CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS: REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE PERSPECTIVAS E PRÁTICAS UTILIZADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511201020


Carlos Eduardo da Silva Lima1
Orientador: Ms. Sandy Rebelo Bandeira2


Resumo 

A construção civil é amplamente reconhecida como uma das atividades que mais consomem recursos naturais e geram impactos ambientais significativos. Por isso, torna-se cada vez mais urgente incorporar práticas sustentáveis em seus processos. Neste contexto, foi realizada uma revisão integrativa da literatura com o objetivo de identificar as principais estratégias sustentáveis adotadas no setor e analisar as perspectivas mais recentes sobre sua efetividade nos âmbitos ambiental, econômico e social. Os estudos revisados apontam que ações como o reaproveitamento de materiais, a adoção de certificações ambientais e o uso de tecnologias construtivas mais sustentáveis trazem benefícios concretos para o setor. No entanto, ainda há obstáculos importantes para a disseminação dessas práticas — como os altos custos iniciais, a falta de capacitação técnica adequada e a baixa conscientização da sociedade sobre suas vantagens. 

Palavras-chave: Construções sustentáveis; Engenharia civil; Sustentabilidade ambiental. 

Abstract 

The construction industry is widely recognized as one of the activities that consumes the most natural resources and generates significant environmental impacts. Therefore, incorporating sustainable practices into its processes is becoming increasingly urgent. In this context, an integrative literature review was conducted to identify the main sustainable strategies adopted in the sector and analyze the most recent perspectives on their effectiveness in environmental, economic, and social terms. The reviewed studies indicate that actions such as the reuse of materials, the adoption of environmental certifications, and the use of more sustainable construction technologies bring concrete benefits to the sector. However, there are still significant obstacles to the dissemination of these practices—such as high initial costs, lack of adequate technical training, and low public awareness of their advantages.. 

Keywords: Sustainable constructions; Civil engineering; Environmental sustainability. 

1. INTRODUÇÃO 

A Construção Civil tem gerado impactos ambientais que podem ser mitigados e resolvidos. Por isso, é preciso buscar uma relação harmônica com o meio ambiente, uma vez que é necessário um equilíbrio ambiental para que haja um desenvolvimento que beneficie a sociedade, sem que ocorra esgotamento dos recursos naturais. A utilização de materiais sustentáveis nas construções e a aplicação dos princípios de sustentabilidade têm alternativas demonstradas para o desenvolvimento sustentável da Construção Civil (FARIAS, 2020). 

Enquanto um dos principais setores econômicos do Brasil, a construção civil é também uma fonte relevante de impactos ambientais, sobretudo pela elevada geração de resíduos nas fases de execução das obras. A gestão inadequada desses resíduos acarreta poluição do solo, da água e do ar, além de comprometer a qualidade ambiental urbana. A expansão acelerada das cidades e o aumento da demanda por infraestrutura ampliam a complexidade dos impactos relacionados à construção civil (GIRÃO, 2025). 

O crescente interesse e conscientização da questão da sustentabilidade despertaram a motivação para o estudo em um setor que tem sido apontado como de grande relevância para a transformação do meio ambiente: a construção civil. A potencialização desse interesse ensejou uma nova situação, caracterizada por diversas qualificações denominadas “construção verde” ou “construção sustentável”. O conjunto de práticas e procedimentos preconizados na construção sustentável, certificada ou não, introduziu uma nova realidade no setor da construção civil para fins comerciais (GARÉ, 2025). 

Essa transição para a sustentabilidade é um desafio imenso, mas também uma oportunidade única. É a chance de transformar o setor da construção civil, torná-lo um motor de desenvolvimento sustentável. O que parece ser um custo agora pode se transformar em uma economia a longo prazo. Não se trata apenas de salvar o planeta, mas de criar uma indústria mais eficiente, inovadora e economicamente viável (FOGAÇA, 2025). 

Portanto, o estudo justifica-se, pois a Construção Civil tem gerado impactos ambientais que podem ser mitigados e resolvidos. Por isso, é preciso buscar uma relação harmônica com o meio ambiente, uma vez que é necessário um equilíbrio ambiental para que haja um desenvolvimento que beneficie a sociedade, sem que ocorra esgotamento dos recursos naturais. A utilização de materiais sustentáveis nas construções e a aplicação dos princípios de sustentabilidade têm alternativas demonstradas para o desenvolvimento sustentável. 

Nesse sentido, o estudo tem como objetivo analisar as perspectivas sobre práticas sustentáveis utilizadas na construção civil, identificando alternativas e estratégias que promovam a redução dos impactos ambientais e favoreçam a conservação dos recursos naturais. 

2. REFERENCIAL TEÓRICO 

2.1 CONCEITOS E FUNDAMENTOS DAS CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS 

A Construção Civil e a sustentabilidade estão integradas, desde a década de 1970, em diversos países com o objetivo de desenvolver obras sustentáveis que contribuam com a preservação do meio ambiente. Neste novo contexto da Engenharia Civil, estão sendo adotados métodos e técnicas voltadas para a utilização de materiais cujos padrões garantam a sustentabilidade do planeta (CONCEIÇÃO, 2021). 

Deve ser concebida pensando no futuro, pois, além de minimizar os impactos ambientais, deve ser financeiramente viável, promover o desenvolvimento social, oferecer condições de conforto e usabilidade aos ambientes projetados, além de respeitar a cultura local. Nas obras públicas, há esforços para a obtenção dessas construções, capazes de proporcionar benefícios como conforto ambiental, funcionalidade, satisfação e qualidade de vida, com menor impacto ambiental e custo reduzido, nem que seja a longo prazo (MONTEIRO, 2022). 

A sustentabilidade na construção civil tem ganhado protagonismo nas últimas décadas como resposta à necessidade de reduzir impactos ambientais. As práticas sustentáveis vêm sendo incorporadas ao ciclo de vida das edificações, desde a escolha dos materiais até a destinação dos resíduos. Segundo dos Santos (2020), empresas do setor começaram a adotar tecnologias mais limpas e gestão ambiental integrada. A discussão sobre sustentabilidade também abrange questões sociais e econômicas. Com isso, a construção civil se reposiciona como agente de mudança ambiental. 

Autores como de Almeida et al. (2022) destacam a evolução das técnicas sustentáveis a partir de pesquisas internacionais e normativas ambientais. A sustentabilidade é vista não só como tendência, mas como necessidade global. Isso inclui a busca por materiais regionais, reaproveitamento de insumos e eficiência energética. Da Silva Junior et al. (2022) apontam que essas estratégias colaboram para o uso racional dos recursos naturais. 

A construção sustentável passa a ser um paradigma fundamental no planejamento urbano. Roque e Pierri (2019) reforçam a importância do uso inteligente de recursos naturais como eixo estruturante da sustentabilidade. Isso inclui práticas como captação de água da chuva, telhados verdes e materiais de baixo carbono. A sustentabilidade não se limita ao canteiro de obras, mas envolve também o comportamento do consumidor e o ciclo de uso do imóvel. Esses autores indicam que a integração entre inovação e meio ambiente é estratégica. 

Assim, a sustentabilidade se incorpora como valor de mercado. A discussão também abrange a legislação e as políticas públicas voltadas à construção verde. Ramos (2021) analisa a aplicação de soluções sustentáveis em coberturas verdes como estratégia contra incêndios e calor urbano. Tais iniciativas dialogam com o planejamento de cidades resilientes. A integração entre arquitetura, engenharia e meio ambiente é cada vez mais evidente. A sustentabilidade, portanto, assume caráter multidimensional. Junior (2021) destaca a adoção de recursos renováveis como alternativa viável na construção civil. Tais práticas vêm sendo impulsionadas por incentivos fiscais e exigências de certificação. O emprego de fontes sustentáveis reduz custos operacionais e melhora o desempenho ambiental dos empreendimentos. 

A responsabilidade ambiental passa a ser parte da estratégia empresarial. Isso reforça a mudança de paradigma no setor. Segundo Guidi (2025), a adoção de técnicas construtivas tradicionais como a taipa de pilão pode ser atualizada com soluções modernas para atender aos princípios da sustentabilidade. A valorização de métodos vernaculares e insumos locais reduz impactos ambientais e custos logísticos. Além disso, estimula o desenvolvimento regional e a preservação cultural. A taipa de pilão é exemplo de solução ecoeficiente e adaptada ao clima tropical. Essa abordagem resgata saberes ancestrais com foco no futuro. A literatura mostra que a sustentabilidade na construção civil depende de mudanças estruturais na forma de projetar, construir e utilizar os espaços. Para dos Santos (2020), empresas que investem em gestão sustentável têm ganhos de imagem, economia e eficiência. 

A integração de tecnologias verdes eleva a competitividade e a conformidade regulatória. Isso inclui ferramentas como BIM, simulação térmica e modelagem de ciclo de vida. Tais mudanças demandam capacitação constante. De acordo com Masuero (2021), um dos grandes desafios é compatibilizar o crescimento da construção civil com a sustentabilidade ambiental. Isso requer planejamento urbano inteligente, legislação eficaz e fiscalização adequada. O crescimento desordenado e a ocupação irregular comprometem os objetivos sustentáveis. A construção precisa alinhar seus objetivos à Agenda 2030 da ONU. Assim, a responsabilidade ambiental se torna parte do desenvolvimento. 

2.2 PATENTES VERDES  

As patentes verdes desempenham um papel crucial na promoção da sustentabilidade, protegendo inovações que contribuem para a preservação ambiental e o combate às mudanças climáticas. Esses tipos de patentes abrangem tecnologias voltadas para a energia limpa, a gestão eficiente de recursos naturais, a redução de emissões de poluentes, entre outras áreas que visam a sustentabilidade. A concessão de patentes verdes não só protege os direitos dos inventores, mas também estimula o desenvolvimento e a disseminação de tecnologias ambientalmente amigáveis. 

O conceito de patentes verdes é amplamente apoiado por organizações internacionais, como a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, 2024), que reconhece a importância dessas patentes no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A WIPO tem promovido iniciativas para facilitar o acesso a tecnologias verdes, através de programas como o WIPO GREEN, que conecta inventores com potenciais licenciados, investidores e parceiros comerciais, acelerando a transferência de tecnologia e a inovação sustentável (WIPO, 2024). 

No Brasil, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) implementou o Programa de Patentes Verdes, que visa acelerar o exame de pedidos de patentes que tratam de tecnologias voltadas para o meio ambiente. Esse programa tem como objetivo estimular a inovação no campo da sustentabilidade, permitindo que novas tecnologias cheguem ao mercado mais rapidamente e contribuam para a redução dos impactos ambientais no país. 

O INPI (2024) destaca que as patentes verdes são um instrumento estratégico para o desenvolvimento sustentável, pois incentivam o investimento em pesquisas e o desenvolvimento de soluções tecnológicas que podem mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O artigo 2º da Resolução 283/2012/INPI define “Patentes Verdes” como os pedidos de patentes com foco em tecnologias ambientalmente amigáveis ou ditas tecnologias verdes, que estão no inventário publicado pela OMPI. 

O inventário publicado pelo INPI, na Resolução 283/2012/INPI, comporta cinco grandes áreas classificadas como tecnologias verdes: (a) Energias alternativas; (b) Transportes; (c) Conservação de energia; (d) Gerenciamento de resíduos; (e) Agricultura (INPI, 2024). A Portaria n. 247/2020 do INPI disciplina o trâmite prioritário de processos de patentes no seu âmbito, entre elas, da Tecnologia Verde, conforme previsto no capítulo VII, artigo 11. A modalidade “Tecnologia Verde” adequa-se ao processo de patente cujo objeto é considerado uma tecnologia verde. Essa celeridade da decisão no trâmite prioritário viabiliza a identificação de tecnologias que podem ser benéficas ao desenvolvimento sustentável e, de certo modo, também estimular as pessoas a desenvolverem novas tecnologias (SILVA, 2021). 

Tais iniciativas deixam claro a importância de um sistema de patentes forte para incentivar o investimento em inovação e facilitar o licenciamento das tecnologias, bem como a gestão do projeto das patentes verdes. Um sistema de propriedade intelectual forte é decisivo para estimular o desenvolvimento de novas tecnologias em prol do meio ambiente e a expansão da economia sustentável. 

2.3 TECNOLOGIAS VERDES  

As tecnologias verdes são inovações projetadas para minimizar os impactos ambientais, promover o uso eficiente de recursos naturais e melhorar a sustentabilidade em diversos setores, incluindo a construção civil. Essas tecnologias incluem desde materiais de construção ecoeficientes e sistemas de energia renovável até métodos de construção sustentável que reduzem o consumo de água e energia. De acordo com BRAGA (2019), as tecnologias verdes desempenham um papel fundamental na transição para uma economia de baixo carbono, permitindo que as empresas não só cumpram as regulamentações ambientais, mas também obtenham vantagens competitivas ao adotar práticas mais sustentáveis. 

A implementação de tecnologias verdes pode levar a uma redução significativa dos custos operacionais e ao fortalecimento da imagem corporativa, além de contribuir para a conservação do meio ambiente e para a sustentabilidade a longo prazo. As inovações tecnológicas a favor do meio ambiente contribuem diretamente para o desenvolvimento sustentável, o qual pode ser projetado por meio do tratamento dos resíduos gerados nos processos produtivos, da redução dos níveis de emissão de poluentes e no aumento da eficiência durante a produção de novos produtos, uma vez que são utilizados recursos naturais em larga escala que podem alterar o equilíbrio dos ecossistemas (MORAIS, 2014). 

3. METODOLOGIA 

3.1 Abordagem do Estudo 

Trata-se de uma Revisão Integrativa da Literatura (RIL), com abordagem qualitativa, cujo objetivo é sintetizar evidências científicas sobre as práticas e perspectivas adotadas na construção civil voltadas à sustentabilidade, de forma sistemática e organizada. Esse tipo de estudo permite reunir, analisar e integrar resultados de pesquisas anteriores, possibilitando uma compreensão abrangente sobre as estratégias sustentáveis aplicadas no setor (MENDES, 2017). 

3.2 Tipo de Pesquisa 

A revisão integrativa foi conduzida de acordo com as seis etapas metodológicas propostas por Mendes (2017, p. 1044), as quais compreendem: 

  1. Elaboração da questão norteadora; 
  2. Definição dos critérios de inclusão e exclusão; 
  3. Categorização dos estudos selecionados; 
  4. Avaliação dos estudos incluídos; 
  5. Interpretação dos resultados; 
  6. Apresentação da síntese do conhecimento. 

Esse percurso metodológico garante rigor científico e transparência no processo de seleção e análise dos estudos incluídos. 

3.3 Definição da Questão Norteadora e Objetivo da Pesquisa 

Na primeira etapa, foi definida a seguinte questão norteadora: 

Quais práticas sustentáveis têm sido implementadas na construção civil e quais perspectivas são apontadas pela literatura recente quanto à sua efetividade ambiental, econômica e social? 

Também foram definidos os objetivos da pesquisa, bem como os descritores e palavras-chave que nortearam a estratégia de busca nas bases de dados, conforme o Quadro 1.

Quadro 1 – Estratégia de busca conforme as bases de dados (2016–2025)

Base Chave de Busca 
SCOPUS (“Sustainable Construction” OR “Green Building” OR “Sustainable Building Practices”) AND (“Civil Construction” OR “Construction Industry” OR “Building Sector”) AND (“Environmental Management” OR “Sustainability Assessment” OR “Eco-efficiency”) AND (“Energy Efficiency” OR “Waste Management” OR “Sustainable Materials”) AND (“Sustainable Development Goals” OR “Environmental Impact” OR “Life Cycle Assessment”) 
SCIELO (“Construção Sustentável” OR “Edificação Sustentável” OR “Práticas Sustentáveis na Construção”) AND (“Construção Civil” OR “Setor da Construção” OR “Engenharia Civil Sustentável”) AND (“Gestão Ambiental” OR “Eficiência Energética” OR “Materiais Sustentáveis”) AND (“Sustentabilidade” OR “Avaliação Ambiental” OR “Desenvolvimento Sustentável”). 

3.4 Critérios de Inclusão e Exclusão 

Na segunda etapa, foram estabelecidos os seguintes critérios de seleção dos estudos: 

Critérios de inclusão: 

  • Artigos originais disponíveis on-line, com texto completo; 
  • Estudos que abordam práticas sustentáveis na construção civil
  • Publicações que contenham os descritores e/ou palavras-chave no título, resumo, assunto ou descritor; 
  • Artigos publicados em português, inglês ou espanhol
  • Período de 2016 a 2025, priorizando pesquisas recentes. 

Critérios de exclusão: 

  • Editoriais, cartas, artigos de opinião, comentários e ensaios; 
  • Revisões de literatura, relatos de experiência e documentos oficiais; 
  • Teses, dissertações, livros e relatórios técnicos não revisados por pares; 
  • Estudos duplicados; 
  • Pesquisas fora do escopo temático definido. 

3.5 Geração de Dados e Estratégia de Busca 

Na terceira etapa, foi realizado o levantamento da literatura nas bases de dados Scopus e SciELO, disponíveis no Portal de Periódicos CAPES, abrangendo o período de janeiro de 2016 a setembro de 2025

A estratégia de busca foi estruturada a partir dos descritores e palavras-chave combinadas com os operadores booleanos AND e OR, em três idiomas (português, inglês e espanhol), para garantir amplitude e precisão na identificação dos estudos relevantes. 

A partir dessa estratégia, foram identificados 73 estudos. Realizou-se, então, a primeira triagem, com leitura dos títulos e resumos para verificar o cumprimento dos critérios de inclusão e exclusão, além da eliminação de duplicatas. 

Em seguida, os artigos pré-selecionados foram lidos na íntegra na segunda triagem, resultando em 14 incluídos na síntese final. Os dados foram organizados em tabelas e sistematizados conforme o fluxograma PRISMA (Figura 1), que ilustra as etapas de identificação, seleção, elegibilidade e inclusão dos estudos.

Figura 1– Fluxograma do processo de busca e seleção dos estudos a partir da
metodologia PRISMA.

Fonte: Elaborado pela autor (2025)

3.6 Seleção de Estudos 

Na quarta etapa, os artigos selecionados foram lidos na íntegra, com o intuito de verificar sua conformidade com os objetivos da pesquisa. As informações extraídas foram: Ano de publicação; Título e autores; Periódico e país/estado de origem; Palavras-chave e descritores; Base de dados; Tipo de pesquisa; Referencial teórico; Método de análise de dados; Contexto do estudo. Esses dados foram organizados em tabela no Microsoft Excel para facilitar a análise posterior. 

3.7 Modelo de Análise dos Dados 

Na quinta etapa, os dados foram analisados qualitativamente por meio de leitura interpretativa e categorização dos conteúdos dos artigos.  

3.8 Síntese dos Resultados 

Por fim, na sexta etapa, foi realizada a síntese narrativa dos achados, mediante avaliação criteriosa dos estudos selecionados. Essa síntese buscou integrar as evidências disponíveis de forma crítica e coerente, respondendo à questão norteadora da pesquisa. 

4. RESULTADO E DISCUSSÃO 

Os resultados de pesquisas realizadas entre os anos de 2016 e 2025, que abordam as práticas e tendências das construções sustentáveis no Brasil e no exterior. A tabela 1 evidencia a evolução dos estudos quanto à aplicação de materiais ecológicos, eficiência energética e políticas de incentivo. Esses dados permitem compreender o avanço do setor frente aos desafios ambientais e tecnológicos atuais. 

Tabela 1 – Resultados de pesquisas sobre Construções Sustentáveis (2016–2025)

Autor (Ano) Título Resultados Principais 
Fogaça, Anna Carolina; Scapin, Juliana; Passini, Impactos da construção civil no meio ambiente e práticas sustentáveis. Evidencia o papel da engenharia e da arquitetura no desenvolvimento sustentável, abordando técnicas construtivas ecológicas como telhados 
Aline Ferrão Custodio (2025) verdes, reaproveitamento de água e uso de materiais locais (bambu, adobe, taipa de pilão). Mostra a importância das normas e selos de qualidade para obras sustentáveis e o retorno de técnicas tradicionais adaptadas à contemporaneidade. 
De Azevedo, Marcos Cruz et al. (2025) Construção sustentável no contexto da engenharia civil. Destaca estratégias para reduzir consumo de recursos e resíduos, integrando tecnologias renováveis (energia solar, materiais recicláveis) e certificações (LEED, ISO 14001). Conclui que a construção sustentável é oportunidade estratégica de competitividade e valor ambiental. 
Pereira, Solany Santos et al. (2024) Inovações na engenharia civil: uma análise das novas tendências em materiais de construção. Identifica práticas sustentáveis aplicáveis a edificações diversas. Os resultados mostram ganhos econômicos e ambientais com o uso de materiais reciclados e sistemas de eficiência energética, embora persistam desafios quanto ao custo inicial e resistência cultural. 
Broggio, Lucas; Xavier, Renata Lucon; Serra, Sheyla Mara Baptista (2023) Certificações ambientais na construção civil: contribuições para o desenvolvimento sustentável do espaço urbano. Analisa 26 empreendimentos e demonstra que, embora ainda pouco adotadas, certificações como LEED e AQUA promovem diretrizes de sustentabilidade, eficiência energética e uso racional da água, incentivando práticas mais responsáveis. 
Moreira, Ivan Roberto; Rios, Angélica Vinci do Nascimento Gimenes (2023) Tecnologias sustentáveis aplicadas na engenharia civil: um estudo de caso no município de Paranavaí-PR. Aponta tecnologias sustentáveis regionais (telhados verdes, placas solares, pavimentos permeáveis). Identifica baixa adoção de práticas sustentáveis, mas potencial elevado de aplicação com capacitação técnica e políticas locais. 
De Souza, Cleidman Euzébio (2023) Sustentabilidade na construção civil: benefícios econômicos e ambientais. A partir de revisão bibliográfica, reforça a necessidade de regulamentar práticas sustentáveis para preservar recursos naturais. Conclui que a sustentabilidade gera benefícios sociais, ambientais e econômicos de longo prazo. 
Juliani, Daniéli; Vaguetti, Marcos Alberto Oss; Dos Santos, Taís Carvalho (2022) Construções sustentáveis: um estudo de caso da Casa Popular Eficiente da UFSM. Demonstra, por meio de Avaliação Pós-Ocupação, a eficácia de materiais ecológicos e de baixo custo (telha Tetra Pak, tijolo solo-cimento). A Casa Popular Eficiente é exemplo de aplicação prática de sustentabilidade e conforto ambiental. 
Lima, Jardel Santos; Gomes, João Lucas (2022) Concreto sustentável aplicado à construção civil. Analisa o uso de escória de aciaria como agregado alternativo em concretos. Resultados comprovam conformidade com normas técnicas e viabilidade econômica e ambiental do material reciclado em habitações sustentáveis. 
Monteiro, Jeanni Alves Nunes et al. (2022) Proposta de implementação do conceito de construções sustentáveis nas edificações do IFAM. Propõe implementação de práticas sustentáveis nas edificações do IFAM (AM). Identifica barreiras regionais como mão de obra limitada e falta de certificação. Apresenta guia prático e plano de retrofit como produtos finais. 
Da Silva, J. F.; Dib, R.; De Engenharia Civil, alunos do curso (2021) Análise comparativa de uma construção sustentável e convencional. Compara desempenho econômico e estrutural entre edificações sustentáveis e convencionais. Mostra que o custo inicial é maior, mas o uso de energia fotovoltaica compensa o investimento em cerca de 6 anos. 
Carneiro, Rian Vieira Leite; De Almeida Campos, Ana Rita Sulz (2021) Modelagem de informações na implementação de construções sustentáveis com assistência de recursos tecnológicos. Demonstra que o BIM potencializa o planejamento sustentável, unindo tecnologia e visão ecológica, promovendo obras mais eficientes e com menor impacto ambiental. 
Franco, Barbara Pereira; Lacerda, Frank Carlos Ramos; Miranda, Danilo Carvalho (2020) A aplicação de métodos sustentáveis na construção civil: captação e reaproveitamento de água das chuvas através da cobertura verde. Aponta o telhado verde como técnica sustentável eficaz, reduzindo enchentes urbanas e melhorando o conforto térmico e a umidade do ar. 
Lucena, A. F. E.; Miotto, J. L.; De Mori, L. M. (2020) Avaliação de práticas sustentáveis aplicáveis ao projeto e construção de edificações do setor financeiro. Identifica práticas sustentáveis eficazes, como ventilação natural e coleta de recicláveis. Conclui que tais estratégias reduzem impactos ambientais e elevam a eficiência dos empreendimentos. 
Lima, Mikael Rodrigues de (2020) Construção sustentável em Mossoró/RN: uma visão do público sobre o tema e as influências do BIM. Analisa a percepção pública sobre o uso do BIM na sustentabilidade. Resultados mostram potencial de redução de custos e aumento da produtividade, mas percepção limitada entre os entrevistados. 

Fonte: Autor, 2025 

As construções sustentáveis vêm se consolidando como um eixo fundamental para o desenvolvimento da engenharia civil contemporânea, à medida que o setor busca reduzir os impactos ambientais e adotar práticas mais responsáveis no uso de recursos naturais. Para FOGAÇA (2025), a sustentabilidade na construção está diretamente ligada à adoção de técnicas ecológicas, como o reaproveitamento de água, o uso de materiais locais e o emprego de tecnologias que reduzam a pegada ambiental das edificações. Nesse mesmo sentido, DE AZEVEDO (2025) reforça que as estratégias sustentáveis representam não apenas um imperativo ambiental, mas também uma oportunidade de competitividade no mercado, destacando a importância das certificações ambientais, como LEED e ISO 14001. 

PEREIRA (2024) aponta que o avanço tecnológico tem possibilitado a incorporação de novos materiais de construção com menor impacto ambiental, embora o custo inicial elevado e a resistência cultural ainda sejam entraves para a plena implementação dessas práticas. BROGGIO (2023), ao analisar empreendimentos certificados, mostra que as certificações ambientais contribuem para o desenvolvimento urbano sustentável, promovendo o uso racional da água e da energia, além de incentivar novas políticas de sustentabilidade na construção civil. Em consonância, MOREIRA (2023) evidencia que a adoção de tecnologias sustentáveis ainda é limitada em alguns contextos regionais, devido à falta de capacitação técnica e incentivos governamentais, mas destaca o potencial de crescimento dessas práticas com políticas públicas direcionadas. 

Para DE SOUZA (2023), a sustentabilidade deve ser compreendida como um princípio estruturante das atividades construtivas, trazendo benefícios ambientais, sociais e econômicos de longo prazo. JULIANI (2022) reforça essa visão ao demonstrar, por meio de estudo de caso, que edificações sustentáveis, mesmo de baixo custo, podem oferecer conforto ambiental e eficiência energética, comprovando que práticas ecológicas são viáveis em diferentes escalas de projetos. LIMA (2022), ao investigar o uso de resíduos industriais na produção de concreto, comprova que materiais alternativos podem manter a qualidade técnica exigida, ao mesmo tempo em que reduzem o impacto ambiental e o custo final da construção. 

MONTEIRO (2022) destaca a relevância da inserção do conceito de sustentabilidade nas instituições públicas, apontando a necessidade de formação e planejamento estratégico para que práticas sustentáveis sejam integradas desde a concepção até a execução dos projetos. DA SILVA (2021) reforça que, embora o custo inicial de obras sustentáveis seja superior ao convencional, o investimento é compensado a médio prazo com a redução do consumo energético e o uso de fontes renováveis, como a energia solar. CARNEIRO (2021) complementa essa análise ao demonstrar que o uso de tecnologias digitais, como o Building Information Modeling (BIM), potencializa o planejamento sustentável e otimiza a gestão de recursos. 

A partir de uma abordagem voltada ao reaproveitamento de recursos hídricos, FRANCO (2020) mostra que o uso de coberturas verdes é uma alternativa eficaz para o controle térmico e o armazenamento de águas pluviais, contribuindo para a mitigação de enchentes urbanas. LUCENA (2020) confirma que práticas simples, como ventilação natural e separação de resíduos, já apresentam resultados expressivos em termos de eficiência ambiental, especialmente em edificações corporativas. Por sua vez, LIMA (2020) identifica que a percepção pública sobre construções sustentáveis ainda é limitada, o que revela a necessidade de ampliar a educação ambiental e a conscientização da sociedade sobre o papel da sustentabilidade no setor da construção civil. 

De forma geral, observa-se uma convergência entre os autores analisados quanto à importância de integrar sustentabilidade, tecnologia e gestão ambiental nos processos construtivos. Os estudos apontam que a construção civil sustentável não se limita à adoção de materiais ecológicos, mas envolve uma mudança de paradigma que engloba planejamento estratégico, inovação tecnológica, políticas públicas e conscientização social. Assim, a literatura indica que o avanço das construções sustentáveis no Brasil depende da articulação entre diferentes atores, governo, universidades, empresas e sociedade, para que o setor alcance efetivamente os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e promova um modelo construtivo mais ético e equilibrado. 

5. CONCLUSÃO 

Conclui-se que a adoção de práticas sustentáveis na construção civil é fundamental para reduzir os impactos ambientais do setor sem comprometer o desenvolvimento econômico e social. A revisão integrativa demonstrou que estratégias como o emprego de materiais ecológicos (incluindo técnicas construtivas tradicionais adaptadas), a implementação de tecnologias verdes (por exemplo, sistemas de energia solar, reúso de água, BIM para eficiência de projeto) e a obtenção de certificações ambientais (LEED, AQUA, entre outras) têm apresentado resultados positivos. Essas práticas contribuem para a eficiência no uso de recursos, diminuição de resíduos e emissões, além de gerarem benefícios econômicos (redução de custos operacionais, valorização do empreendimento) e benefícios sociais (melhoria do conforto e saúde nos edifícios, desenvolvimento regional e preservação cultural quando envolvem materiais locais). 

Não obstante, persistem desafios importantes para a consolidação de um modelo construtivo mais sustentável. Barreiras como o alto custo inicial, a resistência cultural a inovações e a falta de capacitação técnica e de incentivos adequados ainda limitam uma adoção mais ampla dessas práticas. Superar esses entraves exige políticas públicas eficazes, educação ambiental e colaboração entre governo, empresas, universidades e sociedade, de forma a alinhar o setor da construção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Nesse contexto, vale destacar que a inovação tecnológica contínua – incentivada por iniciativas como patentes verdes e prospecção tecnológica – desempenha um papel estratégico, facilitando o surgimento de soluções cada vez mais eficientes e acessíveis. Em suma, a transição para edificações sustentáveis representa não apenas uma necessidade ética e ambiental, mas também uma oportunidade de evolução competitiva para o setor da construção civil, capaz de gerar valor socioeconômico de longo prazo e assegurar um desenvolvimento urbano equilibrado. 

REFERÊNCIAS 

BRAGA, Juliano; CARDOSO, Phillip. Gestão por metas e indicadores de sustentabilidade. Gestão ambiental para cidades sustentáveis. São Paulo: Editora Oficina de Textos, 2019. 

BROGGIO, Lucas; XAVIER, Renata Lucon; SERRA, Sheyla Mara Baptista. Certificações ambientais na construção civil: contribuições para o desenvolvimento sustentável do espaço urbano. Simpósio Nacional de Gestão e Engenharia Urbana, v. 4, n. 00, 2023. 

CARNEIRO, Rian Vieira Leite; DE ALMEIDA CAMPOS, Ana Rita Sulz. Modelagem de informações na implementação de construções sustentáveis com assistência de recursos tecnológicos. Anais dos Seminários de Iniciação Científica, n. 25, 2021. 

CONCEIÇÃO, Jansen Ferreira; DOS SANTOS, Mischelle Paiva. Construção Sustentável. Epitaya E-books, v. 1, n. 6, p. 426-458, 2021. 

DA SILVA, J. F.; DIB, R.; DE Engenharia Civil, Alunos do Curso. Análise comparativa de uma construção sustentável e convencional. 2021. 

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FARIAS, Lucas Menezes; MARINHO, Jefferson Luiz Alves. Construções sustentáveis: Perspectivas sobre práticas utilizadas na construção civil. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 3, p. 16023-16033, 2020. 

FOGAÇA, Anna Carolina; SCAPIN, Juliana; PASSINI, Aline Ferrão Custodio. Impactos da construção civil no meio ambiente e práticas sustentáveis. In: CONGRESSO SULAMERICANO DE RESÍDUOS SÓLIDOS E SUSTENTABILIDADE–CONRESOL. 2025. 

FRANCO, Barbara Pereira; LACERDA, Frank Carlos Ramos; MIRANDA, Danilo Carvalho. A aplicação de métodos sustentáveis na construção civil: um estudo sobre a captação e reaproveitamento de água das chuvas através da cobertura verde. 2020. 

GARÉ, José Carlos. Contribuições da construção civil brasileira para o desenvolvimento sustentável. 2025. 

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1Discente do Curso Superior de Engenharia Civil Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (FUCAPI) – Manaus – AM – Brasil, e-mail: Carlos.k1.silva@hotmail.com
2Docente do Curso Superior de Engenharia Civil  na Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (FUCAPI) – Manaus – AM – Brasil. Mestre em Engenharia de Processos (UFPA) . e-mail: Bandeira.San@gmail.com