OCCUPATIONAL EXPOSURE TO RISK AGENTS IN STATE BIOMEDICAL PROFESSIONALS: RELATIONSHIP WITH ABSENCES AND PREVENTION STRATEGIES
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202511102046
Maria José Silva de Freitas
Maria Swanny Alves da Silva
Allan Robert Ramalho Morais
RESUMO
O presente artigo tem como objetivo analisar a exposição ocupacional a agentes de risco entre biomédicos que atuam no serviço público de saúde, estabelecendo a relação com os afastamentos laborais e discutindo estratégias de prevenção. O sistema público de saúde integra uma rede complexa de instituições, como laboratórios clínicos e de referência, nos quais os biomédicos desempenham papel essencial na análise de amostras e no diagnóstico de doenças. Em Rondônia, destacam-se o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/RO) e o Laboratório Estadual de Patologia e Análises Clínicas (Lepac), responsáveis pela realização de exames de média e alta complexidade, muitos deles indisponíveis na rede privada. Entretanto, o exercício dessas atividades em ambientes laboratoriais expõe os profissionais a múltiplos riscos ocupacionais, classificados em cinco categorias: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Nesse contexto, a biossegurança constitui um pilar fundamental, regulamentada por normas como a NR-06 e a NR-32, que orientam o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e práticas seguras de gestão de resíduos. Este estudo evidencia os desafios persistentes na implementação das medidas de biossegurança no âmbito da saúde pública de Rondônia e reforça a necessidade de aprimoramento contínuo das ações de prevenção e promoção da saúde ocupacional. Busca-se, assim, fortalecer a atuação do biomédico, assegurando condições de trabalho seguras e contribuindo para a qualidade e a eficiência dos serviços prestados à sociedade.
Palavras-chave: Biossegurança, Biomédico, Riscos Ocupacionais, Laboratório, Serviço Público de Saúde
1. INTRODUÇÃO
O serviço público de saúde é constituído por ações, instituições e profissionais organizados pelo Estado para suprir as necessidades da população menos favorecida ou com poucos recursos, que não possui condições de arcar com consultas e medicamentos. Quando bem estruturado, o serviço público consegue atender às demandas da sociedade, oferecendo segurança e estabilidade. Nesse contexto, destacam-se os laboratórios, componentes essenciais do serviço público, responsáveis pela análise de diversas amostras para obtenção de diagnósticos precisos.
Os laboratórios são ideais para inovações e grandes experimentos, onde são analisados diversos tipos de amostra, que podem chegar a um resultado esperado ou inesperado. Apesar de fazer parte do serviço público, os laboratórios, são locais que tem a sua própria autonomia e que acabam ficando separados de alguns setores do serviço público. Esses laboratórios reúnem pessoas em ações colaborativas, promovendo inovações e experimentações, a fim de possibilitar o trabalho com metodologias ativas. Os laboratórios do serviço público abrangem muitos tipos de serviço, como vigilância sanitária, zoonoses e ambiental, além da saúde humana. São locais que podem demandar diversos tipos de serviços, tendo pessoas especializadas, que incluem exames gratuitos e inéditos.
Destacam-se, no estado de Rondônia, laboratórios de média e alta complexidade, como o Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen/RO) e o Laboratório Estadual de Patologia e Análises Clínicas (Lepac). O Lacen/RO é responsável pela realização de exames de múltiplas amostras e atua de forma decisiva na detecção precoce de doenças, desde condições individuais até surtos epidêmicos e pandemias. O Lepac, por sua vez, oferece exames complexos de forma gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), muitos deles indisponíveis na rede privada, como os testes de intolerância à lactose e de deficiência de vitamina D.
O biomédico desempenha papel fundamental nessas instituições e em diversos outros setores da saúde pública, especialmente em laboratórios de análises clínicas e programas de vigilância epidemiológica. Sua formação abrange áreas como microbiologia, hematologia, biologia molecular e parasitologia, o que o capacita para atuar no diagnóstico, na pesquisa, na prevenção e no tratamento de doenças, contribuindo significativamente para o aprimoramento das práticas em saúde pública.
Entretanto, o exercício dessas atividades expõe o profissional a múltiplos riscos ocupacionais biológicos, químicos, físicos e ergonômicos que podem comprometer sua saúde e seu desempenho. Diante desse cenário, a biossegurança assume papel essencial, representando um conjunto de medidas, práticas e normas destinadas à proteção do trabalhador, da comunidade e do meio ambiente, prevenindo a ocorrência de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
Apesar da existência de legislações que estabelecem diretrizes para a proteção da saúde do trabalhador, ainda são observados desafios relacionados à adesão às normas de biossegurança, à disponibilidade de equipamentos de proteção individual e à notificação adequada de acidentes de trabalho. Tais limitações podem comprometer não apenas a integridade física e mental dos biomédicos, mas também a qualidade e a segurança dos serviços prestados à população.
Diante disso, torna-se relevante investigar como a biossegurança e as estratégias de prevenção de riscos ocupacionais têm sido aplicadas no âmbito da saúde pública estadual de Rondônia, buscando identificar fragilidades, avanços e possibilidades de aprimoramento. Este estudo pretende contribuir para o fortalecimento das práticas de saúde e segurança do trabalho entre biomédicos, promovendo melhores condições de trabalho e, consequentemente, maior efetividade nos serviços prestados à sociedade.
Atualmente o biomédico é um profissional da saúde essencial, com papel primordial no diagnóstico, pesquisa e tratamento de doenças. Devido à sua atuação em ambientes como laboratórios, este profissional está constantemente exposto a diversos riscos ocupacionais que são condições ou perigos no ambiente de trabalho que podem causar danos à saúde ou à integridade física dos trabalhadores, sendo classificados em cinco tipos principais:
Físicos: Exposição a agentes nocivos como ruído, vibrações, calor, frio, radiações (ionizantes e não ionizantes), pressões anormais e umidade. Exemplo: um biomédico que trabalha em um laboratório com um equipamento de ultrassom que emite vibrações constantes e emite um ruído alto, ou que opera uma autoclave (aparelho que esteriliza usando calor e pressão) exposta a altas temperaturas.
Químicos: ocorre quando o trabalhador entra em contato com substâncias, compostos ou produtos químicos que podem ser absorvidos pelo organismo por via respiratória (inalação), pela pele (contato) ou por ingestão. Exemplos: um biomédico que manuseia formaldeído para fixar amostras de tecidos, exposto a seus vapores, ou que lida com reagentes químicos e corantes que podem ser absorvidos pela pele durante a preparação de lâminas para exames.
Biológicos: ocorre por meio do contato com agentes infecciosos, como vírus, bactérias, fungos e parasitas, presentes em materiais biológicos. Exemplo: um biomédico pode ser exposto a esses riscos ao manusear amostras de sangue, urina, secreções e tecidos, que podem conter agentes causadores de doenças como hepatite, HIV ou tuberculose. A manipulação de culturas de micro-organismos em ambientes de pesquisa também representa um risco biológico significativo.
Ergonômicos: ligado às condições de trabalho que podem causar desconforto ou problemas de saúde física e mental. Inclui posturas inadequadas, esforço físico excessivo, movimentos repetitivos, jornada de trabalho prolongada, falta de pausas e estresse. Exemplo: um biomédico que passa horas curvado sobre um microscópio ou que realiza movimentos repetitivos com as mãos ao pipetar líquidos durante a rotina laboratorial.
Acidentais, também conhecido como Risco de Acidentes de Trabalho ou Risco Mecânico: pode-se envolve situações perigosas que podem levar a acidentes, como o uso de máquinas e equipamentos sem proteção, arranjos físicos inadequados, ferramentas defeituosas, risco de choque elétrico, quedas, incêndios e explosões.
A Saúde laboral tem se destacado cada vez mais, devido a maior atenção em relação à criação de ambientes de trabalho seguros e saudáveis, sobretudo em setores cujos colaboradores são submetidos a potenciais riscos físicos, químicos, biológicos, mecânicos e psicológicos aqueles decorrentes da organização laboral (RAO, 2022).
A atuação do biomédico em laboratórios demanda um rigoroso compromisso com os princípios de biossegurança, uma vez que sua rotina envolve a manipulação constante de agentes biológicos e produtos químicos potencialmente perigosos. Nesse contexto, o uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é indispensável, pois garante não apenas a segurança do profissional diante dos riscos ocupacionais, mas também assegura a integridade das amostras, a confiabilidade dos resultados e a qualidade dos serviços laboratoriais prestados.
A importância dos EPIs é reforçada por normas regulamentadoras específicas. A Norma Regulamentadora nº 06 (NR-06) estabelece que os equipamentos de proteção individual devem ser fornecidos de forma adequada às atividades exercidas e utilizados de maneira correta, conforme as especificidades de cada função. Complementarmente, a Norma Regulamentadora nº 32 (NR-32) define as diretrizes básicas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores que atuam em serviços de saúde, incluindo aqueles expostos a agentes biológicos e químicos.
No âmbito da biossegurança, os laboratórios são classificados em quatro níveis de contenção biológica NB-1, NB-2, NB-3 e NB-4 que consistem em combinações específicas de práticas laboratoriais, técnicas de segurança, equipamentos de proteção e infraestrutura física. A atribuição do nível apropriado de biossegurança é de responsabilidade do responsável técnico, que deve avaliar os riscos inerentes às atividades realizadas e aplicar as medidas necessárias à prevenção de acidentes e contaminações (BRASIL, 2002; SANTOS et al., 2006). A qualidade dos exames laboratoriais depende diretamente do cumprimento das determinações impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), conforme disposto na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 302, de 13 de outubro de 2005. Essa resolução define os requisitos mínimos para o funcionamento de laboratórios clínicos e postos de coleta, públicos ou privados, que realizam atividades nas áreas de análises clínicas, patologia clínica e citologia (BRASIL, 2005). O cumprimento dessas normas é essencial para assegurar a padronização dos procedimentos, a confiabilidade dos resultados e a segurança tanto dos profissionais quanto dos pacientes.
Desse modo, como forma de auxiliar nesse processo é fundamental conhecer as legislações no país, estado e município a Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ), fazer o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), Coletivo (EPC) adequados e ter um Procedimento Operacional Padrão (POP) para as tarefas desenvolvidas (NASRALLAH et al., 2022).
Embora no Estado de Rondônia esses elementos teóricos sejam bem estabelecidos, este trabalho tem como objetivo identificar e analisar os riscos ocupacionais enfrentados pelo profissional biomédico na área clínica, relacionando-os às práticas e medidas preventivas que devem ser aplicadas diariamente em laboratórios de análises clínicas. Busca-se, assim, promover um ambiente de trabalho mais seguro e saudável, contribuindo para o bem-estar, a motivação pessoal e, consequentemente, para o aumento da produtividade e da qualidade de vida desses profissionais. Diante disso, questione-se: quais são os principais riscos ocupacionais a que o biomédico está exposto em sua rotina de trabalho em laboratórios de análises clínicas?
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A Biomedicina, desde o seu surgimento como área científica em 1966, vem passando por diversas modificações curriculares. Inicialmente, a concepção dos cursos de graduação em Biomedicina refere-se à formação do biomédico profissional para atuar na docência de disciplinas básicas das graduações de Medicina e Odontologia, bem como no desenvolvimento de pesquisas básicas e aplicadas. Mais de quatro décadas após o reconhecimento da profissão, a formação do biomédico conta com mais de 30 áreas de habilitação, ampliando seu campo de trabalho, incluindo a atuação no campo da saúde e prática laboratorial (SILVA KOG; CARDOSO, 2015).
A atuação do biomédico é ampla e essencial no contexto da saúde pública. Durante a pandemia de Covid-19, sua participação foi considerada em análises clínicas, realizando tanto o diagnóstico molecular (PCR) quanto o diagnóstico sorológico (imunocromatográfico) em laboratórios de urgência e saúde pública em todo o país. Além disso, sua atuação se estendeu ao diagnóstico por imagem, com a realização de Tomografia Computadorizada, Raios-X e Ressonância Magnética em pacientes com Covid-19, e na Vigilância Epidemiológica, onde, a partir dos resultados laboratoriais, foi possível traçar curvas epidemiológicas que subsidiaram medidas de prevenção e controle (ANA CRISTINA, 2021).
De forma mais ampla, a Biomedicina é considerada fundamental nos empreendimentos que buscam elucidar a origem das doenças, compreendendo sua etiologia, evolução, agentes causais e mecanismos de ação de elementos físicos e químicos em diferentes condições de normalidade e anormalidade.
Nesse sentido, o biomédico contribui de maneira significativa para a investigação de fatores biológicos, físicos e químicos que impactam a saúde (COSMOSKI, 2019). Carneiro (2021) acrescenta que a Biomedicina acompanha o avanço das pesquisas que relacionam o fenótipo ao genótipo, compreendendo desde a expressão gênica até o papel de proteínas em vias metabólicas. Dessa forma, o conhecimento biomédico fornece suporte essencial para entender as manifestações clínicas das patologias em nível molecular.
A Biossegurança e os riscos laborais
A Biossegurança surgiu após a constatação de transmissão de agentes infecciosos dentro dos laboratórios, que foi propagada devido à falta de procedimento adequado no processo de manipulação de agentes biológicos. A partir deste fato, a Biossegurança começou a ser discutida e colocada em prática, pois os processos laboratoriais eram vulneráveis a vários agentes (PAULA, 2019).
Desta forma, a Biossegurança foi inovadora em laboratórios em vários países, tendo em vista a prevenção quanto à manipulação desses agentes, proporcionando os fatos que se passaram anteriormente. Devido a experimentos genéticos, a Biossegurança torna-se essencial às boas práticas laboratoriais, portanto, importantíssima para todos os laboratórios (SANTOS, 2019).
A Biossegurança tem como função principal garantir que os materiais manipulados e os insumos consumidos não agridam o meio ambiente, o profissional e as pessoas que trafegam pelo laboratório, desta forma garantindo a segurança de todos. Todos os processos em laboratórios exigem uma regulamentação e seguem as leis regidas pelo órgão responsável; desta forma, os colaboradores precisam de uma capacitação para o uso correto dos equipamentos de proteção individual e coletiva (CRUZ, 2019).
A Norma Regulamentadora nº 32 (NR-32) foi elaborada com a finalidade de “estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral”. Possui três grandes eixos, que são: capacitação dos trabalhadores, programas que tratam dos riscos, e medidas de proteção contra riscos (BRASIL, 2005, p. 1).
As dificuldades para a implantação da NR-32 ficaram evidentes quando, em um estudo realizado por Cunha e Mauro (2010), os resultados apontaram que 61% dos participantes mencionaram não ter feito qualquer tipo de treinamento antes do início de suas atividades. Isto se contrapõe à determinação da NR-32, que preconiza a capacitação prévia dos profissionais, sendo esta ministrada por profissionais habilitados e conhecedores dos riscos presentes no local de trabalho. A negligência de profissionais em relação ao cumprimento da NR-32 também fica evidente no estudo realizado por Santos et al. (2012).
O risco ocupacional refere-se à possibilidade de um trabalhador sofrer um dano determinado devido ao seu trabalho. Está associado às causas da natureza humana, como comportamentos individuais e metodologias de trabalho; de natureza técnica, que consiste no ambiente de trabalho, equipamentos, ferramentas e máquinas; ou por causas exteriores ao trabalho, que são as condições de tempo e impactos ambientais (CAROLINE, 2017).
Existe uma grande necessidade de humanizar o trabalho do profissional para obter, consequentemente, uma boa atenção aos pacientes, objeto de sua responsabilidade; mas, para isso, é necessária uma atenção especial à sua própria saúde, que precisa ser valorizada (MAURO et al., 2010).
Os riscos ocupacionais também se configuram como um desafio recorrente no exercício profissional. Conforme Marziale (2000), as doenças ocupacionais, dependendo de fatores como intensidade, tempo de exposição e natureza do risco, podem comprometer significativamente a saúde do trabalhador. No Brasil, essas doenças são equiparadas aos acidentes de trabalho, com impacto direto nas atividades envolvidas.
Diante desse cenário, Oliveira (2013) ressalta a necessidade de uma atuação mais eficaz dos gestores, em parceria com órgãos de prevenção, a fim de reduzir os impactos das doenças e acidentes ocupacionais. O investimento em condições adequadas de trabalho não apenas preserva a saúde dos profissionais, mas também evita perdas financeiras e materiais para as instituições empregadoras.
Riscos Ocupacionais
Os profissionais de saúde estão expostos a diferentes riscos ocupacionais, físicos, ergonômicos, químicos, biológicos e acidental, destacando-se que o risco biológico é o mais presente no cotidiano, uma vez que esses profissionais se expõem constantemente ao sangue e outros fluidos orgânicos (RODRIGUES; ALENCAR, 2019).
São definidos agentes físicos diversas formas de energia às quais os trabalhadores podem estar expostos, como por exemplo, ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiação ionizante, radiação não ionizante, bem como o ultrassom e o infrassom (CAMISASSA, 2017).
Segundo Brevigliero (2011), o ruído pode causar efeitos além da surdez, podendo agir como um agente causador de nervosismo, irritação e insônia, impactando na comunicação e socialização do indivíduo. Conforme Camisassa (2017), os agentes químicos são substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeira, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela sua natureza da atividade de exposição possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo por meio da pele ou por ingestão. Cienfuegos (2001) diz que dentre os riscos associados aos agentes químicos, podem se destacar a flamabilidade, substâncias corrosivas e irritantes, tóxicas ou nocivas e ainda substâncias altamente reativas.
Agentes biológicos são definidos pela NR 9 em seu item 9.1.5.3 como bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros (BRASIL, 1978). Acidentes originados por este tipo de agente, ocorrem pelo contato com materiais, ferramentas e vestimentas contaminadas, pessoas portadoras de doenças contagiosas, perfurocortantes etc. (BREVIGLIERO, 2011).
Segundo o artigo 17.1.1 da NR 17, os agentes ergonômicos relacionam-se com as condições de trabalho, incluindo o levantamento, transporte e descarga de materiais, o mobiliário, os equipamentos, as condições ambientais do posto de 17 trabalho e a própria organização do trabalho (BRASIL, 1978).
Assim, como relata Camisassa (2017), os agentes ergonômicos são caracterizados pela falta de adaptação das condições de trabalho às características psicológicas do trabalhador. Dentre os agentes ergonômicos os mais comuns são: trabalho físico pesado, posturas incorretas, posições incômodas, repetitividade, monotonia, ritmo excessivo, trabalho em turnos e noturnos e a própria jornada de trabalho.
Os agentes de acidentes também são denominados por alguns autores como agentes mecânicos. Analisando todos os agentes já indicados nos itens anteriores, é possível verificar se os mesmos podem ser possíveis causadores de acidente. Entretanto, os agentes de acidentes são compreendidos entre aqueles que ocorrem ao acaso, de forma imprevisível ou por desastre, podendo causar uma eventual lesão ao trabalhador (PONZETTO, 2002).
Portanto, pode-se considerar um agente de acidente, o arranjo físico inadequado, máquina sem proteção, iluminação deficiente, ligações elétricas deficientes, armazenamento inadequado, ferramentas defeituosas ou inadequadas, equipamentos de proteção individual inadequados, entre outros. Segundo Carvalho (1999), os acidentes em laboratórios possuem motivos variados. A manipulação de materiais sem cumprimento das normas de segurança é uma das principais causas que contribuem para a ocorrência de acidentes.
Outro aspecto relevante para a atuação do biomédico é a biossegurança. De acordo com Penna et al. (2010), a biossegurança pode ser descrita como um conjunto de medidas que visam prevenir, minimizar ou eliminar riscos em atividades desenvolvidas em laboratórios de pesquisa, ensino e produção, protegendo trabalhadores, animais e o meio ambiente. Para isso, é fundamental que o profissional de saúde receba treinamento contínuo, especialmente no uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPIs), a fim de evitar acidentes ou contaminações.
Para prevenir esses riscos, é necessária a conscientização dos profissionais sobre a extrema importância do uso diário de EPIs, como luvas, jalecos, óculos de proteção, cabelo preso, sapato fechado, principalmente no envolvido, coleta e preparação de exames com sangue e fluidos corporais. Para proteger esses trabalhadores, os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são recursos primordiais para prevenir a exposição aos riscos, dentre eles os biológicos (CAROLINE AZEVEDO BRENNY, 2017).
Entende-se a saúde ocupacional ou saúde do trabalho como a promoção e a preservação da integridade física do trabalhador durante o exercício de sua função, por meio da detecção de fatores que interfiram em sua saúde. Essa detecção possui abordagem de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce de agravos à saúde relacionados ao trabalho, além da constatação da existência de casos de doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde do trabalhador (LEITÃO; FERNANDES; RAMOS, 2008).
3. METODOLOGIA
O presente estudo adotará uma abordagem descritiva e exploratória, com caráter qualitativo e quantitativo. Para Pereira et al. (2018), pesquisa qualitativa, em geral, ocorre no ambiente natural com coleta direta de dados e o pesquisador é o principal instrumento e os dados coletados são preferencialmente descritivos.
A combinação com a abordagem quantitativa se faz necessária para mensurar a incidência dos fenômenos explorados, garantindo a análise da frequência e da distribuição dos casos de adoecimento. Dessa forma, o caráter quali-quantitativo (misto) permitirá que a profundidade da literatura e da interpretação crítica sustente a avaliação dos dados numéricos coletados, conferindo maior robustez e validação aos resultados.
A metodologia também envolveu uma pesquisa bibliográfica referencial, no sentido de fornecer embasamento teórico ao estudo, bem como encontrar subsídios para contribuir com o aprimoramento do gerenciamento da biossegurança, com o objetivo de analisar a exposição ocupacional a agentes de risco entre biomédicos e avaliar os desafios e estratégias de prevenção no contexto do Governo Estadual. A pesquisa será realizada por meio de levantamento bibliográfico e coleta de dados epidemiológicos e administrativos.
Para o levantamento bibliográfico, a pesquisa considerou estudos que abordem desafios, adoecimentos e estratégias de prevenção em serviços de saúde, sendo realizadas consultas a literatura científica atualizada, incluindo artigos, livros, legislações e relatórios técnicos. O foco foi em publicações relacionadas à exposição ocupacional a agentes de risco biológicos, químicos e físicos, priorizando profissionais biomédicos.
Serão utilizadas bases de dados como Scielo, PubMed, BVS e Google Acadêmico, além de publicações oficiais do Ministério da Saúde e do Governo Estadual, considerando estudos que abordem desafios, adoecimentos e estratégias de prevenção em serviços de saúde. Os artigos foram limitados a um intervalo de 10 anos, de 2014 a 2024, que abordem a exposição ocupacional a agentes de risco em serviços de saúde, com foco em profissionais biomédicos e estratégias de prevenção.
Os dados incluirão informações sobre número de afastamentos, tempo de afastamento, motivo de afastamento e agente de risco envolvido, preservando a confidencialidade dos servidores. As informações serão organizadas e analisadas de forma descritiva, permitindo a identificação de padrões de adoecimento e correlação com diferentes agentes de risco ocupacional. A integração do levantamento bibliográfico com os dados administrativos permitirá uma análise crítica e contextualizada, possibilitando identificar os principais desafios enfrentados pelos biomédicos e propor estratégias efetivas de prevenção e promoção da saúde ocupacional no âmbito do Governo Estadual.
Segundo (Lakatos e Marconi 1987, p. 66), a pesquisa bibliográfica trata-se do levantamento, seleção e documentação de toda bibliografia já publicada sobre o assunto que está sendo pesquisado em livros, enciclopédias, revistas, jornais, folhetos, boletins, monografias, teses, dissertações e material cartográfico.
Foram utilizados dados da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia, especificamente do setor de Saúde e Segurança do Trabalho. Esses dados incluíram informações sobre afastamentos dos trabalhadores, bem como sobre os cargos que apresentaram maior número de afastamentos. Conforme CAROLINE (2017), quanto aos objetivos, trata-se de uma pesquisa de caráter exploratório. A estratégia é de uma pesquisa bibliográfica sobre o tema: estudo dos riscos ocupacionais do profissional biomédico no laboratório de análises clínicas visando a biossegurança.
A pesquisa exploratória tem como finalidade buscar novas percepções, gerar intuições e aprimorar ideias, recorrendo, por exemplo, a entrevistas com sujeitos que vivenciam na prática o problema investigado (GIL, 2002). Já a pesquisa descritiva, segundo Gil (2002), visa apresentar as características de determinada população por meio de técnicas padronizadas de coleta de dados. Com frequência, estudos exploratórios e descritivos são conduzidos de forma conjunta, sobretudo quando os pesquisadores estão preocupados com a aplicação prática dos resultados.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Neste estudo, foram registrados casos de acidentes ocupacionais nos últimos 10 anos (2014 a 2025), tais como cortes e exposições a materiais biológicos contaminados. Além disso, os biomédicos relataram sintomas relacionados a distúrbios musculoesqueléticos, evidenciando os riscos ergonômicos presentes na rotina laboral. A presença de estresse associado ao trabalho em ambiente de risco constante também foi identificada por meio pesquisa bibliográfica. No quadro de cargos principais motivos de afastamentos do governo estadual.
A partir das análises dos artigos, espera-se identificar as melhores técnicas para a avaliação dos riscos ocupacionais, destacando as vantagens e limitações de cada cargo, bem como a especificidade e sensibilidade das principais estratégias propostas. O objetivo é determinar quais são as metodologias mais eficazes e confiáveis para detectar os riscos no ambiente de trabalho
O conceito de Biossegurança começou a ser pensado a partir da década de 70, após o surgimento da engenharia genética. O procedimento pioneiro utilizando técnicas de engenharia genética foi a transferência e expressão do gene da insulina para a bactéria Escherichia coli. Essa primeira experiência, em 1973, provocou forte reação da comunidade mundial de ciência, culminando com a Conferência de Asilomar, na Califórnia, em 1974. (PAULA, 2019).
Gráfico 1 – Principais motivos de afastamento dos servidores da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia dos últimos 10 anos (2014 a 2025).

A análise realizada pela Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (SESAU/RO) revelou um panorama abrangente sobre os afastamentos por motivo de saúde entre diferentes categorias profissionais da rede estadual, com destaque para os biomédicos, cuja atuação em laboratórios os expõe diretamente a diversos agentes de risco. Observou-se que, durante o período da pandemia, houve um aumento expressivo nos afastamentos relacionados a infecções por coronavírus de localização não especificada e diagnósticos de doenças respiratórias agudas associadas ao 2019-nCoV (COVID-19). Esse cenário refletiu diretamente o impacto da emergência sanitária global sobre os servidores da saúde, especialmente entre os profissionais biomédicos, de enfermagem e de vigilância epidemiológica, que estiveram na linha de frente das ações diagnósticas e de controle de infecções.
Além das condições respiratórias, foram identificados afastamentos por outras enfermidades infecciosas, como viroses gastrointestinais e influenza (gripe), bem como um aumento nos registros de transtornos mentais e comportamentais, incluindo transtorno misto ansioso e depressivo. No caso específico dos biomédicos, esses agravos podem estar relacionados à sobrecarga de trabalho, à manipulação constante de amostras biológicas e à pressão inerente à atividade diagnóstica durante o contexto pandêmico. Esses dados evidenciam a sobrecarga física e emocional enfrentada pelos profissionais da saúde, em especial os biomédicos, durante e após o período pandêmico.
É importante ressaltar que o aumento dos afastamentos por COVID-19 representou uma situação excepcional e temporal. No cotidiano da rede estadual, as causas mais recorrentes de afastamento entre os profissionais, inclusive os biomédicos, estão associadas a doenças osteomusculares e do tecido conjuntivo, lombalgias, distúrbios ergonômicos e estresse ocupacional — condições fortemente ligadas às exigências físicas e emocionais do trabalho em saúde e ao ambiente laboratorial.
O estresse ocupacional, por exemplo, é definido como uma resposta adaptativa do organismo frente a situações que geram desequilíbrio físico ou psicológico, envolvendo componentes comportamentais, autonômicos e hormonais (DIAS, 2023). Quando persistente, essa condição pode comprometer a saúde mental e o desempenho profissional, reforçando a importância de políticas institucionais de cuidado e prevenção voltadas também aos biomédicos, que estão expostos a múltiplos fatores de risco.
Os gráficos apresentados (Gráficos 1) evidenciam os principais motivos de afastamento entre os profissionais da SESAU/RO, destacando a necessidade de estratégias de prevenção, monitoramento epidemiológico e fortalecimento das práticas de biossegurança. Entre as medidas recomendadas estão o uso correto e contínuo de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) homologados, a higienização adequada dos ambientes laboratoriais, treinamentos regulares em biossegurança e protocolos de ventilação e controle de infecções voltados à rotina biomédica.
Da mesma forma, o enfrentamento dos transtornos mentais e musculoesqueléticos requer ações integradas de promoção da saúde e bem-estar, incluindo programas de suporte psicológico, pausas regulares, adequação ergonômica dos postos de trabalho e campanhas educativas voltadas à prevenção dos riscos específicos da atividade biomédica.
Essas iniciativas contribuem para a redução dos afastamentos, a melhoria da qualidade de vida laboral e o fortalecimento da capacidade produtiva dos servidores, garantindo a continuidade e a eficiência dos serviços laboratoriais e de saúde pública prestados à população rondoniense.
O Quadro 1 apresenta, de forma geral, os dados sobre afastamentos dos servidores da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (SESAU/RO). Para ampliar a compreensão da estrutura de pessoal, foi incluído também um quadro complementar com a distribuição das cargas por gênero (feminino e masculino) e o total de servidores por categoria profissional, abrangendo diferentes áreas estratégicas do serviço público de saúde.
Quadro 1- Afastamentos em geral.

A análise evidencia que, entre os diversos grupos profissionais, o biomédico se destaca pela relevante participação no quadro funcional e pela incidência de afastamentos associados à exposição a agentes biológicos e fatores ergonômicos. Observa-se ainda que o gênero feminino predomina nessa função, representando a maior parte dos profissionais atuantes e, consequentemente, apresentando maior número de afastamentos em comparação ao gênero masculino.
Esse predomínio feminino entre os biomédicos reflete não apenas a tendência de maior presença de mulheres nas áreas laboratoriais e de diagnóstico, mas também a maior exposição aos riscos ocupacionais decorrentes da natureza do trabalho — que envolve manipulação constante de amostras biológicas, contato com agentes infecciosos e longos períodos em postura estática, o que pode contribuir para o surgimento de doenças respiratórias, distúrbios psicológicos e problemas musculoesqueléticos.
O aumento proporcional dos afastamentos entre as biomédicas pode estar associado à sobrecarga física e emocional, intensificada pela conjugação das demandas laborais com responsabilidades pessoais e familiares, fator amplamente observado em estudos de saúde ocupacional. Essa realidade reforça a necessidade de estratégias específicas de prevenção e promoção da saúde voltadas a esse grupo profissional, com enfoque no equilíbrio entre vida pessoal e laboral, suporte psicológico e medidas ergonômicas adequadas.
Dessa forma, a análise do Quadro 1 permite compreender não apenas a composição e diversidade da força de trabalho biomédica na SESAU/RO, mas também a importância de políticas institucionais voltadas à biossegurança, à ergonomia e à saúde mental. Tais ações são fundamentais para reduzir os afastamentos, promover um ambiente laboral mais seguro e equitativo, e garantir a continuidade dos serviços laboratoriais essenciais ao diagnóstico e à vigilância em saúde no Estado de Rondônia.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise realizada neste estudo evidencia a relevância do profissional biomédico no contexto da saúde pública, especialmente em laboratórios de análises clínicas, onde o diagnóstico preciso e a vigilância epidemiológica são fundamentais para a promoção da saúde coletiva. No entanto, constatou-se que esses profissionais estão constantemente expostos a diversos riscos ocupacionais biológicos, químicos, físicos, ergonômicos e acidentais que podem comprometer sua saúde e desempenho laboral, caso não sejam adotadas medidas preventivas eficazes.
Os dados provenientes da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (SESAU/RO), aliados às evidências obtidas na pesquisa bibliográfica, revelam que os biomédicos estão entre os profissionais da saúde com maior índice de afastamentos, destacando-se as ocorrências relacionadas a doenças respiratórias e transtornos psicológicos associados ao estresse ocupacional.
Observou-se também que, embora existam legislações específicas, como as Normas Regulamentadoras nº 06 (NR-06) e nº 32 (NR-32), ainda há falhas na adesão às práticas de segurança, na oferta e uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e na implementação de treinamentos regulares. Tais lacunas comprometem não apenas a integridade física e mental dos profissionais, mas também a qualidade e confiabilidade dos serviços prestados à população.
A análise dos mapas de risco dos laboratórios de parasitologia, microscopia e multidisciplinar demonstrou que cada ambiente possui particularidades que exigem medidas específicas de controle e prevenção. Enquanto nos laboratórios de parasitologia predominam os riscos biológicos, nos de microscopia prevalecem os riscos ergonômicos e físicos, e nos multidisciplinares há uma combinação de múltiplos fatores de risco. Esse panorama reforça a importância de uma gestão integrada da biossegurança, com foco na capacitação, monitoramento e atualização contínua das práticas laboratoriais.
Diante disso, conclui-se que o fortalecimento da cultura de biossegurança é indispensável para garantir a saúde, a segurança e o bem-estar dos biomédicos. A promoção de um ambiente laboral seguro requer investimentos constantes em infraestrutura, fornecimento de EPIs adequados, atualização profissional e acompanhamento das condições de trabalho. Além disso, políticas públicas voltadas à valorização e proteção desses profissionais são essenciais para assegurar a qualidade dos serviços laboratoriais e a efetividade das ações em saúde pública.
Portanto, este estudo contribui para o entendimento dos riscos ocupacionais enfrentados pelos biomédicos e reforça a necessidade de estratégias preventivas baseadas em evidências, que integrem biossegurança, saúde do trabalhador e gestão eficiente dos serviços. A adoção de tais medidas permitirá não apenas reduzir os índices de adoecimento e afastamentos, mas também fortalecer o papel do biomédico como agente essencial na manutenção da saúde coletiva e no avanço científico da biomedicina.
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