FISIOTERAPIA NA REABILITAÇÃO DO ASSOALHO PÉLVICO NO PUERPÉRIO REMOTO: REVISÃO DE LITERATURA

PHYSIOTHERAPY IN PELVIC FLOOR REHABILITATION DURING THE REMOTE POSTPARTUM PERIOD: LITERATURE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202511302357


Tatiana Silva Ykuno1
Bruno Dias Duarte2
Nilciane Figueiredo Pereira2


Resumo 

Introdução: O puerpério remoto, entre o 46º dia pós-parto e o retorno dos ciclos menstruais,  apresenta alterações persistentes no assoalho pélvico, podendo causar incontinência urinária,  prolapsos, dor pélvica e impacto na qualidade de vida. Apesar de sua relevância clínica, esse  período é pouco explorado, e a fisioterapia frequentemente se concentra nos primeiros meses  pós-parto. Objetivo: Analisar a contribuição da fisioterapia na reabilitação do assoalho pélvico  no puerpério remoto, identificando disfunções, técnicas utilizadas e impactos na funcionalidade  e qualidade de vida. Métodos: Revisão de literatura nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO,  PEDro e LILACS (2020–2025), incluindo artigos originais e revisões de literatura sobre  intervenções fisioterapêuticas no puerpério remoto. Os dados foram organizados em tabelas e  analisados de forma descritiva, considerando técnicas, desfechos clínicos e resultados.  Resultados: Intervenções como o Treinamento dos Músculos do Assoalho Pélvico e programas  domiciliares monitorados promovem fortalecimento muscular, melhora da continência urinária,  da função sexual e do suporte pélvico. Técnicas complementares, como biofeedback,  acupuntura e orientação sensorial, potencializam os efeitos do treinamento, especialmente em  mulheres com padrões de contração inadequados ou redução da propriocepção perineal.  Conclusão: A fisioterapia é segura e eficaz no puerpério remoto, favorecendo a restauração  funcional do assoalho pélvico e prevenindo a cronificação de disfunções uroginecológicas,  como incontinência urinária e fecal, prolapsos de órgãos pélvicos, dor pélvica crônica e  disfunções sexuais. Os achados reforçam a importância de atenção prolongada à saúde da  mulher, integração multiprofissional e desenvolvimento de protocolos clínicos e programas  educativos voltados para o cuidado contínuo neste período. 

Palavras-chave: Puerpério. Assoalho pélvico. Fisioterapia. Reabilitação.

Abstract 

Background: Remote puerperium, defined as the period between the 46th day postpartum and  the return of menstrual cycles, is marked by persistent pelvic floor alterations that may lead to  urinary incontinence, pelvic organ prolapse, pelvic pain, and reduced quality of life. Despite its  clinical relevance, this period remains understudied, and physiotherapeutic care is often  concentrated in the early postpartum months. Objective: To analyze the contribution of  physiotherapy in pelvic floor rehabilitation during remote puerperium, identifying common dysfunctions, therapeutic techniques, and their impact on functionality and quality of life.  Methods: An literature review was conducted using the PubMed/MEDLINE, SciELO, PEDro,  and LILACS databases (2020–2025), including original studies and systematic reviews  addressing physiotherapeutic interventions in remote puerperium. Data were organized in tables  and analyzed descriptively, considering therapeutic techniques, clinical outcomes, and reported  results. Results: Interventions such as Pelvic Floor Muscle Training and supervised home based programs promote muscle strengthening, improvement of urinary continence, sexual  function, and pelvic support. Complementary techniques—including biofeedback,  acupuncture, and sensory awareness—enhance training effects, especially among women with  inadequate muscle contraction patterns or reduced perineal proprioception. Conclusion: Physiotherapy is a safe and effective approach during remote puerperium, supporting functional  restoration of the pelvic floor and preventing the chronic progression of urogynecological  dysfunctions such as urinary and fecal incontinence, pelvic organ prolapse, chronic pelvic pain,  and sexual dysfunctions. The findings highlight the importance of prolonged women’s health  care, multidisciplinary collaboration, and the development of clinical protocols and educational  programs to ensure continuous support throughout this period. 

Keywords: Postpartum. Pelvic floor. Physiotherapy. Rehabilitation.

1. INTRODUÇÃO 

O puerpério constitui um período complexo e multifacetado, marcado por intensas  modificações anatômicas, fisiológicas, hormonais, emocionais e sociais que visam o  restabelecimento da homeostase materna após a gestação e o parto. Trata-se de uma fase  fundamental para a promoção da saúde integral da mulher, pois envolve não apenas processos  de involução uterina e recuperação tecidual, mas também adaptação psicossocial ao novo papel  materno e às demandas do cuidado ao recém-nascido. Nesse contexto, uma das estruturas que  mais sofrem impacto é o assoalho pélvico, responsável pela sustentação dos órgãos pélvicos,  pela manutenção da continência urinária e fecal, bem como pela função sexual adequada  (WOODLEY et al., 2020; DOUMOUCHTSIS et al., 2022).  

Durante a gestação, o aumento do peso uterino, as alterações hormonais e  biomecânicas, além do estiramento das fibras musculares e das estruturas ligamentares,  promovem sobrecargas significativas que podem comprometer a funcionalidade dessa região.  O parto vaginal, por sua vez, causa um impacto significativo no assoalho pélvico, devido a  alguns eventos que podem ocorrer durante seu transcurso, como distensão muscular, lesões  nervosas, lacerações e episiotomias, que, somadas, elevam o risco de disfunções pélvicas  (SELMA et al., 2022; WPSI, 2023). 

Pesquisas de base populacional evidenciam que até 30 a 40% das mulheres apresentam  algum grau de disfunção do assoalho pélvico no pós-parto, com manifestações clínicas que  incluem incontinência urinária de esforço, prolapso de órgãos pélvicos, dispareunia, dor  perineal e redução da força muscular, impactando diretamente no bem-estar físico, na qualidade  de vida e a saúde sexual (SIGURDARDOTTIR et al., 2020; BENETTI, 2022).  

Nesse cenário, a fisioterapia do assoalho pélvico desponta como uma estratégia  terapêutica de primeira linha, amplamente recomendada por diretrizes nacionais e  internacionais para prevenção, avaliação e reabilitação das disfunções uroginecológicas.  Diversos recursos podem ser empregados de maneira isolada ou combinada, destacando-se o  treinamento muscular do assoalho pélvico (TMAP), a cinesioterapia específica, o biofeedback,  a eletroestimulação funcional e técnicas de conscientização corporal, todas respaldadas por  evidências científicas robustas (NICE, 2021; DAVENPORT et al., 2024). 

Ensaios clínicos randomizados demonstram que programas individualizados de  reabilitação são capazes de melhorar a força e a resistência muscular, reduzir a frequência e a  gravidade da incontinência urinária, prevenir o avanço de prolapsos e promover maior satisfação sexual e qualidade de vida (SIGURDARDOTTIR et al., 2020; VARGAS et al., 2024). 

Embora grande parte das investigações se concentre no puerpério imediato (até 10  dias) e no tardio (até 45 dias), o chamado puerpério remoto, período que se inicia após o terceiro  mês e se estende de forma variável de acordo com a literatura, permanece pouco explorado em  estudos clínicos e epidemiológicos (MARTINELLO, 2022; MONTEIRO, 2020; BARACHO,  2018). Essa lacuna de conhecimento é preocupante, uma vez que sintomas persistentes ou não  tratados tendem a cronificar-se, gerando repercussões físicas, emocionais e sociais a longo  prazo, incluindo comprometimento da autoestima, prejuízo no desempenho ocupacional,  redução da satisfação sexual e dificuldade de reinserção plena nas atividades cotidianas  (ACOG, 2018; HSE, 2023). 

Nesse cenário, a fisioterapia do assoalho pélvico desponta como uma estratégia  terapêutica de primeira linha, amplamente recomendada por diretrizes nacionais e  internacionais para prevenção, avaliação e reabilitação das disfunções uroginecológicas.  Diversos recursos podem ser empregados de maneira isolada ou combinada, destacando-se o  treinamento muscular do assoalho pélvico (TMAP), a cinesioterapia específica, o biofeedback,  a eletroestimulação funcional e técnicas de conscientização corporal, todas respaldadas por  evidências científicas robustas (NICE, 2021; DAVENPORT et al., 2024). 

Ensaios clínicos randomizados demonstram que programas individualizados de  reabilitação são capazes de melhorar a força e a resistência muscular, reduzir a frequência e a  gravidade da incontinência urinária, prevenir o avanço de prolapsos e promover maior  satisfação sexual e qualidade de vida (SIGURDARDOTTIR et al., 2020; VARGAS et al., 2024). 

Apesar dos avanços na literatura internacional, observa-se escassez de investigações  que avaliem de maneira sistematizada e longitudinal os efeitos dessas intervenções  especificamente no puerpério remoto, especialmente no contexto brasileiro, onde fatores  socioculturais, limitações de acesso aos serviços de saúde e desigualdades regionais ainda constituem barreiras significativas à assistência fisioterapêutica (EVENSON et al., 2023).  Além disso, há carência de protocolos clínicos padronizados e de políticas públicas  que garantam acompanhamento contínuo às mulheres para além dos primeiros meses pós-parto,  o que reforça a necessidade de estudos que contribuam para a formulação de diretrizes e para a  qualificação da atenção à saúde feminina nesse período (WPSI, 2023; ACOG, 2018). Diante desse panorama, o presente estudo tem como objetivo analisar a contribuição  da fisioterapia na reabilitação do assoalho pélvico no puerpério remoto, identificando disfunções, técnicas utilizadas e impactos na funcionalidade e qualidade de vida. Ao reunir e  sistematizar o conhecimento existente, busca-se oferecer subsídios para a prática clínica  baseada em evidências, estimular o desenvolvimento de protocolos assistenciais mais  abrangentes e contribuir para a melhoria da qualidade de vida das mulheres no período pós parto remoto. 

2. MATERIAIS E MÉTODO 

O presente trabalho trata-se de uma revisão de literatura, desenvolvida com o objetivo  de analisar criticamente as evidências científicas disponíveis sobre a atuação da fisioterapia na  reabilitação do assoalho pélvico no puerpério remoto. Essa modalidade de estudo permite  sintetizar resultados de pesquisas com diferentes delineamentos, possibilitando uma  compreensão abrangente do fenômeno investigado e a identificação de lacunas que subsidiem  novas investigações. 

A coleta de dados bibliográficos foi realizada entre os meses de agosto a novembro,  utilizando-se as bases de dados PubMed/MEDLINE, LILACS, SciELO e PEDro, por serem  reconhecidas fontes de informação científica na área da saúde. Como complemento, foi  empregada a base Google Scholar, a fim de localizar literatura cinzenta e ampliar o alcance da  busca. 

Para a construção das estratégias de pesquisa em todas as bases de dados, foram  utilizados descritores controlados e não controlados em português e inglês, combinados por  operadores booleanos: (“assoalho pélvico” OR “pelvic floor” OR “pelvic floor dysfunction”)  AND (puerpério OR “postpartum” OR “remote puerperium” OR “late postpartum”) AND  (fisioterapia OR “physical therapy” OR “pelvic floor muscle training” OR PFMT OR  biofeedback OR “electrical stimulation”). 

As buscas foram delimitadas no período de 2020 a 2025. Foram incluídos artigos  publicados em português, inglês ou espanhol, que apresentassem texto completo disponível. Os critérios de inclusão compreenderam: 

a) estudos originais, revisões sistemáticas ou meta-análises que abordassem  intervenções fisioterapêuticas voltadas ao assoalho pélvico no período pós-parto;

b) amostras compostas por mulheres em puerpério remoto, definido, para os fins deste  trabalho, o qual corresponde ao período do 46° dia até o retorno dos ciclos menstruais. 

c) pesquisas que apresentassem resultados sobre força e resistência muscular,  incontinência urinária ou fecal, prolapso de órgãos pélvicos, disfunções sexuais ou qualidade  de vida. 

Foram excluídos estudos que: 

a) abordassem exclusivamente o puerpério imediato ou tardio, sem distinção do período  remoto; 

b) se restringissem a relatos ou séries de casos sem análise sistematizada;

c) tivessem foco exclusivamente cirúrgico, sem intervenção fisioterapêutica associada;

d) não disponibilizassem o texto completo para análise. 

Foi realizada a triagem inicial por títulos e resumos, excluindo-se os estudos que não  atendiam aos critérios de elegibilidade. Os trabalhos potencialmente relevantes foram então  submetidos à leitura integral, assegurando a seleção apenas daqueles que efetivamente  respondiam à pergunta norteadora desta revisão: Quais são as evidências científicas da  fisioterapia na reabilitação do assoalho pélvico em mulheres no puerpério remoto? 

Dos estudos incluídos, foram extraídas informações referentes a: autores, ano de  publicação, delineamento metodológico, número de participantes, tempo de puerpério, tipo de  parto, tipo e duração da intervenção fisioterapêutica, instrumentos de avaliação e principais  desfechos clínicos. Os dados foram sistematizados em planilha eletrônica e apresentados em  tabelas descritivas, permitindo a visualização comparativa dos resultados e a identificação das  tendências mais relevantes. 

Devido à heterogeneidade entre os estudos quanto aos delineamentos, tipos de  intervenção e instrumentos de avaliação, optou-se por uma análise descritiva e interpretativa,  característica da revisão de literatura. As informações foram organizadas de forma narrativa e  comparativa, buscando-se identificar convergências e divergências entre os achados e discutir  suas implicações clínicas e científicas. 

Quando possível, os estudos com maior similaridade metodológica foram agrupados  segundo o tipo de intervenção fisioterapêutica (treinamento muscular, biofeedback,  eletroestimulação, cinesioterapia específica ou programas combinados) e o tempo de puerpério  analisado, possibilitando uma compreensão mais detalhada dos efeitos terapêuticos observados. 

Por se tratar de uma revisão de literatura, este estudo não envolveu coleta de dados com  seres humanos, dispensando, portanto, submissão a Comitê de Ética em Pesquisa. Ainda assim,  todas as informações foram obtidas de forma responsável, com citação adequada das fontes e  respeito aos princípios de integridade acadêmica e científica.

3. RESULTADOS 

A busca sistemática nas bases selecionadas (PubMed/MEDLINE, LILACS, SciELO e  PEDro) utilizando os descritores (“assoalho pélvico” OR “pelvic floor” OR “pelvic floor  dysfunction”) AND (puerpério OR “postpartum” OR “remote puerperium” OR “late  postpartum”) AND (fisioterapia OR “physical therapy” OR “pelvic floor muscle training” OR  PFMT OR biofeedback OR “electrical stimulation”) resultou em um total de 86 registros. A  distribuição por base foi a seguinte: PubMed/MEDLINE (40 estudos), LILACS (18 estudos),  SciELO (12 estudos) e PEDro (16 estudos). Conforme apresentado na tabela 1. 

Após a remoção de 15 duplicatas, 71 artigos foram submetidos à triagem de títulos e  resumos, resultando na exclusão de 50 registros por não atenderem aos critérios de inclusão. A  análise completa dos textos restantes (n = 21) levou à exclusão de 11 estudos adicionais, em  função de não abordarem explicitamente o período pós-parto ou não incluírem intervenções  fisioterapêuticas relevantes. Dessa forma, 10 estudos foram considerados elegíveis e incluídos  nesta revisão de literatura, abordados na tabela 2. 

Entre os estudos analisados, a maioria tratou de ensaios clínicos randomizados ou  quase-experimentais envolvendo intervenções de treinamento do assoalho pélvico no pós-parto.  No entanto, poucos abordaram especificamente o puerpério remoto, definido como o período  entre o 46º dia pós-parto e o retorno dos ciclos menstruais, evidenciando uma lacuna na  literatura referente a essa fase tardia da recuperação pós-parto. 

Tabela 1 – Base de dados e descritores selecionados.

Fonte: Elaboração própria (2025)

Tabela 2 — Caracterização dos estudos incluídos na revisão de literatura.

Fonte: Elaboração própria (2025)

4. DISCUSSÃO 

O puerpério remoto, definido como o período compreendido entre o 46º dia pós-parto  e o retorno dos ciclos menstruais, constitui uma fase crucial para a recuperação funcional do  assoalho pélvico, caracterizada pela persistência de alterações musculoesqueléticas e déficits  de força do Assoalho Pélvico decorrentes das adaptações gestacionais e do parto.  

Os estudos analisados demonstram que, mesmo meses após o nascimento, intervenções fisioterapêuticas estruturadas, supervisionadas e progressivas, como o Treinamento dos  Músculos do Assoalho Pélvico (TMAP) e programas domiciliares orientados, mantêm elevada  eficácia na melhora da força muscular, continência urinária, função sexual e suporte pélvico.  Ademais, técnicas associadas ao biofeedback e à orientação sensoriomotora potencializam os  efeitos terapêuticos, sobretudo em mulheres que apresentam dificuldades de contração adequada ou redução da propriocepção perineal. 

O estudo de Sigurdardottir et al. (2021) examinou a prevalência de disfunções do assoalho pélvico e seu incômodo associado em 721 mulheres primíparas entre 6 e 10 semanas  pós-parto, fase que marca a transição para o início do puerpério remoto. A prevalência elevada  de incontinência urinária (48%), incontinência anal (60%), prolapso de órgãos pélvicos (29%)  e disfunção sexual dolorosa (66% das mulheres sexualmente ativas) evidencia a magnitude do  problema mesmo,3636 nas fases iniciais do pós-parto. Os sintomas foram mais comuns após  parto vaginal, enquanto fatores como obesidade, peso fetal elevado e episiotomia se mostraram  preditores de disfunções específicas. Esses achados reforçam a importância do rastreamento  precoce e da implementação de protocolos fisioterapêuticos preventivos e reabilitadores, como  TMAP e LPF, especialmente para evitar a cronificação dos sintomas no puerpério remoto. 

A revisão sistemática de Ibáñez-Vera et al. (2025) reforça que o TMAP apresenta elevada efetividade na redução dos sintomas de incontinência urinária em mulheres no puerpério  remoto, fase em que ainda há recuperação lenta e persistência de disfunções musculares relacionadas ao parto.  

Apesar da heterogeneidade metodológica entre os estudos incluídos, verificou-se que  a musculatura perineal mantém capacidade de adaptação e ganho de força quando submetida a  protocolos adequados, particularmente quando supervisionados e progressivos. Intervenções  que integram biofeedback ou técnicas de conscientização sensorial mostraram-se especialmente  benéficas, visto que muitas mulheres exibem padrões de contração inadequados ou propriocepção diminuída durante essa etapa pós-parto. Assim, o TMAP promove melhorias significativas  intragrupo, indicando que, mesmo após a fase inicial puerperal, é possível restaurar a sinergia muscular e o suporte uretral, reduzindo sintomas urinários persistentes. A variação nos resultados parece estar associada a fatores como intensidade e progressão do protocolo, grau de supervisão e adesão ao tratamento, frequentemente impactados pelas demandas cotidianas características do puerpério remoto. Em síntese, apesar da heterogeneidade, o TMAP permanece como a intervenção conservadora mais eficaz no puerpério remoto, principalmente quando há  disfunção de incontinência urinária. 

O estudo de Moleta Vargas et al. (2024) investigou os efeitos do TMAP e do Low  Pressure Fitness (LPF) em mulheres no puerpério remoto, fase em que ainda podem persistir  instabilidade lombo-pélvica, alterações posturais, dor e sintomas urinários, justificando intervenções específicas. Embora os autores tenham relatado que o LPF apresentou resultados superiores ao TMAP em alguns desfechos, como redução da incontinência urinária de esforço,  melhora da dor durante a atividade sexual e diminuição do desconforto pélvico, esses achados  devem ser interpretados com cautela. 

O estudo apresenta limitações metodológicas importantes. A amostra foi reduzida (n = 35), com apenas 12 participantes em cada grupo de intervenção (TMAP e LPF) e 11 no grupo  controle, o que diminui o poder estatístico e aumenta o risco de viés. Além disso, houve perda  considerável de participantes antes da análise final, e todas as intervenções foram realizadas de  forma on-line, o que pode comprometer o controle sobre a execução correta dos exercícios. A  randomização, embora adequada, não compensa a pequena representatividade amostral, dificultando a generalização dos resultados. 

Outro ponto crítico é que os achados deste estudo divergem de um corpo robusto de  evidências que, ao longo das últimas décadas, estabelece o TMAP como a primeira linha de  tratamento para diversas disfunções pélvicas no pós-parto, incluindo incontinência urinária, fecal, dor pélvica e suporte de órgãos pélvicos. Revisões sistemáticas amplas e ensaios clínicos  bem conduzidos (como Woodley et al., 2024; Ibáñez-Vera et al., 2025; Sigurdardottir et al., 2020, 2023; Monteiro et al., 2021) demonstram de maneira consistente que o TMAP apresenta  eficácia superior, sustentada e amplamente replicada, reforçando sua posição como intervenção  conservadora mais indicada e respaldada cientificamente. 

Dessa forma, embora o estudo de Moleta Vargas et al. (2024) sugira benefícios clínicos promissores do LPF, principalmente em sintomas subjetivos, essas conclusões são preliminares, baseadas em um desenho metodológico frágil e que ainda não encontraram suporte robusto  em evidências de maior qualidade. Portanto, o LPF deve ser considerado uma intervenção complementar ou alternativa, e não substitutiva, enquanto o TMAP permanece como o padrão-ouro no manejo fisioterapêutico das disfunções do assoalho pélvico no puerpério remoto. Estudos futuros, com amostras maiores, intervenções presenciais, follow-up prolongado e maior rigor  metodológico, são essenciais para determinar o real potencial do LPF nesse contexto clínico. No estudo de Monteiro et al. (2021), avaliou-se o impacto de um programa de fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico em mulheres no período puerperal, incluindo aquelas  já inseridas no puerpério remoto. Os principais achados demonstraram melhora significativa da  função sexual, aumento da pressão perineal e redução do impacto da incontinência urinária na  qualidade de vida, indicando que os exercícios preservam sua efetividade mesmo quando aplicados meses após o parto.  

A ausência de interação entre tempo e tipo de parto sugere que os efeitos positivos do  treinamento são semelhantes entre mulheres submetidas a cesárea ou parto vaginal, provavelmente porque, no puerpério remoto, a reorganização tecidual já avançou o suficiente para minimizar diferenças funcionais entre esses grupos. A melhora contínua dos desfechos ao longo  do tempo reforça que programas de TMAP otimizam força muscular, propriocepção e coordenação neuromotora, elementos essenciais para continência urinária e função sexual. Esses resultados evidenciam a relevância da fisioterapia no puerpério remoto, prevenindo a progressão  de disfunções e promovendo recuperação funcional global. 

A revisão de Woodley et al. (2024), que incluiu 46 ensaios clínicos envolvendo 10.832  mulheres, investigou os efeitos do TMAP na prevenção e tratamento da incontinência urinária  e fecal durante a gestação e o pós-parto. Os resultados indicaram que o TMAP pré-natal reduz  significativamente o risco de IU no final da gestação e mantém efeito residual no pós-parto  intermediário (3–6 meses), embora sua eficácia a longo prazo, incluindo no puerpério remoto, permanece inconclusiva. Em mulheres com IU já instalada, tanto pré quanto pós-natal, os resultados foram inconsistentes. A revisão ressaltou que programas aplicados indistintamente,  sem considerar a condição basal das mulheres, tendem a apresentar menor eficácia. A qualidade  metodológica variou de baixa a moderada, reforçando a necessidade de estudos mais robustos,  especialmente voltados aos efeitos prolongados no puerpério remoto. Ainda assim, o TMAP se  mostrou seguro, com raros relatos de dor local e ausência de efeitos adversos significativos. 

Os achados de Meekins & Siddiqui (2020) destacam que o período pós-parto, incluindo o puerpério remoto, é particularmente sensível para o desenvolvimento de disfunções urinárias, intestinais, prolapsos de órgãos pélvicos e alterações da função sexual, com repercussões  importantes na qualidade de vida. A fisioterapia do assoalho pélvico aparece como abordagem  conservadora de primeira linha, com evidências robustas de efetividade em múltiplos domínios  funcionais. Programas de exercícios para o assoalho pélvico (PEFLOW), proposto por Zhu et al. (2022), apresentam estrutura domiciliar supervisionada de 12 semanas, integrando fortalecimento muscular direcionado, coordenação com tronco e respiração, e exercícios funcionais  que reproduzem atividades diárias. Essa abordagem facilita a adesão e corrige padrões de execução inadequados, aspecto fundamental no puerpério remoto, quando a função do assoalho  pélvico ainda está em processo de reorganização. 

Os resultados integrados evidenciam que exercícios domiciliares estruturados e super visionados apresentam impacto positivo em quatro domínios principais: (1) incontinência uri nária de esforço e urgência, ao melhorar o suporte uretral e os reflexos inibitórios vesicais; (2)  controle intestinal, especialmente em mulheres com laceração perineal de terceiro ou quarto  grau, constatou que 26% das mulheres promovendo melhora do tônus e coordenação do esfínc ter anal; (3) suporte de órgãos pélvicos, reduzindo progressão ou surgimento de prolapsos sin tomáticos; e (4) função sexual, ao reduzir dor perineal e melhorar consciência corporal. Assim,  modelos de intervenção como o PEFLOW representam estratégias viáveis e eficazes no puerpério remoto, promovendo autonomia e adesão terapêutica. 

Os estudos de Sigurdardottir T. et al. (2020; 2023) analisaram o impacto do TMAP  conduzido por fisioterapeuta sobre diferentes manifestações de disfunção pélvica no pós-parto.  No estudo de 2020, focado em incontinência urinária e anal, observou-se redução significativa  da prevalência e do incômodo associado a fraqueza e a falta de contração do assoalho pélvico  até 6 meses pós-parto, além de ganho de força e resistência muscular. Entretanto, aos 12 meses,  essas diferenças entre grupos se dissiparam, provavelmente devido à recuperação fisiológica  natural do assoalho pélvico ao longo do puerpério remoto. No estudo de 2023, os autores investigaram sintomas de prolapso de órgãos pélvicos e observaram que o TMAP não alterou  significativamente a prevalência ou o incômodo relacionado durante o primeiro ano pós-parto.  A melhora espontânea observada em ambos os grupos sugere que a remodelação tecidual exerce  maior impacto sobre os sintomas de prolapso de órgãos pélvicos (POP) nesse período do que a  intervenção isolada. A integração dos dois estudos indica que o TMAP foi tão eficaz para incontinência urinária quanto para os sintomas de POP. Portanto, a fisioterapia deve ser iniciada  precocemente e individualizada, com monitorização contínua no puerpério remoto. O estudo de Ding & Zhang (2025) investigou a eficácia da acupuntura associada ao  TMAP no tratamento da incontinência urinária de esforço pós-parto em mulheres no puerpério  remoto. A intervenção combinada mostrou resultados superiores ao TMAP isolado em redução  da perda urinária, melhora da força muscular perineal e benefícios adicionais em função sexual  e sintomas emocionais (ansiedade e depressão). Os mecanismos propostos envolvem sinergia entre fortalecimento muscular direcionado e efeitos neurofisiológicos da acupuntura sobre circulação local e reparo tecidual. Esses achados sugerem que intervenções combinadas podem  potencializar os efeitos terapêuticos, tornando-se opções relevantes para mulheres sintomáticas  no puerpério remoto. 

As disfunções do assoalho pélvico relatadas anteriormente por Sigurdardottir et al.  (2021), como incontinência urinária e anal, dor sexual, prolapso e desconforto pélvico, exercem  impacto direto e profundo na qualidade de vida de mulheres no período pós-parto, inclusive no  puerpério remoto. Esses sintomas afetam atividades básicas, interferem nas relações interpessoais e reduzem a autoconfiança, prejudicando a vivência da maternidade em um momento já  marcado por sobrecarga física e emocional. A presença de dor, perdas urinárias ou sensação de  instabilidade pélvica pode dificultar o cuidado com o bebê, reduzir a participação em momentos  sociais e aumentar o sentimento de frustração, insegurança e inadequação materna. 

Nesse contexto, a fisioterapia desempenha papel fundamental ao restaurar a função muscular, reduzir sintomas e promover autonomia corporal, favorecendo a retomada plena das atividades de vida diária e da sexualidade. Intervenções como o TMAP, biofeedback e protocolos  domiciliares orientados contribuem não apenas para ganhos fisiológicos, mas também para melhoria expressiva da qualidade de vida, uma vez que a diminuição dos sintomas possibilita  maior conforto, confiança e participação social. A literatura demonstra que, quando os sintomas  são controlados, há redução da percepção de limitação e aumento do bem-estar geral, elementos  essenciais para o desempenho das demandas maternas. 

Além dos benefícios funcionais, a fisioterapia pode influenciar positivamente aspectos  emocionais, como demonstrado por Ding & Zhang (2025), que observaram redução de sintomas de ansiedade e depressão quando o TMAP foi associado à acupuntura. A melhora da força  perineal, do controle urinário e da função sexual exerce efeito indireto, porém significativo, na  saúde mental, pois reduz a sensação de incapacidade, o constrangimento e a sobrecarga emocional. Dessa forma, programas fisioterapêuticos abrangentes contribuem para uma recuperação  integral, favorecendo não apenas a reabilitação física, mas também o equilíbrio psicológico e a  experiência da maternidade de forma mais saudável e satisfatória. 

A síntese dos estudos analisados evidencia que, apesar das significativas lacunas científicas sobre o puerpério remoto, a fisioterapia desempenha papel essencial na reabilitação das  mulheres que enfrentam disfunções persistentes após o parto. As intervenções baseadas no fortalecimento do assoalho pélvico, no controle pressórico e na estabilização lombo-pélvica demonstram impacto positivo tanto na função física quanto na qualidade de vida, refletindo em melhor desempenho materno e maior bem-estar emocional. Ao considerar a influência de sintomas como dor, incontinência, instabilidade e alterações sexuais sobre a saúde mental, torna se evidente que uma abordagem fisioterapêutica qualificada, acupuntura ou programas domiciliares estruturados), contribui também para reduzir ansiedade e depressão, favorecendo uma recuperação mais completa. Assim, a discussão confirma a necessidade de ampliar pesquisas  robustas sobre o puerpério remoto e reforça a importância de incorporar a fisioterapia de forma  contínua e especializada nesse período frequentemente negligenciado. 

5. CONCLUSÃO 

A revisão evidenciou que ainda existe uma escassez de estudos que abordam  exclusivamente o período de puerpério remoto e que realizem acompanhamento de reabilitação  em longo prazo. A busca pelos artigos demonstrou grande dificuldade em encontrar pesquisas  que contemplassem apenas essa etapa, resultando em uma base de evidências limitada,  heterogênea e, muitas vezes, metodologicamente frágil. Essa lacuna reforça a necessidade de  maior investimento em estudos rigorosos que considerem as particularidades fisiológicas,  emocionais e sociais vivenciadas pelas mulheres após o restabelecimento dos ciclos menstruais,  garantindo que essa fase tardia do pós-parto receba a atenção clínica e científica que merece. 

Em relação aos resultados e à discussão, os estudos analisados demonstraram, de forma  consistente, que o treinamento dos músculos do assoalho pélvico, especialmente quando  supervisionado ou associado a recursos como o biofeedback, apresenta benefícios relevantes  para a força muscular, o controle esfincteriano e a redução dos sintomas de incontinência  urinária no puerpério remoto. Apesar da variabilidade entre protocolos, verificou-se melhora  significativa intragrupo na maioria dos estudos, evidenciando que a musculatura pélvica  mantém capacidade de adaptação mesmo de forma tardia. O uso de tecnologias, como  aplicativos de treinamento, também se mostrou promissor para ampliar a adesão. No entanto, a  heterogeneidade metodológica e a baixa padronização de instrumentos de avaliação  dificultam comparações mais precisas, reforçando a necessidade de diretrizes clínicas mais  sólidas. Além disso, ficou claro que a reabilitação adequada do assoalho pélvico contribui  diretamente para a melhora da qualidade de vida dessas mulheres, reduzindo sintomas que  impactam autoestima, sexualidade, participação social e saúde emocional, fatores fundamentais  para o bem-estar global e para uma vivência materna mais segura, funcional e saudável.

REFERÊNCIAS 

ACOG – AMERICAN COLLEGE OF OBSTETRICIANS AND GYNECOLOGISTS.  Optimizing postpartum care. Obstetrics & Gynecology, v. 131, n. 5, p. e140–e150, 2018. 

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1Discente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE.
2Especialista em didática do ensino superior, Fisioterapia Neurofuncional e Terapia Intensiva, Docente do Curso de  Fisioterapia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE
2Mestra em Ciências do Movimento Humano, Docente do Curso de Fisioterapia da Faculdade de Fisioterapia e Educação  Física/Universidade Federal do Amazonas-FEFF/UFAM. Campus Universitário Senador Arthur Virgílio Filho, Setor Norte, Manaus-AM