RISK FACTORS FOR MENTAL DISORDERS IN POSTPARTUM WOMEN
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512071204
Andressa de Lima Crispim1
Daiane Gomes da Silva2
Giovanna Sales do Nascimento3
Helen Luize Mantovani da Fonseca Reis4
Nielly Andrade Carvalho Ribeiro5
Sabrina Fernanda do Nascimento Lopes6
Susinaiara Vilela Avelar Rosa7
RESUMO
Introdução: O puerpério envolve mudanças físicas, hormonais e emocionais que aumentam a vulnerabilidade a transtornos mentais. Apoio familiar, acompanhamento pré-natal e intervenções precoces são fundamentais para a saúde materna. Objetivo: Compreender os fatores de risco associados ao desenvolvimento de transtornos mentais em mulheres no puerpério. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa quantitativa, transversal e descritiva, realizada com 23 puérperas em três unidades básicas de saúde de um município de médio porte do Sul de Minas Gerais. Os dados foram coletados através de um questionário estruturado, contendo sociodemográficos, perguntas específicas e aspectos emocionais. A análise foi feita em tabelas e gráficos no Excel, após aprovação pelo Comitê de Ética. Resultados: A amostra, composta por 23 puérperas, apresentou perfil semelhante ao de estudos nacionais, predominando mulheres jovens, com ensino médio completo e renda de até três salários mínimos. Observou-se alta incidência de cesarianas e complicações gestacionais, evidenciando a importância do acompanhamento pré e pós-natal. O principal suporte veio da família e do parceiro, enquanto a atuação da Estratégia Saúde da Família (ESF) mostrou-se limitada. A maioria relatou sintomas de tristeza e desânimo, sem acesso à avaliação psicológica. As principais dificuldades foram relacionadas ao sono, à amamentação e à saúde emocional, reforçando a necessidade de fortalecer o cuidado integral à puérpera na atenção básica. Conclusão: Portanto a assistência na ESF às puérperas ainda é limitada, especialmente no acompanhamento emocional e na amamentação. Fortalecer a atuação de enfermeiros e agentes comunitários é essencial para ampliar o cuidado integral, prevenir transtornos mentais e promover o vínculo materno-infantil.
Palavras-Chave: Saúde mental; Puerpério; Fatores de risco.
ABSTRACT
Introduction: The puerperium involves physical, hormonal, and emotional changes that increase vulnerability to mental disorders. Family support, prenatal care, and early interventions are essential for maternal health. Objective: To understand the risk factors associated with the development of mental disorders in women during the puerperium. Methodology: This is a quantitative, cross-sectional, and descriptive study conducted with 23 postpartum women in three primary health care units in a medium-sized municipality in southern Minas Gerais. Data were collected through a structured questionnaire containing sociodemographic information, specific questions, and emotional aspects. The analysis was carried out using tables and charts in Excel, after approval by the Ethics Committee. Results: The sample of 23 postpartum women presented a profile similar to that found in national studies, predominantly composed of young women with a high school education and income of up to three minimum wages. A high incidence of cesarean sections and gestational complications was observed, highlighting the importance of prenatal and postnatal follow-up. The main sources of support came from family and partners, while the performance of the Family Health Strategy (FHS) was limited. Most participants reported feelings of sadness and discouragement without access to psychological evaluation. The main difficulties were related to sleep, breastfeeding, and emotional health, reinforcing the need to strengthen comprehensive postpartum care in primary health care. Conclusion: Therefore, assistance provided by the FHS to postpartum women remains limited, especially in emotional support and breastfeeding guidance. Strengthening the role of nurses and community health agents is essential to expand comprehensive care, prevent mental disorders, and promote the maternal–infant bond.
Keywords: Mental health; Postpartum period; Risk factors.
1. INTRODUÇÃO
O puerpério, também conhecido como período pós-parto, é a fase que se inicia imediatamente após o nascimento do bebê e se estende até o momento em que o corpo da mulher retorna às condições anteriores à gestação. Essa fase, que pode durar de seis a oito semanas, é marcada por diversas mudanças físicas, hormonais e emocionais. Entre essas mudanças, destacam-se a involução uterina, a estabilização hormonal e a adaptação à nova rotina com o bebê (Brasil, 2001).
Durante esse período muitas mulheres podem vivenciar sintomas como ansiedade e depressão, especialmente se apresentarem fatores de risco pré-existentes, o que torna o acompanhamento durante o puerpério ainda mais essencial (Van Der Zee-Van Den Berg et al., 2021).
Nesse contexto, a rede de apoio desempenha um papel fundamental no bem-estar da mulher. O suporte de familiares, amigos e profissionais de saúde pode facilitar a transição entre a gestação e a maternidade, proporcionando uma experiência mais positiva e atenuando os impactos emocionais desse período (Jones et al., 2025).
Quando esse suporte é insuficiente, o risco de transtornos mentais, como depressão pós-parto e ansiedade, tende a aumentar consideravelmente. Em um estudo de Osborne et al. (2021) ficou evidente que altos níveis de preocupação durante a gestação são indicadores significativos de depressão no pós-parto, o que reforça a necessidade de um suporte social adequado.
Outro aspecto importante para a saúde mental da mulher após o parto é o acompanhamento durante o pré-natal. A orientação sobre as mudanças que ocorrerão, os desafios comuns do puerpério e as estratégias de enfrentamento podem reduzir a ansiedade, preparando melhor a mulher para o que está por vir (Brasil, 2001).
Além disso, envolver o parceiro e os familiares nesse processo fortalece ainda mais a rede de apoio, criando um ambiente mais acolhedor para a mãe e o bebê (Jones et al., 2025).
Estudos recentes indicam que aproximadamente 15% a 20% das mulheres desenvolvem depressão pós-parto, sendo que esse número pode ser ainda maior em populações vulneráveis, como mães adolescentes e aquelas em situação socioeconômica desfavorável (WHO, 2017).
Estima-se que aproximadamente um quarto das mulheres no puerpério manifesta sintomas de ansiedade, o que compromete tanto o bem-estar materno quanto o desenvolvimento da criança (Seefeld et al., 2022). Estudos realizados no Brasil indicam que aproximadamente uma em cada quatro mulheres apresenta sinais expressivos de depressão após o parto (Galvão, 2023).
Diante desse cenário, este estudo tem como objetivo compreender os fatores de risco associados ao desenvolvimento de transtornos mentais em mulheres no puerpério. De forma específica, busca-se avaliar a percepção das puérperas sobre os desafios psicossociais e ambientais enfrentados durante o período pós-parto, identificar as redes de apoio mais utilizadas pelas mulheres durante o puerpério e seu papel na prevenção de transtornos mentais e analisar a sobrecarga materna e sua influência no risco de desenvolvimento de transtornos mentais durante o puerpério. A relevância do tema está na crescente atenção dedicada à saúde mental no período puerperal, considerando a vulnerabilidade da mulher frente às intensas transformações vivenciadas.
A investigação desses fatores é essencial para a formulação de estratégias de prevenção e intervenção que fortaleçam o cuidado integral à mulher. Além de sua relevância prática, a pesquisa contribui para o avanço do conhecimento científico sobre saúde mental no puerpério, ampliando a compreensão sobre a sobrecarga materna, as redes de apoio e a percepção das próprias puérperas acerca dos desafios enfrentados. Os resultados podem subsidiar políticas públicas, qualificar a prática de profissionais de saúde, especialmente da enfermagem, e estimular novas pesquisas na área da saúde da mulher e da saúde mental, garantindo não apenas o bem-estar materno, mas também o desenvolvimento saudável da criança.
2. METODOLOGIA
Trata-se de um estudo quantitativo, transversal e descritivo, envolvendo seres humanos com aplicação de questionário, através de uma entrevista estruturada.
Segundo Fonseca (2002), os resultados da pesquisa quantitativa podem ser quantificados. Como as amostras são grandes, tornam-se um retrato bem real da população estudada, centrando-se na objetividade. Ela considera que a realidade só se compreende analisando os dados brutos através de instrumentos padronizados e neutros, utilizando-se uma linguagem puramente matemática para descrever as causas de um fenômeno. Quando se utiliza uma pesquisa quantitativa, permite-se recolher mais informações do que se poderia conseguir isoladamente. Entrevistas estruturadas, ou formalizadas, são aquelas em que as perguntas são fixas, ordenadas e em grande número, possibilitando a obtenção de um grande quantitativo de dados (Gil, 2008). O entrevistador necessita de um roteiro elaborado, embasado teórico e cientificamente, com perguntas bem estruturadas para que o objetivo seja alcançado (Trivinos, 1987; Manzini, 2003). O projeto de pesquisa teve como objetivo compreender os fatores de risco associados ao desenvolvimento de transtornos mentais em mulheres no puerpério.
A pesquisa foi realizada em três unidades básicas de saúde de um município de médio porte do Sul de Minas Gerais. Tratou-se de Estratégias de Saúde da Família (ESF) integrantes da rede pública de atenção básica, que se destacavam por oferecer acompanhamento contínuo às mulheres durante o ciclo gravídico-puerperal, além de atenderem às demandas relacionadas ao planejamento familiar e à saúde ginecológica. Os locais contavam com uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e psicólogos, o que permitiu uma abordagem integral e humanizada. A escolha desse cenário justificou-se por sua relevância no cuidado à saúde mental materna, especialmente no período puerperal, pois possibilitou o contato direto com o público-alvo e com o contexto real das práticas de atenção e acolhimento desenvolvidas. As unidades de pesquisa foram selecionadas em áreas estratégicas do município, de modo a incluir puérperas de diferentes regiões, permitindo uma análise mais ampla e representativa da realidade local.
Foram incluídas na pesquisa mulheres em período puerperal, até três meses após o parto, com idade acima de 18 anos e que estavam em acompanhamento na unidade de saúde estudada. A escolha desse limite para o período puerperal justificou-se pelo fato de que a maior parte dos agravos psicológicos em puérperas ocorrem até os três meses após o parto. Além disso, essa delimitação visou preservar a memória das participantes no momento de responder ao questionário, reduzindo possíveis vieses na pesquisa. Foram excluídas mulheres que apresentavam dificuldades cognitivas que impedissem a compreensão do questionário e aquelas que estavam em situação de sofrimento psíquico agudo no momento da coleta.
A população estudada refere-se a puérperas atendidas no serviço público de saúde.
Considerando 35 gestantes com data provável de parto para os meses de agosto, setembro e outubro de 2025, com um erro amostral de 10% e um nível de confiança de 90%, a amostra foi composta por 23 mulheres.
O questionário foi criado e aplicado pelo próprio autor, após a aprovação do projeto pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Instituição. O instrumento continha 16 perguntas, em sua maioria com opções de resposta “sim” e “não”, além de algumas questões de múltipla escolha. O questionário abordou dados sociodemográficos, como idade, estado civil, número de filhos, renda e tipo de parto, bem como questões específicas relacionadas ao apoio familiar, acesso ao pré-natal, presença de sintomas como tristeza frequente, ansiedade, dificuldade de vínculo com o bebê, qualidade do sono, entre outros aspectos relacionados à saúde emocional no puerpério. O projeto foi submetido à apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) Centro Universitário UninCor, em consonância com os princípios que norteiam as boas práticas em pesquisa envolvendo seres humanos, sob o parecer nº 7.751.731 e CAAE nº 90486825.4.0000.0295. O estudo foi desenvolvido de acordo com os preceitos éticos estabelecidos pela Leinº14.874, de 28 de maio de 2024, que institui o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, assegurando a proteção dos participantes e a transparência nos processos científicos. Além disso, foram observadas as Resoluções do Conselho Nacional de Saúde (CNS) nº 466/2012 e nº 510/2016, que regulamentam, respectivamente, as pesquisas na área da saúde e aquelas vinculadas às ciências humanas e sociais.
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
A amostra foi composta por 23 puérperas cadastradas em três unidades da Estratégia de Saúde da Família (ESF).
A tabela 1 apresenta dados sociodemográficos apresentados na unidade da estratégia de saúde da família.
Tabela 1 – Dados sociodemográficos apresentados nas unidades de ESF de um município de porte médio do Sul de Minas Gerais, n.23, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025


Fonte: Questionário do próprio autor, 2025.
A análise dos dados sociodemográficos demonstra um perfil semelhante ao identificado em estudos nacionais sobre mulheres no período puerperal, caracterizado predominantemente por adultas jovens, com idades entre 20 e 39 anos (86,96%), casadas ou em união estável (69,57%), com escolaridade de nível médio (69,57%) e renda familiar mensal de até três salários mínimos (52,17%). Observou-se ainda que a maioria das participantes possuía dois filhos (43,48%).
Esse conjunto de características reflete o contexto socioeconômico de grande parte das puérperas acompanhadas pela Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil e reforçam a relevância das ESF como espaço fundamental de suporte e acompanhamento integral durante o puerpério, proporcionando acolhimento, continuidade do cuidado e identificação precoce de possíveis agravos (Baratieri; Natal; Hartz, 2020).
A seguir serão discutidas as perguntas específicas referentes aos objetivos da pesquisa.
Gráfico 1 – Distribuição das puérperas segundo unidade de Estratégia de Saúde da Família (ESF), n. 23, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025

Fonte: Autores da pesquisa, 2025.
O Gráfico 1 demonstra a distribuição das 23 puérperas incluídas no estudo entre as diferentes unidades da ESF avaliadas. Observa-se que a amostra está relativamente equilibrada entre as unidades, permitindo a análise do acompanhamento puerperal no contexto das diversas equipes da atenção primária à saúde.
Gráfico 2 – Distribuição das puérperas segundo o tipo de parto, n. 23, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025

Fonte: Autores da pesquisa, 2025.
Observa-se que a maior parte das puérperas (65,22%) teve parto cesáreo, enquanto 34,78% realizaram parto normal.
Essa predominância de cesarianas revela uma tendência que se estende por todo o território nacional e tem sido amplamente discutida na literatura científica. De acordo com Rocha et al. (2023), a análise de mais de 17 milhões de nascimentos entre 2012 e 2019 evidenciou uma taxa de aproximadamente 56% de cesarianas no Brasil, associada a maiores índices de nascimentos em idade gestacional precoce e a potenciais repercussões negativas sobre a saúde materna e neonatal.
De forma semelhante, Braga et al. (2023) destacam que o país apresenta um dos percentuais mais elevados de cesarianas do mundo, ultrapassando significativamente o limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (WHO, 2015), que sugere taxas ideais em torno de 15%. Segundo França, Oliveira e Costa (2022), essa elevada incidência decorre de fatores múltiplos, como preferências maternas, conveniência institucional, práticas médicas intervencionistas e fragilidade de políticas de incentivo ao parto normal.
Nesse contexto, os resultados deste estudo corroboram as evidências nacionais e reforçam a necessidade de ações voltadas à humanização do parto, ao fortalecimento da assistência pré-natal e ao incentivo ao parto vaginal quando não houver contraindicações clínicas. Tais medidas são essenciais para reduzir cesarianas desnecessárias e garantir às mulheres uma experiência de parto mais segura, acolhedora e baseada em evidências científicas.
Gráfico 3 – Distribuição das puérperas segundo relato de complicações durante a gestação ou o parto, n. 23, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025.

Fonte: Autores da pesquisa, 2025.
Verifica-se que 69,57% das puérperas não relataram complicações no parto; entretanto, uma parcela significativa (30,43%) apresentou complicações durante a gestação ou o parto, o que evidencia a importância de se considerar os efeitos dessas experiências na saúde emocional das mulheres.
Pesquisas indicam que situações como partos operatórios, prematuros, pré-eclâmpsia e intercorrências clínicas podem contribuir para o surgimento de sintomas ansiosos, depressivos ou de estresse pós-traumático no puerpério (Horsch et al., 2024). Esses achados reforçam a necessidade de atenção integral e acolhimento psicológico às puérperas que vivenciaram complicações, com destaque para o acompanhamento realizado pelas equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF), que devem garantir cuidado contínuo, humanizado e sensível às necessidades emocionais desse período (Souza; Acácio, 2019; Santos, 2025).
Gráfico 4 – Distribuição das puérperas segundo redes de apoio mais utilizadas durante o período puerperal, n. 23, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025.

Fonte: Autores da pesquisa, 2025.
O gráfico demonstra que o apoio às puérperas durante o período puerperal é majoritariamente oferecido por parceiros(as) e familiares, ambos com 38,46%. As equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF) são responsáveis por 20,51% do suporte, enquanto amigos(as) apresentam participação mínima (2,57%). Esses dados indicam que, embora a rede familiar seja central, a atuação da ESF ainda é limitada e poderia ser fortalecida para garantir acompanhamento integral.
A análise dos dados mostrou que o apoio social durante o período puerperal é predominantemente oferecido pelo parceiro e pela família, evidenciando o papel central dessas figuras na saúde e bem-estar das puérperas. Estudos indicam que níveis mais elevados de suporte familiar e conjugal estão associados à redução do estresse e da ansiedade materna, refletindo diretamente na adaptação à maternidade e na qualidade de vida da mulher (Racine, Plamondon, Hentges et al., 2019; Moreira et al., 2025).
Apesar do potencial da Estratégia Saúde da Família (ESF) em fornecer acompanhamento contínuo no pós-parto, sua atuação prática junto às puérperas mostrou-se limitada, uma vez que apenas 20,51% delas a consideraram como parte da rede de apoio, indicando lacunas na integração da rede durante o período puerperal (Moreira et al., 2025; Governo do Estado do Rio Grande do Sul, 2024).
Nesse contexto, o suporte familiar e conjugal manteve-se como a principal fonte de apoio, influenciando positivamente o vínculo materno, a adaptação à maternidade e a adesão a comportamentos de cuidado com a saúde, como a amamentação e cuidados preventivos (Santos, 2022; Moreira et al., 2025). A escassez de participação do PSF ressalta a importância de fortalecer essa rede institucional como complemento ao suporte familiar, garantindo acompanhamento mais próximo e contínuo das mulheres no puerpério.
Gráfico 5 – Percepção de sobrecarga das puérperas frente aos cuidados com o bebê e afazeres domésticos, n. 23, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025.

Fonte: Autores da pesquisa, 2025.
O gráfico acima demonstra a percepção das puérperas sobre a sobrecarga nos cuidados domésticos e com o bebê. Observa-se que 60,87% relataram sentir sobrecarga “às vezes”, 21,74% perceberam sobrecarga frequente e 17,39% indicaram nunca sentir sobrecarga. Esses dados evidenciam que a maior parte das mulheres vivenciam algum grau de sobrecarga relacionada às tarefas do cuidado infantil e doméstico durante o período puerperal.
A sobrecarga nos cuidados maternos tem sido associada a níveis elevados de estresse e ansiedade no período pós-parto, especialmente na ausência de apoio familiar ou profissional adequado (Moreira et al., 2025). Tal percepção de sobrecarga transcende a simples intensidade das demandas diárias, evidenciando a necessidade de uma rede de suporte efetiva que envolva parceiros e familiares, fundamental para a preservação da saúde física e emocional da puérpera (Drauzio Verella, 2025). Paralelamente, o cansaço materno deve ser compreendido como uma expressão das desigualdades sociais e de gênero, configurando-se como uma forma de violência simbólica em que expectativas culturais e sociais impõem sobrecarga física e emocional às mulheres, destacando a importância de políticas e estratégias que promovam equidade e bem-estar materno (Carneiro, 2021).
Gráfico 6 – Distribuição das puérperas segundo relato de tristeza ou desânimo desde o parto, n. 23, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025.

Fonte: Autores da pesquisa, 2025.
O gráfico evidencia que 52,17% das puérperas relataram não ter sentido tristeza ou desânimo desde o parto, enquanto 47,83% afirmaram vivenciar esses sentimentos às vezes.
Esses achados indicam que, embora a maioria das participantes não apresente sintomas persistentes de humor deprimido, quase metade experimenta momentos de instabilidade emocional, o que pode estar relacionado às transformações físicas, hormonais e sociais do período puerperal.
Pesquisas recentes indicam que sentimentos transitórios de tristeza, irritabilidade e ansiedade são frequentes nos primeiros dias após o parto, caracterizando o fenômeno conhecido como “baby blues”, que acomete cerca de 40% das puérperas (Rahmawati et al., 2025). Embora, na maioria dos casos, esses sintomas sejam autolimitados, sua persistência configura um importante fator de risco para o desenvolvimento de depressão pós-parto, sobretudo quando associados à insuficiência de apoio social e conjugal (Tambelli; Tosto; Favieri, 2025).
Do ponto de vista fisiológico, o puerpério envolve alterações hormonais intensas, como a queda abrupta de estrogênio e progesterona, que têm impacto direto sobre o humor materno e podem contribuir para episódios de desânimo e vulnerabilidade emocional (LIMA de Souza et al., 2024). Estudos nacionais corroboram que o sofrimento emocional materno interfere negativamente no vínculo mãe-bebê e no desenvolvimento infantil, reforçando a necessidade de acompanhamento precoce e contínuo pelas equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF) (Matijasevich et al., 2023).
Diante desse cenário, a detecção precoce de sinais de tristeza ou desânimo, mesmo quando relatados de forma esporádica, é essencial para a implementação de estratégias de apoio psicossocial e prevenção da depressão pós-parto. Tais intervenções, ao serem incorporadas na atenção primária à saúde, podem não apenas reduzir os riscos associados ao desenvolvimento de transtornos depressivos maternos, mas também favorecer a promoção de um ambiente saudável para o desenvolvimento infantil, evidenciando a importância de políticas públicas e práticas clínicas centradas na saúde materno-infantil (Rahmawati et al., 2025; Tambelli; Tosto; Favieri, 2025).
Gráfico 7 – Distribuição das puérperas segundo avaliação psicológica no pós-parto, n. 23, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025.

Fonte: Autores da pesquisa, 2025.
O gráfico evidencia uma falha significativa das Estratégias de Saúde da Família (ESF) no acompanhamento psicológico das puérperas. 91,30% das mulheres não receberam qualquer avaliação quanto à sua saúde mental no período pós-parto. Apenas 4,35% foram avaliadas e acompanhadas, enquanto outros 4,35% passaram pela avaliação sem receber acompanhamento posterior, apontando lacunas claras na continuidade do cuidado.
A avaliação psicológica no pós-parto é essencial para a detecção precoce de sinais de sofrimento emocional e de transtornos como depressão pós-parto e ansiedade, condições que impactam tanto o bem-estar materno quanto o desenvolvimento infantil (Souza et al., 2023). Apesar da relevância desse acompanhamento, estudos recentes indicam que muitas puérperas ainda não têm acesso à avaliação adequada, atrasando a identificação de necessidades de intervenção (Conselho Federal de Psicologia, 2024).
A Lei nº 14.815/2023 garante assistência psicológica a gestantes e puérperas, reforçando a importância de ações preventivas e acompanhamento contínuo nesse período crítico (Conselho Federal de Psicologia, 2024). Além disso, evidências sugerem que o suporte psicológico sistemático reduz o estresse materno, favorece a adaptação à maternidade e fortalece vínculos familiares (Souza et al., 2023).
Os resultados do gráfico, portanto, evidenciam não apenas a baixa cobertura das ESF em relação à avaliação psicológica, mas também reforçam a urgência de implementação de políticas públicas e protocolos clínicos que priorizem o acompanhamento da saúde mental materna, garantindo suporte contínuo e prevenção de complicações emocionais pós-parto.
Gráfico 8 – Distribuição das puérperas segundo histórico de transtornos mentais, n. 23, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025.

Fonte: Autores da pesquisa, 2025.
Observa-se que 26,09% das mulheres relataram ter histórico prévio de transtornos mentais, enquanto 73,91% não apresentaram histórico. Essa informação evidencia que uma parcela significativa das mulheres estudadas possui antecedentes que podem influenciar sua saúde mental no período pós-parto.
Estudos indicam que o histórico de transtornos mentais constitui um importante fator de risco para o desenvolvimento de depressão e ansiedade puerperal. Nesse sentido, Van der ZeeVan Den Berg et al. (2021) destacam que mulheres com antecedentes de depressão ou ansiedade apresentam maior vulnerabilidade a episódios pós-parto, em função de predisposições biológicas e fatores psicossociais associados. Tais achados reforçam a relevância de avaliações pré-natais detalhadas, que incluam levantamento do histórico psicológico, permitindo a implementação de intervenções preventivas e suporte adequado durante a gestação e o puerpério.
Gráfico 9 – Avaliação do vínculo afetivo entre puérperas e recém-nascidos, n. 23, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025.

Fonte: Autores da pesquisa, 2025.
Verifica-se que a grande maioria das puérperas (95,65%) não relatou dificuldades no estabelecimento do vínculo com o bebê, enquanto apenas 4,35% indicaram algum desafio nesse aspecto. Esses dados sugerem que, para a maior parte das mulheres estudadas, o vínculo afetivo com o recém-nascido ocorre de maneira satisfatória, funcionando como um fator protetor tanto para o desenvolvimento socioemocional da criança quanto para a saúde mental materna.
O vínculo entre mãe e bebê constitui um elemento central para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo da criança. Estudos indicam que esse vínculo se inicia nos primeiros momentos após o nascimento e é influenciado por múltiplos fatores, incluindo o estado emocional materno. O’Dea et al. (2023) destaca que o estresse psicológico materno, como ansiedade e depressão, está associado a dificuldades na formação do apego, podendo impactar negativamente a interação mãe-bebê e o bem-estar infantil. Além disso, Nunes et al. (2024) reforçam que o fortalecimento desse vínculo no período puerperal favorece a saúde mental materna e proporciona segurança emocional à criança, servindo como base para o desenvolvimento de relacionamentos futuros.
Nesse sentido, estratégias de suporte emocional, acompanhamento psicológico e atenção sistemática no pós-parto são essenciais para favorecer a construção de vínculos seguros, prevenindo possíveis repercussões negativas para ambos, mãe e bebê (Nunes et al., 2024).
Gráfico 10 – Distribuição das puérperas quanto à dificuldade de amamentação, n. 23, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025.

Fonte: Autores da pesquisa, 2025.
A maioria das mulheres relatou não apresentar dificuldades no processo de amamentação, correspondendo a 56,52% da amostra. Já 30,43% das puérperas indicaram ter dificuldade de amamentação, enquanto 13,05% relataram experimentar dificuldades às vezes. Esses dados evidenciam que, embora a maioria das mulheres tenha uma experiência positiva com a amamentação, uma parcela significativa enfrenta algum tipo de desafio durante o período pós-parto.
Os achados indicam que, embora a maioria das puérperas não apresente dificuldades de amamentação, cerca de 43,48% relatam algum grau de desafio, evidenciando a necessidade de apoio contínuo no período pós-parto. Esses desafios podem estar relacionados a fatores físicos como pega inadequada e dor mamária, assim como a aspectos emocionais e sociais, incluindo estresse materno e orientação insuficiente sobre técnicas de amamentação, destacando-se que posicionamento inadequado do bebê, desconforto materno e lacunas na orientação profissional contribuem significativamente para essas dificuldades (Leal et al., 2024).
A elevada proporção de mães que enfrentam esses desafios aponta para falhas na atenção primária à saúde, especialmente no âmbito da Estratégia Saúde da Família (ESF), que muitas vezes não oferece suporte e acompanhamento adequados às puérperas (Baratieri et al., 2023).
A identificação precoce dessas dificuldades é fundamental, pois a amamentação adequada proporciona benefícios nutricionais, imunológicos e afetivos tanto para o bebê quanto para a mãe. Estratégias de intervenção como acompanhamento por consultoras de lactação, grupos de apoio e orientações individualizadas têm se mostrado eficazes para reduzir barreiras à amamentação e aumentar o índice de aleitamento exclusivo nos primeiros meses de vida (Bona et al., 2024; Leal et al., 2024).
Portanto, os resultados reforçam a necessidade de políticas de saúde que promovam suporte contínuo à amamentação e o fortalecimento da atenção primária, garantindo que o ESF desempenhe um papel efetivo no bem-estar materno-infantil.
Gráfico 11 – Distribuição das puérperas quanto à dificuldade de amamentação, n. 23, Três Corações, Minas Gerais, Brasil, 2025.

Fonte: Autores da pesquisa, 2025.
Os dados apresentados indicam que a principal dificuldade enfrentada pelas puérperas foi a alteração do sono (43,24%), seguida pela amamentação (21,62%) e pela saúde emocional (16,23%). Em menor proporção também foram relatadas dificuldades relacionadas ao cuidado com outros filhos (13,51%), à situação financeira (2,70%) e ao apoio do parceiro(a) (2,70%). Esses resultados evidenciam que o período pós-parto envolve demandas simultâneas que afetam aspectos físicos, emocionais e sociais, exigindo da mulher grande capacidade de adaptação às mudanças desse ciclo (Baratieri et al., 2023; Grillo et al., 2024).
A dificuldade relacionada ao sono foi a mais prevalente entre as participantes, reforçando a importância desse fator na manutenção da saúde mental materna. Estudos indicam que a proteção do sono é um componente essencial para a prevenção e o manejo de quadros depressivos no pós-parto, uma vez que o descanso adequado contribui para a estabilidade emocional, o funcionamento cognitivo e o fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê (Grillo et al., 2024). Assim, a privação de sono configura-se como um fator de vulnerabilidade capaz de potencializar sintomas depressivos e ansiosos durante o puerpério (Grillo et al., 2024).
A amamentação, citada por 21,62% das puérperas, também representa um desafio relevante. Questões como dificuldades técnicas, dor, insegurança e ausência de suporte adequado podem impactar negativamente a experiência materna, gerando frustração e sobrecarga emocional (Ferreira Chaves et al., 2024). Nesse contexto, o papel da Estratégia Saúde da Família (ESF) é essencial, pois possibilita acompanhamento contínuo e próximo, oferecendo suporte técnico e psicológico necessários. A atuação de profissionais da ESF, especialmente enfermeiros e agentes comunitários, é decisiva para fortalecer a autoconfiança materna e prevenir complicações emocionais associadas ao aleitamento (Baratieri et al., 2023; Ferreira Chaves et al., 2024).
Além disso, 16,22% das participantes relataram dificuldades relacionadas à saúde emocional, evidenciando que uma parcela significativa das mulheres enfrenta sentimentos de tristeza, ansiedade e sobrecarga, possivelmente agravados pela privação de sono e pelos desafios da amamentação (Baratieri et al., 2023; Grillo et al., 2024). A literatura aponta que o bem-estar emocional no pós-parto depende de fatores interligados, como suporte social, rede familiar e atuação de profissionais sensíveis às demandas psíquicas maternas (Baratieri et al., 2023; Grillo et al., 2024). Dessa forma, o acompanhamento integral e humanizado se mostra essencial para promover a saúde mental e prevenir o agravamento de quadros depressivos (Ferreira Chaves et al., 2024).
Portanto, os achados reforçam a necessidade de uma abordagem ampliada na atenção primária, que contemple cuidados com o sono, apoio à amamentação e promoção da saúde emocional. Estratégias de acolhimento, educação em saúde e fortalecimento da rede de apoio são fundamentais para garantir um puerpério mais saudável e equilibrado (Baratieri et al., 2023; Ferreira Chaves et al., 2024; Grillo et al., 2024).
4. CONCLUSÃO
A análise evidencia que a assistência prestada pela Estratégia de Saúde da Família (ESF) às puérperas ainda é insuficiente, especialmente no que se refere à avaliação puerperal e ao acompanhamento da amamentação. Essa lacuna compromete a identificação e o manejo de desafios essenciais enfrentados pelas mulheres no período pós-parto, como alterações do sono, dificuldades na amamentação, cuidado com outros filhos e saúde emocional. A negligência desses aspectos pode favorecer o surgimento de transtornos mentais, que frequentemente permanecem sem diagnóstico e tratamento adequado, impactando negativamente a qualidade de vida materna e o estabelecimento de vínculos saudáveis entre mãe e bebê.
O fortalecimento do papel dos enfermeiros e agentes comunitários de saúde torna-se, portanto, fundamental para a ampliação da atenção integral à puérpera. Por meio do acompanhamento contínuo, visitas domiciliares, orientação em saúde e monitoramento sistemático das demandas maternas, esses profissionais podem identificar precocemente riscos, intervir de maneira efetiva e promover a saúde física, emocional e social das mulheres. Assim, o aprimoramento da atuação integrada da equipe da ESF revela-se estratégico para garantir um cuidado mais humanizado, centrado nas necessidades das puérperas e de suas famílias, contribuindo para a prevenção de transtornos mentais pós-parto, o fortalecimento do vínculo materno-infantil e a promoção da saúde materna de forma ampla e sustentável.
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2Graduada em Psicologia. Centro Universitário UninCor – UNINCOR – Três Corações – Minas Gerais, Brasil. E-mail: psicodaianegomes@gmail.com – Orcid: 0009-0002-8758-7248
3Graduanda em Enfermagem. Centro Universitário UninCor – UNINCOR – Três Corações – Minas Gerais, Brasil. E-mail: giovannaenfermagem2018@gmail.com – Orcid: 0009-0002-4077-4871
4Enfermeira Especialista. Centro Universitário UninCor – UNINCOR – Três Corações – Minas Gerais, Brasil. E-mail: helensemstc@gmail.com – Orcid: 0009-0000-8216-1673
5Mestre em Enfermagem – Centro Universitário UninCor – UNINCOR – Três Corações – Minas Gerais, Brasil. E-mail: niellyacr@gmail.com – Orcid: 0000-0002-8399-0657
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