CHALLENGES IN DENTAL CARE FOR CHILDREN WITH AUTISM SPECTRUM DISORDER
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511231302
Katia Batista Marques1
Cristina de Carvalho Guedes Abreu2
RESUMO
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento que se caracteriza por dificuldades na comunicação, nas interações sociais e em padrões de comportamento limitados ou repetitivos. Suas formas de manifestação são variadas, dependendo do nível de suporte necessário para cada indivíduo. Pesquisas indicam que o TEA é diagnosticado em meninos cerca de quatro vezes mais do que em meninas (CDC, 2025), destacando a importância do diagnóstico precoce para possibilitar intervenções adequadas. No contexto odontológico, crianças com TEA enfrentam dificuldades específicas, como hipersensibilidade a estímulos sensoriais, aversão a alterações na rotina e barreiras na comunicação, tornando as consultas potencialmente estressantes e traumáticas. Além disso, essas crianças apresentam maior predisposição a problemas bucais, como doença cárie, doenças periodontais, bruxismo, má oclusão e traumas dentários, influenciados por comportamentos repetitivos, uso frequente de medicamentos que diminuem a produção de saliva e desafios na higiene oral. O cuidado odontológico requer estratégias adaptativas, incluindo alterações no ambiente do consultório, utilização de materiais visuais, métodos de dessensibilização gradual e incentivos positivos, aliados à atuação colaborativa entre profissionais e à participação da família. Essas práticas promovem um atendimento mais acolhedor e eficiente, reduzindo a ansiedade e incentivando a colaboração das crianças durante os procedimentos. Este estudo busca investigar os obstáculos no atendimento odontológico de crianças com TEA, enfatizando a relevância da formação profissional e de abordagens personalizadas, contribuindo para o aprimoramento da saúde bucal e do bem-estar desses pacientes.
Palavras Chaves: Transtorno do Espectro Autista, odontopediatria, saúde bucal, manejo comportamental.
ABSTRACT
Autism Spectrum Disorder (ASD) is a neurodevelopmental condition characterized by difficulties in communication, social interactions, and restricted or repetitive behavior patterns. Its manifestations vary according to the level of support required by everyone. Research indicates that ASD is diagnosed in boys about four times more frequently than in girls (CDC, 2025), highlighting the importance of early diagnosis to enable appropriate interventions. In the dental context, children with ASD face specific challenges, such as hypersensitivity to sensory stimuli, aversion to changes in routine, and communication barriers, making dental visits potentially stressful and traumatic. Moreover, these children are more prone to oral health problems such as dental caries, periodontal disease, bruxism, malocclusion, and dental trauma, influenced by repetitive behaviors, frequent use of medications that reduce saliva production, and difficulties in maintaining oral hygiene. Dental care for these patients requires adaptive strategies, including environmental modifications in the dental office, the use of visual aids, gradual desensitization techniques, and positive reinforcement, combined with collaborative work among professionals and family involvement. These practices promote a more welcoming and efficient dental experience, reducing anxiety and encouraging cooperation during procedures. This study aims to investigate the challenges in providing dental care to children with ASD, emphasizing the importance of professional training and personalized approaches, thereby contributing to the improvement of oral health and overall well-being of these patients.
Keywords: Autism Spectrum Disorder; Pediatric Dentistry; Oral Health; Behavioral Management.
INTRODUÇÃO
O termo “autismo” foi inicialmente associado à esquizofrenia, sendo criado em 1908 pela psiquiatra suíça Eugen Bleuler para descrever um estado de desconexão da realidade. Somente em 1943, o psiquiatra Leo Kanner publicou sua obra “Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo”, onde identificou características comportamentais específicas em crianças, como isolamento social extremo, dificuldades de linguagem, apego a rotinas e predominância do transtorno no sexo masculino (Kanner, 1943; Bleuler, 1950). Desde então, o autismo se tornou um tema de estudo crescente, sendo atualmente classificado como Transtorno do Espectro Autista (TEA), um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits na comunicação e interação social, além de comportamentos repetitivos e restritos (American Psychiatric Association, 2014). Conforme o Centers for Disease Control and Prevention (CDC, 2025), meninos são diagnosticados com TEA aproximadamente quatro vezes mais que meninas, e no Brasil estima-se que cerca de dois milhões de pessoas sejam portadoras do transtorno (Maenner et al., 2023).
No âmbito odontológico, crianças com TEA enfrentam obstáculos significativos. A Hipersensibilidade a estímulos sensoriais, dificuldade em lidar com mudanças na rotina e barreiras na comunicação tornam consultas odontológicas experiências potencialmente estressantes e traumáticas (Silva et al., 2019). Além disso, essas crianças apresentam maior suscetibilidade a problemas bucais, como a doença cárie, doenças periodontais, bruxismo, má oclusão e traumas dentários, influenciados por comportamentos repetitivos, uso contínuo de medicamentos que reduzem a produção de saliva e dificuldade em manter hábitos de higiene oral (Abdulmonem et al., 2020; Du et al., 2019; Motta et al., 2022).
Esses desafios exigem que o atendimento odontológico seja planejado de forma adaptativa, considerando a diversidade de necessidades sensoriais, cognitivas e comportamentais. Alterações no ambiente clínico, uso de materiais visuais, técnicas de dessensibilização gradual e estratégias de reforço positivo, aliados à atuação colaborativa entre profissionais de saúde e familiares, são essenciais para reduzir a ansiedade e promover a cooperação do paciente (Oliveira et al., 2019; Abreu et al., 2020).
O objetivo deste estudo é analisar os desafios enfrentados no atendimento odontológico de crianças com TEA, investigando as dificuldades sensoriais, comportamentais e de comunicação, bem como a prevalência de problemas bucais, como cáries e doenças periodontais. Espera-se que a pesquisa contribua para a formação de profissionais mais preparados, promovendo um atendimento humanizado, eficiente e adaptado às necessidades dessa população, de modo a melhorar a saúde bucal e o bem-estar das crianças.
REFERENCIAL TEÓRICO
1. Transtorno do espectro autista (TEA)
1.1 Definição e conceito
O TEA é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por anormalidades no desenvolvimento, com manifestações comportamentais que afetam principalmente a comunicação, a interação social e os padrões de comportamento. Os indivíduos com TEA apresentam déficits significativos na capacidade de estabelecer e manter interações sociais adequadas, apresentam manifestações comportamentais específicas, como padrões de comportamento repetitivos e estereotipados, dificuldade de adaptação a mudanças e um repertório restrito de interesses e atividades (Amrican psychiatric association, 2022). Estudos recentes indicam que essas características se manifestam de forma heterogênea, sendo influenciadas por fatores genéticos, epigenéticos e ambientais (Modabbernia et al., 2021).
No Brasil, a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, foi um marco importante ao reconhecer a pessoa com TEA como pessoa com deficiência, garantindo direitos relacionados à saúde, à educação e à inclusão social (Brasil, 2012).
1.2 Histórico e evolução do diagnóstico
As crianças autistas observadas por Kanner apresentavam uma grande dificuldade de relacionamento com outras pessoas, incluindo a ‘solidão autística’ proposta por Bleuler, e uma necessidade de manter suas rotinas e objetos organizados sempre da mesma maneira” (Dalgalarrondo, 2019, p. 328).
Os sinais de alerta para o TEA podem ser percebidos ainda nos primeiros meses de vida, sendo o diagnóstico geralmente estabelecido entre os dois e três anos de idade. É fundamental que pais e profissionais da área da saúde estejam atentos aos atrasos no neurodesenvolvimento, principalmente nas áreas de interação social, comunicação e padrões comportamentais (Brasil, 2020).
Estatísticas recentes do Centro de controle e Prevenção de Doenças (CDC) 2025 mostram que meninos são diagnosticados com TEA aproximadamente quatro vezes mais que meninas, reforçando a necessidade de atenção diferenciada em estratégias de triagem e acompanhamento.
A detecção precoce de sinais atípicos permite o encaminhamento oportuno para avaliação especializada e o início imediato das intervenções. Isso é essencial, considerando que o cérebro infantil, especialmente nos primeiros anos de vida, apresenta alta plasticidade neural, o que contribui significativamente para melhores desfechos quando o tratamento é iniciado precocemente (Brasil, 2020).
1.3 Critérios diagnósticos segundo DSM-5 e CID-11
O TEA é diagnosticado com base em critérios definidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – quinta edição (DSM-5). Esses critérios estão classificados em cinco categorias, de A a E, descrevem as principais características do transtorno, ajudam e orientam a entender a gravidade e as necessidades de apoio de cada indivíduo (American psychiatric association, 2014).
O primeiro critério aborda as dificuldades persistentes na comunicação e na interação social, como limitações no contato emocional, diálogos, compartilhamento de interesses, uso de comunicação não verbal e iniciativa em interações espontâneas (American Psychiatric Association, 2014).
O critério B refere-se a padrões restritos e repetitivos de comportamento, como movimentos estereotipados, apego a rotinas, resistência a mudanças, interesses específicos e respostas sensoriais atípicas como hipersensibilidade a sons ou insensibilidade à dor (American psychiatric association, 2014).
O critério C diz que os sintomas geralmente aparecem nos primeiros anos de vida, embora nem sempre sejam percebidos imediatamente. normalmente, esses sintomas ficam mais evidentes à medida que a criança precisa de mais interação social, como ao começar a frequentar a escola. Em algumas situações, esses sinais podem até ser disfarçados por estratégias que a própria pessoa aprendeu, o que torna o diagnóstico precoce mais difícil (American psychiatric association, 2014).
O critério D afirma que esses sintomas devem causar um impacto significativo na rotina da pessoa, seja na vida social, na escola, no trabalho ou em outras áreas importantes da vida diária (American psychiatric association, 2014).
Por fim, o critério E enfatiza que esses sinais não são bem explicados por outras condições, como deficiência intelectual isolada ou atraso global do desenvolvimento. O diagnóstico de TEA só deve ser feito após descartar essas outras possibilidades clínicas (American psychiatric association, 2014).
O DSM-5 também avalia o TEA levando em conta o nível de suporte que o indivíduo necessita, incluindo as dificuldades relacionadas à convivência social (critério A), quanto nos comportamentos repetitivos e padrões de interesse restritos (critério B). Essa classificação ajuda a compreender com mais precisão as diversas manifestações do transtorno, contribuindo para determinar o tipo e a intensidade do acompanhamento que cada indivíduo pode precisar em sua rotina. Essa abordagem é fundamental para o desenvolvimento estratégias terapêuticas mais adequadas à realidade de cada caso (American psychiatric association, 2014).
1.4 Classificação e níveis de suporte
A forma de classificar o grau de necessidade de apoio no TEA classificada em três níveis: leve, moderado e severo. No nível 1, o indivíduo precisa de suporte, mas consegue realizar as suas atividades de forma relativamente independente. Mesmo com essa autonomia, é comum que ela enfrente obstáculos para lidar com situações sociais e tenha certa rigidez em seus comportamentos, nesse grupo, é comum a prática do chamado “masking”, que consiste em imitar comportamentos sociais para se encaixar nas expectativas do ambiente e evitar julgamentos. Embora essa tentativa de adaptação possa funcionar externamente, e muitas vezes costuma gerar sofrimento interno e afetar o bem-estar emocional da pessoa (American psychiatric association, 2014).
No nível 2, observa-se necessidade de apoio substancial. A comunicação é mais limitada, há maior resistência a mudanças e comportamentos repetitivos mais evidentes. Esses indivíduos tendem a apresentar respostas sociais atípicas, além de uma rigidez cognitiva que interfere significativamente nas interações interpessoais e na aprendizagem, demandando acompanhamento terapêutico regular e estratégias educacionais adaptadas (Campos et al., 2020).
O nível 3, por sua vez, refere-se a indivíduos que demandam apoio muito substancial. Nesses casos apresentam déficits na comunicação verbal e não verbal, pouca resposta às tentativas de interação social e maior intensidade nos comportamentos repetitivos. A capacidade de adaptação às mudanças é extremamente limitada e frequentemente, apresentam comorbidades como transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), ansiedade, depressão, epilepsia, distúrbios do sono, problemas gastrointestinais, deficiência intelectual e dificuldades motoras (American psychiatric association, 2014).
É necessário ressaltar que o nível de suporte não define por completo a pessoa com TEA, já que o espectro se manifesta de forma única em cada indivíduo. Uma pessoa não verbal pode ter habilidades cognitivas preservadas, enquanto outra com boa comunicação verbal pode apresentar sérias dificuldades de socialização e aprendizado. Dessa forma, o acompanhamento terapêutico contínuo e individualizado é fundamental para promover o desenvolvimento e o bem-estar da pessoa com autismo (American Psychiatric Association, 2014).
2. Desenvolvimento infantil e saúde bucal no TEA
2.1 Fatores que influenciam a saúde bucal em crianças com TEA
A relação entre o TEA e a saúde bucal envolve fatores que ultrapassam os cuidados convencionais, como escovar os dentes ou ir ao dentista regularmente. Muitas crianças com TEA apresentam hipersensibilidade sensorial, o que pode tornar desconfortável o uso de escovas dentais ou a aplicação de cremes dentais com sabores e texturas específicas. Além disso, as dificuldades de comunicação e a resistência a mudanças na rotina são barreiras importantes para a criação de hábitos consistentes de higiene oral. (Negrini; signorelli; souza, 2020). Essa sensibilidade, combinada com dificuldades de comunicação e resistência a mudanças na rotina, pode dificultar a criação e manutenção de hábitos consistentes de higiene oral.
Outro ponto relevante é o comportamento repetitivo e, por vezes, autolesivo. Hábitos como morder os lábios, manipular a gengiva ou ranger os dentes (bruxismo) são comuns e contribuem para o surgimento de lesões na boca, aumento do risco de traumatismos e de doenças periodontais. Tais atitudes geralmente ocorrem como resposta a estímulos excessivos, frustrações ou situações de estresse (Taylor et al., 2021).
O ambiente clínico pode representar um desafio. Crianças com TEA podem ter reações adversas ao toque, à iluminação ou aos sons emitidos no consultório odontológico. Essas respostas sensoriais intensificadas podem resultar em dificuldades no atendimento, atrasos no diagnóstico e complicações na saúde bucal (Castro et al., 2019). Pesquisas recentes ressaltam a importância de adaptar o ambiente clínico, como reduzir ruídos, ajustar a iluminação e organizar o espaço de forma previsível, para promover conforto e segurança ao paciente (Lima et al., 2022).
O uso contínuo de medicamentos, indicados para tratar condições associadas ao TEA como ansiedade e TDAH, também influencia negativamente a saúde bucal. Muitos desses medicamentos reduzem a produção salivar, o que favorece a incidência da doença cárie e infecções na cavidade oral (Fernandes; Oliveira; Moreira, 2020).
Diante de tantos desafios, torna-se essencial que o atendimento odontológico seja realizado por profissionais qualificados e com apoio das famílias. Estratégias como o uso de recursos visuais, reforço positivo, técnicas de adaptação gradual e modificação do ambiente clínico contribuem para um cuidado mais efetivo, humanizado e respeitoso (Silva et al., 2019).
Além disso, a literatura recente destaca a importância do planejamento individualizado do atendimento, considerando o perfil sensorial e comportamental da criança, bem como o acompanhamento interprofissional, envolvendo fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos, para promover uma abordagem mais completa e integrada da saúde bucal (Martins; Souza; Oliveira, 2023).
2.2 Principais problemas odontológicos em crianças autistas
Crianças com diagnóstico de TEA apresentam alterações bucais que exigem atenção específica. Entre os principais problemas observados estão a doença cárie, doença periodontal, o bruxismo, a má oclusão e os traumas dentários. (Oliveira et al., 2018).
A prevalência da doença cárie entre essas crianças é discutida na literatura científica. Alguns estudos mostram uma incidência inferior à de crianças sem o transtorno, enquanto outros apontam o contrário. Esse contraste pode estar ligado à alimentação, ao uso de medicamentos e às dificuldades de acesso aos cuidados bucais. Questões comportamentais e sensoriais costumam dificultar a escovação diária, e a utilização de certos medicamentos pode diminuir a salivação, contribuindo para o aumento de doenças bucais (Sheldrick et al., 2012; Abdulmonem et al., 2020; Eman et al., 2020). Estudos recentes no Brasil reforçam que a rotina de higiene oral irregular e a resistência à escovação são fatores que contribuem para maior incidência de cáries entre crianças autistas (Negrini; silva; Carvalho 2021).
A doença periodontal é frequentemente observada em pacientes com TEA, especialmente quando há deficiência na higiene oral. O acúmulo de placa bacteriana e a inflamação gengival são situações recorrentes, sobretudo quando não há acompanhamento odontológico constante (DU et al., 2019). Além disso, crianças com TEA podem ter dificuldade em compreender instruções de higiene ou tolerar consultas odontológicas prolongadas, o que potencializa o risco de periodontite precoce (Du et al., 2019; Almeida; Pereira, 2022).
O bruxismo, que consiste no hábito inconsciente de ranger ou apertar os dentes, é comum nesse grupo. Ele pode gerar desgaste nos dentes, dores musculares e problemas nas articulações da mandíbula, sendo necessário um acompanhamento regular por parte do profissional de saúde bucal (Abdulmonem et al., 2020; Eman et al., 2020).
Outro ponto crítico são os traumas dentários. Crianças com TEA tendem a apresentar maior incidência de fraturas dentais, principalmente nos dentes anteriores, muitas vezes ocasionadas por comportamentos autolesivos. Lesões em áreas como lábios, queixo e gengivas também são frequentes (Ferrazzano et al., 2020).
Quanto à má oclusão, observa-se uma maior prevalência em crianças com TEA, essa condição pode estar relacionada a hábitos orais atípicos, como a respiração bucal, o ato de morder objetos ou a manutenção prolongada de posturas inadequadas da boca. Tais comportamentos contribuem para o desalinhamento dentário e alterações na mordida (Motta et al., 2022).
Além disso, a literatura recente destaca a importância de integração interprofissional, envolvendo odontopediatras, terapeutas ocupacionais, psicólogos e fonoaudiólogos, para desenvolver estratégias de manejo mais eficazes e adaptadas às particularidades sensoriais e comportamentais de cada criança (Martins; Souza; Oliveira, 2023).
Nesses cenários, é fundamental que o dentista esteja preparado para lidar com as necessidades específicas desses pacientes. O atendimento deve ser individualizado e empático, e sempre buscar promover o bem-estar, prevenção e saúde bucal de forma integrada e acessível para o paciente.
3. Estratégias de manejo no atendimento odontológico
3.1 Adaptações no ambiente odontológico
O ambiente odontológico desempenha papel importante na recepção e tratamento de crianças com TEA. Esses pacientes tendem a apresentar hipersensibilidade sensorial, reagindo intensamente a estímulos auditivos, visuais, táteis e olfativos. Dessa maneira, a adequação do espaço clínico deve considerar elementos como diminuição da intensidade luminosa, redução de ruídos, climatização adequada e organização visual mais simples e previsível (Silva et al., 2019). Um ambiente acolhedor desempenha papel fundamental na redução da ansiedade do paciente, promovendo maior conforto e segurança durante sua estadia no consultório, o que, por sua vez, potencializa a efetividade do atendimento odontológico (Silva et al., 2019).
Estudos mostram como é importante adaptar o atendimento odontológico para tornar as consultas mais eficazes com crianças com TEA. O uso de materiais visuais, como figuras, vídeos explicativos e sequências com imagens, ajuda bastante na familiarização da criança com o consultório e na redução de comportamentos de recusa ou medo (Lima et al., 2020). Um ponto importante é a aplicação de técnicas baseadas na Análise do Comportamento Aplicada (ABA), quando adaptadas ao contexto da odontologia, têm se mostrado úteis para melhorar a colaboração do paciente durante os atendimentos (Oliveira et al., 2019).
Além disso, a literatura destaca a importância da participação ativa da família e cuidadores no processo de adaptação. A presença de um responsável pode oferecer suporte emocional, reforçar instruções e contribuir para que a criança se sinta mais segura. Em alguns casos, recomenda-se a realização de visitas prévias ao consultório para familiarização com o ambiente antes da primeira consulta efetiva (Castro et al., 2019; Almeida; Pereira, 2022).
Nesse contexto é de fundamental importância adaptar o ambiente odontológico para atender crianças com TEA não significa apenas modificar aspectos físicos, mas também promover um espaço inclusivo, acessível e centrado no paciente, que favoreça tanto a saúde bucal quanto o bem-estar emocional da criança.
3.2 Técnicas de abordagem e comunicação
A comunicação com crianças com TEA requer adaptações conforme o nível de comprometimento da linguagem e das habilidades sociais. Estratégias visuais, como figuras, quadros de rotina, sequências ilustradas de procedimentos e recursos de comunicação alternativa aumentativa (CAA), são eficazes para transmitir segurança e clareza ao paciente (Castro et al., 2018). A abordagem deve ser objetiva, com comandos curtos, tom de voz calmo e previsibilidade na execução dos procedimentos. A linguagem corporal e a paciência do profissional são cruciais, bem como a repetição e a constância das condutas, que ajudam a criar uma rotina de confiança com o paciente (Freitas et al., 2021).
A linguagem corporal do profissional desempenha papel essencial. Gestos claros, expressões faciais amigáveis e movimentos lentos ajudam a criar um ambiente de confiança e diminuem a sobrecarga sensorial. Além disso, o uso de modelagem comportamental em que a criança observa previamente a execução de um procedimento em bonecos, familiares ou colegas, pode facilitar a aceitação do atendimento (Borges; Souza, 2021).
Outro recurso relevante é o reforço positivo, que pode ser feito por meio de recompensas simbólicas, elogios ou pequenos incentivos sempre que a criança apresenta comportamentos colaborativos. Essa prática fortalece a associação entre a consulta odontológica e uma experiência positiva, favorecendo atendimentos futuros (Lima et al., 2020).
A repetição das condutas e a constância na equipe de atendimento também são fatores determinantes. A manutenção do mesmo profissional ou equipe ao longo das consultas contribui para criar uma rotina mais previsível, evitando rupturas que poderiam gerar ansiedade e resistência (Fernandes; Oliveira, 2020).
No geral, a comunicação eficaz no atendimento odontológico a crianças com TEA deve integrar estratégias visuais, linguagem adaptada, recursos de CAA, reforço positivo e constância no vínculo profissional-paciente. Dessa forma, promove-se um cuidado mais humanizado, que respeita as particularidades de cada criança e potencializa a adesão ao tratamento (Pereira et al., 2022).
3.3 Métodos de dessensibilização e reforço positivo
A dessensibilização é uma técnica que visa reduzir gradativamente a ansiedade e o medo do paciente ao ambiente odontológico. Por meio de visitas prévias ao consultório, o paciente é exposto aos instrumentos e ao espaço clínico de forma progressiva, permitindo que ele se familiarize com os estímulos (Lima et al., 2021).
As visitas prévias ao consultório são importantes nesse processo. Nessas sessões, a criança pode apenas explorar o ambiente, ouvir os sons dos equipamentos ou observar a manipulação de instrumentos em bonecos, antes mesmo de passar por qualquer procedimento odontológico direto (Pereira et al., 2020). Essa prática contribui para o desenvolvimento de um vínculo de confiança com o dentista e para a previsibilidade, aspectos essenciais no manejo de crianças com TEA.
Associado a isso, o uso do reforço positivo, como elogios, recompensas simbólicas ou até mesmo pequenas premiações acordadas com os responsáveis, tem se mostrado eficaz no condicionamento de comportamentos desejáveis. Essas estratégias ajudam a construir uma relação de confiança entre a criança e o profissional, tornando o atendimento mais produtivo e menos estressante para todos os envolvidos (Abreu et al., 2020).
A aplicação de métodos de dessensibilização, aliados ao reforço positivo, representa uma estratégia essencial para a odontopediatria no contexto do TEA. Esses recursos favorecem a humanização do atendimento, reduzem riscos de traumas emocionais e fortalecem a confiança entre paciente, família e profissional, resultando em um cuidado mais eficaz e acolhedor.
3.4. Formação e capacitação do profissional
É importante ressaltar a necessidade de que os dentistas busquem constantemente se atualizar. Isso porque a formação tradicional ainda é insuficiente quando se trata de preparar os profissionais para atender pacientes com necessidades especiais, especialmente aqueles com TEA (Melo et al., 2022). Uma estratégia bastante recomendada é a criação de protocolos personalizados, que levem em conta o histórico de comportamento e as particularidades sensoriais de cada criança. Essa abordagem torna o atendimento mais direcionado e eficaz (Pereira; Andrade, 2021).
A atuação da odontopediatra no atendimento a pacientes com TEA exige conhecimento técnico e sensibilidade para compreender as particularidades desse público. A formação acadêmica tradicional nem sempre contempla de forma adequada o manejo de pacientes com necessidades especiais, o que evidencia a importância da capacitação continuada por meio de cursos, treinamentos, congressos e contato com a prática clínica (Ferrazzano et al., 2020). O profissional precisa estar preparado para identificar sinais comportamentais, adaptar sua linguagem e aplicar estratégias específicas para garantir o sucesso do tratamento odontológico. (Araújo; Paiva; Lima, 2020).
Portanto, investir em formação especializada e atualização contínua não apenas amplia a competência técnica dos dentistas, mas também fortalece sua capacidade de oferecer um atendimento mais inclusivo, eficaz e respeitoso às crianças com TEA, promovendo avanços significativos na qualidade da saúde bucal desse público.
3.5. Atuação interprofissional e familiar
A atuação interprofissional pode ser um dos elementos essenciais para aprimorar os cuidados de saúde e otimizar os resultados educacionais de crianças com TEA. Essa cooperação promove a integração entre profissionais, o intercâmbio de experiências clínicas, além do planejamento, análise e implementação conjunta de ações nas diversas áreas, possibilitando maior eficácia nas intervenções (Romeu et al., 2022). Nesse sentido, o atendimento odontológico de crianças com TEA não deve ocorrer de forma isolada. A atuação em conjunto com outros profissionais da saúde, como fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e neuropediatras, favorece uma compreensão mais ampla das necessidades do paciente e possibilita a construção de estratégias conjuntas de intervenção (Du et al., 2019).
Essa integração proporciona maior continuidade no cuidado, evita sobreposição de intervenções e promove resultados terapêuticos mais consistentes. Além disso, fortalece a comunicação entre profissionais e famílias, reduzindo a fragmentação dos serviços de saúde e educação (Santos; Almeida, 2021).
O fortalecimento do suporte educacional oferecido pelos dentistas na prática clínica pode ser alcançado por meio da colaboração interprofissional. A atuação conjunta com profissionais de áreas como Terapia Ocupacional, Terapia Comportamental, Psicologia, Educação Especial, Ciência da Computação e Informática proporciona uma visão mais abrangente dos cuidados necessários e das estratégias para garantir o sucesso do atendimento. Essas abordagens incluem a educação sobre sensibilidades sensoriais para a criação de um ambiente sensorialmente confortável, o desenvolvimento e a utilização de recursos visuais e histórias sociais, além do emprego de vídeos e tecnologias virtuais (Como et al., 2021).
A participação ativa da família é essencial em todas as etapas do atendimento odontológico. Os pais ou responsáveis são os principais mediadores entre o dentista e a criança, fornecendo informações valiosas sobre a rotina, as preferências e os comportamentos do paciente (Fernandes; oliveira; moreira, 2020). Essa troca de informações permite personalizar o plano terapêutico e aumentar a previsibilidade do atendimento, aspectos essenciais para crianças com TEA.
O diálogo entre a família e a equipe odontológica fortalece a confiança, favorece a adesão ao tratamento e permite um acompanhamento mais próximo e eficaz. A colaboração com a equipe multidisciplinar também permite alinhar os objetivos do cuidado e adotar uma abordagem mais integrada e centrada na criança (Santos; Almeida, 2021).
Assim, a articulação entre equipe interprofissional e família não deve ser vista apenas como um suporte adicional, mas como um componente essencial e estruturante do atendimento odontológico no TEA, uma vez que garante continuidade, humanização e integralidade ao cuidado.
DISCUSSÃO
A análise dos estudos selecionados evidenciou que crianças com transtorno do espectro autista (TEA) apresentam maior predisposição a alterações bucais, como cárie dentária, doença periodontal, bruxismo e traumas dentários. Essas condições estão frequentemente associadas à hipersensibilidade sensorial, à resistência à escovação e ao uso contínuo de medicamentos que reduzem o fluxo salivar (Negrini; SIgnorelli; Souza, 2020; Fernandes; Oliveira; Moreira, 2020).
A adaptação do ambiente odontológico mostrou-se um fator determinante para o sucesso do atendimento dessas crianças. Medidas como iluminação suave, redução de ruídos e manutenção de uma rotina previsível contribuem para a diminuição da ansiedade e favorecem a cooperação durante os procedimentos clínicos (Castro et al., 2019; Lima et al., 2022). Estratégias comportamentais, como o uso de recursos visuais, histórias sociais, visitas prévias ao consultório e reforço positivo, demonstraram eficácia na familiarização da criança com o ambiente odontológico e na melhoria do comportamento durante o atendimento (Lima et al., 2020; Pereira et al., 2022).
A comunicação adaptada constitui outro aspecto essencial no manejo clínico de pacientes com TEA. O uso da comunicação alternativa e ampliada (CAA), aliado a uma linguagem simples e à constância nas condutas clínicas, favorece o estabelecimento do vínculo entre profissional e paciente e melhora a adesão ao tratamento odontológico (Castro et al., 2018; Freitas RE et al., 2021).
Verificou-se ainda que a atuação interprofissional, envolvendo cirurgiões-dentistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e familiares, potencializa as estratégias de manejo e contribui para um atendimento mais humanizado e eficaz (Romeú et al., 2022; santos; almeida, 2021). Essa abordagem integrada permite compreender de forma mais ampla as necessidades individuais da criança com TEA, promovendo um cuidado odontológico inclusivo e de qualidade.
CONCLUSÃO
As análises realizadas neste trabalho mostram que o atendimento odontológico a crianças com TEA deve ser cuidadosamente planejado, considerando suas necessidades sensoriais, comportamentais e de comunicação. Estratégias como o uso de recursos visuais, reforço positivo e visitas prévias ao consultório demonstraram-se eficientes para promover a cooperação e reduzir o estresse durante os procedimentos. A participação da família e a atuação interprofissional são essenciais para consolidar um cuidado mais completo e humanizado. Este estudo evidencia a necessidade de atualização constante dos profissionais e reforça que o atendimento individualizado contribui significativamente para a melhoria da saúde bucal e do bem-estar desses pacientes. Futuras pesquisas podem explorar novas tecnologias e abordagens para otimizar ainda mais os resultados.
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1Discente do curso de Odontologia da Faculdade de Ilhéus, Centro de Ensino Superior, Ilhéus, Bahia. e-mail: katia_batistamarques@hotmail.com
2Especialista e Mestre em Odontopediatria, especializada em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais. Docente do curso de Odontologia da Faculdade de Ilhéus, Centro de Ensino Superior, Ilhéus, Bahia. e-mail: criscgiedes@hotmail.com
