CUIDADO DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM MELANOMA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA 

NURSING CARE FOR PATIENTS WITH MELANOMA: AN INTEGRATIVE REVIEW 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202510091109


Eduarda Camila de Souza1
Hulda Alves de Araújo Tenório2
Ewerton Amorim dos Santos3
Maíra Kely Amorim Nascimento4


RESUMO 

O câncer de pele compreende um dos tipos mais frequentes no Brasil, figurando como um problema  de saúde pública. Dentre eles, o melanoma, apesar de raro possui características desfavoráveis, pois  tende a ser mais agressivo e ocasionar metástases, requerendo diagnóstico precoce e tratamento  oportuno. Os profissionais de Enfermagem são parte integrante dos cuidados no diagnóstico,  tratamento, recuperação e seguimento pós-cura. Desse modo, teve-se como objetivo compreender os  impactos dos cuidados de Enfermagem na assistência ao paciente com câncer de pele melanoma.  Tratou-se de revisão integrativa realizada por meio da busca nas bases de dados Scielo, LILAC e  PubMed. Foram analisados oito artigos identificados na língua inglesa. A síntese dos achados permite  sinalizar a importância do profissional enfermeiro nas diversas etapas do cuidado ao paciente com  melanoma. Dentre os pontos relevantes, a educação continuada em saúde mostrou-se como ferramenta  imprescindível para o processo de assistência, devendo ser direcionada a estes profissionais para torna-los aptos para o reconhecimento e avaliação de potenciais lesões e para melhor esclarecimento dos  pacientes, além disso, atua na implementação de tecnologias e terapias, na identificação de efeitos  adversos e no seguimento das evoluções metastáticas e nos cuidados paliativos. Conclui-se que os  cuidados de Enfermagem têm impacto positivo na assistência ao paciente com câncer de pele  melanoma. 

Palavras-chave: Câncer. Câncer de pele. Melanoma. Assistência de Enfermagem.

1. INTRODUÇÃO 

Câncer é a denominação dada a um conjunto de mais de 100 doenças caracterizadas  pelo crescimento celular desordenado, com perfil de malignidade e capacidade para invadir tecidos e órgãos, podendo colonizar outros tecidos, formando metástases. Compreende uma  das doenças mais prevalentes no século XXI, acometendo indivíduos em todas as idades  (ROMAGUERA, SANTOS, 2015; BOARETTO et al., 2023). 

Dentre os cânceres, o câncer de pele é a neoplasia maligna com maior taxa de  incidência no Brasil e no mundo, alcançando percentual de cerca de 30% de todos os tumores  com perfil de malignidade que são diagnosticados (BRASIL, 2024). Compreende um grave  problema de saúde pública no mundo, figurando como uma das principais causas de morte e,  consequentemente, como uma das barreiras para o aumento da expectativa de vida. Na  maioria dos países, corresponde à primeira ou à segunda causa de morte prematura, antes dos  70 anos (SANTOS et al., 2023). Possui taxas de incidência e mortalidade que tendem a  aumentar continuamente, principalmente em regiões com habitantes de pele branca (ROKY et  al., 2024). 

O câncer de pele divide-se em dois tipos: o câncer de pele não melanoma e o câncer de  pele melanoma. No Brasil, o tipo mais comum é o não melanoma, com altas chances de cura  se diagnosticado precocemente. Por sua vez, o do tipo melanoma, que representa apenas 1%  dos casos e, apesar de menos frequente, tem maior potencial para gerar metástases (INCA,  2024; ONCOGUIA, 2024). Além disso, incide maiores taxas de mortalidade, correspondendo  a cerca de 40% dos óbitos relacionados a tumores cutâneos, o que o torna um desafio para o  sistema de saúde (SBCO, 2023). 

O diagnóstico precoce do câncer de pele melanoma se mostra como peça-chave para o  sucesso do tratamento, uma vez que, quando diagnosticado em fases tardias são reduzidas as  chances de desfechos favoráveis. A abordagem a esse paciente exige uma abordagem que  integra ações multiprofissionais multidisciplinares contemplando estratégias que vão desde a  cirurgia, que remove o tumor, e, em estágios mais avançados, a imunoterapia, a terapia-alvo e  a quimioterapia. Em todo o processo, os cuidados de Enfermagem são fundamentais,  incluindo ações de prevenção, diagnóstico, apoio ao tratamento e seguimento nos casos de  insucesso que culminam em cuidados paliativos. 

Teve-se como problema de pesquisa: Quais os impactos dos cuidados de Enfermagem  na assistência ao paciente com câncer de pele melanoma? 

A presente pesquisa justificou-se pela necessidade de compreender a relevância da  Enfermagem no cuidado ao paciente com câncer melanoma. Considerando que o câncer de  pele melanoma apesar de raro, requer diagnóstico precoce e tratamento oportuno, pela  tendência à evoluções desfavoráveis quando diagnosticado tardiamente, torna fundamental  compreender os impactos dos cuidados de Enfermagem na assistência ao paciente com este tipo de câncer. Estes profissionais estão envolvidos na assistência desde à prevenção  perpassando pelo diagnóstico, tratamento e cura, bem como acompanhamento dos pacientes  com desfechos incertos, para os quais os cuidados paliativos são realidade. Com base no  reconhecimento de seu papel e da relevância dos cuidados de Enfermagem, os profissionais  enfermeiros devem estar dotados de conhecimentos, habilidades e atitudes que incidam  positivamente no bem-estar e na qualidade de vida de tais pacientes. 

Desse modo, teve-se como objetivo compreender os impactos dos cuidados de  Enfermagem na assistência ao paciente com câncer de pele melanoma. 

2. REVISÃO DA LITERATURA 

A palavra câncer vem do grego karkínos, significa caranguejo e foi utilizada pela  primeira vez por Hipócrates (460-377 a.C.), o pai da medicina. Não é uma doença nova,  havendo relatos de detecção da patologia em múmias egípcias, o que indica que acomete o ser  humano há mais de três mil anos antes de Cristo. Com base nos avanços em sua investigação,  temos hoje o conceito de que o câncer compreende o nome dado a um conjunto de mais de  100 doenças cujo ponto comum é o crescimento desordenado de células, com capacidade para  invadir tecidos e órgãos vizinhos (BRASIL, 2019).  

A formação do câncer está relacionada à ativação dos oncogenes a qual envolve  alterações genéticas nos proto-oncogenes celulares através de três mecanismos genéticos: a  mutação, a amplificação gênica e rearranjos cromossômicos. Na mutação os proto-oncogenes  são ativados por meio de alterações estruturais nas suas proteínas, com isso há indução de  atividade celular descontrolada e contínua das regiões da proteína alteradas. Já a ampliação  gênica corresponde à expansão do número de cópias de um gene dentro do genoma de uma  célula que ocorre por meio da replicação redundante do DNA genômico, frequentemente  dando origem a anormalidades nos cariótipos. Por sua vez, os rearranjos cromossômicos  consistem em translocações cromossômicas e, menos frequentemente, inversões  cromossômicas, comumente associadas à malignidade hematológica. A ativação de um ou  mais destes mecanismos, leva a formação dos tumores humanos dando origem às neoplasias (KUFE et al., 2003). 

Dentre os cânceres, o de pele ocorre devido ao crescimento anormal e descontrolado  das células que compõem a pele. Os tipos mais comuns são os carcinomas basocelulares e espinocelulares, responsáveis por 177 mil novos casos da doença por ano. Com menor  incidência, porém de caráter mais letal, está o câncer de pele melanoma, para o qual se espera,  anualmente, uma média de 8,4 mil casos novos (SBD, 2025). O câncer de pele cursa com  elevado ônus psicossocial e econômico para os indivíduos e famílias acometidas,  comunidades e sistemas de saúde, com impactos expressivos na saúde pública global  (SIEGEL; MILLER; JEMAL, 2018).  

Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontaram que para cada ano do  triênio 2023 a 2025 foram estimados cerca de 220.490 casos novos de câncer não melanoma,  com um risco estimado de 101,95 por 100 mil habitantes. Destes casos 101.920 ocorreriam  em homens e 118.570 em mulheres, com risco estimado de 96,44 casos novos a cada 100 mil  homens e 107,21 a cada 100 mil mulheres. Por sua vez, para o câncer de pele melanoma, são  estimados 8.980 casos novos no período, com risco de 4,13 por 100 mil habitantes. Dos casos  previstos, 4.640 alcançariam o público masculino e 4.340 o feminino, com riscos de 4,37 para  cada 100 mil homens e 3,90 casos novos a cada 100 mil mulheres (INCA, 2024). Dados  recentes apontam que, no Brasil, a mortalidade por melanoma variou de 1.547 a 1.959 óbitos  por ano no período compreendido entre os anos de 2013 e 2022. Foi mais elevada no público  masculino e em pessoas de cor branca (SILVA et al., 2024). 

Considerando o ano de 2025, nos Estados Unidos da América (EUA) espera-se o  diagnóstico de 212.200 novos casos de melanoma, dos quais 107.240 casos serão in situ, ou  seja, confinados à epiderme e 104.960 casos invasivos, destes últimos 60.550 em homens e  44.410 em mulheres. No que se refere à mortalidade, no referido ano são estimados o óbito de  8.430 pessoas por melanoma, dos quais 5.470 serão homens e 2.960, mulheres. Levando em  consideração o fator idade, homens com 49 anos ou menos têm maior probabilidade de  desenvolver melanoma do que qualquer outro câncer, exceto câncer de cólon e reto. Por sua  vez, as mulheres com 49 anos ou menos são mais propensas a desenvolver melanoma do que  qualquer outro câncer, exceto câncer de mama e tireoide (AMERICAN CANCER SOCIETY,  2025). 

Quanto aos fatores de risco, a radiação solar compreende o principal fator para todos  os tipos de câncer de pele, por induzir lesões cumulativas ao DNA celular. Para o câncer de  pele melanoma, merecem destaque ainda as radiações ultravioletas não naturais, como  lâmpadas e câmaras de bronzeamento artificial, bem como exposição aos bifenilos  policlorados, compostos orgânicos artificiais tóxicos que persistem no ambiente e são capazes  de induzir danos ao fígado e à pele, bem como gerar câncer (WILD; WEIDERPASS;  STEWART, 2020). Somam-se ainda, fatores endógenos como o estresse genotóxico, obesidade, envelhecimento, predisposição genética, histórico reprodutivo, condições imunes,  etnia, sexo biológico, alterações hormonais e fatores exógenos como a radiação ionizante,  raios ultravioleta A (UVA) e ultravioleta B (UVB), tabagismo, dieta, uso de agentes  hormonais orais ou injetáveis, infecção viral e etilismo (BOARETTO et al., 2023). 

Como medida de prevenção, o uso diário regular de um protetor solar com fator de  proteção solar (FPS) 30 ou superior reduz o risco de desenvolver melanoma em 50%  (AMERICAN CANCER SOCIETY, 2025). De acordo com o Ministério da Saúde (MS)  recomenda-se evitar exposição ao sol entre as 10 horas e 16 horas, pois nesse período os raios  solares tendem a ter maior intensidade. O uso de protetor solar com FPS 15 ou mais se mostra  fundamental, bem como uso de óculos de sol com proteção ultravioleta (UV), roupas que  protegem o corpo que podem contar com proteção UV, chapéus de abas largas e guarda-sol. A  recomendação se estende aos dias nublados. Válido ressaltar que, indivíduos com tatuagem  devem estar atentos a eventuais lesões (BRASIL, 2025). 

O câncer do tipo melanoma origina-se nos melanócitos, células responsáveis pela  síntese de melanina. Caracteriza-se pelo aparecimento de lesões pigmentadas assimétricas, de  bordas irregulares, com coloração heterogênea e crescimento progressivo (BRASIL, 2024). É  caracterizado pelo aparecimento de lesões pigmentadas assimétricas, com bordas irregulares,  coloração heterogênea e crescimento progressivo, Em fases iniciais, as taxas de cura podem  superar 90%, porém reduzem para menos de 50% quando a espessura tumoral ultrapassa 4mm  (SBCO, 2023). 

O diagnóstico do câncer de pele melanoma é feito através do exame clínico das lesões  e pela dermatoscopia e a confirmação através da biópsia (BRASIL, 2024). O exame da pele  pode ser feito pela própria pessoa e é útil para direcionar o diagnóstico. Para isso, pode-se  empregar a regra do ABCDE, cujas letras contemplam os principais sintomas relacionados ao  agravo. Assimetria, geralmente, um tumor na pele é assimétrico. Bordas irregulares, as lesões  cancerígenas tendem a apresentar contornos não definidos. Cor variável, as lesões de pele  preditivas de câncer tendem a apresentar irregularidade no tom, misturando marrom,  avermelhado, preto, entre outras cores. Diâmetro, lesões com diâmetro maior do que 6  milímetros, podem ser indicativas de tumores cancerígenos. Evolução, de modo geral, lesões  com características de malignidade tendem a crescer e mudar de forma ou cor com o passar  do tempo (BRASIL, 2025). 

O tratamento do melanoma é baseado no cuidado multiprofissional e multidisciplinar,  pois envolve diversas intervenções, dentre elas a cirurgia, que se apresenta como abordagem  de primeira escolha, e nos estágios iniciais pode ser realizada em nível ambulatorial. Além desta, pode-se abrir mão da imunoterapia, terapia-alvo e radioterapia, de acordo com o estágio  e extensão da doença. Atualmente, os avanços científicos trouxeram novos recursos, como é o  caso do Ipilimumabe e Pembrolizumabe, imunoterápicos inibidores de checkpoint  imunológico utilizados neste tipo de câncer (BARCALA et al., 2023; INCA, 2024). 

O paciente com doença oncológica experimenta vários sentimentos relacionados ao  processo de adoecimento, como medo, tristeza, incerteza da cura, ansiedade quanto ao  diagnóstico e tratamento e sensação da perda da finitude. O medo da morte é uma realidade  para os indivíduos que vivenciam o câncer, o qual está diretamente relacionado à incerteza de  como será esse momento. Nesse contexto, os profissionais de Enfermagem assumem papel de  grande relevância. O enfermeiro deve possuir habilidades de comunicação efetiva, pautada na  ética profissional e no relacionamento humano, ser capaz de identificar lesões suspeitas, guiar  e acompanhar o paciente no processo de diagnóstico e tratamento, bem como para aqueles que  alcancem a cura, garantir que siga recebendo o acompanhamento. Além disso, é um dos  profissionais que acompanha os pacientes que não tiveram sucesso no tratamento e, cujos  cuidados paliativos serão uma realidade (BUSHARSKY, 2015; LOPES, 2025). 

3. METODOLOGIA  

Trata-se de uma revisão integrativa que compreende estratégia de pesquisa com maior  abrangência em relação às outras modalidades de revisão de literatura, pois possibilita ao  pesquisador incluir diversos estudos, consolidando achados e trazendo um delineamento geral  acerca do tema. Foi realizada em seis etapas, compreendidas em identificação do tema;  estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão; identificação dos estudos pré selecionados e selecionados; categorização dos estudos selecionados; análise e interpretação  dos dados e apresentação da revisão/síntese do conhecimento (BOTELHO, CUNHA e  MACEDO, 2011). 

Para elaboração da pesquisa foi utilizado o método Preferred Reporting Items for  Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), conforme o Fluxograma 01. A questão  norteadora foi elaborada com base na estratégia PICO, que constitui o acrônimo para  Paciente, Intervenção, Comparação (não se aplicou ao estudo) e “Outcomes” (desfecho, em  português), incluíram-se os seguintes termos para contemplar a proposta: pacientes com  câncer de pele melanoma, cuidados de Enfermagem ao paciente com melanoma e impactos de tais cuidados aos pacientes. Teve-se como questão norteadora: Quais os impactos dos  cuidados de Enfermagem na assistência ao paciente com câncer de pele melanoma? A busca na literatura ocorreu no mês de Agosto de 2025 tendo sido incluídos artigos  publicados na língua inglesa e/ou portuguesa, publicados nos últimos dez anos (2015-2025), e  cujos resultados contemplaram achados que responderam ao nosso problema de pesquisa. A  pesquisa baseou-se na associação dos seguintes descritores disponíveis na lista de Descritores  em Ciências da Saúde (DeCS) em português “cuidados de Enfermagem”, “câncer de pele” e  “melanoma”, todavia, por não terem sido encontrados estudo nas bases de dados optou-se por  utilizar os respectivos termos em inglês “nurse care”, “skin cancer” e “melanoma”. As bases  de dados selecionadas incluem MEDLINE e Science Direct. Foram excluídas publicações  repetidas e cujos resultados não responderam ao problema de pesquisa. Outras bases de dados  (Scielo, LILACS e PubMed) foram visitadas, porém não contemplaram estudos relacionados  à temática.

Fluxograma 01. Fluxograma Prisma de identificação, seleção e inclusão das publicações  aplicadas à revisão integrativa, Maceió, AL, Brasil, 2025.

Fonte: Dados da pesquisa, 2025.

4. ANÁLISE DOS DADOS 

Foram identificados 387 artigos, dos quais cinco encontravam-se em duplicidade, estes  foram excluídos, assim como aqueles cujos títulos tratavam de outras temáticas. Após leitura  dos títulos foram selecionados 14 artigos, dos quais somente oito perfizeram os critérios de  inclusão e foram inteiramente analisados neste estudo. As considerações acerca dos artigos  selecionados encontram-se delineadas no Quadro 01.

Quadro 01. Considerações acerca dos artigos identificados para a revisão integrativa.  Maceió, AL, Brasil, 2025.

Autores (Ano) Periódico Idioma Título do estudo  (traduzido para o  Português)Considerações relevantes
Ferguson,  Telfort e  Gochett  (2025)Clinical  Journal of  Oncology  NursingInglês Terapia de linfócitos infiltrantes de tumor para melanoma: considerações de Enfermagem.Os profissionais de Enfermagem  possuem papel fundamental na  implementação da terapia com  linfócitos infiltrantes, a Lifileucil.  Integram a equipe interprofissional.  São fundamentais na educação em  saúde e suporte aos pacientes e seus  familiares durante o tratamento.
Kamminga et  al. (2025)JMIR Câncer Inglês Explorando os motivos  por trás dos planos ideais  de cuidados de  sobrevivência ao  melanoma com múltiplas  partes interessadas: um  estudo de cocriação.O estudo pontua quatro principais  categorias de cuidados de  sobrevivência para pacientes com  diagnóstico de câncer melanoma.  Incluem informações e  educação sobre a doença, seu  tratamento e os possíveis efeitos  precoces e tardios, identificação e  tratamento da doença e efeitos da  terapia em todos os domínios  possíveis (físico e psicossocial),  acompanhamento oncológico com  vigilância para progressão do câncer,  recorrências ou segundos cânceres e  coordenação entre todos os  prestadores de cuidados de saúde  envolvidos no processo de cuidado,  para garantir que as necessidades de  saúde do sobrevivente sejam  atendidas.
Kattach et al. (2025)Journal of 
Advanced Nursing
Inglês Tradução do título:  Modelos de prestação de  serviços liderados por enfermeiros para detecção  do câncer de pele: uma  revisão sistemática.Modelos liderados por enfermeiros demonstram potencial para alta precisão diagnóstica em câncer de  pele, eficácia no tratamento e aprimoramento da educação do paciente sobre o autoexame da pele. Embora a definição de papéis  continue sendo um desafio, os  enfermeiros desempenham um papel  fundamental no apoio aos dermatologistas para atender à crescente demanda por encaminhamentos associados ao tratamento do câncer de pele.
Strunk et al.  (2023)Annals of  Palliative  MedicineInglês Sensibilização para  efeitos colaterais  relacionados ao sistema  imunológico em  
pacientes oncológicos  sob cuidados paliativos:  relato de dois casos.
Os profissionais de saúde, dentre eles  o enfermeiro, devem ser  sensibilizados acerca dos eventos adversos ao tratamento. A educação  em saúde é ferramenta primordial  nesse processo, devendo ser  implementada em clínicas e ambientes de assistência à saúde.
Reilly et al.  (2023)JMIR  DermatologyInglês Experiências do usuário  em uma intervenção  digital para apoiar o  
autoexame total da pele por sobreviventes de  melanoma: avaliação  qualitativa aninhada  inserida em um ensaio  clínico randomizado.
A tecnologia representa uma importante aliada no cuidado ao  paciente sobrevivente do câncer  melanoma, mas é fundamental que a  educação seja transmitida por profissional, como o enfermeiro dermatologista, para guiar o processo  de avaliação da pele na identificação  de potenciais lesões sugestivas de recidiva.
Padden et al. (2020)Clinical  Journal of  Oncology  NursingInglês Metástases cutâneas: um caso sobre atendimento clínico a pacientes.Estudo traz sobre a importância da  capacitação do enfermeiro no  tratamento da ferida oncológica em  pacientes com câncer de pele que  evoluem com metástase, de modo a limitar o sofrimento e promover  qualidade de vida.
Stratton et al. (2020)JMIR  DermatologyInglês Oferecendo educação em  exame clínico de pele para enfermeiros usando  uma abordagem de  microaprendizagem baseada na Internet:  desenvolvimento e  viabilidade de uma  intervenção em vídeo.Aborda considerações sobre a  atuação dos enfermeiros na atenção  primária sinalizando que estes são  capazes de promover a condução de  efeitos adversos. Todavia, ressalta a  importância da educação continuada  realizada por meio de uma estratégia  de aprendizagem por vídeo voltada  ao aperfeiçoamento destes  profissionais. 
Dummer et al. (2019)ESMO Open Inglês Como trato o melanoma metastático.Elenca que o paciente é o foco do  tratamento. A assistência deve estar  embasada na constante educação  continuada e ser realizada através de  uma visão interdisciplinar.
Fonte: Dados da pesquisa, 2025.

O estado da arte contemplou a análise de estudos, todos na língua inglesa, trazendo um  reflexo da literatura internacional acerca da temática do câncer de pele melanoma. Os achados  apontam que a atuação dos profissionais enfermeiros têm impactos significativos no cuidado  ao paciente com câncer de pele, com ações que vão desde a prevenção, perpassando pelo  diagnóstico, tratamento e recuperação.  

Os enfermeiros desempenham um importante papel junto aos profissionais  dermatologistas, seus conhecimentos induzem a uma alta precisão na análise diagnóstica do câncer de pele. No contexto de análise, esses profissionais são fundamentais diante da  crescente demanda de indivíduos que evoluem com acometimento pelo câncer de pele  (KATTACH et al., 2025). De forma complementar o estudo de Ferguson, Telfort e Gochett  (2025) traz que o enfermeiro tem conhecimentos e habilidades para reconhecer sinais e  sintomas de uma infecção, bem como monitorar sinais vitais, avaliar exames laboratoriais do  paciente; e consegue ainda identificar eventuais anormalidade e/ou alterações que possam  estar presentes, trazendo melhores resultados no processo de tratamento do paciente. 

Pesquisa desenvolvida no Reino Unido acerca do aplicativo ASICA, tecnologia cujo  significado compreende “Alcançado o autocuidado integrado e pós-tratamento do câncer”  trouxe que o recurso é uma estratégia aliada no acompanhamento e monitoramento da pele de  pessoas sobreviventes ao melanoma. Além disso, relata a importância da educação transmitida  por profissional, dentre eles, o enfermeiro dermatologista, para um adequado direcionamento  da avaliação da pele para identificação de potenciais lesões sugestivas de melanoma, que  possam voltar a surgir após o tratamento (RELLY et al., 2023). 

Outro estudo aponta que os enfermeiros são integrantes da equipe interprofissional,  coordenando sua assistência junto com demais profissionais da área da oncologia, como  cirurgiões, profissionais da terapia celular e da farmácia. Os profissionais da Enfermagem tem ação fundamental na implementação da terapia com linfócitos infiltrantes, a Lifileucil,  estratégia terapêutica disponível nos Estados Unidos da América, ainda não aprovada no  Brasil. Também expressam suas contribuições no processo de educação em saúde e suporte  aos pacientes e seus familiares, trazendo impactos positivos durante o tratamento  (FERGUSON; TELFORT; GOCHETT, 2025).  

Estudo realizado com a finalidade de analisar o melhor plano de cuidados de  sobrevivência para paciente com melanoma, trouxe o enfermeiro oncológico como sendo um  dos profissionais da equipe de saúde. Apesar de não pontuar especificamente acerca da função  do enfermeiro, traz acerca das funções dos profissionais de saúde as quais incluem informar,  preparar e capacitar os pacientes sobre lesões com perfil de recorrência, melhorar o  autogerenciamento dos pacientes e aliviar suas preocupações, elaborar um cronograma de  acompanhamento pessoal, identificar e fornecer suporte ou tratar problemas psicossociais,  demonstrar empatia pelas necessidades dos pacientes, fornecer informações confiáveis  e fornecer um ponto de contato acessível para os pacientes (KAMMINGA et al., 2025). 

Eventos adversos são condições comuns ao tratamento oncológico. Nesse contexto,  estudo realizado pela Universidade do Arizona trouxe que os enfermeiros de atenção primária  estão bem posicionados para conduzir eventos adversos, mas para isso precisam de mais treinamento acerca do tema, pois possuem restrições de tempo para educação continuada.  Com a finalidade de aperfeiçoar os conhecimentos destes profissionais, uma intervenção  digital baseada em microaprendizagem se apresentou como abordagem promissora para  fornecer novas informações em um curto período. Segundo os autores, os vídeos, se traduzem  como uma tecnologia promissora para a educação continuada, de modo que os profissionais  enfermeiros possam adquirir conhecimentos de modo a ter um melhor direcionamento no  exame clínico da pele, propiciando cuidados primários que tem como foco a detecção precoce  do câncer de pele melanoma (STRATTON et al., 2020).  

O desenvolvimento de metástases é uma realidade para o câncer de pele melanoma,  como já citado, apesar de raro, tem maior chance de disseminação e maior letalidade. Assim,  os enfermeiros devem estar cientes e informados sobre como cuidar de pacientes com  metástases cutâneas, direcionando intervenções capazes de minimizar o sofrimento destes,  especialmente no tratamento da ferida oncológica. Além disso, cabe ao profissional da  Enfermagem garantir o atendimento às preocupações psicossociais dos pacientes, visando  melhorar a qualidade de vida dos mesmos (PADDEN et al., 2020). De modo complementar,  cabe pontuar a necessidade de uma visão interdisciplinar, incluindo os cuidados de  enfermagem qualificados, para os quais a educação é parte do trabalho diário, em especial  com temas em dermato-oncologia (DUMMER et al., 2019). 

Devido à potencialidade para desfechos desfavoráveis do câncer de pele melanoma e  dos potenciais efeitos adversos ao tratamento, os cuidados paliativos se tornam uma realidade.  Dessa forma, as equipes de cuidados paliativos, das quais o enfermeiro é parte integrante,  possuem um papel importante na assistência ao paciente. Tais profissionais, atuantes em  instituições de assistência em saúde devem receber educação continuada, de modo a estar  aptos para a detecção de eventos adversos relacionados ao sistema imunológico, garantindo  que haja o tratamento oportuno (STRUNK et al., 2023). 

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Pode-se compreender que o cuidado de Enfermagem tem impacto positivo na  assistência ao paciente com câncer de pele melanoma. Os estudos analisados possibilitaram  compreender que a relevância do profissional enfermeiro reside no fato de que, com seus  conhecimentos o mesmo está presente nas diversas etapas do cuidado, desde o diagnóstico, tratamento, educação do paciente, reconhecimento de potenciais efeitos adversos, prestação  dos cuidados paliativos e uso de tecnologias e novas terapias. 

Todavia, esta revisão integrativa apresenta algumas limitações. Primeiro, a busca  bibliográfica limitou-se a publicações em inglês, pois ao aplicar critérios de busca de artigos  em português, os estudos identificados tratavam de outras tipologias de câncer. Segundo,  apenas três bases de dados bibliográficas foram pesquisadas, devido ao tempo reduzido e, por  isso, outras pesquisas relevantes à temática podem não ter sido analisadas. 

Considerando o número reduzido de artigos analisados, esta pesquisa não esgota aqui,  mas poderá servir como ferramenta para o desenvolvimento de pesquisas futuras acerca da  temática, a ser realizada in loco, em instituição de saúde referência no tratamento ao paciente  com câncer de pele melanoma, a fim de alcançar maior conhecimento sobre a assistência de  Enfermagem a esse público de pacientes. 

REFERÊNCIAS 

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BOTELHO, Louise Lira Roedel; CUNHA, Cristiano Castro de Almeida; MACEDO,  Marcelo. O método da revisão integrativa nos estudos organizacionais. Gestão e Sociedade,  v. 5, n.11, p.121-136, 2011. Disponível em: https://ges.face.ufmg.br/index.php/gestaoesociedade/article/view/1220/906. Acesso em: 22  ago 2025. 

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BRASIL. Ministério da Saúde. Câncer de pele. Brasília: Ministério da Saúde, 2024.  Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-pele.  Acesso em: 09 set. 2025. 

BUSHATSKY, Normal. Importância e atuação do enfermeiro na equipe oncológica. In:  MARQUES, Cristina de Lima Tavares et al. Oncologia: uma abordagem multidisciplinar.  Recife: Carpe Diem Edições e Produções Ltda, 2015. 

DUMMER, Reinhard et al. How I treat metastatic melanoma. ESMO Open, v.4, sup. 2,  2019. doi: https://doi.org/10.1136/esmoopen-2019-000509. Acesso em: 31 ago 2025. 

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1Discente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário CESMAC Campus Maceió. e-mail: eduardacamiladesouza@gmail.com

2Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário CESMAC Campus Maceió. Mestre em  Ensino na Saúde pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas. e-mail:  hudinhalinda@hotmail.com 

3Docente do Curso de Medicina da Universidade Federal de Alagoas. Doutor em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Sergipe. e-mail: ewerton.santos@famed.ufal.br

4Enfermeira pela Universidade de Pernambuco Campus Petrolina. Especialista em Urgência e Emergência e Mestre em Dinâmicas de Desenvolvimento do Semiárido pela Univasf Campus Petrolina. e-mail: nascimentomairaa@outlook.com