DESAFIOS E VANTAGENS DA LOGÍSTICA NO MODAL FERROVIÁRIO NO CONTEXTO BRASILEIRO

CHALLENGES AND ADVANTAGES OF LOGISTICS IN THE RAILWAY MODE IN THE BRAZILIAN CONTEXT

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511222321


Davi Mendes Mota1


Resumo

O presente artigo analisa, por meio de revisão sistemática de literatura publicada entre 2017 e 2025, as principais vantagens e os desafios da logística no modal ferroviário no contexto brasileiro. Os resultados demonstram que o transporte ferroviário apresenta benefícios estruturais claros em relação ao rodoviário, especialmente menor custo por tonelada-quilômetro transportada, maior segurança operacional, capacidade para grandes volumes em longas distâncias e significativa redução de emissões de poluentes, contribuindo para a redução de custos logísticos em corredores de commodities como soja, café, minério e celulose e para o atendimento de metas ambientais e de critérios ESG. Contudo, a participação das ferrovias na matriz nacional de transportes permanece limitada a cerca de um quinto do total de cargas, devido à malha fragmentada, à baixa integração multimodal, à concentração em poucas commodities de alto volume, ao histórico de subinvestimento e à lentidão na plena implementação do Novo Marco Legal das Ferrovias (Lei nº 14.273/2021). A melhoria da gestão operacional, o avanço na regulação por autorização privada e o fortalecimento da intermodalidade são apontados como caminhos essenciais para ampliar a competitividade do modal. Conclui-se que o Brasil possui condições técnicas, econômicas e ambientais para elevar substancialmente o papel das ferrovias na logística nacional, desde que haja coordenação efetiva entre poder público e iniciativa privada, resultando em uma matriz de transportes mais barata, segura, sustentável e equilibrada territorialmente.

Palavras-chave: Transporte Ferroviário. Logística Brasileira. Modal Ferroviário

1 INTRODUÇÃO

A logística ferroviária desempenha um papel estratégico no desenvolvimento econômico de países de grande extensão territorial, como o Brasil. Historicamente, as ferrovias brasileiras passaram por longos períodos de estagnação, resultando em uma malha limitada e pouco integrada. No entanto, nas últimas décadas, observa-se um movimento de revitalização desse modal, impulsionado por investimentos públicos e privados, mudanças regulatórias e pela crescente necessidade de ampliar a eficiência logística nacional. Nesse contexto, o modal ferroviário emerge como uma alternativa capaz de reduzir custos, aumentar a segurança operacional e promover maior competitividade no escoamento de cargas.

Apesar desse avanço, persistem desafios estruturais que limitam o pleno aproveitamento do transporte ferroviário no país. A fragmentação da malha, a dependência do transporte rodoviário, os gargalos regulatórios e a insuficiência de conexões multimodais ainda comprometem a fluidez e a integração logística. Diante disso, compreender as dinâmicas, vantagens e obstáculos associados ao modal ferroviário torna-se essencial para avaliar sua contribuição ao desenvolvimento econômico e à melhoria dos fluxos de transporte no cenário brasileiro.

A escolha desse tema se justifica pela relevância crescente do modal ferroviário como alternativa sustentável e economicamente vantajosa para o transporte de cargas no Brasil. Em um país marcado por altos custos logísticos e forte dependência das rodovias, analisar as potencialidades e limitações do sistema ferroviário permite identificar caminhos para otimizar a infraestrutura e fortalecer a competitividade nacional. Além disso, estudos sobre o setor contribuem para o debate sobre políticas públicas, planejamento logístico e investimentos estratégicos que podem transformar a matriz de transporte brasileira. Neste contexto, este trabalho apresenta a seguinte pergunta norteadora: diante dos desafios e das potencialidades identificados, quais são as principais vantagens e os principais obstáculos da logística no modal ferroviário no contexto brasileiro, e como eles influenciam a eficiência do transporte de cargas no país?

O objetivo geral deste artigo é analisar os desafios e as vantagens da logística no modal ferroviário no contexto brasileiro, por meio de uma revisão de literatura, destacando sua contribuição para a eficiência do transporte de cargas. Os objetivos específicos são: (i) identificar as principais vantagens operacionais, econômicas e ambientais do transporte ferroviário no Brasil; (ii) descrever os principais desafios estruturais, regulatórios e logísticos enfrentados pelo setor; (iii) discutir a importância da integração multimodal para o fortalecimento do modal ferroviário; 

Espera-se que este trabalho contribua para uma compreensão aprofundada do papel do modal ferroviário na logística brasileira, evidenciando tanto suas potencialidades quanto as limitações que ainda precisam ser superadas para que o setor alcance maior eficiência. A partir da revisão de literatura realizada, pretende-se oferecer uma análise crítica que auxilie na identificação de fatores estruturais, operacionais e regulatórios que influenciam o desempenho do transporte ferroviário no país. Além disso, almeja-se fornecer subsídios teóricos que possam apoiar futuras pesquisas e orientar decisões estratégicas relacionadas ao planejamento e ao desenvolvimento da infraestrutura logística nacional.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA

A logística de transportes no Brasil constitui um dos pilares essenciais para a integração territorial e para a circulação de mercadorias em um país marcado por grandes distâncias. A organização espacial das infraestruturas de circulação está diretamente associada à capacidade de conectar regiões produtivas aos mercados consumidores e aos portos, o que reforça sua relevância estratégica para o desenvolvimento nacional (Silveira, 2022).

A predominância do modal rodoviário, historicamente construída e reforçada por políticas públicas, resulta em uma matriz de transportes desequilibrada e vulnerável. Essa dependência excessiva compromete a fluidez logística e amplia custos operacionais, sobretudo em setores que demandam escoamento de grandes volumes de carga para longas distâncias (Aquilante Policarpo; Souza, 2019).

A diversificação modal, especialmente com o fortalecimento de ferrovias e hidrovias, tem sido apontada como uma alternativa necessária para superar gargalos logísticos e aumentar a competitividade. A expansão planejada de redes estruturantes demonstra como planos viários nacionais podem influenciar diretamente a modernização territorial e a redistribuição de fluxos econômicos (Santana et al., 2018).

Nos últimos anos, observa-se um aumento significativo da circulação de mercadorias no território brasileiro, impulsionado pela intensificação do agronegócio, das atividades industriais e das exportações. Essa ampliação dos fluxos exige sistemas de transporte mais eficientes e integrados, capazes de sustentar o movimento crescente de cargas em diferentes escalas (Azeredo Rodrigues; Lemos, 2023).

A logística voltada ao agronegócio destaca-se pela complexidade das redes de transporte que a sustentam, particularmente nas regiões de forte expansão agrícola. No Centro-Oeste, por exemplo, o aumento da produção de soja tem pressionado infraestruturas logísticas e revelado a urgência de investimentos em modais mais robustos, como o ferroviário (Marques Pais; Torres, 2018). A expansão das exportações de café e outras commodities também evidencia a importância de sistemas logísticos articulados e eficientes. A fluidez das rotas logísticas, especialmente em estados como Minas Gerais, depende da adequação das infraestruturas e da integração dos diversos modais de transporte (Pereira de Jesus e Pereira, 2020).

A organização espacial das redes de transporte e comunicações na América do Sul demonstra que os países que investem em diversificação modal apresentam melhores resultados no desempenho logístico. Essas transformações são reflexo das chamadas revoluções logísticas, que alteram de maneira significativa os padrões de circulação e distribuição (Pereira de Souza; Silveira, 2019). No contexto brasileiro, a logística do agronegócio exerce papel determinante na geração de fluxos que atravessam o território em direção aos corredores de exportação. A região Centro-Oeste exemplifica como a articulação entre produção, transporte e portos define o ritmo das exportações e influencia a dinâmica econômica regional (Santos; Pereira, 2019).

A logística de transportes, quando analisada em escalas regionais, revela grande heterogeneidade entre as áreas produtoras e os corredores de escoamento. Em Minas Gerais, por exemplo, estudos têm mostrado como a geografia das exportações de frigoríficos depende fortemente da qualidade das infraestruturas e da eficiência das conexões com mercados consumidores (Carvalho Santos et al., 2021). Na microrregião de Pirapora, também em Minas Gerais, o desempenho dos setores exportadores está associado à capacidade logística de mobilizar as cargas de maneira adequada, considerando tanto a qualidade da malha existente quanto as limitações de integração modal. Essa dinâmica evidencia a importância de estudos regionais para compreender a distribuição dos fluxos econômicos (Pereira; Cruz, 2017).

Os desafios contemporâneos da logística nacional incluem a necessidade de reestruturar a matriz de transportes para torná-la mais equilibrada e eficiente. Investimentos em ferrovias, hidrovias e sistemas intermodais são frequentemente apontados como caminhos essenciais para reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade internacional (Silveira, 2022). 

A complexidade das redes logísticas brasileiras também se relaciona com o crescimento das exportações e com a reorganização espacial da produção. Regiões emergentes passam a demandar infraestrutura adequada, o que exige planejamento de longo prazo e políticas consistentes voltadas à circulação de mercadorias (Santana et al., 2018). Dessa forma, compreender a logística de transportes no Brasil implica reconhecer que sua estrutura influencia diretamente a competitividade das cadeias produtivas, a distribuição territorial das atividades econômicas e a capacidade de inserção do país no comércio internacional. A análise dos diferentes modais permite apontar caminhos para superar fragilidades históricas e promover maior eficiência no escoamento de cargas.

A logística no modal ferroviário constitui elemento estratégico para a competitividade da economia brasileira, sobretudo em um país de dimensões continentais e altamente dependente da exportação de commodities agrícolas e minerais. Historicamente, as ferrovias surgiram no Brasil no século XIX impulsionadas pela expansão cafeeira e pela inserção periférica na economia-mundo capitalista, apresentando padrão semelhante ao observado na Argentina, porém com maior concentração regional no Sudeste e Sul (Lins, 2021). Após décadas de priorização do modal rodoviário, o setor ferroviário vem experimentando recuperação expressiva: entre 1997 e 2023 o volume transportado praticamente dobrou, alcançando cerca de 21,5 % da matriz nacional de cargas em 2022 (Cristiano et al., 2022).

No escoamento da soja em grão, por exemplo, o modal ferroviário tem se mostrado indispensável no estado do Paraná, reduzindo significativamente os gargalos logísticos e os custos de exportação em comparação com o transporte exclusivamente rodoviário (Almeida et al., 2023). Estudos bibliométricos realizados com a ferramenta Proknow-C apontam, entretanto, que ainda existem lacunas importantes de pesquisa sobre inovação tecnológica e gestão no setor, o que reforça a necessidade de maior investimento em pesquisa aplicada para o desenvolvimento sustentável das ferrovias brasileiras (Lima et al., 2024).

Do ponto de vista da eficiência operacional, análises realizadas por meio da Análise Envoltória de Dados (DEA) em oito concessionárias metroferroviárias responsáveis por cerca de 90 % do transporte de passageiros revelam que apenas as empresas de grande porte, como o Metrô de São Paulo, apresentam eficiência técnica plena ao longo dos anos, enquanto as de médio porte, majoritariamente públicas,  necessitariam reduzir em média 19 % seus insumos para alcançar o mesmo patamar (Da Silva Brum; Wickstrom Alves, 2022). No transporte de cargas, um estudo de caso conduzido em fábrica de celulose em Minas Gerais demonstrou que a aplicação de ferramentas clássicas de gestão da qualidade (categorização de atrasos, 5W2H e dashboards) conseguiu identificar que mais de 77 % dos problemas estavam relacionados a máquinas, materiais e métodos, permitindo a elaboração de planos de ação que reduziram atrasos e elevaram a segurança operacional (Caroline Chaves de Oliveira; Teixeira dos Santos, 2024).

As vantagens econômicas e ambientais do modal ferroviário são amplamente reconhecidas. Além do baixo custo de manutenção e da flexibilidade energética (diesel ou eletricidade), as ferrovias contribuem decisivamente para a redução da pegada de carbono do transporte de longa distância, alinhando-se às práticas ESG cada vez mais exigidas pelo mercado internacional (De Almeida Barboza; Regina de Oliveira, 2022; Lima et al., 2024). Tais características tornam o modal especialmente adequado ao transporte de grandes volumes de commodities e ao desenvolvimento regional equilibrado, especialmente nas regiões Centro-Sul e Norte, onde novos ramais vêm sendo implantados com participação crescente do setor privado (Lima et al., 2024).

Apesar dos avanços, persistem barreiras institucionais e regulatórias significativas. Sob a perspectiva da Nova Economia Institucional, o acesso ao modal ferroviário ainda permanece concentrado em poucas commodities de alto volume, fruto de reestruturações históricas que marginalizaram o uso doméstico e regional (Diniz Gurgel; Lanza, 2024). A edição da Lei nº 14.273/2021 (Novo Marco Legal das Ferrovias) representou mudança paradigmática ao instituir o regime de autorização privada, mas sua implementação enfrenta desafios relacionados à redução de custos de transação e à atração de investimentos em trechos de baixa densidade de tráfego (Heinen, 2023). Autores defendem que a promoção efetiva da livre concorrência, inspirada no modelo norte-americano de shortlines, pode romper com a visão tradicional de monopólio natural e dinamizar o mercado (Lanza, 2020).

Olhando para o futuro, o transporte ferroviário de passageiros de alto desempenho surge como potente indutor de desenvolvimento urbano e regional, conforme experiências consolidadas na Europa e na Ásia sugerem potencial de aplicação no contexto brasileiro, especialmente em corredores intermunicipais de média distância (Lieggio Júnior, 2024). A combinação de recuperação da malha existente, adoção de critérios ESG rigorosos e diversificação do uso (além das commodities) aparece como caminho viável para que o modal ferroviário ocupe posição central na logística nacional nas próximas décadas (Cristiano et al., 2022; Lima et al., 2024).

Portanto, a logística no modal ferroviário brasileiro encontra-se em momento de transição promissor, mas ainda dependente de políticas públicas coordenadas, investimento privado consistente e aprimoramento regulatório. A integração de ferramentas de gestão da qualidade, análises de eficiência e práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) constitui o alicerce para que as ferrovias deixem de ser coadjuvantes e passem a protagonizar uma matriz logística mais barata, segura e sustentável para o país.

3 METODOLOGIA 

Esta pesquisa adota a abordagem de revisão de literatura, com o objetivo de analisar e sintetizar estudos que abordem os desafios e as vantagens da logística no modal ferroviário no contexto brasileiro. A revisão foi conduzida de forma sistemática, seguindo um protocolo estruturado para garantir a qualidade, a relevância e a atualidade das informações coletadas.

Foram incluídos artigos publicados entre 2017 e 2025, em português, que tratassem diretamente do transporte ferroviário de cargas e/ou passageiros no Brasil, com ênfase em aspectos logísticos, econômicos, regulatórios, operacionais, ambientais ou de infraestrutura. Aceitaram-se estudos empíricos (quantitativos e qualitativos), revisões bibliométricas, estudos de caso múltiplos, análises regulatórias e artigos teórico-conceituais, desde que publicados em periódicos revisados por pares. Foram excluídos trabalhos que não apresentassem relação direta com o modal ferroviário brasileiro, estudos de caso únicos sem generalização, teses, dissertações, relatórios técnicos, editoriais, resenhas e publicações sem revisão por pares.

A busca foi realizada em julho-outubro de 2025 nas bases de dados SciELO, Google Scholar, Periódicos CAPES, Directory of Open Access Journals (DOAJ) e repositórios institucionais brasileiros, utilizando combinações dos seguintes descritores e palavras-chave em português e inglês: “transporte ferroviário”, “modal ferroviário”, “logística ferroviária”, “ferrovias brasileiras”, “infraestrutura ferroviária”, “novo marco legal das ferrovias”, “Lei 14.273/2021”, “eficiência ferroviária”, “ESG ferrovias”, “railway logistics”, “brazilian railways”, “rail freight”, “railway infrastructure Brazil” e “railway regulation Brazil”. Os termos foram combinados com os operadores booleanos AND e OR, além do uso de aspas para buscas exatas e truncamentos quando necessário.

Os artigos foram inicialmente triados por título e resumo, aplicando-se os critérios de inclusão e exclusão previamente definidos. Em seguida, os textos completos dos estudos potencialmente relevantes foram lidos na íntegra para confirmar sua adequação ao objetivo da pesquisa. Os estudos selecionados foram analisados qualitativamente, com foco na identificação de temas centrais, tais como: (a) eficiência operacional e gestão da qualidade no modal ferroviário; (b) vantagens econômicas e socioambientais em relação aos demais modais; (c) desafios regulatórios e institucionais, especialmente após o Novo Marco Legal das Ferrovias (Lei nº 14.273/2021); (d) papel do modal no escoamento de commodities e no desenvolvimento regional; e (e) perspectivas futuras com incorporação de critérios ESG e maior concorrência privada. A síntese dos achados foi organizada de modo a evidenciar tanto os obstáculos estruturais persistentes quanto as oportunidades de expansão e modernização da logística ferroviária brasileira, contribuindo para o debate acadêmico e para a formulação de políticas públicas e estratégias empresariais no setor.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES 

A análise dos estudos selecionados revela que o modal ferroviário brasileiro, apesar de ainda representar parcela minoritária da matriz logística nacional, desempenha função estratégica no desenvolvimento econômico, especialmente no transporte de commodities e na geração de multiplicadores de produção, renda e emprego significativamente superiores aos do modal rodoviário (Souza et al., 2021). Em setores como o cafeeiro mineiro, a reinserção de ramais ferroviários em polos como Varginha demonstra redução média de até 40 % nos custos logísticos por tonelada transportada quando comparada ao transporte exclusivamente rodoviário, evidenciando vantagem competitiva clara em longas distâncias e grandes volumes (Vasconcelos; Torres; Silva, 2023). Tal potencial também aparece no cenário baiano, onde o modal ferroviário surge como alternativa viável para descongestionar rodovias e reduzir emissões, embora enfrente entraves históricos de subinvestimento e fragmentação da malha (Virgílio; Neto; Oliveira, 2025).

A eficiência operacional emerge como ponto crítico de diferenciação. Projetos de melhoria contínua implementados em concessionárias de carga mostram ganhos expressivos de produtividade por meio de ferramentas lean e kaizen, com aumento médio de 18 % na taxa de utilização de vagões e redução de 25 % no tempo ocioso em terminais (Nunes; Martins; Santos, 2024). No transporte de passageiros, a aplicação de ferramentas da gestão da qualidade, como diagramas de Pareto e 5W2H, permite identificar que mais de 70 % dos atrasos decorrem de falhas em processos internos, possibilitando intervenções que elevam a pontualidade e a satisfação do usuário (Silva; Santos, 2025). Esses achados reforçam a percepção de que o desempenho ferroviário depende menos de investimentos vultosos iniciais e mais de gestão sistemática e contínua.

Do ponto de vista regional, propostas de integração intermunicipal ganham destaque. Na região de Bauru (SP), estudos apontam viabilidade técnica e econômica para a criação de sistemas integrados que conectem ferrovias existentes a modais metropolitanos leves, promovendo mobilidade sustentável e redução do uso de veículos individuais (Pasquotto et al., 2022). Já no Maranhão, a reutilização de infraestrutura ferroviária para fins turísticos demonstra capacidade do modal em gerar valor agregado além do transporte convencional, com potencial de movimentação de 150 mil passageiros/ano em rotas históricas (Pinho et al., 2023).

Os desafios permanecem numerosos e interligados. A concentração do transporte de cargas em poucos produtos de alto volume limita a capilaridade da malha, criando ociosidade em trechos secundários e dificultando o atendimento de cargas fracionadas ou de menor densidade econômica (Sgrott; Zagheni, 2020). Adicionalmente, a dependência histórica de financiamento público e a lentidão na aprovação de novos ramais privados, mesmo após o Novo Marco Legal das Ferrovias, ainda inibem a expansão acelerada necessária para acompanhar o crescimento da produção agrícola e mineral (Wildo; Magalhães; Sobrinho, 2025).

Contudo, os estudos convergem ao afirmar que as vantagens do modal ferroviário sobre o rodoviário são estruturais: menor custo por tonelada-quilômetro, maior segurança, menor emissão de poluentes e maior capacidade de transporte em massa. Quando operado em escala adequada e com gestão eficiente, o ferroviário apresenta relação custo-benefício superior em praticamente todos os indicadores logísticos, especialmente em corredores acima de 400 km (Wildo; Magalhães; Sobrinho, 2025; Sousa, 2022). A combinação de políticas públicas indutoras, investimentos privados incentivados pelo regime de autorização e adoção sistemática de ferramentas de gestão da qualidade aparece como caminho concreto para superar os desafios históricos e posicionar o Brasil entre os países que mais aproveitam o potencial logístico de suas ferrovias.

Assim, os resultados indicam que o modal ferroviário brasileiro vive momento de transição favorável, no qual as vantagens técnicas e econômicas já comprovadas podem ser ampliadas por meio de melhorias gerenciais e regulatórias, desde que o poder público e o setor privado atuem de forma coordenada para superar a fragmentação da malha e a concentração excessiva em commodities.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo, por meio de uma revisão sistemática da literatura recente, confirmou que o modal ferroviário brasileiro vive um momento de transição histórica, com vantagens estruturais plenamente comprovadas, como custo reduzido por tonelada-quilômetro, maior segurança operacional, menor emissão de poluentes e capacidade para movimentar grandes volumes em longas distâncias. Esses benefícios já se traduzem em reduções expressivas de custo logístico em corredores de soja, café, celulose e minério, além de aliviar a pressão sobre as rodovias e melhorar indicadores ambientais exigidos pelo mercado internacional.

Apesar desse potencial evidente, a participação das ferrovias na matriz de transportes nacional permanece muito aquém do necessário, ainda restrita a pouco mais de um quinto do total de cargas movimentadas. A principal razão dessa subutilização não está na falta de viabilidade técnica ou econômica do modal, mas na persistência de problemas estruturais acumulados ao longo de décadas, como malha fragmentada, baixa densidade de conexões multimodais, concentração excessiva em poucas commodities de alto volume e histórico crônico de subinvestimento público e privado, fatores que geram ociosidade em diversos trechos e impedem o atendimento capilar a cargas fracionadas ou regiões de menor densidade econômica.

A aprovação do Novo Marco Legal das Ferrovias representou avanço regulatório significativo ao instituir o regime de autorização e abrir espaço para novos operadores privados, inclusive em linhas de menor porte. Entretanto, a efetividade dessa mudança ainda depende da agilidade na aprovação de projetos, da redução de custos de transação e da construção de um ambiente jurídico que ofereça segurança real aos investidores. Enquanto esses ajustes não se consolidarem, a expansão da malha continuará mais lenta do que o ritmo de crescimento da produção agrícola e mineral exige.

A gestão operacional e a adoção de ferramentas modernas de qualidade e produtividade revelaram-se igualmente decisivas. Os casos analisados demonstram que ganhos expressivos de eficiência podem ser alcançados sem grandes obras de infraestrutura, apenas com a aplicação sistemática de metodologias lean, kaizen, análise de causas de atrasos e monitoramento contínuo de indicadores. Isso evidencia que o desafio brasileiro não se resume à quantidade de trilhos, mas também, e talvez principalmente, à qualidade da operação cotidiana das concessões existentes.

A integração multimodal surge como condição indispensável para que o modal ferroviário alcance seu pleno potencial. Sem terminais eficientes de transbordo, acesso adequado aos portos e articulação fluida com hidrovias e rodovias de curto raio, as vantagens competitivas das ferrovias permanecem parcialmente neutralizadas. A experiência de corredores consolidados mostra que a fluidez logística só se materializa quando todos os elos da cadeia funcionam de forma coordenada, exigindo planejamento integrado entre União, estados e setor privado.

Do ponto de vista ambiental e social, o fortalecimento das ferrovias alinha-se perfeitamente às demandas contemporâneas de descarbonização do transporte e de desenvolvimento regional mais equilibrado. Cada tonelada deslocada do modo rodoviário para o ferroviário significa redução mensurável de emissões de gases de efeito estufa e de acidentes nas estradas, além de gerar empregos qualificados em regiões interioranas tradicionalmente dependentes do agronegócio extensivo, configurando uma agenda que combina competitividade econômica com responsabilidade socioambiental.

Em síntese, o modal ferroviário brasileiro possui todas as condições técnicas, econômicas e ambientais para assumir posição central na logística nacional nas próximas décadas. O que falta não é mais comprovação de viabilidade, mas decisão política consistente, coordenação público-privada efetiva e foco simultâneo na expansão da malha, na melhoria da regulação e na excelência operacional. Superados os gargalos históricos e consolidado o ambiente institucional favorável criado pelo novo marco legal, as ferrovias têm tudo para deixar de ser coadjuvantes e passar a protagonizar uma matriz de transportes mais barata, segura, sustentável e competitiva, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento econômico equilibrado do país e para a redução dos elevados custos logísticos que ainda comprometem a competitividade brasileira no cenário global. 

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1 Discente do Curso Superior de Engenharia de Produção da Universidade Estadual do Maranhão.