ESCOLA INCLUSIVA: CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS FRENTE ÀS HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS E À PARTICIPAÇÃO DAS TA’s NO ENSINO APRENDIZAGEM

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ma10202509151031


Resilaine de Lima Carvalho Duarte1


RESUMO: Este texto visa destacar a importância de se trabalhar em um contexto voltado para a inclusão, trazendo a educação emocional como uma das estratégias de ensino que abordam as habilidades emocionais de maneira integradora. Também buscamos esclarecer o uso da Tecnologia Assistiva (TA) como um meio facilitador que rompe barreiras atitudinais, conceituais e procedimentais, ampliando o currículo atual e tornando a educação mais adequada às necessidades de crianças, jovens e adultos com algum tipo de deficiência. Para isso, movimentamos autores como Henri Wallon e Maria Mantoan, além de leis e políticas públicas voltadas para o tema. 

Palavras-Chave: Ensino. Tecnologias Assistivas. Inclusão.

1 INTRODUÇÃO

Falar de educação inclusiva hoje envolve a necessidade de eliminar as barreiras existentes na sociedade, promovendo um ambiente mais adequado e democrático. No âmbito educacional, a inclusão está começando a se tornar uma realidade, tendo em vista que, até meados dos anos 1970, não se abordava o tema. Podemos afirmar que a inclusão está se concretizando, mas ainda não ocorre da forma como gostaríamos e como deveria. A inclusão continua sendo um desafio e alguns fatores são responsáveis por isso, como a falta de recursos humanos e materiais, a formação inadequada de profissionais e professores, a existência de práticas segregacionistas, entre outros. Vale ressaltar que algumas ações contribuem para a efetivação e o sucesso de uma educação inclusiva, como políticas públicas que garantam uma educação de qualidade e ofereçam oportunidades iguais para todos.

Nesse sentido, para garantir uma educação inclusiva, é fundamental considerar as produções acadêmicas e pedagógicas, assim como pesquisas voltadas para o tema da inclusão. Este artigo aborda a inclusão de forma a reconhecer as principais contribuições, destacando leis e direitos, bem como as iniciativas pedagógicas que garantem o acesso e a permanência de crianças, jovens e adultos na escola. A reflexão central gira em torno do respeito à diversidade e das práticas pedagógicas que promovem uma educação pautada na qualidade e na equidade.

Diante do exposto, definimos o objeto geral desta pesquisa teórica como a apresentação de uma educação inclusiva que busca garantir os direitos à educação com qualidade e equidade.

Os objetivos específicos incluem esclarecer como a escola pode e deve garantir uma educação inclusiva para todos; além de discutir como realizar uma avaliação inclusiva e analisar o papel do professor na promoção de habilidades socioemocionais, auxiliando no desenvolvimento integral e individual do aluno.

2 A INCLUSÃO COMO FORMA DE ATUAÇÃO NA EDUCAÇÃO ATUAL

A discussão presente na atualidade acerca da inclusão se mostra inovadora no que se refere aos mais diferentes contextos vividos na sociedade contemporânea. O tema inclusão nunca foi tão discutido dessa maneira, abordando fatores político-sociais, religiosos entre outros.

No contexto da educação, em especial no sistema escolar, não existia inclusão até meados dos anos 1970 e 1980. Com o tempo, foram criadas leis que favorecem a inclusão das crianças nas escolas. No Brasil, o tema inclusão caminha junto com o processo de construção da educação escolar pública passa pelo processo de expansão da escola básica durante esse mesmo período. Nesse sentido, vale ressaltar as leis que favoreceram os direitos dos alunos com deficiência garantindo direitos referentes à permanência dessas crianças nas escolas públicas de todo país. Uma delas a ser destacada é a Declaração de Salamanca de 1994, que aborda as necessidades educativas especiais em relação ao acesso e à qualidade na educação.

Nos dias atuais, é importante lembrar que a inclusão deve ser discutida na sociedade, principalmente porque se refere aos direitos humanos que abarca temas sobre sexualidade, gênero, entre outros. O papel da escola nesse contexto é de reflexão e ação, uma vez que ela se mostra como espaço privilegiado para se debater diferentes opiniões, culturas e ideias. Sabemos que a escola é central para o estudante no papel da aprendizagem e isso, deve ser levado em conta para se alcançar resultados significativos para todos os alunos, sem distinção de classe, raça, gênero, entre outros fatores.

Como definido nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN’S) de 2010, a escola deve garantir a qualidade social, ao se fazer entender que o cuidar e o educar caminham juntos no processo de ensino e aprendizagem. Desse modo, durante todo processo de escolarização da criança, esse direito deve ser respeitado.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 em seu artigo 1ª define que todos os seres humanos nascem iguais em dignidade e em direitos, destacando a inclusão como social e cidadã em relação às pessoas com deficiência. Se pensarmos em condições de igualdade todos os educandos possuem os mesmos direitos em distinção e em todos os níveis de ensino da escola regular, seja pública ou privada.

3  A AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Avaliação formativa favorece aos aspectos qualitativos, porque ela ocorre durante o processo de aprendizagem do aluno. Para que aconteça uma avaliação inclusiva hoje nas escolas, é preciso considerar o conhecimento trazido pelo aluno, o que chamamos como Vygotsky de conhecimento prévio do aluno —  e seu nível atual de desenvolvimento —, assim como suas possibilidades de aprendizagens futuras, prevalecendo os aspectos qualitativos que indiquem as interações pedagógicas.

A Lei Brasileira de inclusão da Inclusão (LBI) de 2015 traz a importância das Tecnologias Assistivas (TA) como um dos facilitadores que auxiliam no processo de aprendizagem do aluno; principalmente, o aluno que apresente algum tipo de deficiência, mas vale lembrar que existem muitas outras possibilidades, e que o uso vai depender da necessidade de cada indivíduo (Brasil, 2015). 

4 O PAPEL DOS PROFESSORES

O educador deve ter uma consciência responsável e identificadora. A escola precisa quebrar os paradigmas e padrões existentes na nossa sociedade e em nossa cultura como afirma Montoan (2003) de modo a assegurar uma sociedade igualitária, através dos deveres e direitos que são garantidos por lei a todos os cidadãos. Mas, os professores, em especial, devem garantir em sala de aula a igualdade, o respeito, reconhecimento das diferenças, refletindo sobre condições sociais, atuando por fazer a diferença de forma positiva na vida escolar de todos os seus alunos.

Dessa forma, os professores devem ser antes de tudo pessoas comprometidas com a inclusão das crianças, jovens e adultos, tratando-os com o devido respeito e dignidade, uma vez que aprendemos com Paulo Freire (2005) que, para que aconteça a inclusão, é precioso olhar para as diferenças e não para a igualdade. Assim, o professor deve sempre priorizar as potencialidades de cada aluno como nos mostra Vygotsky (2000) na “zona de desenvolvimento real”. 

Também é necessário falar de inovação e transformação das pessoas, pensamentos,  normas e padrões estabelecidos pela sociedade, Precisamos deixar de lado os preconceitos, para que alcancemos uma escola inclusiva de  fato. A escola deve ser voltada para uma educação cidadã globalizante, sem preconceitos de qualquer natureza, e que valorize as diferenças. A integração é isso, acolher as pessoas, na escola, com acesso e permanência, sejam elas com algum tipo de deficiência ou não. Essa integração cria diversas possibilidades de troca de conhecimento, porém, como afirma Montoan (2003), não é suficiente para que garanta a inclusão. A inclusão é acolher todos os alunos sem nenhuma forma de preconceito e discriminação.

5 SUJEITO INTEGRAL E SUBJETIVIDADE

Henry Wallon foi um importante psicólogo e educador francês, conhecido por suas contribuições à teoria do desenvolvimento humano, especialmente em relação à afetividade como um dos fatores que explica a capacidade de sermos tocados pelo mundo externo e interno. Em seu entender, o sujeito pode ter sensações boas ou ruins, embarcando em emoções, sentimentos e paixões. Sua teoria, baseada na psicogênese, afirma que o sujeito constrói sua história desde o nascimento e se desenvolve ao longo da vida. Assim, devemos levar em conta a compreensão do sujeito de forma integral, pois seu comportamento vai se transformando de acordo com a interação com o contexto. Sua teoria é uma abordagem psicológica e pedagógica que enfatiza a importância do afetivo e do social no desenvolvimento humano. Ele propôs que o desenvolvimento infantil é uma construção que se dá por meio da interação entre fatores biológicos, emocionais e sociais. Seus principais pontos incluem: 1) Fases do Desenvolvimento: Wallon descreveu várias fases, incluindo a fase emocional, a fase sensório-motora e a fase do pensamento. Cada uma delas é caracterizada por diferentes formas de interação social e afetiva; 2) Afeto e Emoção: Para Wallon, o afeto é central no desenvolvimento. As emoções desempenham um papel crucial nas relações entre a criança e os outros, influenciando sua aprendizagem e seu comportamento; 3) A Importância do corpo: Wallon também destacou a relação entre o corpo e a mente, argumentando que o desenvolvimento motor é essencial para a formação da personalidade e da capacidade de agir no mundo  (Wallon, 1945).

Desse modo, o pensamento de Wallon (1949, 1971, 1975) é de fundamental importância para a temática da inclusão, pois promove um ambiente educacional que aprecia a diversidade e respeita as individualidades de cada aluno. Sua abordagem foca na construção de uma educação que atenda às necessidades de todos, independentemente de suas habilidades, origens ou circunstâncias.  Abaixo vemos alguns pontos que destacam a sua importância para a inclusão:

Valorização da Identidade: Ele incentiva a expressão das identidades individuais, ajudando os alunos a se sentirem aceitos e valorizados.

Aprendizagem Colaborativa: A metodologia de Wallon promove a colaboração entre os alunos, permitindo que eles aprendam uns com os outros e desenvolvam habilidades sociais.

Apoio Emocional: Wallon enfatiza a importância do apoio emocional, ajudando a criar um ambiente seguro onde os alunos se sintam confortáveis para se expressar.

Acessibilidade: O autor defende práticas que tornam o aprendizado acessível a todos, adaptando conteúdos e métodos para atender às diferentes necessidades dos estudantes.

Desenvolvimento de Habilidades Sociais: A abordagem de Wallon ajuda os alunos a desenvolver habilidades sociais e empatia, fundamentais para a convivência em sociedade.

6 O PAPEL DO PROFESSOR NA DIVERSIDADE E AFETIVIDADE

O papel do professor é fundamental para criar um ambiente de aprendizagem inclusivo e acolhedor. De acordo com Mantoan (2003), o professor trabalha como o mediador que facilita o acesso ao conhecimento, garantindo que todos os alunos, independentemente de suas diferenças, possam participar ativamente do processo educativo Aqui encontramos algumas das principais funções que o professor desempenha nesse contexto.

Reconhecimento da Diversidade: O professor deve reconhecer e valorizar as diferentes culturas, habilidades e experiências dos alunos, criando um espaço onde todos se sintam representados.

Adaptação de Métodos: O papel do professor é essencial para a construção de uma escola inclusiva, pois é ele quem, por meio de suas práticas pedagógicas, pode criar um ambiente que respeite e valorize a diversidade (Lima, 2010). Dessa forma, ele deve adaptar suas estratégias de ensino para atender às necessidades individuais, garantindo que todos os alunos tenham acesso ao conhecimento.

Facilitador de relações afetivas: Cabe ao professor a criação de um ambiente seguro, estabelecendo um clima de confiança, no qual os alunos se sintam à vontade para compartilhar suas ideias e emoções.

Escuta Ativa: O professor precisa estar atento às necessidades emocionais dos alunos, mostrando empatia e apoio.

Praticar a Empatia: É função do professor demonstrar comportamentos empáticos, servindo de exemplo para os alunos em suas interações.

Respeito à Diversidade: Também é sua função mostrar respeito por todas as formas de diversidade, promovendo o diálogo e a reflexão sobre esses temas.

Promoção da Colaboração: É necessário que o professor Incentive o trabalho em grupo e a cooperação entre os alunos, ajudando-os a desenvolver habilidades sociais e afetivas.

Resolução de Conflitos: O professor deve ensinar estratégias de resolução pacífica de conflitos, promovendo a convivência harmoniosa e auxiliando no desenvolvimento de habilidades sociais, que não apenas ajudam na construção de relações, mas também são essenciais para a adaptação e sucesso em diversos contextos.

Apoio emocional: É importante que o professor seja capaz de identificar sinais de dificuldades emocionais, oferecendo o suporte necessário — seja através de conversas, encaminhamentos ou adaptações.

Promoção da Autoconfiança: É importante que o professor auxilie os alunos a desenvolverem uma autoimagem positiva e a valorizarem suas próprias capacidades.

Essas ações, entre outras, ajudam a construir uma sala de aula que não só ensina conteúdos acadêmicos, mas também forma cidadãos mais empáticos e respeitosos, prontos para conviver em uma sociedade diversa.

7  TECNOLOGIAS ASSISTIVAS (TA)

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhece a importância da tecnologia digital na educação, enfatizando seu papel como ferramenta essencial para o aprendizado e desenvolvimento dos alunos (Brasil, 2017).

A BNCC destaca a necessidade de incluir a educação digital como parte do currículo, preparando os alunos para navegar em um mundo cada vez mais digitalizado. Vejamos alguns pontos.

Competências e Habilidades: A BNCC estabelece que os alunos devem desenvolver competências digitais, incluindo o uso responsável da tecnologia, a pesquisa de informações, e a comunicação online.

Inovação Pedagógica: A tecnologia digital deve ser utilizada para inovar as práticas pedagógicas, favorecendo métodos de ensino que promovam a interação, a colaboração e o aprendizado ativo.

Inclusão: A BNCC reconhece a tecnologia como uma aliada na inclusão, permitindo que alunos com diferentes necessidades tenham acesso ao conhecimento de forma mais equitativa.

Formação de Professores: A formação docente também é abordada, destacando a importância de capacitar os professores para integrar efetivamente a tecnologia digital em suas práticas pedagógicas.

Desenvolvimento de Projetos: A BNCC incentiva o desenvolvimento de projetos que envolvam a tecnologia digital, promovendo um aprendizado contextualizado e significativo.

Vemos que a Tecnologia Assistiva (TA) é de fundamental importância para a inclusão, promovendo e facilitando o acesso ao conhecimento e à informação para pessoas com deficiências, além de permitir que elas participem ativamente do ambiente educacional e social.

 As TA’s podem ser adaptadas às necessidades individuais, proporcionando suporte específico que ajuda cada usuário a superar barreiras, auxiliando na autonomia e promovendo a independência ao permitir que pessoas com deficiências realizem atividades cotidianas com mais facilidade, desde tarefas escolares até a comunicação. Elas também estimulam a participação em atividades escolares e sociais, tornando o aprendizado mais interativo e atraente, o que pode aumentar a motivação dos alunos. Outro fator é o auxílio no desenvolvimento de habilidades e competências sociais e acadêmicas, contribuindo para a formação integral do indivíduo. Por fim existe a questão da inclusão social, que reduzi o estigma e promove uma cultura de aceitação e diversidade, mostrando que todos podem contribuir e aprender em ambientes inclusivos.

As TA’s podem ser compostas por equipamentos, sistemas, produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços. Ela pode ser útil para pessoas com deficiências permanentes, temporárias ou situacionais, proporcionando suporte que facilita a inclusão e a participação plena em diversas atividades do dia a dia. Essas tecnologias abrangem desde dispositivos simples, como andadores e lupas, até soluções mais complexas, como softwares de leitura e comunicação alternativa. Elas são projetadas para atender às necessidades específicas de cada indivíduo, ajudando a superar barreiras físicas e de comunicação. Além de promover a autonomia, a TA desempenha um papel crucial na melhoria da qualidade de vida, ao permitir que as pessoas realizem tarefas diárias, participem de atividades educacionais e sociais, integrando-se à comunidade. São, por isso, ferramentas que contribuem para a construção de um ambiente mais inclusivo e acessível.

Para que a Tecnologia Assistiva seja eficaz, é fundamental que haja uma avaliação cuidadosa das necessidades do usuário e a colaboração entre profissionais de diferentes áreas (terapeutas, educadores e engenheiros, entre outros). Dessa forma, é possível desenvolver soluções personalizadas que garantam igualdade de oportunidades e dignidade para todos.

Abaixo vemos algumas ações que garantem a implementação de um ensino efetivo auxiliado por TA nas escolas:

Capacitação de Educadores: Promove a formação contínua para professores sobre o uso e de Tecnologias Assistivas, garantindo que estejam preparados para integrar essas ferramentas em suas práticas pedagógicas.

Avaliação das Necessidades: Realização de avaliações individuais para identificar as necessidades específicas de cada aluno, permitindo a escolha de TA’s adequadas.

Desenvolvimento de Recursos: Criação e disponibilização de materiais didáticos e recursos tecnológicos que utilizem a TA, como softwares adaptativos, aplicativos e dispositivos de acessibilidade.

Integração Curricular: Incorporação das TA’s no currículo escolar, assegurando que todos os alunos possam acessar o conteúdo de maneira inclusiva.

Ambientes de Aprendizagem Acessíveis: Garantia de que as salas de aula e os espaços escolares sejam fisicamente acessíveis e equipados com as tecnologias necessárias para apoiar todos os alunos.

Promoção da Colaboração: Incentivo para o trabalho em equipe entre alunos, promovendo atividades que utilizem a tecnologia assistiva e que valorizem a diversidade.

Envolvimento da Família: Informação e envolvimento dos familiares sobre o uso de TA’s  para que possam apoiar o aprendizado dos alunos em casa.

Monitoramento e Avaliação: Estabelecimento de processos de monitoramento para avaliar a eficácia das TA’s utilizadas, fazendo ajustes conforme necessário.

Criação de Redes de Apoio: Fomento de parcerias com especialistas em tecnologia assistiva e organizações que possam oferecer suporte e recursos às escolas.

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A educação emocional é importante porque auxilia as crianças a desenvolverem habilidades socioemocionais que valorizam o processo de ensino e aprendizagem, promovendo autoconhecimento e empatia e ajudando os alunos a reconhecerem e expressarem suas emoções, além de compreenderem os sentimentos dos outros.

Essa abordagem trabalha a resiliência e o equilíbrio emocional, auxiliando os alunos a enfrentarem o estresse e a resolverem problemas de sua realidade de forma equilibrada, proporcionando um ambiente saudável para o desenvolvimento de relações com as pessoas ao seu redor.

Ao desenvolver o aluno de forma integral, a educação emocional os torna mais participativos, críticos e proativos, contribuindo de maneira significativa para a sociedade e formando cidadãos capacitados e reflexivos, capazes de transformar sua realidade.

Podemos concluir que as Tecnologias Assistivas são de fundamental importância nos dias atuais, pois representam uma ferramenta facilitadora do ensino e da aprendizagem, especialmente para alunos que possuem algum tipo de deficiência. Nesse sentido, elas melhoram a capacidade funcional desses estudantes, reduzindo as barreiras durante as atividades cotidianas em sala de aula e promovendo uma educação de qualidade para jovens, crianças e adultos. Além disso, essas tecnologias auxiliam no desenvolvimento da autonomia, autoconfiança e independência individual; por fim, contribuem para uma educação inclusiva e de qualidade.

REFERÊNCIAS 

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2017.

BRASIL. Lei nº 13.146/2015. Brasília, 2015.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.

LIMA, L. S. A prática docente e a inclusão escolar: Uma proposta de formação para professores. São Paulo: Paulinas, 2010.

MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Editora Moderna, 2003.

WALLON, H. A evolução da criança. São Paulo:  Brasiliense, 1949.

WALLON, H. As Origens do Caráter na Criança. Melhoramentos, 1945.

WALLON, H. Fundamentos da psicologia do desenvolvimento. São Paulo: Melhoramentos, 1971.

WALLON, H. Psicologia e educação. São Paulo: Editora Moraes, 1975.

VYGOTSKY, L. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2000.


1resilianeduarte@gmail.com

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