CUIDADOS E ORIENTAÇÕES DE ENFERMAGEM SOBRE TRANSMISSÃO VERTICAL DE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (IST) EM GESTANTES

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202508071436


Bárbara Victoria Poleto
Maria Fernanda Leal


Resumo

O estudo analisa o papel dos profissionais de enfermagem na prevenção da transmissão vertical de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) em gestantes, promovendo a saúde materna e neonatal. E os objetivos específicos são: mapear as principais práticas de cuidado de enfermagem voltadas à prevenção da transmissão vertical de ISTs em gestantes; investigar as orientações fornecidas pelos enfermeiros sobre os riscos e medidas preventivas das ISTs durante o pré-natal; avaliar a eficácia das ações educativas e de cuidado implementadas pelos enfermeiros no controle da transmissão vertical de ISTs em gestantes. Trata-se de uma pesquisa de natureza quantitativa, bibliográfica e análise dos dados por categorias. O trabalho apresenta os resultados positivos das implantações da enfermagem nas medidas preventivas de ISTs em gestantes. Os resultados evidenciam a importância do enfermeiro na promoção da saúde materna e neonatal.

Palavras-chave: Enfermagem. Transmissão Vertical. Pré-Natal. Saúde Pública.

1. INTRODUÇÃO

O interesse pelo tema surgiu durante a graduação, identifica-se que os enfermeiros desempenham um papel essencial no acompanhamento das gestantes diagnosticadas com IST´s, desde a orientação sobre a prevenção até o seu tratamento adequado, além de ser fundamental no processo de atendimento humanizado em um momento delicado na vida das gestantes.

A pesquisa reflete a importância do trabalho da enfermagem, especialmente no acompanhamento pré-natal e na atuação especializada da enfermagem obstétrica, com foco na saúde materno-infantil. Além disso, cabe aos enfermeiros a realização de testes, exames e a administração de medicamentos.

Trata-se de pesquisa de natureza quantitativa que utiliza ferramentas estatísticas e dados numéricos para explicar fenômenos e bibliográfica que se baseia em registros disponíveis de pesquisas anteriores, como livros e artigos, para analisar e interpretar dados e teorias já existentes. A pesquisa utiliza a estrutura PICO (Paciente, Intervenção, Comparação, Resultado) para responder perguntas clínicas específicas, essa metodologia auxilia a organizar as pesquisas na área da saúde.

Os resultados indicam que o acompanhamento médico adequado durante a gestação, especialmente a realização de consultas regulares de pré-natal, tem contribuído para a redução dos casos de transmissão vertical de HIV e outras ISTs. Além disso, os enfermeiros são fundamentais no fornecimento de informações sobre os riscos das ISTs, realizando intervenções socioeducativas e oferecendo apoio emocional às gestantes. A educação em saúde e o uso de estratégias de prevenção, como o uso de preservativos e a vacinação, são apontados como práticas essenciais.

O estudo também destaca as ações do governo brasileiro, incluindo campanhas de conscientização, oferta de testes gratuitos e tratamento universal, como parte do esforço para ampliar o acesso aos serviços de saúde e reduzir a incidência de ISTs. Em conclusão, a atuação dos enfermeiros é essencial não só na prevenção da transmissão vertical de ISTs, mas também no acolhimento e apoio às gestantes, sendo um fator decisivo para a promoção da saúde materno-infantil.

2. METODOLOGIA

Trata-se da produção de uma pesquisa quantitativa, segundo Leite (2008), é representada por trabalhos que necessitam de ferramentas estatísticas, uso de dados numéricos e objetividade para explicar um fenômeno e decorrem de pesquisas técnicas e exploratórias cabendo sua aplicabilidade para descrever, explicar e prever um determinado problema.

A pesquisa bibliográfica, segundo Severino (2007, p.61), conceitua-se como:

[…] aquela que se realiza a partir do registro disponível, decorrente de pesquisas anteriores, em documentos impressos, como livros, artigos, teses etc. Utiliza-se de dados ou de categorias teóricas já trabalhados por outros pesquisadores e devidamente registrados. Os textos tornam-se fontes dos temas a serem pesquisados. O pesquisador trabalha a partir das contribuições dos autores dos estudos analíticos constantes dos textos.

Para análise dos dados utilizamos a análise por categorias. Esse “[…] tipo de análise […] se faz a partir da elaboração de categorias que têm significado específico e estritamente ligado à natureza das informações que se quer obter” (Pacca; Villani, 1990, p.02).

Para este estudo, foi elaborada a seguinte pergunta de pesquisa utilizando a estrutura PICO: Quais orientações os enfermeiros devem fornecer às gestantes sobre a prevenção da transmissão vertical de ISTs? A estratégia PICO é uma ferramenta amplamente utilizada na área da saúde para formular perguntas de pesquisa de forma clara e objetiva. O acrônimo PICO representa nessa pesquisa:

  • P: Paciente ou Problema (Gestantes diagnosticadas com ISTs e em risco de transmissão vertical
  • I: Intervenção (intervenções e orientações oferecidas por enfermeiros para prevenir a transmissão vertical de ISTs.)
  • C: Comparação (Comparação entre gestantes que recebem acompanhamento adequado de enfermagem e aquelas sem suporte efetivo.)
  • O: Resultado (Avaliar a eficácia das intervenções de enfermagem na redução da transmissão vertical de ISTs e na melhoria dos efeitos maternos e infantis)

Essa estrutura ajuda a organizar as perguntas de pesquisa, tornando os resultados mais claros e aplicáveis à prática clínica (Polit, Beck, et al. 2017).

A partir do exposto, o trabalho está organizado em duas sessões que pontuamos como fundamentais na pesquisa, os resultados discutem os dados obtidos sobre as ações profissionais do enfermeiro para os cuidados, tratamento e prevenção das IST´s em mulheres grávidas, e de forma explicativa os conceitos importantes para entender a pesquisa e as suas implicações nos resultados obtidos. Na discussão apresentamos a interpretação do trabalho dos enfermeiros na proteção e cuidado da transmissão vertical de IST´s e por isso nessa sessão há argumentações e contextualizações da temática. Portanto, conforme apontado acima, espera-se contribuir com a produção de conhecimento sobre a temática, bem como contribuir para o fortalecimento da prevenção da transmissão vertical de ISTs em gestantes.

3. RESULTADOS

3.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DAS ISTS NA GESTAÇÃO:

A vida sexual é uma etapa significativa no desenvolvimento hormonal e corporal. Entretanto, é necessário adotar cuidados essenciais para prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), especialmente no contexto da saúde reprodutiva.

Conforme  boletim  epidemiológico  da Organização Mundial da Saúde OMS (2014) tem ocorrido um crescimento no número de casos de DSTs entre a população jovem, sendo que entre o período de 2004 a 2013, 25% dos casos registrados de DSTs ocorreram na faixa etária abaixo dos 25 anos (Araujo et al., 2019, p. 207).

As ISTs são transmitidas principalmente através do contato sexual desprotegido, incluindo sexo vaginal, anal ou oral, sendo causadas por diversos agentes patológicos, como vírus, bactérias, fungos e parasitas. O cenário das ISTs no Brasil é preocupante, com taxas de prevalência e incidência variando conforme a doença e a população afetada (Ministério da Saúde, 2021): 

Mais uma vez, a parceria entre o Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traz informações valiosas para o cuidado com a população. Módulos da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019 apontam que aproximadamente 1 milhão de pessoas afirmaram ter diagnóstico médico de Infecção Sexualmente Transmissível (IST) ao longo do ano, o que corresponde a 0,6% da população com 18 anos de idade ou mais.

As IST´s afetam principalmente as mulheres, por vários fatores, como: desigualdade de gênero, violência sexual, falta de autonomia e poder de decisão sobre a própria saúde e corpo ou estigma e vergonha, essas particularidades do sexo feminino limita a capacidade das mulheres de proteger-se contra ISTs. Para além da própria infecção, as mulheres gestantes ainda podem transmitir IST´s para seus filhos, seja durante a gestação, o parto ou na amamentação, e por isso o acesso à informação e aos aparelhos preventivos é de extrema importância para imunizar a transmissão vertical, ou seja, a transmissão de IST´s de mãe para filho.

As mulheres são consideradas as maiores “vítimas” da transmissão heterossexual do vírus HIV, com o agravante adicional da transmissão vertical (transmissão do vírus HIV da mãe para o bebê), que é uma das principais formas de disseminação desse vírus (SOUZA JUNIOR, 2004). Podendo variar de 13 a 48% com dados realizados a partir da ficha de investigação de gestantes HIV e crianças expostas (CARUSO. et al 2010). A profilaxia com anti-retroviral no pré-natal e no momento do parto, aliada à administração no recém-nascido, tem melhorado o panorama de soroconversão na população infantil. (Almeida, 2012, s/p)

Para tanto, o profissional de enfermagem atua na linha de frente dos cuidados e do apoio a prevenção, diagnóstico e tratamento de IST´s em gestantes, com o intuito de diminuir os casos agravantes de transmissão vertical, sendo assim “há uma necessidade de que haja um maior o aprofundamento científico, no sentido de elevar as chances de contribuição para a redução dos índices de contaminação e consequentemente para a melhoria na qualidade de vida das pessoas” (Da Silva et.al, 2021, p 02) é essencial aprofundar o conhecimento científico e melhorar as práticas de cuidado.

Entre as IST´S que podem agravar os casos em gestantes e congênita estão a sífilis, causada pela bactéria treponema pallidum, que apresenta crescimento constante, especialmente pelas formas adquirida, que em 2020, foram registrados 61.441 casos de gestantes e 22.065 casos de sífilis congênita (Ministério da Saúde, 2021).

No caso das hepatites virais, como a B (HBV) e a C (HCV), causadas por contato sexual ou por transfusão de sangue, em 2019, foram registrados 13,8 mil casos de hepatite B e cerca de 24 mil de hepatite C, porém não foram encontrados dados específicos de gestantes (Ministério da Saúde, 2019). Os enfermeiros podem agir no tratamento de ambas as hepatites B e C administrando os medicamentos necessários, como antivirais, e monitora a resposta ao tratamento.

Dos 350 milhões de indivíduos estimados infectados cronicamente com o VHB no mundo, pelo menos 50%  adquiriram  a  infecção  durante  o  período  perinatal  ou  na  infância,  principalmente  em regiões endêmicas (BORGIA et al., 2012). Atribui-se a isso as altas taxas de infecção em mulheres em idade fértil nessas partes do mundo e a transmissão eficiente dessas mulheres para seus filhos. (Araujo, 2020, p 84109, apud BORGIA et al., 2012; JONAS, 2009)

Em relação ao HIV, o país também enfrenta o estigma associado à doença e à AIDS, o que dificulta a adesão ao tratamento “Entre junho de 2000 até junho de 2017 houve notificação de 108.134 casos envolvendo gestantes infectadas com HIV2.” (Previati, 2019, p. 75). o Brasil avançou na redução de novos casos e na ampliação do tratamento antirretroviral, mas a infecção ainda é uma preocupação de saúde pública.

Para  Violari et  al.(2008), o vírus da  imunodeficiência  humana HIV, como às 05/08/2025 outras ISTs, tem um efeito severo em mulheres grávidas. Estudos têm mostrado resultados adversos da gravidez em mulheres infectadas pelo HIV. A orientação nos atendimentos de consulta de pré-natal é de suma importância, pois muitas mães são de primeira viagem e não tem o conhecimento adequado para lidar com situações como essas, onde muitas vezes por falta de orientação acabam colocando sua vida e a do feto em risco. Justifica-se a pesquisa pela ocorrência de muitos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), em gestantes, na qual se coloca em risco a vida da mãe e do bebê, podendo levá-los a morbimortalidade materno-infantil. (Da Silva et.al, 2021, p 02)

Já a gonorreia e a clamídia são infecções bacterianas comuns, afetando entre 1% e 3% da população, a clamídia, que pode afetar até 9% das mulheres sexualmente ativas, é frequentemente assintomática, contribuindo para complicações como infertilidade (Ministério da Saúde, 2020). Estima-se  que  ocorram  anualmente  357  milhões  de  novas  infecções, incluindo papilomavírus humano (HPV), clamídia, gonorreia, sífilis e tricomoníase.

As  infecções  congênitas  e  perinatais,  sobretudo  quando  associadas  com  o  HIV  com  agravos como  parvovirose,  varicela  zoster,  hepatites  B  e  C,  rubéola,  citomegalovirose,  herpes  e  sífilis  são associadas  a  risco  mais  elevado  de  morbimortalidade  neonatal.  Tais  infecções  relacionam-se  com trabalho de parto pré-termo, rotura de membranas pré-termo, baixo peso ao nascimento, má formação fetal, aborto e óbito fetal. (Araujo, 2020, p 8410)

As IST´s podem ter consequências de níveis gravíssimos tanto sexual, reprodutivo e materno, como infertilidade,  aborto,  parto  prematuro,  malformações graves  do  feto,  transmissão  congênita  e  neonatal  e  até  a  mortalidade. Embora haja desafios para a população, diante das condições da saúde pública brasileira, há também motivações importantes para agir, quanto a prevenção e tratamento das IST´s.

Uma abordagem totalitária no cuidado à saúde materna e infantil, exige uma equipe multidisciplinar de saúde, especialmente enfermeiros atentos para identificar sintomas de ISTs e encaminhar para atendimento médico especializado. Por isso há um trabalho árduo dos enfermeiros para a prevenção e tratamento das IST´s em gestantes, a fim de garantir saúde e qualidade de vida de mãe e filho, por meio de ações focalizadas na promoção da informação e prevenção das infecções e depois do diagnóstico o trabalho do enfermeiro se intensifica para prevenir o agravamento da transmissão vertical.

3.2 PREVENÇÃO:

As ações preventivas são norteadas ao princípio de proteção de toda a sociedade, esse processo inicia-se com ações de promoção de instruções adequadas sobre as infecções, com foco de evitar as patologias e no caso de haver um diagnóstico positivo, realizar as recomendações profiláticas preconizadas a fim de diminuir riscos. O profissional de enfermagem desempenha esse papel fundamental, seja em consultas regulares com as gestantes ou no pré-natal.

No âmbito da concepção de promoção da saúde como prevenção de doenças, diversas são as intervenções de enfermagem envolvidas no processo de prevenção da tv do hiv, abrangendo desde cuidados que antecedem a gravidez da mulher soropositiva, passando pelo pré-natal, parto, puerpério e cuidados com a criança exposta ao hiv. O conceito de prevenção é norteado por concepções biomédicas, que têm a saúde como ausência de doenças e, segundo as quais, cabe ao profissional ensinar aos usuários a forma de evitarem-se as patologias, sendo complementar ao conceito de promoção da saúde para alguns profissionais (8). (Araujo et al. 2017, p 184)

Dessa forma, a atuação preventiva da enfermagem vai além da simples orientação técnica, assumindo um papel estratégico na educação em saúde, no acompanhamento contínuo e no vínculo com a gestante. Esse cenário evidencia a importância de aprofundar as estratégias preventivas adotadas no contexto da atenção primária e especializada, tema que será tratado no tópico a seguir.

3.2.1 MEDIDAS PREVENTIVAS

O pré-natal refere-se ao período de acompanhamento das gestantes, um dos métodos preventivos contra a transmissão vertical e o momento essencial propício para a detecção de IST´s, o enfermeiro é um dos profissionais responsáveis pelo cuidado das gestantes nesse conjunto de ações do pré-natal, desde a confirmação da gravidez até o parto, com o objetivo de garantir a saúde de ambos, mãe e filho.

Nesse sentido, […] sobre a epidemiologia das IST em gestantes brasileiras, com o objetivo de reduzir os casos de IST e proteger o feto de diversos  desfechos de distribuição vertical. Portanto, a assistência pré-natal   desempenha um papel importante na promoção da saúde materno-infantil,  sendo um ponto de partida para a redução da morbimortalidade. O principal objetivo é cuidar da mulher desde o início da gravidez, monitorar a saúde da mãe e do feto e garantir o nascimento de uma criança saudável. (Nascimento, 2024, p 821)

A sua eficácia está comprovada pelos dados brasileiros de monitoramento de transmissão vertical, disponíveis pelo Ministério de Saúde (2024) indicam que houve diminuição significativa nos casos de infecção do HIV em crianças nascidas entre os anos 2019 á 2023, conforme:

MS/SVSA/DATHI/SINAN. NOTAS: (1) Dados até 30/06/2024; (2) Dados preliminares para os últimos 5 anos.

Da mesma maneira desenhou-se o quadro de transmissões verticais de HIV nos mesmos anos:

MS/SVSA/DATHI/SINAN. NOTAS: (1) Dados até 30/06/2024; (2) Dados preliminares para os últimos 5 anos.

Isso se dá a crescente atenção de todos os órgãos da saúde pública aos casos de ISTs, já nas consultas de pré-natal, possibilitando a identificação e antecipação do tratamento das gestantes, o enfermeiro que participa de todos os processos do pré-natal é fundamental para que se efetive a qualidade do acompanhamento das gestantes. Como demonstra a tabela:

Tabnet.datasus.gov.br. SINASC.

Os números contemplam a importância dos atendimentos do pré-natal para evitar muitos problemas que decorrem da falta de acompanhamento e cuidado na gestação.

Os sentimentos dos pacientes afloram nesse período sensível, exigindo atenção emocional dos profissionais.

Durante essa fase, o profissional deve avaliar as condições emocionais e psicológicas, utilizando linguagem simples e clara, abordando-a sem julgamentos, evitando atitudes coercitivas e informando sobre a confidencialidade das informações compartilhadas (20). O que se percebe é que, após o aconselhamento, as mulheres aparentam estar mais informadas sobre as consequências da soropositividade, sentindo-se mais seguras e com autonomia para cuidar de seus filhos, sendo um dever do profissional prestar esse atendimento de forma eficaz (19). (Araujo et al. 2017, p 186)

A assistência a gestante consiste em serviços acessíveis e acolhedores, parcerias entre profissionais de saúde e encaminhamentos para as organizações da sociedade civil como: Rede Cegonha; Programa Meninas de Luz e entre outros ou as políticas públicas de Assistência Social, como: Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) e grupos socioeducativos dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS). Essas ações assistenciais do enfermeiro são fundamentais para reduzir a incidência de ISTs e promover a saúde e cidadania.

A troca de informações entre o enfermeiro, a usuária e sua família possibilita a sistematização da assistência voltada para a promoção da saúde e prevenção de doenças e agravos, promovida por meio da educação em saúde, como também ações que focam no saber e no fazer, compreendendo o cuidado do ser humano e suas particularidades. Assim, o enfermeiro contribui para boas práticas de saúde e mudança em condutas desfavoráveis ao bem estar da gestante.9. (Mello, 2020, p. 4)

Outro método de prevenção que o profissional de enfermagem pode possibilitar aos seus pacientes é a promoção de educação1 em saúde, o que significa realizar as orientações técnicas de cuidados e riscos das IST´s e sua transmissão vertical, em uma abordagem crítica e reflexiva (Araujo et al. 2017, p 185), para isso os enfermeiros podem basear-se nas iniciativas do Ministério da Saúde (BRASIL, 2022) que visam a abordagem sindrômica das ISTs, que incluem o protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para atenção integral às pessoas com IST; fluxogramas para manejo clínico das IST; a Prevenção Combinada que compete às orientações sobre a transmissão de HIV, como o uso de preservativos externos e interno, a imunização com vacinas contra a Hepatite B e HPV e testes rápidos.

Os métodos contraceptivos são formas de se evitar a gravidez e a contaminação por IST. A escolha do método deve ser individual e deve contar com o auxílio de um profissional especializado, não existe um método 100% eficaz, todos possuem uma possibilidade de falha. Os métodos contraceptivos podem se dividir em métodos de barreira que evitam o contato direto entre os órgãos sexuais e impedem a entrada do esperma no útero, prevenindo assim, contra ISTs e gravidez. (Almeida et.al, 2017, p 18)

Nesse sentido o enfermeiro deve atentar-se em promover a informação sobre os programas e iniciativas públicas do governo federal com o objetivo de ampliar o acesso aos serviços de saúde (Ministério da Saúde, 2022), entre elas estão as a oferta de testes gratuitos para o HIV, sífilis, hepatites B e C, tanto nas unidades básicas de saúde quanto em ações itinerantes, o tratamento universal e a educação contínua tanto para a população quanto para os profissionais de saúde, amparado pela Lei Federal 9.313/1996: “Dispõe sobre a distribuição gratuita de medicamentos aos portadores do HIV e doentes de AIDS” (Brasil, 1996).

Concluímos que o cuidado profissional do enfermeiro na atuação de prevenção das IST´s é fundamental, no que tange a diminuição do risco da transmissão vertical, além de orientar e acolher os pacientes. Na próxima sessão vamos discutir o trabalho da enfermagem no tratamento de mulheres gestantes portadoras de IST´s.

3.3 TRATAMENTO E ACOMPANHAMENTO:

O tratamento de gestantes diagnosticadas com IST´s está intrínseco ao movimento de interrupção de uma cadeia de transmissão, e por isso é de suma importância sua discussão nessa pesquisa. A enfermagem atua de forma direta na realização de procedimentos que garantem a saúde materno-infantil e a redução do risco de transmissão vertical das ISTs.

No que tange ao trabalho de parto o enfermeiro deve tomar cuidados específicos como minimizar exames vaginais, evitar procedimentos invasivos e manter a bolsa de água intacta até o momento do parto, conforme: 

Outros cuidados essenciais, envolvidos principalmente com o trabalho do enfermeiro obstetra, devem ser prestados durante o período do parto, visto que esse é o momento de maior risco para a transmissão do HIV da mãe para o filho. Entre eles podem-se citar: reduzir o número de toques vaginais ao longo do trabalho de parto; evitar que a parturiente permaneça por mais de quatro horas com bolsa rota; são contraindicados procedimentos invasivos como amniotomia, uso de fórceps e manobras desnecessárias na retirada do concepto; evitar a episiotomia; manter, sempre que possível, as membranas amnióticas íntegras até o período expulsivo ou, no caso de cesárea, até a retirada da criança e proceder à ligadura do cordão umbilical sem ordenha (3). (Araujo et al. 2017, p 184)

Após o nascimento, há ainda cuidados e medidas a ser tomada pelos enfermeiros para proteger a saúde do bebê, isso inclui limpar o bebê com cuidado, dar banho em água corrente na sala de parto e administrar medicamentos para prevenir a transmissão do HIV:

Após o nascimento da criança, o enfermeiro ainda deve realizar uma série de cuidados a fim de garantir a prevenção da tv para o recém-nascido. Alguns cuidados imediatos a serem prestados são: limpar com compressas macias todo sangue e secreções visíveis no recém-nascido e realizar o banho em água corrente ainda na sala de parto; quando necessária a realização de aspiração de vias aéreas, deve-se proceder delicadamente; iniciar a primeira dose do azt em solução oral preferencialmente ainda na sala de parto, logo após os cuidados imediatos ou nas primeiras duas horas após o nascimento; recomenda-se também o alojamento conjunto em período integral (Da Silva et.al, 2021, p 02).

Na administração e acompanhamento do tratamento dos pacientes, a enfermagem tem a função de realizar o tratamento medicamentoso, sendo o responsável por assegurar uso correto dos antibióticos para sífilis, hepatites virais e no caso do HIV os métodos biomédicos como a profilaxia antirretroviral (ARV), sendo eles a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) indicada para gestantes com maior risco de infecção e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) que deve ser administrada até 72 horas após a exposição ao vírus (Ministério da Saúde, 2022). 

O enfermeiro também realiza as intervenções necessárias no caso de complicações, sendo no momento do parto ou não, na identificação de complicações deve ser realizado os encaminhamentos aos médicos responsáveis ou o tratamento adequado de cada complicação, sendo elas o parto prematuro, sífilis congênita ou infecções, o atendimento imediato visa interromper a disseminação das ISTs e prevenir complicações, os riscos podem incluir condições graves, como alterações nos ossos, anemia, conjuntivite severa e em casos de HIV, contrair o vírus (Ministério da Saúde, 2024).

No acompanhamento realizado pelo enfermeiro é fundamental a implementação de protocolos específicos para a prevenção da transmissão vertical de ISTs e o programa de Prevenção Combinada: “A premissa básica é de que a prevenção deve considerar as especificidades dos sujeitos e de seus contextos, as características individuais e o momento de vida de cada pessoa.” (Ministério da Saúde, 2022). O profissional de enfermagem deve orientar e agir seguindo a premissa de prevenção disponibilizada pelo governo federal, sendo esses protocolos, os que regem as ações profissionais dos enfermeiros.

3.4 ENFERMAGEM OBSTETRÍCIA E ASPECTOS LEGAIS: 

As atribuições do enfermeiro obstetra estão dispostos pela resolução nº 516/2016 do Conselho Federal de Enfermagem COFEN, publicada em 23 de junho de 2016: 

Normatiza a atuação e a responsabilidade do Enfermeiro, Enfermeiro Obstetra e Obstetriz na assistência às gestantes, parturientes, puérperas e recém-nascidos nos Serviços de Obstetrícia, Centros de Parto Normal clou Casas de Parto e outros locais onde ocorra essa assistência: estabelece critérios para registro de títulos de Enfermeiro Obstetra e Obstetriz no âmbito do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, e dá outras providências.

O enfermeiro especializado em obstetrícia está responsável, acima de todas as outras atribuições, ao cuidado e assistência à mulher, além das atividades constantes na gestação, ou seja, é um profissional de saúde especializado no cuidado de mulheres durante a gravidez, parto e pós-parto. 

Na redação do Artigo 3°, consta que cabe ao enfermeiro obstetra, Especialista em Enfermagem obstétrica, a assistência à Saúde da Mulher, devendo, além das atividades constantes do artigo 2°, assistência de Enfermagem à gestante, parturiente e puérpera; acompanhamento da evolução e do trabalho de parto e execução e assistência obstétrica em situação de emergência; compete ainda: identificação das distócias obstétricas e tomada de todas as providências necessárias, até a chegada do médico, devendo intervir, de conformidade com sua capacitação técnico-científica, adotando os procedimentos que entender imprescindíveis, para garantir a segurança do binômio mãe/ filho (Barbosa et al, 2008, p 459).

O cuidado especializado da obstetrícia tem a responsabilidade e participação mais ativa no parto, que corresponde a 65% da transmissão vertical, e por isso esse é um momento de atenção e cuidado que o enfermeiro consolida o seu papel na prevenção desse agravamento.

Suas responsabilidades durante o parto e a prevenção da transmissão vertical incluem: monitoramento da saúde da mãe e do feto, realização de exames e procedimentos obstétricos, gerenciamento de complicações durante a gravidez e o parto, esse nível de especialização permite o aprofundamento e complexo no cuidado materno-fetal.

Apesar da história da Obstetrícia e suas conquistas, a atuação do Enfermeiro obstetra ainda não é reconhecida como deveria ser. Um dos fatores que contribuem para isso é a questão do parto ainda ser tratado de uma forma mecanizada e sempre como ato cirúrgico. A progressiva hospitalização para assistência ao parto, a incorporação crescente da tecnologia e a elevação das taxas de cesarianas produziram um impacto negativo sobre as oportunidades de capacitação e atuação do enfermeiro obstetra no parto. (Barbosa et al, 2008, p 459).

Isso limita o avanço das pesquisas e inovações na temática discutida.

4. DISCUSSÃO

A transmissão materno-fetal de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), ou seja, transferidos de mãe para filho, popularmente conhecida como transmissão vertical, trata-se de um dos maiores desafios da enfermagem:

As  principais  infecções  sexualmente  transmissíveis […] apresentam   prevalência significativa tanto na população geral quanto nas gestantes 2. Segundo dados do Programa Nacional de  DST/AIDS  do  Ministério  da  Saúde  (MS)3,  sobre  a  prevalência  de  algumas  IST  em  populações selecionadas  de  seis  capitais  brasileiras,  entre  3.303  gestantes,  a  prevalência  de  infecção  por clamídia foi de 9,4%, de sífilis 1,6% e de infecção gonocócica, 1,5% e entre as IST virais, a maior prevalência corresponde ao papilomavírus humano (HPV), com 40,4% seguida do vírus da hepatite B  (HBV)  com  prevalência  de  22,7% 3 (RICCI, p 576, 2019)

Devido aos números apresentados pela autora, é fundamental o trabalho dos profissionais de enfermagem para a quebra de estigmas e a confiabilidade dos pacientes, mais que uma questão de saúde pública a transmissão vertical de ISTs trata se de uma questão social, os enfermeiros desempenham um papel fundamental na prevenção, diagnóstico e tratamento de ISTs de mãe e filho durante a gestação, parto  ou  aleitamento (Ricci, 2019). 

As IST´s no contexto de saúde pública no Brasil tem consequências letais, e sem avanços quanto ao tratamento curativo ou vacinas que agravam a situação, elas representam o desafio para o sistema de saúde, com custos elevados e pesquisas inacabadas. A falta de avanços no desenvolvimento de tratamentos curativos e vacinas eficazes para algumas dessas infecções causa ainda mais dificuldades para os profissionais de enfermagem e da saúde em geral. 

As IST´s são abordadas de uma perspectiva cercada por mitos e preconceitos, o estigma do sexo faz com que as instituições e as população ignore a gravidade do problema e dos riscos da transmissão sofre apagamento por esses estigmas, a falta de orientações desde cedo contribui para essa situação e por isso fomentar a educação sexual é um trabalho tão importante da enfermagem e de toda a sociedade visando prevenir e controlar uma situação pandêmica de ISTs.

A não prevenção no início da vida sexual é uma das preocupações do Ministério da Saúde. Nesse contexto, o papel dos pais é fundamental no início da vida sexual de seus filhos/filhas adolescentes, pois devem conversar sobre o assunto, explicando quais os cuidados que devem ser tomados para prevenir, ou seja, não pegar doenças sexualmente transmissíveis de seus parceiros. Contudo são notórios que a minoria dos pais que encontram coragem para dialogar com seus filhos sobre o assunto. [6] (Almeida et.al, 2017, p 16)

Ainda os estigmas afetam o aspecto psicológico dos pacientes, as relações familiares afetivas, sociais e profissionais do portador, do parceiro sexual, do convívio familiar e comunitário. O profissional além de suas atribuições dispostas nas leis que regem a profissão ainda realizam o trabalho de apoio às famílias que enfrentam 

Os profissionais de saúde têm um papel importante na  detecção e cuidado de IST´s durante a gravidez, que é essencial para prevenir problemas graves para a mãe e o bebê. A socioeducação e tratamento, seguindo orientações e protocolos de saúde pública, como a abordagem integral e a prevenção conjunta. Essas ações, são eficazes para diminuir os riscos de complicações no recém-nascido e melhorar a qualidade de vida das gestantes e suas famílias.

Além da estratégia sugerida acima, os enfermeiros também seguem as etapas de pré-natal, momento crucial reduzir os riscos à saúde materna infantil, onde-se realizam as triagens e os testes para detectar ISTs, como HIV, sífilis e hepatites virais, além do acompanhamento do desenvolvimento fetal e plano de parto (Organização Mundial da Saúde, 2019). Esse processo significa o monitoramento da saúde de ambos, desde os primeiros meses de gravidez até o parto, a prevenção das complicações e as orientações importantes sobre nutrição e cuidados essenciais para um estilo de vida saudável.

Ainda a capacitação de todos dos profissionais da saúde e ações socioeducativas dos enfermeiros junto aos demais profissionais da rede comunitária de apoio e a rede intrafamiliar dos pacientes tem sua importância no processo preventivo e humanizado dos pacientes (Ricci, 2019). Para tais desafios a enfermagem deve apresentar estratégias que impulsionem o desenvolvimento de um trabalho colaborativo e articulado com a rede de atenção à prevenção de transmissão vertical de ISTs, que melhoram a qualidade de vida e interrompem a cadeia de transmissão de seus pacientes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os profissionais da saúde brasileira, no geral, representam-se fundamentais para a proteção contra as IST´s, para tanto os profissionais de enfermagem são a base do tratamento dessas infecções, pois eles atuam no dia a dia dos pacientes, a enfermagem dos níveis técnicos, auxiliares e obstetrizes atuam diretamente na promoção da saúde, na prevenção de doenças, no atendimento a situações de urgência e emergência, além de prestarem cuidado contínuo a pacientes em diferentes níveis de complexidade, como nos casos de IST´s.

O enfermeiro desempenha um papel fundamental na prevenção da transmissão vertical de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) durante o pré-natal, parto e pós-parto. Eles realizam procedimentos específicos para garantir a saúde materno-infantil e reduzir o risco de transmissão vertical

A transmissão vertical tem consequências letais e impactos sociais profundos e por isso os profissionais de enfermagem trabalham de forma colaborativa e articulada com a rede de atenção à saúde para melhorar a qualidade de vida e interromper a cadeia de transmissão dessas infecções. Além disso, a educação sexual e a socioeducação são fundamentais para prevenir e controlar as ISTs.

O enfermeiro obstetra desempenha um papel fundamental na assistência às gestantes, parturientes e puérperas, com responsabilidades específicas que incluem a prevenção da transmissão vertical de infecções e a promoção da saúde. Com sua especialização em obstetrícia, pode-se fornecer cuidado aprofundado, contribuindo para a prevenção de complicações e a promoção da saúde. É essencial que esses profissionais sejam valorizados e apoiados em seu trabalho para garantir a melhor assistência possível às mulheres e suas famílias.

Os enfermeiros contribuem para a redução da disseminação das IST´s não apenas na linha de frente do tratamento, mas também contribuindo em vários segmentos como assistência à saúde, pesquisas científicas, ensino, projetos, grupos socioeducadores, gestão, planejamento e inovação, mostrando a atuação indispensável desse profissional, não apenas na particularidade do combate as IST´s e sua transmissão vertical, mas sim na totalidade da saúde brasileira, “O profissional de enfermagem deve manter-se constantemente atualizado em sua especialidade, especialmente ao abordar questões relacionadas às IST’s” (Silva, 2024, p. 03). Apesar de ser um grande desafio para a profissão, toda a categoria da enfermagem está capacitada para promover a saúde e o bem-estar dos pacientes.


1Para muitos profissionais de saúde, o conceito de promoção da saúde também pode ser concebido como sinônimo de educação em saúde. Embora a educação em saúde possa ser considerada como uma ferramenta a ser utilizada em todas as dimensões da integralidade, alguns profissionais consideram como ações de promoção da saúde apenas aquelas que trabalham pela educação das pessoas, compartilhando informação. Considera-se, portanto, que o problema é a falta de informação e que, formando multiplicadores, é possível mudar comportamentos (8). (185).

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