SCHOOL DROPOUT: A CHALLENGE FOR EDUCATION
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202502110757
Alberto Silva Rocha Neto1
Dustin Justiniano de Santana Fonseca2
Gilvan Rodolpho Quedevez3
Hermes Siqueira Cavalcante4
Patrícia Moura dos Santos5
Rogério Luiz Fernandes6
Rosane Simonetti7
Simone Aparecida Braga8
Tércia Dantas Alves9
Wilson Machado dos Santos10
Orientador: Wesley Luiz da Silva Gonçalves11
Resumo
Acessar, manter e concluir a educação básica de qualidade continua sendo um grande desafio no Brasil. Todos os anos no Brasil milhares de jovens evadem de suas escolas sem completar a educação básica, um fato que tem como consequência a inexistência de possibilidade de formação, perspectiva de emprego e conduz muitas vezes ao impasse profissional e à exclusão social. Este artigo tem por objetivo conhecer as causas de evasão escolar, aumentar a responsabilização das políticas públicas, da escola e dos professores no acompanhamento dos fatores que levam à evasão escolar e perceber a importância de um currículo escolar que tenha um planejamento focado na permanência dos estudantes. Este trabalho de ordem bibliográfica apresentará a motivação como intervenção educativa oportuna com início precoce no ensino primário, antes de surgirem os sinais de perigo de evasão escolar e formas de ativar os membros da comunidade escolar para contribuir positivamente para o envolvimento escolar dos alunos. A família, o estado, a comunidade, e os educadores devem possibilitar ao estudante recursos para que este conclua o ensino básico como garante a LDB.
PALAVRAS-CHAVE: Docência. Evasão escolar. Políticas públicas.
Abstract
Accessing, maintaining and completing quality basic education remains a major challenge in Brazil. Every year thousands of young people in Brazil drop out of their schools without completing basic education, a fact that leads to the absence of training possibilities, employment prospects, and often leads to professional deadlock and social exclusion. This article aims to know the causes of school dropout, to increase the accountability of public policies, the school, and teachers in monitoring the factors that lead to school dropout, and to realize the importance of a school curriculum that has a planning focused on the permanence of students. This bibliographical work will present motivation as a timely educational intervention with an early start in elementary school, before the danger signs of truancy emerge, and ways to activate members of the school community to contribute positively to students’ school engagement. The family, the state, the community, and educators must provide the student with the resources to complete basic education as guaranteed by the LDB.
KEYWORDS: Teaching. School dropout. Public policies.
1. INTRODUÇÃO
A evasão escolar pode ser reduzida criando um ambiente escolar onde todos os alunos se sintam bem-vindos e apoiados. Essa inclusão deve incluir também os pais e familiares dos alunos, pois quanto maior a rede de apoio, maior a chance de sucesso dos alunos. Os alunos que estão com dificuldades devem ter recursos para prosseguir seus estudos. Bons professores, professores de apoio, materiais e outras oportunidades semelhantes de remediação podem prevenir a evasão escolar. O apoio da família é fundamental para manter os estudantes no caminho do sucesso acadêmico, portanto, as escolas devem encontrar maneiras de apoiar as relações entre os alunos e seus pais ou responsáveis. A evasão escolar é mais comum entre os adolescentes que estão reprovando na escola. Também está relacionado à pobreza, doença, abuso de substâncias e ambientes domésticos/escolares insalubres. Temos por problemática: Como as escolas podem evitar a evasão escolar?
Esta pesquisa de autoria dos alunos mestrandos do Programa de Mestrado em Ciências da Educação da Universidade Leonardo da Vinci de Assunção do Paraguai se deu de forma qualitativa e bibliográfica. A pesquisa bibliográfica está inserida principalmente no meio acadêmico e tem a finalidade de aprimoramento e atualização do conhecimento, através de uma investigação científica de obras já publicadas. Inicialmente realizamos uma busca de artigos publicados considerando a busca por artigos científicos nas bases de dados do Google Acadêmico. Para isso, utilizamos os descritores e suas combinações em português e inglês: evasão escolar, currículo, políticas públicas, mediação.
Após a introdução o referencial teórico divide-se em três sendo eles: A evasão escolar no Brasil, que traz alguns índices de órgãos fiscalizadores e de pesquisa, o segundo trata sobre a motivação como prevenção da evasão escolar, essa motivação deve vir por parte da família, equipe pedagógica que acompanha o estudante e a motivação pessoal do aluno. O último capítulo do referencial teórico traz o papel da escola na prevenção da evasão escolar, ressaltando a importância do planejamento alicerçado em um currículo e projeto político pedagógico (PPP) com vistas a minimizar a evasão escolar. Por fim, a conclusão e as referências bibliográficas utilizadas para a elaboração do presente artigo.
2. A EVASÃO ESCOLAR NO BRASIL
A evasão escolar ocorre quando o estudante passa a não frequentar a escola. Essa condição acontece por uma infinidade de fatores, que circundam a vida do sujeito estudantil. Este evento caracteriza-se como abandono dos estudos. Tal situação gera dificuldade na vida escolar e social (FRANQUINS et al., 2016).
Há vários motivos de evasão escolar. Dentre os quais, o envolvimento com a criminalidade, trabalho infantil, violência doméstica, falta de motivação, apoio familiar, além do desenvolvimento de doenças, uso de drogas, baixa autoestima e gravidez precoce (FRANQUINS et al., 2016).
O nível de abandono escolar reflete a situação educacional de um país. No Brasil, as estimativas são de que 95% das crianças tenham acesso à escola, mas apenas 59% delas concluam o 9ª ano. Ressalta-se que esse pico precoce de evasão escolar foi encontrado mesmo em estados que possuem o melhor nível educacional do país (UNICEF, 1999).
O mercado de trabalho desempenha um papel considerável na decisão de abandonar a escola, principalmente para aqueles com famílias em dificuldades financeiras. Neri (2009) corrobora essa percepção e acrescenta que os alunos que frequentam a escola no horário noturno, geralmente os de classes econômicas mais baixas, chegam à escola exaustos da rotina diária de trabalho e muitos desses adolescentes, desencorajados pela baixa qualidade da escola, desistem dos estudos sem concluir o ensino médio. Neri (2009), com base nos dados das PNADs (2004, 2006), relata os possíveis motivos da evasão escolar: falta de escolas (10,9%), necessidade de trabalho e renda dos alunos (27,1%) e falta de interesse pela escola (40,3%), entre outros (21,7%).
O Índice de Desenvolvimento da Educação da ONU classifica o Brasil em 79º, comparado com o Chile em 41º. Comparativamente, poucas crianças brasileiras frequentam a escola pré-primária, apesar da educação dos primeiros anos impulsionar o desenvolvimento das crianças e ter um impacto benéfico significativo na vida adulta. As crianças que frequentam a pré-escola apresentam melhor desempenho nos anos posteriores de escolaridade, são menos propensas a abandonar a escola, são menos propensas a se envolver em crimes e têm rendimentos mais altos quando adultos (ODM, 2015).
Outro problema para o Brasil é que é um dos poucos países que não possui boas estatísticas educacionais básicas. No entanto, é claro que muito poucas crianças vão para a escola primária. Para piorar a situação, mais de um terço das crianças repetem uma série pelo menos uma vez na escola primária ou secundária. Isto é particularmente verdadeiro para estudantes de origens desfavorecidas. Este fraco desempenho escolar está associado a uma elevada taxa de abandono escolar. Apenas 88,7% completam o ensino fundamental e há mais de 600.000 crianças em idade primária fora da escola (UNICEFF, 2016).
Para aqueles que permanecem na escola, o desempenho é ruim, refletindo a má qualidade da escola. A pesquisa PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) da OCDE, respeitada internacionalmente, colocou o Brasil perto do final da lista de 65 países participantes, tornando-o comparável à Albânia, Jordânia e Tunísia (PISA, 2010).
O resultado geral é um alto nível de analfabetismo. Mais de um terço de milhão de brasileiros são classificados como analfabetos, mas o resultado é ainda pior se considerarmos a alfabetização funcional. Com base nisso, 90% da população pode ser vista como analfabeta, seja porque nunca frequentou a escola, abandonou precocemente ou possui habilidades cognitivas deficientes (UNICEFF, 2016).
Essas desvantagens educacionais não são distribuídas equitativamente pela população. Estudantes de famílias pobres são, por exemplo, 46% mais propensos a abandonar a escola após uma queda na renda familiar do que filhos de pais mais ricos. E, em média, as crianças do Sul e Sudeste do país têm vários anos de escolaridade a mais do que seus pares do Norte e Nordeste (PNAD, 2019).
Mato Grosso é o quarto estado no país com maior número de jovens, entre 15 a 17 anos, fora das escolas. Ano passado o Tribunal de Contas Estado garantiu a adesão de 92% dos municípios do estado à plataforma Busca Ativa Escolar, que foi desenvolvida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância para combater evasão e abandono escolar, o Tribunal de Contas, em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios, também promoveu uma reunião estratégica ampliada para sensibilizar gestores estaduais e municipais no combate à evasão e o abandono escolar no estado (UNICEF, 2021).
A evasão escolar é um fenômeno complexo que deve ser entendido considerando o contexto socioeconômico e educacional de um país. Portanto, em países em desenvolvimento como o Brasil, frequentemente os adolescentes abandonam a escola para trabalhar e as crianças em idade escolar permanecem fora da escola para cuidar dos irmãos mais novos. Além disso, diversos estudos indicam que a inadequação do sistema educacional brasileiro para atender às capacidades e necessidades das crianças das camadas mais pobres estimula um número significativo desses jovens a abandonar a escola (TRAMONTINA, 2000).
O artigo: Desvendando a queixa escolar – um estudo no Serviço de Psicologia da Universidade Federal de Rondônia dos autores Mariana Sathie Nakamura, Vanessa Aparecida Alves de Lima, Iracema Neno Cecilio Tada e Maria Hercília Rodrigues Junqueira. Na primeira pesquisa estudada os autores procuraram conhecer as causas da queixa escolar sobre as reprovações de alunos na cidade de Porto Velho (RO), por meio dos prontuários do Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Eles analisaram 634 prontuários, entre os anos de 1993 e 2006. Onde se considerou diversos fatores para o fracasso escolar. A psicologia escolar, prática geral da psicologia dos serviços de saúde, preocupa-se com as crianças, os jovens, as famílias e o processo de escolarização. De acordo com o estudo, o processo histórico de construção da queixa escolar vem sendo explicado segundo Patto (1997) e Collares e Moysés (1996), em termos biopsicológicos e de carência cultural, sendo o aluno e seus familiares culpabilizados pelo insucesso escolar. Segundo Patto (1997) ela discute a reflexões conceituais importantes que nos ajudam a compreender o fracasso escolar sob outra perspectiva, para ela:
Deve-se considerar a história de vida das crianças (sentenciadas ao fracasso escolar), ideologicamente, as famílias e crianças foram convencidas de que o problema da reprovação ou da falta de aprendizagem era provocado unicamente por eles. O fracasso escolar que enfatizam o déficit e as diferenças culturais carecem de revisão, devendo levar em conta os mecanismos escolares que produzem as dificuldades de aprendizagem; o fracasso escolar da escola pública de primeiro grau resulta de um sistema educativo que produz obstáculos à concretização de seus objetivos (PATTO, 1997, p. 34).
O conhecimento básico está enraizado na psicologia e na educação e inclui o conhecimento da avaliação e diagnóstico psicoeducacional, intervenção, prevenção, promoção da saúde e desenvolvimento de programas com foco no desenvolvimento de crianças e jovens no contexto de escolas, famílias e outros sistemas. O conhecimento dos contextos culturais para abordar indivíduos culturalmente ou linguisticamente diversos, e na aprendizagem e instrução eficaz, e processos familiares e parentais são essenciais (PATTO, 1997).
A exclusão escolar, que esteve em queda entre 2016 e 2019, voltou a crescer, sobretudo entre os grupos etários de maior risco: entre 4 e 5 anos e de 15 a 17 anos. Além dessas faixas etárias, o Censo Escolar (2020) indica que crianças e adolescentes negros e indígenas, os que vivem em áreas rurais e aqueles cujas famílias possuem menor renda são ainda mais afetados, constituindo mais de 70% daqueles que estão fora da escola (INSTITUTO UNIBANCO, 2021).
Vários estudos no Brasil relatam que o abandono do ensino médio é influenciado pela necessidade de inserção dos jovens no mercado de trabalho, seja pela necessidade de contribuir para o orçamento familiar ou pelo desejo de ter o próprio dinheiro. Essa visão pode desconsiderar diversos fatores que os jovens levam em consideração quando decidem abandonar a escola. Os muitos fatores responsáveis pelo afastamento dos alunos da escola já relatados pela literatura incluem o desinteresse pela escola (ARROY, 1993 apud BUFFA, 2003).
Eckstein e Wolpin (1999) mostram que alunos menos motivados e com baixas expectativas em relação às recompensas do estudo são mais propensos a abandonar a escola. Além disso, escolas de má qualidade, percebidas pelos alunos, tendem a apresentar taxas de evasão mais altas. Outros aspectos importantes incluem currículo, tamanho, proporção aluno-professor, infraestrutura e excesso de conteúdo. No entanto, pouco entendimento sobre essas questões têm sido alcançado no Brasil até o momento (IBGE, 2015).
3. MOTIVAÇÃO COMO PREVENÇÃO DA EVASÃO ESCOLAR
É imperativo que a conclusão da escola seja o objetivo dos alunos, famílias, escolas, comunidades e governo. Para reduzir a evasão de alunos e aumentar a conclusão escolar, todas as partes interessadas devem colaborar, consultar e cooperar entre si. Em outras palavras, toda a comunidade deve trabalhar em conjunto para melhorar os índices de evasão da escola (OBIAKOR, 2001).
Para prevenir essa evasão são necessários elementos mutuamente inclusivos e operacionais que entendam o desenvolvimento e uso de estratégias de identificação, avaliação e instrução funcionam em contextos multidimensionais e culturais, e ainda a criação de um sistema colaborativo de apoio comunitário às famílias tem como princípio norteador a erradicação dos estereótipos sociais baseados em raça, etnia, nacionalidade, gênero e condição socioeconômica (OBIAKOR, 2001).
Para desenvolver uma prevenção de evasão escolar é necessário segundo Obiakor (2001):
A reconfiguração dos currículos. A ampliação das visões na reforma educacional inclui a reforma econômica e o investimento em capital humano. O desenvolvimento de uma consciência e apreciação pelas muitas formas familiares valoriza as diferenças e forças individuais. A defesa de políticas econômicas e serviços humanos atesta ser pró-família em virtude de resultados comprovados. A promoção de práticas culturalmente competentes nas escolas e na sociedade em geral respeita as diferenças de visões de mundo e estilos de aprendizagem entre os indivíduos. O desenvolvimento de abordagens comunitárias colaborativas para a resolução de problemas envolve alunos, pais, escolas, líderes comunitários e agências governamentais. O reconhecimento de que o problema em situações de risco não está apenas no indivíduo, mas também nas barreiras institucionais no ambiente (OBIAKOR, 2001, p.6).
Esses elementos acima mencionados devem ser de natureza funcional e levar a decisões direcionadas aos objetivos das partes interessadas (ou seja, alunos, famílias, escolas, comunidades e agências governamentais). Certamente, essas partes interessadas têm que desempenhar papéis específicos e inter-relacionados para maximizar o potencial de conclusão escolar nesta era de mudanças. O aluno também possui um papel a desempenhar para aumentar sua conclusão escolar. Esta não é a ideia tradicional de culpar a vítima é o poder e a capacidade do indivíduo de se envolver em seu destino (OBIAKOR, 2001).
Especificamente os alunos, eles podem ser ensinados a desenvolver conversas internas e planos individuais, se acalmar e não tirar conclusões precipitadas; aprender a trabalhar de forma colaborativa e consultiva com os outros; envolver-se em pensamento positivo; conversar com o orientador sobre problemas pessoais e escolares; fazer parte das equipes de resolução de conflitos escolares; informar adultos e pais quando as situações não estão indo bem; gerenciar seu tempo adequadamente; respeitar os regulamentos escolares e as leis da sociedade; e utilizar mentores da escola e da comunidade (PAIVA e LOURENÇO, 2010).
A autora Lurdes Veríssimo (2013) traz um artigo intitulado: Motivar os alunos, motivar os professores: Faces de uma mesma moeda, trata sobre a motivação acadêmica da qual tem um papel determinante nos processos de ensino•‐aprendizagem. Alunos e Professores motivados promovem uma cultura colaborativa e um ambiente positivo para professores e alunos diminuindo a taxa de evasão escolar.
Em termos gerais, existem duas abordagens principais para motivar os alunos a aprender: fazê-los se interessar ou fazê-los aprender de qualquer maneira. Muito tem sido escrito sobre as diferenças entre motivação intrínseca e extrínseca na educação. A motivação intrínseca é o desejo que vem de dentro. Quando um aluno é fascinado por um assunto, a motivação para aprender sobre ele surge naturalmente (VERÍSSIMO, 2013).
Em consonância com Pintrich e Schunk (2002) uma definição de motivação deveria incluir alguns elementos: a ideia de “processo”, isto é, a motivação é um processo e não um produto, dessa forma não pode ser observada diretamente, mas pode ser inferida a partir de determinados comportamentos.
A motivação extrínseca para aprender também é responsabilidade da família, o funcionamento familiar e as relações pais-filhos têm maior influência no desenvolvimento da carreira do que a estrutura familiar ou o status educacional e ocupacional dos pais (KERKA, 2000). Os pais devem ser proativos, envolvidos e solidários. Circunstâncias domésticas negativas podem afetar o desempenho escolar; e quando os pais são desencorajados na educação de seus filhos, eles se tornam inconscientes do desempenho de seus filhos.
Kerka (2000) concluiu que as famílias proativas:
São bem organizados, coesos e expressivos; são extrovertidos e gerenciam conflitos de forma positiva; procurar maneiras de crescer; tomam decisões através do processo democrático; são sociáveis; estimulam o desenvolvimento individual; estão emocionalmente engajados e estão dispostos a trabalhar com seus filhos, autoridades escolares e agências comunitárias e governamentais (KERKA, 2000, p. 12).
A relação professor-aluno é de grande interesse tanto pela sua importância no processo educacional quanto pelos aspectos psicológicos humanos envolvidos nessa relação, o que é de particular importância quando os alunos estão em situação de risco, e assim o sistema torna-se mais complicado e complexo. Esse sistema inclui a troca de informações entre adultos e crianças e constitui um sistema de comunicação que compreende a atenção e as percepções dos professores (PIANTA, 1999).
4. O PAPEL DA ESCOLA NA PREVENÇÃO DA EVASÃO ESCOLAR
As escolas têm o poder de elevar a humanidade quando professores e prestadores de serviços estão bem preparados. Profissionais mal preparados ou despreparados impactam negativamente seus alunos. Neri (2009) concordou que as escolas podem aumentar a motivação dos alunos implementando políticas que promovam: Estabelecimento de metas e autorregulação; escolhas dos alunos; realizações dos alunos; trabalho em equipe e aprendizagem cooperativa e modelos de autoavaliação em vez de comparações sociais (NERI, 2009).
Aparentemente, as escolas podem reduzir a síndrome do fracasso (BROPHY, 1999) se quiserem aumentar as estratégias de conclusão escolar para os alunos. A síndrome do fracasso pode ser revertida quando as escolas valorizam seus alunos, colaboram com as famílias, trabalham com membros da comunidade e consultam agências governamentais. Por exemplo, Brophy (1999) concluiu que professores e prestadores de serviços devem organizar e modificar suas salas de aula e programas para:
Facilitar comportamentos na tarefa, facilitar as habilidades de escuta e atenção, facilitar o desempenho acadêmico, facilitar a implementação de um sistema de gestão de comportamento, permitem agrupamentos grandes, pequenos e cooperativos e instruções individuais, ter um lugar para os alunos relaxarem e fornecer aos alunos um espaço privado (BROPHY 1999, p.23).
O professor exerce um papel importante para a prevenção da evasão escolar, a forma como o professor ensina e se relaciona com o aluno pode ser um fator positivo para que o aluno continue motivado a participar das aulas e a forma de mediação do professor deve partir de um bom planejamento, sendo esta a chave para qualquer aula de alta qualidade. A mediação é compartilhar suas habilidades com outras pessoas, como pais, observadores, administradores e educandos. Mostra que há intenção com os tipos de atividades e informações com as quais queremos que as crianças aprendam.
O PPP é um documento que visa o redimensionamento da prática pedagógica e ação educativa, deve ser construído coletivamente por toda a equipe pedagógica da escola. O Projeto Político-Pedagógico traz em sua construção o que se pretende que seja a escola a ser oferecida à comunidade. O projeto deve trazer reflexões atuais, com relação à escola que queremos construir traçando possíveis caminhos para a concretização de seus objetivos e metas, como a qualidade do ensino e o desenvolvimento pleno do educando e combatendo as taxas de evasão escolar (VEIGA 1995).
A docência é uma atividade complexa e desafiadora, que exige do professor uma constante disposição para aprender, inovar, questionar e investigar sobre como e por que ensinar. A mediação se torna importante para que o processo de ensino-aprendizagem se constitua. O docente e a mediação na construção dos saberes são necessários para promover a interação entre a criança e os colegas e entre a criança e o conhecimento. Para Libâneo et al., (1999):
A profissão de professor precisa combinar sistematicamente elementos teóricos com situações reais. Por essa razão, ao se pensar um currículo de formação, a ênfase na prática como atividade formadora aparece, à primeira vista, como exercício formativo para o futuro professor. Entretanto, em termos mais amplos, é um dos aspectos centrais na formação do professor, em razão do que traz consequências decisivas para a formação profissional (LIBÂNEO; PIMENTA, 1999, p. 267).
Muitos são os desafios que o professor irá enfrentar no dia a dia das aulas e este deve estar atento e perceber se seu aluno está desmotivado e por quê. Por tanto a formação docente é de extrema importância para realizar o trabalho pedagógico, muitas serão as dificuldade de aprendizagem que estes alunos trarão consigo, por diferentes motivos, isso está muito além da escola, por mais que a escola tenha um suporte pedagógico qualificado e com todo o aparato didático, muitas crianças podem estar passando por tais dificuldades, pois essas questões também estão associadas ao convívio familiar. Sendo assim, usamos como principal fundamento o teórico Vygotsky (1989) em que afirma que o “desenvolvimento pode ser considerado como um processo através do qual as pessoas, a partir das estruturas disponíveis em cada momento, se apropriam da cultura do grupo social dentro do qual estão imersas” (VYGOTSKY, 1989, p.127).
Isto é possível devido às interações sociais estabelecidas entre o indivíduo e os diferentes agentes que atuam como mediadores da cultura, como a família e os docentes. A mediação, fundamentada nas ideias vigotskianas, é definida como uma categoria que norteia a atividade educativa. As bases epistemológicas para o entendimento deste princípio estão pautadas na concepção de mediação de Hegel e Marx.
Sendo a educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e solidariedade humana (LDB – 9394/96), a escola tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando e o seu preparo para o exercício da cidadania, possibilitando-lhe igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, o direito de ser respeitado e sua convivência pacífica e harmoniosa.
5. CONCLUSÃO
A educação é a chave para a produção de capital humano que impulsiona a economia de qualquer nação e a qualidade do sistema educacional hoje pode moldar em grande medida o que o país será amanhã, no entanto a taxa de evasão dos alunos pode ser inimiga da economia de uma nação quando ela é alta. Pode resultar em força de trabalho menos qualificada e capital humano reduzido para uma sociedade que se concentra na aprendizagem, aquisição de conhecimento e educação. A probabilidade de comportamento criminoso pode aumentar quando os alunos abandonam a escola.
As causas gerais da evasão escolar podem ser agrupadas em três níveis diferentes: alunos e suas famílias, comunidade e escola, os fatores que podem causar o abandono escolar em relação aos alunos e suas famílias incluem problemas financeiros: Famílias grandes, disfuncionais e pobres têm problemas para prover adequadamente todos os seus filhos e às vezes precisam de trabalho infantil (nos campos ou em casa, muitas vezes para ajudar com os irmãos mais novos).
Na maioria das vezes, os alunos que abandonam a escola vêm de famílias em que os próprios pais não passaram mais de oito anos na escola. Muitas vezes, os alunos que abandonaram os estudos ainda esperam concluir os estudos e obter algumas qualificações para não acabar como seus pais, que são trabalhadores não qualificados e têm poucas chances de se tornarem bem sucedido em suas vidas. O exemplo educacional dos irmãos, especialmente os irmãos mais velhos, é muito mais influente. As famílias em que os irmãos mais velhos abandonaram a escola mais cedo costumam ver os mais novos fazerem o mesmo.
A evasão pode vir de atividades marginais como a prostituição, a participação em gangues de rua ou em redes de mendigos levam as crianças a abandonar a escola. Esses fatores desmotivadores se aplicam particularmente quando uma criança está passando do ensino fundamental para o ensino médio ou no início do ensino médio.
Outro aspecto da evasão escolar é a necessidade de ganhar dinheiro com trabalho não qualificado, trabalho em bar, vendas de produtos, venda de mão de obra barata, etc., durante o período letivo sempre resulta em abandono escolar precoce.
Os alunos que evadem a escola são mais propensos a perceber o ambiente escolar como não favorável e/ou irrelevante. Essa pesquisa sugere que o apego psicológico dos alunos à escola e o investimento na aprendizagem são chaves para o sucesso acadêmico e social e, consequentemente, para a permanência na escola, sendo a motivação por parte de professores e familiares crucial nessa decisão de manter-se na escola.
Um dos aspectos mais difíceis de se tornar um professor é aprender como motivar seus alunos. É também um dos mais importantes. Os alunos que não estão motivados e vivem em contexto de marginalização, estarão mais propensos a abandonar os estudos evadindo-se da escola. Um aluno pode estar desmotivado por uma variedade de razões: Eles podem sentir que não têm interesse no assunto, achar os métodos do professor pouco envolventes ou ser distraídos por forças externas. Pode até vir à luz que um aluno que parecia desmotivado na verdade tem dificuldade de aprender e precisa de atenção especial. Estas características reforçam a justificação da importância que é atribuída à motivação na aprendizagem escolar.
Percebeu-se com as pesquisas estudadas que a escola desempenha um papel motivacional, onde os alunos procuram os professores em busca de aprovação e reforço positivo, e são mais propensos a ficar entusiasmados com a aprendizagem se sentirem que seu trabalho é reconhecido e valorizado. Deve-se incentivar a comunicação aberta e o pensamento livre com seus alunos para que se sintam importantes.
Quanto à evasão escolar ficou constatado que há um conjunto de fatores que influenciam que nossos estudantes não consigam atingir a permanência escolar, que infelizmente por razões históricas a desigualdade social existentes ainda há muito a percorrer, políticas públicas que assegurem de fato que o ensino obrigatório se cumpram a todos, como é o caso aqui apresentado do Tribunal de Contas Estado do Mato Grosso que criou a plataforma Busca Ativa Escolar que é uma iniciativa presente também em outros estados brasileiros para evitar altas taxas de evasão que podem impactar o clima escolar e comunitário e as consequências para o aluno individual podem ser enormes, pois a evasão tem impacto ao longo da vida. Para orientar contra isso, diferentes estratégias preventivas e de intervenção podem ser implementadas para orientar contra a evasão escolar dos alunos por parte da escola e do governo.
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VERISSÍMO, L. Motivar os alunos, motivar os professores: faces de uma mesma moeda. In MACHADO, J.M.A.(Org.). A escola: sucesso escolar, disciplina, motivação, direção de escolas e políticas educacional. Universidade Católica Portuguesa. Porto, 2013.
VYGOTSKY, L. S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes. 1989.
1Alberto Silva Rocha Neto , Mestrando em Educação pela Universidade Leonardo da Vinci, Paraguai, Graduado em Ciências Contábeis-UFBA com Especialização em Gestão Pública FATEC, Especialização em Controladoria UNEB, atualmente é Analista em Educação como Contador no IF Baiano Campus Senhor do Bonfim, e-mail: albertorocha4@hotmail.com
2Dustin Justiniano de Santana Fonseca – Mestrando em frente Ciências da Educação pela Universidade Leonardo da Vinci – ULDV, Paraguai. Graduado em Direito pela Universidade Estadual da Paraíba – UEPB (2008) e possui especialização em Direito Educacional pela Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC (2012). Atualmente é servidor Técnico em Educação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano – IF Baiano – Campus Senhor do Bonfim-BA (Desde 2009). E-mail: dustinfonseca@yahoo.com.br
3Gilvan Rodolpho Quedevez – Mestrando em Ciências da Educação pela Universidade Leonardo da Vinci, Paraguai. Graduado em Licenciatura em Geografia (UFF/RJ). Graduado em Sociologia (UNIFAVENI). Especialização em Geografia do Brasil. Atua como professor de Ensino Fundamental e Médio em unidade de ensino da SEEDUC/RJ. Atua como técnico-pedagógico na sede Regional Guaçuí da SEDU/ES. E-mail: gilvangrq@yahoo.com.br
4Hermes Siqueira Cavalcante – Mestrando em Ciências da Educação pela Universidade Leonardo da Vinci, Paraguai. Formação: Licenciatura em Ciências com Habilitação em Matemática pela Universidade Estadual de Pernambuco – UPE. Técnico Administrativo em Educação do IF Sertão – PE. E-mail: hsiqueiracavalcante@gmail.com
5Patrícia Moura dos Santos: Mestranda em Ciências da Educação pela Universidade Leonardo Da Vinci – ULDV; Especialista em Administração Pública e Gerência de Cidades pela Faculdade de Tecnologia Internacional – FATEC; Bacharela em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB. E-mail: patriciamoura1@yahoo.com.br
6Rogério Luiz Fernandes – Mestrando em Ciências da Educação pela Universidade Leonardo da Vinci, Paraguai. Graduado em Licenciatura em Ciências da Computação pelo IF Baiano de Educação. Especialista em Gestão Pública e de Pessoas pela Faculdade Única de Ipatinga. Atualmente atua como Técnico Administrativo em Educação no IF – Baiano Campus Senhor do Bonfim. E-mail: rogerio.gbi@gmail.com
7Rosane Simonetti – Mestranda em Ciências da Educação pela Universidade Leonardo da Vinci, Paraguai. Licenciada em Pedagogia, Arte e Educação Especial. Especialização em: Neuropsicopedagogia, Gestão Escolar, Metodologia do ensino da arte, Educação Infantil e Anos Iniciais. Professora da Educação Básica, Escritora freelancer e artista plástica. E-mail: rosane-simonetti@hotmail.com
8Simone Aparecida Braga – Mestranda em Ciências da Educação pela Universidade Leonardo da Vinci, Paraguai. Graduada em Normal Superior pela Universidade Presidente Antônio Carlos. Pós graduada em Educação Especial pela Faculdade Católica de Uberlândia. Pós-graduada em Culturas e História dos Povos Indígenas pela Universidade Federal de Uberlândia. Pós-graduada em Orientação Supervisão e Gestão pelo Instituto Passo 1. Pós Graduanda em Escola do Campo pela Universidade Federal de Uberlândia.
E-mail: simoneprofessoraa55@gmail.com
9Tércia Dantas Alves- Mestranda em Ciências da Educação pela Universidade Leonardo da Vinci – ULDV. Bacharela em Nutrição pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Especialista em Nutrição Clínica e Terapêutica Nutricional- IPCE. Atualmente é Analista em Educação- Nutricionista do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano – IF Baiano Campus Senhor do Bonfim e Nutricionista da Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Senhor do Bonfim/BA. E-mail: nutritercia@gmail.com
10Wilson Machado dos Santos – Mestrando em Ciências da Educação pela Universidade Leonardo da Vinci, Paraguai. Licenciado em Letras com habilitação em língua portuguesa pela Faculdade Reunida – FAR. Graduando em Ciências Biológicas pelo Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Maranhão – IFMA.Técnico em Segurança do Trabalho pelo Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Maranhão – IFMA. Especialização em: Psicanálise Clínica, Supervisão Escolar, Transtorno Geral do Desenvolvimento (TGD) e Altas Habilidades, Português: Redação e Oratória, pela Faculdade Metropolitana – (FAMEESP). Professor em exercício do Magistério da rede pública municipal de Alto Alegre do Pindaré – MA. E-mail: wilsonbrado12@gmail.com
11Orientador do artigo – Wesley Luiz da Silva Gonçalves – Mestrando em Ciências da Educação pela Universidade Leonardo da Vinci, Paraguai. Pedagogo. Especialista em Neuropsicopedagogia Clínica, Análise Comportamento Aplicada e Gestão Educacional. Educador Social, pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social – São Paulo – SP. E- mail: wesley.luiz.goncalves@gmail.com