REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202507272027
Adriana de Lourdes Xavier Souza¹
Adriana Rocha Brito²
Arnaldo Costa Bueno³
RESUMO
Objetivo: Identificar trabalhos sobre as estratégias para manejo da seletividade alimentar em crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista. Método: Protocolo de revisão de escopo que incluirá todos os tipos de estudos primários. A estratégia de busca será realizada em três fases. Após a definição de uma estratégia definitiva, esta será aplicada e adaptada na MEDLINE/Pubmed, CINAHL, ASP e Fonte Acadêmica/EBSCO; Scopus e Embase/Elsevier, Web of Science/Clarivaty Analytics, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), BDENF, Coleciona SUS dentre outras da BV e Scielo. Também será considerado o Google Scholar. As listas de referência serão avaliadas para estudos adicionais. Não haverá limite de data de publicação. Seleção e extração dos dados serão realizadas por dois revisores independentes e um terceiro revisor será consultado em caso de divergência. Os dados serão apresentados por gráfico, diagramas e tabelas, acompanhados de resumo narrativo.
Palavras-chaves: Crianças; Transtorno do Espectro Autista; Seletividade Alimentar; Comportamento Alimentar; Estratégias de Saúde; Pediatria.
Introdução
Com o passar dos anos, observa-se que cada vez mais pessoas são diagnosticadas com autismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam mais de 70 milhões de pessoas com autismo no mundo. Sendo que, cerca de 2 milhões estão localizadas no Brasil (OMS, 2015).
No âmbito dos Estados Unidos foi verificado a prevalência de Transtorno do Espectro Autista (TEA) de 1:31 casos, conforme o centro de controle e prevenção de doenças (CDC, 2025).
De acordo com Chistol o TEA é um transtorno de desenvolvimento que apresenta características como déficits de comunicação, interação social e padrões comportamentais restritivos e repetitivos que prejudicam o funcionamento social, ocupacional e diário. Esse distúrbio pode estar associado a dificuldades de processamento sensorial, que incluem sensibilidade excessiva ou insuficiente a estímulos sensoriais do ambiente (CHISTOL, 2018).
Dentro desses aspectos, percebe-se que crianças autistas são muito seletivas e resistentes ao novo, apresentam comportamentos alimentares rígidos, dificultando a inserção de novas experiências com alimentos, podendo levar a seletividade alimentar e transtornos da alimentação.
Paula (2020) relata que:
alterações em relação aos hábitos alimentares no indivíduo com TEA se manifestam por uma variedade de sinais que incluem: preferência por certas texturas de comida, dieta limitada a apenas um tipo de cor dos alimentos, consumo dos mesmos alimentos todos os dias sem nenhuma variação, limitação do ambiente onde a refeição ocorre (paciente só come se for sozinho ou se estiver usando determinado talher), além de sintomas típicos de distúrbios alimentares propriamente ditos, como jejum prolongado, indução de vômito (PAULA, 2020).
A seletividade alimentar pode ser definida como a relutância em comer alimentos familiares ou novos, resultando com isso em uma dieta invariável. Muitas vezes, as crianças com TEA recusam-se a comer alimentos pastosos, com texturas duras ou com sabor amargo, assim como pratos com pedaços ou ingredientes escondidos. Tal rejeição pode ser devida a problemas sensoriais que as crianças com TEA apresentam em relação a alguns alimentos. Destaca-se a sensibilidade sensorial tátil ou gustativa e, relação a alimentos fibrosos e úmidos, como frutas e vegetais. Como a seletividade alimentar afeta diretamente a ingestão nutricional, pode influenciar negativamente o crescimento e desenvolvimento das crianças (RECHE-OLMEDO, 2021).
Uma busca preliminar foi realizada no PROSPERO, MEDLINE, Cochrane Database of Systematic Reviews e JBI Evidence Synthesis, identificando uma revisão sistemática sobre a eficácia de intervenções para melhorar as dificuldades de alimentação e hidratação em crianças com TEA (MARSHALL et al., 2015), bem como um protocolo de revisão sistemática sobre programas de intervenção familiar e/ou infantil relacionados ao comportamento alimentar (VINHOLES, BROILO, OLIVEIRA, 2022). Essas revisões diferenciam-se por focar em intervenções específicas e programas de intervenção, respectivamente, alinhando-se ao objetivo de identificar estratégias para o manejo da seletividade alimentar em crianças com TEA.
O objetivo desta revisão de escopo é identificar trabalhos cujo foco seja a descrição de estratégias para o manejo da seletividade alimentar em crianças e adolescentes TEA.
Questão da Revisão
Quais as estratégias para manejo da seletividade alimentar em crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista?
Questão secundária
Quais os profissionais de saúde que participam das estratégias de manejo da seletividade alimentar em crianças e adolescentes com TEA?
Critérios de Inclusão
Participantes
A presente revisão incluírá estudos que abordem crianças e adolescentes de 0 a 19 anos completos com diagnóstico de TEA. O TEA é um grupo diversificado de condições caracterizadas por graus variados de dificuldade na interação social e comunicação, além de padrões atípicos de comportamento. Esses padrões incluem desafios na transição entre atividades, foco excessivo em detalhes específicos e reações incomuns a estímulos sensoriais (WHO, 2023).
Conceito
Esta revisão incluirá estudos que abordem as diferentes estratégias para lidar com a seletividade alimentar, definida como a rejeição de um número significativo de alimentos, tanto desconhecidos quanto familiares, resultando no consumo de uma variedade limitada de tipos ou itens alimentares.
Contexto
Serão incluídos estudos realizados em diversos cenários que ofereçam assistência a indivíduos com TEA, abrangendo serviços de atenção primária à saúde, escolas, comunidades, domicílios, clínicas ambulatoriais e unidades hospitalares, entre outros. Essa abordagem ampla visa contemplar a variedade de contextos nos quais o cuidado e o suporte ao TEA podem ser desenvolvidos e implementados.
Critérios de Exclusão
Participantes
Serão excluídos estudos em que crianças e adolescentes com TEA apresentem concomitantemente outros diagnósticos que afetem o aparelho digestivo, p. ex., doença gastrintestinal, alergias e intolerâncias alimentares. Como a restrição de ingestão de comida pode ocorrer em outras condições médicas, especialmente aquelas com sintomas contínuos como vômito, perda de apetite, náusea, dor abdominal ou diarreia também serão excluídos artigos em que o indivíduo autista apresente estes sinais e/ou sintomas.
Tipos de fontes
Serão considerados estudos experimentais e quase-experimentais, tais como ensaios clínicos randomizados, ensaios clínicos não randomizados, estudos do tipo antes e depois e estudos de séries temporais interrompidas. Além disso, serão incluídos estudos observacionais analíticos, como coortes prospectivas e retrospectivas, estudos de caso-controle e transversais analíticos. Também farão parte da revisão estudos observacionais descritivos, como séries de casos, relatos de casos individuais e transversais descritivos.
Estudos qualitativos com diferentes abordagens metodológicas, como fenomenologia, teoria fundamentada, etnografia, descrição qualitativa, pesquisa-ação serão igualmente incorporadas. Revisões de qualquer tipo que atendam aos critérios de inclusão serão avaliadas, conforme a questão de pesquisa. Por fim, textos opinativos e artigos de opinião também serão incluídos nesta revisão de escopo.
Método
Protocolo de revisão de escopo de acordo com a metodologia do JBI Institute (Peters et al., 2020), que usará a extensão Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses para revisões de escopo (PRISMA-ScR) (Tricco et al., 2020) para apresentação do relatório. Qualquer alteração feita neste protocolo será devidamente relatada e justificada na seção correspondente dos métodos da revisão de escopo. Ele será registrado no Open Science Framework (OSF).
Estratégia de Busca
A busca será conduzida em três etapas. A primeira etapa consistirá em uma busca preliminar utilizando os termos dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), Medical Subject Headings (MeSH) e Embase Subject Headings (Emtree), combinados com os operadores booleanos OR e AND. Essa busca será realizada nas bases MEDLINE/PubMed, OSF, PROSPERO, JBI Synthesis e Cochrane Library, com o objetivo de identificar protocolos, revisões sistemáticas, artigos primários, além de novas palavras-chave e termos padronizados para aprimorar a estratégia de busca. Na segunda etapa, os termos identificados serão organizados em uma estratégia definitiva (Apêndice I), que será adaptada para as bases de dados e fontes de informação selecionadas para esta revisão: MEDLINE/PubMed, CINAHL, Academic Search Premier e Fonte Acadêmica da EBSCO; Scopus e Embase da Elsevier; e APA PsycInfo. Além disso, serão consultadas as bases do Portal Regional da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), incluindo LILACS, BDENF, Index Psicologia, WPRIM, IBECS, BBO, BDNPAR, BINACIS, SES-SP, AIM e LIS. Também serão consideradas publicações do portal SciELO, bem como o Google Scholar e outras fontes de literatura cinzenta, como Science.org. Serão considerados artigos publicados em português, inglês, espanhol e francês, ou recorte temporal na seleção dos estudos.
Por fim, na terceira etapa, todas as referências dos artigos incluídos serão analisadas manualmente para identificar estudos adicionais relevantes.
Seleção das fontes de evidências
Os estudos identificados nas buscas realizadas nas bases de dados serão importados para o EndNote 21 (Clarivate Analytics, PA, EUA), onde as duplicatas serão removidas. Em seguida, as referências serão transferidas para o Rayyan, um software gratuito desenvolvido pelo Qatar Computing Research Institute (QCRI), para o gerenciamento do processo de seleção (OUZZANI, 2016). A seleção ocorrerá em duas etapas: na primeira, serão avaliados os títulos e resumos dos estudos; na segunda, os estudos considerados elegíveis terão seus textos completos recuperados e analisados. Todo o processo será conduzido de forma independente por dois revisores, com base nos critérios de inclusão pré-definidos e após a realização de um teste piloto. As decisões serão registradas no Rayyan.
Os motivos para a exclusão de estudos na fase de leitura do texto completo serão documentados e relatados na revisão de escopo. Eventuais divergências entre os revisores em qualquer etapa do processo serão resolvidas por meio de discussão, consenso ou, quando necessário, com a participação de um terceiro revisor. Os resultados das buscas e do processo de seleção serão apresentados em um fluxograma, seguindo as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analyses extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR) (Tricco, 2018), que será incluído na versão final da revisão de escopo.
Extração de dados
Os dados serão extraídos dos artigos incluídos por dois revisores independentes, utilizando uma ferramenta de extração de dados (Apêndice II) desenvolvida pelos revisores a partir do Modelo JBI que indica as características da fonte de evidências e as recomendações para extração em revisões de escopo. O instrumento passará por um teste piloto para treinamento dos revisores e, ao longo do processo, poderá passar por modificações, as quais serão detalhadas na versão final. Os dados extraídos incluirão detalhes específicos sobre as características dos estudos (citação, ano, país, objetivo, tipo de estudo, amostra, gênero dentre outros), Participantes, Conceito, Contexto (PCC) e principais conclusões relevantes para a questão de revisão. A versão preliminar da ferramenta de extração de dados será modificada e revisada conforme necessário durante o processo de extração de dados de cada fonte de evidências incluída. As modificações serão detalhadas na versão final da revisão do escopo. Se for o caso, os autores dos artigos serão contatados para solicitar dados adicionais.
Análise e apresentação de dados
Os estudos incluídos serão analisados e apresentados por meio de um resumo narrativo, que descreverá como os resultados se relacionam com o objetivo da pergunta de revisão. Além disso, os dados serão expostos em quadros, gráficos e diagramas para tornar mais clara a sua interpretação.
Agradecimentos
O desenvolvimento deste estudo de revisão de escopo faz parte do projeto de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Cuidado em Saúde da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa da Universidade Federal Fluminense.
Financiamento
Este trabalho foi financiado pelos autores, não há financiamento externo.
Conflitos de interesse
Não há conflito de interesses neste projeto.
Referências
Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Shaw KA, Williams S, Patrick ME, Valencia-Prado M, Durkin MS, Howerton EM et al. Prevalence and Early Identification of Autism Spectrum Disorder Among Children Aged 4 and 8 Years — Autism and Developmental Disabilities Monitoring Network, 16 Sites, United States, 2022. MMWR Surveill Summ 2025; 74(No. SS-2):1-22. DOI: http://dx.doi.org/10.15585/mmwr.ss7402a1. Acesso em: 27 abr. 2025.
Chistol LT, Bandini LG, Must A, Phillips S, Cermak SA, Curtin C. Sensory Sensitivity and Food Selectivity in Children with Autism Spectrum Disorder. J Autism Dev Disord. 2018; 48(2):583-91. doi: 10.1007/s10803-017-3340-9. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6215327/. Acesso em 27 abr. 2025
Organização das Nações Unidas. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Paris, 1948. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/91601-declara%C3%A7%C3%A3o-universal-dos-direitos-humanos. Acesso em 27 abr. 2025.
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OUZZANI, M. et al. Rayyan—a web and mobile app for systematic reviews. Systematic Reviews, v. 5, n. 1, p. 210, dez. 2016.
PAULA, FM de; Silvério, GB; JORGE, RPC; FELÍCIO, PVP; MELO, L. de A.; BRAGA, T.; CARVALHO, KCN de. Transtorno do Espectro do Autismo: impacto no comportamento alimentar/ Transtorno do Espectro Autista: impacto no comportamento alimentar. Revista Brasileira de Revisão de Saúde , v. 3, pág. 5009–5023, 2020. DOI: 10.34119/bjhrv3n3-083. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/10562. Acesso em: 15 nov. 2023. https://doi.org/10.1590/0047-2085000000414
PETERS, M.D.J. et al. Chapter 11: Scoping reviews (2020 version). In: AROMATARIS, E., MUNN, Z., ed. JBI Manual for Evidence Synthesis. [s.l.]: JBI, 2020. Disponível em: https://jbi-global-wiki.refined.site/space/MANUAL. DOI: https://doi.org/10.46658/JBIMES-20-12
Reche-Olmedo L, Torres-Collado L, Compañ-Gabucio LM, Garcia-de-la-Hera M. The Role of Occupational Therapy in Managing Food Selectivity of Children with Autism Spectrum Disorder: A Scoping Review. Children (Basel). 2021; 8(11):1024. doi: 10.3390/children8111024. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8620957/. Acesso em: 27 abr. 2025.
TRICCO, A. C. et al. PRISMA Extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR): Checklist and Explanation. Annals of Internal Medicine, v. 169, n. 7, p. 467–473, 2 out. 2018.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Autism spectrum disorders. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/autism-spectrum-disorders. Acesso em: 115 mar. 2025.
VINHOLES, D., BROILO, M. & OLIVEIRA, J.. Family and/or child intervention programs in relation to eating behavior of autistic children: a systematic review study. PROSPERO, 2022. Disponível em: http://www.crd.york.ac.uk/PROSPERO/display_record.asp?ID=CRD42022383814. Acesso em: 115 mar. 2025.
Apêndices
Apêndice I: A estratégia de busca, aplicada no dia 15 de março nas bases de dados da BVS recuperou 66 produções e na MEDLINE/Pubmed 1816 estudos.
| Bases | Estratégia de busca | Nº |
| BVS | (“Transtorno do Espectro Autista” OR “Transtorno de Espectro Autista” OR “Transtorno do Espectro do Autismo” OR “Trastorno del Espectro Autista” OR “Trouble du spectre autistique” OR “Trouble du spectre de l’autisme” OR “Troubles du spectre autistique” OR “TSA (Trouble du Spectre Autistique)” OR “Transtorno Autístico” OR “Autismo” OR “Autismo Infantil” OR “Síndrome de Kanner” OR “Trastorno Autístico” OR “Autismo Infantil” OR “Síndrome de Kanner” OR “Trouble autistique” OR “Autisme” OR “Autisme infantile” OR “Autisme infantile précoce” OR “Syndrome de Kanner” OR “Síndrome de Asperger” OR “Syndrome d’Asperger” OR “Autism Spectrum Disorder” OR “Autism Spectrum Disorders” OR “Autistic Spectrum Disorder” OR “Autistic Spectrum Disorders” OR “Autistic Disorder” OR autism OR “Early Infantile Autism” OR “Infantile Autism” OR “Kanner Syndrome” OR “Kanner’s Syndrome” OR “Kanners Syndrome” OR “Asperger Syndrome” OR “Asperger Disease” OR “Asperger Diseases” OR “Asperger Disorder” OR “Asperger Disorders” OR “Asperger’s Disease” OR “Asperger’s Diseases” OR “Asperger’s Disorder” OR “Asperger’s Syndrome” OR “Aspergers Disease” OR “Aspergers Disorder” OR “Aspergers Syndrome” OR “autistic child” OR “autistic children” OR “childhood autism” OR “infantile autism” OR “Kanner syndrome” OR “pervasive developmental disorder” OR “pervasive child development disorders” OR “pervasive developmental disorder” OR “pervasive developmental disorders” OR “typical autism”) AND (“Seletividade Alimentar” OR “Ingestão Seletiva” OR “Seletividade de Alimentos” OR “Seletividade de Comida” OR “Irritabilidad Alimentaria” OR “Comer Quisquilloso” OR “Quisquilloso para Comer” OR “Sélectivité alimentaire” OR “Preferencias Alimentarias” OR “Preferencias Alimenticias” OR “Selección de Alimentos” OR “Preferências Alimentares” OR “Seleção de Alimentos” OR “Préférences alimentaires” OR “Sélection alimentaire” OR “Sélection des aliments” OR “Conducta Alimentaria” OR “Comportamiento Relacionado con la Alimentación” OR “Conducta del Comer” OR “Conducta en la Alimentación” OR “Hábitos Alimentarios” OR “Hábitos Alimenticios” OR “Hábitos Alimenticios Insalubres” OR “Hábitos Alimenticios Malos” OR “Hábitos Alimenticios poco Saludables” OR “Hábitos Alimenticios Saludables” OR “Habitos Dietéticos” OR “Patrones Alimentarios” OR “Restricciones Dietéticas Basadas en la Fe” OR “Comportamento Alimentar” OR “Bons Hábitos Alimentares” OR “Comportamento Relacionado à Alimentação” OR “Conduta na Alimentação” OR “Hábitos Alimentares” OR “Hábitos Alimentares Insalubres” OR “Hábitos Alimentares pouco Saudáveis” OR “Hábitos Alimentares Saudáveis” OR “Hábitos Dietéticos” OR “Padrões Alimentares” OR “Práticas Alimentares Saudáveis” OR “Restrições Alimentares por Motivação Religiosa” OR “Tradições Alimentares” OR “Comportement alimentaire” OR “Comportement d’alimentation” OR “Comportement de nourrissage” OR “Habitudes alimentaires” OR “Habitudes diététiques” OR “Habitudes nutritionnelles” OR “Modèles alimentaires” OR “Modes d’alimentation” OR “Schémas alimentaires” OR “Food Fussiness” OR “Food Fussinesses” OR “Picky Eating” OR “food pickiness” OR “fussy eating” OR “fussy eating behavior” OR “fussy eating behaviour” OR “picky eating” OR “picky eating behavior” OR “picky eating behaviour” OR “Food Preferences” OR “Food Preferences” OR “Food Preference” OR “Food Selection” OR “Food Selections” OR “Feeding Behavior” OR “Feeding Behavior” OR “Diet Habit” OR “Diet Habits” OR “Dietary Habit” OR “Dietary Habits” OR “Eating Behavior” OR “Eating Behaviors” OR “Eating Habit” OR “Eating Habits” OR “Faith-based Dietary Restrictions” OR “Faith-based Dietary Restriction” OR “Feeding Behaviors” OR “Feeding Pattern” OR “Feeding Patterns” OR “Feeding Related Behavior” OR “Feeding-Related Behavior” OR “Feeding-Related Behaviors” OR “Food Habit” OR “Food Habits”) AND ( db:(“LILACS” OR “WPRIM” OR “IBECS” OR “BDENF” OR “BBO” OR “BDNPAR” OR “BINACIS” OR “SES-SP” OR “AIM” OR “INDEXPSI” OR “LIS”)) | 66 |
| PUBMED | (“Autism Spectrum Disorder”[mh] OR Autism Spectrum Disorder* OR Autistic Spectrum Disorder* OR “Autistic Disorder”[mh] OR Autism OR Early Infantile Autism OR Infantile Autism OR Kanner* Syndrome OR Kanner’s Syndrome OR “Asperger Syndrome”[mh] OR Asperger Syndrome OR Asperger Disease* OR Asperger Disorder* OR Asperger’s Disease* OR autistic child OR autistic children OR childhood autism OR infantile autism OR Kanner syndrome OR pervasive developmental disorder* OR pervasive child development disorder* OR pervasive developmental disorder* OR pervasive developmental disorder* OR typical autism) AND (“Food Fussiness”[mh] OR Food Fussiness* OR Picky Eating OR food pickiness* OR fussy eating OR fussy eating behavior* OR fussy eating behaviour* OR picky eating OR picky eating behavior* OR picky eating behaviour* OR “Food Preferences”[mh] OR Food Preferences* OR Food Selection* OR “Feeding Behavior”[mh] OR Feeding Behavior* OR Diet Habit* OR Dietary Habit* OR Eating Behavior* OR Eating Habit* OR Faith-based Dietary Restriction* OR Feeding Behavior* OR Feeding Pattern* OR Feeding Related Behavior* OR Feeding-Related Behavior* OR Food Habit* OR diet selection* OR alimentary behavior* OR alimentary behaviour* OR eating behaviour* OR feeding habit* OR feeding pattern OR feeding program* OR feeding time OR meal time OR nutrition habit* OR nutrition pattern* OR nutritional habit* OR phagotherapy) | 1816 |
Apêndice II: Instrumento de extração de dados

1Mestranda do Programa Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde-PACCS da Universidade Federal Fluminense, em cooperação com a Prefeitura Municipal de Boa Vista, Brasil. ORCID 0009-0002-1956-9531, e-mail: adrixavier7@hotmail.com
2Doutora em Neurologia pela Universidade Federal Fluminense, e Professora Associada de Pediatria da Universidade Federal Fluminense. Niterói, Brasil. ORCID 0000-0001-7532-1093, e-mail: adriana_brito@id.uff.br
3Doutor em Saúde da Criança e da Mulher pela Fundação Oswaldo Cruz e Professor Associado da Universidade Federal Fluminense, Niterói, Brasil. ORCID 0000-0002-9572-4954, e-mail: arnaldobueno@id.uff.br
