REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511081450
Naira Margarida Borges1
Michele Alves Londono2
RESUMO
O presente estudo tem como objetivo identificar as complicações associadas à presença de terceiros molares inclusos, buscando compreender o impacto desses dentes na saúde bucal, apresentar as doenças decorrentes de sua permanência e apontar as consequências mais frequentes associadas à presença de dentes do siso inclusos. Os terceiros molares, popularmente conhecidos como dentes do siso, são os últimos a erupcionar e frequentemente não encontram espaço suficiente no arco dentário, o que pode resultar em sua inclusão. A permanência desses dentes impactados está associada a diversas complicações clínicas, que podem comprometer a integridade dos dentes adjacentes, o periodonto e o osso alveolar, além de favorecer processos infecciosos e alterações patológicas. Trata-se de uma pesquisa de caráter bibliográfico, realizada por meio da análise de artigos científicos, livros e publicações recentes sobre o tema, permitindo a compreensão das principais consequências da retenção de terceiros molares. Os resultados evidenciam que a presença de dentes inclusos pode provocar cáries cervicais distais nos segundos molares, doença periodontal, perda óssea, reabsorção radicular, pericoronarite recorrente, cistos dentígeros e, em casos menos frequentes, tumores odontogênicos. Além disso, a manutenção de terceiros molares inclusos sem acompanhamento adequado aumenta o risco de complicações infecciosas e pode exigir intervenções cirúrgicas mais complexas no futuro. Conclui-se que a avaliação clínica e radiográfica criteriosa, aliada ao acompanhamento contínuo, é essencial para prevenir complicações, orientar condutas terapêuticas e preservar a saúde bucal. A compreensão das consequências clínicas da permanência dos terceiros molares inclusos contribui para a tomada de decisão informada quanto à necessidade de intervenção cirúrgica ou manutenção do dente.
Palavras-chave: terceiros molares inclusos; complicações clínicas; saúde bucal; cárie; doença periodontal; pericoronarite.
ABSTRACT
The present study aims to identify the complications associated with the presence of impacted third molars, seeking to understand the impact of these teeth on oral health, present the diseases resulting from their retention, and highlight the most frequent consequences associated with impacted wisdom teeth. Third molars, commonly known as wisdom teeth, are the last to erupt and often lack sufficient space in the dental arch, which can lead to impaction. The presence of impacted teeth is associated with various clinical complications that may compromise the integrity of adjacent teeth, the periodontium, and alveolar bone, in addition to favoring infectious processes and pathological changes.This is a bibliographic study, conducted through the analysis of scientific articles, books, and recent publications on the topic, enabling the understanding of the main consequences of third molar retention. The findings indicate that impacted teeth can cause distal cervical caries in second molars, periodontal disease, bone loss, root resorption, recurrent pericoronitis, dentigerous cysts, and, less frequently, odontogenic tumors. Furthermore, maintaining impacted third molars without proper follow-up increases the risk of infectious complications and may require more complex surgical interventions in the future. It is concluded that careful clinical and radiographic evaluation, combined with continuous monitoring, is essential to prevent complications, guide therapeutic decisions, and preserve oral health. Understanding the clinical consequences of impacted third molars contributes to informed decision-making regarding the need for surgical intervention or tooth retention.
Keywords: impacted third molars; clinical complications; oral health; dental caries; periodontal disease; pericoronitis.
1 INTRODUÇÃO
A odontologia abrange um vasto campo de atuação, organizado em diversas especialidades, entre as quais se destaca a cirurgia. No entanto, para realizar procedimentos cirúrgicos, é fundamental que o profissional esteja devidamente capacitado, reconhecendo também os limites de sua formação (Puricelli, 2014). Dessa maneira, será possível garantir a execução de cirurgias de forma segura e eficaz.
Historicamente, a evolução da mandíbula humana, com a redução do espaço para o desenvolvimento de todos os dentes, contribuiu para que os sisos, em muitos casos, não tivessem espaço suficiente para erupcionar corretamente.
Dessa forma, terceiros molares comumente chamados de dentes do siso, geralmente são os últimos a emergir na boca, o que costuma ocorrer entre o final da adolescência e o começo da vida adulta (Wray et al., 2003).
Ele tende a surgir inicialmente na mandíbula e, em seguida, na maxila. Normalmente, é o último dente da arcada a erupcionar, e isso pode ocorrer devido à limitação de espaço adequado para seu posicionamento correto (Maia, 2014).3
Do ponto de vista clínico, as implicações de um siso incluso podem ser divididas em dois grupos principais: as complicações locais e as sistêmicas. As complicações locais incluem infecções, cáries nos dentes adjacentes, reabsorção da raiz de dentes vizinhos, e até a formação de cistos ou tumores odontogênicos (Da Conceição et al., 2021).
A partir disso, surge, assim, a questão central desta pesquisa: Quais as consequências clínicas da permanência de terceiros molares inclusos?
Com esse propósito, este trabalho tem como objetivo principal: Identificar as complicações associadas à presença de terceiros molares inclusos, para compreender o impacto da presença de dentes do siso inclusos na saúde bucal apresentar as doenças decorrentes da presença do siso inclusos e apontar as consequências mais frequentes associadas à presença de dentes do siso inclusos.
A relevância científica reside na necessidade de compreender melhor os fatores que levam à inclusão dentária e as melhores estratégias de manejo preventivo e curativo, tendo em vista o avanço das técnicas cirúrgicas e o uso de novas tecnologias no diagnóstico e tratamento.
O estudo, portanto, foca na intersecção entre os desafios clínicos e as soluções tecnológicas disponíveis, analisando os fatores que contribuem para a decisão de intervir cirurgicamente e as melhores práticas de pós-operatório.
O desenvolvimento da pesquisa está organizado de forma sistemática, iniciando com a apresentação da metodologia, que consiste em uma revisão bibliográfica de artigos científicos, livros e publicações recentes sobre o tema. Em seguida, a contextualização teórica aborda a formação e erupção dos terceiros molares, incluindo suas variações de posição e o processo de erupção.
São discutidas as principais complicações clínicas decorrentes da retenção desses dentes, como cáries cervicais distais, doença periodontal, reabsorção radicular, pericoronarite, cistos e tumores odontogênicos, evidenciando os riscos associados à permanência sem acompanhamento. Também são explorados os aspectos diagnósticos e radiográficos, destacando a importância do exame clínico, das radiografias panorâmicas e das tomografias computadorizadas para avaliar a posição dentária e a relação com estruturas anatômicas relevantes.
Além disso, o estudo considera os fatores etiológicos da inclusão, incluindo falta de espaço no arco mandibular, influências genéticas, hábitos mastigatórios e características do desenvolvimento ósseo e dentário. São apresentadas ainda as condutas cirúrgicas, incluindo critérios de indicação, técnicas operatórias, cuidados pós-operatórios e manejo de complicações como alveolite, infecção, hemorragia e parestesia. Por fim, o trabalho discute as consequências clínicas da permanência dos terceiros molares inclusos, destacando os impactos sobre os dentes adjacentes, periodonto e osso alveolar, reforçando a importância do acompanhamento clínico contínuo e da avaliação criteriosa para a prevenção de complicações.
2 METODOLOGIA
A presente pesquisa é de caráter qualitativo, com objetivo exploratório e explicativo. Segundo Gil (2008), a pesquisa exploratória busca proporcionar maior familiaridade com o problema para torná-lo mais claro, enquanto a pesquisa explicativa visa identificar os fatores que contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Nesse contexto, o estudo procura explorar os diferentes tipos de complicações associadas aos dentes do siso e explicar as razões de sua ocorrência, com base em dados clínicos e na literatura especializada.
O método adotado é indutivo, partindo da observação de fenômenos específicos para, posteriormente, generalizar os resultados. Foram utilizados procedimentos de pesquisa bibliográfica e levantamento de dados clínicos. A pesquisa bibliográfica foi realizada em bases de dados como PubMed e Scielo, utilizando descritores como “dente siso”, “complicações da erupção do terceiro molar” e “extração do siso”. Conforme Severino (2016), a pesquisa bibliográfica visa oferecer embasamento teórico consistente para o desenvolvimento da investigação.
Foram incluídos artigos, teses e dissertações publicados nos últimos cinco anos, redigidos em português ou inglês, que abordem diretamente as complicações relacionadas aos dentes do siso. Por outro lado, foram excluídos trabalhos que não atendam ao recorte temporal, a não ser que tratem do tema e não exista estudo mais atual equivalente, bem como aqueles que não apresentem relevância direta ao tema, como pesquisas sobre complicações odontológicas de outros dentes ou patologias não relacionadas.
A pesquisa possui natureza básica, pois busca contribuir para o avanço do conhecimento científico sobre os terceiros molares inclusos, sem objetivo de aplicação prática imediata, mas fornecendo fundamentos teóricos que possam embasar futuras investigações e práticas clínicas.
3 FORMAÇÃO E ERUPÇÃO DOS TERCEIROS MOLARES
A inclusão de dentes do siso, ou terceiros molares, é uma condição relativamente comum. Esses dentes, que geralmente erupcionam entre os 17 e 25 anos de idade, podem apresentar diversas complicações quando não encontram espaço adequado na arcada dentária para sua completa erupção. O conceito de siso incluso refere-se à condição em que o dente permanece parcial ou totalmente retido na mandíbula ou na maxila, sem conseguir erupcionar completamente na cavidade oral (Synan, 2020).
Ressalta-se que os dentes do siso, também conhecidos como terceiros molares, são os últimos dentes a se formarem e erupcionarem na cavidade oral. De acordo com estudos, a posição desses dentes na arcada, associada ao desenvolvimento tardio, frequentemente resulta na falta de espaço para sua completa erupção, levando à impacção (Kim, 2003).
Segundo Beresford e Blakey (2015), o espaço reduzido na mandíbula ou maxila é o principal fator etiológico para a inclusão do siso, o que pode resultar em complicações locais ou sistêmicas.
Além disso, a literatura aponta que os dentes do siso apresentam grande variação anatômica em termos de tamanho, forma e número de raízes, o que pode influenciar diretamente a dificuldade de sua erupção (Campbell, 2012). Em muitos casos, essa variação anatômica dificulta ainda mais a possibilidade de o dente emergir normalmente.
A classificação dos dentes do siso inclusos pode ser feita de acordo com a posição do dente em relação à superfície oclusal dos outros dentes e à profundidade do osso mandibular ou maxilar.
Pell e Gregory (1933) desenvolveram uma das classificações mais utilizadas, que categoriza a inclusão dos terceiros molares em mesioangular, distoangular, vertical ou horizontal, dependendo do ângulo de inclinação do dente. Segundo Ventura e Zanetti (2020), o tipo de inclusão está diretamente associado ao nível de complicações e sintomas apresentados pelos pacientes, sendo que os sisos mesioangulares e horizontais estão entre os mais problemáticos.
3.1 Principais complicações clínicas da inclusão
A retenção dos dentes do siso pode resultar em várias complicações, tanto locais quanto sistêmicas. Entre as principais, destacam-se:
A pericoronarite é uma inflamação do tecido gengival ao redor de um dente parcialmente erupcionado, frequentemente observada em sisos inclusos. Esse processo inflamatório ocorre devido ao acúmulo de bactérias e restos alimentares na área entre o dente e a gengiva (Ventura e Zanetti, 2020).
Estudos indicam que essa condição é uma das complicações mais comuns em pacientes com sisos parcialmente inclusos. A pericoronarite pode variar de uma inflamação leve a infecções graves, com possibilidade de abscessos e celulite facial.
Outra complicação significativa é o desenvolvimento de cistos e tumores odontogênicos associados aos sisos inclusos. O cisto dentígero, por exemplo, é uma lesão cística comum que se forma em torno da coroa de um dente incluso. Embora geralmente assintomático, o cisto pode causar destruição óssea, deslocamento de dentes adjacentes e até fraturas mandibulares (Sridevi, 2015). Além disso, em raros casos, tumores como o ameloblastoma podem se desenvolver a partir do epitélio do folículo dentário associado ao siso incluso.
A manutenção dos terceiros molares impactados pode também ocasionar a formação de granulomas e infeções periodontais ao redor do dente, que podem evoluir para periodontites severas, afetando a estabilidade dos dentes adjacentes e a saúde gengival geral.
Esses processos inflamatórios podem levar a uma perda óssea progressiva, dificultar futuras intervenções cirúrgicas e contribuir para a perda dentária de dentes vizinhos, agravando o quadro clínico (Ventura, Zanetti & Mesquita, 2020).
Além disso, a presença de dentes impactados pode dificultar a higienização adequada do espaço oral, favorecendo o acúmulo de placa bacteriana, o que aumenta o risco de desenvolvimento de periodontites, cáries proximais e doenças gengivais. Essa condição favorece um ciclo de inflamação contínua, que, se não tratado, pode comprometer a integridade da arcada dentária e a saúde geral do indivíduo (Silva Rodrigues et al., 2023).
Desse modo, a permanência prolongada de terceiros molares impactados também está associada ao risco de formação de cânceres de órgãos bucais, embora seja uma ocorrência mais rara, mas discutida na literatura devido à evolução de processos inflamatórios crônicos e alterações celulares decorrentes da inflamação persistente. Assim, a avaliação periódica e a intervenção cirúrgica precoces tornam-se essenciais para evitar consequências graves à saúde bucal e geral do paciente.
3.2 Diagnóstico e Classificação Radiográfica dos Terceiros Molares Inclusos
O exame clínico, quando acompanhado de uma adequada avaliação radiográfica, constitui etapa fundamental no diagnóstico dos terceiros molares inclusos. A simples inspeção intra-oral não permite determinar com segurança a profundidade da inclusão, a inclinação dentária, a relação com estruturas anatômicas vizinhas e, sobretudo, os riscos associados, como proximidade com o nervo alveolar inferior ou presença de patologia associada (Jacques et al., 2023).
A radiografia panorâmica (ortopantomograma) é o exame mais amplamente empregado no primeiro nível de investigação. Permite visualizar o dente incluso, sua relação com o segundo molar, a cobertura óssea e a distância até o ramo mandibular ou até o canal do nervo alveolar inferior. Por exemplo, Souza Júnior et al (2021) demonstraram que, em uma amostra de 956 terceiros molares inferiores, 54,4 % estavam em nível A (mesmo plano oclusal do segundo molar) e 55,9 % apresentavam relação Classe II.
Contudo, embora seja um bom exame de triagem, a radiografia panorâmica apresenta limitações como distorção, sobreposição de estruturas e limitação de detecção de relação bucolingual o que pode comprometer a análise da proximidade com o nervo alveolar inferior. Nesse contexto, a tomografia computadorizada de feixe cônico (CBCT cone-beam) tem se destacado nas avaliações pré-cirúrgicas mais complexas (Domínguez et al., 2021).
Para estruturar o diagnóstico e o planejamento, são largamente utilizadas classificações padronizadas. A classificação de George B. Winter avalia a inclinação do terceiro molar em relação ao segundo molar (vertical, mesioangular, horizontal, distoangular) e é considerada referência no estudo da posição dentária. Já a classificação de Pell & Gregory relaciona a profundidade do dente em relação ao plano oclusal (níveis A, B, C) e a relação horizontal com o ramo mandibular (Classes I, II, III). Esta dupla abordagem fornece uma compreensão da complexidade potencial da inclusão (Jacques et al., 2023).
Em termos práticos, o diagnóstico radiográfico deve contemplar: 1) a angulação do terceiro molar (segundo Winter) isto é, o ângulo formado entre o eixo longitudinal do segundo molar e do terceiro molar; 2) a profundidade do dente em relação ao plano oclusal do segundo molar; 3) a relação horizontal com o ramo mandibular ou espaço disponível distal ao segundo molar (Classes I, II, III); 4) a proximidade ou envolvimento do canal do nervo alveolar inferior; 5) a existência de sinais radiográficos de risco (por exemplo, estreitamento do canal, interrupção da lámina dura, superposição de raízes e canal). Por exemplo, ao se observar sinal de “superposição” entre as raízes do terceiro molar e o ramo mandibular ou canal nervoso na panorâmica, recomenda-se suplementar com CBCT para melhor delimitar o risco de lesão nervosa (Domínguez et al., 2021).
Portanto, o diagnóstico radiográfico qualificado e a correta classificação dos terceiros molares inclusos são imprescindíveis para o planejamento clínico e cirúrgico, tanto para prever a dificuldade da intervenção quanto para alertar para potenciais complicações. Essa etapa do referencial teórico oferece a base para compreender, nos próximos tópicos, as indicações de tratamento e os cuidados associados à remoção ou à manutenção dos dentes inclusos.
3.3 Fatores Etiológicos da Inclusão Dentária
A inclusão dos terceiros molares resulta de uma série de fatores, que podem ser agrupados em fatores locais e esqueléticos, genéticos/hereditários e ambientais. Em primeiro lugar, a falta de espaço no arco mandibular (ou no arco dentário em geral) é apontada como uma das principais causas.
Estudos mostram que indivíduos com comprimento reduzido da mandíbula ou com espaço retromolar insuficiente apresentam maior prevalência de terceiros molares inclusos. Por exemplo, pesquisa longitudinal evidenciou que a insuficiência de crescimento da mandíbula, um ângulo mais agudo do ramo mandibular e um eixo mais restrito de crescimento estão associados à impacção de terceiros molares” (Betsch et al., 2016).
Outra investigação transversal encontrou que a forma do arco (largura e contorno) está significativamente associada à incidência de terceiros molares inclusos, concluindo que a principal razão para impacção é espaço inadequado no arco maxilar e mandibular (Al-Ahmadi et al., 2024).
Em segundo lugar, os fatores genéticos e hereditários exercem papel relevante. Estudo com pares de gêmeos evidenciou que a erupção dos terceiros molares na mandíbula é mais semelhante entre gêmeos monozigóticos do que dizigóticos, sugerindo forte influência genética sobre o componente “espaço/arco mandibular” e largura do arco (O‐Kubo et al., 2020).
Outro estudo investigou associação entre estatura corporal, genes candidatos (como WNT9B) e presença de terceiros molares impactados, constatando que indivíduos mais baixos têm maior chance de inclusão, sugerindo influência genética significativa (Srinivas et al., 2020).
Em terceiro lugar, os hábitos mastigatórios e a evolução da dieta humana devem ser considerados. A teoria evolutiva sugere que a transição para dietas mais macias e menos exigentes mecanicamente reduziu o estímulo para o crescimento mandibular e a inter-proximidade dentária necessária, favorecendo a impacção dos terceiros molares. “A alimentação moderna, com menor carga mastigatória, pode levar a maxilas menores e espaço insuficiente para a erupção dos terceiros molares” (Rana et al., 2020).
Essa hipótese é reforçada por estudos de antropologia dental que reconhecem a associação entre tamanho mandibular reduzido e menor uso mastigatório pesado.
Desse modo, a influência do desenvolvimento ósseo e dentário, ou seja, a interação entre crescimento mandibular, cronologia da mineralização dentária e maturação do dente também é evidente. Conforme os achados, o espaço entre o segundo e o terceiro molar nos estágios iniciais de desenvolvimento não garante a erupção do terceiro molar (Betsch et al., 2016).
Além disso, relatos indicam que indivíduos com crescimento mandibular restrito ou rotação mandibular mais vertical têm maior chance de impacção.
Portanto, a inclusão dos terceiros molares é multifatorial, resultando da combinação de genética, desenvolvimento esquelético, forma e crescimento do arco dentário, hábitos mastigatórios/dieta e fatores de espaço local. A compreensão desses fatores etiológicos é fundamental para o planejamento clínico-cirúrgico e para a orientação preventiva em pacientes com alto risco de impacção.
4 ABORDAGEM CIRÚRGICA DOS TERCEIROS MOLARES INCLUSOS: INDICAÇÕES, TÉCNICA E SEGUIMENTO
A indicação para a exodontia de um dente terceiro molar incluso deve basear-se em critérios clínicos e radiográficos que demonstrem risco atual ou futuro de patologia, ou que afetem a função e saúde oral do paciente. Conforme a diretriz espanhola para extração de terceiros molares, a presença de doença associada (pericoronarite, cárie do segundo molar, cistos etc.) constitui uma indicação aceita para extração (Sánchez- Garcés, et al., 2024).
Outro estudo de revisão aponta que a evidência para a extração profilática de terceiros molares assintomáticos e sem doença é insuficiente (Steed, 2014). A partir dessa base, considera-se que a retirada é indicada quando há: pericoronarite recorrente, lesão cariosa no segundo ou terceiro molar, reabsorção radicular, cisto ou tumor associado, ou dificuldade de manutenção de higiene (Das Graças; Da Silva, 2024).
Por outro lado, a manutenção do dente incluso pode ser recomendada em ausência de sinais de doença, espaço adequado para erupção futura, ou em casos onde o risco cirúrgico seja elevado desde que exista acompanhamento clínicoradiográfico regular. A American Association of Oral and Maxillofacial Surgeons (AAOMS) destaca que dentes sem doença e com baixo risco pode ser monitorados ativamente em vez de removidos imediatamente (Da Silva; De Oliveira, 2025).
Em relação à idade ideal e momento de intervenção, vários estudos indicam que a cirurgia realizada em idades mais jovens tipicamente antes dos 24 a 25 anos associas-e a menor morbilidade pós-operatória e melhores resultados de cicatrização (Alabanese., 2023). Em contrapartida, a extração tardia, com raízes completamente desenvolvidas ou proximidade do canal do nervo alveolar inferior, aumenta riscos de complicações.
No que tange às técnicas cirúrgicas e cuidados pós-operatórios, o procedimento segue etapas bem definidas: planejamento pré-operatório com avaliação de imagem (incluindo relação raiz-canal do nervo, inserção óssea, inclinação dentária), anestesia, incisão e elevação de retalho, osteotomia e, se necessário, subdivisão da coroa e raízes, remoção do dente, curetagem e irrigação da cavidade, sutura e controle hemostático (Muhsin; Brizuela, 2023).
Conforme destacado na literatura atual, a avaliação da relação anatômica com o nervo alveolar inferior (IAN) é fundamental antes da remoção do terceiro molar mandibular (Muhsin; Brizuela, 2023). Durante o pós-operatório imediato, é essencial atenção ao nervo alveolar inferior (IAN), ao nervo lingual, aos vasos sanguíneos, bem como à presença de hemorragia, edema e trismo, além da orientação adequada ao paciente quanto ao controle da dor, uso de antibióticos e anti-inflamatórios, manutenção de dieta leve, higiene oral e repouso.
Quanto às complicações pós-operatórias e manejo clínico, as mais frequentes incluem alveolite (socket seco), infecção da cavidade, hemorragia pós-cirúrgica, parestesia ou disestesia dos nervos alveolar ou lingual, trismo prolongado e edema. Estudos prospectivos indicam que a taxa de complicações varia de cerca de 2,6 % a 30,9 % em extrações de terceiros molares inferiores impactados (Rizqiawan, 2022).
Fatores de risco incluem idade avançada, profundidade da inclusão, sobreposição entre raízes e o canal mandibular, tempo operatório prolongado e fumo (Yamada, 2022).
Para prevenção, o cirurgião-dentista deve realizar planejamento adequado, utilizar técnica cirúrgica refinada, orientar o paciente quanto aos cuidados pós-operatórios e fornecer acompanhamento para detectar precocemente eventuais complicações. Em caso de alveolite, pode-se associar irrigação, medicamentos tópicos e avaliação de fatores de risco; para parestesia, monitoramento e neurológico ou encaminhamento; para infecções ou hemorragia, terapêutica medicamentosa ou revisional.
Portanto, a abordagem cirúrgica dos terceiros molares inclusos exige um equilíbrio entre os benefícios e os riscos, considerando o estado clínico-radiográfico do dente, a idade do paciente, a experiência do profissional e o rigor no planejamento e pós-operatório. Esse panorama embasa o planejamento para condutas e protocolos clínicos eficazes.
5 CONSEQUÊNCIAS CLÍNICAS DA PERMANÊNCIA DOS TERCEIROS MOLARES INCLUSOS
A permanência dos dentes inclusos especificamente os terceiros molares pode acarretar uma série de consequências clínicas relevantes para a saúde oral, mesmo quando aparentam assintomáticos. Em primeiro lugar, há risco aumentado de lesão cariosa no segundo molar adjacente. Estudos indicam que a presença de terceiro molar parcialmente erupcionado ou incluso está associada à maior probabilidade de carie cervical distal no segundo molar: a cárie cervical distal em segundos molares inferiores é uma complicação tardia da retenção do terceiro molar (Da Silva; De Oliveira, 2025).
Em outro trabalho, verificou-se que a presença de terceiro molar não erupcionado (ou mal posicionado) implicou numa perda de suporte ósseo distal ao segundo molar, com provável comprometimento periodontal (Li Zhi- Bang, 2017).
Além disso, a retenção favorece o aparecimento de doenças periodontais no dente adjacente, devido à dificuldade de higienização no espaço entre o segundo e o terceiro molar, o que pode se transformar em uma bolsa periodontal e em um foco de inflamação crônica. Como destaca Oliveira (2017) profundidades de sondagem periodontal aumentadas estão frequentemente associadas à retenção de terceiros molares, os quais têm sido relatados como reservatórios que abrigam microrganismos ligados à doença periodontal.
Também se observa que a perda óssea na região distal do segundo molar pode ser significativa, especialmente quando o terceiro molar se encontra em posição de impacção horizontal ou mesioangular (Gomes, 2024).
Outra consequência importante é o risco de reabsorção radicular do segundo molar. A literatura relata que o contato ou proximidade entre as raízes do terceiro molar incluso e o segundo molar pode provocar reabsorção externa da raiz do segundo. Ainda, a presença do terceiro molar incluso implica risco de patologias de folículo ou císticas, como cistos dentígeros ou tumores odontogénicos, embora a frequência seja menor; a retenção desses dentes sem acompanhamento pode permitir a evolução silenciosa de tais lesões (De Carvalho, 20210.
Também se destaca o risco de infecções ou pericoronarites recorrentes, especialmente em terceiros molares parcialmente erupcionados ou com operculum, que favorecem acúmulo de placa e micro-organismos, resultando em episódios de dor, edema ou abscesso.
Em consequência de todos esses fatores, há custos clínicos e efeitos sobre o bem-estar do paciente, inclusive aumento de complexidade e morbilidade quando a intervenção for postergada, bem como possível necessidade de extrações mais extensas ou tratamentos adicionais (endodontia ou remoção de segundo molar) se a patologia estiver presente (Bernal- Sánchez, 2023).
Em resumo, embora a remoção precoce não seja indicada em todos os casos, a retenção dos terceiros molares, quando mal posicionados ou associados a fatores de risco, exige vigilância e avaliação criteriosa, pois suas consequências clínicas podem comprometer dentes adjacentes, suporte ósseo, saúde periodontal e gerar infecções ou lesões que resultam em tratamentos mais complexos.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo teve como problema de pesquisa compreender quais são as consequências clínicas da permanência dos terceiros molares inclusos e, a partir disso, identificar os riscos e complicações associados à retenção desses dentes. Ao longo do desenvolvimento da pesquisa, foi possível responder de forma clara a essa questão, por meio de revisão bibliográfica e análise de dados clínicos, evidenciando os impactos da permanência dos dentes do siso na saúde bucal.
No segundo tópico , a metodologia foi apresentada, evidenciando a natureza qualitativa, exploratória e explicativa do estudo, bem como os procedimentos de pesquisa bibliográfica e levantamento de dados clínicos, garantindo a consistência teórica necessária para o desenvolvimento do trabalho. Em seguida, a contextualização teórica abordou a formação e erupção dos terceiros molares, destacando suas diferentes classificações e padrões de inclusão, e discutiu as principais complicações clínicas decorrentes da retenção, como cáries cervicais distais, doença periodontal, perda óssea, reabsorção radicular, pericoronarite, cistos e tumores odontogênicos.
O estudo também abordou a importância do diagnóstico e da classificação radiográfica dos terceiros molares, enfatizando a necessidade de avaliação clínica e radiográfica criteriosa para a identificação de riscos e planejamento de condutas adequadas.
Foram analisados os fatores etiológicos da inclusão, contemplando aspectos genéticos, anatômicos e hábitos relacionados ao desenvolvimento dentário e ósseo. A abordagem cirúrgica foi apresentada, detalhando indicações, técnicas operatórias, cuidados pós-operatórios e manejo das possíveis complicações. Por fim, foram discutidas as consequências clínicas da permanência dos terceiros molares inclusos, evidenciando impactos sobre dentes adjacentes, periodonto e osso alveolar.
Os objetivos propostos foram plenamente cumpridos, proporcionando compreensão detalhada sobre as complicações decorrentes da retenção de terceiros molares e reforçando a importância do acompanhamento clínico e radiográfico contínuo. Como contribuição, o estudo oferece subsídios teóricos para a prática clínica odontológica, servindo como referência para a tomada de decisão sobre a necessidade de intervenção cirúrgica e reforçando a importância da prevenção e monitoramento da saúde bucal em pacientes com dentes do siso inclusos.
3MAIA, M.M. Estudo de Prevalência de terceiros molares inclusos e impactados numa população da UFP. 2014. 79 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da saúde) – Universidade Fernando Pessoa, Porto, 2014. Disponível em: https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/4581/1/PPG_21411.pdf. Acesso em: 04 set 2024.
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1Acadêmica de odontologia. Artigo apresentado à Faculdade Fimca de Porto Velho como requisito para obtenção título de bacharel em odontologia. E-mail: nairaborges8@gmail.com
2Professora orientadora. Especialista em Ortodontia e Endodontia. E-mail: Prof.michele.alves@fimca.com.br
