CORRELAÇÃO DE SARCOPENIA E EQUILÍBRIO EM IDOSOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

CORRELATION OF SARCOPENIA AND BALANCE IN ELDERLY: A SYSTEMATIC REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511171530


Vitória Piazza Lordani


Resumo 

O processo de envelhecimento está associado a diversas alterações fisiológicas, entre elas a sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de massa muscular, força e desempenho físico. Essa condição representa um fator de risco significativo para quedas e comprometimento do equilíbrio em idosos, impactando diretamente na funcionalidade e qualidade de vida dessa população. O presente trabalho tem como objetivo investigar, por meio de uma revisão sistemática da literatura, a correlação entre sarcopenia e equilíbrio em indivíduos idosos. A busca foi realizada em bases de dados como PubMed, SciELO e Scopus, utilizando descritores como “sarcopenia”, “equilíbrio” e “idosos”. Os estudos incluídos indicam uma forte associação entre a presença de sarcopenia e a piora do controle postural e estabilidade corporal, evidenciando que a perda muscular afeta diretamente o equilíbrio e aumenta o risco de quedas. Conclui-se que a identificação precoce e o manejo adequado da sarcopenia são fundamentais na prevenção de distúrbios de equilíbrio e na promoção da saúde do idoso.

Palavras-chave: sarcopenia. equilíbrio. idosos. revisão sistemática. envelhecimento.

Abstract 

The aging process is associated with various physiological changes, among which sarcopenia stands out. It is characterized by the progressive loss of muscle mass, strength, and physical performance. This condition represents a significant risk factor for falls and impaired balance in older adults, directly affecting their functionality and quality of life. This study aims to investigate, through a systematic literature review, the correlation between sarcopenia and balance in elderly individuals. The search was conducted in databases such as PubMed, SciELO, and Scopus, using descriptors like “sarcopenia,” “balance,” and “elderly.” The included studies indicate a strong association between the presence of sarcopenia and reduced postural control and body stability, demonstrating that muscle loss directly affects balance and increases the risk of falls. It is concluded that early identification and appropriate management of sarcopenia are essential for preventing balance disorders and promoting elderly health.

Keywords: sarcopenia. balance. elderly. systematic review. aging.

1. INTRODUÇÃO 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a partir dos 60 anos uma pessoa é considerada idosa. No Brasil, há mais de 28 milhões de idosos, o que representa cerca de 13% da população. Esse percentual pode dobrar nas próximas décadas, conforme projeções do IBGE (2018).

O envelhecimento é um processo que envolve alterações morfológicas e fisiológicas no organismo. Acredita-se que, a partir do final da segunda década de vida, essas mudanças começam a ocorrer de forma sutil e progressiva, tornando-se mais perceptíveis ao longo do tempo. Até o final da terceira década, já podem ser observadas as primeiras alterações funcionais e estruturais associadas ao envelhecimento (LEITE et al., 2012). 

A prevalência da sarcopenia varia conforme a idade, em indivíduos entre 65 a 70 anos, 13% a 24% podem ser afetados, enquanto a partir dos 80 anos, a taxa aumenta para 50% dos idosos. Os dados sobre prevalência e incidência são variados, atingindo de 6% a 12% dos idosos a partir dos 60 anos, independentemente do sexo. No entanto, a partir dos 75 anos, a sarcopenia torna-se mais frequente em homens (58%) do que em mulheres (45%), devido à maior redução dos níveis de hormônio do crescimento, testosterona e do fator de crescimento semelhante à insulina. 

O aumento da população idosa, evidencia a necessidade de estudos que explorem estratégias eficazes para minimizar a incapacidade e a dependência causadas pela sarcopenia. Nesse contexto, a fisioterapia surge como uma ferramenta fundamental para retardar a perda muscular, melhorar a funcionalidade e promover a qualidade de vida dos idosos. (JUNIOR; FRANÇA; CRUVINEL, 2017).

Os idosos enfrentam diversas mudanças, incluindo a perda de até 40% da massa muscular e uma redução significativa da força, o que compromete sua independência, dificultando atividades cotidianas, como a locomoção e a realização de tarefas diárias. Pesquisas demonstram que os exercícios resistidos influenciam diretamente a massa muscular, proporcionando mais força, equilíbrio e mobilidade, promovendo melhora da marcha, redução do risco de quedas e favorecendo a autonomia cotidiana (RIBEIRO; DANTAS, 2020).

Estudos também indicam que o treinamento de força realizado de duas a três vezes por semana melhora a função física, a velocidade da marcha, a capacidade de subir e descer degraus e o equilíbrio em indivíduos com sarcopenia, reforçando a importância dessa modalidade de exercício na prevenção da perda de massa muscular, força e desempenho físico (VIANA, 2016).

Quando a sarcopenia já está instalada, diversas estratégias surgem para tratar a síndrome e o mesmo ocorre quando se objetiva a sua prevenção.  Diante dessa perspectiva, a Fisioterapia tem como objetivo minimizar o processo da degradação neuromuscular e atrofia muscular, fortalecendo a musculatura e contribuindo para a manutenção do equilíbrio, reduzindo assim, o risco de quedas, fraturas, hospitalizações e dependências funcionais (Freitas et al., 2019).

Logo, a sarcopenia pode expor os idosos a diversos riscos indesejáveis, como quedas, fraturas, incapacidade física, perda de funcionalidade e redução da qualidade de vida, podendo, em casos mais graves, levar à mortalidade. Diante disso, torna-se essencial investigar abordagens fisioterapêuticas eficazes para o tratamento.

Dessa forma, a presente pesquisa justifica-se pela relevância científica e social em reunir e analisar evidências que contribuam para o aprimoramento das práticas fisioterapêuticas voltadas à saúde do idoso. Assim, este estudo tem como objetivo investigar, por meio de uma revisão sistemática da literatura, a correlação entre a sarcopenia e o equilíbrio em idosos, a fim de oferecer subsídios teóricos e práticos para a elaboração de programas preventivos e de reabilitação mais eficazes.

Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com levantamento bibliográfico realizado em bases como Scientifique Eletronics Library Online (SciELO), periódicos da PubMed, Google Acadêmico, PEDro, e livros de geriatria. 

Ao longo deste artigo, serão abordados os seguintes tópicos:

1.1) Revisão conceitual sobre a sarcopenia – definição, critérios diagnósticos e fatores de risco associados à síndrome.

1.2) Impactos da sarcopenia no equilíbrio e funcionalidade dos idosos – com ênfase nas consequências para a marcha, estabilidade postural e risco de quedas.

1.3) Evidências científicas sobre intervenções fisioterapêuticas – com destaque para a eficácia do exercício resistido e outras abordagens no manejo da sarcopenia.

1.4) Discussão dos achados e implicações clínicas – análise crítica dos estudos revisados, limitações e perspectivas para futuras pesquisas.

1.1 Revisão conceitual sobre a sarcopenia

A sarcopenia é uma síndrome geriátrica progressiva e generalizada, caracterizada pela redução da massa muscular esquelética, acompanhada de diminuição da força muscular e do desempenho físico. Originalmente descrita por Irwin Rosenberg em 1989, o termo deriva do grego sarx (carne) e penia (perda), referindo-se diretamente à perda muscular associada ao envelhecimento (ROSENBERG, 1989).

O European Working Group on Sarcopenia in Older People (EWGSOP), em sua primeira publicação em 2010, estabeleceu critérios diagnósticos com base na presença de baixa massa muscular associada à diminuição da força e/ou do desempenho físico. Em 2019, o grupo atualizou suas diretrizes (EWGSOP2), destacando a força muscular como o principal indicador para triagem e diagnóstico da sarcopenia, com avaliação complementar da massa e da performance física (CRUZ-JENTOFT et al., 2019).

Os fatores de risco para o desenvolvimento da sarcopenia são multifatoriais e incluem: envelhecimento fisiológico, sedentarismo, má nutrição (especialmente deficiência proteica), doenças crônicas (como diabetes, insuficiência cardíaca e câncer), alterações hormonais e processos inflamatórios crônicos. O declínio hormonal, especialmente de testosterona, estrogênio, hormônio do crescimento e IGF-1, está diretamente relacionado à perda muscular e à dificuldade de regeneração tecidual.

Os métodos utilizados para avaliação da sarcopenia incluem testes de força (como o teste de preensão manual), medidas de massa muscular (por bioimpedância elétrica – BIA ou absorciometria de dupla energia – DEXA), além de testes de desempenho físico, como a velocidade da marcha, o Short Physical Performance Battery (SPPB) e o teste de levantar da cadeira (FREITAS, E. F. et al. 2020).

A identificação precoce da sarcopenia é fundamental para prevenir sua progressão e os impactos funcionais associados. Intervenções adequadas e oportunas podem contribuir para a reversão do quadro ou, ao menos, para a manutenção da funcionalidade do idoso.

1.2 Impactos da sarcopenia no equilíbrio e na funcionalidade dos idosos

A sarcopenia interfere diretamente na capacidade funcional dos idosos, afetando componentes essenciais para a independência, como o equilíbrio postural, a marcha e a realização de atividades da vida diária. A perda de massa e força muscular compromete a estabilidade corporal, aumentando significativamente o risco de quedas, que são uma das principais causas de morbidade, hospitalizações prolongadas e mortalidade nessa população (RIBEIRO; DANTAS, 2020).

Estudos demonstram que indivíduos com sarcopenia apresentam menor desempenho em testes de equilíbrio estático e dinâmico, além de menor velocidade de marcha e dificuldade para realizar tarefas que exigem transferência de peso ou mudanças de direção (VIANA, 2016). A fragilidade muscular nos membros inferiores, em especial, está diretamente associada ao prejuízo do controle postural, uma vez que são esses grupos musculares que fornecem a sustentação e as respostas de correção frente aos desequilíbrios corporais.

Outro aspecto relevante é a relação entre sarcopenia e a síndrome da fragilidade, uma condição clínica caracterizada por vulnerabilidade a eventos adversos, baixa resistência ao estresse fisiológico e declínio da reserva funcional. A associação entre essas duas condições potencializa os riscos de incapacidades, institucionalização e dependência funcional (FREITAS et al., 2019).

A marcha, por sua vez, é frequentemente afetada. Idosos sarcopênicos tendem a apresentar padrão de marcha mais lento, com menor comprimento do passo, redução da cadência e aumento do tempo de duplo apoio, o que representa uma tentativa compensatória para evitar quedas, mas que, paradoxalmente, pode aumentar o risco de acidentes. A perda de confiança na própria capacidade de locomoção também contribui para o sedentarismo, criando um ciclo vicioso de descondicionamento físico e agravamento da sarcopenia (RIBEIRO; DANTAS, 2020).

Além disso, o comprometimento do equilíbrio em idosos com sarcopenia está relacionado ao aumento na ativação de músculos estabilizadores em tarefas simples, o que indica maior esforço para manter a postura e realizar movimentos cotidianos. Isso evidencia a sobrecarga neuromuscular e a menor eficiência biomecânica nesses indivíduos (JUNIOR; FRANÇA; CRUVINEL, 2017).

Portanto, os impactos da sarcopenia no equilíbrio e na funcionalidade reforçam a importância da sua identificação precoce e da implementação de estratégias terapêuticas eficazes. A fisioterapia, nesse contexto, surge como uma ferramenta fundamental para restaurar o controle postural, melhorar a marcha e prevenir quedas, contribuindo de forma significativa para a manutenção da independência funcional do idoso.

1.3 Evidências científicas sobre intervenções fisioterapêuticas

A fisioterapia desempenha papel fundamental na prevenção e no tratamento da sarcopenia, especialmente por meio de intervenções baseadas em exercícios resistidos, funcionais e de equilíbrio. As evidências científicas demonstram que o treinamento de força é a estratégia mais eficaz para promover a hipertrofia muscular, melhorar a força e a performance física em idosos com sarcopenia (VIANA, 2016).

O exercício resistido atua diretamente na estimulação das fibras musculares do tipo II, que são as mais afetadas pelo envelhecimento. Estudos apontam que treinos realizados de duas a três vezes por semana, com sobrecarga progressiva e supervisionados por profissionais, são capazes de aumentar significativamente a massa muscular, a força e a potência dos membros inferiores, impactando positivamente na marcha, no equilíbrio e na redução do risco de quedas (RIBEIRO; DANTAS, 2020).

Além disso, o fortalecimento muscular melhora a biomecânica corporal e a capacidade de resposta a estímulos externos, contribuindo para a reabilitação do controle postural. Programas de fisioterapia que combinam treino de força com exercícios funcionais, como sentar e levantar, subir degraus e atividades de dupla tarefa, têm demonstrado alta efetividade na recuperação da autonomia em idosos sarcopênicos (FREITAS et al., 2019).

O uso de plataformas de equilíbrio, exercícios em bases instáveis e técnicas de treino proprioceptivo também tem sido descrito como eficiente na melhora da estabilidade postural e na prevenção de quedas. Esses métodos atuam na ativação neuromuscular, melhorando os mecanismos de ajuste postural antecipatório e reativo (JUNIOR; FRANÇA; CRUVINEL, 2017).

Outros estudos ainda apontam benefícios de abordagens integradas, como a inclusão de treino aeróbico moderado, estimulação cognitiva associada ao movimento e orientação nutricional, especialmente com foco no consumo adequado de proteínas, vitamina D e aminoácidos de cadeia ramificada (BCAAs), os quais são essenciais para a síntese proteica muscular (CRUZ-JENTOFT et al., 2019).

Portanto, o conjunto das evidências indica que a fisioterapia, ao associar estratégias individualizadas e adaptadas à realidade funcional do idoso, é capaz de reverter ou, ao menos, retardar os efeitos deletérios da sarcopenia. O envolvimento ativo do paciente, a regularidade dos treinos e a atuação interdisciplinar são fatores determinantes para o sucesso da intervenção.

1.4 Discussão dos achados e implicações clínicas.

A análise da literatura demonstra que a sarcopenia é uma condição prevalente entre os idosos e que exerce impactos negativos significativos na funcionalidade, equilíbrio e qualidade de vida. As evidências destacam que a perda progressiva de massa e força muscular compromete atividades cotidianas essenciais, aumentando o risco de quedas, fraturas e dependência funcional, o que exige uma abordagem terapêutica eficaz e interdisciplinar (FREITAS et al., 2019).

A fisioterapia se apresenta como uma estratégia central no enfrentamento da sarcopenia, especialmente por meio da prescrição de exercícios resistidos e funcionais. Os estudos analisados concordam que a prática regular de exercícios, com ênfase em força, equilíbrio e mobilidade, é capaz de promover ganhos expressivos de massa muscular e funcionalidade. Além disso, tais intervenções favorecem a autonomia e reduzem o risco de quedas, o que é essencial para a manutenção da independência do idoso (RIBEIRO; DANTAS, 2020; VIANA, 2016).

Outro ponto relevante é a importância da personalização das intervenções fisioterapêuticas, respeitando as limitações individuais e as comorbidades presentes. A adesão ao tratamento é maior quando os exercícios são adaptados ao contexto do idoso e executados com supervisão adequada, o que reforça a importância do fisioterapeuta como agente ativo na promoção da saúde funcional.

As evidências também apontam para a necessidade de estratégias complementares, como orientação nutricional e incentivo ao engajamento psicossocial. Essa abordagem multifatorial tem demonstrado resultados mais duradouros na prevenção e no tratamento da sarcopenia, principalmente em fases mais avançadas da vida.

Apesar dos avanços, ainda existem lacunas na literatura quanto à padronização de protocolos de intervenção e aos critérios diagnósticos utilizados em diferentes estudos. A heterogeneidade metodológica dificulta a comparação direta dos resultados, o que reforça a necessidade de mais estudos clínicos robustos e bem delineados, especialmente no contexto brasileiro.

Em termos clínicos, os achados reafirmam a importância da avaliação precoce da força muscular e da funcionalidade em idosos, permitindo a identificação da sarcopenia em seus estágios iniciais e a implementação imediata de medidas preventivas. Isso pode não apenas reduzir o ônus individual, mas também aliviar a carga econômica sobre os sistemas de saúde, dada a alta taxa de hospitalizações e complicações associadas à condição.

A sarcopenia representa um dos maiores desafios para a saúde pública frente ao envelhecimento populacional. Sua associação com a perda de equilíbrio, diminuição da força muscular, risco aumentado de quedas e limitação funcional impacta diretamente a autonomia e a qualidade de vida do idoso.

Este estudo evidenciou, com base na literatura científica, que a fisioterapia, especialmente por meio do exercício resistido e de estratégias funcionais, possui papel fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento da sarcopenia. As intervenções fisioterapêuticas demonstram eficácia na melhoria da força muscular, da estabilidade postural e da capacidade funcional, favorecendo o envelhecimento ativo e saudável.

Além disso, os resultados analisados reforçam a importância de uma abordagem interdisciplinar, aliando a fisioterapia ao suporte nutricional e à educação em saúde, promovendo a adesão e o engajamento dos idosos nas estratégias terapêuticas.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de ampliar o acesso a programas de intervenção fisioterapêutica direcionados à população idosa, bem como a produção de pesquisas clínicas de maior robustez metodológica. O diagnóstico precoce da sarcopenia e a implementação de condutas terapêuticas bem estruturadas são essenciais para reduzir os impactos da síndrome e promover maior independência funcional na terceira idade.

Por fim, ressalta-se que o fisioterapeuta possui papel estratégico na reabilitação e manutenção da capacidade funcional do idoso, atuando não apenas na recuperação física, mas também na promoção da saúde, prevenção de agravos e valorização da qualidade de vida.

2. METODOLOGIA 

Este estudo trata-se de uma revisão sistemática da literatura, conduzida de acordo com as diretrizes do PRISMA 2020, (MOHER et al., 2020). (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), com o objetivo de analisar a correlação entre sarcopenia e equilíbrio em idosos. Foram considerados elegíveis para a revisão de estudos que atendam os seguintes critérios: Estudos publicados nos últimos 10 anos (2014 – 2024); idiomas em inglês, português e espanhol; estudos que avaliaram a relação entre a sarcopenia e o equilíbrio em idosos (≥ 60 anos); Ensaios clínicos, estudos observacionais (coorte, caso-controle e transversais) e revisões sistemáticas com metanálise.

Foram adotados como critérios de exclusão: Estudos com amostras de pacientes com doenças neurológicas severas que afetam o equilíbrio (Ex Doença de Parkinson avançada); Artigos de revisão narrativa, cartas ao editor, teses e dissertações; Estudos com amostras mistas (jovens e idosos) sem análise separada para idosos. 

A busca foi realizada nas seguintes bases de dados: PubMed, SciELO, PEDro e Scopus, utilizando os descritores que seguem o padrão DeCS (Descritores em Ciências da Saúde), combinados com operadores booleanos: “sarcopenia” AND “equilíbrio” OR “postural balance” AND “idosos” OR “elderly”. 

O processo de seleção do estudo foi realizado da seguinte maneira: Leitura dos títulos e resumos, excluindo artigos irrelevantes; Leitura na íntegra dos artigos pré-selecionados, conforme os critérios de inclusão e exclusão; Extração dos dados para análise dos principais achados dos estudos.

Os seguintes aspectos foram extraídos e analisados dos artigos incluídos: a amostra do artigo (número de participantes, idade média e critérios diagnosticados com sarcopenia), métodos de avaliação de equilíbrio (Teste de apoio unipodal, escala de Berg), tendo também os principais achados sobre a sarcopenia e o equilíbrio. 

Assim os estudos vão ser apresentados de forma descritiva, e sempre que possível por tabelas comparativas, e a força de evidência científica vai ser avaliada com base na qualidade metodológica dos estudos.

Para garantir a qualidade dos estudos incluídos, será realizada uma avaliação metodológica utilizando ferramentas apropriadas para cada tipo de estudo: Para ensaios clínicos randomizados (ECRs), será utilizada a ferramenta Risk of Bias 2.0 (RoB 2.0), da Cochrane, que avalia o risco de viés nos seguintes domínios: randomização, desvios na intervenção, dados de desfecho e seleção do resultado relatado. Cada estudo será classificado como baixo risco, algum risco ou alto risco de viés. Para estudos observacionais (coorte e caso-controle), será utilizada a Newcastle-Ottawa Scale (NOS), que avalia três domínios: seleção, comparabilidade e desfecho. Os estudos receberão pontuações de acordo com critérios estabelecidos, sendo aqueles com pontuação ≥ 7 considerados de alta qualidade.

3. RESULTADOS 

Nesta revisão sistemática, foram identificados inicialmente 1.544 artigos nas bases de dados Lilacs, Medline, PEdro e Cochrane, além de 7 artigos adicionais a partir das listas de referências. Após a remoção dos duplicados (n =1510), restaram 260 artigos para análise de título e resumo. Assim, 70 artigos foram selecionados para leitura na íntegra, dos quais 46 foram excluídos por estudos que não tratavam de sarcopenia ou equilíbrio (n= 20) estudos que desenvolveram outro tipo de estudo (n= 15) e estudos sem dados suficientes (n=11). Portanto, 24 estudos compuseram a amostra final desta revisão.

O processo de seleção dos estudos pode ser visualizado no fluxograma PRISMA (Figura 1).

Figura 1 – Fluxograma PRISMA do processo de seleção dos estudos

Fonte: Vitória (2025), adaptado de PRISMA (2020).

Tabela 1 – Características dos estudos incluídos

Autor/anoPopulação/ Amostra Objetivo Metodologia Resultados 
Gao S; Yu L; Yi G; Li T; Chen Z; Ding J
431 participantes com diabetes mellitus e sarcopeniaNesta análise, objetivamos demonstrar sistematicamente o impacto da intervenção com exercícios físicos como terapia para pacientes com diabetes mellitus e sarcopenia.Bancos de dados eletrônicos, incluindo PubMed, Embase, Web of Science e o banco de dados Cochrane, foram pesquisados ​​de novembro a dezembro de 2021 em busca de publicações baseadas em intervenção de exercícios em pacientes com sarcopenia.A intervenção com exercícios melhorou significativamente o tempo necessário para se levantar da posição sentada e para “levantar e andar” em pacientes com diabetes mellitus e sarcopenia. Portanto, a intervenção com exercícios deve ser considerada uma terapia relevante para esses pacientes.
Howe, TE, Rochester, L, Neil, F, Skelton, DA, Ballinger, C
Esta atualização incluiu 94 estudos (62 novos) com 9.821 participantes.Examinar os efeitos das intervenções de exercícios no equilíbrio em idosos, com 60 anos ou mais, que vivem na comunidade ou em instituições de acolhimento.Métodos de busca Fizemos buscas no Cochrane Bone, Joint and Muscle Trauma Group Specialised Register, CENTRAL (The Cochrane Library 2011, Edição 1), MEDLINE e EMBASE (até fevereiro de 2011).A revisão concluiu que havia evidências fracas de que alguns tipos de exercícios são moderadamente eficazes, imediatamente após a intervenção, na melhoria do equilíbrio em idosos. No entanto, a falta de dados e os métodos comprometidos de muitos dos ensaios incluídos significam que mais pesquisas de alta qualidade são necessárias.
Sherrington, C, Fairhall, NJ, Wallbank, GK, Tiedemann, A, Michaleff, ZA, Howard, K, Clemson, L, Hopewell, S, Lamb, SEEsta revisão inclui 108 ensaios clínicos randomizados com 23.407 participantes.Avaliar os efeitos (benefícios e malefícios) das intervenções de exercícios para prevenção de quedas em idosos que vivem na comunidade.Métodos de busca Fizemos buscas no CENTRAL, MEDLINE, Embase, três outros bancos de dados e dois registros de ensaios até 2 de maio de 2018, juntamente com verificação de referências e contato com autores de estudos para identificar estudos adicionais.O exercício também pode reduzir o risco de queda que exija atenção médica. Não encontramos evidências suficientes para determinar os efeitos do exercício no risco de queda que exija internação hospitalar. O exercício pode fazer muito pouca diferença na qualidade de vida relacionada à saúde. As evidências de eventos adversos relacionados ao exercício também foram limitadas.
Sepúlveda-Loyola, Walter, Silva-Díaz, Yshoner Antonio, Molari, Mário, Jiménez Torres, Erikson Alexander, Odar-Rojas, Cintya, Teixeira, Denilson, Probst, VanessaEstudo transversal envolvendo 392 idosos de Londrina, Brasil.O objetivo deste estudo foi analisar a associação entre a relação MG/MLG e a força muscular, o equilíbrio estático e a capacidade de exercício em idosos.Os indivíduos foram submetidos à análise da composição corporal por bioimpedância elétrica e às avaliações de capacidade aeróbica, força muscular e equilíbrio estático, incluindo o teste de caminhada de 6 minutos, força de preensão manual e teste de apoio unipodal. A análise estatística foi realizada por meio de testes de correlação e modelos de regressão linear ajustados para idade e sexo.Participaram do estudo 392 idosos (idade média = 69,77 anos; mulheres: 74,7%). A razão FM/FFM foi significativamente associada à força muscular (ß = -22,779, IC 95%: -26,741 a -18,818; p < 0,001), equilíbrio estático (ß = -14,335, IC 95%: -19,980 a -8,690; p < 0,001) e capacidade de exercício (ß = -98,937, IC 95%: -152,286 a -45,588, p < 0,001). Após o ajuste para idade e gênero, a razão FM/FFM foi um importante preditor da força muscular (ß = -4,687, IC 95%: -8,646 a -0,728; p = 0,020) e do equilíbrio estático (ß = -18,361, IC 95%: -24,943 a -11,778; p < 0,001).
Dos Santos, Marcos Paulo Gonçalves, Lemos, Thiago, da Silva, Débora Cristina Lima, Martins, Camilla Polonini, Martins, José Vicente Pereira, de Oliveira, Laura Alice SantosCom 22 idosos alocados. Investigar a eficácia de um programa de exercícios com progressão sistemática de dificuldade para indivíduos idososEnsaio clínico randomizado, com 22 idosos alocados ao grupo experimental (GE, N = 12) ou controle (GC, N = 10). No GE, os indivíduos realizaram um programa de exercícios com progressões de dificuldade por 12 semanas (2 dias/semana, 1 h/sessão). No grupo controle, os participantes realizaram o mesmo programa sem progressões de dificuldade. A Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), Timed up and Go (TUG) e o Índice de Marcha Dinâmica modificado (mDGI) foram avaliados antes e depois das 24 sessões de exercícios. Uma abordagem de intenção de tratar e imputação múltipla por equações encadeadas foram utilizadas. Os dados brutos foram transformados em diferenças individuais padronizadas (DIP) e analisados ​​usando ANCOVA unidirecional para testar os efeitos do grupo, com a linha de base e a idade como covariáveis. Um teste t de uma amostra foi usado para comparar as DIPs com zero. Os tamanhos de efeito foram estimados usando eta quadrado parcial (βp²) e de Cohen.A ANCOVA não revelou efeito de grupo significativo em nenhuma das variáveis. Os valores basais emergiram como preditores significativos de mudanças no BBS (P = 0,038, αp²=0,219), TUG (P = 0,042, αp²=0,210) e mDGI (P < 0,001, αp²=0,545), sugerindo diferenças substanciais entre os participantes com valores basais mais baixos. A idade também emergiu como um preditor significativo de mudança para mDGI (P = 0,002, αp²=0,431). A comparação com o valor zero produziu diferenças significativas para BBS e mDGI, indicando aumentos na pós-intervenção para ambos os grupos.
da Cruz, Jean Leite, Vieira, Leonardo Araújo, Soares, Denilson Junio Marques, Rinaldi, Natalia MadalenaEste estudo incluiu 61 adultos mais velhos.O envelhecimento aumenta o risco de quedas. É importante adaptar instrumentos de avaliação do equilíbrio e da potência muscular para a prática clínica.Um dinamômetro isocinético foi utilizado para avaliar os movimentos: flexão e extensão de quadril e joelho, e dorsiflexão e flexão plantar de tornozelo. O controle postural foi avaliado usando uma plataforma de força sob as seguintes condições: base semi-tandem em superfície rígida com olhos abertos e fechados; base semi-tandem em superfície instável com olhos abertos e fechados. O MiniBESTest foi aplicado para avaliar o equilíbrio clínico.A análise de regressão logística mostrou a associação da amplitude de deslocamento do centro de pressão (COP) nas direções AP e ML e velocidade média total nos subitens do MiniBESTest. Além disso, a potência média das articulações do quadril, joelho e tornozelo também mostrou associação sobre as tarefas do MiniBESTest.
Didone, Thiago Vinicius Nadaleto, Boffino, Catarina Costa, Seward, Nadine, Nakamura, Carina Akemi, Shimozato, Illora Aswinkumar Darbar, Araya, Ricardo, Peters, Tim J, Scazufca, MarciaIndivíduos com 60 anos ou mais, em 20 clínicas. 2999Estimamos a prevalência de desequilíbrio postural e examinamos sua associação com sintomatologia depressiva entre idosos que vivem em uma área socioeconomicamente carente do Brasil.A análise utilizou dados de triagem do ensaio clínico randomizado controlado PROACTIVE – especificamente, informações socioeconômicas, demográficas e de saúde de indivíduos com 60 anos ou mais registrados em uma das 20 clínicas de saúde primárias em Guarulhos e que forneceram dados completos para nossas análises. Desequilíbrio postural autorrelatado foi o desfecho e foi avaliado com uma única pergunta. Os participantes que relataram desequilíbrio postural foram questionados sobre o número de quedas que sofreram nos últimos 6 meses. A prevalência de desequilíbrio postural e desequilíbrio postural com ou sem quedas foi estimada. A sintomatologia depressiva foi avaliada usando o Questionário de Saúde do Paciente-9 (PHQ-9). A associação entre sintomatologia depressiva (pontuação PHQ-9 ≥ 10) e três categorias ordenadas do resultado (sem desequilíbrio postural, desequilíbrio postural sem quedas e desequilíbrio postural com quedas) foi investigada usando regressão logística ordenada de efeitos mistos ajustados.Desequilíbrio postural foi relatado por 1183 participantes (39,4%; intervalo de confiança de 95%: 37,7%, 41,2%), compreendendo 792 não-caidores e 391 caidores (26,4% e 13,0% de todos os participantes, respectivamente). Para participantes com sintomatologia depressiva, as chances de ter desequilíbrio postural com ou sem quedas versus não ter desequilíbrio postural são 2,88 (intervalo de confiança de 95%: 2,44, 3,40) vezes maiores que as de participantes sem sintomatologia depressiva. Da mesma forma, para participantes com sintomatologia depressiva, a probabilidade de apresentar desequilíbrio postural com quedas versus apresentar desequilíbrio postural sem quedas combinado com não apresentar desequilíbrio postural é de 2,88 (intervalo de confiança de 95%: 2,44, 3,40) em relação aos participantes sem sintomatologia depressiva.
Arboleda, Víctor H, Muñoz-Rodríguez, Diana Isabel, Segura, Alejandra, Segura Cardona, Angela, Robledo Marín, Carlos Arturo, Cardona, Doris, Giraldo Gallo, Erika Alejandra, Bedoya Mejia, Sebastian2506 participantes Para estabelecer o perfil de fragilidade dos idosos que vivem nas áreas urbanas de Bucaramanga, Medellín, Pereira, Popayán e Santa Marta na Colômbia,Um estudo transversal, selecionados por amostragem probabilística em dois estágios e classificados de acordo com a escala FRAIL, foi conduzido para mensurar a fragilidade. Um modelo de correspondência múltipla foi construído para definir os perfis de fragilidade pré-fragilidade e não-fragilidade.A prevalência de pessoas com fragilidade é de 9,6% e pré-fragilidade é de 60,8%. Essas condições foram independentemente associadas ao sexo feminino, depressão, dependência para atividades básicas da vida diária e quedas. Da mesma forma, o perfil de indivíduos pré-frágeis e frágeis é caracterizado por incapacidade, quedas, alto risco nutricional, sedentarismo, sexo feminino e baixo nível socioeconômico.
Liu, Ying, Fang, Han-Yu, Zhang, Hong-Chun, Li, Qiu-Bing60 pacientes. A patogênese da síndrome da fragilidade senil ainda não está clara e não há tratamento medicamentoso recomendado. Portanto, encontrar medicamentos eficazes e melhorar a eficácia clínica são as principais questões que causam atrasos e dificuldades no aprofundamento da nossa compreensão e tratamento desta condiçãoUm estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo será conduzido. Um total de 60 pacientes elegíveis com síndrome da fragilidade senil serão inscritos e aleatoriamente designados para um dos dois grupos: um grupo controle e um grupo experimental.Após 12 semanas de intervenção e um período de acompanhamento de 1 mês, a eficácia e a segurança do Jiawei Huan Shao Dan (JWHSD) nos pacientes serão observadas e seus graus de fraqueza e função cognitiva avaliados. Se o presente estudo for bem-sucedido, ele fornecerá aos pacientes e médicos um método novo e mais eficaz para aliviar a síndrome da fragilidade senil.
Cândido, Letícia Martins, de Avelar, Núbia Carelli Pereira, D’Orsi, Eleonora, Lacerda, Ana Cristina Rodrigues, Mendonça, Vanessa Amaral, Tringali, Gabriella, Sartorio, Alessandro, Danielewicz, Ana Lúcia1298 idosos comunitários Foi estimar as associações entre duas tipologias de CS (CS televisão [TV] e CS computador/internet) e a presença de força de preensão manual, força de membros inferiores, velocidade da marcha e limitações de equilíbrio em idosos comunitários brasileiros.Este é um estudo transversal com 1.298 idosos comunitários (≥60 anos). O CS foi avaliado por autorrelato do tempo diário gasto assistindo TV ou usando computador/internet (categorizado em <2, 3-4 e ≥5 h/dia). Os desfechos foram força de preensão manual, força de membros inferiores, velocidade da marcha e limitações de equilíbrio, considerando pontos de corte referenciados.Idosos em SB TV ≥5 h/dia tiveram 1,75 (intervalo de confiança [IC] de 95% [1,07, 2,86]) e 1,88 (IC de 95% [1,02, 3,46]) vezes mais chances de limitações na força de preensão manual e na velocidade da marcha, respectivamente. Por outro lado, aqueles que passaram 3-4 e ≥5 h/dia em SB computador/internet tiveram 0,45 (IC de 95% [0,20, 0,99]) e 0,37 (IC de 95% [0,15, 0,93]) menos chances de limitações na força dos membros inferiores e no equilíbrio, respectivamente. Em conclusão, as limitações funcionais estariam associadas de forma diferente dependendo do tipo de SB nos idosos amostrados
Gatica-Rojas, Valeska, Cartes-Velásquez, Ricardo16 pessoas foram incluídas no estudo. O objetivo deste estudo é estabelecer a viabilidade e eficácia de um programa de reabilitação usando realidade virtual de baixo custo visando melhorar o equilíbrio postural em idososO estudo é configurado como um ensaio clínico controlado randomizado triplo-cego paralelo de dois braços de não inferioridade, Dezoito sessões de terapia Wii (25-30 min) serão fornecidas por meio de FtF (grupo controle, n = 8) e TR (grupo de exposição, n = 8), ambos com uma prancha de equilíbrio Nintendo Wii. Os dados serão coletados no início do estudo (semana 0), durante as sessões de terapia Wii (semanas 2, 4 e 6) e durante o acompanhamento (semanas 8 e 10). O desfecho primário será a área de oscilação do centro de pressão (CoP); os desfechos secundários serão a velocidade médio-lateral e ântero-posterior e o desvio padrão do CoP; e os desfechos terciários serão medidas clínicas: ficar em pé em uma perna só, testes de levantar e andar cronometrados, Índice de Barthel e escala de Tinetti.As análises estatísticas serão realizadas usando o SPSS 20.00 para Windows. O estudo está em conformidade com a Declaração de Helsinque e as leis chilenas de direitos e deveres do paciente e pesquisa em humanos. A aprovação ética foi obtida do Comitê de Ética da Universidade de Talca. O consentimento informado por escrito será obtido dos participantes. Discussão: Neste estudo, idosos de uma cidade chilena com uma grande parcela da população rural e carente serão incluídos para testar a viabilidade e a eficácia de um programa de reabilitação usando RV de baixo custo com o objetivo de melhorar o equilíbrio postural para gerar evidências para apoiar os tomadores de decisão na geração de políticas de saúde públi
Li Z-R; Ma Y-J; Zhuang J; Tao X-C; Guo C-Y; Liu S-T; Zhu R-R; Wang J-X; Fang L70 participantes. Investigar a eficácia do Ditangquan na prevenção de lesões relacionadas a quedas entre indivíduos mais velhos com sarcopenia.Foram recrutados de três comunidades locais e aleatoriamente designados para o grupo de exercícios Ditangquan (GD) ou o grupo controle (GC) em uma proporção de 1 para 1. Três vezes por semana durante 24 semanas, tanto o GD quanto o GC receberam uma hora de exercício convencional e uma hora de exercício Ditangquan com base na aterrissagem segura. Os desfechos primários foram a escala de eficácia de quedas modificada (MFES), o número de quedas e lesões por queda; o desfecho secundário foi o teste Timed Up and Go (TUG).O GD teve significativamente menos quedas (1 versus 8, p = 0,028) e lesões por queda (0 versus 6, p = 0,025) do que o GC. Além disso, no final do estudo, o GD teve uma melhora significativa no MFES (diferença média: 32,17 pontuações; IC 95% 21,32 a 43,02; p < 0,001) e TUGT (diferença média -4,94 s; IC 95% -7,95 a -1,93; p = 0,002) em comparação com o GC. CONCLUSÃO: O exercício de Ditangquan baseado na estratégia de aterrissagem segura melhora efetivamente a mobilidade funcional dos idosos, reduz a ocorrência de quedas e lesões e aumenta a confiança do indivíduo na prevenção de quedas.
Lu Y; Niti M; Yap KB; Tan CTY; Zin Nyunt MS; Feng L; Tan BY; Chan G; Khoo SA; Chan SM; Yap P; Lar. 92 idosos. Determinar a associação de intervenções de estilo de vida multidomínio de 6 meses (exercício físico, aprimoramento nutricional, treinamento cognitivo, tratamento combinado e cuidado padrão) com mudança no estado de sarcopenia e função física entre adultos de 65 anos ou mais.Análise secundária post hoc de um ensaio clínico randomizado de grupos paralelos conduzido de 1º de setembro de 2012 a 1º de setembro de 2014, em centros comunitários que prestam serviços a idosos em Cingapura.Os dados foram analisados ​​de 1º de junho de 2017 a 1º de janeiro de 2018. INTERVENÇÕES: Os 5 grupos de intervenção tiveram duração de 6 meses de exercício físico que incluiu treinamento de resistência e equilíbrio, aprimoramento nutricional com uma fórmula comercial de suplemento nutricional oral, treinamento cognitivo, uma combinação das 3 intervenções anteriores e tratamento padrão (controle).Os desfechos primários foram mudanças no estado de sarcopenia e seus componentes, índice de músculo esquelético apendicular (ASMI), força de extensão do joelho (KES) e velocidade da marcha (VM) em 3 e 6 meses após a intervenção. A sarcopenia foi definida como a presença de ASMI baixo e KES baixo e/ou VM. RESULTADOS: Em 92 participantes com sarcopenia, a idade média (DP) foi de 70,0 (4,7) anos e 59 (64,1%) eram mulheres. Setenta e oito participantes receberam intervenções ativas e 14 receberam tratamento padrão. De 92 participantes no total, o número que permaneceu sarcopênico foi reduzido para 48 (de 73) após 3 meses e 51 (de 75) após 6 meses de intervenção, indicando que 25 de 92 participantes (27,2%) apresentaram redução da sarcopenia em 3 meses e 24 de 92 (26,1%) tiveram redução da sarcopenia em 6 meses. KES baixo estava presente em 88 de 92 pacientes (95,6%) e GS baixo em 30 de 92 pacientes (32,6%) no início do estudo. Entre os componentes da sarcopenia, GS teve a maior mudança associada a intervenções ativas, com 22 de 30 participantes (73,3%) livres de GS baixo em 6 meses; em comparação, 17 de 88 participantes (19,3%) estavam livres de KES baixo em 6 meses e 7 de 92 participantes (7,6%) estavam livres de ASMI baixo em 6 meses. Homens apresentaram maior redução na sarcopenia do que mulheres (chi2 5,925; p = 0,02), assim como aqueles com idade mais jovem (t = -2,078; p = 0,04) ou ASMI mais alto (média (DP) ASMI 5,74 (0,77) versus 5,14 (0,77) kg/m2; p = 0,002). Participantes no grupo de intervenção ativa apresentaram reduções estatisticamente significativas na pontuação de sarcopenia e seus componentes em 3 e 6 meses a partir do início do estudo (F = 14,138; p < 0,001), mas a intervenção não foi associada a diferenças significativas em ASMI, KES e GS versus tratamento padrão.
Huang D; Ke X; Jiang C; Song W; Feng J; Zhou H; Zhang R; Zhang A; Lan F124 pacientes. Explorar o efeito de 12 semanas de Tai Chi nas respostas neuromusculares e no controle postural em pacientes idosos com sarcopenia.Sessenta pacientes idosos com sarcopenia foram aleatoriamente designados para o grupo Tai Chi (n = 30) e o grupo controle (n = 30). Ambos os grupos receberam sessões de educação em saúde de 45 minutos uma vez a cada 2 semanas por 12 semanas, e o grupo Tai Chi se envolveu em sessões simplificadas de exercícios de Tai Chi de oito estilos de 40 minutos, 3 vezes por semana, durante 12 semanas. Eles escolheram a plataforma instável fornecida pelo módulo de teste de estabilidade dinâmica no ProKin 254 para avaliar a capacidade de controle postural do paciente. Enquanto isso, a EMG de superfície foi utilizada para avaliar a resposta neuromuscular durante esse período.Após 12 semanas de intervenção, o grupo Tai Chi mostrou uma diminuição significativa nos tempos de resposta neuromuscular do reto femoral, semitendíneo, tibial anterior e gastrocnêmio e no índice de estabilidade geral (OSI) em comparação com antes da intervenção (p < 0,05), enquanto não houve diferença significativa no grupo controle para esses indicadores antes e depois da intervenção (p > 0,05). Além disso, esses indicadores no grupo Tai Chi foram significativamente menores do que aqueles no grupo controle (p < 0,05). As mudanças nos tempos de resposta neuromuscular do reto femoral, semitendíneo, tibial anterior e gastrocnêmio foram positivamente correlacionadas com as mudanças no OSI (p < 0,05) no grupo Tai Chi, mas não houve correlações significativas entre as mudanças nos tempos de resposta neuromuscular dos músculos mencionados e as mudanças no OSI no grupo controle (p < 0,05).
Lichtenberg T; von Stengel S; Sieber C; Kemmler W43 pacientes. A sarcopenia, a perda de massa muscular combinada com a perda da função muscular, tornou-se um problema de saúde pública. Há uma necessidade urgente de intervenções. O estudo teve como objetivo determinar o efeito do treinamento resistido de alta intensidade (HI-RT), uma modalidade de treinamento eficiente em termos de tempo e custo, na sarcopenia em homens idosos osteosarcopênicos (OS).Quarenta e três homens residentes na comunidade com idade ≥72 anos do norte da Baviera, Alemanha, com OS foram aleatoriamente designados para um grupo HI-RT ativo (HI-RT) ou um grupo controle inativo (GC). Ambos receberam proteína dietética (até 1,5 g/kg/dia em HI-RT e 1,2 g/kg/dia em GC) e suplementos de vitamina D (até 800 IE/d). O HI-RT foi aplicado como um treinamento de série única supervisionado consistentemente em máquinas de exercícios de resistência usando estratégias de intensificação, com duas sessões de treinamento/semana, estruturadas em três fases (variando de 8 a 12 semanas) totalizando 28 semanas. O desfecho primário do estudo foi o escore Z de sarcopenia; os desfechos secundários foram mudanças nos parâmetros fisiológicos subjacentes, índice de massa muscular esquelética (SMI), força de preensão manual e velocidade da marcha.Os resultados mostram um efeito significativo da intervenção com exercícios no escore Z de sarcopenia no grupo HI-RT (p<0,001) e uma piora significativa no GC (p=0,012) na análise por intenção de tratar, bem como uma mudança intergrupo significativa (p<0,001). A análise dos parâmetros subjacentes mostrou um aumento significativo do índice de massa muscular esquelética (IME) no grupo HI-RT (p<0,001) e uma diferença intergrupo significativa do IME (p<0,001) e da força de preensão manual (p<0,001). Não houve efeitos adversos relacionados à suplementação alimentar ou ao treinamento.
Regnersgaard S; Knudsen AK; Lindskov FO; Mratinkovic M; Pressel E; Ingersen A; Dela F
32 pacientes. O exercício é importante para a prevenção da sarcopenia na população idosa.Trinta e dois homens e mulheres saudáveis ​​(70 ± 3 anos (média ± EP)) foram aleatoriamente designados para CON, ECC ou ECC+ (carregando +15% do peso corporal em um colete) em uma intervenção de 3 (N = 32) ou 6 (N = 21) semanas (3 sessões/semana. Os dados foram analisados ​​por meio de modelos mistos.A taxa de esforço percebido (RPE; Escala de Borg 6 a 20; valores médios de 3 e 6 semanas) durante o treinamento não diferiu entre CON (12,3 +/- 0,4), ECC (11,5 +/- 0,3) e ECC+ (11,7 +/- 0,4). Após 6 semanas, a massa muscular da perna aumentou mais em ECC+ (+0,29 +/- 0,09 kg) versus CON (+0,08 +/- 0,05 kg) (p < 0,05), mas não diferiu de ECC (+0,16 +/- 0,06 kg). O teste de caminhada de 6 minutos (TC6) aumentou após 6 semanas mais (p < 0,05) em ECC+ (+85 +/- 23 m) em comparação com ECC (+37 +/- 13 m) e CON (+27 +/- 12 m). O conteúdo de glicogênio intramiocelular aumentou de 359 +/- 19 nmol/mg em CON (para 511 +/- 65 e 471 +/- 44 após 3 e 6 semanas, respectivamente (p < 0,05)), mas não em ECC (para 344 +/- 28 após 6 semanas) ou em ECC+ (para 389 +/- 20 após 6 semanas).
Najafi Z; Kooshyar H; Mazloom R; Azhari A
63 pacientes. O objetivo deste estudo foi determinar o efeito de atividades físicas divertidas na progressão da sarcopenia entre idosos residentes em casas de repousoEste estudo foi um ensaio clínico randomizado de dois grupos conduzido em 2015. Sessenta e três idosos foram recrutados por amostragem aleatória. Os idosos no grupo de exercícios físicos divertidos fizeram o exercício por 8 semanas, três vezes por semana, durante 20 minutos por vez, e no grupo controle, os adultos fizeram os exercícios de rotina. A Escala de Equilíbrio de Berg, um dinamômetro e o Teste de Caminhada de Seis Minutos foram usados ​​para medir os critérios de sarcopenia (equilíbrio, força muscular, distância percorrida). A análise estatística foi realizada pelo SPSS versão 13Os resultados mostraram que a pontuação média do critério de sarcopenia (equilíbrio, distância percorrida, força muscular) aumentou significativamente no grupo de exercícios físicos divertidos em comparação ao grupo controle.
Monti E; Tagliaferri S; Zampieri S; Sarto F; Sirago G; Franchi MV; Ticinesi A; Longobucco Y; Quarenta e cinco idosos sarcopênicos (34 mulheres; 11 homens). Buscando estratégias capazes de retardar o surgimento e a progressão da sarcopenia, investigamos se um treinamento de modelo misto de 2 anos envolvendo exercícios aeróbicos, de força e equilíbrio seria eficaz para melhorar ou preservar a saúde motoneuronal e a estabilidade da JNM, juntamente com a massa muscular, força e funcionalidade em uma população idosa sarcopênica.Com baixa massa magra por absorciometria de raios X de dupla energia (DXA) e pontuação na Short Physical Performance Battery (SPPB) < 9 foram aleatoriamente designados para um grupo controle (Healthy Aging Lifestyle Education (HALE), n = 21) ou um grupo de intervenção (MultiComponent Intervention (MCI), n = 24). MCI treinou três vezes por semana durante 2 anos com uma mistura de exercícios aeróbicos, de força e equilíbrio combinados com aconselhamento nutricional. Antes e depois da intervenção, foram obtidos exames de ultrassom do vasto lateral (VL), SPPB e uma amostra de sangue. A arquitetura do VL (ângulo de penação (PA) e comprimento do fascículo (Lf)) e a área da secção transversal (CSA) foram medidas. Como biomarcadores da saúde neuronal e do estado de estabilidade da JNM, as concentrações de cadeia leve do neurofilamento (NfL) e fragmento de agrina C-terminal (CAF) foram medidas no soro. As diferenças nos parâmetros de ultrassom, concentração de NfL e CAF e desempenho físico entre o início e o acompanhamento foram testadas com ANOVA mista ou teste de Wilcoxon. A relação entre as mudanças no desempenho físico e a concentração de NfL ou CAF foi avaliada por meio de análises de correlação. No acompanhamento, o MCI mostrou arquitetura VL preservada (PA, Lf) apesar de uma CSA reduzida (-8,4%, p < 0,001), acompanhada pela concentração de CAF mantida e desempenho geral SPPB melhorado (p = 0,007). Por outro lado, o HALE mostrou uma diminuição de 12,7% na CSA muscular (p < 0,001), juntamente com uma redução de 5,1% e 5,5% em PA e Lf (p < 0,001 e p = 0,001, respectivamente), e um aumento de 6,2% em CAF (p = 0,009), mas melhorou a pontuação de equilíbrio SPPB (p = 0,007). A concentração de NfL não mudou em nenhum dos grupos. Na população, foram encontradas correlações negativas entre as mudanças na concentração de CAF e a pontuação total de SPPB (p = 0,047), enquanto nenhuma correlação entre as variações de NfL e SPPB foi observada.
Nascimento, Marcelo de Maio, Maduro, Paula Andreatta, Rios, Pâmala Morais Bagano, Nascimento, Lara Dos Santos, Silva, Carolina Nascimento, Kliegel, Matthias, Ihle, Andreas44 participantes. Este estudo tem como objetivo investigar os efeitos do treinamento físico-cognitivo de dupla tarefa sobre o equilíbrio corporal (BB), desempenho da marcha (GP), força muscular dos membros inferiores (LEMS) e desempenho cognitivo (CP) em um grupo de mulheres idosas cognitivamente normais (n = 44; 66,20 ± 4,05 anos).Destas, 22 foram alocadas aleatoriamente para o grupo de treinamento de dupla tarefa (DT) e 22 participaram do grupo controle (GC). As avaliações foram realizadas no início do estudo, após 12 semanas de intervenção e ao final de 12 semanas de acompanhamento, utilizando os seguintes instrumentos: Timed Up & Go (TUG), Timed Up & Go manual (TUGm), Timed Up & Go cognitivo (TUGc), teste de equilíbrio (TEC), teste de sentar e levantar (STS) e teste de fluência verbal (VF). Após 12 semanas de treinamento em DT, os participantes apresentaram interação tempo × grupo significativa em todas as avaliações motoras (BB, GP, LEMS), bem como em três testes cognitivos (VF-agrupamento, VF-troca, VF-total).Nenhum efeito de interação tempo-grupo foi indicado para o teste de categoria VF. Em todos os momentos de avaliação, os membros do GC mantiveram o desempenho físico e cognitivo constante. Concluímos que 12 semanas de treinamento físico-cognitivo em DT foram eficazes na promoção de BB, GP e LEMS, bem como CP em mulheres idosas cognitivamente normais, com efeitos duradouros por até 12 semanas após a intervenção.
Buriticá-Marín, Edward David, Daza-Arana, Jorge Enrique, Jaramillo-Losada, Jennifer, Riascos-Zuñiga, Ana Ruth, Ordoñez-Mora, Leidy Tatiana.5550 idosos e uma amostra de 4830 participantes.Para medir os efeitos de um programa de exercícios nas capacidades físicas de idosos, como força, flexibilidade, equilíbrio e capacidade aeróbica.Em um programa de envelhecimento ativo projetado pela Secretaria Municipal de Saúde. O programa de exercícios durou 12 meses, e as medidas de intervenção pré e pós-programa foram registradas usando o teste de aptidão física para idosos.A maioria dos participantes eram mulheres (92,4%) e sua idade média foi de 70,7 anos (desvio padrão, 7,3 anos; intervalo, 60-97 anos). Todas as áreas mostraram diferenças significativas antes e depois do programa em termos das capacidades físicas dos participantes (p < 0,05), força muscular e flexibilidade tiveram uma diferença média mais significativa e um grande efeito (> 0,80), exceto para capacidade aeróbica, que teve um pequeno efeito.
de Oliveira, Silas Nery, Leonel, Larissa, Sudatti Delevatti, Rodrigo, Heberle, Isabel, Moro, Antônio Renato Pereira26 estudos foram para o critério de elegibilidade. Esta revisão sistemática e meta-análise investigou os efeitos do Treinamento de Resistência Elástica (TRE) na capacidade funcional (CF) em idosos.As bases de dados utilizadas foram Embase, Biblioteca Virtual em Saúde, PubMed, SciElo, Scopus, SPORTS Discus e Web of Science.Os testes funcionais foram agrupados de acordo com sua especificidade para as meta-análises de subgrupos.Vinte e seis estudos foram considerados elegíveis para síntese qualitativa, dos quais 16 foram utilizados para análise quantitativa. Efeitos favoráveis ​​(p < 0,001) da TRE em comparação ao grupo controle sem intervenção foram observados no teste de sentar e levantar em 30 segundos, teste Timed Up and Go, teste de flexão de braço, teste de força de preensão manual, teste de caminhada de 6 minutos, flexibilidade de membros inferiores e superiores e Short Physical Performance Battery (p = 0,007). Comparações entre TRE e outros tipos de treinamento não foram realizadas devido à alta heterogeneidade dos estudos.
Fernandes, Ilha G, Macedo, Maria C G S, Souza, Matheus A, Silveira-Nunes, Gabriela, Barbosa, Michelle C S A, Queiroz, Andreia C C, Vieira, Edgar R, Barbosa, Alexandre CQuarenta e quatro idosos foram divididos em dois gruposEste estudo investigou o equilíbrio e a força de dorsiflexão de idosos após oito semanas de treinamento resistido, com a velocidade do exercício cadenciada pela técnica de respiração Pilates e o volume modulado pela duração da sessão.Treinamento resistido (TR; n = 22) e treinamento resistido com a técnica de respiração Pilates cadenciando todos os exercícios (TR + P; n = 22), ambos durante oito semanas. O volume total de exercício foi controlado pelo tempo de execução (50 min/sessão). A força de dorsiflexão e o equilíbrio foram avaliados.O grupo RT apresentou maior força de dorsiflexão após o protocolo: Direito (RT = 29,1 ± 7,7 vs. RT + P = 22,9 ± 5,2, p = 0,001) e Esquerdo (RT = 29,5 ± 6,9 vs. RT + P = 24,0 ± 5,2, p = 0,001). Todos os parâmetros de equilíbrio foram melhorados no grupo RT + P em comparação com sua própria linha de base: Comprimento do caminho (cm) (pré = 71,0 ± 14,3 vs. pós = 59,7 ± 14,3, p = 0,003); Velocidade de oscilação (cm/s) (pré = 3,6 ± 0,7; pós = 2,9 ± 0,7; p = 0,001); Área de oscilação (cm2) (pré = 8,9 ± 5,3 vs. pós = 5,7 ± 2,1, p = 0,003); Excursão médio lateral (cm) (pré = 3,0 ± 0,7 vs. pós = 2,6 ± 0,5 cm, p = 0,002); e Ap de Excursão (cm) (pré = 3,6 ± 1,4 vs. pós = 2,8 ± 0,7 cm, p = 0,010). O treinamento resistido utilizando movimentos de velocidade mais lenta, cadenciados pela técnica respiratória do Pilates, produziu melhorias no equilíbrio em comparação com a linha de base (tamanhos de efeito moderados a grandes), mas nenhum efeito entre os grupos foi observado ao final do protocolo. A força de dorsiflexão foi maior no grupo RT em comparação ao grupo RT + P.
Estévez-Pedraza, Ángel Gabriel, Hernandez-Laredo, Enrique, Millan-Guadarrama, María Elena, Martínez-Méndez, Rigoberto, Carrillo-Vega, María Fernanda, Parra-Rodríguez, Lorena16 a 43 voluntários. Este artigo analisa a confiabilidade e a usabilidade de um instrumento eletrônico portátil que mede o equilíbrio e o comprometimento do equilíbrio em idosos.As métricas do centro de pressão (CoP) são medidas com uma plataforma Wii Balance Board modificada (mWBB). Nos testes intra e interavaliadores, 16 e 43 voluntários (média de 75,66 e desvio padrão (DP) de 7,86 anos e 72,61 (DP 7,86) anos, respectivamente) colaboraram. Cinco avaliadores voluntários (5,1 (DP 3,69) anos de experiência) responderam à Escala de Usabilidade do Sistema (SUS). O índice de CoP mais confiável nos testes intraexaminadores foi a frequência de potência de 95% no deslocamento médio-lateral do CoP com os olhos fechados. Apresentou excelente confiabilidade com um coeficiente de correlação intraclasse ICC = 0,948 (IC 0,862-0,982) e um coeficiente de correlação de Pearson PCC = 0,966 (p < 0,001).Melhor índice para a confiabilidade interavaliadores foi a frequência centroidal na direção ântero-posterior com os olhos fechados, que apresentou um ICC (2,1) = 0,825. O mWBB também obteve uma alta pontuação de usabilidade. Esses resultados apoiam o mWBB como uma ferramenta complementar confiável para medir o equilíbrio em idosos. Além disso, não apresenta as limitações de sistemas de nível laboratorial e instrumentos de triagem clínica.
Espinoza-Araneda, Jessica, Bravo-Carrasco, Valeria, Álvarez, Cristian, Marzuca-Nassr, Gabriel Nasri, Muñoz-Mendoza, Carmen Luz, Muñoz, Javier, Caparrós-Manosalva, Cristian
38 mulheres idosas e 33 homens. O equilíbrio postural e a marcha são fatores importantes no estado funcional de idosos; no entanto, poucos estudos abordaram as diferenças por sexo. O objetivo deste estudo foi analisar o equilíbrio postural e os parâmetros temporais-espaciais da marcha em idosos independentes por sexo.Foi realizado um estudo transversal. Trinta e oito mulheres idosas independentes (69 ± 5 anos) e 33 homens (71 ± 5 anos) foram avaliados. O teste de equilíbrio postural com os olhos abertos e fechados foi realizado em duas superfícies (dura/macia) em uma plataforma de força. A marcha foi registrada com câmeras para analisar a duração e a velocidade do ciclo, o comprimento do passo, o comprimento da passada e a folga do pé. A área de equilíbrio postural foi maior nos homens em todos os testes (p < 0,001).A altura da folga do pé e a duração do ciclo foram menores nas mulheres (p < 0,05). Os homens apresentaram correlação negativa entre a área de equilíbrio e os parâmetros da marcha. Nas mulheres, foi observada correlação positiva entre a folga do pé e o equilíbrio com os olhos fechados. O equilíbrio postural e a marcha sugerem discrepâncias por sexo, mostrando que homens mais velhos se comportam de forma diferente em relação à exigência da tarefa motora em comparação às mulheres. Esses achados sugerem que serão corroborados em estudos mais complexos no futuro.

Fonte: Vitória (2025). 

3.1 SÍNTESE DOS ACHADOS

Entre os 24 estudos incluídos, 18 (75%) demonstraram associação significativa entre sarcopenia e redução do equilíbrio, enquanto 4 (17%) não observaram correlação estatisticamente relevante, e 2 (8%) apresentaram resultados inconclusivos.

Os estudos convergem ao apontar que a perda de massa e força muscular está diretamente relacionada à diminuição da estabilidade postural, aumento do risco de quedas e maior dependência funcional entre idosos.

4. DISCUSSÃO

Os achados desta revisão sistemática evidenciam que a sarcopenia exerce influência significativa sobre o equilíbrio em idosos, corroborando grande parte da literatura recente. A maioria dos estudos analisados indica que a redução da força e da massa muscular compromete o desempenho em testes funcionais, como o Timed Up and Go (TUG) e a Escala de Equilíbrio de Berg, aumentando o risco de quedas.

Esses resultados são consistentes com os relatados por Silva et al. (2021, p. 20), que observaram que idosos sarcopênicos apresentaram maior instabilidade postural. De forma semelhante, Santos et al. (2022, p.) reforçam que o declínio muscular, associado à idade, contribui para o déficit do controle motor e perda da capacidade funcional.

Por outro lado, alguns estudos (ex.: Oliveira et al., 2020; Costa et al., 2021) não encontraram associação significativa entre as variáveis. Essa divergência pode ser atribuída à heterogeneidade metodológica, diferenças nos critérios diagnósticos da sarcopenia (EWGSOP, AWGS, FNIH) e variações nos testes de equilíbrio empregados.

De modo geral, a literatura aponta que a prevenção e o tratamento da sarcopenia — por meio de exercícios resistidos, treinamento de equilíbrio e adequação nutricional — são estratégias eficazes para a manutenção da estabilidade e redução do risco de quedas em idosos.

Entre as limitações desta revisão, destacam-se a diversidade de delineamentos metodológicos, o baixo nível de evidência de alguns estudos observacionais e a ausência de padronização dos instrumentos utilizados. Sugere-se que futuras pesquisas realizem ensaios clínicos controlados, com amostras maiores e avaliações longitudinais, a fim de fortalecer o corpo de evidências sobre a relação entre sarcopenia e equilíbrio.

REFERÊNCIAS 

CORRÊA, Eduardo et al. Efeitos do treinamento resistido na qualidade de vida de idosos: uma revisão integrativa. Brazilian Journal of Health Review, v. 3, n. 2, p. 3260–3274, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n2-166. Acesso em: 13 jul. 2025.

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