REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511281314
Paulina Barbara Pereira Mamede
Paulo Oliveira das Chagas
Lucileni Rodrigues Batista
Orientadores: Prof. Me. Fábio Zandona Cunha
Prof. Ricardo Erton de Melo Pereira da Silva
Profª. Claúdia Batista Vieira de Lima
RESUMO
Introdução: As próteses dentárias são dispositivos que visam reestabelecer forma, função e a estética do paciente desdentado parcial ou total. A presença das próteses na cavidade bucal provoca uma alteração em números de bactérias da microbiota bucal. Quando não são higienizadas da maneira adequada, as próteses se tornam uma considerável fonte de infecção para o paciente, que se torna uma preocupação ainda maior quando os mesmos são idosos. Uma vez que a má higiene pode agravar algumas alterações e/ou comprometimentos sistêmicos comumente presentes em pessoas de idades mais avançadas. Objetivo: Avaliar as diferentes consequências da falta de higienização da prótese total removível e protocolos na longevidade de próteses totais (PT). Metodologia: O estudo caracteriza-se em realizar uma revisão integrativa da literatura, acerca dos impactos dos hábitos de higiene bucal na longevidade da prótese total removível. Utilizou-se de artigos em bases de dados do Google Scholar, Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e National Library of Medicine National Institutes of Health dos EUA (PubMed), em idiomas publicados em português e inglês, durante o intervalo de tempo de 2015 à 2025. Resultados esperados: Espera-se que a higienização adequada de próteses dentárias removíveis prolongue a vida útil dos aparelhos protéticos e a manutenção da saúde bucal dos pacientes. O método combinado, ou seja, método mecânico e químico apresenta-se como a alternativa de higienização de eleição para as próteses, por ser de fácil execução, viável e pouco dispendiosa.
Palavras-chave: Higiene Bucal; Prótese Total; Qualidade de Vida.
1. INTRODUÇÃO
As próteses dentárias são dispositivos que visam reestabelecer forma, função e a estética do paciente desdentado parcial ou total. É fundamental que o cirurgião-dentista realize um bom trabalho técnico na confecção das mesmas, e que após a sua instalação, o paciente receba instruções de higiene e acompanhamentos periódicos para garantir a manutenção da saúde bucal (Bastos et al; Goiato et al., 2015, 2005).
A falta de higiene e cuidados com a saúde oral já é bastante comum de se encontrar e quando se trata dos pacientes usuários de prótese, seja total ou parcial, isso é ainda pior, porque esses pacientes já sofreram perdas dentárias anteriormente, e a maioria das perdas dentárias são por descuido com a saúde bucal, o que provoca cáries e doença periodontal (Batista et al, 2014).
A literatura ressalta estes cuidados que devem ser tomados pós-instalação das próteses dentárias, pelo fato de que a simples presença das próteses na cavidade bucal provoca uma alteração em números de bactérias da microbiota bucal podendo desencadear uma maior formação de biofilme, aumentando a predisposição do paciente ao desenvolvimento de patologias, como as periodontopatias ou processos inflamatórios nos tecidos moles intraorais bucais (Bastos et al; Fonseca., 2015, 2007).
Outro ponto que leva a discussão pode ser uma questão cultural que está pesando na hora de acatar as recomendações dos profissionais e também estão restringindo a participação efetiva na educação e promoção da saúde. Outro fato que pode estar acontecendo pode ser as ações coletivas de educação em saúde e promoção de saúde estão abaixo da necessidade para o território (Carli et al, 2007).
Quando não são higienizadas da maneira adequada, as próteses se tornam uma considerável fonte de infecção para o paciente, que se torna uma preocupação ainda maior quando os mesmos são idosos. Uma vez que a má higiene pode agravar algumas alterações e/ou comprometimentos sistêmicos comumente presentes em pessoas de idades mais avançadas, como por exemplo influenciar diretamente no desenvolvimento ou evolução doenças cardiovasculares, diabetes e câncer (Gonçalves et al: Fonseca et al., 2011, 2021).
As consequências da falta de higienização da prótese são muitas, desde problemas simples como manchamento, escurecimento da prótese, até problemas mais sérios como infecções fatais (Goiato et al, 2007).
Outro fator que também predispõem ao maior risco de câncer de boca em usuários de prótese é o fato de haver constantes traumatismos na boca pela lesão direta e constante da prótese que não ficou bem ajustada e que piora gravemente quando a higiene não é boa. (Goiato et al, 2007).
Os pacientes que possuem uma prótese mal adaptada não conseguem mastigar corretamente os alimentos, dessa forma não terão uma correta formação do bolo, podendo afetar a qualidade nutricional e sua saúde geral (Pereira, 2010).
O simples fato de não higienizar a prótese já provoca um problema bastante constrangedor, a halitose, ou popularmente designado de mau hálito, porque a prótese proporciona uma superfície de contato perfeita para bactérias que se aderem e começa seu metabolismo além do que a interface da prótese e mucosa não está totalmente vedada, sendo um ótimo meio para as bactérias e fungos se acomodarem e começar a se multiplicar e invadir os tecidos.
Por isso, vários métodos estão disponíveis e são indicados para a remoção do biofilme e manutenção da higiene nas próteses dentárias. Eles podem ser classificados em métodos mecânicos, que são a escovação associada a água e sabão neutro, ou métodos químicos que fazem o uso de agentes químicos como o hipoclorito de sódio, enzimas, ácidos concentrados e outros, para a imersão da prótese. Dentre estes, os mais utilizados e preconizados pela literatura são os métodos mecânicos, por ser simples, além de barato e eficiente (Gonçalves, 2011).
Por fim, é perceptível que existe necessidade de exposição sobre o tema acerca dos hábitos e consequências. Dessa feita, o objetivo deste estudo é avaliar as diferentes consequências da falta de higienização da prótese total removível e protocolos na longevidade de próteses totais (PT).
2. JUSTIFICATIVA
A importância do estudo desta temática, está na presença das próteses na cavidade bucal provoca uma alteração em números de bactérias da microbiota bucal podendo desencadear uma maior formação de biofilme, aumentando a predisposição do paciente ao desenvolvimento de patologias, como as periodontopatias ou processos inflamatórios nos tecidos moles intraorais bucais, quando não são higienizadas da maneira adequada, as próteses se tornam fonte de infecção para o paciente, que se torna uma preocupação ainda maior quando os mesmos são idosos podendo agravar algumas alterações e/ou comprometimentos sistêmicos comumente presentes em pessoas de idades mais avançadas, como por exemplo influenciar diretamente no desenvolvimento ou evolução doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.
3. OBJETIVOS
3.1 OBJETIVO GERAL
Avaliar as diferentes consequências da falta de higienização da prótese total removível e protocolos na longevidade de próteses totais (PT).
3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Relacionar as principais consequências da falta de higienização da prótese total removível;
- Descrever estratégias para conscientização da população sobre a necessidade de higienização da prótese;
- Fornecer protocolos para maior longevidade da prótese total removível;
- Orientar profissionais da Odontologia os agravos que requerem tratamento específico.
4. REFERENCIAL TEÓRICO
Existe uma responsabilidade de higiene e cuidado da prótese, e é do paciente, mas ao que se trata de instrução e incentivo são obrigações do profissional. Desta forma os usuários de próteses devem ser conscientizados de que a prótese funciona como um reservatório de microrganismos patogênicos os quais devem ser prioritariamente eliminados.
O estudo de intervenção é destinado a usuários de prótese total, que na sua maioria são pessoas acima de 40 anos, e pessoas a partir da quarta década de vida têm mais chance de adquirir lesões bucais com potencial maligno e que associado a próteses que não estão em harmonia com o sistema estomatognático, essa chance aumenta significativamente.
4.1 MÉTODOS DE DESINFECÇÃO
De acordo com os estudos avaliados, os métodos de desinfecção de próteses removíveis enquadram-se em: métodos mecânicos, métodos químicos e o método combinado, o qual consiste na associação entre os métodos mecânicos e os químicos. Dentre os materiais utilizados destacam-se: escova protética macia, sabão neutro, água, hipoclorito de sódio, peróxidos alcalinos, ácidos, enzimas e gluconato de clorexidina.
4.1.1 MÉTODO MECÂNICO
O método mecânico de limpeza das próteses consiste no uso da escova dental convencional ou elétrica combinada com outros agentes como: a água, o sabão neutro e dentifrício, fazendo parte desse grupo ainda, o uso do micro-ondas (Piranhos et al, 2007).
A escovação é o método mecânico mais utilizado pelos pacientes e recomendado pelo cirurgião-dentista, considerado um método simples, barato e efetivo. Porém este método apresenta algumas desvantagens e limitações: a abrasão gerada sobre a base da dentadura (resina acrílica) e dentes artificiais pela escovação. As escovas utilizadas para a limpeza dos dentes naturais não deveriam ser as mesmas utilizadas para a limpeza protética (Kazuo et al, 2008).
E quanto aos agentes auxiliares durante a escovação, como dentifrícios, de forma ideal deve apresentar baixo grau de abrasividade (Abere, 1979).
O método de desinfecção por micro-ondas, pouco divulgado pela comunidade científica, consiste em imergir a prótese em água e levar o conjunto de próteses ao forno por seis minutos. Considerado um método atóxico, fácil, barato e acessível, entretanto pode vir a alterar propriedades da resina acrílica. Bem como, não é indicado em próteses parciais removíveis com estrutura metálica (Kazuo et al, 2008).
4.1.2 MÉTODO QUÍMICO
Consiste na imersão da prótese em produtos químicos que possuam ação solvente, detergente, bactericida e fungicida. Entre os agentes químicos destacam-se hipocloritos, peróxidos alcalinos, ácidos diluídos, enzima e clorexidina. (Catão et al, 2007).
- HIPOCLORITO DE SÓDIO
O uso do hipoclorito de sódio, apresentado na forma de solução é eficiente na eliminação do biofilme, remoção de manchas e na inibição da formação de cálculos, possui a capacidade de eliminar bactérias tanto em superfície, como em profundidade, apresentando efeito bactericida e fungicida (Jagger, 1995).
Esta solução pode ser empregada na concentração de 5,25% que é uma combinação de cloro ativo com bases fortes; ou em concentrações menores, de 2%, 1% ou até mesmo diluída a 0,5%. O tempo de imersão varia de acordo com a concentração utilizada, podendo oscilar entre 5 e 30 minutos (Council, 1983).
As desvantagens do uso do hipoclorito de sódio é a possibilidade de clareamento dos materiais de confecção das próteses, a corrosão dos componentes metálicos, como estruturas de cobalto-cromo para próteses parciais removíveis e odor desagradável (Peracini et al, 2010).
- PERÓXIDOS ALCALINOS
Os peróxidos alcalinos são combinações químicas complexas de ingredientes ativos designados para agir sobre os constituintes orgânicos depositados nas superfícies das próteses. Promovem além de uma limpeza química uma limpeza mecânica, removendo debris e manchas suaves e têm alguma ação bactericida (Abelson, 1985).
Pode ser utilizado em próteses removíveis com e sem estrutura metálica. O enxágue incorreto dos peróxidos alcalinos deixam resíduos do produto que provocará lesões nos tecidos da cavidade bucal (Jagger, 1995).
- ÁCIDOS
Os ácidos são geralmente soluções de ácido hidroclorídrico a 5% ou associados ao ácido fosfórico a 15%, efetivos na remoção de manchas que são resistentes à ação do hipoclorito. A sua ação é rápida, porém pode causar danos acidentais durante seu uso, devendo assim ser manuseado com grande cuidado mesmo em concentrações diluídas (3 a 5%). Os ácidos não são indicados para a limpeza de próteses parciais removíveis convencionais por causarem o enfraquecimento à parte metálica (Sesma, 1999).
- ENZIMAS
O uso de enzimas (papaína, lipase, amilase, tripsina, mutase, protease e dextranase) que atuam quebrando as mucoproteínas, glicoproteínas e mucopolissacarídeos dispersando a matriz da placa. As mais utilizadas são a dextrase, mutanase, lipase, amilase e tripsina, as próteses deverão permanecer imersas por 15 minutos em soluções contendo as duas enzimas uma ou duas vezes por dia. Esses limpadores causam menos danos ao metal da prótese e à resina, do que outros limpadores químicos (Budtz, 1979).
- GLUCONATO DE CLOREXIDINA
O gluconato é um desinfetante bastante utilizado como agente antimicrobiano, é ativo contra uma série de microrganismos gram-positivos e gram-negativos, fungos, leveduras, anaeróbios facultativos e aeróbios. Em baixas concentrações é bacteriostático e em altas concentrações é bactericida. Porém torna-se impróprio para imersão diária das próteses, por causar a formação de manchas amarelas e marrons, além de apresentar gosto amargo (Budtz, 1979).
O produto apresenta uma baixa toxicidade e não tem relatos de alterações teratogênicas e nem a presença de produtos catabólicos cancerígenos ou de retenção permanente da droga no organismo (Rowe, 1978).
4.1.3 MÉTODO COMBINADO
No método combinado a limpeza mecânica remove os debris e expõe as superfícies polidas e não polidas da prótese e as soluções químicas atuam contra os microrganismos não removidos pela escovação. Essa associação foi eleita como a melhor conduta para a higienização das próteses pela literatura (Silva, 2008).
Recomenda-se o uso de escova protética macia, lembrando que a escova utilizada para higienização das próteses não deve ser a mesma utilizada para limpeza da cavidade oral e também vale ressaltar que apenas a cavidade oral deve ser higienizada com dentifrício (Catão et al, 2007).
4.2 FATORES DE RISCO
De acordo com o estudo, pesquisas realizadas com pacientes que usam próteses dentárias, um percentual de 41 % não recebe instruções pelo cirurgião-dentista sobre correta higienização da prótese dentária.
A higiene adequada previne a formação de biofilme, diminuindo o acúmulo de material orgânico e a proliferação de bactérias e fungos que podem ocasionar o mau hálito, pigmentação da resina acrílica, formação de cálculo e desenvolvimento da estomatite por próteses muco-suportadas.
Autores como Salles, Silva, Paranhos et al., (2015) argumentam que pacientes que fazem uso de prótese precisam higienizar a prótese com materiais específicos e que são facilmente encontrados nos estabelecimentos indicados pelo cirurgião-dentista. Mas, no mercado brasileiro esse material é encontrado em uma quantidade limitada. Portanto, o resultado disso é que os pacientes escovam suas próteses com escovas convencionais, por isso, a higienização das próteses é de má qualidade.
4.3 PRINCIPAIS CONSEQUÊNCIAS DA FALTA DE HIGIENIZAÇÃO DA PRÓTESE TOTAL REMOVÍVEL
De acordo com Fonseca, (2007) a instalação de uma prótese dentária removível provoca uma alteração na placa bacteriana, aumentando os processos inflamatórios da cavidade oral, o que leva o paciente a ter maiores cuidados com a higienização.
- ACÚMULO DE PLACA BACTERIANA
Takeuchi et al. (2012) identificaram em um estudo que várias espécies e gêneros de bactérias podem estar presentes na base das próteses e, também, em seu interior.
Peragassú et al. (2011) também relataram que a prótese é um fator predisponente para a proliferação de microrganismos, já que mantém a saliva sob sua base, diminuindo a ação antimicrobiana na mucosa juntamente com hábitos inadequados de higiene do paciente.
- HALITOSE
A capacidade de colonizar e criar biofilme nas superfícies das próteses, permite que as bactérias utilizem esse nicho adicional para o crescimento na presença de um ambiente protetor específico, o que dificulta sua remoção. Assim, em casos de má higiene bucal, as próteses podem servir como reservatório e causar halitose persistente (Wu et al, 2015).
Muitos pacientes com próteses removíveis também se queixam de salivação reduzida. A redução do fluxo salivar, que causa o ressecamento da mucosa oral, também é um dos fatores de risco para o odor bucal. À medida que a secreção de saliva diminui, sua viscosidade aumenta, e maior viscosidade salivar também pode ser um fator de risco potencial para halitose (Ueno, 2014).
- MANCHAMENTO E ESCURECIMENTO DA PRÓTESE
A presença de poros na resina juntamente com a má higienização favorece o manchamento e o acúmulo de matéria orgânica e inorgânica, além de dificultar a higienização (Nikawa et al, 1995).
- INFLAMAÇÃO DOS TECIDOS MOLES (ESTOMATITE PROTÉTICA)
Estomatite Protética (EP) é uma patologia oral fúngica que resulta em processo inflamatório crônico da mucosa de suporte de uma prótese dentária parcial ou total, afetando particularmente pessoas idosas, causada principalmente por próteses mal adaptadas ou com higienização inadequada (Lynce, 2015).
Essa patologia é considerada um fator predisponente para doenças cardiovasculares, pneumonia por aspiração e mortalidade em pacientes debilitados (Vander et al, 2015).
- DESENVOLVIMENTO OU EVOLUÇÃO DE DOENÇAS SISTÊMICAS
Próteses totais mal higienizadas exercem a função de reservatórios de micro-organismos patogênicos que não estão normalmente associados com a microbiota oral. Sendo responsáveis pelo desenvolvimento ou evolução de doenças sistêmicas, como endocardite bacteriana, pneumonia por aspiração, infecção gastrointestinal, doença pulmonar obstrutiva crônica e infecções generalizadas do sistema respiratório (Coulthwaite, 2007).
- QUALIDADE NUTRICIONAL E SAÚDE GERAL
A falta de limpeza adequada pode causar diversos problemas para usuários de prótese total removível, afetando diretamente na sua qualidade de vida. A maior parte dos portadores de próteses dentárias realizam apenas higienização mecânica, também não tem hábito de remover para dormir. Vale ressaltar que investir na higienização correta das próteses é importante para garantir não só a saúde bucal, mas a qualidade de vida dos indivíduos.
5 MÉTODO
5.1 TIPO DE ESTUDO
Este estudo caracteriza-se como uma revisão de literatura observacional com abordagem qualitativa.
5.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA
Esta pesquisa foi direcionada especificamente para a análise as diferentes consequências da falta de higienização da prótese total removível e protocolos na longevidade de próteses totais (PT).
5.3 COLETA E ANÁLISE DE DADOS
As bases de dados utilizadas são: Google Acadêmico, National Library of Medicine National Institutes of Health dos EUA (PubMed) e Scientific Eletronic Library Online (SciELO). Descritores conforme (DeCS): Higiene Bucal AND Oral Hygiene; Prótese Total AND Denture, Complete; Qualidade de Vida AND Quality of Life. Utilizando artigos em idiomas publicados em português e inglês, publicados durante o intervalo de tempo de 2015 à 2025.
5.4 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
- Revisão literária;
- Estudos clínicos.
- Pesquisas em andamento;
- Estudos fora de temporada definida;
- Artigos que não atenderam a proposta do estudo.
6. RESULTADOS ESPERADOS
Espera-se que a higienização adequada de próteses dentárias removíveis prolongue a vida útil dos aparelhos protéticos e a manutenção da saúde bucal dos pacientes. O método combinado, ou seja, método mecânico e químico apresenta-se como a alternativa de higienização de eleição para as próteses, por ser de fácil execução, viável e pouco dispendiosa.
De acordo com o estudo, a maior parte dos portadores de próteses dentárias realizam apenas higienização mecânica e não tem hábito de remover para dormir.
Por fim, estimula-se o desenvolvimento de novos produtos ou métodos que possam diminuir os níveis de patógenos específicos e facilitar ainda mais a higiene e manutenção destas próteses, devendo o produto ser preferencialmente de fácil manuseio, efetivo na exclusão de depósitos orgânicos e inorgânicos, bactericida e fungicida, atóxico aos pacientes, compatível com o material das próteses e se possível apresentar um baixo custo. De forma a garantir a longevidade de aparelhos protéticos removíveis.
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