CIRCADIAN AND SLEEP-RELATED FACTORS IN ADULTS WITH MIGRAINE WITHOUT AURA: A SYSTEMATIC REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202509242143
Carla Manuella Campelo Guerra Queiroz Campos1; Ana Paula Chaves Maia1; Isabel Rebecca Melo Albino1; Joana Vieira Leite dos Santos1; Luana Ramos de Sá Vasconcelos1; Richard Fernandes Brayner Castro Rangel1; Wagner Gonçalves Horta1
Resumo
Introdução: A Migrânea sem aura é uma das formas mais comuns de cefaleia primária e está associada a elevada incapacidade funcional. Evidências sugerem que fatores circadianos e do sono podem influenciar a frequência e a intensidade das crises, embora essa relação ainda não esteja bem estabelecida.
Objetivo: Investigar a influência de fatores circadianos e relacionados ao sono na frequência e intensidade das crises de migrânea sem aura em adultos, considerando também alterações fisiológicas associadas ao sono e, de forma secundária, ao estresse autorrelatado.
Métodos: Esta revisão sistemática seguiu as diretrizes do checklist PRISMA 2020 e as recomendações do Cochrane Handbook. Foram incluídos estudos observacionais e ensaios clínicos randomizados publicados entre 2019 e 2025 que avaliaram adultos (≥18 anos) com migrânea sem aura e investigaram qualidade e duração do sono, cronótipo, padrão temporal das crises, uso de actigrafia, níveis hormonais e/ou alterações fisiológicas ligadas ao sono. A busca foi realizada na base PubMed, sem restrição de idioma. Dos 78 artigos identificados, quatro atenderam aos critérios de elegibilidade.
Resultados: Os estudos incluídos foram conduzidos na Noruega, Japão e Estados Unidos, totalizando 1.218 participantes. Os achados indicam que baixa qualidade e privação de sono estão associadas a maior probabilidade de crises, especialmente matinais, e a pior qualidade de vida e produtividade. A sincronia entre cronótipo e horário das atividades reduziu a carga da migrânea, enquanto a restrição do sono modulou a excitabilidade cortical de forma fase-dependente, sugerindo disfunções nos sistemas GABAérgico e colinérgico.
Conclusão: Fatores circadianos e do sono parecem exercer papel relevante na fisiopatologia e na carga funcional da migrânea sem aura. Considerar essas variáveis pode contribuir para estratégias clínicas mais personalizadas e eficazes no manejo desses pacientes.
Palavras-chave: migrânea sem aura; sono; ritmos circadianos; cronótipo; excitabilidade cortical.
Introdução
A Migrânea sem aura é uma das formas mais prevalentes de cefaleia primária e está associada a elevada incapacidade funcional e impacto socioeconômico. No Brasil, estima-se que aproximadamente 15,8% da população apresente migrânea, sendo a forma sem aura responsável por cerca de 75% dos casos. A prevalência é maior em mulheres (22%) do que em homens (9%), com pico de incidência entre os 30 e 50 anos, e cerca de 80% dos pacientes relatam histórico familiar da doença (Brasil, 2018). Além disso, a migrânea representa até 10,3% das queixas em ambulatórios e 4,5% dos atendimentos em serviços de emergência, reforçando sua relevância clínica e epidemiológica (Brasil, 2018).
Diversos fatores ambientais, emocionais e fisiológicos têm sido implicados no desencadeamento das crises. Entre eles, o estresse é o mais frequentemente relatado, presente em cerca de 76% dos casos (Gomes et al., s.d.). A associação entre estresse e migrânea sugere que alterações neuroendócrinas e imunológicas mediadas pelo eixo hipotálamo-hipófise-adrenal podem modular a excitabilidade neuronal e, consequentemente, a intensidade da dor.
Outro aspecto relevante é a relação da migrânea com os distúrbios do sono. Evidências indicam que a privação de sono, a má qualidade do descanso e as alterações no ritmo circadiano aumentam tanto a frequência quanto a intensidade das crises (Souza, Lima & Andrade, s.d.). Essa relação pode envolver mecanismos de estresse oxidativo cerebral e modulação inadequada de neurotransmissores relacionados à nocicepção, como serotonina e dopamina.
Estudos brasileiros reforçam essa associação. Souza et al. (2015) demonstraram que indivíduos com migrânea apresentam prejuízo significativo na qualidade de vida, agravado quando coexistem alterações do sono. Ferreira, Souza e Silva (2020) observaram que pacientes com migrânea crônica apresentaram maiores escores de sintomas depressivos e pior qualidade de vida relacionada à saúde em comparação a controles saudáveis, ainda que não houvesse diferença estatística na qualidade do sono medida pelo PSQI. Esses achados reforçam a complexa interação entre sono, saúde mental e intensidade da migrânea.
Nesse contexto, torna-se fundamental investigar os fatores circadianos relacionados ao sono, incluindo o cronótipo (matutino, vespertino ou intermediário), a qualidade subjetiva do sono, os horários preferenciais e reais de dormir e acordar, bem como o padrão temporal das crises (ocorrendo pela manhã, à noite ou de madrugada). Além disso, o descompasso entre os ritmos biológicos individuais e as demandas sociais, denominado jet lag social, pode representar fator de risco adicional para maior intensidade das crises.
Diante desse cenário, o presente estudo teve como objetivo investigar a influência de fatores circadianos e relacionados ao sono na frequência e na intensidade das crises de migrânea sem aura em adultos, considerando também possíveis alterações fisiológicas associadas ao sono e, de forma secundária, o estresse autorrelatado. Especificamente, buscou-se: (i) avaliar a associação entre qualidade e duração do sono e a frequência/intensidade das crises; (ii) examinar a relação entre cronótipo, horários habituais de sono e o padrão temporal de ocorrência das crises; (iii) verificar a presença de alterações fisiológicas ligadas ao sono, como mudanças na excitabilidade cortical; (iv) comparar padrões de sono e cronótipo entre indivíduos com migrânea e controles saudáveis, quando disponíveis; e (v) investigar a possível relação entre níveis de estresse e a intensidade das crises.
Metodologia
Esta revisão sistemática foi conduzida de acordo com as diretrizes do checklist PRISMA 2020 e seguiu as recomendações do Cochrane Handbook for Systematic Reviews of Interventions. O protocolo não foi registrado no PROSPERO por não envolver intervenções clínicas nem desfechos terapêuticos.
3.1 Critérios de elegibilidade
Foram considerados elegíveis estudos que incluíssem 1) adultos (≥18 anos) diagnosticados com Migrânea sem aura (preferencialmente análises específicas para essa forma); 2) avaliassem fatores circadianos ou relacionados ao sono, como cronótipo (matutino, vespertino ou intermediário), qualidade e duração do sono, horários preferenciais e reais de dormir e acordar, padrão temporal das crises (manhã, noite, madrugada), níveis de melatonina e cortisol, uso de actigrafia e trabalho em turnos; 3) fossem estudos observacionais (transversais, coorte, caso-controle, caso-cruzado) ou ensaios clínicos randomizados; 4) publicados nos últimos cinco anos, sem restrição de idioma. Foram excluídos estudos com 1) Migrânea com aura sem dados separados para a forma sem aura; 2) outros tipos de cefaleia primária ou cefaleias secundárias; 3) revisões, editoriais, cartas, relatos de caso, estudos em animais e publicações anteriores a 2019.
3.2 Questão de pesquisa e critérios PICO
População (P): Adultos com Migrânea sem aura.
Exposição/Intervenção (I): Fatores circadianos e relacionados ao sono (cronótipo, qualidade/duração do sono, padrão temporal das crises, jet lag social).
Comparação (C): Controles sem enxaqueca, diferentes cronótipos, boa vs má qualidade do sono.
Desfechos (O): Frequência e intensidade das crises de migrânea.
Tipo de estudo (T): Estudos observacionais e ensaios clínicos randomizados.
3.3 Estratégia de busca e fontes de dados
Foi realizada uma busca sistemática na base PubMed, utilizando a seguinte estratégia de busca: (“migraine without aura” OR migraine) AND (sleep OR “circadian rhythm” OR wake OR chronotype OR “chronobiological rhythms”). Não foram aplicadas restrições de idioma.
3.4 Seleção dos estudos
A busca identificou 78 artigos. Após exclusão por título (n = 60) e resumo (n = 9), nove foram avaliados em texto completo. Destes, cinco foram excluídos (n = 1 por não incluírem a população de interesse; n = 4 por não avaliarem os desfechos de interesse) e quatro foram incluídos na revisão. O processo de seleção dos estudos está representado no fluxograma da Figura 1.
Figura 1 – Fluxograma PRISMA da seleção dos estudos incluídos

3.5 Extração e síntese dos dados
Foram extraídas informações sobre delineamento do estudo, amostra, país, variáveis analisadas, instrumentos utilizados e principais desfechos relatados. Este estudo não envolveu coleta de dados com seres humanos ou animais, sendo, portanto, dispensado de apreciação por Comitê de Ética em Pesquisa.
4. Resultados e Discussão
Esta revisão sistemática incluiu quatro estudos publicados entre 2023 e 2025, conduzidos na Noruega, Estados Unidos e Japão, totalizando 1.218 participantes adultos diagnosticados com Migrânea sem aura. Os delineamentos variaram entre estudo experimental com estimulação magnética transcraniana (TMS), estudo de coorte prospectiva com diários eletrônicos e actigrafia, ensaio piloto randomizado cruzado e análise post hoc de dados de prontuários vinculados a questionários de qualidade de vida (Tabela 1).
4.1 Relação bidirecional entre sono e migrânea
O estudo prospectivo de Lateef et al. (2024) avaliou 477 participantes (61% mulheres) durante duas semanas, utilizando actigrafia e avaliação ecológica momentânea quatro vezes ao dia. A qualidade do sono no dia anterior mostrou-se um preditor significativo para a ocorrência de cefaleias incidentes, especialmente matinais, com odds ratio (OR) de 1,34 (IC95%: 1,12–1,61). Além disso, níveis mais baixos de energia subjetiva estiveram associados a maior probabilidade de cefaleias matinais (OR = 0,79; IC95%: 0,67–0,94), enquanto níveis mais elevados de energia predisseram crises vespertinas. Esses resultados indicam que alterações nos estados de alerta e recuperação do organismo precedem o aparecimento das crises, sustentando a natureza bidirecional da relação entre sono e migrânea.
De forma complementar, Takeshima et al. (2025) analisaram dados de 674 indivíduos com migrânea e observaram que a presença de distúrbios do sono como comorbidade esteve associada a piores escores de qualidade de vida específica da migrânea (MSQ) e a maior comprometimento da produtividade no trabalho e nas atividades diárias (WPAI). Esses efeitos foram particularmente expressivos entre os participantes com distúrbios do sono, que apresentaram maiores índices de absenteísmo, presenteísmo e limitação funcional.
4.2 Cronótipo e sincronia circadiana
O estudo piloto randomizado cruzado de Malek et al. (2023) investigou a influência da sincronia entre cronótipo e horário das atividades sobre a carga da migrânea, envolvendo 13 participantes sedentários com migrânea crônica. Os voluntários realizaram quatro semanas de sessões de exercício pela manhã (antes das 9h) e quatro semanas à noite (após as 19h), com um período de washout de duas semanas entre as fases. Embora não tenha havido diferenças significativas entre os turnos isoladamente, os autores observaram que a realização dos exercícios em sincronia com o cronótipo individual (matutinos pela manhã e vespertinos à noite) resultou em redução significativa dos escores do HIT-6 e do MIDAS, bem como no número de dias com migrânea, além de maior adesão ao programa (79% vs. 70%; p = 0,03). Esses achados indicam que o cronótipo pode modular a resposta clínica às intervenções comportamentais, reforçando sua relevância como fator circadiano associado à frequência e intensidade das crises.
4.3 Alterações de excitabilidade cortical relacionadas ao sono
O estudo experimental de Mykland et al. (2023) incluiu 54 pacientes em um delineamento cruzado e cego, avaliando a excitabilidade cortical por estimulação magnética transcraniana após duas noites de sono habitual (8h) e duas de restrição de sono (4h). Os autores observaram que a privação de sono modulou de forma distinta os mecanismos excitatórios e inibitórios do córtex conforme a fase do ciclo da migrânea.
Na fase pré-ictal, houve aumento da inibição mediada por receptores GABA-B e redução da inibição colinérgica modulada por GABA-A, enquanto na fase pós-ictal verificou-se redução da inibição mediada por GABA-A após restrição de sono. Além disso, a inibição aferente de curta latência (SAI) diminuiu progressivamente conforme a proximidade do início da crise, sugerindo um déficit colinérgico cortical sutil exacerbado pela privação de sono. Esses achados fornecem suporte mecanístico para explicar como alterações no sono podem precipitar crises de migrânea, reforçando a relevância do sono adequado como componente preventivo no manejo clínico.
4.4 Impacto funcional e qualidade de vida
O estudo de Takeshima et al. (2025) evidenciou o impacto funcional significativo dos distúrbios do sono em indivíduos com migrânea. Os participantes com distúrbios do sono apresentaram piores escores em todos os domínios do Migraine-Specific Quality of Life Questionnaire (MSQ) e maiores níveis de absenteísmo, presenteísmo e limitação nas atividades diárias, conforme avaliado pelo Work Productivity and Activity Impairment Questionnaire (WPAI).
Esses achados indicam que os distúrbios do sono potencializam substancialmente a carga da migrânea, não apenas em termos de sintomas clínicos, mas também de prejuízos funcionais e sociais. Tais evidências reforçam a necessidade de uma abordagem clínica integrada no manejo da migrânea sem aura, que considere de forma sistemática tanto os aspectos neurológicos da condição quanto os padrões de sono e fatores psicossociais associados.
4.5 Limitações
Apesar de fornecerem evidências convergentes, os estudos incluídos apresentam limitações que devem ser consideradas na interpretação dos resultados. Observa-se heterogeneidade metodológica entre os trabalhos, com variações nos delineamentos, instrumentos de avaliação e desfechos analisados. Além disso, alguns estudos contaram com períodos curtos de acompanhamento, como em Lateef et al. (2024), que avaliou os participantes por apenas duas semanas, e tamanhos amostrais reduzidos, como em Malek et al. (2023), com apenas 13 participantes. Também se destaca a escassa diversidade sociodemográfica das amostras, o que limita a generalização dos achados.
Outro ponto relevante é que nem todos os estudos controlaram adequadamente potenciais fatores de confusão, como uso de medicações preventivas, presença de comorbidades e variáveis de estilo de vida, que podem influenciar tanto os padrões de sono quanto a ocorrência de migrânea sem aura.
Além disso, destaca-se que apenas quatro estudos preencheram os critérios de elegibilidade, o que limita o volume de evidências disponíveis e reduz a robustez das conclusões, o que reforça a necessidade de novos estudos bem delineados sobre o tema.
5. Conclusão
Esta revisão sistemática indica que fatores circadianos e relacionados ao sono parecem influenciar de forma relevante a fisiopatologia e a carga funcional da Migrânea sem aura em adultos. Baixa qualidade e privação de sono, irregularidade nos horários de dormir e acordar e a ausência de sincronia entre cronótipo e horário das atividades mostraram-se associadas a maior frequência e intensidade das crises, enquanto a restrição do sono modulou a excitabilidade cortical de maneira fase-dependente, sugerindo envolvimento dos sistemas GABAérgico e colinérgico.
Esses achados reforçam a importância de incorporar a avaliação dos ritmos circadianos e do sono no manejo clínico da migrânea, considerando comorbidades associadas e estratégias personalizadas alinhadas ao cronótipo individual. No entanto, o número reduzido e a heterogeneidade dos estudos incluídos exigem cautela na interpretação dos resultados e destacam a necessidade de novas investigações com maior rigor metodológico.
Tabela 1 – Características dos estudos incluídos
| Estudo autor, ano | População | País | Exposição/ Intervenção | Delineamento | Seguimento | Número de pacientes |
| Mykland et al., 2023 | Adultos com migrânea sem aura | Noruega | Sono habitual vs sono restrito | Ensaio clínico randomizado cruzado, cego | Maio–dez 2016 | 54 |
| Takeshi ma et al., 2025 | Adultos com migrânea | Japão | Análise de cronótipo e padrões de sono | Estudo transversal | Nov 2020 | 674 |
| Lateef et al., 2024 | Adultos com migrânea | Estados Unidos | Actigrafia + diários eletrônicos | Estudo longitudinal | 2 semanas | 477 |
| Malek et al., 2023. | Adultos sedentários com migrânea | Estados Unidos | Análise do cronótipo, exposição a exercícios físicos e avaliações laboratoriais | Ensaio piloto randomizado cruzado | Dois períodos de 1 mês cada, com washout de 2 semanas entre eles | 13 |
Referência
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Mykland MS, Uglem M, Stovner LJ, Brenner E, Snoen MS, Gravdahl GB, Sand T and Omland PM (2023) Insufficient sleep may alter cortical excitability near the migraine attack: A blinded TMS crossover study. Cephalalgia 43(3): 1–14. Disponível em: https://doi.org/10.1177/03331024221148391 (Acesso em: 10 set 2025).
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1Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP)
