EMOTIONAL CONSEQUENCES OF SUICIDE: A STUDY ON POSVENTION AND SUPPORT FOR HEALTHCARE PROFESSIONAL SURVIVORS
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202509071448
Lana Manuella Carvalho1
Iule Lourraine da Silva Landinho2
Resumo
As consequências emocionais do suicídio remetem ao estudo sobre posvenção e apoio a profissionais de saúde sobreviventes, onde, demonstra-se que a posvenção trata-se de ações de cuidado aos enlutados por suicídio, afim de atenuar os impactos causados por essa perda e prevenir que desenvolva complicações. Por problema de pesquisa: O estudo abordou a problemática de pesquisa que elucide a questão norteadora sobre quais são as principais lacunas e desafios na implementação prática dos protocolos de posvenção no apoio a sobreviventes e profissionais de saúde impactados pelo suicídio e como esses protocolos podem ser aprimorados para oferecer suporte emocional eficaz? Justificativa: Este estudo teve como justificativa abordar a relevância deste estudo reside na contribuição para a área da Psicologia, particularmente no que se refere à posvenção. Embora o tema tenha ganhado visibilidade com campanhas como o “Setembro Amarelo”, ainda há um déficit no entendimento sobre o que é posvenção e as consequências emocionais sofridas, bem como na existência de protocolos adequados de suporte em instituições de saúde Objetivos: Objetivou-se nesta pesquisa analisar e compreender como esses profissionais percebem os protocolos de posvenção, de que forma os aplicam na prática, e quais são as principais dificuldades que enfrentam ao lidar com o impacto emocional do suicídio. Método: A metodologia utilizada compreendeu revisão bibliográfica exploratória qualitativa sobre o tema, se utilizando: Portal SCIELO (Scientific Eletronic Library Online), o Google Acadêmico, e obras disponíveis na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD). Discussão: o luto por suicídio e o entendimento de profissionais de saúde diz respeito direto perante ao processo de posvenção, sendo que para os profissionais de saúde, este processo atua como meio de conscientização, orientação e compartilhamento da relevância do tema que se faz atribuido, de tal modo, estão relacionadas à possibilidade de reflexão crítica dos profissionais de saúde acerca da temática do suicídio, sendo que o silenciamento e evitamento do assunto se faz causa em destaque, sendo preciso falar sobre suicídio de forma responsiva, ato relacionado a intervenção precoce e a posvenção.
Palavras-chave: Cuidados; Prevenção; Relevância; Saúde; Suicídio.
1. INTRODUÇÃO
O suicídio se apresenta como um fenômeno complexo e devastador, sendo resultado de uma interação de fatores, cujas consequências afetam não apenas o indivíduo, mas também seus familiares e a comunidade ao redor. Historicamente se faz apresentado ao estudo quanto ao suicídio começou ser reconhecido no século XX, com contribuições de estudiosos como Émile Durkheim (1897), a investigar as causas sociais do suicídio. De tal modo, pesquisas de diversas áreas, como Psiquiatria, Psicologia, Sociologia, Antropologia e Saúde Pública, a fim de elaborar práticas mais eficazes para prevenir suicídios e mitigar seus efeitos (ROSADO, 2019).
Apesar de sua alta prevalência, as discussões e debates sobre o impacto psicológico do suicídio em profissionais de saúde e as estratégias institucionais para lidar com essas consequências, como os protocolos de posvenção, ainda são escassas. Atribuído assim, que todo processo quanto a ato compreendido e relacionado com o nível de coesão social de uma comunidade, onde, sociedades com maior integração social tendem a apresentar menores taxas de suicídio, enquanto a desintegração social pode contribuir para o aumento desses casos. A integração social é o processo pelo qual indivíduos ou grupos se conectam, participam e se ajustam a uma sociedade ou comunidade, promovendo a coesão social (ARANHA, 1995).
Relações baseadas em valores, normas e práticas partilhadas, garantem a inclusão de especialmente de grupos marginalizados. Esse conceito está ligado à convivência harmoniosa, à igualdade de oportunidades e à redução de desigualdades que podem gerar exclusão. A integração social como um processo de direito de todas as pessoas, de exposição sem barreiras à realidade. Essencial para a apreensão da realidade, para a construção do conhecimento, para o desenvolvimento do indivíduo e para a construção da sociedade (ARANHA, 1995).
Demonstra-se que toda a gravidade que se faz existente dada a ocorrência é evidente, mas, que de tal modo, apesar disso, observa-se uma baixa mobilização social, especialmente no Brasil, para abordar a questão de forma preventiva e acolhedora (AMORIM, 2018).
A questão não pode ser atribuída a uma única causa ou campo de estudo, pois envolve fatores psicológicos, biológicos, genéticos, culturais e socioambientais. Nesse sentido se faz observado que o suicídio é uma questão extremamente complexa e, muitas vezes, desprovida de respostas definitivas, sendo um desafio profundo para todos os envolvidos. A suicidologia, aborda a prevenção quanto a posvenção, que envolve o acolhimento de pessoas próximas àqueles que cometem suicídio, atrela-se o suicídio como um quebra-cabeças que nunca se completará, pois, a pessoa que se suicidou levou consigo a peça principal. Assim, a posvenção atua como uma forma de prevenção secundária ao suicídio. Sua intervenção ocorre após a realização do suicídio, tendo como objetivo amenizar o sofrimento daqueles que foram direta ou indiretamente afetados pela perda. Além disso, a posvenção tem a função de prevenir novos casos de suicídio entre os sobreviventes, considerando que eles se encontram em situação de risco aumentado devido ao impacto emocional e psicológico do luto. (FUKUMITSU, 2018).
O suicídio além de afetar profundamente as famílias e as comunidades, configura-se como um grave problema de saúde pública, atingindo pessoas de todas as faixas etárias e classes sociais. Um problema de saúde pública refere-se a uma condição que afeta a saúde da população e exige ações coletivas para prevenção e intervenção. Segundo o Dicionário de Epidemiologia de Last (2006), onde, se faz que a saúde pública envolve esforços para proteger, promover e restaurar a saúde. No Brasil, o suicídio figura entre as principais causas de morte, entre adolescentes e jovens adultos, com uma preocupante ascensão de casos na faixa etária de 15 a 19 anos, particularmente entre homens. Esse fenômeno deixa para trás uma legião de sobreviventes e profissionais impactados emocionalmente por essas perdas (SANTOS, 2019).
A dificuldade de falar sobre o suicídio no Brasil decorre de tabus, estigmas e barreiras institucionais. Apesar de iniciativas como o Setembro Amarelo e a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, a prevenção exige articulação intersetorial entre saúde, educação e assistência social. Devido às estatísticas alarmantes, o suicídio gera um impacto significativo em quem trabalha diretamente com as pessoas que sofrem de pensamentos suicidas. Como pergunta problema – quais as principais lacunas e desafios na implementação prática dos protocolos de posvenção no apoio a sobreviventes e profissionais de saúde impactados pelo suicídio e como esses protocolos podem ser aprimorados para oferecer suporte emocional eficaz? Assim, objetiva-se analisar como esses profissionais percebem os protocolos de posvenção e quais são as principais dificuldades do impacto emocional do suicídio.
Além disso, a pesquisa buscará explorar como o trabalho intersetorial e interdisciplinar pode contribuir para a prevenção e a posvenção, identificando oportunidades de colaboração entre diferentes áreas para oferecer um suporte mais eficaz tanto aos profissionais quanto aos sobreviventes. Dentro dessa conjuntura, o tema atravessa reflexões sobre saúde mental e o impacto devastador do suicídio em diversas esferas da vida. Esta pesquisa representa uma oportunidade de contribuir significativamente para o conhecimento e desenvolvimento de práticas que beneficiem não apenas os indivíduos diretamente afetados, mas a sociedade como um todo. Embora a prevenção ao suicídio seja discutida, ainda há pouco foco na posvenção, no cuidado a quem precisa lidar com a perda de uma pessoa querida ou de um paciente.
2. REVISÃO DA LITERATURA
O suicídio continua sendo um tema tabu na sociedade, envolvendo diversas perspectivas, especialmente no contexto da religiosidade, onde muitas vezes é tratado de maneira mística. O sacerdote de candomblé e pesquisador André Aluize ressalta a necessidade de revisão das tradições religiosas diante da crescente preocupação com a saúde mental. “Não é de forma alguma apologia ao ato em si [suicídio], mas nós não podemos condenar, e nem cabe a nós condenar as pessoas e desconsiderar tudo o que elas representaram enquanto serviram conosco enquanto comunidade. Seria para nós algo muito triste que essa memória se perde, que essa contribuição se perde.” Nesse sentido se faz observado que toda questão da perspectiva das religiões em relação ao suicídio, reflete uma transformação mais ampla na forma como a sociedade lida com o sofrimento psíquico. Descreve-se que as tradições religiosas impunham punições, tanto nos rituais fúnebres quanto na ideia de consequências espirituais graves
O babalorixá Alcemir de Odé, da casa de candomblé Ile Ase Alaketu Ode Labure (nação ketu), em São José dos Pinhais, no estado do Paraná, afirma categoricamente que “quem faz o suicídio não tem direito a axexê”. “Porque orixá deu a vida, orixá leva a vida”, argumenta. “Eu concordo porque são meus ancestrais que assim fizeram, assim tem seguido de gerações em gerações.” “Quando a pessoa tira a própria vida, ela já decidiu seu destino”, diz o babalorixá. Ele esclarece que, em casos de suicídio, rituais mínimos são feitos. “A gente não pode deixar a pessoa de qualquer jeito… A gente vai preparar o corpo, preparar o túmulo e acabou. A gente dá o que ela mereceu naquele momento que terminou a sua própria vida”, diz o babalorixá.
O babalorixá Égbé Leandro, da Casa de Oxumarê, em Salvador, na Bahia, também afirma que não se faz axexê para pessoas que se suicidam. Apresenta-se que o “O axexê é uma celebração da passagem da pessoa ao orum (o mundo espiritual). É uma festa. Então, eu não tenho como fazer axexê para a pessoa [que se matou] porque não se tem como comemorar uma pessoa que tirou a própria vida. Mas o rito fúnebre, as liturgias são iguais para todos”, diz Égbé Leandro. O axexê é um ritual fúnebre destinado a pessoas iniciadas no candomblé, ou seja, que passaram por um processo de inserção na religião que leva anos e tem várias etapas.“É um ato de desfazer os atos religiosos que foram feitos durante a vida. Se você não desfizer esses atos, fica preso à Terra e não consegue ir para o orum; e não indo para o orum, você não consegue renascer”, explica o sociólogo Reginaldo Prandi, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), pesquisador e autor de livros sobre o candomblé, como Mitologia dos Orixás.
Na prática, inclusive por ser considerado caro, o ritual costuma ser feito para as pessoas mais importantes das comunidades, como pais e mães de santo e ogãs (um cargo de prestígio que tem rituais e funções específicas, como tocar atabaques, e que não incorpora entidades). Várias decisões sobre esse ritual são tomadas a partir do jogo de búzios, um oráculo através do qual são feitas consultas aos orixás e ancestrais. Nas igrejas evangélicas e católicas, também de origem cristã, o suicídio foi historicamente visto como um grave pecado, por conta da interpretação do mandamento “Não matarás”. De acordo com Fabrício Veliq que é protestante (cristão que não é católico, segue doutrinas derivadas da reforma protestante), teólogo e doutor em teologia pela Faculdade Jesuíta de Belo Horizonte (FAJE) “O próprio catecismo da Igreja Católica condena o suicídio, o ato “contraria a inclinação natural do ser humano para conservar e perpetuar a própria vida” (catecismo 2281), ainda que considere que Deus pode oferecer a quem o pratica “ocasião de um arrependimento salutar” (catecismo 2283).”
As igrejas evangélicas, por sua vez, na maioria dos casos, têm uma posição bem mais radical quanto à temática. Condenam todo ato suicida como “pecado digno do inferno, que Deus não perdoa”. A ideia, seguindo na mesma linha do catolicismo, é que a vida é um dom de Deus e, por isso, somente ele pode retirá-la. Já no espiritismo, que também cresceu no Brasil sobre uma base cristã, o suicídio é visto como algo que trará consequências frequentemente penalidades, segundo alguns livros espíritas famosos no mundo espiritual e em futuras reencarnações. Em O Céu e o Inferno, um dos livros organizados pelo fundador da religião, o francês Allan Kardec (1804-1869), um trecho diz ser comum que espíritos de suicidas sintam vermes corroendo o corpo, embora as consequências do ato variem de “duração e intensidade conforme as circunstâncias atenuantes ou agravantes da falta”. Em Memórias de um suicida, popular livro da médium Yvonne do Amaral Pereira (1900-1984), a existência de um “Vale dos Suicidas”, um lugar de extremo sofrimento para os espíritos de quem se matou. Apesar dessa dificuldade em abordar o tema, os dados são alarmantes, que assim, segue as consequências emocionais do suicídio dada sobre posvenção e apoio a profissionais de saúde sobreviventes.
Segundo descrição da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019, mais de 700 mil suicídios são registrados anualmente em todo o mundo. Contudo, devido à subnotificação, estima-se que esse número ultrapasse 1 milhão de casos. No Brasil, cerca de 14 mil suicídios são registrados anualmente, o que corresponde a uma média de 38 ocorrências diárias.
Ao longo da história da humanidade, essa característica tem sido observada em todas as culturas. Compreender o suicídio implica confiança que, para uma pessoa que o comete, essa foi a única saída encontrada para pôr fim ao seu sofrimento emocional. Assim, dentro da lógica que compreende o suicídio estabelece que as características e fatores de risco devem ser observados entre as pessoas que possam estar em maior vulnerabilidade (AMORIM, 2018).
2.1 Consequências emocionais do suicídio perante a posvenção
Ao suicídio o indivíduo assume total responsabilidade tanto pela sua vida quanto pela sua morte, e no caso de suicídio, seu modo de ser desempenha o papel central, sem a intervenção de outras pessoas”. Além disso, conforme traçado por Dias (citado por Fukumitsu, 2011), o suicídio pode ser definido como uma morte provocada de forma consciente, deliberada e intencional por quem a cometa. Esse ato está frequentemente associado a uma intensa carga emocional, resultado de um sofrimento psicológico prolongado e profundo, para o qual não há desconforto. Da perspectiva de Ciulla (2019), percebe-se como essa dor emocional, frequentemente associada ao suicídio, é descrita como algo tão insuportável que não há um “equivalente à morfina” que ameniza. Isso reforça a ideia de que o sofrimento psicológico prolongado e profundo que leva ao suicídio é uma experiência angustiante, sem descanso, o que está em sintonia com o ponto de Amorim (2018) sobre o sofrimento emocional intenso.
A importância do estudo do suicídio e das intervenções preventivas e pós-ocorrência se faz compreendido perante a necessidade atual de conhecimento quanto a temática, o suicídio é passível de prevenção desde que haja informações, medidas preventivas e profissionais de saúde capacitados à disposição da população. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS, 2016), 90% dos suicídios poderiam ser evitados se houvesse serviços disponíveis de auxílio às pessoas em sofrimento. O suicídio entre profissionais da saúde se demostra sobre e devido às altas cargas de trabalho, do estresse, estado depressivo, problemas físicos e metais, que desencadeiam problemas psíquicos, ao campo de atuação e local (ROSADO, 2019).
Perante a sociedade moderna, o aumento dos índices mundiais de suicídio tem tornado esta problemática uma preocupação de escala global. No mundo, a média de suicídios é de 13 a 14 mortes a cada 100 mil habitantes, enquanto a média brasileira é inferior, de 6 a 7 mortes por 100 mil habitantes. No entanto, este índice tem aumentado, especialmente entre a população adulto-jovem brasileira. A partir dos dados mencionados, justifica-se a importância do trabalho de apoio realizado pelos profissionais da saúde e por distintas instituições no sentido de intervir.
O fator estressante e desgaste o que mais se observa sobre a classe da saúde o que se identifica como fatores de risco para suicídio entre profissionais de saúde, quando confrontado com outras especialidades, os profissionais apresentaram maior risco de suicídio, quando portam uma idade superior (mais velhos), ou tivessem alguma doença mental (LEÃO, 2019).
Processo que se faz ligado à convivência harmoniosa, à igualdade de oportunidades e à redução de desigualdades que podem gerar exclusão, se atrelando diretamente perante a abordagem de diversas áreas, como Psiquiatria, Psicologia, Sociologia, Antropologia e Saúde Pública, a fim de elaborar devidas práticas mais eficazes para prevenir suicídios e mitigar seus efeitos. Assim, proporcionar benefícios tanto para os profissionais envolvidos quanto para a sociedade em geral. A prevalência é influenciada pelo estresse do ambiente e processo de trabalho, que interfere significativamente na vida laboral destes profissionais, com impacto na qualidade de vida. Outro fator que influencia para desencadear doenças em profissionais da saúde está ligado ao setor de trabalho e a dinâmica do mesmo (BARBOSA et. Al., 2012).
Logo, o ato de recorrer a suicídio descreve o desespero, angústia e aflição deste profissional, sendo a grande parte da vida do indivíduo dedicada ao trabalho, para a potencialização de saúde dos indivíduos. Dessa maneira, a consumação de atos como o suicídio é de suma preocupação. Assim, o suicídio consumado por profissionais da saúde ou suas tentativas causam danos e consequências drásticas, sendo que muitos anestesiologistas encontram a cessação do sofrimento no ato de atentar contra a própria vida. Todo sofrimento decorrente do trabalho gera algumas patologias, as condições de trabalho afetam não somente o trabalho desenvolvido, mas sua própria saúde, suscetíveis a desenvolver transtornos psicológicos, mentais, sendo exposto a fatores estressores pode sofrer consequências e prejudicar a saúde (D’OLIVEIRA, 2016). São vários componentes que podem contribuir para o adoecimento dos profissionais de saúde tais como: a competitividade, pressão por alcance de metas de produção, fragmentação de tarefas, baixa autonomia, pouco reconhecimento social, elevada burocracia, insegurança no trabalho, relações conflitantes no cotidiano sejam com colegas de trabalho, gestores ou usuários dos serviços de saúde (MELLO et al., 2020).
As consequências emocionais do suicídio remetem a necessidade de estudos sobre posvenção e apoio a profissionais de saúde sobreviventes, sendo preciso lançar o olhar para os serviços de saúde de base territorial e comunitária, a exemplo dos Centros de Atenção Psicossocial, e vislumbrar ações de posvenção acessíveis e resolutivas, onde, compreende-se que o suicídio é um problema de saúde pública global e, notadamente, um fenômeno social complexo, multidimensional e multideterminado que envolve aspectos psicológicos, sociais, biológicos, ambientais, políticos e culturais, ao estabelecimento que a posvenção ao suicídio é uma componente crucial da saúde mental. Assim, a urgência de falar sobre o assunto e buscar entender seus sinais e causas. O suicídio se faz descrito como um ato intencional e consciente, em que o indivíduo busca tirar a própria vida utilizando um método que acredita ser letal.
A conjuntura que se faz existente quanto as consequências emocionais do suicídio, corresponde a um campo de estudo sobre posvenção e apoio a profissionais de saúde sobreviventes, observando que há ainda muito estigma e preconceito sobre o tema, o que pode aumentar o sentimento de vergonha, logo, a posvenção engloba os cuidados prestados às pessoas impactadas pelo suicídio de alguém, ajudando-as a lidar com os efeitos emocionais da perda, correspondente a um espaço para processar a experiência vivenciada, oferecida aos enlutados desde os primeiros dias após a ocorrência da morte. Entretanto, como são reações individuais, não há fórmula única sobre como proceder. Nesse sentido, o autocuidado é fundamental para ajudar a lidar com as emoções intensas e o estresse decorrentes do luto.
O luto complicado denomina-se como sendo um estado de luto intenso e contínuo que impede a recuperação e a adaptação à perda de um ente querido, prolongando-se por meses ou anos. Essencial entender que não há um tempo determinado para o luto e não existem fórmulas prontas para lidar com ele, assim, Após um suicídio, um aspecto importante é respeitar a autonomia das pessoas e evitar expor aquelas que não desejam compartilhar suas experiências.
Figura 1: Identificação de comportamentos de risco baseada em características observáveis.

Fonte: BOTEGA (2022).
Na (Figura 1) para uma posvenção do suicídio eficaz, é crucial a atuação conjunta de equipes multidisciplinares de saúde, que incluem enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e assessores culturais, a prevenção do suicídio seja considerada uma prioridade global de saúde perante aos profissionais da saúde, a intervenção, ou posvenção, destinada requer um suporte.
“Todos os impactos do suicídio ultrapassam o círculo íntimo, assim, as estratégias para uma posvenção devem proporcionar medidas eficazes para atender a todos os afetados, onde, se faz estabelecido que a posvenção ao suicídio é uma componente crucial da saúde mental” (ROSADO, 2019, p. 09). a posvenção abrange assim, uma vasta gama de atividades como CAPS – Centros de Atenção Psicossocial perante a seus profissionais, como forma essencial de preparar e fornecer apoio contínuo a equipes, destacando a importância de uma abordagem integrada e sustentada, assim, oferecer suporte emocional, desempenha um papel educativo.
2.2 Posvenção e apoio a profissionais de saúde e sobreviventes
Nos últimos anos, o tema quanto ao suicídio é considerado um problema de saúde pública que vem sendo mundialmente debatido, logo, se aborda que a posvenção é considerada também, como uma forma de prevenção para evitar novos casos de suicídio entre os sobreviventes. A definição da posvenção designa-se ao sentido de se acolher e cuidar daquelas pessoas que tentaram suicídio e não tiveram êxito no intento, onde, a adoção de práticas de posvenção eficazes pode significar uma redução no risco de suicídio (MÜLLER, 2017).
Segundo Botega (2022, p. 13), “a posvenção é necessária no âmbito da saúde e necessita de mais atenção e recursos, sendo que o ato do suicídio é uma questão de saúde pública global que afeta todas as faixas etárias e sociedade, potencializando a prevenção e a resiliência”.
Dentro do campo profissional de agentes da saúde a epidemiologia do suicídio revela padrões significativos, como maior prevalência entre homens e em idades específicas, assim, o desenvolvimento de novas abordagens e terapias psicológicas avançadas oferece esperança.
De acordo com Dantas (2021, p. 15), “toda a propagação de diversidade das intervenções de posvenção enfatiza a importância de uma abordagem multidisciplinar na saúde, que envolve a coordenação entre socorristas, enfermeiros e outros profissionais de saúde”.
Para os profissionais de saúde, que enfrentam o luto decorrente da morte por suicídio de pacientes, apresenta desafios únicos, logo, os profissionais devem estar adequadamente preparados para oferecer suporte, a estratégias de posvenção em saúde mental após suicídios. A posvenção da morte por suicídio possui 3 (três) fases com conceitos e ações específicas que auxiliam os comandantes a conduzirem a tropa pelo itinerário que se inicia na Estabilização, passa pelo Luto e se encerra no Crescimento. O termo “posvenção” foi introduzido no Brasil a partir da dissertação de mestrado de Karen Scavacini (2011) a tratar diretamente do tema pelo Instituto Gestalt de São Paulo (IGSP), sob coordenação e docência de Karen Scavacini em 2012.
De acordo com Feijoo (2021, p. 18), “aos profissionais da saúde a posvenção é todo cuidado prestado aos sobreviventes enlutados por um suicídio, onde, seus objetivos associam- se ao cuidado emocional, à prevenção de possíveis complicações do processo de luto”.
Compreende-se que a ausência de diretrizes específicas para o período pós-suicídio nos planos nacionais de prevenção ao suicídio destaca uma área crítica de necessidade, assim, apresenta-se que a posvenção emerge como um campo crucial, visando não apenas auxiliar os enlutados em seu processo de luto, mas também funcionar como uma estratégia preventiva ao desencorajar futuras tentativas de suicídio entre os sobreviventes. Logo, fatores de proteção, em contrapartida, são os fatores que visam diminuir as possibilidades de um indivíduo cometer suicídio, se faz estabelecido que todo curso, presente para a prevenção do suicídio e da/para a posvenção utilizando-se a abordagem teórica cognitiva comportamental. (BENDL, 2019).
O suicídio é uma situação extremamente perturbadora, diante do sofrimento humano, nada pode ser explicado, comparado, tampouco compreendido apenas por um viés, sendo que a construção de sentidos para a vivência do luto por suicídio e uma adaptação ao processo continuado de ressignificação, logo, a posvenção ao suicídio reúne estratégias ao cuidado de sobreviventes enlutados, tendo como objetivo a desestigmatização da tragédia do suicídio. No Brasil, apesar da relevância da avaliação das intervenções de posvenção ao suicídio em instituições de trabalho, se faz observado que nenhum dos manuais existentes quanto ao tema apresenta uma avaliação de resultados após a aplicação das estratégias de posvenção, portanto, é de extrema relevância o desenvolvimento de um manual brasileiro de posvenção ao suicídio.
Devido ao suicídio envolver questões individuais, sociais e culturais, torna-se necessário criar estratégias de prevenção que englobem do nível mais amplo ao nível mais específico. A posvenção trata-se de ações de cuidado aos enlutados por suicídio, afim de atenuar os impactos causados por essa perda e prevenir que desenvolva complicações, evitando a ocorrência de contágio, todo trabalho de posvenção previne complicações do luto, tornando-o mais ressignificativo, onde o enlutado possa buscar uma existência com sentido. Além disso, é uma tarefa imprescindível, pois possibilita o desencorajamento de ações suicidas (DANTAS, 2021).
Compreende-se de tal modo, que a posvenção busca minimizar o impacto das consequências da morte infligida, onde toda e qualquer atividade realizada após o incidente se destina ao acolhimento do processo de luto, visando uma prevenção a gerações futuras, promovendo um manejo, devido a aspectos que são resultante de muito sofrimento psicológico.
O suicídio é um ato de desespero, seguindo o pensamento de que o que está acontecendo é intolerável, de tal modo, a posvenção é qualquer ato apropriado e de ajuda que aconteça após o suicídio consumado, ferramenta reconhecida mundialmente como um componente importante no cuidado da saúde mental dessas pessoas. O suicídio é um fenômeno multifatorial e, por essa razão, não se deve pensar isoladamente para que se compreendam os motivos (ROCHA, 2019).
A posvenção pode ser realizada em dois níveis: com o indivíduo que tentou o ato suicida, mas que não culminou com sua morte, no intuito de prevenir novas tentativas; ou com familiares e amigos daqueles que perderam sua vida para o suicídio, a fim de manejar o luto, o rastreio e o monitoramento de ideações, sendo que o suicídio é como um fenômeno complexo e multifatorial marcado pela ambivalência entre o desejo de viver e o desejo de acabar com a dor.
3. METODOLOGIA
3.1 Coleta de dados
O estudo se utilizou de bases de dados informatizadas: o Portal SCIELO (Scientific Eletronic Library Online) e PubMed (Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos), que se porta onde as bibliografias, ou repertórios bibliográficos, são publicações que se especializam em fazer levantamentos sistemáticos de todos os documentos publicados e determinadas áreas de estudo ou pesquisa. Assim, a base metodológica foi realizada a partir da coleta de dados/informações ao respectivo tema, encontrados em artigos, dissertações, monografias e teses, publicadas nos últimos vinte anos e, disponíveis na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), Portal SCIELO, PubMed e no Google Acadêmico.
A pesquisa que compreende o processo de revisão bibliográfica levanta o conhecimento disponível existente, identificando as teorias produzidas, analisando-as e avaliando sua contribuição para compreender ou explicar o problema objeto da investigação (GIL, 2009).
Logo, como metodologia a pesquisa, construir-se-á o referencial teórico a partir da leitura de livros, artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais, manuais técnicos, legislação vigente e resultados de pesquisa na base de dados online que se fazem disponíveis.
3.2 Análise de dados
Inicialmente ao realizar a pesquisa com os descritores selecionados, nos últimos anos, o estudo, de tal modo, perante a necessidade de se aprofundar os estudos sobre a pesquisa na área determinada se fez necessário a realização de um panorama ativo das pesquisas recentes sobre este tema, sobretudo por meio da busca de artigos e trabalhos em diversas plataformas de pesquisa acadêmicas. A busca por estudos (obras), foi realizada nas bases de dados durante os meses de julho a agosto de (2025), com as palavras-chave que seguem: Cuidados; Prevenção; Relevância; Saúde; Suicídio. Tendo como critério de inclusão considerou-se artigos originais publicados em português. E de exclusão considerou-se resenhas, artigos de opinião e revisões.
No ato da pesquisa e busca de conteúdos os critérios de inclusão dos trabalhos foram estabelecidos da seguinte maneira: ser obra de pesquisa publicado em periódicos nacionais em língua portuguesa ou língua estrangeira, que se fizessem indexados em bases de dados e ter sido publicado como fonte de estudo. Assim, para síntese e análise do material: se fez leitura exploratória, que se preocupou com a descrição e seleção do material quanto a sua relevância para o estudo; leitura crítica e reflexiva, dos dados para construção dos resultados encontrados.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
No Brasil, o suicídio é um dos principais problemas de saúde pública, devido a este motivo, nesse cenário observa-se que comportamento suicida é considerado uma emergência de saúde, as taxas de suicídio variam substancialmente entre regiões e países sobre o cunho da profissão. Observa-se que os profissionais de saúde que prestam serviços e cuidados humanos apresentam-se como conceitos extremamente relevantes, podendo de forma direta contribuir para o bem ou mal-estar da sociedade, não somente sobre o profissional, mas também em todos aqueles que constituem o seu ambiente pessoal e ambiente de trabalho (BOTEGA, 2022).
Ao condizente atual da saúde, profissionais são expostos a diversas situações aliados à precariedade, que podem colocar os profissionais de saúde em risco, a qualidade de vida no trabalho afeta atitudes pessoais e comportamentos, logo, a descrição de suicídio entre os profissionais da saude se faz demostrada sobre as altas cargas de trabalho, do estresse, estado depressivo, problemas físicos e metais, que assim, desencadeiam problemas psíquicos/mental.
Ao humano, observa-se as diversas manifestações que podem refletir nas situações do cotidiano, a descrição suicida sobre profissionais da saúde faz por suas fortes relações paciente e ambiente acelerado, tendo a escuta ativa, o pensamento crítico, o bom senso e a tomada de decisões são habilidades, para que sofrem com o desgaste da profissão (MAIOLINO, 2022).
O suicídio consumado por profissionais da saúde ou tentativas do mesmo, causa danos e consequências drásticas, sendo que muitos anestesiologistas encontram a cessação do sofrimento no ato de atentar contra a própria vida. Todo sofrimento decorrente do trabalho pode gerar patologias, as condições de trabalho afetam não somente o trabalho desenvolvido, mas sua própria saúde, estando suscetíveis a desenvolver transtornos psicológicos, metais, sendo exposto a fatores estressores pode sofrer graves consequências que podem prejudicar a saúde.
Mesmo que a linha de prevenção seja possível em grande parte dos casos, as mortes por suicídio ainda acontecem diariamente e abalam o círculo social próximo do indivíduo que se suicidou, a posvenção promove a mobilização de recursos de suporte social; de identificação de risco de suicídio e intervenção em crise, possibilitando um espaço para processar a experiência vivenciada, assim, ao longo da posvenção é importante que os comandantes examinem suas crenças pessoais sobre comportamentos suicidas, pois seus pensamentos e sentimentos sobre o tema podem, intencionalmente ou não, influenciar (D’OLIVEIRA, 2016).
No (Quadro 1): apresenta-se a descrição de autores e obras utilizadas para análise e resultado, logo, se descrevem estudos em: quantidade, título, autor e ano, objetivos e resultado.
Quadro 01: Descrição de autores e obras frente análise e resultado. Estudos analisados: quantidade, título, autor e ano, objetivos e resultado.


Fonte: autoral (Lana Manuella Carvalho). 2024.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conclui-se que a pesquisa tendo como foco adquirir conhecimentos acerca do assunto, buscando assim a explicação e determinado ao tema, onde, o luto por suicídio e o entendimento de profissionais de saúde diz respeito direto perante ao processo de posvenção, sendo que para os profissionais de saúde, este processo atua como meio de conscientização, orientação e compartilhamento da relevância do tema que se faz atribuído, logo, nessas situações, é crucial agir com calma, empatia e seguir os protocolos estabelecidos para lidar com emergências.
O suicídio é um assunto delicado, e falar sobre um caso específico exige cuidado e responsabilidade, assim, todos desempenham um papel fundamental no gerenciamento das situações de luto e suicídio, assim, logo, ao oferecer apoio, é essencial priorizar aqueles que foram mais impactados pela morte, fenômeno complexo e polissêmico, muitas vezes não reconhecido pela sociedade, dificultando o processo de luto para os sobreviventes enlutados.
Compreende-se que as características e fatores de risco devem ser observados entre as pessoas que possam estar em maior vulnerabilidade para o comportamento suicida, logo, necessário o aspecto de se ressaltar a importância de debater sobre o fenômeno suicídio como um problema de saúde pública e da posvenção como uma estratégia de acolhimento, onde, compreendido que práticas de suporte oferecidas, como a posvenção ao suicídio, são essenciais.
Demonstra-se uma fragilidades na assistência às demandas de saúde mental dos profissionais de saúde, sendo que o suicídio é visto como uma morte inesperada e traumática, gerando uma sucessão de perdas, estudos apontam que a cada morte por suicídio pelo menos seis pessoas são impactadas diretamente pelo ato, nesse sentido observa-se que o estigma sobre o suicídio é histórico na sociedade. A pósvenção representa ainda, uma estratégia de cuidado, cuidados na posvenção objetivam promover especialmente a saúde mental, nesse sentido, serviços e políticas públicas podem ser importantes aliados para a realização dessa intervenção.
O estudo aborda que no campo da saúde, pesquisas visam contribuir para evidenciar o fenômeno do suicídio, logo, as contribuições deste estudo, estão relacionadas à possibilidade de reflexão crítica dos profissionais de saúde acerca da temática do suicídio, sendo que o silenciamento e evitamento do assunto se faz causa em destaque, sendo preciso falar sobre suicídio de forma responsiva, ato relacionado a intervenção precoce e a posvenção.
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1 Lana Manuella Carvalho – Discente do Curso Superior de Psicologia do Centro Universitário Unicatólica
2 Prof. (a). Me. Iule Lourraine da Silva Landinho – Docente do Curso Superior de Psicologia do Centro Universitário Unicatólica
