REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511201511
Diego München Pinheiro
Weslei de Oliveira Santana
Marcelle Andrade da Conceição
Resumo
A ruptura do ligamento cruzado cranial (CrCL) é uma das principais causas de claudicação em cães e resulta em instabilidade articular, predispondo a sinovite, osteoartrite e lesão meniscal. Sua etiopatogenia é multifatorial, envolvendo componentes anatômicos, biomecânicos, degenerativos e genéticos. A osteotomia de nivelamento do platô tibial (TPLO) é amplamente utilizada devido à sua capacidade de neutralizar o cranial tibial thrust e restaurar a estabilidade dinâmica do joelho. Relata-se o caso de um cão macho, não castrado, três anos e 26,8 kg, com claudicação severa e testes ortopédicos positivos, associado a TPA de 34°. Realizou-se TPLO utilizando placa bloqueada Engevet® 2,7, com execução técnica sem intercorrências e excelente adaptação óssea. O paciente retomou o apoio aos sete dias e apresentou consolidação óssea completa aos 71 dias, com recuperação funcional satisfatória. O caso reforça a eficácia da TPLO no manejo da CrCLd, especialmente em pacientes com predisposição anatômica, e demonstra que implantes nacionais podem oferecer desempenho compatível com modelos amplamente utilizados na ortopedia veterinária. O objetivo deste trabalho foi relatar a execução da técnica TPLO utilizando a placa Engevet® 2,7, descrevendo o manejo cirúrgico e a evolução pós-operatória.
Palavras chaves: osteotomia niveladora do platô tibial; doença do ligamento cruzado cranial; ortopedia veterinária; cirurgia de pequenos animais.
Abstract
The rupture of the cranial cruciate ligament (CrCL) is one of the leading causes of hind limb lameness in dogs and results in joint instability, predisposing to synovitis, osteoarthritis, and meniscal injury. Its etiopathogenesis is multifactorial, involving anatomical, biomechanical, degenerative, and genetic components. Tibial plateau leveling osteotomy (TPLO) is widely used due to its ability to neutralize cranial tibial thrust and restore dynamic stifle stability.This report describes the case of a three-year-old, intact male dog weighing 26.8 kg, presenting with severe lameness and positive orthopedic tests, associated with a tibial plateau angle (TPA) of 34°. TPLO was performed using an Engevet® 2.7 locking plate, with uneventful surgical execution and excellent bone adaptation. The patient resumed limb support seven days postoperatively and showed complete bone healing by day 71, with satisfactory functional recovery. This case reinforces the effectiveness of TPLO in the management of CrCL disease, especially in patients with anatomical predisposition, and demonstrates that national implants may offer performance comparable to widely used models in veterinary orthopedics. The objective of this study was to report the execution of the TPLO technique using the Engevet® 2.7 plate, describing the surgical management and postoperative outcomes.
Keywords: tibial plateau leveling osteotomy; cranial cruciate ligament disease veterinary orthopedics; small animal surgery
Introdução
A ruptura do ligamento cruzado cranial (CrCLR) é uma das causas mais frequentes de claudicação dos membros pélvicos em cães (Kowalesti et al., 2012). O ligamento cruzado cranial (CrCL) tem a função de limitar a translação cranial da tíbia em relação ao fêmur, a rotação interna da tíbia e a hiperextensão da articulação do joelho (Slocum & Slocum 1993), porém quando há a ruptura desse ligamento a articulação do jeolho se torna instável predispondo a patologias secundárias como inflamação, sinovite, osteoartrite e lesão meniscal (Kim et al. 2008).
A doença do ligamento cruzado cranial (CrCLd) constitui uma das afecções ortopédicas de maior prevalência na espécie (Witsberger et al., 2008). Embora a etiologia da ruptura do CrCL ainda não seja completamente elucidada, diversos fatores têm sido associados ao seu desenvolvimento, incluindo componentes degenerativos, biológicos, genéticos, morfológicos, mecânicos, hereditários e imunomediados (Vasseur et al., 1985; Slocum & Devine, 1984; Duval et al., 1999; Muir, 2018).
Existem diversas técnicas cirúrgicas para estabilizar articulações do joelho com deficiência do CrCL e minimizar a progressão de alterações secundárias. Todas as técnicas tem o mesmo objetivo de estabilizar a articulação do joelho enquanto o cão suporta o peso e neutraliza as forças do impulso tibial cranial (SLOCUM & Slocum 1993; Berghr et al. 2014).
A osteotomia de nivelamento do platô tibial (TPLO), descrita por Slocum em 1993, tornou-se uma das técnicas cirúrgicas mais utilizadas e com melhores resultados no tratamento da CrCLd em cães (Slocum & Slocum, 1993; Von Pfeil et al., 2018), a técnica envolve osteotomia radial da porção proximal da tíbia, seguida de rotação do segmento proximal para reduzir o ângulo tíbio-patelar (ATP). Apesar de sua ampla aceitação, complicações pós-operatórias ainda podem ocorrer, incluindo infecção, deiscência cirúrgica, quebra de placa ou parafuso, tendinite patelar, fratura por avulsão da tíbia, fraturas da tíbia ou fíbula, ruptura meniscal e retardo de consolidação (Fitzpatrick & Solano, 2010; Bergh & Peirone, 2012; Coletti et al., 2014). No entanto, nas últimas décadas, melhorias técnicas e avanços no design dos implantes contribuíram significativamente para a redução dessas intercorrências. Estudos recentes apontam taxas de complicações variando entre 11,4% e 14,8% (Fitzpatrick & Solano, 2010; Coletti et al., 2014).
O objetivo deste estudo é relatar o caso de um cão submetido ao procedimento de TPLO utilizando a placa Engevet® 2,7, descrevendo o manejo cirúrgico e a evolução pós-operatória.
Relato de caso
Um paciente canino, PitBull, macho, não castrado, três anos, 26,8 kg, apresentou claudicação e ausência completa de apoio do membro pélvico direito. O tutor relatou tratamento conservador prévio com carprofeno, dipirona e tramadol, sem melhora clínica. Na avaliação radiográfica inicial (figura 1 e 2) evidenciaram projeção cranial da tíbia em relação ao fêmur e angulação excessiva do platô tibial, compatíveis com ruptura do ligamento cruzado cranial (CrCL). Os testes de gaveta e compressão tibial foram positivos.
Diante do quadro, indicou-se a correção cirúrgica da ruptura do ligamento cruzado cranial por meio da técnica TPLO. O planejamento radiográfico pré-operatório determinou TPA inicial de 34° e giro de 10mm (figura 3), estabelecendo a necessidade de rotação para normalização do ângulo.
A abordagem cirúrgica foi realizada pela face medial da tíbia proximal, com divulsão cuidadosa dos tecidos até ampla exposição do platô tibial. Dois pinos-guia foram posicionados para orientar o arco da osteotomia, que foi executada com serra circular de 21 mm, preservando-se a crista tibial (figura 4 a 7). A rotação planejada do segmento proximal foi realizada sem intercorrências.
Uma placa bloqueada Engevet® TPLO 2,7 foi moldada e aplicada na face medial da tíbia, apresentando excelente adaptação ao contorno ósseo (figura 8 e 9). Os parafusos proximais e distais foram inseridos de forma sequencial, garantindo estabilidade adequada e alinhamento satisfatório da osteotomia. Não foram observadas falhas de contato ósseo, fratura da crista tibial ou irregularidades no corte.
A ferida operatória foi inspecionada e suturada em camadas anatômicas. O procedimento transcorreu conforme o planejamento, obtendo-se rotação adequada do platô tibial e fixação estável do implante. A estabilidade intraoperatória indicou bom prognóstico para recuperação funcional progressiva, desde que seguido o protocolo recomendado de manejo pós-operatório.
Sete dias após a cirurgia, o paciente apresentou retorno do apoio no membro operado. Aos 71 dias do procedimento, observou-se cicatrização óssea completa (figura 5) e melhora significativa da marcha, com recuperação funcional satisfatória.
Discussão
A ruptura do ligamento cruzado cranial é uma das principais causas de claudicação dos membros pélvicos em cães, afetando principalmente animais de médio e grande porte, como amplamente relatado (Rooster 2001; Spinella et al., 2021). O paciente relatado é de médio porte que coloca em risco para CrCLd, conforme descrito por Rafla et al (2025). Além disso, apresentava sinais clássicos da afecção, incluindo claudicação acentuada, ausência de apoio e testes ortopédicos positivos para gaveta e compressão tibial, corroborando os achados mencionados por Kowalesti et al. (2012) e Slocum e Slocum (1993). A radiografia é uma ferramenta diagnóstica fundamental, fornecendo informações importantes sobre morfologia articular, alinhamento e alterações secundárias (Rooster 2001).
Além dos fatores biomecânicos e conformacionais bem descritos para a ruptura do CrCL como inclinação do platô tibial e sobrepeso, um componente genético relevante também deve ser considerado. Segundo Carrillo et al. (2024), a predisposição para ruptura do CrCL em cães é moderadamente hereditária e altamente poligénica, o que significa que múltiplos loci genéticos contribuem para o risco. Além disso, como os autores salientam, raças predispostas que carregam variantes genéticas de fragilidade ligamentar ou com histórico familiar de displasias ortopédicas associadas devem ser monitoradas de perto, dado que o componente genético amplifica o efeito dos fatores biomecânicos.
O ângulo inicial do platô tibial de 34° reforça a suspeita de componente morfológico predisponente, condição amplamente discutida por Muir (2018) e outros autores que associam a etiopatogenia da CrCLd a fatores anatômicos. A presença de translação cranial da tíbia na radiografia, somada ao histórico de falha no tratamento conservador, Diante da TPA elevada, justificou a indicação da osteotomia de nivelamento do platô tibial (TPLO), técnica considerada padrão ouro em muitos centros devido ao seu desempenho biomecânico superior para realinhar o platô tibial, reduzir o cranial tibial thrust e estabilizar a articulação. Esta abordagem está em conformidade com as recomendações de Rafla et al. (2025), que enfatizam a alteração da geométrica tibial como peça chave no manejo de CrCLd.
Kieves et al. (2024) avaliaram 4.197 cães atletas de agility e identificaram que o peso corporal elevado, o porte físico e a conformação anatômica foram fortemente associados a maior probabilidade de lesões no joelho, sendo o ligamento cruzado cranial a estrutura mais acometida (46,8%). Além disso, o estudo sugere que a predisposição genética e morfológica da raça pode ter papel determinante, uma vez que Border Collies apresentaram risco significativamente superior em comparação a outras raças, mesmo após ajuste para altura e peso.
Esses achados reforçam a hipótese de que o componente genético pode amplificar o efeito dos fatores biomecânicos, contribuindo para o desenvolvimento da doença ligamentar, como também descrito por Baird et al. (2014). Assim, cães com conformação de tíbia mais inclinada (TPA elevado), sobrepeso ou histórico familiar de doenças ortopédicas devem ser monitorados precocemente, uma vez que apresentam maior risco de instabilidade articular.
No caso relatado, o paciente apresentava TPA de 34°, valor superior à média descrita para cães normais, o que, aliado ao peso corporal e possível predisposição anatômica, pode ter contribuído para a ruptura do CrCL. A opção pela TPLO visou corrigir essa anormalidade biomecânica, reduzindo o ângulo e restabelecendo a estabilidade funcional do joelho. Essa conduta cirúrgica está alinhada com as evidências de Kieves et al. (2024), que destacam a importância de corrigir as forças de impulso tibial cranial em cães predispostos a lesões ligamentares.
O estudo de Low (2024) investigou se a gonadectomia realizada antes de 1 ano de idade em fêmeas aumenta o risco de CrCLd. A revisão incluiu oito estudos e concluiu que em sete desses havia sugestão de aumento do risco de CrCLd quando a gonadectomia foi feita precocemente, particularmente em raças como Golden Retriever, German Shepherd Dog e Rottweiler.
Do ponto de vista clínico, este achado sugere que a remoção precoce dos hormônios gonadais pode atuar como fator modificável na predisposição à CrCLd, possivelmente por alterar o desenvolvimento ósseo/tibial ou por promover sobrepeso secundário.
No contexto deste caso clínico, onde já se identificou conformação predisponente e possível predisposição de raça, esse estudo reforça a necessidade de considerar o histórico reprodutivo do paciente como parte da avaliação de risco. Assim, pode-se discutir que a gonadectomia precoce pode aumentar o risco de CrCLd, e que o momento da cirurgia pode influenciar os desfechos ortopédicos.
De acordo com Rafla et al. (2025), a doença do ligamento cruzado cranial (CrCLd) deve ser entendida como uma afecção multifatorial e progressiva, que envolve componentes genéticos, biomecânicos e inflamatórios, e não apenas como consequência de um evento traumático isolado.
Do ponto de vista diagnóstico, Rafla et al. (2025) reforçam o papel essencial das radiografias em projeções mediolateral e craniocaudal para avaliar não apenas a instabilidade, mas também a angulação tibial, a presença de efusão articular e osteófitos achados que, no caso relatado, foram fundamentais para a escolha da técnica cirúrgica.
Assim, a decisão pela TPLO, com o objetivo de reduzir o TPA e restabelecer o equilíbrio das forças articulares, está em consonância com a literatura recente. A redução controlada do platô tibial de 34° para cerca de 5–7° é descrita como a mais eficiente para eliminar o empuxo cranial e proteger as estruturas meniscais.
Em conjunto, as evidências apresentadas por Rafla et al. (2025) apoiam a visão de que a CrCLd é o resultado da interação entre predisposição anatômica, genética e fatores mecânicos, justificando o tratamento individualizado e multifatorial.
A execução cirúrgica transcorreu sem complicações intraoperatórias, fato que pode estar relacionado tanto à adequada exposição do platô quanto ao uso de pinos guias e serra circular apropriada, como recomendado por Slocum & Slocum (1993). A aplicação da placa bloqueada Engevet® 2.7 mostrou boa conformação à anatomia da tíbia, favorecendo estabilidade adequada durante todo o processo de cicatrização. O uso de implantes bloqueados tem sido associado a redução de falhas mecânicas e menor taxa de complicações, conforme observado em estudos de Fitzpatrick & Solano (2010) e Coletti et al. (2014).
A evolução pós-operatória deste caso foi compatível com os achados da literatura, com retorno ao apoio em sete dias e consolidação óssea completa aos 71 dias. Esse tempo de recuperação encontra paralelos com os resultados de Bergh & Peirone (2012), que apontam recuperação funcional progressiva em intervalos semelhantes quando a estabilidade da osteotomia é satisfatória.
Embora a TPLO apresente taxas de complicações que podem variar de 11,4% a 14,8%, conforme citado por Fitzpatrick & Solano (2010), nenhuma intercorrência significativa foi observada neste paciente. Isso reforça a importância do planejamento pré-operatório, da escolha adequada do implante e da técnica correta de execução para garantir resultados clínicos favoráveis.
De modo geral, o caso discutido destaca a eficácia da TPLO no manejo da ruptura do LCC, especialmente em cães de porte médio, além de demonstrar a aplicabilidade da placa Engevet® 2.7 como alternativa viável dentro das opções de fixação disponíveis no mercado veterinário.
Conclusão
O caso apresentado demonstra que a osteotomia de nivelamento do platô tibial (TPLO) utilizando a placa bloqueada Engevet® 2.7 proporcionou estabilização eficaz da articulação do joelho e recuperação funcional satisfatória em um cão com ruptura do ligamento cruzado cranial. O planejamento pré-operatório adequado, associado à execução técnica precisa, contribuiu para a ausência de complicações e para a consolidação óssea completa em período esperado. Os achados reforçam a TPLO como uma das principais alternativas cirúrgicas para o tratamento da CrCLd, especialmente em pacientes de porte médio a grande, e sugerem que implantes nacionais podem apresentar desempenho compatível com os amplamente utilizados na rotina ortopédica.
Referências
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Figura 1 e 2 – Radiografias pré-operatórias evidenciando projeção cranial da tíbia em relação ao fêmur e aumento do ângulo do platô tibial.


Figura 3 – Planejamento radiográfico pré-operatório demonstrando a mensuração do ângulo do platô tibial (TPA) de 34°.

Figura 4 a 7 – Etapas da osteotomia radial da tíbia e posicionamento dos pinos-guia para rotação do segmento proximal.




Figura 8 e 9 – Aplicação e fixação da placa bloqueada Engevet® 2,7 na face medial da tíbia, demonstrando adaptação anatômica e estabilidade pós-operatória.


