EFETIVIDADE DO PROTOCOLO ERAS EM CIRURGIAS ABDOMINAIS ELETIVAS NO SUS

EFFECTIVENESS OF THE ERAS PROTOCOL IN ELECTIVE ABDOMINAL SURGERIES IN SUS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511090941


Lucas Deichel Stelter1, Amanda Vilela Santos2, Giulia Ugucioni Garbelini3, Gustavo Vilela Dourado Araujo4, Higor Fernando Garcia Ferreira5, Izabella Maria Pinheiro Palheta6, Jade Lima Pinheiro7, Maria Luiza Siqueira Borges8, Pedro Valverde de Oliveira9


Resumo

A introdução do protocolo ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) nas cirurgias abdominais eletivas tem se consolidado como uma estratégia eficaz para qualificar o cuidado perioperatório no Sistema Único de Saúde (SUS). Ao reunir práticas baseadas em evidências, como a mobilização precoce, o controle multimodal da dor e o retorno antecipado da alimentação, o protocolo contribui para acelerar a recuperação dos pacientes, diminuir complicações e otimizar o uso dos recursos hospitalares. Estudos brasileiros e internacionais indicam que, quando corretamente aplicado, o ERAS eleva os padrões de segurança e eficiência no ambiente cirúrgico. Sua implementação no SUS, apesar dos desafios estruturais, representa um avanço significativo na humanização e racionalização da assistência.

Palavras-chave: protocolo ERAS; cirurgia abdominal; recuperação pós-operatória; Sistema Único de Saúde; cuidados perioperatórios.

1  INTRODUÇÃO

As cirurgias abdominais que são eletivas representam uma parcela significativa dos procedimentos realizados nos hospitais públicos brasileiros e estão associadas a um importante impacto na morbidade, mortalidade e custos hospitalares. Nesse contexto, a busca por estratégias que otimizem o processo de recuperação dos pacientes e reduzam complicações pós-operatórias tem se tornado prioridade em diversos sistemas de saúde. O protocolo Enhanced Recovery After Surgery, chamo de ERAS, desenvolvido na década de 1990 pelo cirurgião dinamarquês Henrik Kehlet, surgiu como uma proposta inovadora voltada para a melhoria da recuperação cirúrgica por meio de uma abordagem multimodal e baseada em evidências científicas.

O ERAS consiste em um conjunto de medidas que envolvem todas as fases do cuidado perioperatório que são desde o preparo pré-operatório até o pós-operatório, o qual tem o objetivo de reduzir o estresse cirúrgico, preservar a função fisiológica e acelerar o retorno às atividades habituais. Entre suas principais diretrizes estão a educação do paciente, o manejo adequado da analgesia com menor uso de opioides, a mobilização precoce, a nutrição otimizada e a prevenção de complicações relacionadas à imobilidade e ao jejum prolongado. Essa abordagem multidisciplinar requer integração entre cirurgiões, anestesistas, enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas, garantindo uma assistência coordenada e centrada no paciente.

Diversos estudos nacionais e internacionais demonstram que a implementação do protocolo ERAS reduz de forma significativa o tempo de internação hospitalar, as taxas de complicações pós-operatórias e os custos com insumos e medicamentos, sem comprometer a segurança do paciente. Em média, observou-se uma redução de dois a três dias no tempo de hospitalização e uma queda de até 50% nas complicações clínicas quando comparado ao modelo convencional de cuidados. Além disso, o ERAS tem se mostrado eficaz em diferentes tipos de cirurgias abdominais, incluindo colorretais, hepáticas e gastrointestinais, mostrando boa aplicabilidade em pacientes idosos e portadores de comorbidades.

No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), a adoção de protocolos como o ERAS ganha relevância ainda maior, considerando o desafio de equilibrar qualidade assistencial e sustentabilidade econômica. A implementação desse modelo pode representar um avanço importante na gestão hospitalar, ao permitir melhor aproveitamento dos leitos, redução de reinternações e maior eficiência na utilização de recursos públicos. Contudo, ainda existem barreiras à sua ampla adoção no SUS, como a falta de treinamento padronizado das equipes, resistência a mudanças na prática clínica tradicional e limitações estruturais em algumas unidades hospitalares.

Dessa forma, avaliar a efetividade do protocolo ERAS em cirurgias abdominais eletivas no SUS é essencial para compreender seus benefícios clínicos, econômicos e organizacionais. Essa análise contribui para o fortalecimento de políticas públicas baseadas em evidências, voltadas à humanização do cuidado e à melhoria contínua dos desfechos cirúrgicos. Ao incorporar o ERAS à rotina hospitalar, o SUS pode avançar em direção a uma prática cirúrgica mais segura, eficiente e centrada no paciente, consolidando um novo paradigma na recuperação pós-operatória e no uso racional dos recursos de saúde.

2  METODOLOGIA 

O presente estudo trata-se de uma revisão de literatura narrativa, com o objetivo de analisar a efetividade do protocolo ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) em cirurgias abdominais eletivas no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), enfatizando seus impactos clínicos, econômicos e organizacionais.

A pesquisa foi conduzida entre os meses de setembro e outubro de 2025, utilizando as bases de dados PubMed, SciELO, LILACS e Google Acadêmico. Foram empregados os seguintes descritores, combinados por meio dos operadores booleanos AND e OR: “Enhanced Recovery After Surgery”, “ERAS”, “cirurgia abdominal eletiva”, “recuperação pósoperatória”, “SUS”, “hospital público” e “resultados clínicos”.

Os critérios de inclusão abrangeram artigos publicados entre 2010 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, que apresentassem resultados relacionados à implementação do protocolo ERAS em cirurgias abdominais eletivas, com enfoque em desfechos como tempo de internação, complicações pós-operatórias, mortalidade, readmissão hospitalar e custos hospitalares. Foram incluídos estudos de diferentes delineamentos metodológicos, como ensaios clínicos, estudos observacionais, revisões sistemáticas e relatos de experiência.

Foram excluídos trabalhos que abordassem exclusivamente cirurgias de urgência, estudos sem resultados quantitativos aplicáveis, revisões duplicadas e publicações que não apresentassem clareza metodológica.

O processo de seleção seguiu três etapas: (1) leitura dos títulos e resumos para triagem inicial; (2) leitura completa dos artigos elegíveis; e (3) síntese crítica das evidências encontradas. Os estudos foram organizados em uma planilha contendo autores, ano, tipo de cirurgia, metodologia, resultados principais e conclusões.

A análise dos dados foi realizada de forma qualitativa e comparativa, buscando identificar padrões de resultados, divergências entre estudos e aplicabilidade do protocolo ERAS no contexto do SUS. Foram priorizadas evidências que relacionassem a adoção do protocolo à melhoria dos desfechos clínicos e à eficiência do sistema hospitalar público.

Por fim, os resultados obtidos foram interpretados à luz das diretrizes internacionais da ERAS® Society, bem como das recomendações do Ministério da Saúde sobre protocolos de segurança e eficiência hospitalar, de modo a propor reflexões sobre a viabilidade da implementação ampla do ERAS nas instituições públicas brasileiras.

3  RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

3.1  Resultados

A presente análise integrativa permitiu identificar, a partir da literatura selecionada, uma ampla gama de evidências relacionadas à eficácia, aplicabilidade e desafios do protocolo ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) em cirurgias abdominais eletivas, especialmente no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram selecionados 15 estudos publicados entre 2017 e 2024, distribuídos entre periódicos nacionais e internacionais, que atendiam aos critérios de inclusão e que abordavam a aplicação de estratégias multimodais para otimização do cuidado perioperatório.

Os dados revelam que a adoção do protocolo ERAS está fortemente associada à redução do tempo de internação hospitalar, à diminuição das taxas de complicações pós-operatórias e à melhora na experiência do paciente no período pós-cirúrgico. Entre os componentes mais eficazes identificados estão a mobilização precoce, a analgesia multimodal, a minimização do uso de opioides, a reintrodução alimentar precoce e a individualização do jejum pré-operatório. Tais medidas, implementadas de forma coordenada, mostraram-se decisivas para promover recuperação acelerada, com menores taxas de infecção, íleo paralítico e eventos tromboembólicos.

Estudos multicêntricos evidenciam que, mesmo em instituições públicas com recursos limitados, a aplicação gradual dos princípios do ERAS resultou em desfechos positivos, desde que houvesse capacitação técnica e adesão multiprofissional. Ainda assim, alguns autores apontam barreiras estruturais significativas, como resistência institucional à mudança de protocolos tradicionais, falta de integração entre setores e carência de recursos humanos e materiais.

Quanto ao impacto econômico, análises apontam que a implementação do protocolo, embora exija investimento inicial em capacitação e reestruturação de fluxos, reduz custos ao longo do tempo por diminuir a permanência hospitalar e o consumo de insumos. Há consenso, ainda que parcial, de que a expansão do ERAS no SUS pode contribuir para maior eficiência e sustentabilidade do sistema público de saúde.

Em relação à padronização, poucos estudos brasileiros apresentam uniformidade na aplicação dos componentes do protocolo, o que dificulta a comparação direta entre instituições. Além disso, observou-se escassez de dados nacionais sobre indicadores de qualidade de vida no pós-operatório e análises econômicas robustas, evidenciando lacunas que precisam ser superadas por meio de pesquisas multicêntricas de maior amplitude e rigor metodológico.

Com base nas evidências analisadas, conclui-se que a efetividade do ERAS no cenário brasileiro depende diretamente de fatores como capacitação contínua das equipes, integração entre os níveis de atenção e suporte institucional. O protocolo se mostra adaptável a diferentes realidades, desde que implementado com planejamento, monitoramento de resultados e compromisso com a mudança de cultura assistencial. Por fim, reforça-se a importância da criação de políticas públicas que incentivem sua aplicação como estratégia de inovação e melhoria da qualidade no cuidado cirúrgico.

Tabela – Análise de 15 artigos científicos sobre o protocolo ERAS

3.2  Discussão 

A implementação do protocolo ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) em cirurgias abdominais eletivas configura-se como uma das principais inovações no cuidado perioperatório contemporâneo. Diversos estudos demonstram sua eficácia em diferentes cenários hospitalares, inclusive em sistemas de saúde públicos como o brasileiro. No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), a aplicação do ERAS apresenta-se como uma estratégia promissora, capaz de promover recuperação mais ágil, segura e custo-efetiva, sem comprometer a segurança do paciente.

A efetividade do protocolo decorre de sua abordagem multidisciplinar e integrada, que abrange desde o preparo pré-operatório até o acompanhamento pós-alta, com o envolvimento ativo de toda a equipe de saúde. A substituição de práticas tradicionais, como o jejum prolongado e o repouso absoluto, por condutas baseadas em evidências, como a mobilização precoce, analgesia multimodal e reintrodução alimentar antecipada, favorece o restabelecimento funcional mais rápido e a redução de complicações como íleo paralítico, trombose venosa profunda e infecções hospitalares. A limitação do uso de opioides, por sua vez, reduz efeitos adversos como náuseas, constipação e sedação, contribuindo para maior conforto e autonomia do paciente no pós-operatório.

No cenário nacional, evidências indicam que os benefícios do ERAS são reproduzíveis, desde que haja adesão consistente às diretrizes do protocolo e capacitação adequada das equipes envolvidas. A padronização dos cuidados e a atuação multiprofissional coordenada são elementos-chave para a eficácia da estratégia. Entretanto, desafios estruturais persistem no SUS, como escassez de recursos humanos, limitação de leitos e equipamentos, além de resistência institucional à mudança de práticas assistenciais enraizadas. Assim, a implementação plena do ERAS exige, além de capacitação contínua, uma reestruturação organizacional amparada por políticas públicas que incentivem a inovação e a eficiência hospitalar.

Do ponto de vista econômico, análises apontam que, embora haja necessidade de investimentos iniciais em treinamento e readequação de fluxos, o protocolo tende a gerar economia significativa a médio e longo prazo. A redução da permanência hospitalar, do uso de insumos e a maior rotatividade de leitos configuram-se como ganhos importantes para um sistema de saúde que busca aliar sustentabilidade orçamentária à ampliação do acesso e da qualidade assistencial.

Contudo, alguns entraves ainda dificultam a consolidação do ERAS no país. A variabilidade na adesão aos componentes do protocolo, aliada à ausência de padronização entre diferentes instituições, compromete a avaliação homogênea dos resultados. Ademais, a literatura nacional ainda é limitada quanto à análise robusta de desfechos econômicos e de qualidade de vida no pós-operatório, o que evidencia a necessidade de ampliação de estudos com maior rigor metodológico. Destaca-se também a importância de adaptar o protocolo às especificidades regionais, considerando as disparidades de infraestrutura e o perfil epidemiológico das populações atendidas.

A efetividade do ERAS no contexto do SUS depende não apenas da aplicação técnica de suas recomendações, mas de uma transformação cultural no modelo assistencial vigente. A transição de uma abordagem reativa para uma atuação proativa e baseada em evidências requer o engajamento das equipes e o apoio institucional contínuo. A consolidação do ERAS como padrão de excelência passa pela ampliação de estudos multicêntricos, projetos-piloto e pela integração de estratégias que promovam sua aplicabilidade em larga escala no setor público.

Em síntese, o protocolo ERAS desponta como ferramenta estratégica para a promoção de uma cirurgia mais segura, eficiente e humanizada no Brasil. Sua adoção no SUS tem o potencial de redefinir os paradigmas da recuperação cirúrgica, equilibrando qualidade assistencial, racionalidade no uso de recursos e sustentabilidade. O êxito dessa iniciativa, contudo, está diretamente atrelado ao comprometimento institucional e à formação permanente das equipes, de modo que o protocolo transcenda o papel de diretriz e seja incorporado como prática consolidada no cotidiano assistencial.

4  CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

A implementação do protocolo ERAS em cirurgias abdominais eletivas demonstra ser uma estratégia eficaz na otimização do cuidado perioperatório, especialmente em sistemas de saúde com recursos limitados, como o SUS. Os estudos analisados indicam benefícios consistentes, como redução do tempo de internação, menor incidência de complicações e melhora na experiência do paciente. Apesar dos resultados promissores, ainda persistem desafios estruturais e culturais que dificultam sua adoção plena na rede pública. A efetividade do protocolo depende diretamente da adesão multiprofissional, do treinamento contínuo das equipes e do apoio institucional. É necessário, portanto, fomentar políticas públicas que viabilizem a implementação gradual e adaptada do ERAS. Com planejamento adequado, o protocolo pode representar um avanço significativo rumo a uma assistência cirúrgica mais segura, eficiente e centrada no paciente.

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1 Discente do Curso Superior de medicina da Universidade de Rio Verde Campus Rio Verde e-mail: lucasdstelter@gmail.com