REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510310214
Davi Eduardo Siqueira¹
Thais Fernanda Soares de Arruda²
Alberto Gouveia Ferreira dos Reis³
Alexander Pitta dos Anjos4
Resumo:
A forma como o ambiente de trabalho é organizado impacta diretamente a saúde, o bem-estar e a produtividade dos colaboradores. Fatores como foco, concentração e redução da fadiga cognitiva estão intimamente ligados à qualidade do espaço em que as atividades laborais são realizadas. Em áreas que exigem vigilância constante, como o videomonitoramento, esses aspectos tornam-se ainda mais relevantes.
Este estudo tem como objetivo apresentar e discutir os benefícios da ergonomia cognitiva aplicada ao trabalho de operadores de videomonitoramento, destacando suas contribuições para a melhoria das condições de trabalho, da saúde mental dos profissionais e dos resultados operacionais das empresas.
A pesquisa possui caráter exploratório, fundamentada em revisão bibliográfica e na observação do ambiente de trabalho de uma empresa de videomonitoramento do interior de São Paulo. Os dados analisados indicam que a aplicação de princípios da ergonomia cognitiva – como a adequação do sistema de vigilância, a distribuição racional das tarefas, a qualidade da iluminação, o controle do ruído e o design intuitivo das interfaces – contribui significativamente para a redução da fadiga mental, aumento da concentração e prevenção de erros. Além disso, a existência de pausas regulares e suporte psicológico mostrou-se essencial para o bem-estar do operador.
Diante do avanço constante da tecnologia e da crescente complexidade das tarefas, é fundamental que as organizações invistam em estratégias de ergonomia cognitiva. Essas práticas não apenas promovem a saúde e o desempenho dos colaboradores, como também refletem diretamente na eficiência e na qualidade dos serviços prestados. Cuidar dos operadores de videomonitoramento é cuidar da sustentabilidade humana e produtiva no ambiente corporativo.
Palavras-chave: Ergonomia cognitiva; Operadores de videomonitoramento; Fadiga cognitiva; Saúde mental no trabalho; Desempenho humano.
Abstract:
The way the work environment is organized directly impacts the health, well-being, and productivity of employees. Factors such as focus, concentration, and reduction of cognitive fatigue are closely linked to the quality of the space in which work activities are performed. In areas that require constant vigilance, such as video surveillance, these aspects become even more relevant.
This study aims to present and discuss the benefits of cognitive ergonomics applied to the work of video surveillance operators, highlighting its contributions to improving working conditions, the mental health of professionals, and the operational results of companies.
The research is exploratory in nature, based on a literature review and observation of the work environment of a video surveillance company in the interior of São Paulo. The data analyzed indicate that the application of cognitive ergonomics principles – such as the adequacy of the surveillance system, the rational distribution of tasks, the quality of lighting, noise control, and the intuitive design of interfaces – significantly contributes to reducing mental fatigue, increasing concentration, and preventing errors. Furthermore, the existence of regular breaks and psychological support proved essential for the operator’s well-being.
Given the constant advancement of technology and the increasing complexity of tasks, it is fundamental that organizations invest in cognitive ergonomics strategies. These practices not only promote the health and performance of employees but also directly reflect on the efficiency and quality of the services provided. Caring for video surveillance operators means caring for human and productive sustainability in the corporate environment.
Keywords: Cognitive ergonomics; Video surveillance operators; Cognitive fatigue; Mental health at work; Human performance.
1. Introdução
Embora muitas vezes o trabalho de monitoramento seja socialmente interpretado como simples — por se tratar de uma atividade “sentada”, diante de telas —, a realidade observada em campo revela um cenário de alta carga cognitiva e emocional. A atenção contínua e a baixa rotatividade de estímulos fazem com que, mesmo em observações breves, seja possível sentir os efeitos do cansaço mental. Um pesquisador, ao realizar observação participante, relatou dificuldade de manter o foco nas imagens após poucas horas de imersão no ambiente (Áskesis, 2015). Ainda, os trabalhadores geralmente são submetidos a um tipo particular de controle: a presença de câmeras de vigilância internas, utilizadas para monitorar o comportamento dos próprios operadores. Isso reforça a lógica panóptica do sistema, na qual os observadores também se tornam observados, o que acentua o paradoxo do empoderamento vigiado.
Diante desse contexto, operadores desenvolvem estratégias informais para lidar com a exaustão e a previsibilidade da função. Sendo assim, a realização de estudos sobre a implementação da ergonomia cognitiva para operadores de videomonitoramento é fundamental, pois contribui para o desenvolvimento de estratégias voltadas à promoção da saúde e à melhoria da qualidade de vida desses profissionais, além de assegurar a execução das atividades com maior eficiência e precisão.
Este estudo tem como objetivo principal contribuir para a literatura da área ao apresentar e analisar de forma aprofundada a aplicação da ergonomia cognitiva em operadores de videomonitoramento, descrevendo seus fundamentos teóricos e práticos, bem como evidenciando sua relevância para a promoção da saúde, a melhoria da qualidade de vida e o aumento da eficiência operacional, a partir de uma análise detalhada.
Para a elaboração desta pesquisa, partiu-se de uma revisão bibliográfica sobre o tema central, a ergonomia cognitiva, com foco em sua aplicação em ambientes de videomonitoramento. Trata-se de uma pesquisa de natureza aplicada e cunho qualitativo, voltada à análise dos impactos dessa abordagem na promoção da saúde, na melhoria da qualidade de vida dos operadores e no aumento da eficiência operacional, fundamentando-se em conceitos teóricos e evidências científicas previamente estudadas.
2. A Ergonomia Cognitiva
Segundo Iida e Buarque (2016, p. 5), “a palavra ergonomia tem origem no grego, sendo composta por ergon (trabalho) e nomos (leis ou normas)”. Seu foco principal é o estudo da relação entre o ser humano e o seu ambiente de trabalho, considerando aspectos físicos, ambientais, cognitivos, organizacionais, sociotécnicos e as múltiplas interações entre pessoas, ferramentas, equipamentos, produtos e tecnologias.
Segundo a Associação Internacional de Ergonomia (IEA) e a Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO), a ergonomia é classificada em três domínios principais: ergonomia física, ergonomia organizacional e ergonomia cognitiva. Cada um desses domínios se volta a diferentes dimensões da atividade humana e suas implicações no desempenho e na saúde do trabalhador.
Historicamente, a ergonomia surgiu como uma resposta à necessidade de prevenção de acidentes de trabalho no início da era industrial, quando as máquinas começaram a fazer parte intensiva do processo produtivo. Esse período marca o início da ergonomia física, voltada às interações corporais do trabalhador com seu ambiente, como postura, movimentos repetitivos, levantamento de peso e mobiliário inadequado.
Com o avanço da industrialização e o crescimento das estruturas produtivas, foi necessário ampliar o olhar para além do físico. Surgiu, então, a ergonomia organizacional, que considera aspectos como gestão do tempo, divisão do trabalho, qualidade de vida, estrutura hierárquica, cultura corporativa e ética nas relações de trabalho.
A ergonomia cognitiva, por sua vez, também chamada de engenharia psicológica, dedica-se ao estudo dos processos mentais que influenciam o desempenho humano, como atenção, percepção, memória, raciocínio, vigilância contínua, carga mental de trabalho, tomada de decisão, desempenho de habilidades e ocorrência de erros. Essa abordagem torna-se especialmente relevante em atividades que exigem concentração prolongada e respostas rápidas, como no caso dos operadores de videomonitoramento.
O termo cognição deriva do latim cognoscere, que significa “conhecer”. O desenvolvimento cognitivo de cada indivíduo determina, em grande medida, sua forma de agir, aprender e reagir aos estímulos do ambiente. A regulação emocional, o controle de impulsos e a capacidade de tomada de decisões são aspectos centrais para a preservação da saúde mental, da qualidade de vida e das relações interpessoais, tanto dentro quanto fora do ambiente laboral.
3. A atividade de um operador de videomonitoramento
O setor de segurança eletrônica no Brasil apresentou crescimento de 10% em 2019, conforme dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), impulsionado pela crescente demanda por soluções tecnológicas, como portaria remota e videomonitoramento. As câmeras IP destacam-se como os produtos mais comercializados, representando 36% das vendas do setor. Com a falta de segurança em todo país, a instalação de sistemas de videomonitoramento ajuda a aumentar a sensação de segurança e inibir crimes, especialmente aqueles contra o patrimônio.
O monitoramento consiste na observação sistemática de ambientes com o objetivo de identificar, em tempo real, situações atípicas ou potencialmente perigosas, permitindo uma resposta rápida e eficaz. Trata-se de uma prática que integra diferentes tecnologias, como câmeras de vigilância, sensores de movimento, sistemas de alarme, controle de acesso, portaria remota e, mais recentemente, soluções baseadas em inteligência artificial (IA).
Esses recursos permitem não apenas a prevenção de ações criminosas, mas também o acompanhamento constante das atividades nos locais monitorados, contribuindo para a tomada de decisões com base em dados concretos. Em projetos de segurança, o monitoramento apresenta diversas vantagens, como a capacidade de detectar e mitigar riscos, reduzir vulnerabilidades, otimizar recursos e oferecer maior confiabilidade e tranquilidade aos usuários.
Os sistemas de monitoramento podem ser classificados de acordo com sua funcionalidade. O monitoramento por alarmes, por exemplo, baseia-se na instalação de sensores que detectam alterações no ambiente, como invasões, incêndios ou vazamentos, acionando alertas automáticos. O videomonitoramento, por sua vez, utiliza câmeras para captar imagens em tempo real, que são transmitidas e analisadas por uma central. Há ainda o monitoramento por sensores específicos, capazes de identificar estímulos como temperatura, fumaça ou movimento, e encaminhar as informações à central para providências imediatas.
A eficácia dessas operações depende diretamente da qualificação dos profissionais envolvidos. Operadores de centrais de monitoramento devem possuir formação técnica compatível, domínio dos equipamentos utilizados, habilidades de comunicação, atenção aos detalhes, tomada de decisão rápida e capacidade de atuar sob pressão, sempre respeitando princípios éticos e de confidencialidade.
A incorporação da inteligência artificial tem potencializado ainda mais os serviços de monitoramento. Sistemas baseados em IA são capazes de realizar análises avançadas de vídeo, identificar padrões de comportamento, reconhecer objetos, rostos e placas veiculares, além de emitir alertas automáticos em casos de atividades suspeitas. Esses sistemas também permitem a automação de tarefas operacionais, a integração com outras tecnologias de segurança e a gestão simultânea de múltiplos dispositivos, ampliando significativamente a eficácia e a abrangência da vigilância.
A atuação de profissionais em centrais de monitoramento exige elevado grau de atenção, responsabilidade e ética, sobretudo pelo fato de lidarem com informações sensíveis, muitas vezes de caráter confidencial. Dessa forma, é fundamental que esses profissionais possuam um conjunto de competências específicas que os habilitem a desempenhar suas funções com eficiência e segurança.
Entre as competências essenciais, destaca-se o domínio das tecnologias empregadas nos sistemas de segurança, bem como a capacidade de operar corretamente os equipamentos envolvidos, como câmeras, sensores, alarmes e softwares de controle. Além do conhecimento técnico, é necessário que o profissional receba instruções comportamentais e operacionais adequadas, especialmente no que se refere à postura ética, discrição e tomada de decisões sob pressão.
Outro aspecto importante é a familiaridade com simulações e situações rotineiras da área de segurança, como o controle de acesso, a análise de imagens em tempo real e a resposta a disparos de alarme. A agilidade na identificação de riscos e na comunicação com os órgãos competentes de segurança pública é uma habilidade indispensável para garantir a eficácia do monitoramento.
Ademais, o comprometimento com a função é um fator crítico: eventuais falhas de atenção por parte do operador podem resultar em prejuízos significativos ou até mesmo em consequências graves à integridade de pessoas e bens.
Embora os operadores de videomonitoramento estejam, em certo sentido, investidos de poder por exercerem a vigilância sobre o espaço, eles também se encontram sob vigilância constante. Conforme observado em estudos etnográficos, esses profissionais enfrentam longos turnos — por vezes de até 12 horas — em salas fechadas e restritas, observando continuamente imagens silenciosas e repetitivas, geralmente sob pressão para detectar e prevenir possíveis infrações, apesar de receberem baixos salários e escasso reconhecimento institucional.
O trabalho, ainda que eventualmente permeado por momentos de adrenalina, caracteriza-se predominantemente por uma rotina monótona e repetitiva, marcada por elevada exigência atencional e baixa estimulação sensorial. Segundo Smith (2004), um dos principais desafios enfrentados por esses profissionais é o chamado fator tédio (boredom factor), resultado da exposição contínua a uma atividade que demanda vigilância prolongada diante de conteúdos visuais desinteressantes, sem sons e com baixa variação. Esse fator, somado à ausência de incentivos, contribui para um ambiente de trabalho desgastante e psicologicamente exaustivo.
Diante disto, os operadores possuem estratégias como pausas frequentes para café, cigarros ou simples movimentação física, além do uso paralelo de computadores e celulares para acessar redes sociais, assistir a vídeos, estudar ou jogar. Em alguns casos, observou-se o uso do sistema de vigilância para fins não relacionados à segurança, como observar vitrines, acompanhar pessoas conhecidas, monitorar o próprio veículo ou explorar funcionalidades do sistema de forma lúdica.
Estas práticas, conforme argumenta Smith (2007), não devem ser interpretadas unicamente como negligência ou desvio de função, mas também como formas de resistência simbólica às condições adversas do trabalho. Tais atitudes podem funcionar como mecanismos de defesa contra a sobrecarga informacional e contribuir, paradoxalmente, para manter a vigilância em níveis minimamente funcionais. Trata-se de uma forma de autogerenciamento da fadiga e de manutenção da saúde mental frente a um contexto de exigência contínua.
Portanto, apesar de práticas informais aparentemente contraditórias com os objetivos do monitoramento, como pausas prolongadas ou desatenção momentânea, essas estratégias representam formas legítimas de resistência e autorregulação em um ambiente de trabalho marcado por vigilância constante, exigências desproporcionais e ausência de valorização profissional. Longe de comprometer totalmente a eficácia do sistema, essas ações podem funcionar como válvulas de escape que sustentam a continuidade do trabalho sob condições adversas.
4. Fatores de Risco Cognitivo e Desempenho
Este capítulo apresenta uma análise dos principais fatores que influenciam o desempenho cognitivo de operadores de videomonitoramento. Inicialmente, discute-se a interface homem-máquina, com foco na usabilidade dos sistemas utilizados e sua influência sobre a eficácia da vigilância. Em seguida, aborda-se o layout das estações de trabalho, considerando o arranjo das telas, o conforto visual e as condições de iluminação, aspectos que impactam diretamente a carga cognitiva e a fadiga visual (GRANDJEAN, 1998). Também são examinados os fatores ambientais, como ruído, temperatura e ergonomia do mobiliário, que podem interferir na atenção e no bem-estar dos profissionais (DUL; WEERDMEESTER, 2004). Por fim, analisam-se os efeitos da monotonia e da vigilância prolongada, destacando suas implicações para a redução da atenção sustentada e o aumento da fadiga mental.
4.1 Interface Homem-Máquina: Usabilidade dos Sistemas de Videomonitoramento
A interação entre o operador e o sistema de videomonitoramento exige interfaces que favoreçam o desempenho cognitivo, minimizando erros e facilitando a tomada de decisão. Uma interface mal projetada pode sobrecarregar a atenção, dificultar a navegação entre câmeras e reduzir a capacidade de identificar eventos críticos.
Segundo Dul e Weerdmeester (2004), a qualidade da interface homem-máquina é um dos principais fatores que determinam o sucesso de um sistema. Interfaces que não são intuitivas, ou que exigem operações desnecessárias, aumentam a carga mental do operador e reduzem a eficiência do trabalho. Em ambientes de vigilância, onde há múltiplas telas e alta exigência de atenção sustentada, esses problemas são ainda mais relevantes.
Além disso, a sobreposição de imagens, menus complexos e ausência de feedback claro podem comprometer a vigilância ativa. Interfaces com boa usabilidade devem priorizar a simplicidade, padronização de comandos e hierarquia visual clara, facilitando a identificação rápida de informações críticas (GRANDJEAN, 1998).
4.2 Layout das Estações de Trabalho (Arranjo das Telas, Conforto Visual, Iluminação)
O layout físico da estação de trabalho é um componente determinante para o desempenho cognitivo do operador de videomonitoramento. A disposição inadequada das telas, a má iluminação e a ausência de conforto visual contribuem significativamente para a fadiga mental e para o aumento da probabilidade de erros.
De acordo com Grandjean (1998), a organização do posto de trabalho deve permitir que o operador visualize as telas sem necessidade de movimentos excessivos da cabeça ou dos olhos. O autor ressalta que os monitores devem estar posicionados na linha do horizonte visual, com distância e ângulo adequados para minimizar o esforço ocular e postural.
Além disso, a iluminação inadequada pode causar ofuscamentos, reflexos nas telas e contraste visual insuficiente. Esses fatores provocam tensão ocular e dificultam a percepção de detalhes importantes nas imagens. Como afirmam Dul e Weerdmeester (2004), a iluminação deve ser distribuída de forma homogênea, preferencialmente indireta, e adaptada à natureza da tarefa.
Outro aspecto importante é a seleção de mobiliário ajustável e adequado às características antropométricas dos operadores. Estações fixas, sem possibilidade de regulagem de altura ou distância dos monitores, tendem a forçar posturas inadequadas e causar desconforto físico e mental.
4.3 Fatores Ambientais: Ruído, Temperatura, Ergonomia do Mobiliário
O ambiente físico de trabalho exerce influência direta sobre os processos cognitivos, especialmente em atividades que exigem atenção sustentada, como o videomonitoramento. Fatores como ruído excessivo, temperaturas desconfortáveis e mobiliário inadequado comprometem a concentração, aumentam a fadiga e reduzem o desempenho dos operadores.
O ruído, quando constante ou imprevisível, age como fator estressor e distrativo, dificultando a concentração e afetando o processamento de informações visuais (GRANDJEAN, 1998). Em ambientes de controle e vigilância, ruídos provenientes de rádios, alarmes, telefones ou conversas paralelas geram sobrecarga sensorial, contribuindo para a exaustão mental e elevação dos níveis de estresse.
A temperatura inadequada também afeta negativamente o desempenho. Dul e Weerdmeester (2004) apontam que temperaturas muito altas ou muito baixas interferem na regulação fisiológica do corpo e reduzem a capacidade de manter a atenção. O desconforto térmico, mesmo que leve, pode causar irritabilidade, perda de foco e aumento da frequência de pausas não planejadas.
A ergonomia do mobiliário representa outro ponto crítico. Mesas, cadeiras e suportes de monitores que não atendem aos princípios ergonômicos resultam em má postura, dores musculoesqueléticas e distrações frequentes.
4.4 Efeitos da Monotonia e da Vigilância Prolongada
A monotonia e a vigilância prolongada são características marcantes das atividades de operadores de videomonitoramento e representam fatores críticos para o desempenho cognitivo. A repetição contínua de tarefas com baixa variabilidade de estímulos visuais e longos períodos de inatividade aparente podem levar à diminuição da atenção sustentada, à fadiga mental e ao aumento de falhas humanas.
Grandjean (1998) destaca que a monotonia reduz a vigilância ativa e provoca um estado de alerta reduzido, dificultando a percepção de eventos relevantes. Essa condição, conhecida como fadiga de vigilância, é comum em tarefas que exigem detecção de eventos raros ao longo de períodos extensos, como é o caso do videomonitoramento. Nesses contextos, o operador tende a entrar em um estado de hipovigilância, em que observa passivamente sem processar criticamente as imagens exibidas nas telas.
De acordo com Dul e Weerdmeester (2004), a atenção sustentada tende a decair significativamente após 20 a 30 minutos de observação contínua sem pausas ou variação da atividade. Isso não apenas compromete a detecção de situações de risco, mas também eleva o risco de tomada de decisão tardia ou equivocada.
Hockey (2013) explica que a fadiga mental decorrente da monotonia operacional está relacionada à falta de estímulo e controle sobre a tarefa, o que gera desmotivação e afeta negativamente a capacidade de processamento cognitivo. Operadores submetidos a turnos extensos, especialmente em ambientes fechados e sem intervalos regulares, apresentam declínio perceptível de desempenho ao longo do tempo.
5. Métodos de Avaliação Cognitiva e Ambiental em Operadores de Videomonitoramento
O trabalho de operadores de videomonitoramento é caracterizado por elevada demanda atencional, processamento contínuo de informações e tomada de decisão sob condições de vigilância prolongada. Esses fatores estão diretamente relacionados tanto à carga cognitiva quanto às condições ambientais em que o trabalho é realizado, tornando fundamental a adoção de métodos sistemáticos de avaliação. Nesse sentido, diferentes instrumentos e normas podem ser aplicados, permitindo uma compreensão abrangente das demandas envolvidas, bem como a proposição de melhorias voltadas à saúde ocupacional e à eficiência operacional.
5.1 Métodos de Avaliação Cognitiva
A avaliação cognitiva busca identificar os impactos da atividade mental exigida dos operadores durante o monitoramento contínuo das telas. Entre os instrumentos mais utilizados, destacam-se o NASA-TLX, o Eye Tracking e a Análise Cognitiva da Tarefa (CTA).
O NASA-TLX (Task Load Index) constitui o questionário mais amplamente difundido e validado para mensuração da carga mental percebida (HART; STAVELAND, 1988). Seu diferencial reside na análise multidimensional, que considera fatores como esforço mental, pressão temporal e estresse. Do ponto de vista da saúde ocupacional, o instrumento possibilita identificar situações de sobrecarga que podem conduzir à fadiga e ao estresse, aumentando a propensão a erros. Em termos de eficiência, seus resultados permitem ajustes na organização das tarefas, definição de pausas e redistribuição do trabalho, favorecendo um desempenho sustentável.
Já o Eye Tracking (rastreamento ocular) fornece medidas objetivas relacionadas à atenção visual e aos padrões de busca empregados pelos operadores (DUCHOWSKI, 2017). Ao identificar movimentos oculares, fixações e trajetórias de olhar, essa técnica possibilita detectar sinais de fadiga ocular e declínio da atenção, aspectos frequentes em atividades de monitoramento prolongado. Além disso, sua aplicação contribui para a reorganização do layout das estações de trabalho e para o aprimoramento das interfaces, reduzindo o esforço visual e ampliando a eficiência na detecção de eventos.
Por sua vez, a Análise Cognitiva da Tarefa (CTA – Cognitive Task Analysis) aprofunda-se na compreensão da estrutura mental das atividades desempenhadas, revelando como os operadores percebem, interpretam e tomam decisões diante de diferentes situações (CRANDALL; KLEIN; HOFFMAN, 2006). Essa abordagem permite identificar pontos de sobrecarga cognitiva e gargalos que podem comprometer o desempenho, além de fornecer subsídios para o desenvolvimento de treinamentos mais eficazes, protocolos de decisão mais claros e apoio tecnológico, como a implementação de sistemas de alarmes inteligentes.
5.2 Métodos de Avaliação Ambiental
Além da dimensão cognitiva, o ambiente físico de trabalho exerce influência significativa sobre a saúde e o desempenho dos operadores. Aspectos como ergonomia, iluminação e ruído são regulados por normas nacionais e internacionais que orientam a avaliação e a adequação das condições ambientais.
A Norma Regulamentadora 17 (NR 17) estabelece parâmetros de ergonomia relacionados ao mobiliário, postura, organização do trabalho e condições ambientais (BRASIL, 2021). Sua aplicação busca assegurar conforto e prevenção de riscos à saúde, abrangendo fatores como temperatura, ruído e iluminação.
No que se refere à iluminação, a NHO 11 – Avaliação dos níveis de iluminamento em ambientes internos de trabalho apresenta procedimentos técnicos para a medição da iluminância em ambientes laborais (FUNDACENTRO, 2018). Complementarmente, a NBR ISO/CIE 8995-1 estabelece recomendações internacionais sobre níveis adequados de iluminação para diferentes tipos de atividade (ABNT, 2013), garantindo condições visuais apropriadas para tarefas que exigem atenção continuada, como é o caso do monitoramento por vídeo.
A questão do ruído também deve ser considerada. A NHO 01, também da Fundacentro, estabelece procedimentos para a avaliação da exposição ocupacional ao ruído. Embora centrais de monitoramento normalmente apresentem níveis sonoros mais baixos do que ambientes industriais, ruídos contínuos de equipamentos ou alarmes podem impactar a concentração e aumentar a fadiga mental. O uso dessa norma permite mensurar e controlar tais riscos (FUNDACENTRO, 2001).
5.3 Integração dos Aspectos Cognitivos e Ambientais
A avaliação do trabalho de operadores de videomonitoramento demanda uma abordagem integrada, que considere tanto os fatores cognitivos quanto os ambientais. Os métodos de avaliação cognitiva permitem compreender a sobrecarga mental, a fadiga ocular e os processos decisórios envolvidos, enquanto os métodos ambientais asseguram que as condições físicas de trabalho — como iluminação, ruído e ergonomia — estejam adequadas às necessidades humanas.
Assim, a conjugação desses métodos constitui uma estratégia abrangente para a promoção da saúde ocupacional, redução de riscos de falhas e melhoria da eficiência no trabalho. Ao articular dimensões cognitivas e ambientais, cria-se um sistema de análise capaz de oferecer diagnósticos precisos e orientar intervenções eficazes no contexto do videomonitoramento.
6. Intervenções e Recomendações
A partir das análises cognitivas e ambientais discutidas, torna-se evidente que o trabalho do operador de videomonitoramento exige medidas específicas de intervenção, voltadas à redução da carga mental, prevenção da fadiga e melhoria das condições de trabalho. As intervenções podem ser classificadas em tecnológicas, organizacionais, ambientais e psicossociais, integrando princípios da ergonomia cognitiva, física e organizacional.
6.1 Intervenções Tecnológicas
A adoção de recursos tecnológicos mais intuitivos e automatizados constitui uma das principais estratégias de redução da carga cognitiva. Interfaces gráficas devem priorizar a simplicidade operacional, o uso de cores contrastantes e a hierarquia visual clara para facilitar a identificação de eventos críticos (GRANDJEAN, 1998). Sistemas de alertas inteligentes, baseados em algoritmos de inteligência artificial, podem auxiliar na detecção automática de situações anômalas, reduzindo a necessidade de vigilância contínua e, consequentemente, o esforço mental do operador.
A implementação de layouts dinâmicos de tela, que agrupam câmeras de acordo com o nível de risco ou prioridade, também contribui para uma vigilância mais eficiente. Além disso, o uso de dispositivos de eye tracking integrados a softwares de análise pode permitir o ajuste automático das imagens observadas conforme a direção do olhar do operador, minimizando o esforço visual e otimizando o tempo de resposta.
6.2 Intervenções Organizacionais
Do ponto de vista organizacional, é fundamental revisar os turnos de trabalho e os intervalos de descanso. De acordo com Dul e Weerdmeester (2004), atividades que exigem atenção constante e monitoramento contínuo devem prever pausas curtas de 5 a 10 minutos a cada 50 a 60 minutos de trabalho, ou pausas de 15 minutos a cada 2 horas, conforme a intensidade da demanda cognitiva. Essas interrupções regulares permitem a recuperação da atenção sustentada e a redução da fadiga mental e visual.
A rotação de tarefas é outra estratégia eficaz para reduzir a monotonia e estimular diferentes processos cognitivos. Segundo Iida e Buarque (2016), alternar funções que exijam diferentes tipos de atenção e raciocínio — como o monitoramento de alarmes, a revisão de imagens gravadas e o atendimento de ocorrências — previne a fadiga, amplia a flexibilidade cognitiva e melhora o desempenho geral. Para Grandjean (1998), a variação das tarefas é uma das medidas mais eficazes para evitar a estagnação mental e o declínio da vigilância prolongada. Além disso, contribui para o desenvolvimento de múltiplas competências e para o aumento do engajamento profissional.
A capacitação contínua também deve ser incluída como intervenção organizacional, abordando temas como percepção situacional, gerenciamento do estresse e estratégias de atenção seletiva, fortalecendo a eficiência e a confiança do operador.
6.3 Intervenções Ambientais
A adequação do ambiente físico desempenha papel determinante na eficiência cognitiva. Conforme a NR 17 – Ergonomia (BRASIL, 2021), as condições ambientais devem assegurar conforto, segurança e desempenho eficiente, contemplando aspectos como iluminação, temperatura, ruído e mobiliário.
No que se refere à iluminação, tanto a NHO 11 (FUNDACENTRO, 2018) quanto a NBR ISO/CIE 8995-1 (ABNT, 2013) orientam que os níveis de iluminância variem entre 300 e 500 lux, dependendo da exigência visual da tarefa. Recomenda-se o uso de luz branca fria (acima de 4000 K), pois ela favorece o estado de alerta e melhora a acuidade visual, sendo a mais indicada para ambientes de vigilância e controle (IIDA; BUARQUE, 2016). A iluminação deve ser difusa e ajustável, evitando reflexos nas telas e ofuscamento direto.
Quanto à temperatura, a NR 17 estabelece que para ambientes climatizados, deve-se observar a faixa de temperatura entre 18°C e 25°C, de modo a garantir conforto térmico (BRASIL, 2021).
No que se refere ao ruído, os níveis devem permanecer abaixo de 65 dB(A), conforme as diretrizes da NR 17, de modo a evitar interferências na concentração e no processamento cognitivo. Ruídos constantes, mesmo em baixos níveis, podem provocar estresse e fadiga mental.
O mobiliário deve ser projetado de acordo com os princípios ergonômicos, permitindo ajustes às características antropométricas individuais. As cadeiras devem possuir apoio lombar, apoio de braços, regulagem de altura e encosto reclinável, proporcionando suporte adequado à coluna e aos membros superiores. Deve-se disponibilizar apoio para os pés sempre que o trabalhador não puder manter a planta dos pés completamente apoiada no piso (BRASIL, 2021), garantindo estabilidade postural e conforto prolongado. Os suportes articulados para monitores devem permitir regulagem de altura, distância e inclinação, de modo a adaptar-se às diferentes estaturas e posturas dos operadores, evitando movimentos excessivos do pescoço e dos olhos.
6.4 Intervenções Psicossociais
A dimensão psicossocial exerce papel fundamental no desempenho cognitivo e no bem-estar dos operadores de videomonitoramento. O trabalho contínuo de observação, associado à responsabilidade pela segurança e à necessidade de atenção constante, pode gerar estresse mental, fadiga e sensação de isolamento. Por isso, além das adequações físicas e organizacionais, é essencial implementar ações voltadas ao equilíbrio emocional e motivacional dos trabalhadores.
A promoção de um clima organizacional positivo é um dos pilares da ergonomia organizacional. Segundo Iida e Buarque (2016), um ambiente de trabalho saudável deve estimular o reconhecimento, o apoio mútuo e a valorização profissional. Quando o trabalhador percebe que seu esforço é reconhecido, há um aumento significativo da motivação, da concentração e da sensação de pertencimento.
Entre as estratégias psicossociais, recomenda-se que a empresa incentive atividades relaxantes, como sessões de alongamento, ginástica laboral, meditação guiada ou pausas ativas. Essas práticas contribuem para reduzir a tensão muscular, a fadiga mental e o estresse, promovendo maior clareza cognitiva e equilíbrio emocional (SZNELWAR; ALMEIDA, 2011; RIBEIRO; LIMA, 2020).
Além disso, políticas de reconhecimento e valorização profissional são fundamentais. O reconhecimento simbólico — como elogios públicos, certificados e menções — pode ser complementado por recompensas tangíveis, como presentes memoráveis (viagens, eletrônicos ou experiências de lazer), que reforçam a percepção de valor e a satisfação com o trabalho.
De acordo com Herzberg (1966), no modelo dos “Fatores Motivacionais e Higiênicos”, o reconhecimento e a valorização estão entre os principais elementos que geram motivação intrínseca, superando até os incentivos financeiros diretos. Complementarmente, segundo Robbins e Judge (2019), recompensas significativas e alinhadas ao perfil do trabalhador elevam o comprometimento, fortalecem o vínculo organizacional e reduzem o absenteísmo.
A empresa também deve estimular a comunicação aberta e o apoio psicológico institucional, criando espaços de escuta ativa para que os operadores possam expressar suas dificuldades e sugestões. Essa abordagem fortalece o sentimento de inclusão e confiança, fatores essenciais para o desempenho cognitivo sustentável (HUTCHINS, 1995).
Portanto, o investimento em intervenções psicossociais vai além do bem-estar individual ele representa uma estratégia de gestão cognitiva, pois reduz a sobrecarga mental, melhora a atenção sustentada e favorece a tomada de decisão sob pressão. Tais medidas contribuem para o fortalecimento do engajamento e para o aumento da eficiência operacional dos centros de videomonitoramento.
7. Conclusão
A análise realizada ao longo deste estudo evidencia que a ergonomia cognitiva desempenha um papel essencial na promoção da saúde mental, na eficiência operacional e na sustentabilidade do trabalho de operadores de videomonitoramento. Essa atividade, marcada por alta demanda atencional, vigilância contínua e repetitividade, requer condições adequadas tanto no âmbito físico quanto no cognitivo e psicossocial, a fim de garantir a manutenção do desempenho e a prevenção de danos à saúde.
Constatou-se que a aplicação dos princípios da ergonomia cognitiva — como a melhoria das interfaces homem-máquina, o redesenho das estações de trabalho, o controle de fatores ambientais e a adoção de pausas regulares — reduz significativamente a fadiga mental, melhora a atenção sustentada e diminui a ocorrência de erros. Além disso, as intervenções organizacionais e psicossociais apresentadas demonstram que a valorização humana, o reconhecimento profissional e o apoio emocional constituem pilares indispensáveis para o equilíbrio entre produtividade e bem-estar.
Nesse contexto, o investimento em ergonomia cognitiva não deve ser visto apenas como um requisito técnico, mas como uma estratégia de gestão integrada, capaz de alinhar saúde ocupacional, qualidade de vida e eficiência operacional. Ao compreender o operador como parte central do sistema e não como mero executor de tarefas, as organizações de videomonitoramento tornam-se mais humanas, resilientes e sustentáveis.
Portanto, conclui-se que cuidar das condições cognitivas e emocionais dos operadores é cuidar da própria qualidade dos serviços prestados. A ergonomia cognitiva emerge, assim, como um campo estratégico e indispensável para o futuro do trabalho, especialmente em ambientes tecnologicamente complexos e mentalmente exigentes como os centros de videomonitoramento.
REFERÊNCIAS
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO.Monografias UFOP. Disponível em: https://monografias.ufop.br/handle/35400000/6311. Acesso em: 13 set. 2025.
¹Graduando do Curso de Engenharia de Produção da Faculdade São Luís. Jaboticabal-SP. E-mail: davisiqueira003@gmail.com
²Graduanda do Curso de Engenharia de Produção da Faculdade São Luís. Jaboticabal-SP. E-mail: tha_soares27@hotmail.com
³Graduando do Curso de Engenharia de Produção da Faculdade São Luís. Jaboticabal-SP. E-mail: alberthmineiro@yahoo.com.br
4Orientador. Docente do Curso de Engenharia de Produção da Faculdade São Luís. Jaboticabal-SP. E-mail: alexander@saoluis.br
