HÁBITOS E FUTUROS SAUDÁVEIS: INTERVENÇÃO PARA PREVENÇÃO DE DOENÇAS CRÔNICAS EM (BOQUIM) SERGIPE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512261122


Anne Carolline Bispo dos Santos
Orientadora: Renata Adriana Labanca


Resumo

Este trabalho de conclusão de curso aborda a importância dos hábitos alimentares na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e câncer. A crescente prevalência dessas condições de saúde, que representam aproximadamente 71% das mortes globais, é fortemente associada a uma alimentação inadequada. Dietas ricas em alimentos ultraprocessados e pobres em nutrientes essenciais estão ligadas ao aumento do risco de DCNT, enquanto uma alimentação balanceada pode reduzir significativamente esse risco. O projeto proposto visa promover hábitos alimentares saudáveis em uma comunidade de baixa renda no município de Boquim, Sergipe, através de ações educativas, práticas culinárias e parcerias locais. O objetivo é sensibilizar e capacitar os indivíduos para adotar uma dieta equilibrada, reduzindo o consumo de alimentos processados e ricos em açúcares e gorduras saturadas. A metodologia inclui diagnóstico inicial com questionário, planejamento e execução de palestras, criação de material educativo e formação de grupos de apoio. A avaliação será feita com base na mudança nos hábitos alimentares e indicadores de saúde da comunidade. Os resultados esperados são um aumento no conhecimento sobre alimentação saudável, adoção de hábitos mais saudáveis e redução da incidência de doenças crônicas, melhorando a qualidade de vida dos participantes.

Palavras-chave: Comportamento Alimentar, Estilo de Vida Saudável, Inquéritos Nutricionais, Doença Crônica, Doenças não Transmissíveis.

1. Introdução

A crescente prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer, representa um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI. As DCNT são responsáveis por aproximadamente 71% das mortes globais, sendo a má alimentação um dos principais fatores de risco modificáveis (, 2021) . A adoção de hábitos alimentares saudáveis é, portanto, essencial para a prevenção dessas doenças e para a promoção da saúde e do bem-estar da população.

Dietas inadequadas, caracterizadas pelo alto consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio, têm sido associadas a um aumento significativo na incidência de DCNT. Em contraste, uma alimentação balanceada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis, está associada à redução do risco dessas doenças e à melhoria da saúde geral (WILLETT; ROCKSTRöM; LOKEN, 2019).

Conforme os dados apresentados, o presente trabalho visa realizar um projeto de intervenção numa Unidade Básica de Saúde de um município do interior de Sergipe. Boquim é uma cidade localizada na região do litoral Sul do estado e conta aproximadamente com 25 mil habitantes, parte dos quais fazem uso do sistema único de saúde. A unidade de saúde sede da cidade é a Clínica de Saúde da Família Dr. Gilberto Carvalho Filho que apresenta em sua composição 3 equipes de saúde da família e também conta com profissionais das áreas da ginecologia/obstetrícia, pediatria e psiquiatria, além de contar com serviços de odontologia, psicologia e nutrição. A maior parte da população atendida pela unidade de saúde tem uma condição financeira de baixa a média, variando de alguns pacientes que usam serviços de saúde privados, para aqueles que dependem exclusivamente do SUS.

Dados obtidos por meio de pesquisa observacional durante as próprias consultas e por meio da avaliação dos prontuários dos pacientes atendidos no último ano (2024) na unidade básica de saúde já citada, estima-se que a maior parte dos casos atendidos pela unidade de saúde referida são de doenças como hipertensão arterial sistêmica, diabetes tipo 2, dislipidemia e sobrepeso, configurando a síndrome metabólica. Muitos pacientes também possuem doenças cardiovasculares, cânceres e algum tipo de sequelas por acidente vascular cerebral. Tais dados refletem um estilo de vida deletério que em última instância se inicia com as escolhas alimentares diárias dessa população. Em prol de criar um futuro melhor para as próximas gerações essa comunidade necessita de uma mudança de vida e dessa forma, surge a necessidade desse projeto de intervenção.

2. Justificativa

Este projeto surge da necessidade urgente de promover hábitos alimentares saudáveis como estratégia fundamental para a prevenção das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), conforme destacado anteriormente. A proposta é baseada nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e será implementada em um contexto específico: uma comunidade de baixa renda no município de Boquim, interior de Sergipe, no Nordeste brasileiro. A escolha dessa localidade é estratégica, considerando as vulnerabilidades socioeconômicas que aumentam o risco de DCNT, e a implementação será realizada na Clínica de Saúde da Família Dr. Gilberto Carvalho Filho, a principal unidade de saúde da cidade e porta de entrada para o sistema de saúde do SUS. Este projeto não só busca melhorar a qualidade de vida da comunidade por meio de práticas alimentares saudáveis, mas também fortalecer o papel da atenção básica na prevenção de doenças, contribuindo para a redução das DCNT na região.

3. Fundamentação teórica

– Hábitos alimentares:

Hábitos alimentares são as práticas e comportamentos relacionados à alimentação que uma pessoa ou grupo adota regularmente. Esses hábitos incluem o tipo de alimentos consumidos, a frequência das refeições, as porções ingeridas, os horários das refeições e os métodos de preparo.

Por definição, hábito alimentar, é a disposição duradoura determinada pela repetição constante de ato, atitude, costume (FERREIRA, 1999).

Mezomo (2002) define hábito alimentar como atos concebidos pelos indivíduos em que há seleção, utilização e consumo de alimentos disponíveis (MEZOMO, 2002).

O hábito alimentar pode ser influenciado por diversos fatores como a cultura e a sociedade em que o indivíduo está inserido, a economia e as classes sociais da população, as políticas públicas que atuam diretamente sobre os alimentos disponíveis, o nível de educação da sociedade e até o tipo de publicidade e marketing que é feito sobre os alimentos naquela comunidade.

Segundo Mennell (1992), a comida não é apenas uma necessidade biológica, mas também um fenômeno social e cultural, que reflete e refaz as estruturas sociais em que está inserida (MENNELL; MURCOTT; OTTERLOO, 1992).

Dessa forma, a cultura e a sociedade exercem uma influência significativa sobre os hábitos alimentares das pessoas, moldando preferências, práticas e comportamentos alimentares. A relação entre cultura, sociedade e alimentação é complexa e multifacetada, refletindo tanto tradições herdadas quanto dinâmicas sociais contemporâneas, sendo, portanto, um dos mais difíceis fatores de mudanças quando se pensa em alterar um ou mais hábitos de vida.

Além da cultura, o impacto da economia nos custos dos alimentos desempenha um papel crucial na determinação dos hábitos alimentares, especialmente em contextos de desigualdade socioeconômica. Darmon & Drewnowski sugerem que a classe social é um forte preditor da qualidade da dieta, com indivíduos de classes socioeconômicas mais altas consumindo dietas de melhor qualidade, caracterizadas por maior ingestão de frutas, vegetais e outros alimentos saudáveis pois eles tendem a ser mais caros do que alimentos ultraprocessados e menos nutritivos, como fast food e lanches industrializados. (DARMON, 2008) Essa diferença de custo pode ser uma barreira significativa para uma alimentação saudável, especialmente para populações de baixa renda.

Observa-se também que o nível educacional de uma sociedade está intimamente relacionado com seu nível de saúde, impactando desde o acesso aos serviços de saúde até a adoção de comportamentos saudáveis. Marmot argumenta que a educação melhora a capacidade de compreender e utilizar informações de saúde, o que facilita o uso adequado dos serviços de saúde. Pessoas com maior escolaridade tendem a adotar hábitos mais saudáveis, como a prática regular de exercícios físicos, dieta balanceada, e evitação do tabagismo e do consumo excessivo de álcool (MARMOT, 2005). A pesquisa de Cutler e Lleras-Muney sugere que cada ano adicional de escolaridade está associado a uma redução significativa na probabilidade de envolvimento em comportamentos de risco à saúde (CUTLER; LLERAS-MUNEY, 2010). Além disso, o aumento da escolaridade em uma sociedade contribui, segundo a revisão de Ferreira e Almeida, para uma redução da mortalidade e para o aumento da expectativa de vida, além de diminuir a incidência de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão (FERREIRA, 2015).

Por fim, há a poderosa influência do marketing e da propaganda sobre os padrões de consumo, especialmente no que diz respeito aos alimentos ultraprocessados e pouco saudáveis. A propaganda cria e molda as percepções dos consumidores em relação aos alimentos, frequentemente associando produtos ultraprocessados a atributos positivos, como prazer, conveniência, e status social. Pesquisas mostram que as campanhas publicitárias de alimentos ricos em açúcares, gorduras e sódio tendem a ser altamente eficazes em criar uma percepção positiva desses produtos, especialmente entre as crianças e adolescentes, que são mais suscetíveis a mensagens de marketing (HARRIS; BARGH; BROWNELL, 2009). O aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, impulsionado pela propaganda, está diretamente relacionado ao crescimento das doenças crônicas não transmissíveis. A pesquisa de Monteiro enfatiza que a alta ingestão de alimentos ultraprocessados é um dos principais fatores de risco para a obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares (MONTEIRO et al., 2013). Esses alimentos, ricos em calorias vazias e pobres em nutrientes, contribuem para desequilíbrios nutricionais que levam ao desenvolvimento de doenças crônicas.

– Doenças crônicas não transmissíveis (DCNT):

Essas doenças, segundo a OMS, são responsáveis por cerca de 70% de todas as mortes no mundo, estimando-se 38 milhões de mortes anuais. Desses óbitos, 16 milhões ocorrem prematuramente (menores de 70 anos de idade) e quase 28 milhões, em países de baixa e média renda. No Brasil, as DCNTs são responsáveis por cerca de 75% das mortes, de acordo com as estimativas da OMS. As estatísticas apontam que a distribuição das causas de óbito se divide no país entre: doenças cardiovasculares (28%), câncer (18%), condições transmissíveis, maternas, perinatais e nutricionais (14%), doenças respiratórias crônicas (7%), diabetes (5%) e outras DCNTs (17%). Todas essas doenças em última instância são causadas por hábitos de vida maléficos, dentre os quais a alimentação inadequada é o principal deles.

A relação entre hábitos alimentares inadequados e o aumento de doenças crônicas é amplamente documentada na literatura científica. Dietas ricas em alimentos processados, açúcares adicionados e gorduras saturadas, associadas à baixa ingestão de frutas, vegetais, fibras e grãos integrais, são consideradas fatores de risco significativos para diversas doenças crônicas. Monteiro afirma que o consumo elevado de alimentos ultraprocessados está associado ao aumento da obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e até alguns tipos de câncer (MONTEIRO, 2019). Esses alimentos geralmente têm altos teores de açúcares, gorduras saturadas e sódio, além de baixo valor nutricional.

Hall, K. D confirma através de estudos robustos que dietas ricas em alimentos ultraprocessados contribuem para o ganho de peso e a obesidade, que são fatores de risco para várias doenças crônicas, incluindo doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 (HALL, 2019). Já outros autores propõem que dietas ricas em frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis (como aquelas encontradas em peixes, nozes e azeite de oliva) estão associadas a um menor risco de desenvolver doenças crônicas (WILLETT; ROCKSTRöM; LOKEN, 2019). Essas dietas fornecem nutrientes essenciais que ajudam a manter a saúde metabólica e cardiovascular.

– Metodologia pesquisa-ação:

A metodologia empregada neste projeto é chamada de metodologia pesquisa-ação, que é caracterizada por um ciclo de planejamento, ação e avaliação, frequentemente utilizada em projetos que buscam promover mudanças em contextos específicos, como comunidades ou organizações. Originada na década de 1940 com Kurt Lewin, essa abordagem é amplamente utilizada em áreas como educação, saúde, ciências sociais, e outras disciplinas onde a interação entre pesquisador e participantes é essencial para o sucesso do projeto.

A pesquisa-ação é um processo de investigação que resulta em ação prática, com a meta de resolver problemas específicos ou melhorar processos dentro de um contexto particular (LEWIN, 2011).

A mesma é uma forma de investigação que visa a resolução de problemas ou a introdução de mudanças em uma determinada realidade, através da interação entre pesquisadores e participantes (THIOLLENT, 2011).

4. Objetivos

Objetivo Geral: Diagnosticar os principais erros nutricionais presentes nos hábitos alimentares de uma comunidade residente no município de Boquim e, por meio desse diagnóstico em saúde, promover hábitos alimentares saudáveis para prevenir as principais doenças crônicas por meio do projeto de intervenção descrito neste trabalho.

Objetivos Específicos:

  1. Realizar um questionário sobre hábitos alimentares cotidianos.
  2. Diagnosticar os principais erros nutricionais presentes na comunidade
  3. Relacionar os erros nutricionais com o surgimento e/ou a manutenção de doenças crônicas
  4. Educar a comunidade citada sobre a importância de uma alimentação balanceada.
  5. Fornecer informações práticas sobre como incorporar alimentos saudáveis na dieta diária.
  6. Reduzir o consumo de alimentos processados e ricos em açúcares e gorduras saturadas.
  7. Monitorar e avaliar o impacto das intervenções alimentares na saúde da comunidade após a intervenção

5. Metodologias

A metodologia empregada neste projeto é chamada de metodologia pesquisa-ação, que no proposto projeto de intervenção é aplicada da seguinte forma:

Diagnóstico Inicial: Corresponde à fase de investigação, onde são levantados dados sobre os hábitos alimentares da comunidade para identificar áreas que necessitam de intervenção.

Planejamento das Ações: Baseado no diagnóstico, são planejadas as intervenções, como palestras, materiais educativos e grupos de apoio.

Execução: As ações planejadas são implementadas, divididas em fases de preparação, implementação e monitoramento.

Avaliação: A avaliação contínua durante e após a intervenção permite ajustes e a medição dos resultados, fechando o ciclo da pesquisa-ação.

Essa abordagem permite um engajamento ativo com a comunidade e a possibilidade de ajustes nas estratégias de acordo com os resultados obtidos ao longo do processo.

PROJETO DE INTERVENÇÃO

Este projeto busca promover a adoção de hábitos alimentares saudáveis na comunidade, utilizando uma abordagem estruturada e baseada em evidências. A metodologia desenvolvida está dividida em etapas sequenciais, que englobam desde o diagnóstico inicial da situação atual da comunidade até a avaliação dos resultados obtidos com as intervenções implementadas.

TABELA 1: ETAPAS DO PROJETO DE INTERVENÇÃO

6. Resultados esperados

A realização deste projeto de intervenção vai permitir identificar e diagnosticar os principais erros nutricionais presentes nos hábitos alimentares da comunidade de Boquim. Através de um questionário detalhado, será possível mapear os comportamentos alimentares cotidianos e relacioná-los com o surgimento e/ou manutenção de doenças crônicas.

A educação nutricional desempenha um papel crucial ao informar a comunidade sobre a importância de uma alimentação balanceada e fornecer orientações práticas para a incorporação de alimentos saudáveis na dieta diária. A redução do consumo de alimentos processados e ricos em açúcares e gorduras saturadas será enfatizada como uma medida preventiva essencial.

O monitoramento e a avaliação contínua das intervenções implementadas são fundamentais para medir o impacto na saúde da comunidade e ajustar as estratégias conforme necessário. Este projeto não apenas quer promover hábitos alimentares mais saudáveis, mas também fortaleceu a conscientização sobre a relação entre nutrição e saúde, contribuindo para a prevenção de doenças crônicas.

7. Considerações finais

Em conclusão, o projeto de intervenção pretende alcançar seus objetivos ao diagnosticar os erros nutricionais e promover mudanças positivas nos hábitos alimentares da comunidade de Boquim. Através de uma abordagem educativa e prática, será possível sensibilizar a população sobre a importância de uma alimentação saudável e fornecer ferramentas para a adoção de hábitos alimentares mais equilibrados.

Os resultados obtidos buscam demonstrar que intervenções nutricionais bem planejadas e executadas podem ter um impacto significativo na saúde pública. A continuidade do monitoramento e a adaptação das estratégias são essenciais para garantir a sustentabilidade dos resultados alcançados e promover uma melhoria contínua na qualidade de vida da comunidade.

Agradecemos a todos os envolvidos pelo apoio e colaboração, e esperamos que este projeto sirva como um modelo para futuras iniciativas de promoção da saúde nutricional.

Referências

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