FITOTERAPIA E GAMIFICAÇÃO: ESTRATÉGIAS PARA O ENSINO DAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS NO SUS 

PHYTOTHERAPY AND GAMIFICATION: STRATEGIES FOR  TEACHING INTEGRATIVE PRACTICES IN THE SUS 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202511281333


Silvia Cristina Dias Guimarães1; Beatriz Sales de Souza2; Vanessa Yumi Rocha Yassugui3; Maria Fernanda Gonçalves dos Santos4; Jhon Joel Opi Magne5; Dra. Camilla Pereira de Paula Uzam6


RESUMO 

O uso da gamificação como alternativa de ensino-aprendizagem baseada em metodologia ativa,  tem como proposta o aprendizado entre os discentes da graduação de farmácia e os profissionais  da saúde inseridos no SUS, como os atuantes das Práticas Integrativas e Complementares em  Fitoterapia. Tendo em vista que a Fitoterapia é uma das práticas integrativas mais antigas  utilizadas e é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), sobretudo por sua  relevância dentro da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC),  buscando assim expandir o cuidado humanizado e integral em saúde. Contudo, ainda existem  lacunas entre o conhecimento popular e o conhecimento científico regulamentado pelo SUS,  principalmente quando se trata da padronização e da segurança no uso de plantas medicinais.  Com base nas informações obtidas, foi desenvolvido um jogo educativo FITOSUS, para avaliar  a viabilidade e a praticidade dessa gamificação a ser utilizada como ferramenta de capacitação  lúdica para a educação. O jogo possui cartas temáticas com pistas descritivas e científicas sobre  as plantas medicinais contempladas pelo SUS. Tendo como objetivo estimular o raciocínio  clínico e a aprendizagem dos estudantes do curso de farmácia e os profissionais da área de  saúde, unificando teoria e prática por meio de uma metodologia ativa e interativa.  

Palavras-chave: Fitoterapia Herbal. Unidade Básica de Saúde. Políticas de Saúde. Plantas  Medicinais. Educação Ativa.

ABSTRACT 

The use of gamification as an active learning methodology offers an alternative approach to  teaching and learning for undergraduate pharmacy students and healthcare professionals  working in the Brazilian Unified Health System (SUS), particularly those involved in  Integrative and Complementary Practices in Phytotherapy. Considering that Phytotherapy is  one of the oldest integrative practices and is recognized by the World Health Organization  (WHO), especially for its relevance within the National Policy on Integrative and  Complementary Practices (PNPIC), it contributes to expanding humanized and comprehensive  healthcare. However, gaps still remain between popular knowledge and the scientific  knowledge regulated by SUS, especially regarding the standardization and safety of medicinal  plant use. Based on the information gathered, the educational game FITOSUS was developed  to assess the feasibility and practicality of using gamification as a playful training tool in  education. The game contains thematic cards with descriptive and scientific clues about the  medicinal plants included in SUS. Its objective is to stimulate clinical reasoning and learning  among pharmacy students and healthcare professionals, integrating theory and practice through  an active and interactive methodology. 

Keywords: Herbal Phytotherapy. Primary Health Care Unit. Health Policies. Medicinal Plants.  Active Education. 

1 INTRODUÇÃO 

No Brasil a saúde é reconhecida como um direito universal, sendo responsabilidade do  Estado garantir políticas que reduzam riscos e assegurem, de maneira igualitária, os serviços de  promoção, prevenção e recuperação da saúde (BRASIL., 1988). Vale ressaltar que a  consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) ocorreu a partir da Constituição Federal de  1988 e das Leis nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990, posteriormente, a Política Nacional de Práticas  Integrativas e Complementares (PNPIC) foi instituída em 2006 (AMADO et al., 2018) de forma  ilustrativa (Figura 1) apresenta-se a linha do tempo evidenciando o marco histórico dessa  implementação (RODRIGUES, 2025).

Figura 1: Linha do tempo: Trajetória da Saúde Pública Brasileira. 

Fonte: Autoria própria (2025), com base nas informações textuais de (AMADO et al., 2018). 

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), constitui um  marco regulatório por meio da ampliação da visão sobre o cuidado em saúde, tendo como ideal  promover a humanização dos tratamentos e a integralidade da atenção à saúde, fortalecendo o  vínculo entre paciente, profissional, comunidade, e incentivando o uso consciente e responsável  das plantas medicinais como recurso terapêutico complementar (AMADO et al., 2018);  (BORGES e SALES, 2018). O SUS, por meio dessas diretrizes e inovações, representou um  grande avanço na democratização do acesso à saúde e na busca contínua pela integralidade e  equidade do cuidado no Brasil. Sendo assim, o uso de ervas medicinais conhecidas atualmente  como fitoterapia, é uma das práticas terapêuticas mais antigas existentes e são utilizadas desde  os primórdios da arte de curar. No Brasil é destacada pela ampla biodiversidade vegetal  fornecida pelo ecossistema brasileiro e pela valorização dos saberes populares (BORGES e  SALES, 2018). Visto que, a busca por conscientizar a população a aderir ao uso da fitoterapia  no Sistema Único de Saúde, promove a valorização da saúde pública e aproximação da  população com suas plantas medicinais (RENISUS) (BRASIL., 2016). Desse modo, o uso da  forma popular de plantas com fins terapêuticos, diferencia-se do científico conforme  apresentada no contexto, sendo adaptada a partir do estudo (BORGES e SALES, 2018), para  melhor se adequar ao sentido da pesquisa (Tabela 2). 

Tabela 2: Tabela Comparativa – Plantas do SUS x Uso Popular

Indicação TerapêuticaSUS Medicina Popular Análise Crítica
Distúrbios digestivos, fígadoAlcachofra (Cynara  scolymus)Boldo-do-chile (Peu mus boldus)Ambos usados  para o fígado. O  SUS priorizou  alcachofra pela maior segurança  já o boldo pode  ser tóxico em excesso.
Anti-inflamatório  ginecológico, cicatrizaçãoAroeira (Schinus  terebinthifolius)Romã (Punica gran atum)Ambos usados  em inflamações.  O SUS priorizou  aroeira pela  abundância no  Brasil.
Cicatrizante, queimaduras, hidrataçãoBabosa (Aloe veraBarbatimão  (Stryphnodendron ad stringens)Ambos usados  para pele/feridas.  A babosa foi padronizada pelo  SUS por ter mais  estudos e menos  variação  química.
Laxativo natural Cáscara-sagrada  (Rhamnus purshi ana)Sene (Senna alexan drina)Ambos laxantes.  O SUS incluiu a  Cáscara pela previsibilidade da  ação. O sene é  muito usado,  mas pode causar  cólicas intensas.
Gastrite, úlcera Espinheira-santa  (Maytenus ilicifo lia)Babosa (Aloe veraBabosa ainda  usada oralmente  contra gastrite,  mas tem risco  tóxico. O SUS  priorizou espinheira-santa pela  segurança clínica.
Expectorante,  
bronquite
Guaco (Mikania  glomerata)Justicia pectoralis  (Chambá)Ambos usados  para tosse. O  SUS priorizou o  guaco pelo es tudo científico e  segurança.
Anti-inflamatório,
dores articulares
Garra-do-diabo
(Harpagophytum
procumbens)
Arnica (Lychnophora
ericoides)
Ambas anti-inflamatórias. A garra-do-diabo
tem validação internacional, enquanto arnica popular pode
causar dermatite.
Digestivo, cólicas,
vermífugo
Hortelã (Mentha x piperita)Erva-doce (Foeniculum vulgare)Ambas usadas
em cólicas. O
SUS padronizou
hortelã por segurança
pediátrica e ampla
literatura.
Climatério,
sintomas da
menopausa
Isoflavona de soja
(Glycine
Isoflavona de soja
(Glycine max)
Amora-preta (Morusnigra)Ambas usadas
para sintomas da
menopausa. O
SUS priorizou a
soja pela concentração padronizada de isoflavonas.
Constipação, intestino presoPlantago (Plantago ovata)Linhaça (Linum usitatissimum)Ambas ricas em
fibras. O SUS
padronizou plantago pela previsibilidade da
dose.
Dor, febre, anti-inflamatórioSalgueiro (Salixalba)Ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus)Ambos usados
contra dor e inflamação. O salgueiro tem base
sólida para uso,
ipê-roxo é mais
empírico.
Imunomodulador,
inflamações
Unha-de-gato (Uncaria tomentosa)Boldo-baiano (Plectranthus barbatus)Ambos usados para “limpar o organismo”. O SUS padronizou unha-de-gato pelo potencial
imunológico validado.

Fonte: Adaptado de (Borges & Sales, 2018). 

Porém, ainda persiste uma lacuna importante na integração entre o uso empírico das  plantas medicinais das espécies não registradas, quanto daquelas oficialmente reconhecidas e  inseridas no SUS. Essa distância corrobora com a necessidade de maior investimento em  pesquisa, padronização de dosagens e validação clínica, que são elementos fundamentais para  assegurar a eficácia e a segurança terapêutica dessas práticas para os seus respectivos  tratamentos (SILVA e PEDROSO, 2025). 

Diante do cenário atual da educação em saúde, estratégias como a aprendizagem  baseada em jogos, têm se mostrado eficazes para promover conexão e desenvolvimento do  ensino por competências entre os estudantes da área da saúde, favorecendo a integração entre teoria e prática (OESTREICH e GUY, 2022). Para além da graduação, a educação continuada  de profissionais já formados demanda metodologias que favoreçam o vínculo entre experiência  prática e conhecimento teórico, contribuindo para a construção de um pensamento  interprofissional e colaborativo (LIMA et al., 2018). Nesse sentido, Lima et al. (2018) destacam  a necessidade de superar as disciplinas fragmentadas para favorecer um conhecimento  interdisciplinar, consolidando práticas colaborativas e reflexivas no cotidiano do trabalho em  saúde, especialmente no contexto da vivência no SUS. 

Assim, este estudo tem como objetivo principal desenvolver, demonstrar e analisar uma  ferramenta interativa, a gamificação aplicada ao ensino na área da saúde e capacitação dos  profissionais no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), para o conhecimento aplicado da  fitoterapia na prática clínica. 

2 MATERIAL E MÉTODOS 

Este estudo emprega uma abordagem metodológica que envolve a pesquisa qualitativa,  quantitativa e descritiva, fundamentada na análise bibliográfica que possibilita a compreensão  e interpretação de metodologias ativas de ensino-aprendizagem, permitindo uma análise da  eficácia das dinâmicas motivacionais das ações gamificadas (HUOTARI e HAMARI, 2017). 

Foram realizadas as buscas entre os meses de setembro a novembro de 2025, nas  principais bases interdisciplinares Scientific Electronic Library Online (Scielo), Biblioteca  Virtual de Saúde (BVS), site do Ministério da Saúde, National Library of Medicine (PubMed), 

Google Scholar, além de documentos oficiais disponibilizados pelo Ministério da Saúde, com  ênfase em diretrizes da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC),  na Rename e em publicações relacionadas à fitoterapia no SUS. Sendo assim, foram utilizados  as seguintes palavras e expressões chaves: SUS, implementação das PICs, fitoterapia,  gamificação e educação ativa. 

Quanto aos critérios de inclusão e exclusão, foram levantados em torno de 45 artigos  relacionados ao estudo de interesse, contemplando materiais publicados em português e inglês  que atendiam os critérios definidos para a revisão, sendo 21 artigos escolhidos conforme (Figura  3) e 3 cartilhas do Ministério da Saúde que atenderam aos critérios de inclusão, mas  extrapolavam o critério dos últimos 5 anos, entre os anos de 2012 a 2019 totalizando 6  publicações e a Constituição da República Federativa do Brasil, com a distribuição dos artigos  em eixos temáticos sendo Políticas Públicas, PICs e Saúde Pública; Fitoterapia e Plantas  Medicinais; Metodologias Ativas; e Gamificação conforme (Figura 4). 

E foram excluídos artigos duplicados, documentos sem relevância temática, publicações  de revistas ou endereços eletrônicos que não apresentavam rigor científico ou dados suficientes  para análise (Figura 3). 

Figura 3: Gráfico de Barras – Representação da Seleção de Artigos (n=45) Processo de seleção dos artigos de revisão

Fonte: Autoria própria, (2025).  

Figura 4: Gráfico de Barras – Distribuição dos Artigos incluídos através dos Eixos Temáticos  (n=21)

Fonte: Autoria própria, (2025).  

Para a construção da análise comparativa, elaborou-se uma tabela (vide tabela 2, pág. 2)  relacionando as plantas oficialmente inseridas no SUS, às espécies comumente utilizadas no  saber popular, e suas principais indicações terapêuticas. As mediações de jogos citados no texto,  foram desenvolvidas com base na metodologia da gamificação educacional, a qual utiliza  elementos típicos de jogos (HUOTARI e HAMARI, 2017).  

Sendo assim, esse estudo teve um caráter exploratório e envolveu um grupo reduzido  de graduandos do 7º e 8º semestres do curso de farmácia da Universidade Cidade de São Paulo,  que participaram voluntariamente da atividade em ambiente acadêmico. Essa interação  metodológica foi direcionada com a finalidade de analisar a clareza das instruções, o  engajamento dos participantes e a funcionalidade dos mecanismos do jogo. Sendo assim, o jogo  educativo denominado FITOSUS, apresenta cartas temáticas seguindo um formato Perfil  Express, com cartas ilustrativas contendo pistas descritivas e cientificas sobre plantas  medicinais e fitoterápicas do SUS, como demonstra a (Figura 5) e um manual de instrução em  (Anexo A).  

Figura 5: Cartas Temáticas FITOSUS 
Legenda: Em cada carta ilustrativa tem pistas descritivas com as seguintes dicas:  1. Sua origem; 2. A parte do vegetal que é utilizado; 3. Seu efeito no organismo; 4. A forma de  consumir; 5. Seu nome científico; 6. A planta medicinal de uso popular, que promove o mesmo  efeito das oficiais do SUS e em cada dica uma pontuação que vai de 1 a 6. 

Fonte: Autoria própria, (2025) https://www.canva.com/design 

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 

3.1 Plantas medicinais de conhecimento popular vs SUS 

Sendo reconhecida pela (OMS), a fitoterapia desempenha um papel fundamental dentro  do SUS com o uso de medicamentos obtidos a partir de plantas medicinais, valorizando os  tratamentos integrativos e complementares que respeitam a diversidade cultural brasileira  (BORGES e SALES, 2018). Contudo, é perceptível a lacuna existente entre o conhecimento  empírico popular e a prática clínica no SUS, a qual exige comprovação científica, padronização  e segurança dos fitoterápicos (CHEROBIN et al., 2022).

Além disso, a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF)  representa um marco regulatório essencial para a organização do uso destas práticas no SUS,  promovendo o acesso seguro e eficaz aos fitoterápicos (BRASIL., 2016). Essa política  evidencia a necessidade de capacitação dos profissionais e dos graduandos da área de saúde e  a conscientização da população, além de fortalecer o diálogo entre saberes tradicionais e  ciência, superando desafios de regulamentação e formação (FIGUEREDO, GURGEL e  JUNIOR, 2014). 

Foi possível compreender analisando a (Figura 6) através dos dados obtidos pelo  formulário do Google Forms do qual, foram aplicados e respondidos por 61 pessoas de forma  voluntária, anônima, mediante aceite eletrônico do Termo de Consentimento Livre e  Esclarecido (TCLE), e através de um questionário de 10 perguntas acerca do conhecimento das  Práticas Integrativas no SUS e as ervas medicinais utilizadas de forma clínica e empíricas, segue  em (Anexo B e C) demonstrando a lacuna identificada nos estudos. Embora haja avanços  significativos na expansão das PICs, ainda se encontra um distanciamento entre os saberes  tradicionais e a prática inserida no SUS.  

Figura 6: Gráfico de Barras Comparativo entre uso de Plantas Medicinais Populares e as  utilizadas pelo SUS (n=61). 

Fonte: Autoria própria, (2025). Dados obtidos através do questionário elaborado pelo Google Forms. 

3.2 Aplicação do Jogo FITOSUS no Ambiente Acadêmico 

Aplicação do jogo FITOSUS foi realizado em 2 etapas, envolvendo 4 alunos do curso  de farmácia, de forma anônima e voluntaria, ambos dos 7º e 8º semestres, mediante aceite  eletrônico do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), como parte prática do  projeto de capacitação FITOSUS. Essa interação ocorreu no âmbito acadêmico, na Biblioteca  da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), onde o grupo recebeu um link em (Anexo C)  

criado pelo Google Forms, contendo 16 perguntas. O objetivo da aplicação do questionário foi  de avaliar o nível de conhecimento antes do jogo ser aplicado como mostra (Figura 7). 

Figura 7: Gráfico de Barras Representação em percentual de acertos dos participantes em  relação às indicações terapêuticas das plantas medicinais prescritas no SUS antes da  gamificação (n = 4). 

Fonte: Autoria própria, (2025). Dados obtidos através do questionário elaborado pelo Google Forms. 

A dinâmica ocorreu entre duplas, que competiram entre si. Em cada rodada, era utilizada  uma carta contendo pistas descritivas e científicas sobre determinada planta medicinal integrada  pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme diretrizes da Política Nacional de Práticas  Integrativas e Complementares (PNPIC) (AMADO et al., 2018). O tempo de duração de cada  rodada foi de aproximadamente dez minutos, seguindo o princípio da gamificação voltado à  promoção da aprendizagem ativa (HUOTARI e HAMARI, 2017).  

Itens utilizados: 
12 cartas com as respectivas plantas; 
Cronômetro digital para controle de tempo; 
Folha para marcar a pontuação; 
Manual do jogo. 

O jogo foi conduzido pelas integrantes do projeto, sendo observado a interação entre os  participantes, a clareza das instruções e o nível de engajamento durante a execução da atividade.  As observações coletadas serviram para ajustar a dinâmica das cartas, o tempo de execução e  os critérios de pontuação, contribuindo para a validação preliminar do jogo. 

Após aplicação do jogo, foi enviado um novo link em (Anexo C) criado pelo Google  Forms para avaliação do conhecimento adquirido durante as rodadas do jogo, contendo 19  perguntas a respeito das plantas inseridas no SUS, e aplicabilidade do jogo como mostra nas  (Figuras 8 e 9).  

Figura 8: Gráfico de Barras Representação em percentual de acertos dos participantes em  relação às indicações terapêuticas das plantas medicinais prescritas no SUS após o jogo (n = 4). 

Fonte: Autoria própria, (2025). Dados obtidos através do questionário elaborado pelo Google Forms.  

Figura 9: Gráfico de Barras da Avaliação Individual dos Participantes, acerca da  aplicabilidade, funcionalidade e nível de dificuldades do jogo FITOSUS (n=4) 

Fonte: Autoria própria, (2025). Dados obtidos através do questionário elaborado pelo Google Forms. Ademais, essa forma de avaliação segue o princípio das metodologias ativas, nas quais  o estudante é considerado protagonista do processo de aprendizagem (CUNHA et al., 2024). Os resultados obtidos demonstraram um índice satisfatório de engajamento na utilização  do jogo, conforme apresentado na (figura 10). Essas observações são coerentes com os achados  de Isah et al. (2025), que identificaram alto nível de envolvimento e satisfação entre discentes  expostos a metodologias gamificadas no ensino farmacêutico. 

Figura 10: Gráfico de Barras Comparação do Conhecimento: Antes x Depois da Gamificação  em percentual de acertos dos participantes em relação às indicações terapêuticas das plantas  medicinais prescritas no SUS (n = 4). 

Fonte: Autoria própria, (2025). Dados obtidos através do questionário elaborado pelo Google Forms. 

Embora a literatura revisada apresente avanços importantes no campo das Práticas  Integrativas e Complementares especialmente no uso de metodologias ativas como a  gamificação, ainda não foram identificadas pesquisas que conectem diretamente a esse método  ao ensino da fitoterapia no âmbito do SUS. 

Tal ausência evidencia uma lacuna científica relevante e reforça a contribuição deste  estudo, considerando o potencial das estratégias gamificadas para ampliar o engajamento,  motivação, compreensão e uso assertivo de plantas medicinais pelos profissionais da saúde  (ISAH et al., 2025). 

4 CONCLUSÃO 

Conclui-se que o FITOSUS, se apresenta como um projeto de capacitação, no qual é  possível integrar-se como uma proposta de ferramenta pedagógica promissora, voltada para o  ensino superior na área da saúde e como capacitação dos profissionais atuantes no SUS com a  fitoterapia. 

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1Discente do Curso de Graduação em Farmácia da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID Campus Tatuapé. e-mail: silvia.dias@cs.unicid.edu.br, ORCID: https://orcid.org/0009-0008-4159-8279, SÃO PAULO/SP, 2025;
2Discente do Curso de Graduação em Farmácia da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID Campus Tatuapé. e-mail: beatriz.souza2023@cs.cruzeirodosul.edu.br, ORCID: https://orcid.org/0009-0008-0443-5235, SÃO PAULO/SP, 2025;
3Discente do Curso de Graduação em Farmácia da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID Campus Tatuapé. e-mail: vanessa.yassugui@cs.unicid.edu.br, ORCID: https://orcid.org/0009-0006-9774-6344
SÃO PAULO/SP, 2025;
4Discente do Curso de Graduação em Farmácia da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID Campus Tatuapé. e-mail: msantos04@cs.unicid.edu.br, ORCID: https://orcid.org/0009-0007-7158-6394
SÃO PAULO/SP, 2025;
5Discente do Curso de Graduação em Farmácia da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID Campus Tatuapé. e-mail: jhon.magne@cs.unicid.edu.br, ORCID: https://orcid.org/0009-0001-4392-7987
SÃO PAULO/SP, 2025;
6Coordenadora e professora do Curso de Graduação em Farmácia da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID Campus Tatuapé e-mail: camilla.uzam@unicid.edu.br, SÃO PAULO/SP, 2025 


ANEXO A
Manual de regras do FITOSUS incluído nos materiais necessários para aplicação do jogo.

Fonte: Autoria própria, (2025). Dados obtidos através do questionário elaborado pelo Google Forms.

ANEXO B
Percentual de aceite do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) relativo aos três
questionários aplicados aos participantes da pesquisa

Fonte: Autoria própria, (2025). Dados obtidos através do questionário elaborado pelo Google Forms.