HARMONIZAÇÃO FACIAL E REDES SOCIAIS: INFLUÊNCIA DA AUTOIMAGEM DIGITAL NA DECISÃO PELO PROCEDIMENTO

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202508061740


Patrícia de Mira Lobo
Maria Fernanda de Mira Macedo Lobo


RESUMO 

O avanço das redes sociais tornou a exposição da imagem pessoal um fenômeno central na sociedade, impactando diretamente a percepção da própria aparência e influenciando decisões sobre procedimentos estéticos, como a harmonização facial. A popularização de filtros digitais, selfies e o marketing feito por influenciadores e profissionais aumentaram a busca por padrões de beleza idealizados. No entanto, fatores como segurança, confiança no profissional e ética na divulgação também pesam na decisão, podendo gerar tanto benefícios quanto expectativas irreais nos pacientes. Diante do exposto o estudo tem como objetivo geral investigar como a autoimagem digital influenciada pelas redes sociais impacta a decisão de realizar procedimentos de harmonização facial. A metodologia adotada para este estudo segue os princípios básicos de uma pesquisa de natureza qualitativa. Para a coleta de dados, foi utilizada a análise documental e bibliográfica, envolvendo artigos científicos, dissertações, teses e publicações oficiais. Essa técnica permite o levantamento, seleção e exame crítico de conteúdos previamente publicados. Portanto, conclui-se que a decisão de buscar procedimentos de harmonização facial não ocorre de forma isolada ou apenas por motivos pessoais, mas está profundamente relacionada à cultura digital, à exposição a padrões inatingíveis e à influência de figuras midiáticas.

Palavras-chave: Autoimagem. Redes sociais. Harmonização facial. Filtros digitais.

ABSTRACT

The rise of social media has made the exposure of personal image a central phenomenon in society, directly impacting the perception of one’s own appearance and influencing decisions about aesthetic procedures, such as facial harmonization. The popularization of digital filters, selfies, and marketing by influencers and professionals has increased the search for idealized beauty standards. However, factors such as safety, trust in the professional, and ethical disclosure also influence the decision, potentially generating both benefits and unrealistic expectations for patients. Given the above, the study’s overall objective is to investigate how digital self-image, influenced by social media, impacts the decision to undergo facial harmonization procedures. The methodology adopted for this study follows the basic principles of qualitative research. Documentary and bibliographic analysis was used for data collection, including scientific articles, dissertations, theses, and official publications. This technique allows for the survey, selection, and critical examination of previously published content. Therefore, it can be concluded that the decision to seek facial harmonization procedures does not occur in isolation or solely for personal reasons, but is deeply linked to digital culture, exposure to unattainable standards, and the influence of media figures.

Keywords: Self-image. Social media. Facial harmonization. Digital filters.

1. INTRODUÇÃO 

A busca pela estética facial nunca esteve tão em evidência quanto na sociedade contemporânea, marcada pelo avanço tecnológico e pelo crescimento exponencial do uso das redes sociais. Atualmente, plataformas digitais como Instagram e Facebook se tornaram verdadeiros palcos de exposição da imagem pessoal, impactando de maneira significativa o modo como as pessoas percebem a própria aparência e, consequentemente, influenciando comportamentos e decisões relacionadas aos procedimentos estéticos. A harmonização orofacial, nesse contexto, ganhou grande destaque e se popularizou entre diversos públicos, tornando-se uma das técnicas mais procuradas para quem deseja mudanças na face de forma menos invasiva e com resultados rápidos.

No Brasil, a influência das redes sociais na decisão de realizar procedimentos estéticos faciais é um fenômeno que vem sendo cada vez mais estudado. Segundo Nascimento et al. (2024), o crescimento do número de procedimentos está diretamente associado ao uso intensivo de mídias digitais, ao aumento da prática de selfies e ao surgimento de filtros de beleza em aplicativos. Esses recursos digitais criam novos padrões de beleza e, frequentemente, estimulam a busca por transformações que visam adequar a aparência ao que é considerado “ideal” nos meios virtuais. O Instagram, por exemplo, tem papel relevante na divulgação de procedimentos de harmonização facial, especialmente por meio de fotos de “antes e depois”, postagens de profissionais e de influenciadores digitais, e campanhas publicitárias segmentadas.

É notório que a exposição constante à estética perfeita nas redes sociais pode impactar a autoestima, levando pessoas de diferentes faixas etárias a desejarem intervenções faciais. Fernandes et al. (2021) apontam que, embora o Instagram seja uma das plataformas mais utilizadas para divulgação de técnicas e resultados de harmonização facial, a influência exercida por essa rede social nem sempre é suficiente para fazer com que o indivíduo tome a decisão de realizar um procedimento. De acordo com a pesquisa realizada pelas autoras, muitos usuários afirmam que o contato com imagens e informações sobre harmonização facial pode despertar curiosidade e interesse, mas outros fatores, como segurança, confiança no profissional e recursos financeiros, também são determinantes nesse processo.

Paralelamente, a relação entre profissionais da saúde, especialmente cirurgiões-dentistas, e as redes sociais, é motivo de debate ético e normativo. Moreira et al. (2023) destacam que, com o aumento da concorrência no mercado de serviços odontológicos, as mídias digitais passaram a ser ferramentas essenciais de marketing, proporcionando visibilidade para clínicas e profissionais que realizam procedimentos de harmonização orofacial. Entretanto, o uso dessas plataformas deve seguir critérios éticos bem definidos. No Brasil, o Conselho Federal de Odontologia regulamenta a divulgação de imagens de pacientes, exigindo, por exemplo, a apresentação do nome e do número de inscrição do profissional em postagens e proibindo expressões que caracterizem autopromoção ou promessa de resultados. Apesar disso, é frequente encontrar publicações que não seguem as normativas estabelecidas, o que levanta preocupações quanto à proteção da imagem do paciente e à integridade da profissão.

A exposição de imagens de “antes e depois” de procedimentos, além de ser estratégica para atrair novos clientes, pode influenciar expectativas irreais em relação aos resultados. Muitos pacientes acabam tomando decisões baseadas em comparações ou buscando alcançar o padrão de beleza amplamente divulgado nas redes, o que pode gerar insatisfação e frustrações. Ao mesmo tempo, as redes sociais também se tornaram canais para o esclarecimento de dúvidas, divulgação de informações corretas e aproximação entre pacientes e profissionais, criando novas formas de relacionamento no âmbito da saúde e da estética.

Diante do exposto o estudo tem como objetivo geral investigar como a autoimagem digital influenciada pelas redes sociais impacta a decisão de realizar procedimentos de harmonização facial. E tem como objetivo específico: Analisar o papel do uso de filtros digitais na percepção da própria aparência; avaliar a influência de celebridades e influenciadores digitais na decisão pelo procedimento e compreender como a comparação social nas redes sociais afeta o desejo pela harmonização facial.

Este estudo justifica-se pela crescente influência das redes sociais na construção da autoimagem e no comportamento das pessoas em relação à estética facial. Nos últimos anos, percebe-se um aumento significativo na procura por procedimentos de harmonização facial, especialmente entre jovens adultos, fenômeno que parece estar relacionado ao uso constante de filtros digitais, à exposição a padrões estéticos promovidos por celebridades e influenciadores, bem como à intensa comparação social presente nas plataformas digitais.

2. REFERENCIAL TEÓRICO 

2.1 PAPEL DO USO DE FILTROS DIGITAIS NA PERCEPÇÃO DA PRÓPRIA APARÊNCIA

As redes sociais, como Instagram, Snapchat e TikTok, popularizaram recursos capazes de alterar feições, clarear a pele, modificar contornos e suavizar marcas naturais do rosto. De acordo com Tinoco et al. (2023), a valorização dos elementos estéticos influenciada pelas mídias digitais passou a afetar de forma direta o comportamento dos usuários, levando a uma busca cada vez maior por procedimentos estéticos e, principalmente, criando gatilhos de insatisfação com a própria aparência. O padrão de beleza idealizado, propagado a cada publicação e impulsionado pelos filtros, faz com que muitos se sintam desconfortáveis com sua autoimagem real, dando início a um ciclo de comparação e insatisfação.

A autoimagem define-se como a concepção pessoal que um indivíduo tem de si mesmo, da qual deriva a consciência de sua identidade, de seu papel social e de seu valor.1 sob influência das mídias sociais, a sociedade tem sido definida por uma cultura que busca os estereótipos como forma de identidade (Tinoco et al., 2023, p. 02).

Esse movimento não é restrito apenas a adultos jovens. Camargo e Souza (2024) afirmam que adolescentes, grupo naturalmente vulnerável a pressões externas, passaram a desenvolver uma percepção distorcida de si mesmos diante das imagens idealizadas pelas redes sociais. O uso frequente de filtros de imagem está associado ao aumento da insatisfação corporal, baixa autoestima e até mesmo ao desenvolvimento de quadros de ansiedade e depressão. Esses efeitos se agravam pela comparação constante com imagens editadas e irreais, reforçando a ideia de que só é aceito socialmente quem se enquadra em determinados padrões de beleza. O fenômeno da “dismorfia virtual” ganha força quando os jovens passam a perseguir um ideal construído digitalmente, muitas vezes incompatível com sua aparência real.

Na pesquisa de Nascimento et al. (2024), ficou evidente que o crescimento do número de procedimentos estéticos faciais, como a harmonização facial, está relacionado ao aumento do uso de selfies e à popularidade dos filtros digitais. Embora exista uma correlação positiva entre a busca por informações de procedimentos e o aumento de intervenções, não é possível afirmar que ambos crescem na mesma proporção, porém a influência do apelo visual digital é clara. A constante exposição a fotos e vídeos editados cria uma referência de beleza, que serve como modelo a ser perseguido, incentivando práticas como o uso de cosméticos, tratamentos e até intervenções cirúrgicas para se aproximar da imagem idealizada pelas redes sociais.

Os filtros digitais atuam como ferramentas de padronização da aparência, promovendo um visual cada vez mais homogêneo entre os usuários. Correia (2023) destaca que o Instagram, em particular, se consolidou como uma plataforma onde a representação do corpo e do rosto é amplamente moldada pelo uso desses recursos. A preocupação com a aparência corporal se intensifica à medida que filtros vão apagando marcas naturais e promovendo traços considerados mais bonitos segundo o padrão vigente. Assim, corpos e rostos tornam-se produtos da cultura de massa, perdendo sua individualidade em prol da aceitação e do pertencimento a um grupo social. O autor aponta que a assimilação acrítica dos discursos e imagens veiculados contribui para uma percepção alienada de si mesmo, onde a busca pelo corpo perfeito substitui a valorização da própria identidade.

Outro ponto importante é o processo educativo informal a que todos estão submetidos nas redes sociais. Correia (2023) argumenta que as mídias digitais não apenas divulgam imagens, mas educam, promovendo padrões de beleza e influenciando o comportamento de milhões de pessoas diariamente. O uso reiterado de filtros tende a reforçar ideias de que imperfeições são defeitos a serem corrigidos, fortalecendo um mercado voltado para a estética e levando muitos a buscar soluções rápidas, como harmonização facial e outros procedimentos minimamente invasivos. Nessa lógica, o real cede espaço ao ideal digital, e a imagem virtual torna-se referência para o autoconceito e para as relações sociais.

Em adolescentes, essa dinâmica é especialmente perigosa. Camargo e Souza (2024) alertam que, além de afetar a autoestima, o uso constante de filtros pode desencadear quadros de dismorfia corporal, em que o jovem passa a enxergar defeitos onde eles não existem ou exagera características mínimas de seu rosto. O desejo de se assemelhar à imagem editada pode gerar comportamentos de risco, como dietas extremas, uso excessivo de cosméticos e, em casos mais graves, a busca por procedimentos cirúrgicos antes mesmo da maioridade. As consequências se refletem na saúde mental, tornando a comparação social e a pressão estética um tema de saúde pública.

Segundo Lima (2025), em pesquisa com usuários natalenses, constatou-se que a exposição prolongada a imagens filtradas e idealizadas nas redes sociais modifica o padrão de referência do que é considerado belo. Muitas pessoas relataram sentir-se insatisfeitas com sua aparência ao se verem sem filtro, demonstrando que o contato repetido com a autoimagem editada leva à rejeição da aparência real. Essa insatisfação frequente estimula o consumo de produtos e serviços voltados à estética facial, ampliando o interesse por técnicas de harmonização facial e outras intervenções que prometem reproduzir na vida real os efeitos conquistados virtualmente.

É importante destacar, conforme enfatiza Tinoco et al. (2023), que a vida online exerce uma influência poderosa sobre a percepção do indivíduo quanto à sua autoimagem. Os dados apontam que, quanto maior o tempo de exposição a aplicativos que oferecem filtros, maior o grau de insatisfação com a imagem pessoal, principalmente entre mulheres jovens e estudantes. A valorização da pele perfeita, do rosto simétrico e dos traços finos promovida pelos filtros digitais, somada à comparação social intensificada pelas redes, cria um ambiente de constante julgamento e cobrança, dificultando a construção de uma relação saudável com a própria aparência.

O desejo por reconhecimento social também motiva o uso de filtros. Conforme observa Camargo e Souza (2024), ao postar uma imagem editada, o indivíduo busca aprovação dos outros, sendo os “likes” e comentários positivos um estímulo para manter o padrão artificial. Isso reforça a ideia de que só é digno de admiração quem exibe uma imagem perfeita, impulsionando ainda mais o ciclo de edição, comparação e insatisfação. O reconhecimento público passa a ser uma espécie de “aplauso digital”, levando à naturalização do uso de filtros como parte da rotina nas redes.

2.2 INFLUÊNCIA DE CELEBRIDADES E INFLUENCIADORES DIGITAIS NA DECISÃO PELO PROCEDIMENTO

No estudo de Klauck, Da Rosa e Barth (2024), fica claro que os influenciadores digitais desempenham um papel essencial no comportamento de consumo contemporâneo, uma vez que são percebidos como mais confiáveis e próximos do público do que os avatares virtuais. A confiança transmitida pelo influenciador digital, combinada à sensação de conexão e identificação, cria um ambiente propício para a sugestão de produtos e serviços, inclusive aqueles ligados à estética facial. Em muitos casos, os seguidores buscam repetir procedimentos realizados por seus ídolos, numa tentativa de se aproximar dos padrões estéticos que admiram.

Além disso, segundo Valente (2018), o processo de influência vai muito além da simples recomendação de produtos. Fatores como a regularidade das postagens, o grau de proximidade percebida entre influenciador e seguidor, e a credibilidade do influenciador são determinantes para a efetividade desse processo. Quando uma celebridade ou influenciador digital compartilha sua experiência com um procedimento estético, tal como a harmonização facial, essa prática tende a ser vista como mais legítima e segura. O seguidor se sente mais confiante para buscar o mesmo resultado, movido tanto pela admiração quanto pelo desejo de pertencimento ao grupo dos “seguidores fiéis” daquele perfil.

De acordo com Queiroz, Macedo e Vargas (2023), a influência de celebridades e influenciadores digitais não atinge apenas o comportamento de consumo, mas também afeta a autoestima dos indivíduos. Isso porque os seguidores costumam se comparar aos padrões de beleza exibidos nessas redes, gerando sentimentos de inadequação e o desejo de modificar a própria aparência. Em sua pesquisa, todos os participantes relataram já ter visto publicidade de procedimentos estéticos promovidos por celebridades, e a maioria afirmou sentir-se influenciada a realizar algum tipo de intervenção. Essa relação é ainda mais evidente entre jovens, grupo mais suscetível à influência digital e com níveis de autoestima mais sensíveis às pressões midiáticas.

Outro aspecto importante abordado por Klauck et al. (2024) é a distinção entre influenciadores digitais humanos e avatares virtuais. Os primeiros são vistos como mais autênticos, já que existe a possibilidade de identificação e interação real, enquanto os avatares, apesar do apelo visual, não geram o mesmo nível de confiança. Isso demonstra que a influência não se dá apenas pela exposição, mas pela construção de um vínculo emocional, o que reforça o poder do influenciador na decisão dos seguidores.

O trabalho de Lima, Menezes e Oliveira Cardoso (2023) discute, inclusive, os riscos éticos e jurídicos envolvidos nesse contexto, ressaltando que os influenciadores precisam agir com responsabilidade, já que sua atuação pode impactar diretamente a saúde e o bem-estar dos seguidores. Ao promoverem procedimentos estéticos, principalmente sem embasamento técnico ou acompanhamento profissional adequado, os influenciadores podem induzir práticas arriscadas, colaborando para o aumento de casos de complicações médicas e frustrações com os resultados. Por isso, cresce a discussão sobre a necessidade de regulação e responsabilização desses agentes na internet.

No ambiente digital, a visibilidade de um procedimento feito por celebridades ou influenciadores se amplia exponencialmente. Ao compartilhar antes e depois, depoimentos, rotinas de beleza e até os profissionais responsáveis pelos procedimentos, esses agentes potencializam o desejo do público em buscar transformações semelhantes. Klauck et al. (2024) apontam que o consumo não é mais apenas uma escolha individual, mas passa a ser resultado de um processo coletivo de validação social, onde a opinião de figuras populares tem um peso decisivo.

Além da influência direta sobre o desejo de mudar a aparência, as celebridades e influenciadores também atuam como fontes de informação sobre técnicas, tendências e novidades do universo da estética. Valente (2018) observa que muitos seguidores acabam conhecendo procedimentos apenas porque foram mencionados por alguém famoso, e, a partir disso, iniciam uma jornada de busca por informações, avaliações e profissionais qualificados. O ciclo se fecha quando o próprio influenciador indica uma clínica ou profissional, gerando uma corrente de consumo impulsionada pelo apelo da fama e da autoridade digital.

A pesquisa de Queiroz, Macedo e Vargas (2023) revela que 80% dos jovens entre 15 e 18 anos demonstram vontade de realizar procedimentos estéticos motivados pelo exemplo de celebridades. Esse dado evidencia o alcance e o poder das redes sociais na formação de desejos e comportamentos, demonstrando como a busca pela aparência idealizada deixou de ser restrita ao universo da moda e do entretenimento e passou a integrar a vida cotidiana das pessoas comuns.

Klauck et al. (2024) lembram que, mesmo com toda essa influência, a construção de lealdade do público com o influenciador depende de fatores como transparência, autenticidade e frequência de interação. Ou seja, para além do impacto imediato na decisão pelo procedimento, os seguidores valorizam influenciadores que mostram os bastidores, relatam experiências reais (inclusive os possíveis desconfortos ou insatisfações) e não vendem apenas resultados perfeitos.

2.3 COMO A COMPARAÇÃO SOCIAL NAS REDES SOCIAIS AFETA O DESEJO PELA HARMONIZAÇÃO FACIAL

A comparação social, fenômeno intensificado pelas redes sociais digitais, tem desempenhado um papel central na formação do desejo por procedimentos estéticos, especialmente pela busca da harmonização facial. No ambiente virtual, os padrões de beleza são amplificados e atualizados constantemente, tornando o contato com imagens idealizadas uma experiência cotidiana. O Instagram, por exemplo, se tornou um palco onde a exibição da aparência passa a ser regra, colocando em evidência rostos simétricos, peles perfeitas e traços definidos que, na maioria das vezes, são resultado de filtros digitais, edição ou até mesmo de intervenções estéticas (Vieira; Santos, 2023).

Segundo Vieira e Santos (2023), as redes sociais transformaram o padrão estético em algo homogêneo, onde a diversidade real dos rostos e corpos é substituída por uma busca incansável pela “beleza ideal”. Esse processo estimula a comparação constante entre usuários, alimentando sentimentos de insatisfação com a própria imagem. O contato repetido com imagens de influenciadores, celebridades e até conhecidos que exibem resultados de procedimentos como a harmonização facial contribui para criar uma espécie de referência coletiva sobre como um rosto bonito deve ser. Essa padronização visual afeta a autoestima dos usuários, gerando desconforto e o desejo de modificar a própria aparência para se sentir incluído ou admirado no ambiente digital.

O estudo de Mendes (2024) reforça essa perspectiva ao mostrar que o Instagram potencializou a procura por cirurgias e procedimentos estéticos, sendo a comparação social um dos principais fatores para essa busca. A autora destaca que, ao observar as fotos de outros usuários — muitas vezes editadas ou filtradas —, o indivíduo tende a enxergar suas próprias características como defeituosas ou inferiores, gerando frustração e vontade de se submeter a procedimentos que prometem transformar sua imagem. Ainda segundo Mendes (2024), a plataforma de compartilhamento de imagens e vídeos favorece a autorrepresentação idealizada, onde a exposição de resultados de harmonização facial e outros procedimentos se torna fonte de desejo e, ao mesmo tempo, de ansiedade para quem ainda não realizou intervenções.

Freitas et al. (2025) apontam que a insatisfação com a autoimagem, motivada pela exposição contínua a padrões de beleza nas redes sociais, apresenta-se como um dos principais desafios enfrentados nas clínicas de harmonização orofacial. Os profissionais relatam que muitos pacientes chegam ao consultório com expectativas irreais, desejando reproduzir em si mesmos os resultados vistos em perfis de celebridades ou influenciadores digitais. Essa tendência, de acordo com Freitas et al. (2025), exige dos especialistas uma abordagem clínica que vá além da técnica, incluindo o acolhimento emocional e o esclarecimento sobre as limitações de cada procedimento, para evitar frustrações futuras e até impactos negativos na saúde mental dos pacientes.

A autora Mayra de Oliveira (2024) também discute o papel das redes sociais, especialmente o Instagram, como ferramenta de ilusão na busca pelo corpo perfeito. Ela ressalta que, pela quantidade massiva de imagens circulando diariamente, o ambiente virtual torna-se um local de comparação permanente, onde cada usuário se vê diante de modelos de beleza quase inalcançáveis. Esse cenário alimenta um ciclo de insatisfação, pois o indivíduo sente necessidade de modificar seu rosto ou corpo para se aproximar dos padrões valorizados digitalmente, muitas vezes recorrendo à harmonização facial e outros procedimentos como formas de se adequar ao que é visto como belo e desejável.

Bruna Ruffo (2023), ao analisar o culto à beleza nas redes sociais, destaca que o constante automonitoramento digital reforça o sentimento de inadequação e incentiva práticas de transformação da imagem pessoal. Segundo a autora, o uso de filtros, edição de imagens e a exposição de resultados estéticos nas redes sociais criam um ambiente de vigilância coletiva, onde todos buscam se encaixar no padrão dominante. Esse fenômeno amplia a pressão social para aderir a procedimentos estéticos, tornando a harmonização facial não apenas uma tendência, mas quase uma exigência para quem deseja reconhecimento e aceitação no espaço digital.

Outro ponto importante ressaltado por Tinoco et al. (2023) é que a valorização de elementos estéticos, alimentada pelas redes sociais, afeta profundamente o comportamento das pessoas em relação à própria beleza. A exposição a padrões irreais desencadeia gatilhos de insatisfação e desconforto com a autoimagem, o que leva ao aumento da procura por procedimentos estéticos para tentar atingir os resultados idealizados. Essa dinâmica é especialmente forte entre os jovens, que, por estarem em fase de construção da identidade, são mais suscetíveis ao impacto da comparação social e das tendências do ambiente online.

Vieira e Santos (2023) afirmam ainda que a comparação social faz parte da natureza humana, mas, nas redes sociais, ela se torna mais intensa devido à exposição constante a “vidas perfeitas” e aparências impecáveis. O acesso a imagens de rostos e corpos que seguem o mesmo padrão cria uma sensação de urgência para se encaixar nesse modelo, reforçando a busca por procedimentos como a harmonização facial. O desejo de aceitação e pertencimento ao grupo se sobrepõe à valorização da singularidade, o que pode levar ao desenvolvimento de quadros de baixa autoestima, ansiedade e até depressão em quem não consegue atingir os resultados desejados.

No âmbito clínico, como destacado por Freitas et al. (2025), os profissionais de harmonização facial precisam lidar com expectativas cada vez mais altas dos pacientes, muitas vezes impulsionadas pela comparação social. Essa pressão demanda dos especialistas um cuidado maior ao explicar sobre as limitações dos procedimentos e a importância de um olhar realista sobre a própria beleza. A colaboração com profissionais da saúde mental é uma estratégia indicada para evitar frustrações e promover o bem-estar dos pacientes.

3. METODOLOGIA 

A metodologia adotada para este estudo segue os princípios básicos de uma pesquisa de natureza qualitativa, com abordagem descritiva e exploratória, conforme orientam Gil (2017) e Minayo (2012). Inicialmente, optou-se pela revisão de literatura, tendo em vista a necessidade de fundamentar teoricamente o fenômeno em questão e de mapear as contribuições e lacunas existentes na produção acadêmica, como recomenda Lakatos e Marconi (2017).

Para a coleta de dados, foi utilizada a análise documental e bibliográfica, envolvendo artigos científicos, dissertações, teses e publicações oficiais. Essa técnica permite o levantamento, seleção e exame crítico de conteúdos previamente publicados, favorecendo a compreensão aprofundada do objeto de estudo (Gil, 2017). O material coletado foi sistematizado e interpretado à luz da análise de conteúdo, conforme a proposta de Bardin (2016), a qual se destaca pela possibilidade de identificar, categorizar e interpretar as principais unidades de significado presentes nos textos analisados.

Buscou-se garantir a confiabilidade e a validade dos dados por meio da triangulação de fontes e da leitura criteriosa de materiais que atendem aos critérios de cientificidade e relevância acadêmica, conforme sugere Yin (2016). Os resultados foram organizados de forma temática, com base nas categorias emergentes da análise, proporcionando uma visão estruturada e coerente com os objetivos do estudo.

4. RESULTADO E DISCUSSÃO

A análise dos dados e das referências consultadas neste estudo evidencia que a autoimagem digital, constantemente alimentada pelas redes sociais, exerce forte influência sobre o desejo e a decisão de se submeter à harmonização facial. Esse fenômeno se manifesta de diferentes formas, atingindo especialmente adolescentes e jovens adultos, mas também impactando adultos de outras faixas etárias. O contato diário com imagens filtradas, editadas e cuidadosamente produzidas para as redes sociais faz com que muitas pessoas passem a enxergar suas próprias características como insuficientes ou fora dos padrões valorizados, criando um ciclo de insatisfação e busca por soluções estéticas rápidas e visíveis.

Os resultados encontrados por Freitas et al. (2025) destacam que a exposição frequente a padrões de beleza idealizados nas redes sociais gera expectativas irreais, tanto em relação à própria aparência quanto aos resultados possíveis com procedimentos estéticos. A harmonização facial aparece como uma das respostas mais procuradas para tentar suprir essa lacuna entre a imagem real e o padrão construído digitalmente. Profissionais da área de estética relatam um aumento significativo na procura por esses procedimentos, com pacientes buscando resultados semelhantes aos vistos em perfis de influenciadores e celebridades. Em muitos casos, os pacientes chegam ao consultório com fotos de referências digitais, pedindo para que sua aparência seja “transformada” nos mesmos moldes das imagens editadas publicadas na internet.

Vieira e Santos (2023) reforçam que a natureza visual das redes sociais, em especial o Instagram, facilita o processo de comparação social, no qual o indivíduo constantemente se avalia em relação aos outros. As ferramentas como filtros de beleza e aplicativos de edição permitem que qualquer pessoa construa uma versão “melhorada” de si mesma, criando uma nova referência interna de beleza que, muitas vezes, não é compatível com a realidade. Essa distância entre o “eu virtual” e o “eu real” contribui para o aumento da insatisfação corporal, sentimento de inadequação e, por consequência, para a busca crescente por intervenções estéticas, como a harmonização facial.

Os dados coletados por Tinoco et al. (2023) mostram que mais de 60% dos entrevistados consideram que as tecnologias digitais influenciam diretamente a maneira como se veem, sendo esse impacto mais forte entre estudantes e jovens adultos. Além disso, cerca de 45% dos participantes já buscaram atendimento com dermatologistas ou especialistas em estética motivados, em parte, pelo que veem nas redes sociais. Esse resultado confirma que a exposição às imagens digitalmente aprimoradas serve como gatilho para a busca de procedimentos que prometem alcançar a mesma aparência dos filtros e edições virtuais.

Outro aspecto importante levantado por Mendes (2024) é a relação entre a manipulação de imagens e a construção da autoestima. O uso constante de filtros digitais faz com que a pessoa se habitue a uma versão artificial de si, tornando difícil aceitar a própria imagem sem retoques. Essa dificuldade é potencializada pelo ambiente das redes sociais, onde a aprovação social é medida em curtidas, comentários e seguidores, levando o indivíduo a sentir necessidade de corresponder aos padrões e expectativas externas. Assim, a decisão de realizar procedimentos de harmonização facial passa a ser vista não só como um desejo pessoal, mas também como uma forma de obter aceitação e reconhecimento no espaço digital.

Ruffo (2023) argumenta que o culto à beleza nas redes sociais não se limita apenas à aparência, mas envolve também questões de pertencimento, autoestima e sucesso. Ter um rosto harmônico, sem imperfeições e semelhante ao das figuras públicas mais admiradas, transforma-se em uma espécie de requisito para ser notado e valorizado, tanto nas relações pessoais quanto profissionais. A harmonização facial, nesse contexto, assume o papel de “passaporte” para a inclusão em círculos sociais virtuais, funcionando como um símbolo de status e adequação aos padrões vigentes.

Oliveira (2024) aponta que, além da influência direta dos filtros e imagens manipuladas, existe também o papel dos influenciadores digitais e celebridades que, ao divulgarem seus próprios procedimentos e resultados, acabam incentivando a adesão em massa a esse tipo de intervenção. A cada postagem sobre harmonização facial, clínicas e profissionais ganham visibilidade, e seguidores passam a acreditar que a mudança na aparência é algo acessível, rápido e necessário para alcançar reconhecimento social. O efeito é uma banalização dos riscos e das limitações desses procedimentos, muitas vezes levando a frustrações e insatisfação mesmo após as intervenções.

Freitas et al. (2025) ressaltam, ainda, que os profissionais de saúde e estética têm enfrentado o desafio de ajustar as expectativas dos pacientes, explicando que nem sempre é possível obter os mesmos resultados das imagens digitais, que são frequentemente irreais. A busca pela perfeição, alimentada pelo ambiente virtual, pode gerar sofrimento psicológico, baixa autoestima e até quadros de transtorno dismórfico corporal. Por isso, é fundamental que os especialistas atuem não só como técnicos, mas também como orientadores, esclarecendo limites, possibilidades e incentivando o desenvolvimento de uma relação mais saudável com a própria imagem.

A pesquisa de Mayra de Oliveira (2024) reforça que o Instagram, por ser uma plataforma altamente visual e voltada à exposição da vida pessoal, acaba potencializando sentimentos de inveja, inferioridade e ansiedade nos usuários, que se sentem pressionados a mostrar uma imagem perfeita o tempo todo. Esse ambiente competitivo faz com que a harmonização facial se torne uma escolha quase natural para quem deseja se destacar, conquistar mais seguidores ou simplesmente se sentir melhor consigo mesmo. No entanto, o risco de dependência emocional das respostas do público é grande, podendo afetar negativamente a saúde mental dos envolvidos.

O estudo de Bruna Ruffo (2023) contribui ao mostrar que o automonitoramento digital, característica marcante das redes sociais, leva o indivíduo a uma vigilância constante sobre sua aparência, incentivando a busca incessante por melhorias, retoques e procedimentos estéticos. O ciclo de insatisfação nunca termina, pois a cada nova tendência ou padrão que surge, os usuários sentem necessidade de se adaptar, ampliando o mercado da harmonização facial e tornando o procedimento cada vez mais popular e procurado, especialmente entre jovens.

Os resultados apresentados por Mendes (2024) e Freitas et al. (2025) sugerem ainda que a pressão estética vivida no ambiente virtual pode ultrapassar o espaço online e afetar de forma significativa as relações pessoais e profissionais. A exigência por uma aparência “perfeita” não está mais restrita a figuras públicas ou artistas, mas se estende a qualquer pessoa com acesso a um perfil nas redes sociais. Dessa forma, a harmonização facial se transforma em um recurso para diminuir a distância entre o eu real e o eu digital, promovendo, ao menos momentaneamente, a sensação de pertencimento e autoestima elevada.

Conforme destacado por Tinoco et al. (2023), é preciso lembrar que a vida online exerce influência sobre todos os aspectos da percepção de si, inclusive na saúde mental. O processo de decisão por realizar procedimentos de harmonização facial raramente é puramente racional ou motivado apenas por insatisfação objetiva com a aparência. Em geral, envolve uma série de expectativas e emoções influenciadas pelo ambiente virtual, pela comparação social, pelo desejo de aceitação e pela necessidade de reconhecimento.

Portanto, a discussão apresentada neste estudo reforça a ideia de que a autoimagem digital, amplamente moldada pelas redes sociais, tem impacto direto e profundo na decisão de buscar procedimentos de harmonização facial. A exposição constante a padrões idealizados, a pressão por aceitação e a facilidade de acesso a ferramentas de edição de imagem contribuem para transformar desejos em demandas concretas no consultório de profissionais da área. Ao mesmo tempo, fica evidente a importância de abordagens clínicas integradas, que considerem não apenas o aspecto estético, mas também as dimensões psicológicas e sociais do paciente.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Diante da análise realizada, é possível afirmar que os objetivos traçados para este estudo foram plenamente atendidos. De maneira geral, ficou evidente que a autoimagem digital, fortemente influenciada pelas redes sociais, exerce impacto significativo na decisão de realizar procedimentos de harmonização facial. A convivência diária com imagens editadas, filtros digitais e padrões estéticos irreais tem alterado a percepção que as pessoas desenvolvem sobre si mesmas, aumentando a insatisfação e estimulando a busca por mudanças físicas.

Ao analisar o papel dos filtros digitais, observou-se que essas ferramentas não apenas modificam a aparência nas fotos, mas também redefinem o conceito de beleza pessoal. Muitos indivíduos, especialmente jovens, passam a desejar na vida real as características obtidas virtualmente, o que acaba influenciando diretamente a procura por procedimentos estéticos. Além disso, a influência de celebridades e influenciadores digitais foi identificada como fator determinante nesse processo, pois essas figuras públicas servem de referência e incentivo para seus seguidores, promovendo intervenções e apresentando resultados como acessíveis e desejáveis.

A compreensão sobre a comparação social nas redes, que se mostrou um dos principais gatilhos para o desejo de harmonização facial. O contato constante com imagens de pessoas consideradas “perfeitas” leva a sentimentos de inadequação, baixa autoestima e insatisfação com a própria aparência, fazendo com que a harmonização facial seja vista como um caminho para alcançar pertencimento e aceitação social.

Portanto, conclui-se que a decisão de buscar procedimentos de harmonização facial não ocorre de forma isolada ou apenas por motivos pessoais, mas está profundamente relacionada à cultura digital, à exposição a padrões inatingíveis e à influência de figuras midiáticas. Fica o alerta para a importância do uso crítico das redes sociais, da valorização da diversidade e da necessidade de um olhar mais realista e acolhedor sobre a própria imagem, tanto por parte dos usuários quanto dos profissionais da área da estética.

REFERÊNCIAS

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