EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A AGENTES DE RISCO EM BIOMÉDICOS ESTADUAIS: RELAÇÃO COM AFASTAMENTOS E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO

OCCUPATIONAL EXPOSURE TO RISK AGENTS IN STATE BIOMEDICAL PROFESSIONALS: RELATIONSHIP WITH ABSENCES AND PREVENTION STRATEGIES

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202511102046


Maria José Silva de Freitas
Maria Swanny Alves da Silva
Allan Robert Ramalho Morais


RESUMO 

O presente artigo tem como objetivo analisar a exposição ocupacional a agentes de risco entre  biomédicos que atuam no serviço público de saúde, estabelecendo a relação com os afastamentos  laborais e discutindo estratégias de prevenção. O sistema público de saúde integra uma rede complexa  de instituições, como laboratórios clínicos e de referência, nos quais os biomédicos desempenham papel  essencial na análise de amostras e no diagnóstico de doenças. Em Rondônia, destacam-se o Laboratório  Central de Saúde Pública (Lacen/RO) e o Laboratório Estadual de Patologia e Análises Clínicas (Lepac),  responsáveis pela realização de exames de média e alta complexidade, muitos deles indisponíveis na  rede privada. Entretanto, o exercício dessas atividades em ambientes laboratoriais expõe os profissionais  a múltiplos riscos ocupacionais, classificados em cinco categorias: físicos, químicos, biológicos,  ergonômicos e de acidentes. Nesse contexto, a biossegurança constitui um pilar fundamental,  regulamentada por normas como a NR-06 e a NR-32, que orientam o uso adequado de Equipamentos  de Proteção Individual (EPIs) e práticas seguras de gestão de resíduos. Este estudo evidencia os desafios  persistentes na implementação das medidas de biossegurança no âmbito da saúde pública de Rondônia  e reforça a necessidade de aprimoramento contínuo das ações de prevenção e promoção da saúde  ocupacional. Busca-se, assim, fortalecer a atuação do biomédico, assegurando condições de trabalho  seguras e contribuindo para a qualidade e a eficiência dos serviços prestados à sociedade. 

Palavras-chave: Biossegurança, Biomédico, Riscos Ocupacionais, Laboratório, Serviço Público de  Saúde

1. INTRODUÇÃO 

O serviço público de saúde é constituído por ações, instituições e profissionais  organizados pelo Estado para suprir as necessidades da população menos favorecida ou com  poucos recursos, que não possui condições de arcar com consultas e medicamentos. Quando  bem estruturado, o serviço público consegue atender às demandas da sociedade, oferecendo  segurança e estabilidade. Nesse contexto, destacam-se os laboratórios, componentes essenciais  do serviço público, responsáveis pela análise de diversas amostras para obtenção de  diagnósticos precisos. 

Os laboratórios são ideais para inovações e grandes experimentos, onde são analisados  diversos tipos de amostra, que podem chegar a um resultado esperado ou inesperado. Apesar  de fazer parte do serviço público, os laboratórios, são locais que tem a sua própria autonomia e  que acabam ficando separados de alguns setores do serviço público. Esses laboratórios reúnem  pessoas em ações colaborativas, promovendo inovações e experimentações, a fim de  possibilitar o trabalho com metodologias ativas. Os laboratórios do serviço público abrangem  muitos tipos de serviço, como vigilância sanitária, zoonoses e ambiental, além da saúde  humana. São locais que podem demandar diversos tipos de serviços, tendo pessoas  especializadas, que incluem exames gratuitos e inéditos. 

Destacam-se, no estado de Rondônia, laboratórios de média e alta complexidade, como  o Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen/RO) e o Laboratório Estadual de  Patologia e Análises Clínicas (Lepac). O Lacen/RO é responsável pela realização de exames de  múltiplas amostras e atua de forma decisiva na detecção precoce de doenças, desde condições  individuais até surtos epidêmicos e pandemias. O Lepac, por sua vez, oferece exames  complexos de forma gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), muitos deles  indisponíveis na rede privada, como os testes de intolerância à lactose e de deficiência de  vitamina D. 

O biomédico desempenha papel fundamental nessas instituições e em diversos outros  setores da saúde pública, especialmente em laboratórios de análises clínicas e programas de  vigilância epidemiológica. Sua formação abrange áreas como microbiologia, hematologia,  biologia molecular e parasitologia, o que o capacita para atuar no diagnóstico, na pesquisa, na  prevenção e no tratamento de doenças, contribuindo significativamente para o aprimoramento  das práticas em saúde pública. 

Entretanto, o exercício dessas atividades expõe o profissional a múltiplos riscos  ocupacionais biológicos, químicos, físicos e ergonômicos que podem comprometer sua saúde e seu desempenho. Diante desse cenário, a biossegurança assume papel essencial,  representando um conjunto de medidas, práticas e normas destinadas à proteção do trabalhador,  da comunidade e do meio ambiente, prevenindo a ocorrência de acidentes e doenças  relacionadas ao trabalho. 

Apesar da existência de legislações que estabelecem diretrizes para a proteção da saúde  do trabalhador, ainda são observados desafios relacionados à adesão às normas de  biossegurança, à disponibilidade de equipamentos de proteção individual e à notificação  adequada de acidentes de trabalho. Tais limitações podem comprometer não apenas a  integridade física e mental dos biomédicos, mas também a qualidade e a segurança dos serviços  prestados à população. 

Diante disso, torna-se relevante investigar como a biossegurança e as estratégias de  prevenção de riscos ocupacionais têm sido aplicadas no âmbito da saúde pública estadual de  Rondônia, buscando identificar fragilidades, avanços e possibilidades de aprimoramento. Este  estudo pretende contribuir para o fortalecimento das práticas de saúde e segurança do trabalho  entre biomédicos, promovendo melhores condições de trabalho e, consequentemente, maior  efetividade nos serviços prestados à sociedade. 

Atualmente o biomédico é um profissional da saúde essencial, com papel primordial no  diagnóstico, pesquisa e tratamento de doenças. Devido à sua atuação em ambientes como  laboratórios, este profissional está constantemente exposto a diversos riscos ocupacionais que  são condições ou perigos no ambiente de trabalho que podem causar danos à saúde ou à  integridade física dos trabalhadores, sendo classificados em cinco tipos principais:  

Físicos: Exposição a agentes nocivos como ruído, vibrações, calor, frio, radiações  (ionizantes e não ionizantes), pressões anormais e umidade. Exemplo: um biomédico que  trabalha em um laboratório com um equipamento de ultrassom que emite vibrações constantes  e emite um ruído alto, ou que opera uma autoclave (aparelho que esteriliza usando calor e  pressão) exposta a altas temperaturas. 

Químicos: ocorre quando o trabalhador entra em contato com substâncias, compostos  ou produtos químicos que podem ser absorvidos pelo organismo por via respiratória (inalação),  pela pele (contato) ou por ingestão. Exemplos: um biomédico que manuseia formaldeído para  fixar amostras de tecidos, exposto a seus vapores, ou que lida com reagentes químicos e  corantes que podem ser absorvidos pela pele durante a preparação de lâminas para exames. 

Biológicos: ocorre por meio do contato com agentes infecciosos, como vírus, bactérias,  fungos e parasitas, presentes em materiais biológicos. Exemplo: um biomédico pode ser  exposto a esses riscos ao manusear amostras de sangue, urina, secreções e tecidos, que podem conter agentes causadores de doenças como hepatite, HIV ou tuberculose. A manipulação de  culturas de micro-organismos em ambientes de pesquisa também representa um risco biológico  significativo. 

Ergonômicos: ligado às condições de trabalho que podem causar desconforto ou  problemas de saúde física e mental. Inclui posturas inadequadas, esforço físico excessivo,  movimentos repetitivos, jornada de trabalho prolongada, falta de pausas e estresse. Exemplo: um biomédico que passa horas curvado sobre um microscópio ou que realiza movimentos  repetitivos com as mãos ao pipetar líquidos durante a rotina laboratorial. 

Acidentais, também conhecido como Risco de Acidentes de Trabalho ou Risco  Mecânico: pode-se envolve situações perigosas que podem levar a acidentes, como o uso de  máquinas e equipamentos sem proteção, arranjos físicos inadequados, ferramentas defeituosas,  risco de choque elétrico, quedas, incêndios e explosões. 

A Saúde laboral tem se destacado cada vez mais, devido a maior atenção em relação à criação de ambientes de trabalho seguros e saudáveis, sobretudo em setores cujos colaboradores são submetidos a potenciais riscos físicos, químicos, biológicos, mecânicos e psicológicos aqueles decorrentes da organização laboral (RAO, 2022). 

A atuação do biomédico em laboratórios demanda um rigoroso compromisso com os  princípios de biossegurança, uma vez que sua rotina envolve a manipulação constante de  agentes biológicos e produtos químicos potencialmente perigosos. Nesse contexto, o uso  adequado dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é indispensável, pois garante não  apenas a segurança do profissional diante dos riscos ocupacionais, mas também assegura a  integridade das amostras, a confiabilidade dos resultados e a qualidade dos serviços  laboratoriais prestados. 

A importância dos EPIs é reforçada por normas regulamentadoras específicas. A Norma  Regulamentadora nº 06 (NR-06) estabelece que os equipamentos de proteção individual devem  ser fornecidos de forma adequada às atividades exercidas e utilizados de maneira correta,  conforme as especificidades de cada função. Complementarmente, a Norma Regulamentadora  nº 32 (NR-32) define as diretrizes básicas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores  que atuam em serviços de saúde, incluindo aqueles expostos a agentes biológicos e químicos. 

No âmbito da biossegurança, os laboratórios são classificados em quatro níveis de  contenção biológica NB-1, NB-2, NB-3 e NB-4 que consistem em combinações específicas de  práticas laboratoriais, técnicas de segurança, equipamentos de proteção e infraestrutura física.  A atribuição do nível apropriado de biossegurança é de responsabilidade do responsável técnico, que deve avaliar os riscos inerentes às atividades realizadas e aplicar as medidas  necessárias à prevenção de acidentes e contaminações (BRASIL, 2002; SANTOS et al., 2006). A qualidade dos exames laboratoriais depende diretamente do cumprimento das  determinações impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), conforme  disposto na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 302, de 13 de outubro de 2005. Essa  resolução define os requisitos mínimos para o funcionamento de laboratórios clínicos e postos  de coleta, públicos ou privados, que realizam atividades nas áreas de análises clínicas, patologia  clínica e citologia (BRASIL, 2005). O cumprimento dessas normas é essencial para assegurar  a padronização dos procedimentos, a confiabilidade dos resultados e a segurança tanto dos  profissionais quanto dos pacientes. 

Desse modo, como forma de auxiliar nesse processo é fundamental conhecer as legislações no país, estado e município a Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ), fazer o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), Coletivo (EPC) adequados e ter um Procedimento Operacional Padrão (POP) para as tarefas desenvolvidas (NASRALLAH et al., 2022). 

Embora no Estado de Rondônia esses elementos teóricos sejam bem estabelecidos, este  trabalho tem como objetivo identificar e analisar os riscos ocupacionais enfrentados pelo  profissional biomédico na área clínica, relacionando-os às práticas e medidas preventivas que  devem ser aplicadas diariamente em laboratórios de análises clínicas. Busca-se, assim,  promover um ambiente de trabalho mais seguro e saudável, contribuindo para o bem-estar, a  motivação pessoal e, consequentemente, para o aumento da produtividade e da qualidade de  vida desses profissionais. Diante disso, questione-se: quais são os principais riscos ocupacionais a que o biomédico está exposto em sua rotina de trabalho em laboratórios de análises clínicas? 

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA  

A Biomedicina, desde o seu surgimento como área científica em 1966, vem passando  por diversas modificações curriculares. Inicialmente, a concepção dos cursos de graduação em  Biomedicina refere-se à formação do biomédico profissional para atuar na docência de  disciplinas básicas das graduações de Medicina e Odontologia, bem como no desenvolvimento  de pesquisas básicas e aplicadas. Mais de quatro décadas após o reconhecimento da profissão,  a formação do biomédico conta com mais de 30 áreas de habilitação, ampliando seu campo de trabalho, incluindo a atuação no campo da saúde e prática laboratorial (SILVA KOG;  CARDOSO, 2015). 

A atuação do biomédico é ampla e essencial no contexto da saúde pública. Durante a  pandemia de Covid-19, sua participação foi considerada em análises clínicas, realizando tanto  o diagnóstico molecular (PCR) quanto o diagnóstico sorológico (imunocromatográfico) em  laboratórios de urgência e saúde pública em todo o país. Além disso, sua atuação se estendeu  ao diagnóstico por imagem, com a realização de Tomografia Computadorizada, Raios-X e  Ressonância Magnética em pacientes com Covid-19, e na Vigilância Epidemiológica, onde, a  partir dos resultados laboratoriais, foi possível traçar curvas epidemiológicas que subsidiaram  medidas de prevenção e controle (ANA CRISTINA, 2021). 

De forma mais ampla, a Biomedicina é considerada fundamental nos empreendimentos  que buscam elucidar a origem das doenças, compreendendo sua etiologia, evolução, agentes  causais e mecanismos de ação de elementos físicos e químicos em diferentes condições de  normalidade e anormalidade. 

Nesse sentido, o biomédico contribui de maneira significativa para a investigação de  fatores biológicos, físicos e químicos que impactam a saúde (COSMOSKI, 2019). Carneiro (2021) acrescenta que a Biomedicina acompanha o avanço das pesquisas que  relacionam o fenótipo ao genótipo, compreendendo desde a expressão gênica até o papel de  proteínas em vias metabólicas. Dessa forma, o conhecimento biomédico fornece suporte  essencial para entender as manifestações clínicas das patologias em nível molecular. 

A Biossegurança e os riscos laborais 

A Biossegurança surgiu após a constatação de transmissão de agentes infecciosos dentro  dos laboratórios, que foi propagada devido à falta de procedimento adequado no processo de  manipulação de agentes biológicos. A partir deste fato, a Biossegurança começou a ser discutida  e colocada em prática, pois os processos laboratoriais eram vulneráveis a vários agentes  (PAULA, 2019).  

Desta forma, a Biossegurança foi inovadora em laboratórios em vários países, tendo em  vista a prevenção quanto à manipulação desses agentes, proporcionando os fatos que se  passaram anteriormente. Devido a experimentos genéticos, a Biossegurança torna-se essencial  às boas práticas laboratoriais, portanto, importantíssima para todos os laboratórios (SANTOS,  2019). 

A Biossegurança tem como função principal garantir que os materiais manipulados e os  insumos consumidos não agridam o meio ambiente, o profissional e as pessoas que trafegam pelo laboratório, desta forma garantindo a segurança de todos. Todos os processos em  laboratórios exigem uma regulamentação e seguem as leis regidas pelo órgão responsável; desta  forma, os colaboradores precisam de uma capacitação para o uso correto dos equipamentos de proteção  individual e coletiva (CRUZ, 2019). 

A Norma Regulamentadora nº 32 (NR-32) foi elaborada com a finalidade de  “estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e  à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades  de promoção e assistência à saúde em geral”. Possui três grandes eixos, que são: capacitação  dos trabalhadores, programas que tratam dos riscos, e medidas de proteção contra riscos  (BRASIL, 2005, p. 1). 

As dificuldades para a implantação da NR-32 ficaram evidentes quando, em um estudo  realizado por Cunha e Mauro (2010), os resultados apontaram que 61% dos participantes  mencionaram não ter feito qualquer tipo de treinamento antes do início de suas atividades. Isto  se contrapõe à determinação da NR-32, que preconiza a capacitação prévia dos profissionais,  sendo esta ministrada por profissionais habilitados e conhecedores dos riscos presentes no local  de trabalho. A negligência de profissionais em relação ao cumprimento da NR-32 também fica  evidente no estudo realizado por Santos et al. (2012). 

O risco ocupacional refere-se à possibilidade de um trabalhador sofrer um dano  determinado devido ao seu trabalho. Está associado às causas da natureza humana, como  comportamentos individuais e metodologias de trabalho; de natureza técnica, que consiste no  ambiente de trabalho, equipamentos, ferramentas e máquinas; ou por causas exteriores ao  trabalho, que são as condições de tempo e impactos ambientais (CAROLINE, 2017). 

Existe uma grande necessidade de humanizar o trabalho do profissional para obter,  consequentemente, uma boa atenção aos pacientes, objeto de sua responsabilidade; mas, para  isso, é necessária uma atenção especial à sua própria saúde, que precisa ser valorizada  (MAURO et al., 2010). 

Os riscos ocupacionais também se configuram como um desafio recorrente no exercício  profissional. Conforme Marziale (2000), as doenças ocupacionais, dependendo de fatores como  intensidade, tempo de exposição e natureza do risco, podem comprometer significativamente a  saúde do trabalhador. No Brasil, essas doenças são equiparadas aos acidentes de trabalho, com  impacto direto nas atividades envolvidas. 

Diante desse cenário, Oliveira (2013) ressalta a necessidade de uma atuação mais eficaz  dos gestores, em parceria com órgãos de prevenção, a fim de reduzir os impactos das doenças  e acidentes ocupacionais. O investimento em condições adequadas de trabalho não apenas preserva a saúde dos profissionais, mas também evita perdas financeiras e materiais para as  instituições empregadoras. 

Riscos Ocupacionais 

Os profissionais de saúde estão expostos a diferentes riscos ocupacionais, físicos,  ergonômicos, químicos, biológicos e acidental, destacando-se que o risco biológico é o mais  presente no cotidiano, uma vez que esses profissionais se expõem constantemente ao sangue e  outros fluidos orgânicos (RODRIGUES; ALENCAR, 2019). 

São definidos agentes físicos diversas formas de energia às quais os trabalhadores  podem estar expostos, como por exemplo, ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas  extremas, radiação ionizante, radiação não ionizante, bem como o ultrassom e o infrassom  (CAMISASSA, 2017).  

Segundo Brevigliero (2011), o ruído pode causar efeitos além da surdez, podendo agir  como um agente causador de nervosismo, irritação e insônia, impactando na comunicação e  socialização do indivíduo. Conforme Camisassa (2017), os agentes químicos são substâncias,  compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de  poeira, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela sua natureza da atividade de  exposição possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo por meio da pele ou por  ingestão. Cienfuegos (2001) diz que dentre os riscos associados aos agentes químicos, podem se destacar a flamabilidade, substâncias corrosivas e irritantes, tóxicas ou nocivas e ainda  substâncias altamente reativas.  

Agentes biológicos são definidos pela NR 9 em seu item 9.1.5.3 como bactérias, fungos,  bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros (BRASIL, 1978). Acidentes originados por  este tipo de agente, ocorrem pelo contato com materiais, ferramentas e vestimentas  contaminadas, pessoas portadoras de doenças contagiosas, perfurocortantes etc.  (BREVIGLIERO, 2011). 

Segundo o artigo 17.1.1 da NR 17, os agentes ergonômicos relacionam-se com as  condições de trabalho, incluindo o levantamento, transporte e descarga de materiais, o  mobiliário, os equipamentos, as condições ambientais do posto de 17 trabalho e a própria  organização do trabalho (BRASIL, 1978). 

Assim, como relata Camisassa (2017), os agentes ergonômicos são caracterizados pela  falta de adaptação das condições de trabalho às características psicológicas do trabalhador.  Dentre os agentes ergonômicos os mais comuns são: trabalho físico pesado, posturas incorretas, posições incômodas, repetitividade, monotonia, ritmo excessivo, trabalho em turnos e noturnos  e a própria jornada de trabalho.  

Os agentes de acidentes também são denominados por alguns autores como agentes  mecânicos. Analisando todos os agentes já indicados nos itens anteriores, é possível verificar  se os mesmos podem ser possíveis causadores de acidente. Entretanto, os agentes de acidentes  são compreendidos entre aqueles que ocorrem ao acaso, de forma imprevisível ou por desastre,  podendo causar uma eventual lesão ao trabalhador (PONZETTO, 2002).  

Portanto, pode-se considerar um agente de acidente, o arranjo físico inadequado,  máquina sem proteção, iluminação deficiente, ligações elétricas deficientes, armazenamento  inadequado, ferramentas defeituosas ou inadequadas, equipamentos de proteção individual  inadequados, entre outros. Segundo Carvalho (1999), os acidentes em laboratórios possuem  motivos variados. A manipulação de materiais sem cumprimento das normas de segurança é  uma das principais causas que contribuem para a ocorrência de acidentes. 

Outro aspecto relevante para a atuação do biomédico é a biossegurança. De acordo com  Penna et al. (2010), a biossegurança pode ser descrita como um conjunto de medidas que visam  prevenir, minimizar ou eliminar riscos em atividades desenvolvidas em laboratórios de  pesquisa, ensino e produção, protegendo trabalhadores, animais e o meio ambiente. Para isso,  é fundamental que o profissional de saúde receba treinamento contínuo, especialmente no uso  adequado de equipamentos de proteção individual (EPIs), a fim de evitar acidentes ou  contaminações. 

Para prevenir esses riscos, é necessária a conscientização dos profissionais sobre a  extrema importância do uso diário de EPIs, como luvas, jalecos, óculos de proteção, cabelo  preso, sapato fechado, principalmente no envolvido, coleta e preparação de exames com sangue  e fluidos corporais. Para proteger esses trabalhadores, os Equipamentos de Proteção Individual  (EPIs) são recursos primordiais para prevenir a exposição aos riscos, dentre eles os biológicos  (CAROLINE AZEVEDO BRENNY, 2017). 

Entende-se a saúde ocupacional ou saúde do trabalho como a promoção e a preservação  da integridade física do trabalhador durante o exercício de sua função, por meio da detecção de  fatores que interfiram em sua saúde. Essa detecção possui abordagem de prevenção,  rastreamento e diagnóstico precoce de agravos à saúde relacionados ao trabalho, além da  constatação da existência de casos de doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde do  trabalhador (LEITÃO; FERNANDES; RAMOS, 2008).

3. METODOLOGIA  

O presente estudo adotará uma abordagem descritiva e exploratória, com caráter  qualitativo e quantitativo. Para Pereira et al. (2018), pesquisa qualitativa, em geral, ocorre no  ambiente natural com coleta direta de dados e o pesquisador é o principal instrumento e os  dados coletados são preferencialmente descritivos. 

A combinação com a abordagem quantitativa se faz necessária para mensurar a  incidência dos fenômenos explorados, garantindo a análise da frequência e da distribuição dos  casos de adoecimento. Dessa forma, o caráter quali-quantitativo (misto) permitirá que a  profundidade da literatura e da interpretação crítica sustente a avaliação dos dados numéricos  coletados, conferindo maior robustez e validação aos resultados. 

A metodologia também envolveu uma pesquisa bibliográfica referencial, no sentido de  fornecer embasamento teórico ao estudo, bem como encontrar subsídios para contribuir com o aprimoramento do gerenciamento da biossegurança, com o objetivo de analisar a exposição  ocupacional a agentes de risco entre biomédicos e avaliar os desafios e estratégias de prevenção  no contexto do Governo Estadual. A pesquisa será realizada por meio de levantamento  bibliográfico e coleta de dados epidemiológicos e administrativos. 

Para o levantamento bibliográfico, a pesquisa considerou estudos que abordem desafios,  adoecimentos e estratégias de prevenção em serviços de saúde, sendo realizadas consultas a  literatura científica atualizada, incluindo artigos, livros, legislações e relatórios técnicos. O foco  foi em publicações relacionadas à exposição ocupacional a agentes de risco biológicos,  químicos e físicos, priorizando profissionais biomédicos. 

Serão utilizadas bases de dados como Scielo, PubMed, BVS e Google Acadêmico, além  de publicações oficiais do Ministério da Saúde e do Governo Estadual, considerando estudos  que abordem desafios, adoecimentos e estratégias de prevenção em serviços de saúde. Os  artigos foram limitados a um intervalo de 10 anos, de 2014 a 2024, que abordem a exposição  ocupacional a agentes de risco em serviços de saúde, com foco em profissionais biomédicos e  estratégias de prevenção. 

Os dados incluirão informações sobre número de afastamentos, tempo de afastamento,  motivo de afastamento e agente de risco envolvido, preservando a confidencialidade dos  servidores. As informações serão organizadas e analisadas de forma descritiva, permitindo a  identificação de padrões de adoecimento e correlação com diferentes agentes de risco  ocupacional. A integração do levantamento bibliográfico com os dados administrativos  permitirá uma análise crítica e contextualizada, possibilitando identificar os principais desafios enfrentados pelos biomédicos e propor estratégias efetivas de prevenção e promoção da saúde  ocupacional no âmbito do Governo Estadual. 

Segundo (Lakatos e Marconi 1987, p. 66), a pesquisa bibliográfica trata-se do  levantamento, seleção e documentação de toda bibliografia já publicada sobre o assunto que  está sendo pesquisado em livros, enciclopédias, revistas, jornais, folhetos, boletins,  monografias, teses, dissertações e material cartográfico. 

Foram utilizados dados da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia, especificamente  do setor de Saúde e Segurança do Trabalho. Esses dados incluíram informações sobre  afastamentos dos trabalhadores, bem como sobre os cargos que apresentaram maior número de  afastamentos. Conforme CAROLINE (2017), quanto aos objetivos, trata-se de uma pesquisa de  caráter exploratório. A estratégia é de uma pesquisa bibliográfica sobre o tema: estudo dos  riscos ocupacionais do profissional biomédico no laboratório de análises clínicas visando a  biossegurança. 

A pesquisa exploratória tem como finalidade buscar novas percepções, gerar intuições  e aprimorar ideias, recorrendo, por exemplo, a entrevistas com sujeitos que vivenciam na prática  o problema investigado (GIL, 2002). Já a pesquisa descritiva, segundo Gil (2002), visa  apresentar as características de determinada população por meio de técnicas padronizadas de  coleta de dados. Com frequência, estudos exploratórios e descritivos são conduzidos de forma  conjunta, sobretudo quando os pesquisadores estão preocupados com a aplicação prática dos  resultados. 

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 

Neste estudo, foram registrados casos de acidentes ocupacionais nos últimos 10 anos (2014 a 2025), tais como cortes e exposições a materiais biológicos contaminados. Além disso,  os biomédicos relataram sintomas relacionados a distúrbios musculoesqueléticos, evidenciando  os riscos ergonômicos presentes na rotina laboral. A presença de estresse associado ao trabalho  em ambiente de risco constante também foi identificada por meio pesquisa bibliográfica. No quadro de cargos principais motivos de afastamentos do governo estadual. 

A partir das análises dos artigos, espera-se identificar as melhores técnicas para a  avaliação dos riscos ocupacionais, destacando as vantagens e limitações de cada cargo, bem  como a especificidade e sensibilidade das principais estratégias propostas. O objetivo é  determinar quais são as metodologias mais eficazes e confiáveis para detectar os riscos no  ambiente de trabalho

O conceito de Biossegurança começou a ser pensado a partir da década de 70, após o  surgimento da engenharia genética. O procedimento pioneiro utilizando técnicas de engenharia  genética foi a transferência e expressão do gene da insulina para a bactéria Escherichia coli.  Essa primeira experiência, em 1973, provocou forte reação da comunidade mundial de ciência,  culminando com a Conferência de Asilomar, na Califórnia, em 1974. (PAULA, 2019).

Gráfico 1 – Principais motivos de afastamento dos servidores da Secretaria de Estado da Saúde  de Rondônia dos últimos 10 anos (2014 a 2025).

Fonte: SESMT/SESAU-RO

A análise realizada pela Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (SESAU/RO)  revelou um panorama abrangente sobre os afastamentos por motivo de saúde entre diferentes  categorias profissionais da rede estadual, com destaque para os biomédicos, cuja atuação em  laboratórios os expõe diretamente a diversos agentes de risco. Observou-se que, durante o  período da pandemia, houve um aumento expressivo nos afastamentos relacionados a infecções  por coronavírus de localização não especificada e diagnósticos de doenças respiratórias agudas  associadas ao 2019-nCoV (COVID-19). Esse cenário refletiu diretamente o impacto da  emergência sanitária global sobre os servidores da saúde, especialmente entre os profissionais  biomédicos, de enfermagem e de vigilância epidemiológica, que estiveram na linha de frente  das ações diagnósticas e de controle de infecções. 

Além das condições respiratórias, foram identificados afastamentos por outras  enfermidades infecciosas, como viroses gastrointestinais e influenza (gripe), bem como um  aumento nos registros de transtornos mentais e comportamentais, incluindo transtorno misto  ansioso e depressivo. No caso específico dos biomédicos, esses agravos podem estar  relacionados à sobrecarga de trabalho, à manipulação constante de amostras biológicas e à  pressão inerente à atividade diagnóstica durante o contexto pandêmico. Esses dados evidenciam a sobrecarga física e emocional enfrentada pelos profissionais da saúde, em especial os  biomédicos, durante e após o período pandêmico. 

É importante ressaltar que o aumento dos afastamentos por COVID-19 representou uma  situação excepcional e temporal. No cotidiano da rede estadual, as causas mais recorrentes de  afastamento entre os profissionais, inclusive os biomédicos, estão associadas a doenças  osteomusculares e do tecido conjuntivo, lombalgias, distúrbios ergonômicos e estresse  ocupacional — condições fortemente ligadas às exigências físicas e emocionais do trabalho em  saúde e ao ambiente laboratorial. 

O estresse ocupacional, por exemplo, é definido como uma resposta adaptativa do  organismo frente a situações que geram desequilíbrio físico ou psicológico, envolvendo  componentes comportamentais, autonômicos e hormonais (DIAS, 2023). Quando persistente,  essa condição pode comprometer a saúde mental e o desempenho profissional, reforçando a  importância de políticas institucionais de cuidado e prevenção voltadas também aos  biomédicos, que estão expostos a múltiplos fatores de risco. 

Os gráficos apresentados (Gráficos 1) evidenciam os principais motivos de afastamento  entre os profissionais da SESAU/RO, destacando a necessidade de estratégias de prevenção,  monitoramento epidemiológico e fortalecimento das práticas de biossegurança. Entre as  medidas recomendadas estão o uso correto e contínuo de Equipamentos de Proteção Individual  (EPIs) homologados, a higienização adequada dos ambientes laboratoriais, treinamentos  regulares em biossegurança e protocolos de ventilação e controle de infecções voltados à rotina  biomédica. 

Da mesma forma, o enfrentamento dos transtornos mentais e musculoesqueléticos  requer ações integradas de promoção da saúde e bem-estar, incluindo programas de suporte  psicológico, pausas regulares, adequação ergonômica dos postos de trabalho e campanhas  educativas voltadas à prevenção dos riscos específicos da atividade biomédica. 

Essas iniciativas contribuem para a redução dos afastamentos, a melhoria da qualidade  de vida laboral e o fortalecimento da capacidade produtiva dos servidores, garantindo a  continuidade e a eficiência dos serviços laboratoriais e de saúde pública prestados à população  rondoniense. 

O Quadro 1 apresenta, de forma geral, os dados sobre afastamentos dos servidores  da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (SESAU/RO). Para ampliar a compreensão da  estrutura de pessoal, foi incluído também um quadro complementar com a distribuição das  cargas por gênero (feminino e masculino) e o total de servidores por categoria profissional,  abrangendo diferentes áreas estratégicas do serviço público de saúde.

Quadro 1- Afastamentos em geral.

Fonte: SESMT/SESAU-RO

A análise evidencia que, entre os diversos grupos profissionais, o biomédico se destaca  pela relevante participação no quadro funcional e pela incidência de afastamentos associados à  exposição a agentes biológicos e fatores ergonômicos. Observa-se ainda que o gênero feminino  predomina nessa função, representando a maior parte dos profissionais atuantes e,  consequentemente, apresentando maior número de afastamentos em comparação ao gênero  masculino. 

Esse predomínio feminino entre os biomédicos reflete não apenas a tendência de maior  presença de mulheres nas áreas laboratoriais e de diagnóstico, mas também a maior exposição  aos riscos ocupacionais decorrentes da natureza do trabalho — que envolve manipulação constante de amostras biológicas, contato com agentes infecciosos e longos períodos em postura  estática, o que pode contribuir para o surgimento de doenças respiratórias, distúrbios  psicológicos e problemas musculoesqueléticos. 

O aumento proporcional dos afastamentos entre as biomédicas pode estar associado à  sobrecarga física e emocional, intensificada pela conjugação das demandas laborais com  responsabilidades pessoais e familiares, fator amplamente observado em estudos de saúde  ocupacional. Essa realidade reforça a necessidade de estratégias específicas de prevenção e  promoção da saúde voltadas a esse grupo profissional, com enfoque no equilíbrio entre vida  pessoal e laboral, suporte psicológico e medidas ergonômicas adequadas. 

Dessa forma, a análise do Quadro 1 permite compreender não apenas a composição e  diversidade da força de trabalho biomédica na SESAU/RO, mas também a importância de  políticas institucionais voltadas à biossegurança, à ergonomia e à saúde mental. Tais ações são  fundamentais para reduzir os afastamentos, promover um ambiente laboral mais seguro e  equitativo, e garantir a continuidade dos serviços laboratoriais essenciais ao diagnóstico e à  vigilância em saúde no Estado de Rondônia. 

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A análise realizada neste estudo evidencia a relevância do profissional biomédico no  contexto da saúde pública, especialmente em laboratórios de análises clínicas, onde o  diagnóstico preciso e a vigilância epidemiológica são fundamentais para a promoção da saúde  coletiva. No entanto, constatou-se que esses profissionais estão constantemente expostos a  diversos riscos ocupacionais biológicos, químicos, físicos, ergonômicos e acidentais que podem  comprometer sua saúde e desempenho laboral, caso não sejam adotadas medidas preventivas  eficazes. 

Os dados provenientes da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (SESAU/RO),  aliados às evidências obtidas na pesquisa bibliográfica, revelam que os biomédicos estão entre  os profissionais da saúde com maior índice de afastamentos, destacando-se as ocorrências  relacionadas a doenças respiratórias e transtornos psicológicos associados ao estresse  ocupacional. 

Observou-se também que, embora existam legislações específicas, como as Normas  Regulamentadoras nº 06 (NR-06) e nº 32 (NR-32), ainda há falhas na adesão às práticas de  segurança, na oferta e uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e na  implementação de treinamentos regulares. Tais lacunas comprometem não apenas a integridade física e mental dos profissionais, mas também a qualidade e confiabilidade dos serviços  prestados à população. 

A análise dos mapas de risco dos laboratórios de parasitologia, microscopia e  multidisciplinar demonstrou que cada ambiente possui particularidades que exigem medidas  específicas de controle e prevenção. Enquanto nos laboratórios de parasitologia predominam  os riscos biológicos, nos de microscopia prevalecem os riscos ergonômicos e físicos, e nos  multidisciplinares há uma combinação de múltiplos fatores de risco. Esse panorama reforça a  importância de uma gestão integrada da biossegurança, com foco na capacitação,  monitoramento e atualização contínua das práticas laboratoriais. 

Diante disso, conclui-se que o fortalecimento da cultura de biossegurança é  indispensável para garantir a saúde, a segurança e o bem-estar dos biomédicos. A promoção de  um ambiente laboral seguro requer investimentos constantes em infraestrutura, fornecimento  de EPIs adequados, atualização profissional e acompanhamento das condições de trabalho.  Além disso, políticas públicas voltadas à valorização e proteção desses profissionais são  essenciais para assegurar a qualidade dos serviços laboratoriais e a efetividade das ações em  saúde pública. 

Portanto, este estudo contribui para o entendimento dos riscos ocupacionais enfrentados  pelos biomédicos e reforça a necessidade de estratégias preventivas baseadas em evidências,  que integrem biossegurança, saúde do trabalhador e gestão eficiente dos serviços. A adoção de  tais medidas permitirá não apenas reduzir os índices de adoecimento e afastamentos, mas  também fortalecer o papel do biomédico como agente essencial na manutenção da saúde  coletiva e no avanço científico da biomedicina. 

REFERÊNCIAS 

ALMEIDA DE OLIVEIRA, L. D..; COSTA SOUSA, J. Características dos laboratórios de  inovação no setor público a nível nacional: uma revisão da literatura. Revista do Serviço  Público, [S. l.], v. 73, n. 2, p. 339-358, 2022. Disponível em:  https://revista.enap.gov.br/index.php/RSP/article/view/5113 Acesso em: 03 setembro 2025. 

BARBOSA, Marielle M. Gerenciamento de produtos químicos e uso de equipamentos de  proteção individual e coletiva em laboratório na área de microbiologia, da Universidade  Federal de Uberlândia. 2023. 121 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em  Biomedicina) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2023. 

BARRETO CABRAL, Luana Joana. Protótipo de Jogo Interativo com a Abordagem do  Tema “Biossegurança Aplicada à Saúde do Trabalhador”. 2020. Disponível em:<https://bdm.ufpa.br/server/api/core/bitstreams/e59eefd7-5dec-49b7-9105- 2e9b710103b1/content> Acesso em: 06 setembro 2025. 

BRENNY, Caroline A. Estudo dos riscos ocupacionais do profissional biomédico no  laboratório de análises clínicas visando a biossegurança. 2017. Disponível em: < https://app.catolicasc.org.br/imagens_biblio/000095/00009514.pdf> Acesso: 19 setembro 2025. 

CONSELHO FEDERAL DE BIOMEDICINA (CFBM). Manual do Biomédico. 2017. Edição  digital. Disponível em: https://crbm6.gov.br/novosite/wp-content/uploads/2017/12/Manual do-Biomedico-Edicao-digital-2017.pdf Acesso em: 23 setembro 2025. 

CUNHA, Ana C; MAURO CHAVES, Maria Y. Educação Continuada e a Norma  Regulamentadora 32: utopia ou realidade na enfermagem? Revista Brasileira de Saúde  Ocupacional, Rio de Janeiro, v. 35, n. 122, p. 10-18, jan. 2010. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/rbso/a/rCn3THsSffNpdBSpsmx7B7n/?format=html&lang=pt Acesso  em: 23 setembro 2025.  

DINIZ AIRES, Renata Di Karla; DE PONTES NOBRE, Juliana; GOMES N. SILVA, Vanusa  Maria; GIRARD SANTOS, Camila Cristina; CAMPOS DA SILVA, Luara; MAIA  VASCONCELOS, Beatriz; FERNANDES DE OLIVEIRA, Sarah. Revisão integrativa de  literatura acerca dos riscos ocupacionais envolvendo a equipe de enfermagem em  urgência e emergência. 2020. Disponível em:<  https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/8513/7329> Acesso em:  01 setembro 2025. 

F. R. DE OLIVEIRA, Heleise. FREITAS, Elaine Cristina. L. O, José Ricardo. GOBIRA  SALOMÃO, Raiane. BARCELLOS DA COSTA, Helber. Z. S, Marina. A biomedicina como  ferramenta essencial na saúde do trabalhador e na prevenção de riscos laborais: um  estudo epidemiológico. 2024. Disponível  em:https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/1727/2198 Acesso em: 03  setembro 2025. 

FERREIRA, Jacqueline Adriana de Araújo; PUGLIESE, Fabiana; ANDRADE, Leonardo  Guimarães de; RINALDI NETO, Sebastian. A atuação do farmacêutico na prevenção da  biossegurança em laboratórios clínicos: foco na coleta de sangue e no descarte de  materiais perfurocortantes. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação,  [S. l.], v. 10, n. 10, p. 1445–1456, 2024. Disponível em:  https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/15992. Acesso em: 20 setembro 2025. 

FRADE OLIVEIRA, Andressa. SALES VERLY, Patrícia. L. A. Rayanne. M. S. BRITO.  Vanessa. CARVALHO CARDOSO, Rafaella. Biossegurança: o manuseio e descarte de  materiais infecciosos em laboratório. 2025. Disponível em:< https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/79735/55007> Acesso  em: 04 setembro 2025. 

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002. 

GONZAGA BRANCO JUNIOR, Arlindo. Práticas colaborativas para os preceptores  médicos e enfermeiros da Atenção Primária em Porto Velho, Rondônia. 2021. Disponível em: < https://profsaude-abrasco.fiocruz.br/tcm/praticas-colaborativas-os-preceptores-medicos enfermeiros-atencao-primaria-porto-velho-rondonia> Acesso em: 01 setembro 2025. 

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Pesquisa. In: LAKATOS, Eva Maria;  MARCONI, Marina de Andrade. Técnica de pesquisa. 3. ed. rev. e ampl. São Paulo:  Atlas,1996. p. 15 -123. 

MARQUES VIERA SOUZA, Lucio. Atividade física, esporte e saúde: temas emergentes.  2023. Disponível em:<https://www.researchgate.net/profile/Lucio Souza/publication/359783583_ATIVIDADE_FISICA_ESPORTE_E_SAUDE_TEMAS_EM ERGENTES_-_VOLUME_2/links/627bc2db107cae29199d0243/ATIVIDADE-FISICA ESPORTE-E-SAUDE-TEMAS-EMERGENTES-VOLUME-2.pdf#page=218>, Acesso em:  01 de setembro 2025. 

MARRA, Gabriela G. Avaliação de biossegurança na sala de abate de um matadouro frigorífico, em Campos dos Goytacazes, no Estado do Rio de Janeiro. 2014. Disponível  em: <https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/120925453/ve_Gabriela_Chaves_ENSP_2014- libre.pdf.> Acesso em 22 setembro 2025. 

NEVES COSTA, Rodrigo. Qualidade ambiental em laboratórios biomédicos. 2011.  Disponível em:<http://objdig.ufrj.br/21/teses/776723.pdf> Acesso em: 05 set. 2025. PEREIRA, A. S. et al. Metodologia da pesquisa científica. [S.l.]: UFSM, 2018. p. 3-9.  Disponível em:  https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/15824/Lic_Computacao_Metodologia Pesquisa-Cientifica.pdf. Acesso em: 20 setembro 2025. 

PINHEIRO E. L. R.; MARINS-SILVA B. R.; COSTA P. C. dos S.; BELO M. S. da S. P.  Percepção de acadêmicos de biomedicina sobre biossegurança. Revista Eletrônica Acervo  Saúde, v. 25, n. 5, p. e19858, 14 maio 2025. 

QUARANTINI S. GUIMARÃES, Lis. Pandemia e riscos ocupacionais no laboratório de  catação de resíduos sólidos: correlação entre medidas governamentais e impactos nas  atividades da categoria. 2020. Disponível em:<https://ri.ucsal.br/server/api/core/bitstreams/35800035-aef8-4a8c-937d 7358970854f4/content> Acesso em: 02 setembro 2025. 

QUEIROZ VAZ, Maria Clara. Análise dos fatores de riscos ocupacionais do trabalho de  enfermagem sob a ótica dos enfermeiros. 2024. Trabalho de conclusão de curso (Graduação  em enfermagem) – Universidade Estadual do Maranhão, campus Santa Inês, 2024. Disponível em:<https://repositorio.uema.br/bitstream/123456789/4697/3/MONOGRAFIA%20%20MARIA%20CLARA%20QUEIROZ%20VAZ%20%20SANTA%20IN%c3%8aS%20ENFERMAG EM%20UEMA%202024.pdf>. Acesso em: 03 de setembro de 2025. 

SANGIONI, Luis Antônio; PEREIRA, Daniela Isabel Brayer; VOGEL, Fernanda Silveira  Flores; BOTTON, Sônia de Ávila. Princípios de biossegurança aplicados aos laboratórios  de ensino universitário de microbiologia e parasitologia. Ciência Rural, Santa Maria, v. 43,  n. 1, p. 91-99, jan. 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cr/a/psYvv5Tr3qRKz6DpSG9LN8L/?lang=pt. Acesso em: 22  setembro 2025.

SANO, Hironobu. Laboratórios de inovação no setor público: mapeamento e diagnóstico  de experiências nacionais Public sector innovation labs: mapping and analysis of brazilian  experiences. 2020. Disponível em:<https://repositorio.enap.gov.br/handle/1/5112https://repositorio.enap.gov.br/handle/1/5112.> Acesso em: 29 agosto 2025.  

SANTANA LIMA, Gilmar. Biossegurança em laboratório físico-químico e bacteriológico  de água. Revista Interdisciplinar de Ensino e Educação. Campina Grande, v. 2, n. 5, p. 77-88,  out. 2024. 

SILVA, Tayane dos Santos et al. Mapas de risco em laboratórios de instituições de ensino  superior. Revista Observatório de la Economia Latinoamericana, Curitiba, v. 22, n. 3, p. 01- 14, jan. 2024. 

SOUZA, Alesandra Perazzoli de. Ambientes de trabalho saudáveis no processo ensino aprendizagem na graduação de enfermagem. 2022. 132 f. Dissertação (Mestrado em  Enfermagem) – Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem,  Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2022. Disponível em:  https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/235117/PNFR1245-D.pdf. Acesso em:  23 setembro 2025.