CHALLENGES AND STRATEGIES IN RECRUITING AND RETAINING BLOOD DONORS: THE ROLE OF THE NURSES
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202510272153
Cleomar Alves do Nascimento; Vilany Soares Cardoso; Rosângela Maria Sousa Santos; Tatiane dos Santos Lima; Patrícia Karollyne Rosário Nascimento; João Vieira Araújo Filho; Orientador: Enf. Esp. Pedro Henrique Rodrigues Alencar
RESUMO
Introdução: A doação de sangue é um ato essencial para a manutenção da vida e o equilíbrio do sistema de saúde, especialmente diante da constante necessidade de estoques seguros e suficientes. No entanto, diversos fatores sociais, culturais e informacionais ainda representam desafios para a fidelização de doadores. Objetivo: Analisar, por meio da literatura científica, os principais desafios relacionados à captação e fidelização de doadores de sangue, destacando a atuação do enfermeiro nesse processo. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com busca de artigos nas bases de dados BDENF, SCIELO, MEDLINE, LILACS, SCIENCE DIRECT, IBECS, publicados entre 2020 e 2025, utilizando os descritores: Doadores de Sangue; Captação de Doadores; Enfermagem; Estratégias de Saúde. Resultados: Os estudos evidenciaram que o enfermeiro é peça-chave na construção de vínculos com os doadores, atuando desde a triagem e acolhimento até o esclarecimento de dúvidas e promoção da educação em saúde. Estratégias como comunicação eficaz, escuta ativa, campanhas educativas e ações intersetoriais com instituições de ensino foram apontadas como fundamentais para sensibilizar e engajar a população na doação voluntária e repetida. Além disso, a empatia, o profissionalismo e a confiança estabelecida entre enfermeiro e doador demonstraram ser determinantes para a continuidade do ato de doar. Conclusão: A atuação da enfermagem é crucial para o sucesso das práticas de fidelização de doadores de sangue, contribuindo significativamente para a estabilidade dos estoques e a segurança transfusional. Investir na qualificação dos profissionais e em políticas públicas que valorizem a educação e a mobilização social é indispensável para transformar a doação de sangue em um hábito cultural, voluntário e constante na sociedade brasileira.
Palavras-chave: Doadores de Sangue; Captação de Doadores; Enfermagem; Estratégias de Saúde.
ABSTRACT
Introduction: Blood donation is an essential act for maintaining life and ensuring the balance of the healthcare system, especially given the constant need for safe and sufficient blood supplies. However, various social, cultural, and informational factors still pose challenges to donor retention. Objective: To analyze, through scientific literature, the main challenges related to the recruitment and retention of blood donors, highlighting the role of nurses in this process. Methodology: This is an integrative literature review, with article searches conducted in the BDENF, SCIELO, MEDLINE, LILACS, SCIENCE DIRECT, and IBECS databases, published between 2020 and 2025, using the following descriptors: Blood Donors; Donor Recruitment; Nursing; Health Strategies. Results: The studies revealed that nurses play a key role in building bonds with donors, acting from screening and reception to clarifying doubts and promoting health education. Strategies such as effective communication, active listening, educational campaigns, and intersectoral actions with educational institutions were identified as essential to raise awareness and engage the population in voluntary and repeated blood donation. Moreover, empathy, professionalism, and the trust established between nurse and donor proved to be decisive for the continuity of the donation act. Conclusion: Nursing plays a crucial role in the success of blood donor retention practices, contributing significantly to the stability of blood supplies and transfusion safety. Investing in professional training and public policies that value education and social mobilization is essential to transform blood donation into a voluntary, continuous cultural habit in Brazilian society.
Keywords: Blood Donors; Donor Recruitment; Nursing; Health Strategies.
1. INTRODUÇÃO
O sangue e seus derivados são recursos essenciais para a Saúde Pública e para o funcionamento dos sistemas de atenção hematológica e transfusional. Diante dessa importância, países como Brasil e Espanha estabeleceram marcos legais que promovem a autossuficiência por meio da doação voluntária e segura, aliada à infraestrutura adequada dos serviços. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça a necessidade de sistemas nacionais bem estruturados, capazes de garantir a disponibilidade oportuna e suficiente de sangue e hemoderivados (Silva & Santoro, 2019).
Apesar dos avanços, o suprimento regular, seguro e suficiente de sangue ainda enfrenta diversos desafios. A realização de testes obrigatórios para HIV, hepatites B e C e sífilis é fundamental, porém muitos países de baixa renda ainda não conseguem garantir essa triagem em todas as doações. De acordo com a OMS, há grande desigualdade no acesso ao sangue, com taxas de doação significativamente maiores em países de alta renda. Em 2016, a Espanha apresentou uma taxa de 36,62 doações por mil habitantes, enquanto o Brasil registrou 18,20 em 2015. Esses dados evidenciam a necessidade de estratégias eficazes por parte de gestores e profissionais da saúde para garantir a assistência hemoterápica diante das dificuldades enfrentadas (Federación Nacional de Donantes de Sangre, 2017; Silva & Santoro, 2019).
A triagem clínica é uma etapa fundamental para garantir a segurança da doação de sangue, realizada por meio de entrevista sigilosa com um profissional de saúde. O objetivo é assegurar que apenas pessoas saudáveis doem, protegendo doadores e receptores. Para estar apto, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 kg, estar alimentado (evitando gorduras), ter dormido pelo menos seis horas, não ter consumido álcool nas últimas 12 horas e evitar fumar por duas horas antes da doação. Homens podem doar até quatro vezes por ano e mulheres até três, respeitando os intervalos mínimos (Silva; Santana, 2021).
Estudos mostram o conhecimento insuficiente sobre a doação de sangue por parte da população, o que pode levar os indivíduos a acreditarem, de forma equivocada, que não estão aptos a doar. Essa desinformação reduz a motivação e contribui para a baixa taxa de doação entre os jovens. Ademais, barreiras como medos infundados, preconceitos, falta de tempo e ausência de convites para doar também impactam negativamente esse comportamento. Diante disso, torna-se essencial o investimento em estratégias educativas, principalmente através das mídias digitais, para ampliar o conhecimento, desconstruir mitos e estimular a prática da doação de forma consciente e segura (Cicolini et al., 2019).
A atuação da enfermagem na captação e fidelização de doadores de sangue é essencial para manter os estoques hemoterápicos em níveis seguros e sustentáveis. O enfermeiro, como profissional de referência nos serviços de saúde, tem papel estratégico na educação da população sobre a importância da doação, desmistificando medos, corrigindo informações equivocadas e esclarecendo critérios de elegibilidade. A abordagem acolhedora e humanizada durante o atendimento inicial, especialmente na triagem clínica, favorece uma experiência positiva, o que é fundamental para transformar o doador eventual em um doador fidelizado (Barros et al., 2023).
Além disso, a equipe de enfermagem pode atuar no planejamento e execução de campanhas educativas em escolas, universidades e comunidades, utilizando estratégias de comunicação acessíveis e canais digitais para ampliar o alcance das mensagens. A fidelização também depende do cuidado contínuo com o doador, garantindo conforto, segurança e reconhecimento pelo gesto solidário. Assim, o enfermeiro contribui não apenas com o aspecto técnico do processo transfusional, mas também com a construção de uma cultura permanente de doação voluntária e consciente (Moraes et al., 2023).
Diante dessa realidade, torna-se imprescindível compreender os fatores que influenciam a adesão e a manutenção de doadores de sangue, bem como reconhecer as estratégias que podem ser implementadas para superar os desafios existentes. Assim, este estudo tem como objetivo analisar, por meio da literatura científica, os principais desafios relacionados à captação e fidelização de doadores de sangue, destacando a atuação do enfermeiro nesse processo, considerando as dimensões éticas, sociais, educativas e de gestão envolvidas. Ao aprofundar essa discussão, busca-se contribuir para a reflexão sobre práticas mais eficazes de promoção da doação voluntária e para o fortalecimento das políticas públicas de hemoterapia no Brasil.
A relevância deste estudo reside na contribuição que ele oferece para o aprimoramento das práticas de enfermagem e das políticas públicas voltadas à doação de sangue. Além disso, o aprofundamento dessa temática pode subsidiar a elaboração de estratégias mais eficazes de comunicação e de engajamento social, ampliando a conscientização sobre a importância da doação voluntária e regular. Dessa forma, o estudo contribui não apenas para a melhoria da gestão dos bancos de sangue, mas também para a consolidação de uma cultura de solidariedade e responsabilidade coletiva, fundamental para a manutenção da vida e o equilíbrio do sistema de saúde.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Panorama da Doação de Sangue no Brasil e no Mundo
A cada ano, mais de 81 milhões de doações de sangue são realizadas em todo o mundo; entretanto, apenas 45% delas ocorrem em países em desenvolvimento ou em transição, que concentram 81% da população global (Pessoni et al., 2021). Na América do Sul, países como Brasil, Peru, Colômbia e Equador apresentam taxas de doação inferiores a 2%. Em uma análise mais ampla, observa-se que, a cada mil habitantes, a taxa de doadores é de 31,5% nos países de alta renda, 15,9% nos de média alta renda, 6,8% nos de média baixa renda e 5,0% nos de baixa renda (Cruz et al., 2021; Pessoni et al., 2021).
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são realizadas anualmente 118,5 milhões de doações de sangue no mundo, sendo que as nações de alta renda concentram cerca de 40% desse total (Cruz et al., 2021). No Brasil, a estrutura dos hemocentros é regulamentada pela Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados, e inclui diversas unidades independentes. Atualmente, os bancos de sangue públicos são responsáveis por 58% do fornecimento, 33% provêm de serviços licenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e 7% de instituições privadas (Cruz et al., 2021; Pessoni et al., 2021; Silva et al., 2021).
A OMS recomenda que 3% da população de cada país seja doadora de sangue, mas no Brasil apenas 1,6% dos indivíduos realizam a doação. Para aumentar esse número, campanhas de incentivo têm sido fundamentais, buscando sensibilizar e informar a população sobre a importância da doação. Quanto à frequência, os dados de 2019 mostram que 43,3% das doações foram feitas por doadores de repetição, enquanto os doadores de primeira vez representaram 37,4% e os doadores eventuais 19,3%. Esses resultados reforçam a efetividade das campanhas de conscientização na promoção da doação de sangue (Silva et al., 2021).
No Brasil, a doação de sangue é regulamentada pelas diretrizes e princípios da Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados, instituída pela Lei Federal nº 10.205/2001, que visa organizar e adequar todas as etapas do processo, desde a regulamentação até a transfusão, estruturando o ordenamento institucional da área. Complementarmente, a Portaria nº 1.353, de 13 de junho de 2011, do Ministério da Saúde, determina que todos os candidatos à doação sejam submetidos à triagem clínica e sorológica, a fim de reduzir o risco de transmissão de patógenos por meio da transfusão 7 sanguínea (Mingrone et al., 2022).
A doação deve ocorrer de maneira anônima, voluntária e altruística, embora o doador se identifique pessoalmente no ato da doação, sendo chamado pelo nome em todas as etapas.
Contudo, o anonimato é garantido no momento da coleta, quando o sangue e seus tubos são codificados com números e códigos de barras, impedindo a identificação do doador por terceiros (Hokama et al., 2021).
Em 2020, mais de 3,2 milhões de pessoas foram consideradas aptas para doação de sangue pelos serviços hemoterápicos, o que corresponde a 83% dos 3,9 milhões de indivíduos que procuraram os centros de coleta. Observou-se que a maioria dos doadores era do sexo masculino, representando 56%, e possuía idade acima de 29 anos, somando 67% do total. Entre os principais motivos de inaptidão para a doação destacaram-se a presença de anemia (12,4%), comportamentos de risco para infecções sexualmente transmissíveis (11,4%) e hipertensão arterial (4,5%), evidenciando a importância da triagem clínica rigorosa para garantir a segurança transfusional (Ministério da Saúde, 2022).

A análise da doação de sangue no Brasil entre 2014 e 2020 revela variações na taxa de doadores por 1.000 habitantes, com os maiores índices registrados em 2016 (18,35) e 2017 (18,18). A partir de 2018, observou-se uma tendência de queda, chegando a 14,78 em 2020 (Anvisa, 2022). No recorte regional de 2020, o Sudeste apresentou a maior taxa de doadores (17,45 por 1.000 habitantes), seguido pelo Centro-Oeste (15,49) e Sul (14,55). Já as regiões Norte (12,79) e Nordeste (11,37) apresentaram as menores taxas, indicando uma desigualdade na distribuição dos doadores pelo território nacional.
Arruda (2019) identificou que, no Estado do Ceará, os principais motivos de inaptidão para doação de sangue entre os homens foram o comportamento sexual de risco, anemia, hipertensão, uso de drogas e a presença de doenças infecciosas. Já entre as mulheres, destacaram-se a anemia, seguida pelo comportamento sexual de risco, hipotensão, hipertensão e também a presença de doenças infecciosas. Esses dados revelam diferenças nos fatores que levam à inaptidão entre os gêneros, reforçando a necessidade de estratégias específicas para o aumento da elegibilidade dos doadores.
Corroborando esses achados, Teles et al. (2021) observaram no Centro de Hemoterapia do Nordeste brasileiro que a proporção de doadores masculinos positivos para doenças infecciosas foi significativamente superior à das mulheres. Durante o período de janeiro a julho de 2015, houve ainda uma redução nos casos de inaptidão relacionados a comportamento sexual e hemoglobina baixa. No Estado de Goiás, Costa (2016) apontou que, entre 2010 e 2013, a baixa prevalência de inaptidão entre os doadores no Hemocentro Regional de Ceres-GO pode ser atribuída, principalmente, à eficácia da triagem clínica realizada durante a seleção dos candidatos.
2.2 A importância da doação de sangue para o sistema de saúde
A doação de sangue é um ato de solidariedade e cidadania de extrema relevância social, sendo fundamental para a manutenção da vida e o equilíbrio do sistema de saúde. De acordo com Ferreira, Oliveira e Santos (2022) o sangue por ser um tecido vivo e insubstituível, desempenha papel essencial no transporte de oxigênio, nutrientes e hormônios, além de participar de processos imunológicos e de coagulação. Dessa forma, ele se torna indispensável em inúmeros procedimentos médicos e hospitalares, como cirurgias de grande porte, tratamentos oncológicos, transplantes de órgãos, atendimento de vítimas de acidentes e complicações obstétricas.
Para melhor compreender a relevância sobre o ato de doar sangue, Brasil (2024,p.3) faz a seguinte afirmativa.
A doação de sangue é um ato altruísta e totalmente voluntário, que pode salvar vidas. Dependem desse ato solidário pessoas que se submetem a tratamentos planejados e intervenções médicas urgentes de grande porte e complexidade, como transfusões, transplantes e procedimentos oncológicos. O sangue é imprescindível também para que pacientes com doenças crônicas graves – como Doença Falciforme e Talassemia – possam viver por mais tempo e com mais qualidade, além de ser de vital importância para tratar feridos em situações de emergência ou calamidades.
Compreende-se que sem a doação de sangue, isto é, sem a disponibilidade de estoques sanguíneos adequados, muitos procedimentos clínicos não poderiam acontecer, por serem inviáveis, o que poderia comprometer a recuperação de pacientes e, em casos mais graves, levar à morte.
A relevância da doação de sangue transcende o âmbito individual, configurando-se como uma questão de saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que pelo menos 3% a 5% da população de um país seja doadora regular para garantir a autossuficiência nacional. Assim, doação voluntária, altruísta e habitual é, portanto, a base para um sistema hemoterápico sustentável e seguro (Brasil, 2025).
Ademais, a doação de sangue é também um reflexo da responsabilidade social e da confiança entre doadores, profissionais de saúde e instituições hemoterápicas. A segurança transfusional depende tanto da qualidade dos procedimentos técnicos quanto da conscientização da população sobre a importância de informar corretamente seu histórico de saúde e de adotar hábitos saudáveis que contribuam para a elegibilidade da doação.
Segundo Silva, Costa e Mendes (2021) a doação de sangue é a principal responsável pela manutenção de estoques adequados, paralelamente reduz o risco de cancelamento de cirurgias e assegura o atendimento rápido e eficaz em situações de emergência. Além disso, os serviços de hemoterapia funcionam como centros de vigilância epidemiológica, uma vez que a triagem sorológica obrigatória permite o monitoramento de doenças transmissíveis e a implementação de medidas preventivas. Assim, a doação de sangue não é apenas um ato de solidariedade individual, mas também uma prática que fortalece o sistema público de saúde e contribui para o controle sanitário e epidemiológico da população.
A doação de sangue também carrega um importante valor simbólico e ético, ao expressar o compromisso do indivíduo com a coletividade. Em uma sociedade marcada por desigualdades e pela busca de benefícios individuais, o ato voluntário de doar sem esperar recompensas representa uma manifestação concreta de empatia e solidariedade humana. Esse comportamento altruísta contribui para a construção de uma cultura de responsabilidade social e de apoio mútuo, na qual a preservação da vida se torna um dever compartilhado. Dessa forma, a doação de sangue não é apenas um procedimento técnico, mas também uma prática social que reflete valores de cidadania, compaixão e comprometimento com o bem comum (Ferreira, Oliveira e Santos, 2022).
Em síntese, a importância da doação de sangue para o sistema de saúde abrange dimensões biológicas, éticas, sociais e institucionais. Garantir o acesso equitativo e contínuo a esse recurso vital requer o fortalecimento das políticas públicas, a capacitação dos profissionais de saúde, especialmente dos enfermeiros, e a implementação de estratégias educativas que promovam a conscientização e a fidelização dos doadores (Brasil, 2021).
A sustentabilidade do sistema hemoterápico depende, sobretudo, do reconhecimento coletivo de que doar sangue é um ato de amor e de responsabilidade que salva vidas, sustenta o funcionamento dos serviços de saúde e reforça os princípios fundamentais de solidariedade e humanização que devem nortear a prática em saúde.
2.3 Barreiras e Fatores que Influenciam a Doação de Sangue
A análise das dificuldades enfrentadas pelos serviços de hemoterapia em diferentes contextos regionais evidencia dois grandes desafios principalmente: limitações na estrutura e nos recursos disponíveis, e obstáculos no recrutamento e fidelização de doadores de sangue. A carência de recursos humanos, a precariedade física de algumas unidades e a falta de equipamentos adequados, como unidades móveis de coleta, são apontadas como barreiras significativas, especialmente na realidade brasileira (Souza & Santoro, 2019). Na Espanha, os efeitos da crise econômica também impactaram a organização e a oferta dos serviços, demonstrando como fatores econômicos podem afetar diretamente a segurança transfusional (Souza et al., 2019).
Além da infraestrutura deficiente, a ausência de sistemas de informação unificados compromete a eficiência dos serviços de hemoterapia, dificultando o gerenciamento adequado dos estoques e dos dados dos doadores. Esse cenário é particularmente problemático em locais com grande extensão territorial e dispersão de serviços, como na Bahia, onde a logística para captação e transporte de sangue é mais complexa devido às distâncias geográficas e às desigualdades regionais (Souza & Santoro, 2019). No tocante à fidelização dos doadores, o estudo de Souza et al. (2019) revelou que, tanto no Brasil quanto na Espanha, captar e manter novos doadores representa um desafio constante. No Brasil, fatores culturais, econômicos e organizativos dificultam o alcance das taxas ideais recomendadas pela OMS (Organización Mundial de la Salud, 2010). Na Espanha, a preocupação gira em torno do envelhecimento da população de doadores e da baixa adesão entre indivíduos de 30 a 40 anos, o que compromete a renovação do quadro de doadores regulares (Souza & Santoro, 2019).
Outro desafio relevante é a necessidade de manter estoques suficientes de sangue de tipos raros e hemoderivados. A dificuldade em encontrar rapidamente hemocomponentes específicos, como o tipo O negativo, e atender amplas redes de serviços de saúde, como no estado da Bahia, são exemplos que demonstram a complexidade da gestão de estoque em hemoterapia (Souza & Santoro, 2019; Cruz et al., 2021). A adoção de estratégias alternativas, como campanhas específicas para tipos sanguíneos raros, é fundamental para garantir a disponibilidade contínua desses insumos vitais.
As patologias emergentes, decorrentes da migração e da globalização, também configuram um novo cenário de risco para a segurança do sangue. Vírus como o Zika, Chikungunya e o Nilo Ocidental exigem medidas rigorosas de triagem e suspensão temporária de doadores, o que reduz ainda mais a disponibilidade de sangue (Souza & Santoro, 2019; Pessoni et al., 2021). Este contexto ressalta a importância de políticas de vigilância epidemiológica atualizadas e da flexibilidade dos serviços de hemoterapia para responder rapidamente a essas ameaças.
Por fim, gerir os serviços de hemoterapia com recursos financeiros limitados e lidar com a multiplicidade de atores — públicos, privados e do terceiro setor — constitui um grande desafio para a sustentabilidade dos serviços. A necessidade de assegurar o uso racional do sangue e hemocomponentes, promovendo práticas de economia e revisão de processos, como ocorre na Espanha, é uma estratégia fundamental (Silva et al., 2021). No Brasil, as dificuldades orçamentárias agravam-se com os valores insuficientes de repasse para procedimentos transfusionais, tornando essencial a integração de esforços entre o setor público, instituições privadas e a sociedade civil para garantir a autossuficiência de sangue.
2.4 A Atuação do Enfermeiro na Captação e Fidelização de Doadores de Sangue
A fidelização de doadores de sangue é um aspecto crucial para garantir a autossuficiência dos estoques hemoterápicos e a segurança transfusional. Estratégias eficazes de fidelização envolvem não apenas captar novos doadores, mas também promover o retorno contínuo daqueles já cadastrados, criando vínculos baseados em confiança, reconhecimento e sensibilização para a importância social da doação (Pedrosa et al., 2022).
Fatores como o atendimento humanizado, a comunicação clara sobre o impacto da doação e a criação de campanhas educativas contínuas são essenciais para motivar o doador a adotar a prática como um hábito de vida. Além disso, é fundamental compreender os perfis e as motivações dos diferentes públicos, especialmente dos jovens, para personalizar abordagens e superar barreiras culturais e sociais que possam dificultar a doação regular (Silva et al., 2021).
Segundo a Anvisa, em 2020, os doadores de repetição representaram 43,6% do total de doações de sangue, evidenciando a importância da fidelização para a manutenção dos estoques hemoterápicos. Em seguida, destacaram-se os doadores de primeira vez, com 35,9%, e os doadores esporádicos, com 20,5%. Observou-se que as doações de primeira vez foram mais frequentes em serviços privados, enquanto as instituições públicas e conveniadas ao Sistema
Único de Saúde (SUS) apresentaram maior número de doadores regulares. No que se refere à motivação para doar, o percentual de doações espontâneas superou o das doações de reposição, realizadas quando um familiar ou amigo necessita de sangue, tanto em serviços públicos quanto privados. Esse resultado é considerado favorável, visto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta as doações espontâneas como as mais seguras e sustentáveis para o sistema de saúde (Anvisa, 2022). O estudo de Pedrosa et al. (2022) analisou fatores associados à fidelização de doadores de sangue em um hemocentro público do Distrito Federal, por meio de um delineamento caso- controle. Participaram da pesquisa 153 doadores fidelizados e 133 doadores esporádicos ou de primeira vez. Os resultados revelaram que a fidelização esteve significativamente associada a características individuais, sendo mais comum entre homens (OR=1,79), pessoas brancas (OR=1,68), com idade entre 30 e 49 anos (OR=1,72), e com escolaridade de nível superior ou maior (OR=14,0). Por outro lado, fatores relacionados à motivação para doar — como ajudar desconhecidos, receber brindes ou exames, ou acompanhar campanhas nas redes sociais — não demonstraram associação estatística com a fidelidade à doação.
Além disso, a pandemia de COVID-19 não influenciou significativamente a frequência das doações entre os grupos. O estudo destaca, portanto, a necessidade de estratégias institucionais mais eficazes para engajar públicos diversos, especialmente mulheres, jovens, pessoas de baixa escolaridade e de outras etnias, visando ampliar o perfil dos doadores fidelizados e garantir maior estabilidade nos estoques de sangue (Pedrosa et al., 2022).
A Enfermagem desempenha um papel central na promoção da doação de sangue, atuando tanto na captação quanto no acolhimento dos doadores. Os profissionais de enfermagem são responsáveis por garantir um ambiente seguro, acolhedor e informativo, o que pode influenciar positivamente a decisão dos indivíduos em doar. Sua atuação envolve desde o esclarecimento de dúvidas até o acompanhamento durante e após o procedimento, contribuindo para uma experiência positiva e segura, o que aumenta as chances de fidelização dos doadores (Casal-Otero et al., 2020).
Adicionalmente, a enfermagem tem a responsabilidade de promover ações educativas junto à comunidade e dentro das instituições de ensino, especialmente no caso de estudantes de Enfermagem. Pesquisas apontam que mesmo entre futuros profissionais da área da saúde, como acadêmicos de Enfermagem, ainda há baixos índices de doação e lacunas significativas no conhecimento sobre o processo de doação de sangue. Isso destaca a necessidade de incluir conteúdos sobre hemoterapia e cidadania no currículo da graduação, fortalecendo o compromisso ético e social desses futuros profissionais com a causa (Cicolini et al., 2019).
Por fim, o uso de estratégias modernas de comunicação, como as redes sociais, pode ser potencializado pela Enfermagem para atingir públicos mais jovens e ampliar o alcance das campanhas de doação. Diante do cotidiano digital da maioria dos estudantes e da população em geral, os profissionais de enfermagem podem colaborar com a criação e divulgação de conteúdos educativos e motivacionais, contribuindo para desmistificar o processo de doação e aumentar a adesão voluntária. Assim, a Enfermagem se consolida como uma aliada indispensável no fortalecimento das políticas de incentivo à doação de sangue (Kanwal et al., 2019
3. METODOLOGIA
Esta investigação foi conduzida por meio de uma revisão integrativa da literatura, conforme o modelo metodológico descrito por Souza et al. (2010). O percurso da pesquisa compreende seis fases: (1) definição da questão central do estudo; (2) busca e seleção criteriosa dos estudos nas bases científicas; (3) extração dos dados relevantes; (4) análise crítica do material selecionado; (5) interpretação e discussão dos resultados obtidos; e (6) organização e exposição dos achados da revisão.
Para a elaboração da pergunta de pesquisa, utilizou-se a estratégia PICo, conforme descreve Santos et al. (2007). Neste contexto, o elemento “P” compreende paciente ou problema (Doadores de Sangue) “I” para intervenção ou fenômeno de interesse (Estratégias da Enfermagem); e “Co” para contexto da Intervenção (Captação e Fidelização de Doadores). Assim, formula-se a seguinte pergunta norteadora: Quais são os principais desafios enfrentados na captação de doadores de sangue e como o enfermeiro pode atuar efetivamente para aumentar a taxa de doação e garantir a fidelização desses doadores? A coleta de dados deu-se início em janeiro 2025 até outubro do referente ano, na qual utilizou como bases de dados: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Índice Bibliográfico Español en Ciencias de la Salud (IBECS), Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Base de Dados da Enfermagem (BDENF) e Science Direct. Para a pesquisa, foram utilizados os seguintes Descritores em Ciência da Saúde (DeCS): Doadores de Sangue; Captação de Doadores; Enfermagem; Estratégias de Saúde. Os termos foram cruzados com o operador booleano AND. O recorte temporal abrange o período de 2020 a 2025, passando a incluir os estudos mais recentes sobre o tema. Adotou-se como critérios de inclusão os estudos disponíveis na íntegra, em formato eletrônico e de acesso gratuito, publicados dentro do período estabelecido e que apresentassem relação direta com a questão de pesquisa, independentemente do idioma. Deu-se preferência a pesquisas originais, revisões sistemáticas e metanálises. Foram excluídos da seleção materiais como documentos institucionais, resumos de congressos, cartas ao editor, dissertações, teses, bem como artigos que não abordassem especificamente o tema central ou que apresentassem falhas metodológicas e ausência de rigor científico. A coleta de dados foi conduzida com o auxílio de um instrumento desenvolvido por especialistas da área da saúde, contendo itens direcionados à identificação dos estudos, análise das características metodológicas e avaliação do rigor científico, conforme proposto por Ursi (2006). A descrição do processo de busca e seleção dos artigos foi estruturada com base no modelo PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), de acordo com as orientações de Page et al. (2022), que organiza essa trajetória em quatro fases principais: identificação, triagem, avaliação da elegibilidade e inclusão final dos estudos na revisão (Figura 1).
Figura 1 – Fluxograma de seleção dos artigos incluídos no estudo. Imperatriz, Maranhão, Artigos excluídos por não atenderem à temática (n=250)

A avaliação crítica dos estudos selecionados foi fundamentada na hierarquia de evidências descrita por Souza et al. (2010). Essa classificação organiza os níveis de evidência da seguinte forma: o nível 1 corresponde às meta-análises de ensaios clínicos randomizados, sendo considerado o mais elevado; o nível 2 abrange estudos experimentais; o nível 3 refere-se a pesquisas quase experimentais; o nível 4 inclui investigações descritivas ou com abordagem qualitativa; o nível 5 envolve relatos de casos e experiências pessoais; e o nível 6 engloba opiniões de especialistas, representando o menor grau de evidência científica. A análise busca identificar a qualidade metodológica e a consistência dos achados, com ênfase nos estudos de maior robustez científica.
Após a categorização dos estudos, as informações foram organizadas em um quadro descritivo, contemplando dados como autoria e ano de publicação, local onde a pesquisa foi realizada, idioma do artigo, objetivos do estudo, principais achados, delineamento metodológico e o respectivo nível de evidência. Essa estrutura facilitou a visualização e interpretação dos dados de forma sistemática e comparativa.
4. RESULTADOS
A revisão bibliográfica revelou que os principais desafios enfrentados na doação de sangue envolve tanto fatores estruturais quanto comportamentais. Dentre as dificuldades recorrentes destacam-se a omissão de informações por parte dos doadores durante a triagem clínica, muitas vezes motivada pelo medo de inaptidão ou pela busca de benefícios pessoais, como atestados e exames. Além disso, o desconhecimento da população sobre a segurança do processo transfusional e a baixa clareza das campanhas educativas contribuem para a desmotivação e o não envolvimento.
Após a etapa de seleção, foram incluídos 5 artigos, cada um contribuindo de forma significativa para o escopo desta pesquisa. Essa seleção possibilitou a elaboração de um quadro síntese, no qual são apresentados o nível de evidência e as principais características de cada estudo analisado.
Quadro 1 – Apresentação dos principais resultados e características dos artigos selecionados para a amostra final da revisão. Imperatriz, Maranhão, Brasil, 2025.
| Autoria | Metodologia (Nível de Evidência) | Objetivo | Principais Resultados |
| Monteiro et al., (2021) | Pesquisa de campo do tipo descritivo exploratório de natureza qualitativa (Nível 4) | Compreender os desafios vivenciados pela equipe multiprofissional envolvida no processo de triagem clínica quanto aos critérios de aptidão/inaptidão à doação de sangue, de modo a delinear os principais problemas que a equipe enfrenta na seleção de possíveis doadores. | O artigo destaca que a doação de sangue ainda não é uma prioridade para grande parte da população, exigindo estratégias mais eficazes para captação. Entre as principais dificuldades identificadas na triagem clínica estão: a falsa intenção do doador (como buscar atestados ou exames gratuitos), a omissão de informações por medo de inaptidão e o desconhecimento sobre a segurança do processo. Embora existam doadores altruístas motivados por solidariedade, muitos não são totalmente sinceros durante a triagem, o que compromete a segurança transfusional. O artigo também aponta que mulheres tendem a doar mais, possivelmente por maior sensibilidade humanitária e resposta a campanhas. A falta de conhecimento dos doadores sobre o ciclo do sangue e a dificuldade dos profissionais em obter respostas verdadeiras são barreiras recorrentes no processo de seleção. |
| Mesquita et al., (2021) | Estudo qualitativo (Nível 4) | Analisar os aspectos dificultadores na doação de sangue e as estratégias para captação de doadores. | Resultados em relação aos aspectos dificultadores, foram pontuadas a falta de tempo e a pouca flexibilidade nos horários de atendimento, o deslocamento no acesso ao serviço e o medo do processo de doação. Como estratégias de captação, os entrevistados verbalizam sobre a divulgação e campanhas internas nas empresas, educação nas escolas e universidades, fidelização de doadores, flexibilidade nos horários do hemocentro e unidades móveis para doação de sangue em pontos estratégicos da cidade. |
| Souza et al., (2020) | Estudo qualitativo (Nível 4) | Identificar alg umas das dificuldades, dos desafios e das estratégias que os serviços de hemoterapia públicos experimentam no momento atual, a partir de perspectivas regionais na Espanha e no Brasil | Resultados Identificaram-se dois grupos de dificuldades: disposição de estrutura e recursos; e recrutamento e fidelização dos doadores. Desafios envolver e fidelizar novos doadores, sobretudo jovens; manter estoque suficiente de sangue de tipos raros e dispor de hemoderivados; lidar com patologias emergentes decorrentes do processo de migração e globalização; assegurar o uso racional do sangue; gerir os serviços com restrição sobre os recursos financeiros; lidar com distintos atores. Como linhas estratégicas, destacaram-se uso de diversos recursos para sensibilização e fidelização de doadores; concentração tecnológica e de procedimentos nos centros coordenadores; implantação de programas públicos de plasmaférese; utilização de diferentes meios para estabelecer as relações com distintos atores. |
| Monteiro et al., (2024) | Estudo sistemático qualitativo (Nível 4) | O objetivo deste estudo foi analisar os fatores que podem influenciar a doação de sangue. | O artigo aponta que há desconhecimento e desinformação da população sobre a doação de sangue, o que leva à desmotivação e baixo envolvimento. As campanhas existentes são vistas como pouco claras, básicas e, às vezes, insensíveis. O estudo destaca que estratégias de marketing bem planejadas, com comunicação aprimorada e educação contínua desde a infância até a universidade, podem atrair e fidelizar doadores. Campanhas educativas são eficazes, mas sua baixa frequência transmite a ideia de que doar sangue não é prioritário. Além disso, o conteúdo informativo deve ser dosado, pois o excesso pode desmotivar. Abordagens mais eficazes devem focar em argumentos positivos, senso de dever moral e altruísmo, reconhecendo que este nem sempre pode ser incentivado apenas por marketing. |
| Marinho et al., (2025) | Estudo qualitativo (Nível 4) | Evidenciar a atuação do enfermeiro na fidelização de doadores de sangue e na garantia de transfusões seguras. | Os resultados demonstraram que o enfermeiro desempenha papel essencial em todo o processo transfusional, desde o acolhimento até o acompanhamento pós-doação, promovendo ações educativas, aliada a estratégias de gestão humanizada e campanhas de conscientização, é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas de hemoterapia. Conclui se que o enfermeiro atua como elo central na fidelização de doadores e na segurança transfusional, sendo indispensável para a manutenção de um sistema de saúde |
A análise dos estudos selecionados evidencia que a doação de sangue, apesar de sua relevância para a manutenção do sistema de saúde, ainda enfrenta obstáculos significativos relacionados à captação, fidelização e conscientização da população. As pesquisas convergem no entendimento de que o ato de doar sangue, embora socialmente reconhecido como uma prática solidária, não é percebido pela maioria das pessoas como uma prioridade ou um dever coletivo.
4. DISCUSSÕES
Monteiro et al. (2021) apontam que, durante o processo de triagem clínica, muitos doadores demonstram uma falsa intenção, buscando benefícios secundários, como atestados ou exames gratuitos, o que revela uma compreensão limitada do verdadeiro propósito da doação. Além disso, o estudo identifica a omissão de informações relevantes por parte dos doadores, motivada pelo medo de serem considerados inaptos, e o desconhecimento sobre a segurança do processo transfusional. Esses fatores interferem diretamente na confiabilidade das triagens e comprometem a segurança hemoterápica, ressaltando a necessidade de ações educativas e comunicacionais mais efetivas.
Complementando essa análise, Mesquita et al. (2021) destacam que os fatores dificultadores para a doação de sangue vão além do desconhecimento e da desinformação, abrangendo questões estruturais e logísticas, como a falta de tempo, o deslocamento até o serviço de hemoterapia e a pouca flexibilidade dos horários de atendimento. Esses entraves refletem uma lacuna entre a intenção de doar e a efetivação do ato, especialmente entre trabalhadores e estudantes que enfrentam rotinas rígidas.
Como estratégias para mitigar essas barreiras, Marinho et al., (2025) enfatiza a importância da educação permanente em espaços escolares e acadêmicos, o fortalecimento de campanhas internas em empresas e o uso de unidades móveis de coleta em locais estratégicos. Tais medidas contribuem para aproximar o serviço da comunidade e reduzir os obstáculos de acesso, promovendo um ambiente favorável à adesão de novos doadores.
No estudo de Souza et al. (2020), observa-se uma abordagem mais ampla e comparativa entre as realidades do Brasil e da Espanha, onde são destacados desafios estruturais e gerenciais que influenciam a sustentabilidade dos serviços de hemoterapia. Os autores identificam dois grupos de dificuldades principais: a limitação de recursos materiais e humanos, e o recrutamento e fidelização de doadores. Assim, entre os desafios mais expressivos, estão a necessidade de manter estoques de sangue raros, assegurar o uso racional dos hemocomponentes, enfrentar patologias emergentes relacionadas à globalização e lidar com restrições orçamentárias que afetam a gestão dos hemocentros.
Souza et al., (2020) também apontam que a articulação entre diferentes atores sociais como instituições de ensino, empresas e meios de comunicação é essencial para o fortalecimento de uma rede de cooperação em prol da doação. Nesse sentido, a criação de programas públicos de plasmaférese e a concentração tecnológica nos centros coordenadores surgem como medidas estratégicas que podem aprimorar a eficiência e a qualidade do processo transfusional.
Os resultados de Monteiro et al. (2024) reforçam e aprofundam as discussões anteriores, apontando que a desinformação e o desconhecimento sobre o ciclo do sangue ainda constituem barreiras centrais para a doação voluntária. Pensamento semelhante apresentou Souza et al., (2020) ao assegurar que muitas campanhas de conscientização são pouco atrativas, com mensagens superficiais e linguagem pouco sensível às realidades socioculturais dos diferentes grupos populacionais.
Por certo, a limitação comunicacional faz com que a doação de sangue não seja percebida como um ato contínuo e necessário, mas sim como uma ação pontual, geralmente associada a situações emergenciais. Para Marinho et al., (2025) o uso de estratégias de marketing social, fundamentadas em abordagens mais empáticas e educativas, pode ser determinante para a transformação desse cenário.
Acredita-se que o incentivo à doação deve estar presente desde a infância, por meio de atividades educativas, e ser reforçado nas instituições de ensino e no ambiente corporativo, criando uma cultura de solidariedade e responsabilidade coletiva. Além disso, Monteiro et al. (2024) alertam que campanhas excessivamente informativas, ao enfatizarem riscos e detalhes técnicos, podem gerar desinteresse ou medo, sendo necessário dosar o conteúdo de modo a manter o engajamento e o sentimento de altruísmo dos doadores.
No tocante à atuação dos profissionais de saúde, o estudo de Marinho et al. (2025) evidencia que o enfermeiro desempenha papel central no processo de captação, fidelização e segurança transfusional. A pesquisa mostra que esse profissional é responsável não apenas pela execução técnica do procedimento, mas também pelo acolhimento humanizado e pela educação em saúde, o que o torna uma figura essencial na consolidação de vínculos entre o doador e o serviço de hemoterapia.
O enfermeiro atua desde a triagem até o acompanhamento pós-doação, garantindo que o processo ocorra com segurança e conforto, além de promover ações educativas que desmistificam crenças e fortalecem a confiança do doador. Marinho et al. (2025) ainda destacam a importância da qualificação continuada desses profissionais, especialmente no desenvolvimento de habilidades comunicativas e na aplicação de estratégias de gestão humanizada. Essa atuação integrada e sensível contribui para o fortalecimento das políticas públicas de hemoterapia e para a consolidação de um sistema de saúde mais eficiente, equitativo e sustentável.
As funções dos profissionais de enfermagem vão além das atividades técnicas, abrangendo a realização de triagens clínicas criteriosas, a promoção de um ambiente acolhedor e a construção de vínculos que incentivem a continuidade da doação. Essa presença ativa e qualificada contribui diretamente para a manutenção de um estoque estável e seguro, além de melhorar a experiência dos doadores e a qualidade do cuidado prestado aos pacientes (Mesquista et al., 2021).
A empatia e a competência dos enfermeiros são determinantes para gerar confiança nos doadores, promovendo um ambiente propício à adesão e à fidelização. Assim, fortalecer a capacitação e o protagonismo da equipe de enfermagem é uma estratégia essencial para o sucesso das políticas públicas de hemoterapia.
Marinho et al. (2025) profere que a presença do profissional de enfermagem humanizadora, aliada a práticas educativas e de acolhimento, tem potencial para transformar a experiência do doador, convertendo a doação em um hábito voluntário e contínuo. Portanto, o fortalecimento das práticas educativas, o aprimoramento das campanhas e a valorização do papel do enfermeiro são pilares fundamentais para superar os desafios da captação e fidelização de doadores de sangue, assegurando a sustentabilidade do sistema hemoterápico e a manutenção da vida.
É sabido que a fidelização de doadores é essencial para garantir a estabilidade dos estoques de sangue e promover a segurança transfusional, sendo um processo construído a partir de experiências positivas e contínuas. Nesse contexto, o enfermeiro desempenha um papel central ao proporcionar um acolhimento humanizado, orientar com clareza sobre o processo de doação, reduzir a ansiedade e estabelecer vínculos interpessoais que incentivem o retorno espontâneo dos doadores (Souza et al., 2020).
Segundo Mesquita et al. (2024) a criação desse vínculo de confiança passa pela escuta atenta, pela condução segura da doação e pela valorização do doador enquanto sujeito ativo no processo, o que contribui para o hábito da doação regular.
Ao comparar os achados dos estudos analisados, observa-se uma convergência quanto à necessidade de integrar estratégias educativas, comunicacionais e gerenciais para promover a adesão e fidelização de doadores. A pesquisa realizada demonstrou que os desafios não se limitam à falta de informação, mas envolvem também a percepção social do ato de doar e a forma como os serviços de saúde se comunicam e se relacionam com a comunidade. Nesse sentido, a atuação do enfermeiro surge como um elemento transversal em todos os contextos, sendo ele o principal mediador entre o sistema de saúde e a população.
E quando trata-se de promover a fidelização de doadores de sangue, é fundamental que os profissionais de enfermagem busquem novas formas inovadoras de sensibilizar os possíveis doadores, estimulando o compromisso com a doação regular, uma vez que, essa equipe pode atuar diretamente na criação de vínculos, esclarecimento de dúvidas, suporte emocional e na melhoria da experiência do doador, o que pode minimizar mitos e receios, aumentar a confiança e estimular a fidelização, garantindo assim a continuidade do fluxo sanguíneo essencial para o sistema de saúde (Mesquista et al., 2021).
Diante do exposto, evidencia-se que o fortalecimento da cultura da doação de sangue requer uma abordagem multifatorial, na qual o enfermeiro assume papel central não apenas na execução técnica, mas principalmente na promoção do acolhimento, educação e motivação dos doadores.
5. CONCLUSÃO
A presente permitiu compreender de forma ampla e fundamentada os principais desafios relacionados à captação e fidelização de doadores de sangue, bem como destacar o papel essencial do enfermeiro nesse processo. E a análise dos estudos revelou que, embora a doação de sangue seja um ato de extrema importância para a manutenção da vida e o equilíbrio do sistema de saúde, ainda há entraves significativos que comprometem a regularidade e a segurança dos estoques hemoterápicos.
Por meio da pesquisa pode-se constatar que fatores como desinformação, medo, falta de tempo, barreiras estruturais e a percepção limitada sobre a relevância da doação contribuem para a baixa adesão populacional. Além disso, questões relacionadas à sinceridade dos doadores durante a triagem e às dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde na comunicação e no acolhimento demonstram que a problemática é multifatorial e demanda abordagens integradas.
Ademais, ficou evidente que estratégias educativas contínuas, campanhas de conscientização atrativas e práticas humanizadas são fundamentais para transformar o ato de doar em um comportamento habitual e consciente. Por sua vez, o enfermeiro exerce um papel central na mediação entre o doador e o serviço de hemoterapia, sendo responsável tanto pela segurança técnica do procedimento quanto pelo acolhimento e educação em saúde.
Por certo, a atuação desse profissional, quando pautada na empatia, no diálogo e na escuta ativa, favorece a criação de vínculos e promove a confiança necessária para a fidelização dos doadores. Assim, o alcance dos objetivos propostos confirma que o fortalecimento das políticas públicas de hemoterapia deve estar aliado à valorização do papel do enfermeiro e ao desenvolvimento de estratégias de gestão e comunicação que integrem ciência, ética e humanização.
Contudo, apesar dos avanços identificados, ainda há lacunas que precisam ser exploradas pela comunidade científica. Seria relevante que novos estudos fossem realizados, ampliando a investigação sobre as práticas de fidelização e educação voltadas à doação de sangue, especialmente no que diz respeito ao impacto das estratégias digitais, das campanhas em redes sociais e da formação continuada dos profissionais de enfermagem. Pesquisas futuras podem contribuir significativamente para o aperfeiçoamento das políticas públicas e para o fortalecimento de uma cultura social voltada à solidariedade e à doação voluntária, assegurando a sustentabilidade do sistema de saúde e o compromisso coletivo com a preservação da vida por meio da doação de sangue.
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