EFFECTS OF MANUAL THERAPY ON THE RECOVERY OFPATIENTS WITH ANKLE SPRAIN: A LITERATURE REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202511162047
Ancelmo Luis Gonçalves Villar Filho¹
Michel Jorge Dias²
Yago Tavares Pinheiro³
Luciano Braga de Oliveira⁴
Resumo
As entorses de tornozelo constituem uma das lesões mais frequentes em atividades diárias e esportivas, comprometendo a mobilidade, provocando dor, edema e alterações na função proprioceptiva e sensóriomotora, podendo gerar déficits funcionais se não houver reabilitação adequada. O presente estudo analisou a eficácia da terapia manual na recuperação de pacientes com entorses de tornozelo por meio de uma pesquisa qualitativa, descritivo-exploratória, baseada em revisão bibliográfica de artigos publicados entre 2015 e 2025 nas bases SciELO, Google Acadêmico e LILACS. Foram selecionados artigos completos em português e inglês que abordassem terapia manual e reabilitação de entorses de tornozelo, excluindo-se revisões, teses, monografias e estudos duplicados ou incompletos. A análise dos artigos considerou a qualidade dos periódicos segundo o Qualis Capes e incluiu a extração de dados sobre autores, objetivos e resultados. Os estudos evidenciaram que a terapia manual, especialmente quando combinada a exercícios terapêuticos, melhora a função, a mobilidade articular, o controle postural, a força muscular e a dorsiflexão. Técnicas como mobilização com movimento de Mulligan, alongamento do gastrocnêmio, massagem da panturrilha e flossing demonstraram redução da dor, aumento da amplitude de movimento e prevenção de recidivas. As abordagens multimodais apresentaram maior efetividade do que intervenções isoladas, promovendo recuperação funcional mais rápida e retorno seguro às atividades diárias e esportivas. Conclui-se que a terapia manual integrada a exercícios específicos constitui estratégia eficaz na reabilitação de entorses de tornozelo, restaurando mobilidade, força e confiança do paciente, prevenindo recidivas e favorecendo uma recuperação completa e humanizada.
Palavras-chave: Sugere-se de 3 a 5 palavras, separadas entre si, por ponto final.
Abstract
Ankle sprains are among the most common injuries in daily and sports activities, compromising mobility, causing pain, swelling, and changes in proprioceptive and sensorimotor function, which may lead to functional deficits if proper rehabilitation is not performed. This study analyzed the effectiveness of manual therapy in the recovery of patients with ankle sprains through a qualitative, descriptive-exploratory research based on a literature review of articles published between 2015 and 2025 in the SciELO, Google Scholar, and LILACS databases. Complete articles in Portuguese and English addressing manual therapy and ankle sprain rehabilitation were selected, excluding reviews, theses, dissertations, and duplicated or incomplete studies. The analysis considered the quality of the journals according to the Qualis Capes classification and included data extraction on authors, objectives, and results. The studies showed that manual therapy, especially when combined with therapeutic exercises, improves function, joint mobility, postural control, muscle strength, and dorsiflexion. Techniques such as Mulligan’s mobilization with movement, gastrocnemius stretching, calf massage, and flossing demonstrated pain reduction, increased range of motion, and recurrence prevention. Multimodal approaches proved more effective than isolated interventions, promoting faster functional recovery and a safe return to daily and sports activities. It is concluded that manual therapy integrated with specific exercises constitutes an effective strategy in ankle sprain rehabilitation, restoring patient mobility, strength, and confidence, preventing relapses, and promoting a complete and humanized recovery.
Key-words: Ankle sprain. Physiotherapy. Functional rehabilitation. Manual therapy. Physical therapy treatment.
INTRODUÇÃO
Os estudos acerca da entorse no tornozelo têm se tornado uma prática escassa no mundo acadêmico, mas, é imprescindível a continuidade das discussões nesta temática, já que o tornozelo é uma das regiões do corpo mais suscetíveis a lesões durante prática de atividades diárias e/ou esportivas, através do choque na articulação, salto e aterrissagem e corrida em solo irregular. Cerca de 77% das lesões referem-se as entorses, e quando relacionadas ao tornozelo, estima-se que 85% em média está ligada à Entorses Laterais de Tornozelo (ELT). Geralmente, essas ocorrências estão associadas às quedas sofridas ou perda de controle corporal, que ao se desequilibrar direcionam os pés à posição plantar, flexionada e invertida, que acabam causando edemas, dores e comprometimento funcional (OLIVEIRA, et al., 2019).
Segundo Silva (2016), as ELT são caracterizadas por três níveis específicos, o primeiro ocorre quando há o estiramento excessivo dos ligamentos; o segundo é notado a partir de ruptura parcial dos ligamentos e o terceiro pela ruptura total do ligamento. Portanto, é preciso que o paciente seja devidamente acompanhado para que seja detectado o nível da lesão, bem como a sua gravidade. O acompanhamento é importante para que sejam evitados prejuízos crônicos da função proprioceptiva e sensório-motora, capaz de gerar um déficit no tempo de resposta reflexa neuromuscular.
Quanto a isso, Nascimento (2018) destaca a importância da realização de exames como radiografias, ultrassonografias, tomografias computadorizadas ou ressonâncias magnéticas para a avaliação das entorses, haja vista que podem diagnosticar o nível da lesão, assim como possibilita verificar possíveis fraturas associadas, no entanto, mesmo com essa indicação, é pertinente destacar que a radiografia é indicada quando o sujeito estiver sentindo dores em pontos ósseos específicos ou em casos da impossibilidade do apoio de marcha.
Assim, a literatura aponta que a terapia manual pode ser eficaz para o tratamento de lesões como a entorse no tornozelo, já que consegue melhorar a amplitude do movimento da articulação subtalar e dos passos. Além disso, sua utilização é capaz de ajustar a força na marcha e diminuir as dores sentidas pelo sujeito. Isso evidencia os benefícios do tratamento, já que propõe melhores condições de recuperação e retorno das atividades cotidianas do indivíduo. Mesmo assim, é perceptível que as descrições apontem apenas resultados relacionados aos aspectos fisiológicos mencionados, não priorizando os resultados funcionais, sendo atribuído, neste caso, à preocupação de encontrar dados mais consistentes que apontem a eficiência desse tipo de terapia na recuperação da funcionalidade do paciente (Oliveira, et al., 2019).
Assim, torna-se relevante pela necessidade constante de verificar os novos estudos para o manejo das entorses de tornozelo, bem como as principais condutas terapêuticas da atualidade que apresentam evidência científica. Portanto, poderá contribuir para o campo da fisioterapia trauma-ortopédica de forma a apresentar protocolos mais eficazes para a prática clínica, auxiliando no desenvolvimento pessoal e profissional, sendo capaz de agregar conhecimentos úteis, maior visibilidade da terapia manual, propondo melhores definições e estratégias relacionadas à atuação profissional, bem como servindo de acervo para o desenvolvimento científico e fomentando trabalhos futuros nesta temática.
Apesar dos avanços e evidências sobre os benefícios da terapia manual, ainda são escassos os estudos que investigam sua real eficácia no tratamento de entorses de tornozelo, sobretudo no que se refere à recuperação funcional dos pacientes. Nesse sentido, surgiu o seguinte problema de pesquisa: Qual a eficácia da terapia manual na recuperação de pacientes acometidos por entorses do tornozelo?
Diante do exposto, este estudo buscou aprofundar a análise acerca da temática, com o intuito de compreender seus desdobramentos teóricos e práticos. Para tanto, define-se como objetivo geral analisar a eficácia da terapia manual na recuperação de pacientes com entorses do tornozelo. Como objetivos específicos, pretende-se: investigar os aspectos anatômicos e biomecânicos do tornozelo; abordar os dados epidemiológicos e etiológicos relacionados à entorse, bem como os fatores que a influenciam e seus impactos nessa região do corpo; e, por fim, apontar as principais ações e benefícios da terapia manual empregadas no tratamento da entorse de tornozelo.
1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
1.1 Anatomia e Biomecânica do Tornozelo
O tornozelo é classificado por uma articulação sinovial que desempenha um importante papel para a locomoção do indivíduo. Sua composição inclui três ossos específicos: tíbia, fíbula e tálus. Os músculos e ligamentos que também compõem sua estrutura são responsáveis pela estabilidade e mobilidade, permitindo que os movimentos de dorsiflexão, flexão plantar, inversão e eversão sejam executados (Kenhub, 2023).
De acordo com Fontes-Júnior (2023), a biomecânica do tornozelo desempenha uma função indispensável para a compreensão das lesões ocorridas, principalmente quando se trata de atletas e bailarinos. Por exemplo, as Bailarinas do ballet clássico quando mantem-se em posição “em pointe”, há uma maior necessidade desenvolver a flexão plantar, que devido ao esforço é capaz de sobrecarregar os tendões calcâneos e os ligamentos laterais. É exatamente o esforço repetitivo que condiciona as lesões, facilitando as chances de entorses e tendinites. Neste sentido, Gomes et al. (2020) abordam a necessidade da utilização de instrumentos avaliativos para a execução de análises da biomecânica do tornozelo, considerando especiais os casos que envolvem atletas, por serem sujeitos com alto nível de esforço nesta região do corpo. É possível mencionar o uso das escalas funcionais: a Ankle Instability Instrument (AII) e testes de equilíbrio como o Star Excursion Balance Test (SEBT), que são eficientes na avaliação da estabilidade e força muscular do tornozelo.
Conforme pontuam Araújo Júnior, Fucs e Barros (2025), a tecnologia tem sido muito pertinente para a evolução de órteses tornozelo-pé (AFO). A utilização dos softwares de modelagem 3D como Autodesk Meshmixer, é bastante relevante nesses processos. Os autores mencionados elaboraram um protocolo capaz de criar órteses personalizadas, aperfeiçoando cada vez mais sua eficiência no suporte articular e na reabilitação.
A interação entre o joelho e o tornozelo é outro ponto bastante relevante, principalmente acera de algumas pratica que exigem força e movimentos repetitivos, a exemplo das práticas esportivas. Em um estudo desenvolvido UNIVATES, constatou que a utilização de órteses de tornozelo pode interferir no movimento do joelho, causando diversas alterações em sua biomecânica, propondo riscos de lesões secundarias devido às modificações que podem ocorrer nos padrões de carga (Júnior, 2024).
Portanto, o desenvolvimento de estudos mais detalhados acerca da anatomia do tornozelo e suas interferências biomecânicas são imprescindíveis para o desenvolvimento de estratégias de prevenções e intervenções em lesões no tornozelo. Assim, compreende-se que a tecnologia e as avaliações clínicas são capazes de fomentar resultados significativos na reabilitação e no desempenho atlético (Kenhub, 2023).
1.2 Entorse de Tornozelo: Aspectos Epidemiológicos, Etiológico e Funcionais
A entorse de tornozelo se configura como uma lesão músculo-esquelética, cuja frequência maior está presenta nos quadros clínicos e esportivos. É, no entanto, considerado um problema de saúde pública capaz impactar diretamente a qualidade de vida do indivíduo. O índice de casos é elevado em toda a população e, não se restringe a grupos específicos de pessoas, sendo responsável por cerca de 20% a 30% das lesões em volta das atividades esportivas, principalmente as que exigem saltos, agilidades e contato físico, e também em relação às atividades diárias como tropeços em terrenos irregulares (Wikstrom et al., 2021). As pessoas mais propensas às lesões estão entre os 15 a 40 anos de idade, ou seja, indivíduos fisicamente ativos. A prevalência de entroses de tornozelo pode ultrapassar cinco lesões por mil pessoas ao ano na população em geral, sendo ainda mais alta em atletas (Vuurberg et al., 2020). Cerca 40% das pessoas lesionadas chegam a evoluir para os quadros de instabilidade crônica, comprometendo seus movimentos funcionais em longo prazo, gerando dores constantes, limitação nos movimentos e insegurança articular (Doherty et al., 2021).
A entorse de tornozelo é uma lesão ocorrida através de um mecanismo de inversão forçada do pé, acontece quando a pessoa o mante posicionado sob flexão plantar, vindo a danificar as regiões dos ligamentos laterais, principalmente o ligamento talofibular anterior. Isso ocorre por intermédio da força externa que é bem maior que a capacidade de resistência dos tecidos ligamentares, que acabam estimulando a ruptura ou estiramento dos ligamentos (Delahunt et al., 2021). A ocorrência desses riscos pode acontecer por diversos fatores, essencialmente pelo desequilíbrio muscular, uso de calçados inadequados, déficits proprioceptivos e histórico prévio de lesões (Gribble et al., 2021).
Ainda de acordo com Grible et al. (2021) o principal fator de risco para as entorses de tornozelo está associado ao histórico de lesões, além de ser um forte agente para alterações da biomecânica dessa região, que acaba comprometendo e estabilizando o sistema articular do tornozelo. As pessoas podem perceber o indício de torsões do tornozelo a partir da identificação de características que envolver a sensação de falseio e insegurança ao caminhar, que é capaz de serem notadas mesmo diante da ausência de instabilidade mecânica detectável em exames de imagem.
Koch e Hänsel (2020) dizem que as entorses de tornozelo causam múltiplas limitações, das quais estão mais presentes as dores persistentes, edemas, perda de movimentos, redução de força muscular e o comprometimento da propriocepção. São alterações capazes de danificar a locomoção, equilíbrio e execução de atividades cotidianas, além de se configurar como fatores alternativos a evidencia de futuras e novas lesões. Portanto, é relevante que pessoas que se enquadram a essas situações busquem a reabilitação de modo eficiente, para que não sejam condicionadas a complicações crônicas, e assim, possam restaurar a função articular.
As estratégias fisioterapêuticas são alternativas eficazes no processo de reabilitação da função articular do tornozelo, no entanto, a assistência terapêutica deve acontecer de modo individualizado, a fim de que sejam analisados alguns fatores relevantes, como: grau da lesão, nível de atividade física do paciente e histórico de lesões anteriores. Em casos mais graves de acometimentos crônicos em que o sujeito não lida de maneira adequada e responsável com o tratamento conservador, é indicado que o indivíduo passe pelo procedimento cirúrgico, mesmo que seja reservada a situações específicas (Vuuberg et al., 2020)
A entorse de tornozelo não possui causa específica, e sim, é motivada por condições multifatoriais e recorrentes, cuja atenção deve ser dedicada exclusivamente ao caso, tanto no que se refere à fase aguda quanto ao processo de reabilitação. Assim, a prevenção quando trabalhada por meio das estratégias como fortalecimento muscular, uso de órteses e treino de equilíbrio também é fortemente recomendada para indivíduos de risco (Delahunt et al., 2021).
1.3 Terapia Manual: Conceito, Princípios e Técnicas
Na fisioterapia há várias abordagens terapêuticas sendo utilizadas com fins de reabilitação funcional, no entanto, se desperta aqui a atenção para a terapia manual, cujo procedimento ocorre por meio da utilização e manejo das mãos, tendo a finalidade de diagnosticar e tratar disfunções musculoesqueléticas. O objetivo desse procedimento designa a restauração da mobilidade das articulações, cogitando a redução de dores e ajuste da função integral do paciente (Fernandes et al., 2021).
Assim, Cook e Hegedus (2022) destacam que a terapia manual é importante no suporte das necessidades biomecânicas e neurofisiológicas. Fazendo com que esses princípios possam reconhecer a interdependência que existe entre as estruturas corporais e os sistemas corporais, em essência quando se trata do musculoesquelético e do neurológico, promovendo uma atuação fisioterapêutica personalizada e baseada nas evidencia.
A terapia manual utiliza bastantes recursos para o tratamento de movimento e de estruturas do corpo, em meio aos recursos mais utilizados podemos mencionar as mobilizações articulares, manipulações vertebrais, alongamentos específicos, liberação miofascial, mobilização neural e técnicas de energia muscular. Esses recursos são relevantes para ajudar na redução de inchaços, melhora da mobilização e dos movimentos, além de ajudar na estabilidade do tornozelo, e prevenir futuras lesões (Silva; Rocha, 2023).
Marques e Santos (2022) enfatizam que a combinação entre a terapia manual e o exercício terapêutico proporciona resultados intensamente relevantes e eficientes, principalmente quando comparados com a utilização de abordagens específicas de maneira isolada. Isso evidencia a importância da prática com base nas evidências e na individualização do tratamento fisioterapêutico.
Portanto, Andrade et al. (2023) enfatizam que os efeitos da terapia manual são bastante significativos e indicam que esse tipo de abordagem vai além dos aspectos mecânicos, envolvendo respostas complexas do sistema nervoso central. Assim, os autores apontam a terapia manual resulta efeitos neurofisiológicos como a modulação da dor por meio da ativação de mecanismos inibitórios descendentes e o aumento do limiar de dor à pressão. Assim, a terapia manual representa uma ferramenta valiosa na reabilitação musculoesquelética, desde que aplicada com conhecimento técnico, raciocínio clínico e respaldo científico.
1.4 Efeitos da Terapia Manual na Reabilitação da Entorse de Tornozelo
A entorse de tornozelo é vista como uma das lesões mais comuns entre atletas e a população no geral que é considerada fisicamente ativa, é, no entanto, definida como uma lesão musculoesquelética e representa cerca de 15% a 20% das lesões esportivas (Silva et al. 2021). Acontece geralmente quando há ruptura do ligamento da articulação talocrural, isso ocorre quando acontece algum mecanismo de inversão excessiva, afetando principalmente os ligamentos talofibular anterior e calcaneofibular (Martins; Souza, 2022).
Nas duas últimas décadas a terapia manual tem sido muito utilizada na reabilitação de entorses de tornozelo, propondo intensas contribuições para a recuperação funcional, para o
alívio de dores e para a restauração da amplitude do movimento (Rodrigues et al., 2023). As técnicas mais utilizadas referem-se à mobilização articular do tipo Maitland e manipulações do tipo thrust cujas evidências propuseram resultados altamente eficazes no tratamento das torções de tornozelo (Farias et al., 2021).
De acordo com Lopes e Cunha (2024) as mobilizações articulares atribuíram efeitos fisiológicos envolvendo a maximização dos movimentos, e a minimização dos edemas articulares, bem como propuseram a melhora da circulação em volta do local. Além desses resultados, as técnicas são capazes de estimular os mecanismos neurofisiológicos trabalhando na redução das dores via mecanismos centrais e periféricos.
Assim, Almeida et al. (2023) por meio de um estudo clínico, pontuaram que seus pacientes foram submetidos a mobilização articulares passivas no tornozelos, e os resultados apontaram melhoras significativas acerca da dorsiflexão, bem como conseguiram manter a estabilidade funcional em um período de quatro semanas de intervenção, esse resultados forma mais expressivos do que aqueles que foram apresentados pelos grupos controle que realizaram apenas exercícios ativos.
Além disso, a terapia manual pode ajudar na recuperação de entorse de tornozelo por meio da capacidade de restauração do controle proprioceptivo. Pois as técnicas manuais são responsáveis pela reativação dos mecanorreceptores articulares e pela reorganização neuromuscular. Essas ações são altamente responsáveis pela prevenção das recorrências de lesões nessa região do pé (Ferreira; Lima, 2020).
Portanto, Gomes et al., (2022), abordam que os resultados da terapia manual são notados quando essa abordagem é integrada a um programa de reabilitação que envolve o fortalecimento muscular, o treino proprioceptivo e os exercícios funcionais. Assim, essa abordagem multimodal é atualmente considerada o padrão-ouro no tratamento da entorse de tornozelo. No entanto, a terapia manual se configura como um processo valioso e baseado nas evidências para o tratamento de entorses de tornozelo, resultando efeitos positivos tanto na fase aguda quanto na fase crônica da lesão.
2 METODOLOGIA
Tratou-se de um estudo de abordagem qualitativa, cuja finalidade foi desenvolver conhecimentos a partir da investigação de dados subjetivos, cujo foco é direcionado a compreensão dos fenômenos sociais e comportamentais relacionados ao ser humano. Os resultados dessa abordagem são baseados na análise de dados descritivos, como entrevistas, observações, fotografias e registros (Sousa; Oliveira; Alves, 2021).
Quanto ao objetivo, esta pesquisa se baseou no descritivo-exploratório, o primeiro refere-se a um método de investigação responsável pela descrição e caracterização de um respectivo fenômeno, população ou grupo, sendo pautado no registro, observação e análise dos dados, sem que haja a manipulação ou estabeleça relação de relações de causa e efeito (Machado et al., 2016). O segundo busca encontrar resultados acerca de um tema pouco conhecido, ou seja, visa desenvolver conhecimentos acerca de um assunto pouco estudado. Sua finalidade direciona-se a investigação e compreensão de um determinado problema, a fim de formular novas hipóteses acerca de futuras pesquisas (Sousa; Oliveira; Alves, 2021).
O procedimento metodológico adotado consiste na revisão bibliográfica, desenvolvida por estudos já existentes e publicados em bases de dados científicas. Nesse tipo de estudo o pesquisador mantem contato direto com o material disposto na íntegra, com interesse no aprimoramento de novas ideias e a verificação da veracidade dos dados, visando à observação das possíveis incoerências ou contradições presentes no material estudado (Gil, 2002).
A pesquisa foi realizada no período de fevereiro a dezembro de 2025, por meio das bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Google Acadêmico e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs). Sendo considerados artigos completos, no idioma inglês e português, publicados em bases de dados científicas, correspondentes aos últimos dez anos, disponíveis na íntegra e que atenderam aos objetivos da pesquisa e, excluídos artigos duplicados, incompletos, revisões de literatura, teses ou monografias, bem como aqueles que não atenderam ao objetivo da pesquisa.
Os artigos foram pesquisados por meio da inserção dos descritores: “Fisioterapia”, “Recuperação”, “Terapia Manual”, “Tornozelo”, “Torsões”, “Tratamento”, nas bases de dados eletrônicas anteriormente mencionadas, com a combinação do operador booleano AND. Sendo lidos os título e resumos, identificando a validade para a pesquisa, posteriormente foi realizada a seleção desses estudos, e em seguida desenvolvida a análise e discussão dos dados. Após isso, foi desenvolvida a extração dos dados, que aconteceu por meio de uma leitura mais aprofundada dos estudos, onde foram capturadas as informações mais precisas e úteis aos resultados, cuja descrição ocorreram por meio da exposição em tabelas, contendo informações como: título do estudo, autores, ano de publicação, objetivos e resultados, e outros pontos importante à pesquisa.
A análise dos resultados aconteceu a partir da leitura integral dos dados coletados, e discutidas posteriormente com base na literatura de outros autores. A sumarização dos resultados deu-se por meio da sistematização dos conteúdos, das buscas e das análises das respectivas informações. Os critérios de qualidade dos estudos primários pautaram-se nos artigos publicados em periódicos científicos com Qualis Capes.
No entanto, como não se trata de um estudo envolvendo seres humanos, não houve exigência da utilização dos aspectos éticos, mesmo assim, a pesquisa manteve o respeito à propriedade intelectual, à privacidade e à confidencialidade das informações que possibilitavam o envolvimento de seres humanos, ou documentos relacionados. Se responsabilizou ainda pela atribuição do devido crédito aos outros pesquisadores, evitando plágio, utilizando fontes de pesquisa confiáveis, bem como o uso de referências corretas e aplicação adequada das fontes dos estudos utilizados.
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Os resultados obtidos são apresentados a seguir, por meio da descrição dos principais dados e evidências identificadas nos estudos analisados.
Quadro 01. Estudos incluídos na Revisão de Literatura de acordo com a metodologia.
| TÍTULO | AUTOR | OBJETIVOS | RESULTADOS |
| 1. Terapia manual em estruturas articulares e nervosas combinada com exercícios no tratamento de entorses recorrentes de tornozelo. | Plaza-Manzano, G. et al., 2016. | Comparar os efeitos do exercício proprioceptivo e de fortalecimento isolado com a combinação desses exercícios e terapia manual em atletas com entorses recorrentes. | O estudo comparou os efeitos do exercício proprioceptivo e de fortalecimento isolado com a associação dessas práticas à terapia manual em atletas com entorses recorrentes de tornozelo. Os resultados evidenciaram que os pacientes que receberam a intervenção combinada apresentaram maior redução da dor, melhora significativa da estabilidade funcional e aumento da amplitude de movimento da articulação tibiotársica. Além disso, observou-se uma recuperação mais rápida e um menor índice de recidiva da lesão, sugerindo que a integração da terapia manual potencializa os efeitos do exercício terapêutico convencional. |
| 2. Terapia manipulativa e reabilitação em entorses recorrentes de tornozelo com instabilidade funcional. | Lubbe, D. et al., 2015. | Avaliar se a associação entre terapia manipulativa e reabilitação oferece melhores resultados do que a reabilitação isolada em indivíduos com entorses recorrentes e instabilidade funcional. | Este ensaio clínico avaliou a eficácia da associação entre terapia manipulativa e reabilitação em indivíduos com instabilidade funcional de tornozelo. Os resultados demonstraram que os participantes submetidos ao protocolo combinado obtiveram ganhos expressivos na mobilidade articular, na propriocepção e na força muscular em comparação àqueles que receberam apenas reabilitação tradicional. O estudo também apontou que a manipulação articular reduziu a sensação de falseio e aumentou a confiança do paciente ao realizar atividades esportivas e funcionais, promovendo melhora global da função do tornozelo. |
| 3. Efeito combinado imediato do alongamento do gastrocnêmio e mobilização sustentada da articulação talocrural em indivíduos com limitação de dorsiflexão do tornozelo. | Kang, M. H. et al., 2015. | Investigar o efeito imediato da combinação de alongamento muscular e mobilização articular sustentada sobre a dorsiflexão limitada do tornozelo. | A pesquisa analisou os efeitos imediatos da combinação de alongamento do músculo gastrocnêmio com mobilização sustentada da articulação talocrural em indivíduos com limitação de dorsiflexão. Os resultados mostraram um aumento significativo e imediato da amplitude de movimento, bem como melhora da performance funcional durante a marcha e atividades que exigem flexão do tornozelo. Os autores destacaram que essa abordagem integrada promove relaxamento muscular, redução da rigidez articular e melhora da circulação local, favorecendo o processo de reabilitação após entorses. |
| 4. Terapia manipulativa associada a exercícios terapêuticos para jogadores adolescentes de beisebol com instabilidade crônica de tornozelo. | Shin, H. J. et al., 2020. | Analisar os efeitos da terapia manipulativa combinada a exercícios em adolescentes com instabilidade crônica de tornozelo. | O estudo investigou os efeitos da terapia manipulativa associada a exercícios terapêuticos em jogadores adolescentes de beisebol com instabilidade crônica de tornozelo. Após seis semanas de intervenção, observou-se melhora expressiva na amplitude de dorsiflexão, no controle postural dinâmico e no equilíbrio unilateral. Além disso, os participantes relataram menor dor e maior sensação de estabilidade durante a prática esportiva. A combinação das técnicas contribuiu para restaurar o alinhamento articular e aprimorar o controle neuromuscular, reduzindo o risco de novas lesões. |
| 5. Efeito da técnica de flossing e terapia manual na dorsiflexão de adultos com histórico de entorse de tornozelo. | Bermúdez-Egidos.; Pérez-Llanes.; Cuesta-Barriuso, 2025. | Avaliar os efeitos combinados do flossing e terapia manual. | Em estudos recentes sobre as técnicas de flossing e terapia manual aplicadas à reabilitação de tornozelo, verificou-se que ambas as abordagens aumentam a mobilidade articular e a amplitude de dorsiflexão em adultos com histórico de entorse. Os resultados apontam que o uso da faixa elástica compressiva associada à mobilização manual melhora a vascularização, reduz a dor e facilita o deslizamento tecidual. Em conjunto, essas estratégias favorecem o retorno funcional, sendo eficazes na prevenção de recidivas e no fortalecimento da estabilidade articular. |
| 6. Resultados de pacientes tratados com o conceito Mulligan de mobilização com movimento para entorse lateral de tornozelo. | May et al., 2017. | Investigar o uso da técnica MWM de Mulligan. | Neste estudo de série de casos, foi avaliada a aplicação da técnica de Mobilização com Movimento (MWM) de Mulligan em pacientes universitários com entorse lateral de tornozelo. Após o tratamento, os participantes apresentaram significativa redução da dor, aumento da dorsiflexão e melhora da função avaliada por escalas de desempenho físico. O estudo evidenciou que o método de Mulligan, ao promover o reposicionamento biomecânico da articulação durante o movimento ativo, contribui para a recuperação mais eficiente e segura, com retorno precoce às atividades. |
| 7. Efeito da terapia manual na amplitude de dorsiflexão do tornozelo: ensaio clínico randomizado cruzado piloto. | Park, J. H. et al., 2023. | Verificar os efeitos imediatos da mobilização passiva da articulação do tornozelo e da massagem nos músculos da panturrilha sobre a amplitude de dorsiflexão em adultos com restrição residual. | O ensaio clínico randomizado cruzado investigou o efeito imediato da terapia manual sobre a dorsiflexão do tornozelo em adultos com restrição residual de movimento. Os resultados mostraram que tanto a mobilização passiva da articulação quanto a massagem dos músculos da panturrilha aumentaram significativamente a amplitude de dorsiflexão. Houve também redução da rigidez articular e da tensão muscular, com efeitos mantidos por várias horas após a intervenção. O estudo conclui que a terapia manual é uma estratégia viável, segura e de baixo custo para reabilitação funcional do tornozelo. |
| 8. Efeitos da terapia manual associada a exercícios em pacientes com entorse lateral de tornozelo: revisão sistemática e meta-análise. | De Ruvo, R. et al., 2022. | Sintetizar a evidência sobre os efeitos da terapia manual combinada a exercícios na dor, amplitude de movimento e função de pacientes com entorse lateral. | Esta revisão sistemática e meta-análise avaliou a eficácia da terapia manual combinada a exercícios em pacientes com entorse lateral de tornozelo. A análise de múltiplos ensaios clínicos demonstrou que a combinação das técnicas é mais eficaz do que o exercício isolado na melhora da dor, função e mobilidade articular. A intervenção combinada resultou em maior ganho de dorsiflexão, melhor desempenho em testes de equilíbrio e menor incidência de recorrência da lesão. Os autores recomendam a inclusão da terapia manual como parte essencial dos protocolos de reabilitação. |
A análise dos oito artigos selecionados, apresentados no Quadro 01, evidenciou as contribuições da terapia manual no processo de recuperação de pacientes com entorse de tornozelo. De forma geral, os estudos ressaltam que esse tipo de intervenção favorece a melhora da função, da mobilidade articular e auxilia na prevenção de complicações decorrentes da lesão.
Assim, Fernandes (2022) destaca em seus achados que, a junção da terapia manual com os exercícios terapêutico têm evidenciado resultados e melhoras significativas relacionadas às entorses de tornozelo, sendo considerado uma estratégia eficiente e positiva nesse processo de reabilitação. De acordo com isso, os resultados estudos mais recentes acerca dessa temática têm apontado que os programas combinados resultaram desfechos superiores, principalmente quando foram comparados com as intervenções isoladas, esses resultados foram mais evidentes nos sujeitos que apresentavam instabilidades crônicas no tornozelo, demonstrando benefícios na dorsiflexão, assim como no controle postural dinâmico. Assim, é possível destacar que esses achados reforçam a necessidade de abordagens multimodais, indicando que o efeito sinérgico entre técnicas manuais e exercícios específicos potencializa a recuperação funcional.
Diante disso, Taylor et al., (2024) apontam que as técnicas de mobilização articular passiva e massagem nos músculos da panturrilha têm apontado eficácia quanto a melhora imediata da dorsiflexão em adultos com restrição residual de movimento. Assim, estudos piloto evidenciaram que esse tipo de intervenção tem a capacidade de manter seus efeitos durante horas após a aplicação, enfatizando novas oportunidades de práticas de exercícios ativos subsequentes, podendo organizar e otimizar a reabilitação. Neste sentido, é possível compreender que essas estratégias interventivas são relevantes, e são capazes de oferecer ao sujeito respostas funcionais significativamente positivas ao paciente.
Nesse contexto, ao buscar desenvolver o conceito Mulligan e outras técnicas de mobilização com movimento (MWM), Nguyen et al., (2021) destacam que seus resultados foram eficazes na redução da dor e aumento da amplitude de movimento em entorses laterais de tornozelo, atribuindo uma melhora em um espaço curto de tempo e trazendo o retorno precoce das atividades físicas do sujeito. Diante disso, essas técnicas evidenciam uma relevante estimativa acerca das abordagens ativas do paciente na reabilitação, oferecendo a oportunidade de uma tradução funcional prática por meio dos efeitos da mobilização manual, especialmente em pessoas que realizam atividades esportivas e indivíduos com demandas de mobilidade diária intensas.
Frente a isso, Yekdaneh et al., (2024) discutem que a incorporação de exercícios de equilíbrio e fortalecimento muscular em programas de reabilitação tem favorecido o processo de recuperação completa o tornozelo. Assim, os estudos mais recentes têm apontado significados resultados mediante a combinação da terapia manual e dos exercícios de equilíbrio, uma vez que são capazes de ajudar na redução das dores, promovendo resistência e força muscular, além contribuir para a amplitude dos movimentos, essencialmente nos pacientes com lesões traumáticas pós-acidente. A partir disso, há indicações de que a reabilitação considere tanto as modalidades articulares quanto o fortalecimento funcional e a estabilidade proprioceptiva.
De acordo com Sano et al., (2024) algumas técnicas foram aplicadas em conjunto com a terapia manual, a exemplo do flossing, e evidenciaram os resultados são capazes de manter uma melhor condição funcional do tornozelo, otimizando o desligamento tecidual e reduzindo as restrições funcionais, além de manter consideráveis processos de prevenção de recidivas de entorses. Isso evidencia que há a existência de uma nova alternativa capaz de acelerar tanto a recuperação motora quanto a própria função articular, particularmente em pacientes com limitações persistentes relacionadas ao movimento.
Segundo Yang et al., (2025), há diversas revisões e meta-análise que apontam intervenções eficazes para o fortalecimento e equilíbrio, e quando associadas a terapia manual, apontam maior eficiência frente aos resultados que evidenciam a melhora da função e redução de dores em casos de instabilidade crônica de tornozelo. Esses achados consolidam a necessidade de protocolos integrados, que combinem diferentes modalidades terapêuticas de forma estruturada e progressiva, adaptando-se às necessidades individuais do paciente.
Portanto, a discussão sobre a reabilitação de entorses de tornozelo evidencia que abordagens integradas — combinando terapia manual, exercícios terapêuticos, mobilizações específicas e técnicas complementares como flossing — promovem uma recuperação mais rápida e funcional, além de prevenir recidivas. O planejamento da intervenção deve considerar o estágio da lesão, a resposta funcional e a individualidade do paciente, fortalecendo a ideia de protocolos multimodais como padrão ouro na prática clínica (Doherty et al., 2017).
4 CONCLUSÃO
A recuperação de uma entorse de tornozelo vai muito além da simples aplicação de técnicas terapêuticas; ela envolve compreender o corpo como um todo e o impacto que a lesão tem na vida cotidiana de cada indivíduo. Cada paciente enfrenta desafios únicos, não apenas físicos, mas também emocionais, ligados à limitação de movimentos e ao medo de novas lesões. Reconhecer essas dimensões é fundamental para promover uma reabilitação completa e eficaz.
A terapia manual, quando combinada a exercícios específicos, mostrou-se uma abordagem capaz de restaurar não apenas a mobilidade e a força do tornozelo, mas também a confiança do paciente em seu próprio corpo. Esse processo ajuda a resgatar a autonomia e permite que a pessoa retome suas atividades de forma segura, minimizando riscos de recidivas e fortalecendo a percepção de controle sobre a própria recuperação.
Além dos benefícios físicos, a prática de um acompanhamento cuidadoso, atento e individualizado contribui para uma experiência de cuidado mais humana. Valorizar cada conquista, mesmo que pequena, e ajustar as intervenções às necessidades de cada paciente reforça a importância de tratar não apenas a lesão, mas a pessoa como um todo, promovendo bem-estar, motivação e engajamento no processo de recuperação.
Portanto, cuidar de um tornozelo lesionado é também cuidar da qualidade de vida, da independência e do bem-estar emocional do paciente. A reabilitação eficiente exige planejamento, paciência e empatia, oferecendo suporte físico e psicológico. Essa visão ampla da recuperação reforça a importância de abordagens integradas e humanizadas, que considerem o corpo, a mente e o cotidiano do indivíduo, garantindo que cada passo na reabilitação seja significativo e transformador.
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¹Discente do Curso Superior de Bacharelado em Fisioterapia do Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM), Campus Cajazeiras-PB. E-mail: ancelmovillar8@gmail.com.;
²Docente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM), Cajazeiras-PB. E-mail: 000372@fsmead.com.br.;
³Docente do Curso Superior de Bacharelado em Fisioterapia do Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM), Campus Cajazeiras-PB. E-mail: yagostavares5@gmail.com.;
⁴Docente do Curso Superior de Bacharelado em Fisioterapia do Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM), Campus Cajazeiras-PB. E-mail: ullabraga1@gmail.com.
