REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202508291105
Autores:
Luís Henrique Benevenuto de Paula¹
João Victor de Aguiar Tonelli¹
Coautores:
Prof. Dr. Julio Cesar Souza Silva²
Mateus Lima dos Santos¹
Orientador:
Prof. Dr. Julio Cesar Souza Silva²
RESUMO
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma das comorbidades mais prevalentes em pacientes acometidos pela COVID-19 e sua relação com a gravidade da doença tem sido amplamente estudada. Este trabalho teve como objetivo analisar se a HAS pode ser considerada um fator de risco independente para complicações e mortalidade associadas à infecção pelo SARS-CoV-2, a partir de uma revisão integrativa realizada em bases de dados como PubMed, Elsevier, Cochrane Library, LILACS, Scielo e Web of Science. Os estudos avaliados indicaram que a hipertensão está presente com alta frequência em pacientes hospitalizados e está associada a maior necessidade de ventilação mecânica, maior risco de choque, sepse, síndrome do desconforto respiratório agudo e maior taxa de internações em unidades de terapia intensiva. Além disso, indivíduos hipertensos apresentaram alterações laboratoriais relevantes, incluindo elevação de biomarcadores de lesão cardíaca, inflamação sistêmica e comprometimento renal; fatores que sugerem maior vulnerabilidade clínica diante da infecção. Apesar desses achados, não existe consenso sobre a HAS atuar isoladamente como fator de risco, pois sua presença costuma estar vinculada a idade avançada e a outras comorbidades, como diabetes e doenças cardiovasculares. Observa-se ainda que a manutenção do tratamento anti-hipertensivo, incluindo o uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina e bloqueadores dos receptores de angiotensina, não esteve relacionada à piora do quadro clínico, podendo inclusive estar associada a evolução mais favorável em determinados casos. Conclui-se que a hipertensão arterial sistêmica se relaciona consistentemente a piores prognósticos na COVID-19, mas sua caracterização como fator de risco independente permanece incerta, reforçando a necessidade de acompanhamento individualizado, especialmente em pacientes idosos e portadores de múltiplas comorbidades.
Palavras-chave: Hipertensão arterial sistêmica; COVID-19; Prognóstico; Fator de risco independente; Comorbidades.
INTRODUÇÃO
A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, foi inicialmente identificada na cidade de Wuhan, na China, no final de 2019. A rápida disseminação global do vírus levou a Organização Mundial da Saúde a declarar a situação como pandemia em março de 2020 (Malaquias et al., 2021). Desde então, a presença de comorbidades tem sido associada à piora do prognóstico em indivíduos infectados, sendo a hipertensão arterial sistêmica uma das condições crônicas mais frequentemente observadas nesses pacientes.
Estudos recentes indicam que a hipertensão arterial sistêmica pode contribuir para a evolução clínica desfavorável da COVID-19, aumentando o risco de complicações graves e de mortalidade. Essa associação pode ser explicada tanto pela alta prevalência da hipertensão na população geral quanto pelas alterações estruturais e funcionais em órgãos-alvo — como coração, rins, cérebro e vasos — que a condição pode provocar, muitas vezes de forma silenciosa (SBC, 2019).
Dados também demonstram que a gravidade dos desfechos clínicos em pacientes hipertensos acometidos pela COVID-19 tende a crescer proporcionalmente ao estágio da hipertensão (Chen R. et al., 2020). Estágios mais avançados da doença foram relacionados a taxas mais elevadas de mortalidade, insuficiência respiratória, Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), choque séptico e necessidade de internação em unidade de terapia intensiva (Yao Q et al., 2020).
A pandemia de covid-19 foi declarada como encerrada no dia 05 de maio de 2023 pela Organização das Nações Unidas (OMS), no entanto, a doença ainda causa complicações e ainda tem questões a serem esclarecidas. Entre essas questões está a relação com a hipertensão, apontada muitas vezes como fator agravante da covid-19. Desse modo, houve a indagação se tal comorbidade de fato seria um fator agravante independente na infecção pelo vírus SARSCOV 2, agente etiológico da doença.
METODOLOGIA
O artigo consiste em uma revisão integrativa, enquadrando-se em um estudo retrospectivo e longitudinal. Para esta atividade foram selecionados artigos em inglês, em espanhol e em mandarim provenientes das bases de dados PubMed, Cochrane Library, Elsevier, LILACS, Scielo, Web of Science.
Na base de dados Pubmed foram utilizados os descritores “hypertension”, “independent factor”, “isolated factor”, “covid-19”, “prognosis” e os operadores booleanos AND e OR. Também nessa seleção foi utilizado os seguintes filtros: publicados há 5 anos e revisões e ensaios clínicos, obtendo-se 82 artigos, destes, 17 foram selecionados pela leitura do título.
Na Elsevier foi utilizado os descritores “”hypertension” as an “independent risk factor” on covid-19””, obtendo-se 1080 artigos. Destes, uma leitura dos títulos permitiu selecionar 90 artigos e, uma seleção por meio dos resumos destes já selecionados resultou em 14 artigos selecionados ao final. Enquanto isso, na Cochrane Library foi utilizado os descritores “covid-19”, “hypertension” e o operador booleano AND, obtendo-se apenas 1 estudo condizente com a pesquisa. Não houve restrição quanto ao tipo de estudo utilizado durante essa pesquisa.
As ferramentas utilizadas nessa pesquisa foram os sites “Mendeley”, “Google Tradutor” e “SciSpace”. O site de tradução foi utilizado para traduzir textos em mandarim para língua portuguesa. A Inteligência Artificial (IA) “SciSpace” foi utilizada para facilitar a obtenção de dados e para comparar as anotações autorais feitas no espaço “anotações” do site “Mendeley” com os resumos gerados pela IA. Este último site foi utilizado tanto para a leitura dos artigos quanto para anotações e gerenciamento das referências bibliográficas.
O artigo ainda conta com duas tabelas com um sumário dos principais achados para a pesquisa em questão, nas quais foram selecionados os textos que fossem uma revisão e que abordassem especificamente sobre a hipertensão, seja em sua prevalência, seja como fator de risco. A seleção dos artigos que deveriam constar nela e dos resumos foi feita de modo manual, sem ajuda de softwares quaisquer.
RESULTADOS
A hipertensão é uma doença extremamente prevalente na população que apresenta a covid-19 ( Ng W. et al, p.5, 2021), variando desde 12,8% (Zhao, p,1, 2020) à 56,6% (Touyz et al., p.1261, 2021). É a principal condição subjacente a aparecer nas infecções desta doença viral juntamente com a Diabetes Mellitus (DM) nos diversos estudos apresentados. Ademais, também se mostrou uma condição cardiovascular extremamente frequente nos casos de óbito advindos da infecção pelo SARS-COV 2, mesmo sem estar relacionada a demais condições subjacentes.
A doença cardiovascular abordada também mostrou-se comum nos casos de óbito decorrentes da covid-19 quando combinada com outras doenças subjacentes e com uma idade avançada; com diferenças entre grupos etários mais observáveis a partir dos 50 anos (Gallo G. et al, p. 116, 2022). No entanto, seu papel como fator de risco independente ainda não está bem fundamentado, pois os estudos não chegaram a um consenso quanto a esse parâmetro, tanto por divergência estatística quanto pelo fato de que essa doença é também muito frequente na população não infectada pelo vírus de modo geral.
Ademais, é necessário salientar que hipertensão e pressão arterial elevada não foram considerados como sinônimo nesse estudo, uma vez que a hipertensão (hipertensão arterial sistêmica) controlada tende a deixar o indivíduo afetado com valores não elevados de pressão arterial. Deste modo, a pressão arterial elevada foi considerada como fator de risco na maioria dos estudos, de modo que o tratamento da hipertensão foi recomendado a ser continuado mesmo na infecção pelo SARS-COV2, uma vez que poderia melhorar o prognóstico.
Essa tratamento foi recomendado a ser continuado mesmo no uso dos IECA e dos BRA, mesmo que eles teoricamente pudessem interagir na via fisiopatológica que o covid-19 ataca o corpo, uma vez que os estudos afirmam que as medicações não parecem piorar em nada a condição, na verdade, parecem melhorar o prognóstico também dos hipertensos infectados que os utilizam (Zhang et al, p. 2, 2020).
Quadro 1-









Quadro 2 – Caracterização de artigos da amostra bibliográfica.



DISCUSSÃO
O SARS-COV2 basicamente age atacando a Enzima Conversora de Angiotensinogênio 2 (ECA2). Essa enzima age transformando a angiotensina 2 por exemplo na angiotensina-1-7, o qual tem efeito contrário ao da angiotensina-2, de tal modo que aquela muitas vezes é considerada um cardioprotetor por provocar vasodilatação, por exemplo (Gallo et al, p. 118, 2022).
No entanto, aparentemente boa parte dos efeitos da covid advém de uma tempestade de citocininas, provocando efeitos inflamatórios em vasos sanguíneos, por exemplo. Esse processo de lesão endotelial é potencializado quando já há uma lesão em curso nesse ambiente, desse modo, tanto a diabetes quanto a hipertensão não devidamente tratadas podem se transformar em fator de risco (Gallo et al, p. 116, 2022). Ademais, a senescência também tende a potencializar, aterosclerose e processos inflamatórios nessa região, de modo que essa é uma teoria que pode explicar em parte alguns fatores de risco para a covid-19 (Gallo et al, p. 116, 2022).
Dentro desse contexto, há a possibilidade da hipertensão não ser necessariamente um fator de risco independente, uma vez que quando tratada precocemente tende a não causar lesão endotelial. Nesse sentido, a preservação do endotélio poderia ser uma justificativa para o fato de a infecção de SARS-COV2 ter um efeito menos letal em pessoas que tratam o quadro de hipertensão com inibidores do Sistema Renina Angiotensina Aldosterona (SRAA) por consequência do uso do mesmo (Ssentongo et al., p.6, 2020).
Outrossim, ainda é difícil dizer se a hipertensão e seus mecanismos têm algum efeito sobre a gravidade do quadro da pessoa infectada quando vista de modo isolado, visto que pessoas tratadas com IECA e BRA não tem um prognóstico pior do que pessoas que não tratam a hipertensão, mesmo que fisiologicamente faça sentido a possibilidade deles provocarem uma regulação positiva da ECA2 e os dados ainda são inconclusivos quanto ao fato de haver maior risco relacionado à hipertensão de modo independente.
No entanto, diversos estudos reiteram o fato de que a hipertensão quando ligada à diabetes, idade avançada e ao sexo masculino é um fator de risco. Desse modo, pacientes que apresentam esse quadro, que é muito mais comum do que apresentar apenas a hipertensão de modo isolado, devem ser monitorados com maior cautela, pois tendem a ter um prognóstico com desfechos não favoráveis.
Constata-se, através dos estudos descritos no Quadro 2, que pacientes com diagnóstico prévio de HAS apresentaram, de forma consistente, maior probabilidade de evolução para quadros clínicos graves ou críticos da COVID-19.
Tal situação (quadro 2) implica em maior necessidade de suporte ventilatório (invasivo e não invasivo), maior taxa de internação em unidades de terapia intensiva (UTI) e maior proporção de desfechos adversos como síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), sepse e choque.
É possível constatar ainda que os pacientes hipertensos demonstraram alterações laboratoriais importantes na admissão hospitalar (quadro 2), incluindo elevação de biomarcadores de lesão cardíaca (troponina, BNP), inflamação (neutrófilos, relação neutrófilo/linfócito), e insuficiência renal (aumento de ureia e creatinina, redução da taxa de filtração glomerular). Tais alterações refletem uma inflamação sistêmica mais intensa e lesão de múltiplos órgãos-alvo.
Em subgrupos com COVID-19 mais grave, foram encontrados níveis mais elevados de marcadores cardíacos e pior função miocárdica, especialmente em pacientes com HAS. Isso indica um impacto direto da COVID-19 sobre o sistema cardiovascular, especialmente entre os já vulneráveis. Portanto, em quadro 2, é sugestivo que a HAS contribui não apenas como comorbidade, mas também como amplificadora da resposta inflamatória e da lesão miocárdica.
LIMITAÇÕES
Esse estudo é uma revisão integrativa, portanto a seleção dos artigos não foi feita de modo sistemático, isso dificulta a obtenção de dados com o intuito de elucidar um panorama clínico real. Logo, este estudo busca estimular pesquisas mais robustas, como meta-análises e revisões sistemáticas a fim de gerar evidências que possam esclarecer a dúvida se a hipertensão é de fato um fator de risco independente na covid-19 ou não o é.
CONCLUSÃO
Portanto, a covid-19 ainda persiste em diversos espaços, aparecendo muitas vezes como epidemias em determinadas regiões brasileiras, desse modo, buscou-se estabelecer a relação com a hipertensão como fator de risco de modo isolado. Entretanto, ainda não há um consenso se esta condição é isoladamente um fator agravante na doença, mas pode-se perceber que há um consenso em relação ao fato de que quando aliada a outras condições subjacentes, idade avançada e ao sexo masculino, é ligada a um prognóstico desfavorável, o que pode indicar pacientes que devem receber um cuidado mais atencioso.
REFERÊNCIAS
AKHTAR, H. et al. Presenting Characteristics, Comorbidities, and Outcomes Among Patients With COVID-19 Hospitalized in Pakistan: Retrospective Observational Study. JMIR Public Health and Surveillance, v. 7, n. 12, 2021.
AL HEIALY, S. et al. Combination of obesity and co-morbidities leads to unfavorable outcomes in COVID-19 patients. Saudi Journal of Biological Sciences, v. 28, n. 2, p. 1445–1450, 2021.
ALYAMMAHI, S. K. et al. The dynamic association between COVID-19 and chronic disorders: An updated insight into prevalence, mechanisms and therapeutic modalities. Infection, Genetics and Evolution, Elsevier B.V., 1 jan. 2021.
BARRY, M. et al. Factors associated with poor outcomes among hospitalized patients with COVID-19: Experience from a MERS-CoV referral hospital. Journal of Infection and Public Health, v. 14, n. 11, p. 1658–1665, 2021.
CEN, Y. et al. Risk factors for disease progression in patients with mild to moderate coronavirus disease 2019—a multi-centre observational study. Clinical Microbiology and Infection, v. 26, n. 9, p. 1242–1247, 2020.
CHEN, C.-L. et al. Clinical characteristics and treatment outcomes among the hospitalized elderly patients with COVID-19 during the late pandemic phase in central Taiwan. Journal of Microbiology, Immunology and Infection, v. 57, n. 2, p. 257–268, 2024.
DY, L. F. et al. Prevalence and prognostic associations of cardiac abnormalities among hospitalized patients with COVID-19: a systematic review and meta-analysis. Scientific Reports, v. 11, n. 1, 1 dez. 2021.
FADL, N.; ALI, E.; SALEM, T. Z. COVID-19: Risk Factors Associated with Infectivity and Severity. Scandinavian Journal of Immunology, John Wiley and Sons Inc., 1 jun. 2021.
GALLO, G.; CALVEZ, V.; SAVOIA, C. Hypertension and COVID-19: Current Evidence and Perspectives. High Blood Pressure and Cardiovascular Prevention, Adis, 1 mar. 2022.
GITTO, M. et al. Specific characteristics of STEMI in COVID-19 patients and their practical implications. Kardiologia Polska, Via Medica, 2022.
GOMEZ, V.; HUSSAINI, N.; VARON, J. Comparative analysis of hypertension as an independent risk factor vs. hypertension with comorbidities using the Charlson Comorbidity Index in hospitalized COVID-19 patients. Journal of the American College of Cardiology, v. 83, n. 13, Supplement, p. 1874, 2024.
KARIO, K. et al. COVID-19 and hypertension—evidence and practical management: Guidance from the HOPE Asia Network. Journal of Clinical Hypertension, Blackwell Publishing Inc., 1 jul. 2020.
KHATERI, S. et al. The Prevalence of Underlying Diseases and Comorbidities in COVID-19 Patients; an Updated Systematic Review and Meta-analysis. Archives of Academic Emergency Medicine. Disponível em: http://journals.sbmu.ac.ir/aaem.
KIM, H. J. et al. A systematic review and meta-analysis of regional risk factors for critical outcomes of COVID-19 during early phase of the pandemic. Scientific Reports, v. 11, n. 1, 1 dez. 2021.
KOŹLIK, M.; BŁAHUSZEWSKA, A.; KAŹMIERSKI, M. Cardiovascular System during SARS-CoV-2 Infection. International Journal of Environmental Research and Public Health, MDPI, 1 fev. 2022.
LIU, D. et al. Risk factors for developing into critical COVID-19 patients in Wuhan, China: A multicenter, retrospective, cohort study. EClinicalMedicine, v. 25, p. 100471, 2020.
LO PRESTI, E. et al. Molecular and pro-inflammatory aspects of COVID-19: The impact on cardiometabolic health. Biochimica et Biophysica Acta (BBA) – Molecular Basis of Disease, v. 1868, n. 12, p. 166559, 2022.
MAHAJAN, K. et al. Cardiac biomarker-based risk stratification algorithm in patients with severe COVID-19. Diabetes and Metabolic Syndrome: Clinical Research and Reviews, v. 14, n. 5, p. 929–931, 1 set. 2020.
NÄGELE, M. P. et al. Endothelial dysfunction in COVID-19: Current findings and therapeutic implications. Atherosclerosis, Elsevier Ireland Ltd., 1 dez. 2020.
NANDY, K. et al. Coronavirus disease (COVID-19): A systematic review and meta-analysis to evaluate the impact of various comorbidities on serious events. Diabetes and Metabolic Syndrome: Clinical Research and Reviews, v. 14, n. 5, p. 1017–1025, 1 set. 2020.
NEWTON, S. et al. Factors associated with clinical severity in emergency department patients presenting with symptomatic SARS‐CoV‐2 infection. JACEP Open, v. 2, n. 4, p. e12453, 1 ago. 2021.
NG, W. H. et al. Comorbidities in SARS-CoV-2 patients: A systematic review and meta-analysis. mBio, v. 12, n. 1, p. 1–12, 1 jan. 2021.
OMS declara fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional referente à COVID-19. Pan American Health Organization (PAHO), 2023. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/5-5-2023-oms-declara-fim-da-emergencia-saude-publica-importancia-internacional-referente. Acesso em: 22 out. 2025.
PARK, H.-Y. et al. Presenting characteristics and clinical outcome of patients with COVID-19 in South Korea: A nationwide retrospective observational study. The Lancet Regional Health – Western Pacific, v. 5, p. 100061, 2020.
PAROHAN, M. et al. Risk factors for mortality in patients with Coronavirus disease 2019 (COVID-19) infection: a systematic review and meta-analysis of observational studies. Aging Male, Taylor and Francis Ltd., 2021.
PELLICORI, P. et al. COVID-19 and its cardiovascular effects: a systematic review of prevalence studies. Cochrane Database of Systematic Reviews, John Wiley and Sons Ltd., 11 mar. 2021.
PONTOPPIDAN, J. R. N. et al. A multidisciplinary, shared care clinic using personalized medicine and coordinated care in patients with concomitant type 2 diabetes and cardiovascular disease. Preventive Medicine Reports, v. 38, p. 102594, 2024.
SSENTONGO, A. E. et al. Renin-angiotensin-aldosterone system inhibitors and the risk of mortality in patients with hypertension hospitalised for COVID-19: Systematic review and meta-analysis. Open Heart, v. 7, n. 2, 5 nov. 2020.
TOUYZ, R. M. et al. Cardiovascular and Renal Risk Factors and Complications Associated With COVID-19. CJC Open, v. 3, n. 10, p. 1257–1272, 2021.
WONG-CHEW, R. M.; NOYOLA, D. E.; VILLA, A. R. Características clínicas y factores de riesgo de mortalidad en menores de 18 años con COVID-19 en México y Ciudad de México. Anales de Pediatría, v. 97, n. 2, p. 119–128, 2022a.
WONG-CHEW, R. M.; NOYOLA, D. E.; VILLA, A. R. Clinical characteristics and mortality risk factors in patients aged less than 18 years with COVID-19 in Mexico and Mexico City. Anales de Pediatría (English Edition), v. 97, n. 2, p. 119–128, 2022b.
ZAKI, N.; ALASHWAL, H.; IBRAHIM, S. Association of hypertension, diabetes, stroke, cancer, kidney disease, and high-cholesterol with COVID-19 disease severity and fatality: A systematic review. Diabetes and Metabolic Syndrome: Clinical Research and Reviews, v. 14, n. 5, p. 1133–1142, 1 set. 2020.
ZHAO, M. et al. Advances in the relationship between coronavirus infection and cardiovascular diseases. Biomedicine and Pharmacotherapy, Elsevier Masson s.r.l., 1 jul. 2020.
YAO, Q. et al. Clinical characteristics and outcomes in coronavirus disease 2019 (COVID-19) patients with and without hypertension: a retrospective study. Cardiovasc Med, v. 21, n. 4, p. 615-625, 2020.
CHEN, R. et al. Influence of blood pressure control and application of renin-angiotensin-aldosterone system inhibitors on the outcomes in COVID-19 patients with hypertension. J Clin Hypertens, v. 22, n. 11, p. 1974-83, 2020. DOI: https://doi.org/10.1111/jch.14038.
HUANG, S. et al. COVID-19 patients with hypertension have more severe disease: a multicenter retrospective observational study. Hypertens Res, v. 43, p. 824-31, 2020. DOI: https://doi.org/10.1038/s41440-020-0485-2.
YAO, Q. et al. Clinical characteristics and outcomes in coronavirus disease 2019 (COVID-19) patients with and without hypertension: a retrospective study. Rev Cardiovasc Med, v. 21, n. 4, p. 615-25, 2020. DOI: https://doi.org/10.31083/j.rcm.2020.04.113.
CHENGYI HU, LUSHAN X, HONGBO Z, YANPEI Z, WENFENG Z, LI L, et al. Effect of hypertension on outcomes of patients with COVID-19. Nan Fang Yi Ke Da Xue Xue Bao. 2020;40(11):1537-42. Chinese. https://doi.org/10.12122/j.issn.1673-4254.2020.11.01
MALAQUIAS, T. S. M. et al. Effects of the COVID-19 pandemic on health professionals: a systematic review protocol. Braz J Nurs, v. 20, n. 20216520, p. 1-8, 2021.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA – SBC. Sociedade Brasileira de Cardiologia. 2019. Disponível em: https://www.portal.cardiol.br/.
¹Discente do Curso Superior de Medicina da Universidade Estadual de Goiás – Unidade de Itumbiara. E-mails: 33ljkm@gmail.com; jva.tonelli@gmail.com; us.mateus22@gmail.com
²Docente do Curso Superior de Medicina da Universidade Estadual de Goiás – Unidade de Itumbiara. Especialista em Oftalmologia e Clínica Médica. Doutor em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Goiás. E-mail: julio.silva@ueg.br | ORCID: https://orcid.org/0000-0002-4545-0019
