EFFECTS OF EARLY JOINT MOBILIZATION ON FUNCTIONAL RECOVERY AFTER ANTERIOR CRUCIATE LIGAMENT RECONSTRUCTION: LITERARY REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202511112011
Beatriz Almeida Silva1; Conceição Figueiredo de Lemos1; Janayna Valente Cerdeira1; Maria de Fátima Xavier da Silva1; Thaiana Bezerra Duarte2
Resumo
Introdução: O ligamento cruzado anterior (LCA) é fundamental para a estabilidade do joelho e frequentemente lesionado em esportes de alto impacto, comprometendo a função articular e o desempenho dos atletas. Objetivo: Revisar os efeitos da mobilização articular precoce na recuperação funcional de reconstrução do LCA. Materiais e métodos: Realizou-se uma revisão da literatura publicada entre 2017 e 2025, consultando bases reconhecidas internacionalmente. Foram incluídos estudos originais e ensaios clínicos randomizados ou não, em português ou inglês, abordando protocolos de reabilitação pós-LCA com foco em mobilização precoce. Resultados: Foram incluídos 4 estudos utilizando protocolos de mobilização precoce, associados a exercícios de movimento passivo contínuo, ganho de amplitude de movimento, estabilidade articular e retorno seguro ao esporte, especialmente quando iniciados nas primeiras 48 à 72 horas após a cirurgia, se mostrou determinante para otimizar a recuperação funcional e prevenir complicações. Conclusão: A reabilitação com mobilização precoce é eficaz e segura, pois favorece a recuperação funcional, reduzindo riscos de recidiva e acelerando o retorno ao esporte competitivo.
Palavras-chave: Mobilização Articular Precoce. Recuperação Funcional. Ligamento Cruzado Anterior. Reabilitação Pós-LCA. Amplitude de Movimento.
Abstract
Introduction: The anterior cruciate ligament (ACL) is fundamental for knee stability and is frequently injured in high-impact sports, compromising joint function and athlete performance. Objective: To review the effects of early joint mobilization on functional recovery after ACL reconstruction. Materials and methods: A literature review was conducted, consulting internationally recognized databases, covering published material from 2017 to 2025. Original studies and randomized or non-randomized clinical trials, in Portuguese or English, addressing post-ACL rehabilitation protocols focusing on early mobilization were included. Results: Four studies were included using early mobilization protocols, associated with continuous passive motion exercises, increased range of motion, joint stability, and safe return to sport, especially when initiated within the first 48 to 72 hours after surgery. This proved crucial for optimizing functional recovery and preventing complications. Conclusion: Rehabilitation with early mobilization is effective and safe, as it promotes functional recovery, reduces the risk of recurrence, and accelerates the return to competitive sport.
Keywords: Early Joint Mobilization. Functional Recovery. Anterior Cruciate Ligament. Post-ACL Rehabilitation. Range of Motion.
1. INTRODUÇÃO
O ligamento cruzado anterior (LCA) é uma das estruturas que forma a articulação do joelho. As lesões desse ligamento estão ocorrendo com uma frequência cada vez maior, acomete principalmente praticantes de todas as modalidades de esportes (Barbosa, 2022). A reabilitação funcional de atletas é um campo de extrema importância dentro da medicina do esporte e ortopedia, desempenhando um papel vital na recuperação e no retorno ao desempenho ótimo após lesões. A prática esportiva, especialmente em níveis competitivos, expõe os atletas a um alto risco de lesões, que podem comprometer significativamente a carreira e a qualidade de vida. Lesões comuns, como entorses, fraturas e rupturas de ligamentos, exigem abordagens de reabilitação bem planejadas e integradas para garantir uma recuperação eficaz e segura (Carvalho, 2024).
Além do cuidado pós-operatório, os benefícios de iniciar o tratamento de reabilitação antes da cirurgia, quando possível, têm sido cada vez mais enfatizados por especialistas. O tratamento pré-operatório visa reduzir o edema, a dor e prevenir a atrofia muscular antes mesmo da reconstrução do LCA. A ideia é restaurar a amplitude de movimento e estabilizar o joelho para que os tecidos estejam em um estado mais saudável na cirurgia, isso facilita uma recuperação pós-operatória mais eficiente e rápida (Godoy, 2024).
No futebol como em qualquer outro esporte como basquete, submetem os atletas profissionais a um intenso número de treinos e jogos durante o ano, fazendo com que eles fiquem suscetíveis a lesões, provocando também desgaste físico, enfraquecendo a performance esportiva e comprometendo a carreira dos jogadores. Estudos mostram que quanto mais aumenta a idade dos atletas, eles ficam mais suscetíveis a lesões. Segundo um levantamento realizado, observou-se que no campeonato brasileiro nos últimos anos, que as lesões de LCA são usuais nos praticantes de esporte com uma média de idade de 26 anos (Barbosa et al., 2024).
O movimento passivo contínuo é responsável por diminuir a perda de amplitude de movimento (ADM), uma vez que este método já pode ser utilizado logo após o pós-operatório (P.O) imediato de ruptura de ligamento cruzado anterior. As manobras realizam o movimento da articulação de forma passiva, fazendo com que ocorra o aumento de ADM e promovendo resultados significativos em comparação com o repouso, estudos mostram que o uso desta técnica faz com que o tecido colagenoso seja reforçado, com melhor orientação das fibras, e por fim havendo um movimento articular de qualidade (Barbosa, 2022).
Desse modo, há necessidade de consolidar evidências científicas sobre a mobilização articular precoce no pós-operatório de LCA. Ao sistematizar técnicas, dosagens e períodos de aplicação recomendados, é possível fornecer subsídios técnicos para profissionais de fisioterapia, aprimorando a segurança, eficácia e individualização do tratamento em atletas de alto rendimento (Barbosa et al., 2024; Fronza, 2024).
Sendo assim, o objetivo central deste estudo é realizar uma revisão de literatura sobre os efeitos da mobilidade articular precoce na recuperação funcional de reconstrução do LCA, analisando protocolos seguros, benefícios clínicos e resultados funcionais. Espera-se, assim, fornecer informações fundamentadas que possam orientar a prática fisioterapêutica e contribuir para decisões baseadas em evidências científicas.
2. MATERIAIS E MÉTODO
A presente pesquisa caracteriza-se como uma revisão literária, com foco na mobilização articular precoce na recuperação funcional de atletas de futebol submetidos à reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA). A escolha por esse delineamento metodológico se justifica pela necessidade de consolidar informações de múltiplos estudos, permitindo identificar protocolos de reabilitação, técnicas aplicadas, períodos de intervenção e resultados clínicos relevantes. Essa abordagem possibilita uma compreensão abrangente do estado atual do conhecimento, evidenciando práticas efetivas e lacunas na literatura que podem direcionar futuras pesquisas.
2.1 BASES DE DADOS E ESTRATÉGIA DE BUSCA
A busca foi conduzida em bases de dados reconhecidas internacionalmente, incluindo PubMed/Medline, SciELO, PEDro, Lilacs e Periódicos CAPES. A escolha destas bases se fundamenta na sua amplitude, qualidade e confiabilidade, possibilitando o acesso a estudos revisados por pares, ensaios clínicos randomizados e revisões sistemáticas recentes.
Para otimizar a precisão e a abrangência da pesquisa, foi utilizada estratégia de busca estruturada, combinando palavras-chave em português e inglês com operadores booleanos (AND, OR). Em português: Mobilização Articular Precoce, Ligamento Cruzado Anterior, Reabilitação Pós-LCA, Amplitude de movimento; em inglês: Early Joint Mobilization, Anterior Cruciate Ligament, Post-ACL Rehabilitation, Range of motion. Quando aplicável, foram empregados descritores MeSH (Medical Subject Headings) e filtros de idioma (português e inglês) e período de publicação (2017–2025), garantindo a inclusão de artigos recentes e metodologicamente consistentes. As buscas nas bases de dados foram realizadas em setembro de 2025.
2.2 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO
Foram incluídos estudos originais e ensaios clínicos randomizados ou não que abordassem a mobilização articular precoce em atletas submetidos à reconstrução do LCA, publicados entre 2017 e 2025, disponíveis integralmente em português ou inglês. A seleção considerou pesquisas com metodologia claramente descrita, replicável e com resultados mensuráveis, assegurando confiabilidade científica.
Foram excluídos artigos com metodologia inconsistente ou incompleta, estudos duplicados, publicações sem acesso integral e trabalhos que não abordassem a mobilização articular precoce ou recuperação funcional pós-LCA. A aplicação rigorosa desses critérios fortalece a validade da revisão, garantindo que apenas informações relevantes e confiáveis sejam analisadas.
Os dados extraídos foram sistematizados em tabelas comparativas, contemplando autor/ano, tipo de estudo, objetivo, metodologia e resultados principais. Adicionalmente, será construído um fluxograma PRISMA, ilustrando a quantidade de artigos inicialmente encontrados, selecionados e incluídos na revisão final.
3. RESULTADOS
Na Busca realizada, foram utilizados as palavras chaves combinadas como amplitude do movimento do LCA, como resultado foram encontrados no total 23 artigos na base de dados Periódicos Capes, 07 artigos encontrados na base de dados Scielo, 162 artigos encontrados na base de dados PEDro, 56 artigos encontrados na base Lilacs e 36 artigos encontrados na base de dados PubMed, sendo que desse total de 04 estudos foram utilizados para revisão dos incluídos como demonstrado no fluxograma da figura 1.
Figura 1 – Fluxograma do estudo.

Os artigos selecionados para esta revisão foram escolhidos com base em um período de 10 anos, abrangendo publicações de 2019 a 2025. Cada artigo apresenta as seguintes características: autor e ano de publicação, tipo de estudo, objetivo do estudo, instrumento de coleta de dados ou intervenção, e resultados obtidos.
Quadro 1 – Principais características dos estudos incluídos na revisão.





Fonte: Elaborado pelos próprios autores.
O quadro 2 apresenta uma síntese objetiva dos autores, incluindo o número de participantes de cada estudo, a faixa etária desses indivíduos, a quantidade de sessões de fisioterapia realizadas e o protocolo ideal utilizado, conforme especificado em suas pesquisas. Além disso, o quadro detalha a avaliação e o processo de recrutamento adotados, visando alcançar resultados definitivos na intervenção de mobilização articular precoce.
Quadro 2 – Apresenta a síntese dos estudos incluídos na revisão.



Os estudos e métodos empregados por cada autor foram cuidadosamente analisados. O total de participantes incluídos na pesquisa foi de 179 indivíduos, com uma média de idade de 33,8 anos. Constatou-se que a mobilização articular isolada não é eficaz, a menos que combinada com outras intervenções fisioterapêuticas. Portanto, os exercícios complementares são essenciais para promover o ganho de mobilidade articular e garantir um retorno seguro dos praticantes às atividades esportivas.
5. DISCUSSÃO
A reabilitação precoce é essencial para o sucesso do tratamento. É fundamental dar início a reabilitação após a cirurgia e continuidade até o paciente ter independência funcional. A falta de um programa adequado pode afetar negativamente a função da articulação do joelho, e como consequência trazer dificuldades na reabilitação. Além disso, a reabilitação funcional do joelho no pós-operatório, através de exercícios cinesioterapêuticos e mobilização precoce, é necessário para uma melhor adaptação da prótese e para o retorno das atividades diárias (Mendes et al., 2017)
A intervenção fisioterapêutica no pós-operatório de LCA envolve uma abordagem multidisciplinar com foco no fortalecimento muscular, mobilização articular e treinamento proprioceptivo para restaurar a função do joelho, reduzir a perda da massa muscular e recuperar a amplitude de movimento (Gomes, 2023). Pois os tratamentos para lesões de LCA podem envolver técnicas conservadoras de fortalecimento ou procedimento cirúrgico. É importante destacar que existem rupturas parciais e totais, em ambas, o cuidado multiprofissional é fundamental para efetividade do tratamento, especialmente o atendimento fisioterapêutico no pós-operatório (Gomes, 2022).
De modo geral, os estudos incluídos nesta revisão evidenciam que a mobilização articular precoce, quando associada a exercícios de fortalecimento e propriocepção, promove melhores resultados funcionais no pós-operatório de R-LCA. Zheng et al. (2025) demonstraram que protocolos com exercícios adicionais de controle neuromuscular favorecem recuperação da força e da estabilidade, enquanto Dohnert et al. (2021) observaram que a associação entre TENS e mobilização precoce reduziu a dor e preservou a ADM.
Pinheiro et al. (2023) destacam que a eletroterapia no pós-operatório de LCA é eficaz para acelerar o retorno às atividades e melhorar edema, força, amplitude de movimento e dor. TENS e FES usados frequentemente em conjunto ao tratamento conservador, mostraram resultados positivos. Flávia et al. (2020) indicam que exercícios excêntricos são eficazes na reabilitação após a reconstrução do LCA, promovendo melhorias na força muscular e controle de edema. Outro ponto de divergência refere-se à eficácia isolada de determinados recursos, como a TENS, que embora apresente benefícios no alívio da dor, não se mostra suficiente sem o acompanhamento de exercícios de força e propriocepção.
De forma semelhante, Defne et al. (2019) confirmaram que o treinamento motor precoce melhora a força muscular e a propriocepção, possibilitando retorno mais rápido e seguro às atividades. Já o estudo de Chen e Wu (2023) destacou os benefícios do exercício nórdico excêntrico, que resultou em maior força e estabilidade articular, ressaltando a importância de estratégias que envolvem musculaturas específicas, como quadríceps e isquiotibiais.
Os trabalhos analisados apresentam forte convergência em relação aos benefícios da mobilização precoce. Tanto Zheng et al. (2025) quanto Defne et al. (2019) reforçam que iniciar o movimento articular nas primeiras semanas evita rigidez, preserva ADM e favorece a recuperação funcional. Entretanto, alguns estudos, como o de Gerber et al. (2007) sugerem que o momento exato para o início dos exercícios de cadeia cinética aberta ainda gera debate, pois não foram observadas diferenças significativas entre protocolos iniciados precocemente ou tardiamente no que se refere à frouxidão ligamentar ou função subjetiva.
A fisioterapia se faz essencial na reabilitação do pós-cirúrgico de LCA, pois faz com que o retorno das atividades diárias seja no menor tempo possível e com maior segurança, atuando neste caso, no fortalecimento, no ganho de amplitude de movimento, equilíbrio, propriocepção e demais funções, treinamentos de força progressiva são eficientes para a recuperação do quadríceps e isquiotibiais, musculaturas tais, que são essenciais para o controle do movimento do joelho, a intervenção através dos exercícios de fortalecimento associadas a outras terapêuticas para recuperação de quadro pós LCA, aumenta os efeitos da reabilitação do paciente (Alves et al., 2021; Oliveira et al., 2021; Santos et al., 2022).
Outro aspecto físico importante é a adequação da reabilitação. Protocolos de reabilitação bem estruturados, que incorporam tanto a fisioterapia quanto exercícios específicos, podem acelerar a recuperação. A literatura mostra que a intervenção fisioterapêutica, quando aplicada de maneira sistemática e com monitoramento constante, pode reduzir o tempo de inatividade e melhorar os resultados funcionais após lesão do LCA (Gomes, 2023).
É indispensável que os exercícios de movimentação sejam realizados de forma imediata, com o objetivo de impossibilitar que aconteçam contraturas musculares e articulares, assim como recompor a ADM funcional do complexo articular do joelho. Nesse cenário são praticados exercícios de mobilização passiva ou ativa- assistida introduzindo movimentos de flexão e extensão da articulação do joelho e mobilização patelar (grau I e II). É essencial fazer alongamento dos principais músculos próximos da área, caso seja aceitável para o paciente (Ramos, 2019).
O movimento passivo é o uso terapêutico de uma força externa para flexionar ou estender um membro do corpo humano induzindo o movimento. A CPM é aplicada numa articulação por um equipamento que, após um período de imobilização, lesão, cirurgia ou semelhante, tem demonstrado a redução da dor pós-operatória, o decrescimento do número de adesões, de atrofia dos músculos que suportam a articulação, uma recuperação mais rápida, melhora da ADM em períodos mais curtos, além de reduzir o risco trombose venosa profunda e osteopenia pós-traumática (Blanchard et al., 2001).
O CPM tem um efeito biológico positivo na cicatrização dos tecidos, edema e hematoma (Knapik et al., 2013; Kuroda et al., 2021; Mcinnes et al., 1992). Estudos anteriores relataram que o uso do CPM apresenta vantagens em relação à fisioterapia, incluindo redução de inchaço, retorno mais rápido da mobilidade articular e redução de analgesia (Paravlic et al., 2020).
A presente revisão reforça que a fisioterapia é indispensável no processo de reabilitação pós-R-LCA, não apenas pela recuperação funcional, mas também pelo impacto na prevenção de complicações e no retorno seguro às atividades esportivas e de vida diária. O conjunto dos estudos demonstra que o fisioterapeuta desempenha papel ativo na escolha e na progressão dos exercícios, utilizando estratégias baseadas em evidências, como exercícios excêntricos e proprioceptivos, para restaurar a função articular. Nesse sentido, a integração de protocolos personalizados contribui para avanços na prática clínica, auxiliando na padronização de condutas eficazes para diferentes perfis de pacientes.
Apesar dos resultados promissores, a literatura ainda apresenta limitações metodológicas, como amostras reduzidas e períodos de acompanhamento relativamente curtos, o que dificulta a generalização dos achados. Há necessidade de investigações mais robustas que determinem o tempo ideal para início da mobilização precoce, bem como estudos comparativos entre diferentes protocolos de exercícios (cadeia cinética aberta e fechada, excêntricos) e recursos complementares (como TENS, CPM e eletroestimulação). Além disso, futuros trabalhos devem explorar o impacto de intervenções personalizadas considerando variáveis como sexo, idade, nível de atividade prévia e tipo de enxerto utilizado, para consolidar protocolos mais individualizados e eficazes.
5. CONCLUSÃO
A mobilização articular precoce tem se mostrado um fator crucial na recuperação funcional após a reconstrução do ligamento cruzado anterior, evidenciando benefícios significativos na redução da dor e na melhora da amplitude de movimento. Os dados indicam que essa prática não só contribui para o fortalecimento muscular, mas também para a estabilidade articular e a propriocepção, elementos essenciais para uma reabilitação eficaz. As orientações apontadas pelos achados sugerem a implementação de protocolos que integrem a mobilização precoce com exercícios específicos e técnicas de eletroestimulação, visando otimizar os resultados clínicos e minimizar complicações como a dor patelofemoral.
Embora os estudos apresentem algumas limitações relacionadas ao delineamento e aos métodos utilizados, os resultados obtidos reforçam a importância da mobilização articular precoce na prática fisioterapêutica, contribuindo para um processo de recuperação mais seguro e eficiente, alinhado aos objetivos de restauração funcional do joelho.
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