FISIOTERAPIA ONCOLÓGICA NOS CUIDADOS PALIATIVOS DE PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA

ONCOLOGICAL PHYSIOTHERAPY IN THE PALLIATIVE CARE OF PATIENTS WITH BREAST CANCER

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202511081146


Leonardo Carlos Silva1; Glauciane Cardoso Pereira Lima2; Marina Borges Cardoso3; Rosiane da Silva Sousa4; Silvestre Rafael dos Santos Oliveira5; Karla Rakel Gonçalves Luz6; Carlos Antonio da Luz Filho7


RESUMO

Introdução: O câncer de mama, uma das neoplasias malignas mais comuns entre as mulheres, representa um grave problema mundial de saúde, uma vez que impacta significativamente a vida das pacientes. A fisioterapia oncologia, reconhecida como especialidade desde 2009, tem se apresentado como componente essencial dentro dos cuidados paliativos, promovendo conforto, autonomia e qualidade de vida a essas pacientes. Objetivo: Analisar o papel do fisioterapeuta oncológico em pacientes com câncer de mama submetidos a cuidados paliativos. Métodos: Trata-se de uma revisão bibliográfica, com levantamento de dados através das bases eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed, no período de 2020 a 2025, sobre fisioterapia oncológica e cuidados paliativos no câncer de mama. Dos 38 estudos inicialmente identificados, apenas 07 foram incluídos nesse estudo. Resultados: A fisioterapia oncológica no contexto dos cuidados paliativos atua na redução da dor, fadiga, fortalecimento muscular, relaxamento e bem-estar emocional. As intervenções mais recentes incluem exercícios de leve intensidade, técnicas respiratórias, todas adaptadas às particularidades clínicas do paciente. Conclusão: A fisioterapia oncológica em cuidados paliativos é uma indispensável, pois atua além do tratamento físico, promovendo conforto, dignidade e uma melhor qualidade de vida às pacientes com câncer de mama em fase terminal. No entanto, é necessário a realização de mais estudos sobre o tema, para que assim sejam criados protocolos de atendimento mais precisos à essa população.

Palavras Chaves: Câncer de mama; fisioterapia oncológica; cuidados paliativos.

ABSTRACT

Introduction: Breast cancer, one of the most common malignancies among women, represents a serious global health problem, significantly impacting patients’ lives. Oncology physiotherapy, recognized as a specialty since 2009, has been an essential component of palliative care, promoting comfort, autonomy, and quality of life for these patients. Objective: To analyze the role of oncology physiotherapists in breast cancer patients undergoing palliative care. Methods: This is a literature review, collecting data from the SciELO, LILACS, and PubMed databases from 2020 to 2025, on oncology physiotherapy and palliative care in breast cancer. Of the 38 studies initially identified, only 7 were included in this study. Results: Oncology physiotherapy in the context of palliative care works to reduce pain, fatigue, muscle strengthening, relaxation, and emotional well-being. The most recent interventions include light-intensity exercises and breathing techniques, all adapted to the patient’s clinical particularities. Conclusion: Oncology physiotherapy in palliative care is essential, as it works beyond physical treatment, promoting comfort, dignity, and a better quality of life for patients with terminal breast cancer. However, further studies on the topic are needed to develop more precise care protocols for this population.

Keywords: Breast cancer; oncology physiotherapy; palliative care.

1. INTRODUÇÃO

    O câncer é uma doença gerada por através de uma mutação genética, onde sua principal característica é a mudança morfológica, e o crescimento desordenado das células, uma vez diferenciadas estas células invadem os mais diversos tecidos e órgãos de qualquer área do corpo.  Essas novas células mutadas e agora consideradas cancerosas tendem a se espalhar de forma incontrolável e agressivamente pelo corpo, formando assim os tumores e neoplasmas malignos (CANAZARO et al., 2020).

    Atualmente o câncer é considerado uma doença crônica, e está a cada dia tornando-se mais comum na sociedade, sendo esta tratada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como um problema mundial de saúde pública. Nas últimas décadas, novos casos e mortalidade de origem cancerígena tem crescido mundialmente, isso devido a diversos fatores condicionantes, dentre eles o envelhecimento populacional, exposição a agentes cancerígenos, prevalência de fatores associados ao desenvolvimento econômico (BRAY et al., apud SILVA et al, 2023).

    O INCA (Instituto Nacional do Câncer), refere diversos fatores condicionantes ao surgimento de células cancerígenas, dentre eles estão o tabagismo, alimentação desreguladas, etilismo, exposição contínua a altas doses de radiação ionizante, infecções não cuidadas, e até mesmo o sedentarismo tem suas relações. Por mais simples que seja a alteração no DNA de uma célula, faz com que haja uma proliferação e o surgimento de um câncer. Devido a essas alterações, as células passam a receber e disseminar informações erradas em suas atividades funcionais (INCA, 2022).

    Desde o início de sua formação, o profissional da fisioterapia trabalha em prol dos processos de recuperação do indivíduo através de um arsenal de técnicas próprias que visam a restauração das diversas funções do corpo humano, sejam estas através de atividades de punho ativo ou passivo. A fisioterapia atua de forma a melhorar a sintomatologia das sequelas apresentadas pelos pacientes na forma de prevenção ou promoção e qualidade de vida. Entre os recursos utilizados pela fisioterapia temos a eletroterapia, a mecanoterapia, a fototerapia e a cinesioterapia (FARIA, et al, 2010).

    A fisioterapia em oncologia é uma especialidade que foi reconhecida pelo COFFITO por meio da Resolução nº 364 em maio de 2009. Esse profissional atua intervindo nos processos pré, pós-cirúrgicos de câncer e em casos não cirúrgicos, que afetam a capacidade funcional e principalmente a qualidade de vida dos pacientes (CANAZARO et al., 2020).

    A fisioterapia oncológica dentro do contexto dos cuidados paliativos, tem como objetivo promover a qualidade de vida dos pacientes que enfrentam a doença em seu estágio mais severo.  Através de seus recursos próprios, a fisioterapia busca proporcionar uma melhor qualidade de vida desses pacientes, seja em âmbito hospitalar ou domiciliar, aliviando a dor e tensão muscular, prevenindo ou reduzindo linfedemas, melhorando a circulação e amenizando os sintomas de ansiedade e estresse (CATULÉ, 2023).

    Como questão norteadora, buscou-se conhecer o papel do fisioterapeuta oncológico dentro dos cuidados paliativos, e o modo em que a fisioterapia pode contribuir na qualidade de vida dos pacientes com câncer de mama. Para isso foram traçados como objetivos, conhecer a atuação da fisioterapia oncológica em pacientes com câncer de mama, em cuidados paliativos através de revisão bibliográfica, verificar quais condutas fisioterapêuticas são adequadas para pacientes oncológicos, e analisar resultados da qualidade de vida de pacientes oncológicos submetidos a fisioterapia em cuidados paliativos.

    A elaboração desse trabalho justifica-se, portanto, pela necessidade de apresentar a sociedade acadêmica e geral, a importância da fisioterapia para pacientes oncológicos em tratamento de câncer de mama submetidos a cuidados paliativos, devido à grande prevalência de pessoas acometidas, enumerando fatores que condicionam uma melhor qualidade de vida do paciente, de forma a fortalecer o conhecimento dos profissionais e do meio acadêmico. Especialmente em estágios avançados, o câncer de mama pode causar dor, limitações funcionais e cansaço extremo, o que afeta diretamente na qualidade de vida da paciente. A fisioterapia tem um papel importante nesse contexto, promovendo a através de técnicas próprias, como a drenagem linfática, exercícios terapêuticos e a terapia manual, a melhora das funções físicas e alívio da dor, contribuindo assim para um bem-estar da paciente.

    2. METODOLOGIA

      Este estudo trata-se de uma pesquisa de cunho bibliográfico, com o objetivo de realizar um levantamento da atuação fisioterapêutica oncológica nos cuidados paliativos de forma mais ampla, evidenciando condutas ao paciente oncológico, como também no processo paliativista. A revisão bibliográfica é uma busca, análise e discussão de publicações anteriores a respeito de um determinado tema, que nos permite identificar o que já foi estudado e as brechas existentes no conhecimento (Gil, 2008, p.50).

      Realizou-se uma busca nas fontes as bases de dados eletrônicas Scientific Eletronic Library Online (SciELO), Literatura Latinoamerica (Lilacs) e National Library of Medicine National Institutes of Health (PubMed), no período de 2020 a 2025. Na busca e seleção de literatura, foram utilizados os seguintes descritores: Fisioterapia, Oncologia, Câncer de Mama, Assistência Paliativa, Cuidados Paliativos. Como estratégia de busca utilizaremos: Oncologia e os Cuidados Paliativos, Câncer de Mama e os Cuidados Paliativos, Fisioterapia e os Cuidados Paliativos. 

      Após a identificação dos artigos foram encontrados 38 artigos, e utilizamos como critérios de inclusão os artigos publicados nos últimos 5 anos, que continham informações pertinentes à temática, que abordam a fisioterapia na atenção à paciente com câncer de mama, fisioterapia nos cuidados paliativos, cuidados paliativos da paciente com câncer de mama, câncer de mama e suas sequelas. E como exclusão os estudos que não atendam os objetivos da pesquisa, onde restaram 7 estudos. As informações obtidas foram organizadas em forma de tabela dividida em 3 colunas, onde para cada artigo selecionado, será adicionado 5 linhas com o título do trabalho, os autores, os objetivos, os resultados e as conclusões de tal modo que se possa evidenciar as principais informações de cada estudo e facilitar a organização dos Resultados e Discussão. 

      Ao final, evidenciamos de que maneira a atuação do fisioterapeuta pode contribuir na melhoria da qualidade de vida de pacientes com câncer de mama em estágio terminal. Mesmo cientes de que o foco já não é mais a cura, mas sim o alívio dos sintomas e a promoção de conforto na realização das atividades de vida diária, reconhecemos a importância do cuidado fisioterapêutico nesse contexto.

      3. RESULTADOS

      QUADRO 01 – DESCRIÇÃO DOS ESTUDOS QUE EVIDENCIAM OS ESTUDOS RELACIONADOS AO TEMA. TERESINA -PI, 2025.

      Autor/anoTipo de estudoCaracterísticas da amostraIntervenção
      Chelles, P. A. et al. (2024)Estudo metodológicoProfissionais fisioterapeutas com experiência em oncologia e paliativismo Construção de guia prático com protocolo e avaliação fisioterapêutica paliativa
      Dos Santos Silva, M. M. (2023)Revisão integrativa de literaturaEstudos de 2013-2023 sobre fisioterapia paliativa em oncologiaMobilização, exercícios de baixa intensidade, drenagem e técnicas de respiração e relaxamento
      Catulé, A. H. M. (2021)Revisão narrativaEstudo sobre pacientes oncológicos no paliativismoMobilização ativa e passiva, drenagem e cinesioterapia
      Navarro Meléndez, A. et al. (2023)Estudo descritivo120 pacientes em cuidados paliativosSessões de fisioterapia individualizadas com enfoque no controle das sintomatologias e funcionalidade
      Cancilla, M. A, et al. (2024)Estudo observacional85 mulheres com câncer de mana em tratamento paliativoPrograma de exercícios supervisionados
      Hiensch, A. E, et al. (2024)Ensaio clínico randomizado150 mulheres com câncer de mama em fase metastática – fase paliativaTreinamento supervisionado vs. Cuidados usuais
      Castro, L. A. (2021)Estudo de caso clínico1 paciente com câncer de mama em fase metastática acompanhada na atenção primária Sessões domiciliares de fisioterapia com foco em analgesia, posicionamento e exercícios respiratórios
      Fonte: Autoria própria, 2025.

      QUADRO 02. Continuação – DESCRIÇÃO DOS ESTUDOS QUE EVIDENCIAM OS ESTUDOS RELACIONADOS AO TEMA. TERESINA -PI, 2025.

      Autor/anoPrincipais variáveis analisadasResultados significativos
      Chelles, P. A. et alParâmetros clínicos, dor, desconforto, dispneia e fadiga.Guia sistematizado que aborda segurança, atendimento humanizado, conforto e analgesia.
      Dos Santos Silva, M. M. (2023)Qualidade de vida, dor, fadiga, mobilidade e ansiedadeAs técnicas de fisioterapia contribuem para o controle dos sintomas e promovem o bem-estar.
      Catulé, A. H. M. (2021)Dor, edema, amplitude de movimento e bem-estarRedução em quadro de dor, linfedema e maior conforto emocional.
      Navarro Meléndez, A. et al. (2023)Dor, dispneia, fadiga, mobilidade e qualidade de vidaMelhora significativa na dor, fadiga, funções motoras e maior autonomia.
      Cancilla, M. A, et al. (2024)Fadiga, força muscular e qualidade de vidaHouve melhora significativa de 80% na fadiga e qualidade de vida.
      Hiensch, A. E, et al. (2024)Fadiga, função física, dor, humor, qualidade de vidaRedução significativa da fadiga, e melhora das funções motoras e emocionais.
      Castro, L. A. (2021)Dor, capacidade funcional, conforto e aceitação emocionalMelhora respiratória, redução no quadro de dor, reforço na atuação do fisioterapeuta paliativista.
      Fonte: Autoria própria, 2025.

      4. DISCUSSÃO

        Nos últimos anos a fisioterapia oncológica tem assumido gradativamente seu espaço dentro do contexto dos cuidados paliativos, isso se dá pela constante busca de promover uma melhora na qualidade de vida dos pacientes que estão em estágio avançado sem a possibilidade de cura. Os estudos analisados na produção desta revisão apresentam a importância que a atuação fisioterapêutica tem para com esses pacientes, uma vez que tem a prática voltada às particularidades, melhora dos sintomas, preservação da funcionalidade e principalmente promoção da qualidade de vida. Essa abordagem deixa de lado aquele foco curativo para um tratamento integral, onde se busca o alívio do sofrimento e o conforto físico e emocional.

        Os resultados encontrados por Chelles et al. (2024) enfatizam a importância de se ter protocolos claros e estruturados para o atendimento do fisioterapeuta paliativista. A criação de um guia que englobe avaliação e intervenção permite que o profissional realize um atendimento sistematizado, com enfoque na dor, fadiga, dispneia e da limitação funcional, que são as principais queixas apresentadas pelos pacientes oncológicos em estágio terminal. A padronização de um atendimento dentro dos cuidados paliativos além de qualificar o cuidado com o paciente, contribui para a integração do fisioterapeuta à equipe multiprofissional, fortalecendo assim a sua atuação e principalmente um tratamento mais assertivo.

        No estudo de dos Santos Silva (2023), podemos observar que a atuação do fisioterapeuta paliativista oferece ao paciente um maior controle da sintomatologia que o câncer provoca, além de uma melhora no bem-estar emocional. Vemos no estudo apresentado, que a atuação do fisioterapeuta não se limita apenas na intervenção motora, mas no acolhimento, escuta ativa e apoio emocional ao paciente e sua família, pilares fundamentais dos cuidados paliativos.

        O estudo de Catulé (2021), está voltado especificamente para o acompanhamento de paciente com câncer de mama, e destaca um tratamento mais humanizado e adaptativo à realidade do indivíduo. Mesmo que em estágio de limitação funcional avançado, a fisioterapia contribui na redução da dor, redução de linfedemas e melhora da amplitude de movimento. Dessa maneira evidencia que mesmo não sendo possível a cura, mas é possível oferecer manutenção da dignidade e conforto permanente.

        Assim como Catulé (2021), Navarro-Meléndez et al. (2023) em seu estudo descritivo, destaca positivamente a atuação da fisioterapia individualizada nos sintomas físicos e emocionais de pacientes oncológicos em atendimento paliativo. O estudo reforça que a atuação fisioterapêutica deve ser contínua e personalizada, respeitando as limitações advindas da doença. Com isso é possível observar melhorias em dor, dispneia, fadiga e melhora na qualidade de vida.

        Os estudos de Cancilla et al. (2024) e Hiensch et al. (2024) trazem uma relevante compreensão da atuação da fisioterapia oncológica, uma vez que referem a inserção de exercícios físicos supervisionados em pacientes oncológicos, mesmo que metastáticos. Dessa forma, é notório que o exercício físico quando moderado por um profissional, é seguro, e promove ao paciente redução no quadro de fadiga e melhora na força muscular e consequentemente aumento da qualidade de vida. 

        Além de ganhos físicos, os estudos de Cancilla et al. (2024) e Hiensch et al. (2024) referem ganhos emocionais e psicossociais. As pacientes relataram diversos aspectos que vieram a melhorar, tais como um aumento do bem-estar, maior sensação de controle sobre o corpo, melhora do humor e aprimoramento de autoconfiança. Esses aspectos subjetivos tem grande impacto na qualidade de vida do paciente, e consequentemente uma melhor aceitação ao tratamento paliativo.

        Castro (2021) em seu estudo retrata a fisioterapia no atendimento à paciente com câncer de mama em estágio terminal na atenção básica. Apresenta uma abordagem domiciliar com enfoque no conforto, analgesia e uma reeducação respiratória, que apresenta resultados significativos no alívio da dor e melhora respiratória. Nesse estudo são evidenciadas a importância do atendimento fisioterapêutico como ponte entre o cuidado hospitalar e o acompanhamento comunitário.

        Em geral, os estudos analisados defendem um atendimento fisioterapêutico oncológico de forma humanizada, interdisciplinar e que seja principalmente centrado na qualidade de vida. A atuação fisioterapêutica em questão vai além da utilização de técnicas para a melhora física, esta deve compreender e oferecer ao paciente cuidados que atendam às suas necessidades individuais. O atendimento multidisciplinar, ou seja, uma equipe composta por psicólogos, enfermeiros, médicos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais otimizam os resultados promovendo assim, uma melhor qualidade de vida aos pacientes, familiares e pessoas próximas.

        5. CONCLUSÃO

          O presente estudo nos permite compreender o papel que a fisioterapia oncológica desempenha dentro dos cuidados paliativos de pacientes com câncer de mama, onde já não há possibilidade de cura. Mostra-nos que vai além da intervenção sobre os aspectos físicos, atuando na promoção de conforto, autonomia e dignidade. O fisioterapeuta integra-se à equipe multiprofissional dos cuidados paliativos, mostrando-se capaz de reduzir a dor, fadiga, dispneia, contribuindo com o bem-estar emocional e social do paciente, fatores esses indispensáveis para a manutenção da qualidade de vida.

          A literatura analisada corrobora que a atuação fisioterapêutica nos cuidados paliativos deve considerar uma avaliação total do paciente, levando em consideração a sua individualidade, ou seja, suas limitações e potencialidades. As técnicas fisioterapêuticas como exercícios de leve intensidade quando supervisionados, mobilizações e reeducação respiratória apresentam resultados positivos e seguros aos pacientes, mesmo que estes estejam fragilizados. 

          Por fim, conclui-se que a fisioterapia oncológica é de grande valia na reabilitação paliativa, sendo importante não só no alívio dos sintomas físicos, mas também no fortalecimento emocional de psicológico do paciente e de seus familiares. Contudo, ainda há necessidade de ampliar pesquisas sobre o tema, para que assim sejam criados protocolos de atendimento específicos a essa população.

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            1Discente do Curso Superior de fisioterapia do Centro Universitário do Piauí. e-mail: leonardocs17@live.com 

            2Discente do Curso Superior de fisioterapia do Centro Universitário do Piauí. e-mail: glauciacardoso487@gmail.com

            3Discente do Curso Superior de fisioterapia do Centro Universitário do Piauí. e-mail: marynaborgescardoso@gmail.com

            4Discente do Curso Superior de fisioterapia do Centro Universitário do Piauí. e-mail: drarosianesousa@gmail.com

            5Discente do Curso Superior de fisioterapia do Centro Universitário do Piauí. e-mail: rafaelsilvestre1231@gmail.com

            6Orientadora e Docente de fisioterapia do Centro Universitário do Piauí. e-mail: karlaluzfisio@yahoo.com.br

            7Orientador e Docente de fisioterapia do Centro Universitário do Piauí. e-mail: carlos.luz@hgcc.ce.gov.br