FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS NO AGRAVO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA DE PACIENTES ASSISTIDOS PELA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

SOCIODEMOGRAPHIC FACTORS IN THE WORSENING OF SYSTEMIC ARTERIAL HYPERTENSION IN PATIENTS ASSISTED BY THE FAMILY HEALTH STRATEGY

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202506281442


Achiles Brandão Vieira1
Orientador: Ailton Mota do Nascimento Galvão2
Coorientadora: Raphaela Costa Ferreira Lemos3


Resumo

Objetivo: Conhecer os fatores sociodemográficos que contribuem para o agravo e a melhoria da Hipertensão Arterial Sistêmica de pacientes assistidos pela Estratégia Saúde da Família (ESF). Método: Trata-se de uma pesquisa transversal, observacional, com abordagem quantitativa e análise descritiva, realizada em uma Unidade de Saúde da Família, localizada em Maceió, Alagoas. A coleta de dados foi conduzida de janeiro a abril de 2025 por meio de um formulário estruturado com base nos determinantes e condicionantes de saúde preconizados pela Lei nº 8.080/90, contendo 17 questões, aplicado em 182 indivíduos. Resultados: Os participantes são majoritariamente compostos por pessoas pardas, do sexo feminino, com renda familiar de até um salário mínimo, idade acima de 40 anos e baixo nível de escolaridade. Foram identificados como fatores de risco significativos: tabagismo (p< 0,011), alcoolismo (p<0,001), alimentação saudável (p<0,001), inatividade física (p<0,001) e adesão medicamentosa (p<0,001). Conclusão: Conclui-se que tais fatores estão fortemente presentes entre os entrevistados, sendo que a condição sociodemográfica foi o principal fator para o aumento da pressão arterial em indivíduos com baixa escolaridade, seguido por faixa etária, renda e estilo de vida. O perfil sociodemográfico da população assistida indica um cenário de vulnerabilidade social que carece da ampliação de ações direcionadas da ESF.

Palavras-chave: Estratégia Saúde da Família. Hipertensão Arterial Sistêmica. Fator de risco. Fator sociodemográfico.

Abstract

Objective: To identify the sociodemographic factors that contribute to the worsening and improvement of systemic arterial hypertension in patients assisted by the Family Health Strategy (FHS). Method: This is a cross-sectional, observational study with a quantitative approach and descriptive analysis, carried out in a Family Health Unit located in Maceió, Alagoas. Data collection was conducted from January to April 2025 using a structured form based on the health determinants and conditions recommended by Law No. 8,080/90, containing 17 questions, applied to 182 individuals. Results: The participants were mostly brown, female, with a family income of up to one minimum wage, over 40 years of age and low level of education. The following were identified as significant risk factors: smoking (p<0.011), alcoholism (p<0.001), unhealthy diet (p<0.001), physical inactivity (p<0.001) and medication adherence (p<0.001). Conclusion: It was concluded that these factors were strongly present among the interviewees, with sociodemographic condition being the main factor for the increase in blood pressure in individuals with low education, followed by age group, income and lifestyle. The sociodemographic profile of the assisted population indicates a scenario of social vulnerability that requires the expansion of targeted actions by the ESF.

Keywords: Family Health Strategy. Systemic Arterial Hypertension. Risk factor. Sociodemographic factor.

1 INTRODUÇÃO

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), conhecida como Pressão Alta (PA), é um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, tem alta prevalência e baixas taxas de controle. Apresenta uma multiplicidade de consequências que a coloca na origem de muitas Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) e, portanto, caracteriza-a como uma das causas de maior redução da expectativa e da qualidade de vida dos indivíduos (Oliveira et al., 2024).

No Brasil, percebe-se alta predominância da HAS. Os desafios do controle e prevenção da HAS e suas complicações são, sobretudo, das equipes de Atenção Básica (AB). Essas equipes pertencem ao Programa de Estratégia de Saúde da Família (ESF), cujo processo de trabalho envolve vínculo com a comunidade e leva em conta aspectos como: diversidade racial, cultural, religiosa e os fatores sociais, econômicos e ambientais envolvidos (Brasil, 2021).

Para que haja redução e resolutividade no controle e prevenção, é necessária a avaliação pela equipe do paciente hipertenso de maneira integral, já que comumente a HAS está associada a outros fatores de risco, os quais precisam ser adequadamente abordados, pois muitos pacientes não compreendem a doença e o tratamento medicamentoso. Entre os fatores socioeconômicos, podemos destacar menor escolaridade e condições de habitação inadequadas, além da baixa renda familiar, como fatores de risco significativo para HAS (Barroso et al., 2020).

Os principais fatores de risco comportamentais modificáveis para o adoecimento por DNCT como a HAS são: tabagismo, consumo abusivo de álcool, alimentação não saudável e inatividade física. Estes fatores podem ser reduzidos pela mudança de comportamento dos indivíduos e por ações governamentais. Vale ressaltar que existem também os fatores de risco não modificáveis representados pela hereditariedade, sexo e idade. Sobre o fator idade, observa-se a relação direta entre o envelhecimento e o aumento no risco de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis (Brasil, 2021).

Segundo estudos epidemiológicos e ensaios clínicos, o diagnóstico precoce da hipertensão e a realização de medidas preventivas simples, tais como mudança de hábitos de vida e implementação de uma alimentação saudável, podem contribuir para o aumento da expectativa de vida e para a redução da mortalidade, retardando o uso de terapia medicamentosa (Barroso et al., 2020).

Diante desse contexto, chega-se à seguinte pergunta: quais são os fatores de natureza social e demográfica que contribuem para o agravo na condição de pacientes portadores de HAS acompanhados pela Estratégia de Saúde da Família (ESF)?

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O Ministério da Saúde (MS) recomenda que a ESF incentive a participação da família no cuidado, reforçando a importância do acompanhamento conjunto (Brasil, 2021). A medida vale para a prevenção e também para o cuidado e tratamento de diversas doenças, incluindo aquelas consideradas crônicas, como a HAS.

A HAS é uma condição clínica caracterizada por elevações persistentes da PA. Segundo diretrizes amplamente reconhecidas, como as da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a hipertensão é definida quando a pressão arterial sistólica é igual ou superior a 140 mmHg e/ou a pressão arterial diastólica é igual ou superior a 90 mmHg, medidas em diferentes ocasiões em condições apropriadas (Vasan; Levy, 2001).

Nesse passo, diversos autores têm buscado compreender a correlação entre fatores sociodemográficos e o agravamento ou a melhoria da HAS, por isso, ressalta-se a importância de uma abordagem personalizada e contextualizada no cuidado, o que também compete, por sua vez, às Equipes de Saúde da Família (ESF).

Para Melo et al. (2025), a escolaridade limitada pode dificultar a compreensão de orientações médicas e práticas de autocuidado, como a adesão ao tratamento e à adoção de hábitos saudáveis. Já Oliveira et al. (2020) constataram que a condição socioeconômica precária está associada à insegurança alimentar, consumo de dietas inadequadas e acesso limitado a medicamentos e serviços de saúde.

Silva et al. (2016), por sua vez, observaram que desigualdades no acesso aos serviços de saúde permanecem como um dos principais desafios para os sistemas de saúde, especialmente entre populações vulneráveis, como aquelas residentes em áreas rurais e periferias urbanas, que enfrentam barreiras geográficas, econômicas e estruturais para obter cuidados de qualidade. Este é o caso, por exemplo, da população estudada na presente pesquisa, a qual localiza-se em um bairro popular e carente da cidade de Maceió, Alagoas.

A interação entre fatores como escolaridade, renda, ocupação, localização geográfica e acesso aos serviços de saúde revela a necessidade de ações integradas que considerem as características sociodemográficas dos pacientes portadores da HAS. Além desses, há fatores de risco não modificáveis, como a idade, hereditariedade, sexo e cor da pele, os quais são intrínsecos ao indivíduo e, portanto, não podem ser alterados por intervenções comportamentais ou ambientais. Sobre o fator idade, observa-se a relação direta entre o envelhecimento e o aumento no risco de desenvolver Doenças Crônicas Não Transmissíveis (Dossena et al., 2023).

No entendimento de WHO (2021), políticas de rastreamento populacional, educação em saúde e adoção de medidas preventivas, como dieta equilibrada, prática regular de atividades físicas e controle de outros fatores de risco, podem contribuir para frear o agravamento da HAS e mantê-la sob controle.

Nesse sentido, a formação de grupos educativos para pacientes hipertensos tem se mostrado uma estratégia eficaz. Segundo o Protocolo Clínico de Hipertensão Arterial Sistêmica (PCHAS), tais iniciativas promovem a troca de experiências, ampliam o conhecimento sobre a doença e fortalecem o autocuidado (Brasil, 2021).

Por fim, a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) reforça que o acesso regular às Unidades Básicas de Saúde (UBS), aliado à proximidade geográfica, melhora significativamente o controle da HAS. A ESF, como principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), desempenha um papel crucial no enfrentamento dessas desigualdades, contribuindo para a redução da morbimortalidade associada à HAS (Brasil, 2021)

3 METODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa transversal, observacional, com abordagem quantitativa e análise descritiva (Menezes et al., 2019) conduzida no contexto de uma Unidade de Saúde da Família, tendo como público-alvo os usuários da própria Unidade de um bairro de baixa renda na cidade de Maceió, diagnosticados com HAS, e que são assistidos pela equipe da Estratégia Saúde da Família.

Para tanto, a coleta de dados foi conduzida de janeiro a abril de 2025, foram aplicados formulários a 182 participantes, abordados em visita presencial domiciliar e na própria Unidade Básica de Saúde (UBS), convidados a participarem da pesquisa através da leitura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A partir do consentimento, dezessete perguntas objetivas, constantes no formulário proposto para este estudo, foram aplicadas oralmente e registradas através de link disponibilizado em formato digital, por meio da plataforma Google Forms, pelo próprio pesquisador.

O projeto foi aprovado por um Comitê de Ética em Pesquisa, sob CAAE 84329024.0.0000.5641 e número de parecer de aprovação 7.194.792, nos quais os detalhes metodológicos foram descritos e aprovados de forma pormenorizada.

Os dados obtidos subsidiaram a análise das condições sociodemográficas, contemplando as variáveis sexo, cor, idade, escolaridade e renda familiar, as quais serviram de base para a identificação dos fatores de risco associados ao agravamento da Hipertensão Arterial Sistêmica.

A análise foi realizada por meio do software estatístico Jamovi.

A abordagem foi inicialmente realizada através de estatística descritiva, a partir de cálculo de frequências, valores absolutos e construção de tabelas. Em seguida utilizou-se de estatística analítica, através do teste de qui-quadrado(2), nas quais foram consideradas significativas as associações que obtiveram um valor p < 0,05.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

O presente estudo ressalta que a caracterização sociodemográfica  é um fator essencial na compreensão do perfil dos indivíduos com HAS, descritos na tabela 1. Com base nos dados obtidos, pode-se observar que os participantes são majoritariamente compostos por pessoas pardas (47,8%), do sexo feminino (78,6%), com renda familiar de “até um salário mínimo” (66,5%), seguidos por aqueles “sem renda” (24,7%),  idade acima de 40 anos (96,7%) e baixo nível de escolaridade (72,5%). Em comparação com dados da literatura, a prevalência de indivíduos com idade avançada, do sexo feminino, baixa escolaridade e com baixa renda familiar está em consonância com os resultados encontrados em um município do interior de São Paulo (Pires, L. C. et al., 2022) e em um município do Estado do Rio Grande do Sul (Xavier et al. (2021).

Tabela 1. Variáveis sociodemográficas dos participantes (n=182)

Fonte: Dados da pesquisa.

Já na Tabela 2. Foram identificados como fatores de risco significativos.

Com relação ao tabagismo, observa-se que indivíduos do sexo masculino apresentaram maior prevalência de tabagismo (p<0,011) em comparação aos do sexo feminino, conforme evidenciado por Hickel et al. (2024). Foi observado associação entre o hábito de fumar e a baixa escolaridade (p<0,007), a maioria dos participantes não concluiu o ensino médio. Em comparação com dados da literatura, indivíduos com menor escolaridade apresentaram maior prevalência de tabagismo em comparação àqueles com maior nível educacional (Santos et al., 2019). A não utilização do tabaco foi um fator de proteção destacado entre faixa etária e hábito de fumar (p = 0,082), entre raça/cor e o hábito de fumar (p = 420) e também entre a renda e o hábito de fumar (p = 0,937).

Com relação à variável álcool/bebida, constatou-se uma maior incidência de consumo pelos homens (p<0,001), com uma associação estatisticamente significativa identificada pelo teste qui-quadrado, o qual reflete tendências documentadas na literatura científica. Barroso (2015) observa que o consumo moderado de álcool, especialmente entre homens, está associado a um aumento na pressão arterial, enquanto o efeito entre as mulheres pode ser mais complexo e depender de fatores como a quantidade consumida e a predisposição genética.

Existe uma associação significativa da baixa escolaridade e o consumo de bebida alcoólica (p < 0,029) dos participantes em consonância com estudos científicos. A escolaridade tem um papel importante na modificação do comportamento em relação ao consumo de álcool. Indivíduos com maior nível educacional tendem a apresentar padrões de consumo que podem impactar positivamente na prevenção de doenças crônicas, como a hipertensão arterial (Silva;  Ferreira, 2018).

Os dados sugerem que a distribuição do consumo de álcool varia de maneira significativa entre os diferentes grupos raciais/cor (p<0,001): a população negra apresenta taxas mais elevadas de mortalidade atribuível ao álcool em comparação com a população branca (Andrade, 2024).

O presente estudo constatou que mais de 95% dos participantes tinham idade superior a 40 anos, condição que influencia a percepção sobre ter uma alimentação saudável (p<0,015). No entanto, também ficou evidenciado que a maioria deles não possui uma alimentação saudável, contexto que está em desacordo com estudo de Drenowski e Almiron-Roig (2010) os quais indicam que os jovens tendem a ter hábitos alimentares menos saudáveis em comparação aos adultos mais velhos, que geralmente adotam práticas alimentares mais saudáveis à medida que envelhecem.

Além disso, a maioria dos participantes eram sem renda ou tinham renda até 1 salário mínimo (p<0,001), impactando diretamente na alimentação, o que, de certa forma, ajuda a explicar a dissonância entre faixa etária superior a 40 anos e maus hábitos alimentareis. A esse respeito, Bezerra et al. (2022) observaram que indivíduos com baixa condição financeira tendem a consumir alimentos ultra-processados devido ao seu preço mais baixo e maior praticidade no preparo. No entanto, esse tipo de alimentação contribui para um agravamento da saúde e da HA.

Características socioeconômicas como sexo, idade, escolaridade, etnia e classe econômica, em outros estudos, foram descritas como preditoras sobre a ingestão de sal (Aguiar; Bernardo; Costa, 2021). Porém, na presente investigação, nenhuma dessas variáveis apresentou significância estatística junto ao desfecho de interesse, mas revelou que uma parcela significativa dos participantes (49,5%) mantém um consumo diário elevado de sal.

A prática de atividade física está relacionada à faixa etária dos participantes de maneira negativa, pois a maior parte não pratica exercícios físicos (p<0,001). Esse achado é particularmente relevante no contexto das diretrizes sobre hipertensão arterial, que recomendam a prática de atividades físicas adaptadas para cada grupo etário, visando melhorar a saúde cardiovascular e reduzir o risco de hipertensão em diferentes populações (Barroso et al., 2021).

A ausência de prática de atividade física impactou a todos, especialmente os hipertensos com baixa escolaridade (p<0,002), em comparação com estudos epidemiológicos que indicam que indivíduos com maior nível educacional tendem a praticar mais atividades físicas, o que pode contribuir para a redução do risco de hipertensão (Barroso et al., 2021).

Com relação a prática de atividade física e a renda, houve uma associação entre as variáveis desse estudo com um cenário de baixa renda (p<0,027). Observa-se que a grande maioria tem um estilo de vida sedentário, ao passo que a caminhada é o exercício de escolha dos que se exercitam, ou seja, a renda dos indivíduos influencia a prática de atividade física, enquanto a baixa renda familiar é um fator de risco para o sedentarismo em adultos e idosos, especialmente na região Sul do Brasil (Barroso et al., 2021).

Observou-se, neste estudo, uma associação entre o uso de medicação e a faixa etária dos participantes (p=0,044), evidenciando a adesão dos mais idosos de forma positiva e alinhada com a literatura, a qual destaca que o envelhecimento está diretamente relacionado ao aumento do uso de medicamentos, especialmente em razão da maior prevalência de doenças crônicas, como a hipertensão arterial sistêmica (Barreto; Reiners; Marcon, 2014).

A análise dos dados revelou que a baixa escolaridade influenciou significativamente na adesão ao uso de medicação anti-hipertensiva (p<0,001), o que representa uma limitação no autocuidado e na capacidade de controle da pressão arterial. Esse resultado é corroborado por Larki, Tahmasebi e Reisi (2018), que afirmam que indivíduos com baixa escolaridade tendem a apresentar dificuldades em compreender informações escritas sobre saúde, em interpretar corretamente prescrições médicas e em evitar práticas prejudiciais à saúde.

Os resultados desse estudo sugerem que o uso de plantas medicinais (chás) não está significativamente associado a fatores sociodemográficos, como sexo, idade, escolaridade, cor ou renda. A literatura reconhece o uso de chás como uma prática comum, muitas vezes motivada por fatores culturais, experiências familiares e busca por alternativas naturais, aspectos que podem não ser capturados totalmente por variáveis quantitativas (Brasil, 2016).

Tabela 2. Relação dos fatores de risco com as variáveis:  sexo, faixa etária, escolaridade, raça/cor, renda familiar.

Fonte: Dados da pesquisa (2025).

5 CONCLUSÃO

Os resultados desse estudo propiciaram a caracterização sociodemográfica de variáveis como faixa etária, sexo, cor, escolaridade e renda, os quais exercem influência significativa sobre o controle ou agravamento da condição hipertensiva dos pacientes assistidos pela UBS, a fim de nortear as atividades desenvolvidas pela equipe de saúde da família. Esses mesmos resultados evidenciaram que a HAS continua a ser um dos maiores desafios em saúde pública, com prevalência crescente e fatores de riscos que carecem de uma abordagem terapêutica integral e personalizada, com ênfase na detecção precoce e na prevenção.

O presente estudo demonstrou que o perfil sociodemográfico dos participantes está associado a maiores ou menores riscos de agravamento da HAS, e que a formação de grupos de hipertensos fomenta conhecimento que favorece fatores protetivos e uma melhor adesão ao tratamento. A identificação desses fatores permite um planejamento mais eficiente das ações da ESF, com foco na estratificação de risco e na personalização do cuidado. Conclui-se, assim, que a compreensão do contexto social dos pacientes é fundamental para o enfrentamento da HAS e para a efetividade das políticas públicas voltadas à Atenção Primária em Saúde.

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1Mestranda em Ciências da Saúde pela American University Saint Joseph; Bacharel em Ciências Econômicas pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC). E-mail: achilesbrandao@gmail.com. 

2Doutor Ailton Mota do Nascimento Galvão; Doutorado em Química e Biotecnologia pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). E-mail: ailton_fisioterapeuta@hotmail.com.

3Doutora Raphaela Costa Ferreira Lemos; Doutorado em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). E-mail: raphaelacostanutricionista@outlook.com.

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