DESAFIOS ASSOCIADOS À ANESTESIA EM NEONATOS PREMATUROS

CHALLENGES ASSOCIATED WITH ANESTHESIA IN PREMATURE NEWBORNS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511101116


Ingrid Aléxia de Almeida Pêgo dos Santos¹
Millena Santos Cordeiro²
Maria Aparecida de Almeida Souza Rodrigues³


Resumo

Introdução: Neonatos prematuros, nascidos antes de completar 37 semanas de gestação, enfrentam desafios clínicos significativos, incluindo complicações relacionadas à anestesia. A prematuridade é uma das principais causas de mortalidade neonatal, exigindo abordagens específicas para o manejo anestésico, considerando as particularidades fisiológicas dessa população. Objetivo: O objetivo desta revisão foi analisar os impactos do uso de anestésicos em neonatos prematuros, com foco nos efeitos clínicos, fisiológicos e neurodesenvolvimentais. Metodologia: A revisão sistemática foi realizada conforme as diretrizes PRISMA, incluindo artigos originais publicados entre 2021 e 2025, selecionados das bases de dados PubMed e LILACS. Foram avaliados estudos que abordaram os efeitos dos anestésicos em neonatos prematuros, excluindo revisões e meta-análises. A qualidade dos estudos foi verificada por meio da escala de Newcastle-Ottawa. Resultados: A análise revelou que o manejo anestésico em neonatos prematuros é desafiador devido à imaturidade fisiológica, sendo necessário um planejamento cuidadoso para evitar complicações como instabilidade hemodinâmica e problemas respiratórios. A exposição precoce a anestésicos pode afetar o desenvolvimento neurocognitivo, principalmente em casos de múltiplas exposições. Estratégias como anestesia regional surgem como alternativas para minimizar os riscos. Discussão: A falta de protocolos padronizados e o uso variado de agentes anestésicos em neonatos prematuros refletem a escassez de estudos conclusivos. Técnicas regionais e o monitoramento rigoroso são cruciais para reduzir riscos de complicações respiratórias e hemodinâmicas. Estudos sugerem que a anestesia geral deve ser utilizada com cautela, visando minimizar os impactos neurodesenvolvimentais. Considerações Finais: É essencial o desenvolvimento de diretrizes específicas e a capacitação contínua dos profissionais de saúde para garantir a segurança no manejo anestésico de neonatos prematuros. Novos estudos devem explorar anestésicos menos neurotóxicos e protocolos mais eficazes.

Palavras-chave: Neonatos prematuros, anestesia, neurodesenvolvimento, manejo anestésico.

Abstract

Introduction: Preterm neonates, born before 37 weeks of gestation, face various clinical challenges. Anesthesia in these neonates requires specific considerations due to their immature physiology, with anesthetics classified into general and local. The choice of anesthetic agents should prioritize minimizing adverse effects. Preterm neonates often require anesthesia for both surgical and non-surgical procedures. Research suggests the impact of anesthesia on neurodevelopment, particularly with multiple exposures, emphasizing the need for tailored anesthetic approaches. This review aims to analyze the impact of anesthetic use in preterm neonates, focusing on clinical, physiological, and neurodevelopmental aspects. Objective: To analyze the impact of anesthetic use in preterm neonates, focusing on clinical, physiological, and neurodevelopmental aspects. Methodolody: This systematic review followed the PRISMA guidelines and included original articles published from 2021 to 2025, addressing anesthetic effects in preterm neonates. A standardized search was conducted in PubMed and LILACS using relevant keywords. Five studies were selected, and data was analyzed qualitatively, focusing on the effects of anesthesia in this population. Results: Anesthetic management in preterm neonates requires careful selection to avoid hemodynamic instability. Some studies suggest that regional anesthesia techniques may reduce adverse effects like respiratory depression. There are concerns about the potential long-term cognitive deficits linked to early anesthetic exposure. The review also highlighted the importance of careful monitoring of respiratory and cardiovascular parameters. Discussion: Preterm neonates are particularly vulnerable to the effects of anesthesia due to their immature nervous system. Research shows that early anesthetic exposure may lead to cognitive deficits, and the need for individualized anesthetic strategies is critical. Regional anesthesia is suggested as a safer alternative to general anesthesia in minimizing respiratory and hemodynamic complications. Conclusion: Anesthesia in preterm neonates remains complex and requires careful management. The associated risks, particularly on neurodevelopment, call for the development of safer techniques and protocols. Future research should focus on optimizing anesthetic strategies and evaluating long-term effects on neurodevelopment.

Keywords: Preterm Neonates, Anesthesia, Neurodevelopmental Impact, Pain Management

Introdução

Os neonatos prematuros correspondem a recém-nascidos que vieram ao mundo antes de completar 37 semanas de gestação, condição que está associada a uma série de desafios clínicos e neonatais. De acordo com estatísticas globais, a prematuridade afeta aproximadamente 15 milhões de nascimentos por ano, representando uma das principais causas de mortalidade neonatal e morbidade a longo prazo (DAVIDSON et al., 2016). No Brasil, a taxa de prematuridade gira em torno de 11%, tornando-se um problema significativo de saúde pública (SUN et al., 2016). Diversos fatores podem contribuir para o nascimento prematuro, incluindo condições maternas como hipertensão arterial, diabetes gestacional, infecções intrauterinas e fatores socioeconômicos adversos (GUIGUE et al., 2022).

A anestesia em neonatos prematuros exige considerações específicas devido à imaturidade fisiológica desses pacientes. Os anestésicos utilizados podem ser classificados em gerais, como sevoflurano e halotano, e locais, como a lidocaína. A escolha do agente anestésico deve levar em conta as características farmacocinéticas e farmacodinâmicas do recém-nascido, buscando reduzir potenciais efeitos adversos, como instabilidade hemodinâmica e complicações respiratórias. Estudos demonstram que o manejo anestésico nessa população requer atenção especial à dosagem e à monitorização rigorosa para minimizar riscos (AMAYA et al., 2021; FREITAS; DE SOUSA; DE SOUSA NETO, 2022).

Os neonatos prematuros frequentemente necessitam de intervenções que demandam anestesia, tanto para procedimentos cirúrgicos quanto não cirúrgicos. Entre as principais cirurgias, destacam-se as corretivas, como a de atresia esofágica, além de procedimentos diagnósticos, como punção lombar, e intervenções terapêuticas, como a colocação de cateteres centrais (OLIVEIRA; MARINHO; GONÇALVES, 2022). O adequado controle da dor e do estresse nesses pacientes é essencial, visto que respostas inadequadas podem impactar negativamente seu desenvolvimento neurológico e hemodinâmico. Estratégias anestésicas seguras e personalizadas são fundamentais para melhorar os desfechos clínicos e reduzir riscos associados a esses procedimentos (GUIGUE et al., 2022).

A exposição a anestésicos em neonatos prematuros levanta preocupações sobre os impactos no desenvolvimento neurológico. Pesquisas indicam que a administração de anestesia geral pode estar associada a alterações cognitivas e comportamentais em longo prazo, especialmente quando ocorrem múltiplas exposições nos primeiros anos de vida (DAVIDSON et al., 2016; SUN et al., 2016). Além disso, o estresse e a dor mal controlados podem levar a alterações neuroendócrinas e metabólicas, reforçando a necessidade de abordagens anestésicas mais seguras e eficazes.

Diante da relevância do tema, esta revisão sistemática tem como objetivo analisar o impacto do uso de anestésicos em neonatos prematuros, fornecendo uma visão crítica sobre os desafios e avanços nessa área. 

Metodologia

Esta revisão sistemática foi conduzida com base nas diretrizes do PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), garantindo um processo metodológico rigoroso e transparente. Inicialmente, definiu-se a pergunta guia da revisão: “Quais são os impactos associados ao uso de anestésicos em neonatos prematuros, considerando aspectos clínicos, fisiológicos e neurodesenvolvimentais?”. A partir dessa formulação, delinearam-se os critérios de inclusão e exclusão, estabelecendo os parâmetros para a seleção dos estudos, incluindo artigos originais publicados entre 2021 e 2025, que abordassem diretamente os efeitos anestésicos nessa população. Foram excluídos estudos de revisão, meta-análises e pesquisas que não tratassem especificamente de neonatos prematuros ou que estivessem indisponíveis nos idiomas inglês, espanhol ou português.

A estratégia de busca foi realizada de forma sistemática nas bases de dados PubMed e LILACS, utilizando combinações de palavras-chave e descritores em Ciências da Saúde (DeCS), tais como “Premature Birth”, “Anesthesia”, “Neonatal”, “Neurodevelopmental Disorders” e “Pain Management”. As buscas foram conduzidas de maneira padronizada para assegurar a reprodutibilidade dos resultados. Em seguida, os estudos identificados foram submetidos a um processo de seleção em duas etapas: triagem inicial por meio da leitura de títulos e resumos e, posteriormente, análise integral dos textos completos para confirmar a aderência aos critérios estabelecidos. Inicialmente, foram recuperados 14 artigos da busca inicial de pesquisa que havia encontrado 293, dos quais 9 foram excluídos por se tratarem de revisões sistemáticas ou por não atenderem à população-alvo, resultando na seleção final de 5 estudos originais.

A avaliação da qualidade metodológica dos artigos selecionados foi realizada utilizando ferramentas validadas, como a escala de Newcastle-Ottawa para estudos observacionais. Essa abordagem permitiu a verificação de aspectos fundamentais, incluindo a adequação do delineamento do estudo, a representatividade da amostra e a consistência dos resultados apresentados. Ademais, para garantir a imparcialidade na extração dos dados, dois revisores independentes analisaram os estudos selecionados de forma cega, registrando as informações pertinentes em uma planilha padronizada. Foram coletados dados referentes ao(s) autor(es) e ano de publicação, objetivos do estudo, metodologia empregada, principais resultados e conclusões, além das limitações apontadas pelos próprios autores.

A análise dos dados extraídos foi conduzida de maneira qualitativa, buscando-se identificar padrões e tendências nos impactos do uso de anestésicos em neonatos prematuros. Foram considerados fatores clínicos, fisiológicos e neurodesenvolvimentais, comparando-se os achados entre os diferentes estudos incluídos. Esse processo permitiu uma avaliação abrangente dos efeitos dessas substâncias na população neonatal vulnerável, contribuindo para a construção de um panorama atualizado sobre o tema e fornecendo subsídios para futuras investigações.

Resultados

O manejo anestésico em neonatos prematuros apresenta desafios significativos devido à imaturidade fisiológica desses pacientes, impactando a escolha e a administração dos agentes anestésicos. O estudo de Zhang et al. (2022) discute a complexidade da anestesia em neonatos com cardiopatias congênitas submetidos a cirurgias de emergência, evidenciando a necessidade de estratégias individualizadas para minimizar o risco de instabilidade hemodinâmica. De maneira semelhante, Ten Barge et al. (2024) analisam as práticas anestésicas europeias em neonatos prematuros com enterocolite necrosante, destacando a variabilidade no uso de opioides e agentes voláteis, o que reflete a falta de consenso quanto ao regime ideal. O estudo sugere que o manejo deve equilibrar analgesia eficaz e estabilidade hemodinâmica, evitando depressão respiratória pós-operatória, um efeito adverso comum nesse grupo etário. Além disso, Oliveira, Marinho e Gonçalves (2022) descrevem o uso do bloqueio do plano do eretor da espinha como uma alternativa segura para analgesia neonatal, reduzindo a necessidade de opioides sistêmicos e seus potenciais efeitos adversos, como depressão respiratória e comprometimento da perfusão cerebral. Essa abordagem reforça a busca por métodos regionais de analgesia como alternativa para minimizar os riscos neurotóxicos associados à exposição prolongada a agentes anestésicos sistêmicos.

A associação entre anestesia e neurodesenvolvimento em neonatos prematuros tem sido um dos principais pontos de debate na literatura recente. Moser et al. (2023) conduziram um estudo retrospectivo que evidenciou possíveis impactos da exposição precoce à anestesia no desenvolvimento cognitivo, sugerindo um risco aumentado de déficits neurológicos em prematuros submetidos a múltiplos procedimentos anestésicos. Essa preocupação é reforçada por Luo et al. (2020), que relataram o caso de um neonato prematuro submetido a escleroterapia minimamente invasiva, enfatizando a necessidade de um monitoramento rigoroso dos parâmetros hemodinâmicos e respiratórios durante a anestesia. A vulnerabilidade do sistema nervoso imaturo à toxicidade anestésica levanta questionamentos sobre a segurança do uso de agentes voláteis e intravenosos, levando à recomendação de estratégias que minimizem a exposição a essas substâncias. Dessa forma, os achados desses estudos indicam que, embora a anestesia seja essencial para procedimentos cirúrgicos neonatais, sua administração requer um planejamento detalhado para mitigar riscos de complicações hemodinâmicas e neurodesenvolvimentais, reforçando a necessidade de mais pesquisas para estabelecer protocolos padronizados e seguros para essa população altamente vulnerável.

Discussão

A administração de anestésicos em neonatos prematuros apresenta desafios consideráveis devido à imaturidade fisiológica desses pacientes, especialmente no que se refere ao sistema nervoso central. Estudos indicam que a exposição precoce a anestésicos pode impactar negativamente o neurodesenvolvimento, resultando em déficits cognitivos e comportamentais a longo prazo (PRICE; LEI; DIACOVO, 2023). Além disso, há evidências de que o uso desses fármacos pode interferir na plasticidade sináptica, um processo essencial para o desenvolvimento cerebral (HEISEL et al., 2025). Essa vulnerabilidade neurobiológica reforça a necessidade de estratégias anestésicas que minimizem os efeitos deletérios desses agentes, sobretudo em neonatos prematuros submetidos a múltiplos procedimentos cirúrgicos. Em consonância com essas preocupações, Macrae, Ng e Whyte (2021) destacam que o desenvolvimento de técnicas anestésicas regionais pode ser uma abordagem mais segura para essa população, reduzindo a necessidade de anestesia geral e seus impactos adversos.

No contexto das complicações respiratórias, a depressão respiratória induzida por anestésicos representa um dos principais desafios na anestesia neonatal. O estudo de Kuan e Shaw (2020) aponta que a imaturidade pulmonar dos neonatos prematuros os torna mais propensos à hipoventilação e apneia pós-anestésica, principalmente quando expostos a opioides e agentes voláteis. Ademais, Tesoro et al. (2020) indicam que a escolha do agente anestésico deve levar em consideração a condição pulmonar do paciente, uma vez que neonatos com síndrome do desconforto respiratório (SDR) apresentam um risco ainda maior de complicações ventilatórias. Para mitigar esses efeitos, Frawley e McCann (2024) sugerem o uso de técnicas anestésicas como a anestesia caudal desperta, que possibilita analgesia adequada sem comprometer a função respiratória. Dessa forma, a busca por estratégias anestésicas que minimizem os riscos de depressão respiratória se torna um imperativo na assistência a neonatos prematuros.

A instabilidade hemodinâmica associada ao uso de anestésicos em neonatos prematuros também constitui um aspecto crítico do manejo anestésico nessa população. O estudo de Shah, Liang e Huntrakul (2023) destaca que episódios de hipotensão e bradicardia são frequentes durante a anestesia, exigindo monitoramento rigoroso dos parâmetros cardiovasculares. Essa instabilidade hemodinâmica pode comprometer a perfusão cerebral e sistêmica, elevando o risco de danos neurológicos e falência orgânica. Acosta e Tusman (2021) ressaltam a importância da monitorização ultrassonográfica durante o acesso venoso central em neonatos, permitindo intervenções precoces para correção de desequilíbrios hemodinâmicos. Além disso, Wingert, Hekmat e Ayad (2023) sugerem que o uso de anestesia regional pode minimizar as oscilações hemodinâmicas, reduzindo a necessidade de agentes vasopressores e, consequentemente, diminuindo os riscos para o paciente. Esses achados evidenciam a importância de abordagens anestésicas individualizadas e cuidadosamente planejadas para evitar eventos adversos nesse grupo vulnerável.

A necessidade de diretrizes específicas para a anestesia neonatal tem sido amplamente discutida na literatura, dado que a ausência de protocolos padronizados resulta em variações significativas na prática clínica. Heisel et al. (2025) ressaltam que a heterogeneidade nos esquemas anestésicos adotados para neonatos prematuros reflete a escassez de estudos clínicos robustos nessa área. Em paralelo, estudos apontam para a necessidade de desenvolvimento de anestésicos com menor impacto neurotóxico, visando preservar o desenvolvimento neurológico dos pacientes (TESORO et al., 2020). Além disso, Macrae, Ng e Whyte (2021) enfatizam a importância da capacitação contínua dos profissionais envolvidos no manejo anestésico neonatal, garantindo a aplicação das melhores práticas disponíveis. Por fim, Price, Lei e Diacovo (2023) destacam a urgência de mais investimentos em pesquisa para compreender melhor os efeitos da anestesia na população neonatal e desenvolver estratégias mais seguras e eficazes. Portanto, a implementação de protocolos baseados em evidências científicas, aliada a avanços tecnológicos e educacionais, pode contribuir significativamente para a segurança anestésica em neonatos prematuros.

Considerações Finais

Diante dos desafios e impactos associados ao uso de anestésicos em neonatos prematuros, torna-se evidente a necessidade de abordagens mais seguras e individualizadas. A imaturidade fisiológica desses pacientes exige um monitoramento rigoroso e estratégias anestésicas que minimizem riscos neurológicos, respiratórios e hemodinâmicos. Além disso, a falta de diretrizes padronizadas contribui para uma variabilidade nas práticas clínicas, evidenciando a urgência de protocolos específicos que garantam um manejo anestésico mais preciso e eficaz. O equilíbrio entre analgesia adequada e a redução de efeitos adversos a longo prazo deve ser uma prioridade, visto que complicações podem comprometer o desenvolvimento neurológico e a qualidade de vida dos neonatos no futuro.

A partir dessas limitações, futuras pesquisas devem focar no desenvolvimento de agentes anestésicos com menor impacto sobre o neurodesenvolvimento, bem como na criação de diretrizes baseadas em evidências para diferentes perfis neonatais. Logo, estudos longitudinais são fundamentais para compreender melhor as consequências da anestesia na primeira infância e sua relação com déficits cognitivos e comportamentais. Além disso, avanços na monitorização intraoperatória e no uso de técnicas regionais podem representar alternativas viáveis para minimizar complicações. Assim, investir em educação continuada e treinamentos para anestesiologistas e equipes neonatais é essencial para melhorar os desfechos clínicos e reduzir os riscos associados a esses procedimentos.

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1Discente do curso de Medicina da Universidade de Vassouras- Vassouras – Rio de janeiro, Brasil.
Email: ingrid.pego3@gmail.com
2Discente do curso de Medicina da Universidade de Vassouras- Vassouras – Rio de janeiro, Brasil.
Email: millenasmed@hotmail.com
3Orientador e Docente do curso de Medicina da Universidade de Vassouras – Vassouras – Rio de Janeiro, Brasil. Email: mariasouza@cardiol.br