EFEITOS DA REABILITAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NA RECUPERAÇÃO DE IDOSOS APÓS FRATURAS PROXIMAIS DE FÊMUR: BENEFÍCIOS FUNCIONAIS E TEMPO DE RECUPERAÇÃO: REVISÃO LITERÁRIA 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202511122302


Ana Carolina Ferreira Ribeiro
Beatriz Santos Pereira Conceicao
Gabriela de Toledo Souza
João Pedro Roversi dos Santos
Larissa Martini Babeto
Orientador: Rodrigo Alcorinte Hubinger


RESUMO 

O presente trabalho de conclusão de curso de graduação em Fisioterapia foi elaborado de acordo com o Manual de Trabalhos Acadêmicos da instituição. De acordo com os estudos, A fratura de fêmur proximal decorrente de queda é uma das mais comuns entre a população geriátrica, levando a comprometimento funcional, perda de independência e risco a novas quedas, aumentando o índice de mortalidade principalmente no primeiro ano após a cirurgia, esta condição afeta ambos os sexos.  A fisioterapia exerce um papel fundamental na recuperação pós-operatória, através dos recursos de eletroterapia, cinesioterapia, propriocepção e força muscular, com intervenções personalizadas é possível prevenir novas quedas, e diversas complicações psicológicas, físicas e sociais.    A ocorrência de quedas é considerado um problema de saúde pública, por conta de sua alta incidência e devido às consequentes complicações para a saúde e os custos assistenciais que provoca. A pesquisa foi realizada com base em dados já existentes na literatura, através de uma revisão bibliográfica. O objetivo do estudo é analisar a atuação da Fisioterapia na reabilitação de idosos com fratura de fêmur proximal, destacando os recursos utilizados para reduzir as sequelas, recuperar a funcionalidade e aumentar a qualidade de vida desta população. 

Palavras-chave: Idosos, Fratura de fêmur proximal, queda, fisioterapia, reabilitação, prevenção. 

ABSTRACT 

Proximal femur fractures resulting from falls are one of the most common among the geriatric population, leading to functional impairment, loss of independence and risk of further falls. Increasing the mortality rate, especially in the first year after surgery, this condition affects both sexes. Physiotherapy plays a fundamental role in postoperative recovery, through the use of electrotherapy, kinesiotherapy, proprioception and muscle strength. With personalized interventions, it is possible to prevent further falls and various psychological, physical and social complications. The objective of the study is to analyze the role of Physiotherapy in the rehabilitation of elderly individuals with proximal femur fractures, highlighting the resources used to reduce sequelae, restore functionality and increase the quality of life of this population. 

Keywords: Elderly, Proximal femur fracture, Fall, Physiotherapy, Rehabilitation, Prevention, 

1. INTRODUÇÃO 

Sabe-se que o envelhecimento é baseado em alterações estruturais do organismo, sendo um processo progressivo e natural envolvendo mecanismos e a incapacidade de realizar determinadas funções, podendo assim ocasionar disfunções no sistema corporal como no aparelho locomotor, sensorial e nervoso, e essas alterações poderão afetar principalmente as causas de instabilidade postural, afetando a capacidade de coordenação e equilíbrio. Sendo assim, hoje em dia a ocorrência de quedas é considerada um problema de saúde pública, isso se dá por causa da alta incidência e devido às consequentes complicações dentro da saúde, além dos custos assistenciais bastante elevados, tudo isso ocorre muitas vezes por conta da idade avançada, sedentarismo, aspectos fisiológicos, musculoesqueléticos, força muscular, flexibilidade e agilidade, relacionados ao processo de envelhecimento, outro ponto a ser relatado é o sistema nervoso, que sofre uma diminuição da quantidade de neurônios e a velocidade de condução nervosa; no sistema sensorial ocorre a diminuição da capacidade visual, auditiva e da sensibilidade tátil. No aparelho locomotor, ocorre a diminuição de massa óssea e muscular, força e aumentando a rigidez articular. Essas alterações levam o idoso ao desequilíbrio, que é um dos principais fatores que limitam a vida do idoso, sentem dificuldade de se manter equilibrados e estáveis. ( Borba, 2009, p.27) 

A fratura do fêmur proximal é uma das mais comuns em idosos acima de 60 anos, sendo mais frequente em mulheres, que apresentam maior comprometimento físico, mas também sendo recorrente em homens, nos quais o comprometimento da saúde mental se destaca. Muitos pacientes apresentam força muscular e limitações de mobilidade no primeiro trimestre, outros nem chegam à recuperação da função física total, necessitando de ajuda para deambular, e menos da metade consegue realizar os AVDs com independência, o que os torna mais vulneráveis a novas quedas e sujeitos a fraturas contralaterais. Na literatura, a probabilidade de uma nova fratura é de seis a 20 vezes maior que uma fratura inicial no primeiro ano de recuperação. Sabendo disso. (Cader,2014, p.22) 

Após um ano de pós-operatório, menos de 50% dos sobreviventes conseguem andar sem auxílio, e apenas 40% são capazes de realizar as atividades de vida diária (AVDs) de forma independente. Considerando que a fisioterapia tem como prioridade o aumento da força muscular e a eficiência da deambulação, é de extrema importância que o fisioterapeuta observe as AVDs realizadas pelo paciente, identificando aquelas que, em decorrência da fratura, se tornam impossíveis. Nesse contexto, o conceito de reabilitação funcional deve ser enfatizado, tendo em vista que o foco não é apenas restaurar a mobilidade do membro afetado, mas sim reabilitar o idoso, permitindo-lhe retomar suas atividades diárias com confiança, a fim de realizar essas atividades de forma autônoma. (Almeida, 2009, p.37). 

A mortalidade após os procedimentos cirúrgicos em fratura de fêmur tem mostrado um número maior de pacientes com idade avançada. Em um estudo com 24.062 pacientes, foi enfatizado que, entre aqueles com 100 anos ou mais, 56% resultam de óbito após um ano de cirurgia, sendo esta taxa 20% maior que a mortalidade esperada para essa faixa etária de pessoas sem fratura do fêmur. Durante a internação, esses casos são de 31% no grupo geriátrico geral, resultando em cuidados intensivos durante a internação hospitalar. (Almeida, 2009, p. 42). 

As quedas em idosos podem gerar consequências físicas, psicológicas e sociais graves, comprometendo a qualidade de vida. Fisicamente, os idosos podem sofrer fraturas, hematomas e complicações como trombose e pneumonia. Psicologicamente, as quedas podem gerar um medo persistente, o que resulta na perda de autonomia e autoestima, além de aumentar o risco de depressão e ansiedade. Socialmente, esse medo pode gerar maior dependência e isolamento. A síndrome pós-queda dificulta ainda mais a recuperação, pois o medo constante de cair leva ao sedentarismo e ao descondicionamento físico, criando um ciclo vicioso de fraqueza e dependência. Por isso, a prevenção de quedas é essencial para evitar complicações graves, como dor, incapacidade e redução da qualidade de vida. Para reduzir o risco de quedas, é importante tratar os fatores de risco intrínsecos, avaliar o equilíbrio e a marcha, e ajustar o ambiente, como iluminação e superfícies de pavimento. A implementação de intervenções personalizadas, incluindo orientação sobre os riscos, correção de fatores ambientais e promoção de exercícios físicos, é fundamental para melhorar a mobilidade e a força muscular dos idosos. Além disso, uma recuperação rápida e focada na reabilitação física é crucial para restaurar a força muscular, melhorar o equilíbrio e prevenir futuras quedas e complicações. (Barquet, 2013,p.03). 

A fisioterapia, deve-se iniciar o tratamento  ainda  no  período hospitalar  promovendo  orientações  ao  paciente  no  pós-operatório  com  intuito  de  buscar preservação da função corporal para evitar que ocorra úlceras de decúbito ou deformidades. Durante  a  internação  realizam-se  as  condutas  de  acordo  com  a  necessidade do paciente, utilizando mobilizações passivas, exercício ativos,  ativo-assistido  e  resistidos,  técnicas respiratórias,  treino  de  equilíbrio  e  prescrição  de  m Como o envelhecimento envolve diversas vertentes tais como: psíquicos, físico e social e a interligação dos mesmos, para a promoção da saúde do idoso, é importante a atuação do profissional de fisioterapia, juntamente com a equipe multiprofissional, enfatizando um envelhecimento saudável e melhorando a qualidade de vida do idoso. 

2. OBJETIVO  

O objetivo dessa pesquisa é estudar a fratura de fêmur é compreender as causas, fatores de risco e mecanismos que levam a essa lesão grave, especialmente em idosos, para desenvolver e aplicar tratamentos mais eficazes, minimizar complicações e implementar estratégias de prevenção, além de analisar a atuação do fisioterapeuta no tratamento e recuperação pós-queda em idosos que sofreram fratura proximal do fêmur, com ênfase nas principais abordagens fisioterapêuticas, visando à recuperação e redução das sequelas causadas pela queda. Por meio de uma revisão sistemática da literatura, o objetivo será abordar os estudos que fazem uso das técnicas de eletroterapia, cinesioterapia, propriocepção e fortalecimento muscular. Esses métodos são reconhecidos pela sua grande eficácia na reabilitação funcional de idosos após uma fratura. 

3. METODOLOGIA 

O tipo de estudo é uma revisão integrativa da literatura já existente, com objetivos descritivos e procedimentos bibliográficos, ou seja, é um método que explora o conhecimento atual sobre um tema específico; e tem o objetivo de identificar, analisar e sintetizar resultados de estudos já existentes sobre a temática abordada, colaborando para o desenvolvimento de novos protocolos ou procedimentos.  

A fundamentação teórica será baseada em uma revisão bibliográfica que fará uso de materiais já publicados, como livros e artigos científicos, para fundamentar o estudo, norteado por alguns autores, tais como: Vygotsky, Cury, Piaget e Wallon. Além de base dados existentes no Scielo e PubMed, seguindo as principais fases: elaboração da pergunta norteadora, busca na literatura, coleta de dados, análise crítica dos estudos incluídos, discussão dos resultados e apresentação. Com base na seguinte pergunta norteadora: Quais as implicações das fraturas ósseas (fêmur) no desempenho das atividades de vida diária do idoso, e quais as ações da fisioterapia nesses casos. 

Essa pesquisa tem como objetivo identificar quais são os principais fatores associados à incidência de fraturas em pacientes idosos e como a fisioterapia pode atuar para melhorar a autonomia desse paciente e consequentemente melhorar a qualidade de vida dele. 

3.1 DELINEAMENTO 

O método deste estudo se caracteriza como revisão integrativa da literatura, com caráter descritivo. No que diz respeito ao quantitativo de pesquisa revisados na literatura existente. 

3.2 DESENHO 

A condução de pesquisa ocorreu através de consulta junto às bases de dados PubMed (National Library of Medicine) e SciELO (Scientific Electronic Library Online), artigos publicados entre o período de 2013 a 2023. 

3.3 SELEÇÃO DE ESTUDOS 

No que diz respeito ao quantitativo de pesquisa, foram identificados 55 artigos. Após análise, foram excluídos 45 artigos por não estarem de acordo com os critérios adotados nesta revisão. Ao final, foram incluídos um total de 10 artigos, sendo 05 do PubMed e 05 do SciELO. 

4. RESULTADOS      

A Tabela 1 reúne os 10 estudos selecionados para esta revisão integrativa sobre o tema abordado. Os elementos apresentados incluem o ano de publicação, o(s) autor(es), a base de dados consultada, o título do estudo e os principais resultados encontrados. Os estudos selecionados abordaram diferentes estratégias fisioterapêuticas como treinamento de força convencional, reabilitação precoce após queda de idosos, cinesioterapia, a importância da mobilização em pós operatório, a importância de bons aparelhos fisioterápicos nas abordagens terapêuticas para a recuperação do idoso, além de muletas e/ou andadores para auxiliar na deambulação, de acordo com o quadro do paciente.

Ano AutorBase de  dadosTítulo Resultados 
 2013  Barquet Carneiro Scielo Fisioterapia no pós-operatório de fratura proximal do  fêmur em idosos: Revisão da literatura Os resultados mostram que o treinamento de força muscular convencional em descarga de peso parcial e o ganho de autonomia nas AVD´s são essenciais para os idosos nestas condições, trabalhando também a deambulação e a neuroestimulação da dor em grupos musculares se tem resultados esperados.
2018 NASCIMENTO, E. S. B  Scielo  Uso da  Cinesioterapia no tratamento fisioterapêutico em idosos no pós operatório de fratura de fêmurOs autores discorrem que a cinesioterapia 24 horas no pós-operatório em pacientes submetidos a cirurgia de fratura de fêmur, com objetivo de transferências e autonomia em AVD´s traz resultados satisfatórios no ganho e manutenção da força, flexibilidade, mobilidade, propriocepção, prevenção e encurtamento de resistência muscular, conservação e rapidez na consolidação da fratura. Em apenas 10 sessões é  possível ver uma melhora do quadro álgico, diminuição do edema e resultados satisfatórios na reabilitação 
   2019   Wu et al     Pubmed Eficácia do treinamento de equilíbrio para   pacientes com fratura de quadril: meta-análise de  ensaios clínicos randomizados. O treinamento de equilíbrio mostrou melhora significativa da marcha, força de membros inferiores e desempenho nas atividades de vida diária, favorecendo a recuperação funcional após fratura de quadril. 
  2019   Kleinow ski & Nicoletti   Scielo  Fisioterapia no pós-operatório  tardio de fratura de fêmur distal – relato de caso.  Mostrou que o fortalecimento muscular e os exercícios de alongamento foram eficazes na recuperação da força,  amplitude de movimento e marcha, com retorno rápido às atividades diárias.  
  2022   Zhang et al. PubMedIntervenções de exercício, função física e mobilidade após fratura de quadril: meta-análise. As intervenções com exercícios resistidos e funcionais melhoraram significativamente a mobilidade e o desempenho físico de idosos após fratura, destacando o treino de força e equilíbrio como componentes críticos.  
  2022   Xiao et al. PubMed Efeito do programa de exercícios Otago na recuperação funcional de pacientes idosos com artroplastia de quadril por fratura do colo do fêmur O protocolo Otago promoveu ganho de estabilidade, melhora da função do quadril e da mobilidade diária, sendo indicado para reabilitação clínica pós-cirurgia. 
     2023  Torres, s.B.; alves,a. F.; cruz PubMed Atuação da fisioterapia no pós-operatório de fratura de fêmur em idosos A fisioterapia contribui significativamente para a melhora da funcionalidade e da qualidade de vida. Entre os principais resultados observados estão a redução da dor em repouso e durante a marcha, a aceleração do processo de mobilização por meio de intervenções precoces e a prevenção de complicações decorrentes da imobilização, como trombose venosa profunda e perda de massa muscular, promovendo o fortalecimento dos músculos estabilizadores, melhora o equilíbrio e a marcha, reduzindo o risco de novas quedas. 
5. DISCUSSÃO 

Com base nos resultados apresentados na Tabela, observa-se que há consenso entre os autores quanto à relevância da reabilitação fisioterapêutica no restabelecimento funcional de idosos após fraturas proximais de fêmur. A fisioterapia atua como fator determinante na recuperação da mobilidade, força muscular e equilíbrio, elementos essenciais para o retorno às atividades de vida diária e para a prevenção de novas quedas. 

Estudos demonstram que o tratamento fisioterapêutico envolvendo a prevenção de quedas em idosos usando métodos ligados à qualidade de vida, capacidade funcional e equilíbrio apresentam uma resposta mais satisfatória, contribuindo na prevenção da incapacidade funcional, reduzindo risco de quedas e grandes complicações. Esses protocolos se baseiam no treino de transferência, equilíbrio, fortalecimento muscular global, coordenação motora e alongamento muscular.  (ALMEIDA, 2009, p.35)     Este estudo buscou analisar efeitos da reabilitação fisioterapêutica na recuperação funcional de idosos submetidos a fraturas proximais de fêmur, Considerando os benefícios funcionais alcançados necessários para a reabilitação. Representando um dos fatores que mais preocupa a saúde pública, sendo responsável por maior índice de morbimortalidade e institucionalização e perda de autonomia funcional (Schneider, 2010, p. 56) 

Estudos como os de Wu et al. (2019) e Zhang et al. (2022) demonstram que o treinamento de equilíbrio e as intervenções baseadas em exercícios resistidos com carga progressiva são cruciais para o ganho funcional e a estabilidade postural. Tais achados complementam os de Santos e Vieira (2021) e Torres et al. (2023), que também reforçam a importância do início precoce da fisioterapia no pós-operatório, reduzindo complicações e acelerando a reabilitação. 

A aplicação de recursos complementares como a eletroterapia (TENS), descrita por Elboim-Gabyzon et al. (2019), apresentou benefícios no controle da dor e na melhora da mobilidade inicial. Esse recurso, quando associado à cinesioterapia e aos exercícios de fortalecimento muscular, potencializa a recuperação do paciente, como destacado por Silva (2011). 

Além disso, o protocolo Otago, estudado por Xiao et al. (2022), surge como alternativa eficaz para promover estabilidade e reeducação da marcha, sendo particularmente útil em idosos submetidos à artroplastia após fratura. Essa abordagem complementa o que foi identificado por Carneiro et al. (2013), que defende o uso progressivo de exercícios ativos e resistidos durante o processo de reabilitação. Os achados de Kleinowski e Nicoletti (2019) e Torres et al. (2023) reforçam que o tratamento fisioterapêutico contínuo, tanto no ambiente hospitalar quanto ambulatorial, proporciona ganhos duradouros, reduzindo sequelas e otimizando a qualidade de vida. O conjunto das evidências indica que intervenções personalizadas e multidisciplinares são as mais eficazes, devendo respeitar a condição física e emocional do idoso.    De modo geral, a literatura evidencia que o sucesso da reabilitação depende da associação entre condutas fisioterapêuticas variadas — como treino de marcha, fortalecimento, exercícios de equilíbrio e eletroterapia — e do acompanhamento precoce e contínuo. A fisioterapia não apenas contribui para a recuperação física, mas também previne o declínio funcional e emocional, restaurando a autonomia e promovendo uma melhora global na qualidade de vida. 

Comparando o artigo de (Barquet, C. 2013) e (Nascimento, E.S.B.2018) é de extrema importância olhar para o idoso de uma forma individual e compreender suas AVD´S. Pois apesar dos impactos das fraturas de fêmur, é de extrema importância que seja evitado o isolamento social, diminuir tempo de permanência internado, redução de tempo de recuperação após fratura, tratando o idoso e a fratura de uma forma individual irá garantir para a melhora funcional e principalmente para a questão mental. Nos dois artigos é levado em questão que quando se perdida a autonomia, aumenta-se a chance do idoso desenvolver depressão e ansiedade. 

Além disso, Wallon (2022) destaca uma questão importante ao abordar os impactos psicossociais das quedas em idosos. Eles chamam atenção para o medo de cair novamente, conhecido como “síndrome pós-queda”. Esse medo pode trazer consequências negativas para o bem-estar físico e emocional dos idosos, afetando sua independência, a capacidade de realizar atividades diárias normalmente e levando à restrição das atividades físicas. Isso pode resultar em sedentarismo, diminuição da mobilidade e até mesmo aumentar o risco de novas quedas. Além disso, muitos idosos também têm receio de precisar ser internados novamente ou de se tornarem dependentes de outras pessoas para cuidar de si mesmos.  

É notório que para melhoria da qualidade de vida dos idosos é necessário a presença do fisioterapeuta, pois ele garante a manutenção, promoção e resgate da autonomia e independência do idoso, avaliando seus limites neuromotores e psicossociais, o tratamento fisioterápico também abrange o envelhecimento, promovendo treinamento funcional e motor, oferecendo respostas positivas na funcionalidade desse paciente, mas  claro que é necessário a interação com outros profissionais para atuar juntamente neste processo, só assim será possível melhorar cada vez mais a qualidade de vida do idoso.     Com base nos resultados apresentados na Tabela 1, observa-se que há consenso entre os autores quanto à relevância da reabilitação fisioterapêutica no restabelecimento funcional de idosos após fraturas proximais de fêmur. A fisioterapia atua como fator determinante na recuperação da mobilidade, força muscular e equilíbrio, elementos essenciais para o retorno às atividades de vida diária e para a prevenção de novas quedas. 

6. CONCLUSÃO 

A partir da análise dos estudos revisados, observou-se que a reabilitação fisioterapêutica exerce papel essencial na recuperação funcional de idosos após fratura proximal de fêmur. As condutas mais citadas — cinesioterapia, eletroterapia, treino de equilíbrio, exercícios resistidos e técnicas proprioceptivas — demonstraram impacto positivo na restauração da mobilidade, na redução da dor e na prevenção de novas quedas. 

Os resultados apontam que a intervenção fisioterapêutica precoce, ainda no ambiente hospitalar, favorece uma recuperação mais rápida e segura, reduzindo complicações como trombose, perda de massa muscular e limitação funcional. Além disso, o acompanhamento contínuo no pós-operatório contribui significativamente para o retorno às atividades de vida diária e melhora da qualidade de vida. 

Conclui-se, portanto, que a fisioterapia deve ser considerada parte indispensável do processo de reabilitação do idoso com fratura proximal de fêmur, devendo suas condutas ser individualizadas, progressivas e integradas a uma equipe multidisciplinar. Recomenda-se que futuras pesquisas ampliem o número de estudos e abordam comparações entre diferentes protocolos de tratamento, a fim de estabelecer evidências mais robustas sobre o tempo ideal e os métodos mais eficazes de reabilitação. 

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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