aspectos relacionados ao diagnóstico e à epidemiologia.

A seleção dos estudos ocorreu em três etapas sequenciais:

  • Triagem por títulos, para exclusão inicial de artigos claramente não relacionados;
  • Avaliação de resumos, para identificação preliminar de pertinência temática;
  • Leitura integral dos textos, para confirmar a elegibilidade.

Foram excluídos os estudos que não abordavam diretamente a HMI, apresentavam duplicidade, estavam fora do recorte temporal estabelecido, não estavam disponíveis na íntegra ou foram publicados em idiomas diferentes do português e do inglês.

3.3 Fontes de dados e estratégias de busca

A busca bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, reconhecidas por sua abrangência em pesquisas biomédicas e odontológicas. Foram utilizados os descritores em português e inglês:

  • “Hipomineralização Molar-Incisivo”,
  • “Molar-Incisor Hypomineralization”,
  • “Risk Factors”,
  • “Clinical Manifestations”,
  • “Treatment”,
  • “Quality of Life”.

Os descritores foram combinados entre si por meio de operadores booleanos (“AND”, “OR”), de modo a ampliar a sensibilidade e especificidade da busca. Inicialmente foram identificados:

  • 610 artigos na PubMed,
  • 28 artigos na SciELO,
  • 138 artigos na LILACS.

Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, 24 estudos foram incluídos na revisão final, sendo 15 da PubMed, 3 da SciELO e 6 da LILACS.

Todo o processo seguiu rigor metodológico, garantindo reprodutibilidade, transparência e confiabilidade das etapas de busca e seleção.

Figura 4: Fluxograma PRISMA para seleção dos estudos 

3.4 Pergunta norteadora e estratégia PICO

A revisão foi guiada pela seguinte pergunta norteadora:

“Quais são os principais fatores etiológicos relacionados à HMI e quais os impactos dessa condição na qualidade de vida de crianças e adolescentes?”

Para estruturar a pergunta, utilizou-se a estratégia PICO, resumida a seguir:

Quadro 2: Estrutura da pergunta de pesquisa segundo a estratégia PICO

ElementoDescrição
P (População) Crianças e adolescentes com diagnóstico de HMI.
I (Intervenção)Diagnóstico precoce, acompanhamento clínico e manejo terapêutico individualizado e multidisciplinar
C (Comparação)Indivíduos sem HMI ou com outras alterações do esmalte (hipoplasias dentárias, fluorose, amelogênese imperfeita).
O (Desfecho)Melhora na qualidade de vida, aumento da autoestima, maior adesão ao tratamento e redução do impacto psicossocial.

A aplicação da estratégia PICO contribuiu para direcionar a busca, delimitar a seleção dos artigos e favorecer uma análise crítica consistente das evidências.

3.5 Extração, tratamento e análise dos dados

Os dados dos artigos incluídos foram sistematizados em uma planilha eletrônica, contendo informações sobre autor, ano, país, tipo de estudo, população avaliada e objetivos principais. Essa organização permitiu identificar convergências, divergências e lacunas na literatura sobre HMI.

A análise dos estudos foi conduzida de forma descritiva e interpretativa, possibilitando a identificação das evidências mais relevantes acerca dos aspectos etiológicos, clínicos, terapêuticos e psicossociais da condição.

Para assegurar homogeneidade e reduzir vieses, foi elaborado um instrumento padronizado de extração de dados, apresentado no Quadro 3 do trabalho. 

Quadro 3: Instrumento de extração de dados dos estudos incluídos na revisão 

Autor/Ano de publicaçãoPaís de origemTipo de estudoPopulação investigada/MaterialObjetivo do estudo
Amarante et al., 2025BrasilEstudo transversal2.102 crianças brasileiras, de 3 a 10 anos, de ambos os sexos e em bom estado geral de saúdeInvestigar a prevalência, distribuição, gravidade e fatores associados à hipomineralização em dentes decíduos e sua relação com a hipomineralização molar-incisiva (HMI)
Amrollahi et al., 2023IrãRevisão sistemática e meta-análise21 estudos sobre QVRSB em crianças de 8 a 10 anos com HMI; 9 estudos incluídos na meta-análiseAvaliar o impacto da HMI e seus diferentes graus de severidade na QVRSB em crianças de 8 a 10 anos
Bekes et al., 2023ÁustriaRevisão de literaturaEstudos clínicos e laboratoriaisAtualizar o conceito de Würzburg para o tratamento da HMI, incluindo novas abordagens terapêuticas
Benzamat et al., 2021Turquia e outras coortes internacionaisEstudo genético / observacional1.065 amostras de saliva de quatro coortes diferentes; DNA genotipado para 9 SNPsInvestigar a interação entre fatores genéticos (IRF6, TGFA) e fatores ambientais na predisposição à HMI
Brureta et al., 2021ItáliaRevisão narrativa25 estudos incluídos de caso-controle, transversal, coorte e ensaios clínicosRevisar associações entre fatores genéticos e fatores pré, peri e pós-natais com defeitos do esmalte (HMD, HSPM e HMI)
Cerqueira et al., 2025BrasilRevisão sistemática7 estudos incluídos sobre terapia a laser em dentes com HMI; avaliados com RoB 2Avaliar os efeitos da terapia a laser no tratamento da hipersensibilidade dentinária em dentes com HMI
Dias et al., 2021BrasilEstudo transversal253 crianças de 6 a 12 anos com HMI e seus pais/responsáveis; avaliação clínica da HMI e questionários P-CPQ, CPQ8-10 e CPQ11-14Avaliar a percepção de pais e filhos sobre o impacto da HMI na qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB)
Díaz-Fabregat., 2025AlemanhaRevisão sistemática e meta-análiseUm estudo caso-controle e três estudos transversais sobre crianças e adolescentes com HMI; avaliação da anemia materna durante a gravidezAvaliar a associação entre anemia materna durante a gravidez e a ocorrência de HMI em crianças e adolescentes
Enax et al., 2023AlemanhaRevisão da literatura19 estudos (in vitro, in situ e in vivo) sobre remineralização da HMI; busca adicional: 6 estudos sobre dentifrícios para HMIRevisar os sistemas de remineralização como abordagem terapêutica não invasiva para dentes com HMI
Fonseca-Souza et al., 2021BrasilEstudo transversal731 escolares de 8 anos da rede pública de Curitiba; diagnóstico de HMI por examinadores calibrados; questionário sobre histórico médico pré-natal, perinatal e pós-natalAvaliar os fatores sistêmicos associados à etiologia da HMI
Gevert et al., 2024BrasilRevisão sistemática e meta-análise41 estudos selecionados para análise qualitativa e 38 para análise quantitativa, incluindo crianças e adolescentes com HMIAvaliar as consequências clínicas da HMI em crianças e adolescentes
Goyal., 2021Chandigarh, ÍndiaRevisão narrativaN/AApresentar características clínicas e laboratoriais da HMI e destacar lacunas no conhecimento
Inchingolo et al., 2023ItáliaRevisão sistemática23 estudos selecionados sobre tratamento de HMI, incluindo ensaios clínicos randomizados e séries de casos com mais de cinco pacientesAvaliar de forma abrangente a literatura sobre tratamento da HMI publicada entre 2013 e 2023
Jälevik et al., 2022SuéciaRevisão sistemática6 estudos sobre HMI e medo/ansiedade odontológica; 8 estudos sobre HMI e qualidade de vida relacionada à saúde bucalAvaliar se HMI causa medo/ansiedade odontológica ou influencia a QVRSB em crianças e adolescentes
Juárez-López et al., 2023MéxicoRevisão sistemática e meta-análise40 publicações selecionadas para análise qualitativa e 25 para meta-análise, envolvendo fatores pré, peri e pós-nataisDeterminar os fatores etiológicos associados à HMI
Limas et al., 2023BrasilRevisão narrativa / capítulo de livroN/ADiscutir como a HMI afeta a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) em crianças
Lopes et al., 2021PortugalRevisão narrativa abrangenteN/AApresentar uma visão geral sobre a HMI, incluindo características clínicas, etiologia e opções de tratamento
Martins et al., 2025BrasilEstudo transversalEstudantes de Odontologia brasileirosAvaliar o conhecimento e a percepção dos estudantes sobre a HMI
Negrescu et al., 2022EUAEstudo transversalResidentes de pós-graduação em odontologia (odontopediatria, ortodontia, clínica geral) da Universidade de NevadaAvaliar conhecimento, habilidade e confiança na identificação da HMI entre residentes
Restrepo et al., 2024BrasilRevisão / relato descritivoPacientes com HMI; dados clínicos, registros e avaliações comportamentaisDescrever a avaliação abrangente de pacientes com HMI, incluindo saúde bucal, registros clínicos e comportamento
Ribeiro et al., 2025BrasilProtocolo de ensaio clínico randomizado, controlado e cegoMolares permanentes com HMI em crianças de 6 a 10 anosAvaliar se a fotobiomodulação combinada com nova resina autopolimerizável melhora a hipersensibilidade e a longevidade das restaurações em dentes com HMI
Romo Pérez et al., 2023EspanhaRevisão sistemáticaCrianças e adolescentes com hipomineralização molar-incisiva (HMI)Avaliar o efeito da HMI na qualidade de vida relacionada à saúde bucal
da Silva et al., 2024BrasilEstudo preliminar118 crianças (54 com HMI e 64 sem HMI); DNA genômico coletado da saliva e analisado para polimorfismos em AMBN, ENAM e KLK4Avaliar a associação entre hipomineralização molar, genes envolvidos no desenvolvimento do esmalte e o uso de medicamentos na primeira infância
Silva Filho et al., 2023BrasilRevisão integrativa da literatura7 artigos publicados entre 2017 e 2022 sobre HMI em criançasDescrever a importância da odontopediatria no diagnóstico, prevenção e tratamento de HMI

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

A busca sistematizada nas bases PubMed, SciELO e LILACS resultou na seleção de 24 estudos que investigaram a Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI) sob cinco eixos principais: etiológico, diagnóstico, clínico, terapêutico e psicossocial. 

4.1 Dimensão etiológica

Os estudos incluídos revelam consenso de que a HMI possui etiologia multifatorial, envolvendo a interação entre fatores genéticos e ambientais. Entre os fatores sistêmicos, destacam-se os eventos ocorridos na primeira infância. Bureta et al. (2021) identificaram que febre alta (20%), doenças sistêmicas (20%), varicela (12%) e uso precoce de antibióticos (8%) apresentaram associação significativa com HMI. Fonseca-Souza et al. (2021) reforçam esse achado ao demonstrarem que o uso de medicamentos nos primeiros anos de vida aumenta mais que o dobro a prevalência de HMI.

No campo genético, estudos como o de Bezamat et al. (2021) e da Silva et al. (2024) apontam a participação de polimorfismos nos genes ENAM, AMBN, KLK4, IRF6 e TGFA, sugerindo que alguns indivíduos possuem maior susceptibilidade biológica à hipomineralização. A interação entre predisposição genética e insultos sistêmicos pós-natais parece aumentar significativamente o risco da condição.

Fatores pré-natais também emergem como potenciais contribuintes. Díaz-Fabregat et al. (2025) apontam associação entre anemia materna gestacional e risco aumentado de HMI, ainda que a certeza da evidência seja baixa. Além disso, Amarante et al. (2025) demonstram que a presença de Hipomineralização de Segundos Molares Decíduos (HSPM) aumenta em quase cinco vezes a chance de HMI na dentição permanente, reforçando a HSPM como um marcador precoce de vulnerabilidade biológica.

De forma geral, os achados convergem para uma etiologia complexa, na qual fatores genéticos modulam a resposta do esmalte a eventos sistêmicos, especialmente durante a maturação ameloblástica. Apesar disso, a literatura carece de estudos longitudinais e análises integradas entre genética, ambiente e condições clínicas da infância.

4.2 Dimensão diagnóstica

 O diagnóstico da HMI permanece desafiador, principalmente devido à heterogeneidade clínica e à semelhança com outras alterações do esmalte. Negrescu et al. (2022) evidenciaram que a segurança diagnóstica varia significativamente entre profissionais: enquanto 100% dos odontopediatras relataram confiança na identificação da HMI, apenas 50% dos ortodontistas e 33,3% dos clínicos gerais reconheceram o quadro corretamente. A confusão com fluorose (33%) e a amelogênese imperfeita (16,6%) reforça falhas formativas.

Goyal (2021) destaca que o esmalte hipomineralizado apresenta porosidade aumentada (5–25%), maior conteúdo protéico e menor dureza, características que influenciam sua fragilidade e favorecem fraturas pós-eruptivas, dificultando seu reconhecimento precoce.  Nesse cenário, o Conceito de Würzburg aparece como uma das principais abordagens contemporâneas para a padronização. Ele estabelece:

  • Critérios diagnósticos claros, diferenciando opacidades, fraturas pós-eruptivas e restaurações atípicas;
  • Classificação de severidade (leve, moderada e severa);
  • Fluxograma terapêutico baseado em idade, extensão da lesão, sensibilidade e risco de cárie;
  • Enfoque preventivo e longitudinal.

Estudos como o de Bekes et al. (2023) apontam que a adoção desse conceito melhora a precisão diagnóstica e apoia decisões clínicas mais consistentes. Complementarmente, Restrepo et al. (2024) enfatizam a importância de ferramentas auxiliares, como avaliação fotográfica padronizada, identificação de restaurações atípicas e anamnese detalhada.

Em síntese, apesar do avanço de critérios como os da EAPD e do Conceito de Würzburg, a literatura demonstra a necessidade urgente de capacitação profissional e de maior padronização diagnóstica entre estudos e na prática clínica.

4.3 Dimensão clínica

O estudo de Gevert et al. (2024) ressalta que as repercussões mais comuns da HMI incluem elevada prevalência de lesões de cárie, a alteração mais frequentemente observada seguida por hipersensibilidade dentinária, presente em aproximadamente 28% a 41% dos casos. Também são relatadas fraturas pós-eruptivas, que variam de 12% a 25%, além da presença de restaurações atípicas e, nos quadros mais severos, a necessidade de extrações dentárias. Esses achados são corroborados por Lima et al. (2024), que acrescentam que crianças com HMI grave apresentam maior dificuldade de mastigação, escovação e ingestão de alimentos quentes ou frios. O esmalte hipomineralizado, como descrito por Goyal (2021), apresenta porosidade aumentada (5–25%) e maior conteúdo de proteínas, o que facilita sua degradação e reduz a durabilidade das restaurações.

 A coloração da opacidade, especialmente amarelo-acastanhada , está associada a pior prognóstico, maior porosidade e maior risco de fratura. Amarante et al. (2025) acrescentam que a presença de HSPM na dentição decídua está relacionada a quadros clínicos mais severos na dentição permanente, o que reforça a importância do acompanhamento precoce.

 Assim, o conjunto dos estudos indica que a HMI produz impacto clínico significativo, com danos funcionais e estruturais de alta prevalência, exigindo acompanhamento contínuo e estratégias preventivas específicas.

4.4 Dimensão psicossocial

Dias et al. (2021) apontam que os pais de crianças com HMI relatam maior sofrimento emocional, limitações funcionais e presença significativa de dor, sobretudo nos casos mais severos. Nos questionários CPQ (Child Perceptions Questionnaire), os domínios mais afetados foram sintomas orais, limitações funcionais e bem-estar emocional, evidenciando o impacto abrangente da condição na qualidade de vida infantil.

O estudo de Amrollahi et al. (2023) reforça que a HMI afeta principalmente o bem-estar emocional, independentemente da severidade, indicando que até quadros leves podem gerar impacto psicossocial relevante. Já Romo Pérez et al. (2023) destacam discrepância entre as percepções de pais e crianças,  pais relatam mais impacto funcional, enquanto crianças relatam maior desconforto estético e emocional. Além disso, as meninas apresentaram pior qualidade de vida.

Lima et al. (2024) destacam que incisivos afetados podem gerar vergonha, retração social e menor disposição para sorrir, com repercussões nas interações sociais e no bem-estar emocional.

Assim, fica evidente que a HMI ultrapassa o âmbito biológico e clínico, configurandose também como um agravo psicossocial relevante.

4.5 Dimensão terapêutica

O manejo clínico da Hipomineralização Molar-Incisivo requer planejamento individualizado e, muitas vezes, uma atuação interdisciplinar. As revisões de Alves et al. (2022) e Ferreira et al. (2023) demonstram que a conduta terapêutica deve ser estabelecida conforme a gravidade das lesões e os níveis de hipersensibilidade relatados pelos pacientes. As opções de tratamento vão desde medidas não invasivas, como aplicação tópica de flúor e agentes dessensibilizantes até intervenções restauradoras mais complexas, incluindo resinas compostas, ionômeros de vidro modificados (CIV-mod) ou coroas de aço inoxidável (CAI).

Avanços recentes têm ampliado as possibilidades de tratamento. Estudos apontam o uso da fotobiomodulação (FBM) associada a novas resinas autopolimerizáveis como uma alternativa promissora, capaz de reduzir a hipersensibilidade e aumentar a durabilidade das restaurações (Ribeiro et al., 2025). Outras estratégias, como compostos remineralizantes à base de fosfato de caseína amorfa com fosfato de cálcio (CPP-ACP), hidroxiapatita (HAP) e glicerofosfato de cálcio (GFCa), também têm se mostrado eficazes na reposição mineral e no controle da dor (Enax et al., 2023; Cerqueira et al., 2025).

Nesse cenário, o papel da odontopediatra é central não apenas na execução dos procedimentos, mas também na prevenção, no acompanhamento longitudinal e no acolhimento emocional da criança. Uma abordagem empática e humanizada contribui para minimizar traumas, favorecer a adesão ao tratamento e promover melhores resultados clínicos e psicossociais.

3.6 Síntese Integrativa

 A análise integrada dos estudos permite concluir que a HMI é uma condição multifatorial, prevalente e de impacto clínico, psicossocial e terapêutico significativo. Há consenso sobre a forte influência de fatores pós-natais e sobre a relevância da HSPM como marcador de susceptibilidade biológica. As manifestações clínicas mais comuns, como hipersensibilidade, cárie e fraturas pós-eruptivas, apresentam padrão uniforme na literatura, reforçando a gravidade do quadro.

Apesar dos avanços, persistem lacunas metodológicas importantes:

  • ausência de padronização diagnóstica entre estudos;
  • predominância de delineamentos transversais e autorrelatos;
  • poucos estudos que integrem genética e ambiente;
  • escassez de ensaios clínicos robustos para condutas restauradoras e preventivas.  Entre os pontos positivos, destacam-se o crescimento de pesquisas multicêntricas, diversidade geográfica e ampliação de estudos que abordam simultaneamente aspectos clínicos e psicossociais. No entanto, para consolidar diretrizes seguras, ainda são necessários estudos longitudinais, protocolos diagnósticos uniformes e investigações que articulem aspectos biológicos, ambientais e comportamentais.

 Assim, a HMI deve ser reconhecida como uma condição complexa, que exige capacitação profissional contínua, manejo baseado em evidências e abordagem interdisciplinar, de modo a promover prevenção efetiva, intervenção precoce e atenção integral à saúde bucal infantil.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise realizada confirma que a Hipomineralização Molar-Incisiva constitui uma condição multifatorial que afeta de maneira significativa a estrutura dentária, a função mastigatória e o bem-estar psicossocial de crianças e adolescentes. O estudo identifica que a interação entre fatores genéticos e ambientais durante os períodos pré-natal, perinatal e pós-natal exerce influência determinante na formação do esmalte acometido, o que responde aos objetivos propostos ao esclarecer os principais determinantes da condição e suas repercussões clínicas.

Os achados demonstram que o manejo clínico da HMI exige planejamento individualizado, uma vez que o esmalte fragilizado apresenta maior susceptibilidade à fratura, sensibilidade aumentada e risco elevado de cárie. A pesquisa evidencia que as manifestações variam amplamente e que seus efeitos sobre mastigação, fala e comportamento alimentar reforçam a necessidade de protocolos baseados em evidências e de acompanhamento contínuo. Além disso, o estudo mostra que as repercussões estéticas e emocionais impactam diretamente a autoestima, confirmando a relevância da abordagem psicossocial e da atuação integrada entre diferentes profissionais.

As conclusões apontam, ainda, que o diagnóstico precoce permanece essencial para o sucesso terapêutico, mas que persiste a insuficiência de conhecimento entre profissionais e estudantes, o que destaca a importância da capacitação contínua. O trabalho alcança seus objetivos ao identificar estratégias de manejo, avaliar implicações clínicas e psicossociais e apontar a necessidade de políticas públicas que incluam triagem, prevenção e padronização de condutas.

Como contribuição, o estudo amplia a compreensão sobre a complexidade etiológica da HMI e reforça a importância da integração entre pesquisa, prática clínica e ações de saúde coletiva. Entre as limitações identificadas, destaca-se a necessidade de estudos longitudinais e multicêntricos que aprofundem os mecanismos biológicos envolvidos e avaliem a eficácia de novas terapias. Sugere-se que pesquisas futuras incluam análises moleculares, avaliação de longo prazo de tratamentos restauradores e desenvolvimento de protocolos clínicos específicos para diferentes níveis de severidade.

Conclui-se, portanto, que os objetivos estabelecidos foram alcançados e que a investigação contribui para o avanço teórico e prático sobre a Hipomineralização MolarIncisiva, oferecendo subsídios que fortalecem a tomada de decisão baseada em evidências e promovem melhorias na atenção integral à saúde bucal infantil.

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