TOOLS THAT CAN BE USED IN ASSESSING THE EMPATHY OF HEALTHCARE PROFESSIONALS: AN INTEGRATIVE REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511301214
Allana Renally Cavalcante Santos de Moraes1; Ana Beatriz Barbosa de Menezes Leitão Batista2; Pedro Jorge de Almeida Romão3; Eclésio Cavalcante Santos4; Maria Emília Oliveira de Queiroga5; Leonardo Leitão Batista6; Edenilson Cavalcante Santos7
RESUMO
A empatia constitui uma competência essencial na prática em saúde, associada à comunicação eficaz, à adesão terapêutica e à satisfação do paciente. A mensuração dessa habilidade tem despertado crescente interesse, resultando no desenvolvimento e adaptação de instrumentos psicométricos específicos. Este estudo teve como objetivo identificar e descrever as principais ferramentas disponíveis para avaliação da empatia em profissionais de saúde, considerando sua aplicabilidade, dimensões avaliadas e validade psicométrica. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases PubMed, SciELO e LILACS, abrangendo o período de 2011 a 2025, utilizando os descritores “Empatia”, “Profissionais de Saúde”, “Avaliação”, “Instrumentos de Medida” e “Humanização da Assistência”. Foram selecionados 24 artigos. Os resultados indicam a predominância de quatro instrumentos: Jefferson Scale of Physician Empathy (JSPE), Interpersonal Reactivity Index (IRI), Consultation and Relational Empathy Measure (CARE) e Toronto Empathy Questionnaire (TEQ). Instrumentos como o Empathy Quotient (EQ) também demonstraram boas propriedades psicométricas. Observou-se tendência de declínio da empatia durante a formação médica e influência de fatores ocupacionais no comportamento empático. Conclui-se que a mensuração da empatia é fundamental para o fortalecimento das práticas humanizadas e para o aprimoramento das políticas formativas em saúde.
PALAVRAS-CHAVE: Empatia; Profissionais de Saúde; Avaliação; Humanização da Assistência; Instrumentos de Medida.
ABSTRACT
Empathy is an essential skill in healthcare practice, associated with effective communication, treatment adherence, and patient satisfaction. The measurement of empathy has gained increasing attention, leading to the development and adaptation of several psychometric tools. This study aimed to identify and describe the main instruments available for assessing empathy in health professionals, considering their applicability, assessed dimensions, and psychometric validity. An integrative literature review was conducted in the PubMed, SciELO, and LILACS databases, covering the period from 2011 to 2025, using the descriptors “Empathy,” “Health Professionals,” “Assessment,” “Measurement Instruments,” and “Humanization of Care.” Twenty-four articles were selected. The main instruments identified were the Jefferson Scale of Physician Empathy (JSPE), Interpersonal Reactivity Index (IRI), Consultation and Relational Empathy Measure (CARE), and Toronto Empathy Questionnaire (TEQ). The Empathy Quotient (EQ) also showed solid psychometric performance. A trend of empathy decline during medical training and the influence of occupational factors were observed. It is concluded that measuring empathy is essential to strengthen humanized practices and support educational and care policies in health.
KEYWORDS: Empathy; Health Professionals; Assessment; Humanization of Care; Measurement Instruments.
INTRODUÇÃO
A empatia é reconhecida como um componente essencial da prática em saúde, sendo um dos pilares da relação entre profissional e paciente (Hodges; Myers, 2020). Tratase da capacidade de compreender e compartilhar os sentimentos do outro, contribuindo para uma comunicação mais efetiva, melhor adesão terapêutica e maior satisfação dos pacientes (Mercer et al., 2004; Hogan, 1969).
A literatura aponta que profissionais empáticos são mais capazes de identificar necessidades subjetivas, reduzir erros de diagnóstico e aumentar a confiança na relação terapêutica (Ward et al., 2012; Parker et al., 2014). Diante da crescente valorização da humanização da assistência, a mensuração da empatia emergiu como um tema relevante na pesquisa em saúde (Nascimento et al., 2022).
Diversos instrumentos psicométricos foram desenvolvidos e adaptados para diferentes contextos culturais, buscando quantificar dimensões cognitivas e afetivas do comportamento empático (Hojat et al., 2018; González et al., 2018). Assim, compreender a validade e aplicabilidade dessas ferramentas é essencial para o aprimoramento das práticas assistenciais e educacionais (Castro et al., 2025).
Nesse contexto, compreender como a empatia se manifesta e pode ser mensurada torna-se fundamental para o fortalecimento de práticas assistenciais humanizadas. A relevância do tema ganha destaque diante de evidências que associam a empatia a melhores desfechos clínicos, prevenção do desgaste emocional dos profissionais e fortalecimento da aliança terapêutica. Além disso, o aumento de demandas por qualidade no cuidado e o avanço das políticas de humanização têm impulsionado instituições formadoras e serviços de saúde a incorporarem estratégias avaliativas que permitam monitorar e desenvolver essa competência.
A utilização de instrumentos validados possibilita identificar lacunas no comportamento empático, subsidiar intervenções educacionais, avaliar currículos e promover melhorias nos processos de formação e de cuidado. Assim, conhecer as ferramentas disponíveis e suas propriedades psicométricas é essencial para orientar decisões metodológicas em pesquisas e práticas pedagógicas.
Diante disso, este estudo teve como objetivos: identificar os principais instrumentos utilizados para avaliar a empatia em profissionais e estudantes da área da saúde; descrever suas características, dimensões avaliadas e fundamentos teóricos; e analisar sua aplicabilidade e validade psicométrica em diferentes contextos clínicos e educacionais. Ao reunir e sistematizar essas informações, espera-se contribuir para o avanço das discussões sobre a formação empática e para a escolha adequada de ferramentas de avaliação em estudos e práticas profissionais.
2. REFERENCIAL TEÓRICO: FERRAMENTAS PARA AVALIAÇÃO DA EMPATIA EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE
A empatia constitui um dos pilares fundamentais das práticas em saúde, sendo reconhecida como uma competência relacional que influencia diretamente a qualidade do cuidado, a adesão ao tratamento e a satisfação do paciente. Historicamente, o conceito tem sido compreendido como a capacidade de compreender e compartilhar sentimentos alheios, integrando dimensões cognitivas, afetivas e comportamentais (Davis, 1994).
No contexto clínico, a empatia é vista não apenas como um traço individual, mas como uma habilidade que pode ser desenvolvida, monitorada e avaliada por meio de instrumentos específicos (Hojat, 2007).
2.1 A Relevância da Avaliação da Empatia na Saúde
Diversos estudos demonstram que níveis elevados de empatia clínica estão associados a melhores desfechos terapêuticos, comunicação mais efetiva e redução de erros assistenciais (Larson; Yao, 2005).
Consequentemente, programas de formação em saúde têm incorporado estratégias de ensino e avaliação da empatia, visando fomentar práticas mais humanizadas. Contudo, avaliar empatia em ambientes clínicos representa desafio, dada sua natureza subjetiva e multifacetada (Hojat et al., 2011). Assim, instrumentos validados tornam-se essenciais para mensuração confiável desse construto.
2.2 Instrumentos de Avaliação da Empatia em Profissionais de Saúde
a) Jefferson Scale of Physician Empathy (JSPE)
A Jefferson Scale of Physician Empathy é um dos instrumentos mais amplamente utilizados para avaliação da empatia em estudantes e profissionais de saúde. Desenvolvida por Hojat (2007), a escala centra-se na dimensão cognitiva da empatia, enfatizando a compreensão intelectual das experiências do paciente.
Esta escala é composta por itens em formato Likert, com boa consistência interna (α > 0,80) e validade de construto comprovada em diferentes culturas (Hojat et al., 2002). Além disso, adaptações foram desenvolvidas para diversas profissões, como enfermagem e fisioterapia, ampliando sua aplicabilidade.
b) Empathy Quotient (EQ)
O Empathy Quotient, proposto por Baron-Cohen e colaboradores (2004), avalia componentes cognitivos e afetivos da empatia. Embora não tenha sido desenvolvido exclusivamente para o contexto clínico, tem sido utilizado em estudos com profissionais de saúde por sua boa sensibilidade para captar diferenças individuais em responsividade emocional e compreensão interpessoal. Sua estrutura contém escalas que distinguem empatia cognitiva, afetiva e habilidades sociais, permitindo análise mais abrangente.
c) Interpersonal Reactivity Index (IRI)
O Interpersonal Reactivity Index (IRI), criado por Davis (1983), é um dos instrumentos mais robustos e amplamente utilizados em pesquisas sobre empatia. Avalia quatro dimensões: Perspective Taking, Empathic Concern, Personal Distress e Fantasy.
No campo da saúde, destaca-se por permitir distinção entre respostas empáticas adaptativas e aquelas que podem gerar sobrecarga emocional, como o sofrimento pessoal (Davis, 1994). Estudos sugerem que o IRI auxilia na compreensão do impacto emocional da prática clínica sobre profissionais (Decety; Jackson, 2004).
d) Consultation and Relational Empathy Measure (CARE Measure)
O CARE Measure foi desenvolvido especificamente para avaliar empatia percebida pelo paciente durante consultas médicas (Mercer et al., 2004). Diferentemente de instrumentos de autorrelato, a escala é preenchida pelo paciente, oferecendo perspectiva externa sobre comportamentos empáticos. A literatura destaca sua forte relação com a satisfação do paciente, bem como sua utilidade para avaliação de práticas centradas na pessoa (Mercer; Reynolds, 2002).
e) Toronto Empathy Questionnaire (TEQ)
O Toronto Empathy Questionnaire concentra-se na dimensão afetiva da empatia e apresenta estrutura unifatorial, o que facilita sua aplicação em contextos clínicos e educacionais (Spreng et al., 2009). Seu uso em ambientes de saúde aponta boa validade e rapidez de aplicação, sendo útil em avaliações de grande escala, como em programas de formação profissional.
2.3 Considerações sobre a Escolha do Instrumento
A seleção do instrumento adequado depende dos objetivos da avaliação. Escalas de autorrelato, como JSPE, IRI e EQ, são úteis para medir percepções individuais, enquanto instrumentos como o CARE Measure captam a perspectiva do paciente, refletindo práticas empáticas observáveis. Recomenda-se combinar diferentes instrumentos para obter visão mais completa, contemplando dimensões afetivas, cognitivas e comportamentais (Neumann et al., 2011).
Além disso, a literatura enfatiza que a empatia não deve ser vista como atributo fixo, mas como competência que pode ser estimulada e modificada ao longo da formação e da prática profissional (Halpern, 2003). Portanto, instrumentos de avaliação são fundamentais não apenas para diagnóstico, mas também para orientar intervenções educativas.
3. METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida entre janeiro e março de 2025, com base nos critérios metodológicos descritos por Whittemore e Knafl (2005). A busca foi realizada nas bases PubMed, SciELO e LILACS, abrangendo o período de 2011 a 2025.
Foram utilizados os descritores “Empatia”, “Profissionais de Saúde”, “Avaliação”, “Instrumentos de Medida” e “Humanização da Assistência”, combinados pelos operadores booleanos AND e OR.
Os critérios de inclusão contemplaram artigos originais e revisões sobre avaliação da empatia em profissionais de saúde, estudos publicados em português, inglês ou espanhol, incluindo validação psicométrica e adaptação transcultural (Henry; Crawford, 2011; Costa et al., 2015; Torres et al., 2023). Após triagem e leitura completa, 24 artigos foram selecionados, como mostrado no quadro 1.
Quadro 1 – Características dos 24 artigos incluídos na revisão.
| Autor(es) | Ano de publicação | Tipo de Estudo | Principais Conclusões |
| Hogan, R. | 1969 | Estudo psicométrico | Desenvolveu uma das primeiras escalas de empatia, com enfoque em traços de personalidade. |
| Mercer et al. | 2004 | Estudo metodológico | Criaram o CARE Measure, validando a empatia relacional percebida por pacientes. |
| Henry; Crawford | 2011 | Validação psicométrica | Adaptaram e validaram a versão curta do Interpersonal Reactivity Index (IRI). |
| Ward et al. | 2012 | Estudo longitudinal | Identificaram declínio da empatia durante o curso médico. |
| Parker et al. | 2014 | Estudo transversal | Confirmaram redução da empatia em residentes médicos, sugerindo intervenções educativas. |
| Costa et al. | 2015 | Validação transcultural | Adaptaram o CARE Measure para o português europeu, mantendo boas propriedades psicométricas. |
| Chiang et al. | 2016 | Estudo correlacional | Demonstraram relação positiva entre empatia e satisfação profissional em enfermeiros. |
| Chen et al. | 2017 | Adaptação psicométrica | Validaram o IRI para estudantes de odontologia, confirmando sua aplicabilidade no ensino em saúde. |
| Hojat et al. | 2018 | Revisão metodológica | Reafirmou a confiabilidade e validade do JSPE em contextos médicos. |
| González et al. | 2018 | Validação transcultural | Validaram a JSPE para o contexto espanhol, com alta consistência interna. |
| Liu et al. | 2019 | Estudo observacional | Confirmaram que níveis elevados de empatia (CARE Measure) aumentam a satisfação dos pacientes. |
| Ribeiro et al. | 2019 | Estudo correlacional | Identificaram correlação positiva entre empatia e desempenho clínico em fisioterapia. |
| Hodges; Myers | 2020 | Revisão conceitual | Destacaram a empatia como base da eficácia da prática em saúde. |
| Silva et al. | 2020 | Estudo psicométrico | Validaram instrumentos de empatia em estudantes de enfermagem no Brasil. |
| Almeida et al. | 2020 | Estudo transversal | Aplicaram o TEQ em estudantes de enfermagem, evidenciando boa confiabilidade. |
| Fonseca et al. | 2021 | Estudo transversal | Verificaram relação entre empatia e estresse ocupacional em residentes multiprofissionais. |
| Zhang et al. | 2021 | Estudo comparativo | Identificaram diferenças de empatia entre gêneros em profissionais de saúde na China. |
| Silva; Mendes | 2021 | Estudo qualitativo | Associaram empatia e vínculo terapêutico em práticas psicoterápicas. |
| Martins et al. | 2022 | Estudo observacional | Avaliaram empatia em estudantes de fisioterapia, com bons índices psicométricos. |
| Nascimento et al. | 2022 | Revisão integrativa | Concluíram que a empatia deve ser estimulada em currículos da saúde. |
| Al-Khalifa et al. | 2022 | Validação transcultural | Confirmaram validade da JSPE entre estudantes do Oriente Médio. |
| Torres et al. | 2023 | Validação brasileira | Validaram o CARE Measure para o português do Brasil, aplicável na atenção primária. |
| Oliveira et al. | 2024 | Estudo psicométrico | Validaram o TEQ em enfermeiros brasileiros, com boa consistência interna. |
| Castro et al. | 2025 | Estudo multicêntrico | Avaliaram empatia em diferentes escolas médicas brasileiras, apontando diferenças regionais. |
3. RESULTADOS
Os resultados evidenciaram quatro instrumentos principais na mensuração da empatia: Jefferson Scale of Physician Empathy (JSPE) (Hojat et al., 2018), Interpersonal Reactivity Index (IRI) (Henry; Crawford, 2011), Consultation and Relational Empathy Measure (CARE) (Mercer et al., 2004; Costa et al., 2015) e Toronto Empathy Questionnaire (TEQ) (Hodges; Myers, 2020; Oliveira et al., 2024). O Empathy Quotient (EQ) (Chiang et al., 2016) também apresentou bons índices psicométricos.
Estudos como os de Ward et al. (2012) e Parker et al. (2014) identificaram declínio da empatia durante a formação médica, enquanto Fonseca et al. (2021) e Ribeiro et al. (2019) relacionaram empatia a fatores ocupacionais e desempenho clínico. Validações transculturais recentes (González et al., 2018; Al-Khalifa et al., 2022; Torres et al., 2023) confirmam a aplicabilidade dos instrumentos em diferentes contextos culturais.
Os resultados evidenciaram quatro instrumentos principais na mensuração da empatia em profissionais de saúde, além de outras escalas complementares, conforme mostrado no Quadro 2.
Quadro 2. Os quatro instrumentos principais na mensuração da empatia em profissionais de saúde.
| Instrumento | Autor (ano) | Estrutura/Dimensões | Público-alvo | Validação/Adaptação |
| JSPE | Hojat et al., 2018 | 20 itens; dimensões cognitivas e afetivas | Médicos e estudantes | Validada em diversos países, incluindo Brasil |
| IRI | Henry e Crawford, 2011 | 28 itens; quatro subescalas | Multiprofissional | Alta confiabilidade em estudos comparativos |
| CARE Measure | Mercer et al., 2004 | 10 itens; empatia percebida pelo paciente | Atenção primária | Validada em português (COSTA et al., 2015) |
| TEQ | Hodges e Myers, 2020 | 16 itens; unidimensional afetiva | Enfermeiros e fisioterapeutas | Boa consistência interna e validação brasileira |
| EQ | Chiang et al., 2016 | 40 itens; dimensões cognitivas e sociais | Multiprofissional | Bons índices psicométricos |
4. DISCUSSÃO
A avaliação da empatia é uma ferramenta estratégica para compreender e aprimorar as relações interpessoais no contexto da saúde (HODGES; MYERS, 2020). Entre os instrumentos analisados, o JSPE e o IRI destacam-se pela amplitude de aplicação e forte evidência psicométrica (HOJAT et al., 2018; HENRY; CRAWFORD, 2011).
O CARE Measure diferencia-se por avaliar a empatia sob a perspectiva do paciente, ampliando a compreensão da experiência relacional no atendimento clínico (MERCER et al., 2004; COSTA et al., 2015).
O TEQ e o EQ mostraram-se adequados em contextos multiprofissionais (CHIANG et al., 2016; OLIVEIRA et al., 2024). Estudos latino-americanos (SILVA et al., 2020; TORRES et al., 2023; CASTRO et al., 2025) evidenciam consistência psicométrica e aplicabilidade local, enquanto revisões recentes (NASCIMENTO et al., 2022) apontam a importância de estratégias pedagógicas para o desenvolvimento empático.
5. CONCLUSÃO
A empatia, como elemento estruturante do cuidado em saúde, requer instrumentos válidos e confiáveis para sua mensuração. O JSPE e o IRI destacam-se como ferramentas robustas, enquanto o CARE e o TEQ complementam a avaliação sob diferentes perspectivas.
A avaliação da empatia em profissionais de saúde é essencial para promover práticas mais humanizadas e eficazes. Instrumentos como o JSPE, IRI, EQ, CARE Measure e TEQ compõem um conjunto diversificado de ferramentas validas e amplamente utilizadas na literatura.
Cada instrumento apresenta vantagens e enfoques distintos, e sua escolha deve considerar o contexto, o objetivo da pesquisa ou da formação, e as dimensões específicas da empatia que se deseja avaliar.
A incorporação sistemática desses instrumentos em contextos acadêmicos e assistenciais pode promover práticas mais humanizadas e fortalecer a relação entre profissionais e pacientes. Novos estudos devem integrar abordagens mistas e intervenções educativas.
A consolidação de práticas avaliativas robustas contribui para formação de profissionais mais sensíveis, comunicativos e preparados para lidar com complexidades humanas inerentes ao cuidado em saúde.
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1Discente do Curso de Medicina da UNIFACISA. E-mail: allanarenally@gmail.com
2Discente do Curso de Medicina da UNIFACISA. E-mail: anabeleitao06@gmail.com
3Discente do Curso de Medicina da UNIFACISA. E-mail: pedrojorgeromao@gmail.com
4Médico da Estratégia Saúde da Família da Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande-PB. Email: eclesiocavalcante@gmail.com
5Médica Residente de Clínica Médica da UNIFACISA. E-mail: queirogamed22@gmail.com
6Preceptor do Curso de Medicina da UNIFACISA. E-mail: leonardoleitaobatista@hotmail.com
7Preceptor do Curso de Medicina da UNIFACISA. E-mail: edenilsoncavalcante@gmail.com
