CONNECTIONS BETWEEN SUSTAINABLE DEVELOPMENT GOALS, ESG AND THE HVAC-R AREA
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202510222037
Nelson di Souza, Alexandre F. Santos, Heraldo José Lopes de Souza, Darlo Torno, Sariah Torno, Eliandro B. Aguiar, Marcia C. de Oliveira F. Santos, Fabio F. Ferreira, Luis Fernando Santos, Natalia TinTi, Daiane Busanello, Gustavo Lira
RESUMO
Este artigo examina as interconexões entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, os princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança) e a indústria de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (AVAC-R). A estrutura ESG é vital para medir e implementar ações que visam alcançar os ODS. A análise demonstra que 10 ODS estão diretamente relacionados às práticas da indústria AVAC-R, destacando seu papel na economia brasileira ao gerar bilhões em empregos (Área 1) e na redução do desperdício de alimentos por meio da refrigeração adequada (Área 2). Além disso, a qualidade do ar interior impacta diretamente a saúde pública, com potencial para salvar vidas (Área 3), e melhora o desempenho escolar (Área 4). Inovações sustentáveis, como ar-condicionado fotovoltaico, também são discutidas (Área 7), assim como a relevância da empregabilidade no setor (Área 8) e a dependência de inovações tecnológicas da climatização (Área 9). A eficiência energética (Área 12) e as ações para melhorar o clima global (Área 13) são enfatizadas, assim como a importância de parcerias nacionais e internacionais para promover práticas sustentáveis (Área 17). O artigo conclui que a integração dos princípios de ESG na área HVAC-R não apenas promove a sustentabilidade ambiental, mas também fortalece a responsabilidade social e a governança, impulsionando o avanço em direção aos ODS globais.
Palavras-chave: ODS; Qualidade do ar; PMOC; Aquecimento global.
ABSTRACT
This article examines the interconnections between the 17 Sustainable Development Goals (SDGs) of the UN, the principles of ESG (Environmental, Social, and Governance), and the heating, ventilation, air conditioning, and refrigeration (HVAC-R) industry. The ESG framework is vital for measuring and implementing actions aimed at achieving the SDGs. The analysis demonstrates that 10 SDGs are directly related to the practices of the HVAC-R industry, highlighting its role in the Brazilian economy by generating billions in jobs (Area 1) and reducing food waste through proper refrigeration (Area 2). Furthermore, indoor air quality directly impacts public health, with the potential to save lives (Area 3) and improves school performance (Area 4). Sustainable innovations, such as photovoltaic air conditioning, are also discussed (Area 7), as well as the relevance of employability in the sector (Area 8) and the dependence of technological innovations on climate control (Area 9). Energy efficiency (Area 12) and actions to improve the global climate (Area 13) are emphasized, along with the importance of national and international partnerships to promote sustainable practices (Area 17). The article concludes that the integration of ESG principles in the HVAC-R field not only promotes environmental sustainability but also strengthens social responsibility and governance, driving progress towards the global SDGs.
Keywords: SDGs; Air-quality; PMOC; Global warming.
1. INTRODUÇÃO
Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas representam um compromisso global para enfrentar os desafios sociais, econômicos e ambientais que afetam a humanidade. Esses objetivos visam promover uma vida digna para todos, proteger o planeta e garantir a prosperidade econômica de forma equitativa. A importância dos ODS se reflete na necessidade urgente de ações coordenadas em diversas áreas, uma vez que cada objetivo está interligado e contribui para um desenvolvimento mais sustentável e inclusivo.
Neste contexto, a indústria de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (AVAC-R) emerge como um setor crucial para a realização de vários ODS. A refrigeração, em particular, desempenha um papel vital na segurança alimentar, contribuindo para a redução do desperdício de alimentos, um aspecto que está diretamente alinhado com o ODS 12, que promove a produção e o consumo responsáveis. Além disso, a qualidade do ar interior, influenciada por práticas adequadas na climatização, está intimamente relacionada ao ODS 3, que visa garantir saúde e bem-estar para todos. Os sistemas HVAC-R não apenas influenciam a saúde pública, mas também melhoram o ambiente escolar, impactando o desempenho acadêmico dos alunos, o que se conecta ao ODS 4, que promove a educação de qualidade.
A integração dos princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança) é fundamental para a implementação efetiva dos ODS, oferecendo uma estrutura para medir e avaliar as práticas da indústria AVAC-R. A análise revela que 10 dos 17 ODS têm relação direta com as operações do setor, destacando sua importância na economia brasileira ao gerar empregos e impulsionar a inovação tecnológica. Inovações sustentáveis, como sistemas de ar-condicionado fotovoltaico, não só promovem a eficiência energética, relacionada ao ODS 7, mas também demonstram como a tecnologia pode ser utilizada para enfrentar as mudanças climáticas, um tema central do ODS 13.
Além disso, a colaboração entre setores e a formação de parcerias, como preconizado pelo ODS 17, são essenciais para promover práticas sustentáveis e maximizar o impacto positivo da indústria HVAC-R. Essa sinergia entre os ODS, os princípios de ESG e a indústria de refrigeração não apenas fortalece a responsabilidade social e a governança, mas também impulsiona o avanço em direção a um futuro mais sustentável.
Neste artigo, será explorado as interconexões entre os 17 ODS, os princípios de ESG e a indústria AVAC-R, destacando como essa integração pode ser um motor para a mudança e a promoção de um desenvolvimento verdadeiramente sustentável. (Brasil. UN, 2025)

Fonte: Brasil. UN, 2025).
2. MATERIAIS E MÉTODOS
A história dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) remonta a um período de intensas discussões globais sobre desenvolvimento e sustentabilidade. A necessidade de um plano de ação para enfrentar os desafios sociais, econômicos e ambientais foi reconhecida nas Conferências das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, particularmente na Conferência de Estocolmo em 1972 e na Conferência da Terra no Rio de Janeiro em 1992, conhecida como ECO-92. No entanto, foi somente em 2012, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que a ideia de um conjunto de objetivos globais começou a tomar forma de maneira mais concreta. Os ODS foram oficialmente adotados em setembro de 2015 durante a Assembleia Geral da ONU, como parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Este conjunto de 17 objetivos e 169 metas foi criado para abordar uma ampla gama de questões, incluindo pobreza, desigualdade, saúde, educação, energia, meio ambiente, e paz e justiça. A intenção era fornecer uma estrutura global que unisse os países em torno de uma visão comum, onde ninguém fosse abandonado. Os ODS foram elaborados com a contribuição de governos, sociedade civil, setor privado e cidadãos, refletindo uma abordagem inclusiva e colaborativa. A partir de sua adoção, os ODS têm sido um guia essencial para a formulação de políticas e iniciativas em todo o mundo, incentivando a cooperação entre governos, organizações não governamentais e a iniciativa privada. A importância dos ODS se torna ainda mais evidente à medida que os países enfrentam desafios como as mudanças climáticas, crises de saúde pública e desigualdades sociais, que exigem soluções integradas e sustentáveis. Paralelamente, o conceito de ESG (Ambiental, Social e Governança) começou a emergir nas últimas décadas como uma abordagem fundamental para avaliar o desempenho das empresas em questões que vão além do lucro financeiro. O termo ESG ganhou destaque no início dos anos 2000, quando investidores começaram a perceber que os riscos sociais e ambientais poderiam impactar significativamente o desempenho financeiro das empresas. A criação do Relatório Brundtland em 1987 (Report UM, 1987), que introduziu o conceito de desenvolvimento sustentável, e a Conferência de Durban em 2002, que enfatizou a responsabilidade corporativa, foram marcos importantes na evolução do pensamento sobre ESG.O movimento ganhou força com a crescente conscientização sobre a necessidade de práticas empresariais responsáveis e sustentáveis, culminando na formação de iniciativas e frameworks globais, como os Princípios do Pacto Global da ONU e os Princípios de Investimento Responsável (PRI). A estrutura ESG fornece uma abordagem para que as empresas integrem considerações ambientais, sociais e de governança em suas estratégias e operações, promovendo não apenas a sustentabilidade ambiental, mas também a responsabilidade social e a boa governança. A interconexão entre os ODS e os princípios de ESG é evidente, pois ambos visam promover uma economia mais sustentável e inclusiva. As empresas que adotam práticas de ESG estão alinhadas com os ODS e podem contribuir diretamente para a realização dessas metas globais. Por exemplo, uma empresa que investe em práticas de eficiência energética (ODS 7) não só reduz seus custos operacionais, mas também ajuda a mitigar as mudanças climáticas, apoiando o ODS 13. Adicionalmente, a história da refrigeração é um exemplo claro de como a inovação tecnológica pode impactar significativamente a cadeia alimentar, a saúde e o conforto térmico. A refrigeração, que começou a se desenvolver no século XIX, revolucionou a forma como os alimentos são armazenados e transportados, permitindo a preservação de produtos perecíveis e reduzindo o desperdício alimentar. O advento de tecnologias de refrigeração moderna, como sistemas de refrigeração por compressão e refrigeração por absorção, trouxe eficiência e eficácia, transformando a indústria alimentícia e melhorando a segurança alimentar. Estudos mostram que uma refrigeração adequada pode reduzir o desperdício de alimentos em até 50%, o que está diretamente relacionado ao ODS 12, que busca garantir padrões de consumo e produção sustentáveis. Além disso, a qualidade do ar interior, influenciada por sistemas de climatização eficazes, é um fator crítico para a saúde pública (ODS 3). A refrigeração não apenas preserva alimentos, mas também melhora a qualidade de vida, proporcionando conforto térmico em ambientes residenciais e comerciais. Com isso, a refrigeração se torna uma peça-chave na construção de um futuro sustentável e na realização dos ODS. Ao integrar os princípios de ESG, as empresas do setor HVAC-R podem não apenas promover a eficiência energética (ODS 7), mas também fortalecer a responsabilidade social e a governança, contribuindo para um mundo mais sustentável e equitativo (Report.UN, 1987).
3. METODOLOGIA
Nesta seção, é apresentado as conexões entre os 17 Objetivos (ODS) com a área de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (AVAC-R). Essa análise detalhará as relações entre os ODS e as práticas do setor AVAC-R, destacando como esta indústria pode ser um motor de transformação social, econômica e ambiental.
3.1 Área 1: Economia AVAC-R
O mercado global de sistemas de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (AVAC) tem experimentado um crescimento robusto, avaliado em US$ 217,9 bilhões em 2023. As projeções indicam que esse mercado deve atingir US$ 230,76 bilhões em 2024 e crescer até US$ 364,8 bilhões até 2032, resultando em uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 5,89% durante o período de 2024 a 2032. Esse crescimento é impulsionado por uma demanda crescente por edifícios sustentáveis e com eficiência energética, o que demonstra uma clara tendência em direção à adoção de tecnologias mais verdes e inteligentes (BENCHMARK INTERNATIONAL, 2024).
As metas desta área são, até 2030: Erradicar a pobreza extrema no mundo; reduzir pelo menos à metade a proporção de homens, mulheres e crianças, de todas as idades, que vivem na pobreza; implementar, em nível nacional, medidas e sistemas de proteção social adequados; garantir que todos os homens e mulheres, particularmente os pobres e vulneráveis, tenham direitos iguais aos recursos econômicos; construir a resiliência dos pobres e daqueles em situação de vulnerabilidade; Criar marcos políticos sólidos em níveis nacional, regional e internacional, para apoiar investimentos acelerados nas ações de erradicação da pobreza (GTA AGENDA 2030, 2025).

Fonte: Benchmark International, 2024.
3.2 Área 2: Redução do Desperdício de Alimentos
A refrigeração desempenha um papel fundamental na cadeia alimentar, sendo uma tecnologia indispensável para garantir a segurança e a qualidade dos alimentos ao longo de todo o processo de produção, armazenamento e distribuição. De acordo com a International Institute of Refrigeration (IIR), a refrigeração adequada tem a capacidade de reduzir as perdas de alimentos em até 20% em nível global. Essa estatística é particularmente alarmante, pois indica que uma quantidade significativa de alimentos que poderia ser consumida é desperdiçada devido a práticas inadequadas de armazenamento e transporte.
Essa redução nas perdas alimentares não é apenas uma questão de eficiência; ela possui implicações diretas e profundas na luta contra a fome no mundo. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) estima que, se a refrigeração for utilizada de maneira eficaz, ela poderia nutrir até 821 milhões de pessoas ao redor do planeta. Este dado ressalta o impacto positivo que a tecnologia de refrigeração pode ter na segurança alimentar, evidenciando sua importância vital na erradicação da fome, um dos principais objetivos globais estabelecidos no ODS 2.
Um sistema de refrigeração eficiente garante que os alimentos permaneçam frescos e seguros para o consumo, desde o momento em que são colhidos até chegarem às prateleiras dos supermercados e, finalmente, à mesa dos consumidores. Isso é especialmente crítico em regiões onde o clima quente pode acelerar a deterioração de produtos perecíveis, como frutas, vegetais, laticínios e carnes. Sem a refrigeração, uma grande parte da produção agrícola pode se perder, exacerbando a insegurança alimentar e a desnutrição em comunidades vulneráveis.
A refrigeração preserva a qualidade dos alimentos e contribui para a sustentabilidade do sistema alimentar, reduzindo o desperdício e a pressão sobre os recursos naturais. Sua modernização deve ser prioridade para governos e empresas, pois garante acesso a alimentos seguros e nutritivos, sendo essencial na luta contra a fome e na construção de um futuro sustentável.
Até 2030, acabar com a fome e garantir o acesso de todas as pessoas, pobres e pessoas em situações vulneráveis; dobrar a produtividade agrícola e a renda dos pequenos produtores de alimentos; garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementar práticas agrícolas resilientes; manter a diversidade genética de sementes, plantas cultivadas, animais de criação e domesticados e suas respectivas espécies selvagens; Aumentar o investimento; Corrigir e prevenir as restrições ao comércio e distorções nos mercados agrícolas mundiais; Adotar medidas para garantir o funcionamento adequado dos mercados de commodities de alimentos e seus derivados (Gta Agenda 2030, 2025).
3.3 Área 3: Impacto da qualidade do ar interior na saúde e quantas vidas poderiam ser salvas com melhorias.
Atualmente passa-se a maior parte de nossos dias em ambientes climatizados, são ambientes de trabalho, escolas, cinemas, teatros, shoppings centers, restaurantes, hospitais clínicas, laboratórios de análises em geral, veículos de transporte coletivo e uma infinidade de outros ambientes que, para proporcionar conforto térmico aos seus ocupantes, instalam sistemas de climatização ambiente, portanto, mais de 90% de nosso tempo passamos em ambientes internos climatizados. Sim, para proporcionar conforto térmico, esse é o principal objetivo dos sistemas de climatização, geralmente com pouca ou nenhuma preocupação com a qualidade do ar nesses ambientes. Essa negligência para com a Qualidade do Ar Interior (QAI) causa nos usuários e frequentadores desses ambientes, no mínimo, a Síndrome dos Edifícios Doentes (SED), que são sintomas respiratórios que cessam ao sair desses ambientes climatizados, mas, as pessoas com histórico de alergias, asma e outras doenças respiratórias têm seus sintomas agravados (Gauer, 2011).
Os principais poluentes dos ambientes internos são os contaminantes biológicos, o monóxido e o dióxido de carbono, o material particulado (PM2,5 e PM10), umidade e mofo, dióxido de nitrogênio, radônio, inseticidas, compostos orgânicos voláteis (COV), fumos de tabaco e aerossóis. Esses poluentes são os principais causadores de crises de bronquites, asma, rinites, faringites etc. que sobrecarregam os estabelecimentos de saúde públicos e particulares, sendo os mais atingidos estatisticamente falando, os idosos acima de 65 anos e as crianças de 0 à 6 anos de idade em razão das características de seus respectivos sistemas imunológicos (Gauer, 2011).
A saúde dos ocupantes e frequentadores de ambientes climatizados pode ser afetada por vários fatores como a sensibilidade pessoal, a preexistência de doenças crônicas como asma e outras comorbidades respiratórias. Os sintomas dessas doenças podem aparecer durante a exposição, após a exposição ou, ainda, como resultado de exposições repetidas aos agentes causadores. São sintomas como irritação ocular (sensação de areia nos olhos), irritação nas vias respiratórias e garganta, dores de cabeça, tontura e fadiga. Como muitos desses sintomas são muito semelhantes ao do resfriado comum e infecções virais, confundem-se os diagnósticos sem que seja relacionado nexo causal com os ambientes climatizados, o que acaba prejudicando as estatísticas mais precisas (EPA, 2025).
Até 2030, reduzir a taxa de mortalidade materna global; acabar com as mortes evitáveis de recém-nascidos e crianças menores de 5 anos; acabar com as epidemias de AIDS, tuberculose, malária e doenças tropicais negligenciadas, e combater a hepatite, doenças transmitidas pela água, e outras doenças transmissíveis; reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis; Reforçar a prevenção e o tratamento do abuso de drogas; assegurar o acesso universal aos serviços de saúde sexual e reprodutiva; Apoiar a pesquisa e o desenvolvimento de vacinas e medicamentos para as doenças transmissíveis; e outros… (GTA Agenda 2020, 2025).

Fonte: EPA, 2025.
Uma das doenças mais agravadas pela má qualidade do ar interior de ambientes climatizados é a asma. Como pode ser visto acima o SUS gastou mais de R$ 50 Mi de reais com internações por causa da asma, mas não podemos relacionar todos os casos à QAI, mas com certeza, mais de 30% desses casos poderiam ter sido evitados se os ambientes internos climatizados simplesmente seguissem o que está estabelecido na Lei 13.589/2018, a chamada “Lei do Ar Condicionado” ou “Lei do PMOC”, que estabelece que todos os ambientes internos climatizados artificialmente implementem e operacionalizem o Plano de Manutenção, Operação e Controle, o PMOC.
As referências para as concentrações de agentes poluidores nos ambientes internos estão estabelecidas na ABNT NBR 17.037 – Qualidade do ar interior em ambientes não residenciais climatizados artificialmente — Padrões referenciais, assim como nas demais normas técnicas da ABNT relacionadas ao assunto, visto que em 25 de julho de 2024 a RE-09/2003 ANVISA foi revogada.
3.4 Área 4: Efeitos da qualidade do ar interior na educação e no desempenho escolar.
O aquecimento global, além da formação de ilhas de calor, principalmente nos grandes centros urbanos associados à popularização dos equipamentos de climatização ambiente (ar-condicionado), tem levado ao aumento de ambientes climatizados em todo o planeta.
Escolas e estabelecimentos de ensino têm investido na instalação de sistemas de climatização ambiente para proporcionar maior conforto térmico aos alunos e professores, muitas vezes sem qualquer critério ou projeto dimensional e executivo, simplesmente comprando e instalando equipamentos nos ambientes. Essa prática acaba por ser mais prejudicial do que benéfica aos usuários e frequentadores dos ambientes climatizados pois a falha em prevenir e responder prontamente à sintomatologia de estudantes e funcionários dos estabelecimentos de ensino pode aumentar as consequências e agravar aqueles que acometidos de asma ou outras doenças respiratórias, e, em casos graves, como envenenamento por monóxido de carbono (CO) e o desenvolvimento da “Doença dos Legionários”, a Legionelose, pode levar até a óbitos.
Segundo a Environmental Protection Agency (EPA) dos Estados Unidos, “uma em cada treze crianças em idade escolar têm asma, sendo essa a principal causa do absentísmo escolar nos Estados Unidos. A principal causa dos sintomas de asma nas crianças são os alérgenos existentes nos ambientes climatizados das escolas como os ácaros, os fungos e os COV”. Além disso, a concentração de CO2 nas salas de aula impactam profundamente o aprendizado dos alunos e o desempenho dos professores, pois uma concentração acima de 1.000 ppm provoca sintomas de desatenção e cansaço (EPA, 2025).
Os problemas que a QAI nos ambientes escolares apresenta podem ser sutis e suas consequências podem ser percebidas a médio e longo prazos e impactam diretamente na frequência, conforto e desempenho escolar de alunos, principalmente aqueles acometidos de doenças respiratórias como a asma cujo absenteísmo pode aumentar a ponto de inviabilizar o aproveitamento escolar, além de reduzir o desempenho dos professores e funcionários.
Os sintomas da má qualidade do ar interior em estabelecimentos de ensino são facilmente percebidos. São dores de cabeça, sensação de cansaço, sonolência, desatenção, falta de ar, congestão e irritação nasal, tosse, espirros, tontura e náuseas, além de irritações oftalmo e otorrinolaringológicas. Sintomas esses que merecem observação pelos responsáveis legais dos estabelecimentos de ensino para que soluções simples e baratas sejam tomadas.
Um profissional responsável técnico legalmente habilitado e experiente pode facilmente reverter uma situação precária, simplesmente pela aplicação das exigências legais e sanitárias para o ambiente escolar, como projetos de ventilação de renovação, projetos de ventilação natural aproveitando as características regionais e a implementação e operação do Plano de Manutenção Operação e Controle.
Até 2030, garantir que todas as crianças completem o ensino primário e secundário; tenham acesso a um desenvolvimento de qualidade na primeira infância; assegurar a igualdade de acesso para todos os homens e mulheres à educação técnica, profissional e superior de qualidade; aumentar substancialmente o número de jovens e adultos que tenham habilidades técnicas e profissionais; eliminar as disparidades de gênero na educação; Construir e melhorar instalações físicas para educação; aumentar o contingente de professores qualificados (Gtaagenda2030, 2025).
3.5 Área 7: Inovações Sustentáveis
Inovações tecnológicas, como os sistemas de ar-condicionado fotovoltaico, estão transformando a maneira como a indústria de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (AVAC-R) contribui para práticas sustentáveis, alinhando-se com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7, que busca garantir o acesso à energia acessível, confiável, sustentável e moderna para todos. Esses sistemas representam um avanço significativo, não apenas em termos de eficiência energética, mas também na redução da dependência de fontes de energia não renováveis, promovendo um uso mais sustentável e responsável dos recursos.
Os sistemas de ar-condicionado fotovoltaico integram a tecnologia de painéis solares com unidades de climatização, permitindo que a energia gerada a partir da luz solar seja utilizada para alimentar o sistema de ar-condicionado. Essa abordagem não apenas reduz os custos operacionais, mas também minimiza a emissão de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para a descarbonização do setor. A utilização de energia solar é uma alternativa limpa e renovável que ajuda a diminuir a pegada de carbono associada ao uso de sistemas de climatização, promovendo um futuro mais sustentável (Revista do frio, 2024).
Além disso, a indústria AVAC-R está fazendo progressos significativos em direção à descarbonização por meio da adoção de fluidos refrigerantes naturais. Tradicionalmente, muitos sistemas de refrigeração e ar-condicionado utilizaram refrigerantes sintéticos, que possuem alto potencial de aquecimento global (GWP). Esses refrigerantes, como os hidrofluorocarbonetos (HFCs), têm contribuído substancialmente para o aquecimento global devido ao seu impacto se liberados na atmosfera. Em contraste, os fluidos refrigerantes naturais, como amônia, dióxido de carbono e hidrocarbonetos, apresentam um GWP significativamente mais baixo e, em muitos casos, praticamente nulo.
A transição para refrigerantes naturais não apenas reduz o impacto ambiental dos sistemas AVAC-R, mas também oferece vantagens em termos de eficiência energética. Por exemplo, a amônia é amplamente utilizada em sistemas de refrigeração industrial e é conhecida por sua alta eficiência termodinâmica. Isso significa que, ao utilizar refrigerantes com baixo GWP, as indústrias podem operar de forma mais eficiente, reduzindo o consumo total de energia e, consequentemente, as emissões de GEE associadas à produção de energia.
A adoção de tecnologias de refrigeração e ar-condicionado que incorporam fluidos refrigerantes naturais e sistemas de energia renovável representa uma mudança fundamental na maneira como a indústria aborda a sustentabilidade. Essa abordagem não só contribui para os esforços globais de mitigação das mudanças climáticas, mas também está alinhada com as políticas governamentais que incentivam a eficiência energética e a redução das emissões. Por exemplo, diversas legislações ao redor do mundo estão se movendo em direção à eliminação gradual dos refrigerantes com alto GWP, promovendo um ambiente regulatório que favorece a adoção de soluções mais verdes.
Além disso, é importante destacar que a implementação de sistemas HVAC-R sustentáveis não se limita apenas à escolha de refrigerantes e fontes de energia. A eficiência energética em toda a operação, incluindo o design e a manutenção adequada dos sistemas, desempenha um papel crucial. A integração de tecnologias inteligentes, como sensores e sistemas de monitoramento em tempo real, permite que os usuários ajustem e otimizem o funcionamento dos sistemas, garantindo que operem com a máxima eficiência e reduzam o desperdício de energia.
Em suma, as inovações tecnológicas na indústria AVAC-R, como sistemas de ar-condicionado fotovoltaico e o uso de fluidos refrigerantes naturais, são fundamentais para promover práticas sustentáveis e contribuir para os ODS. A continuidade do desenvolvimento e da implementação dessas soluções inovadoras será essencial para garantir um futuro mais sustentável e resiliente.
Até 2030, assegurar o acesso universal, confiável, moderno; aumentar a participação de energias renováveis; dobrar a taxa global de melhoria da eficiência energética; reforçar a cooperação internacional para facilitar o acesso a pesquisa e tecnologias de energia limpa; expandir a infraestrutura e modernizar a tecnologia para o fornecimento de serviços de energia modernos e sustentáveis.
3.6 Área 8: Empregabilidade na Indústria HVAC-R
A indústria AVAC-R é um pilar fundamental da economia brasileira, movimentando bilhões de reais e gerando uma quantidade significativa de empregos. Estima-se que existam cerca de 120.000 profissionais atuando na refrigeração no Brasil, conforme dados da Abrava. Em comparação, países como a Austrália, com um clima semelhante, contam com 300.000 profissionais no setor, representando 2,5% da população economicamente ativa. Com uma população economicamente ativa no Brasil de aproximadamente 100,7 milhões, há espaço para cerca de 251.750 profissionais na área de refrigeração, o que indica um grande potencial para a geração de empregos (ABRAVA, 2025).
Adicionalmente, as vendas de sistemas de ar-condicionado, como os splits, têm registrado números expressivos, com mais de 4 milhões de unidades vendidas anualmente. Considerando que a instalação de cada um requer uma média de 2.200 horas de trabalho por ano para um profissional, isso implica que apenas para a instalação de splits, seriam necessários cerca de 29.090 profissionais qualificados. Essa demanda representa quase um quarto de toda a mão de obra disponível no setor de refrigeração. Assim, a área de refrigeração se torna uma estratégia eficaz para erradicar a pobreza e fomentar o desenvolvimento econômico.
Até 2030, alcançar o emprego pleno e produtivo; elaborar e implementar políticas para promover o turismo sustentável; proteger os direitos trabalhistas. E outras (Gtaagenda, 2025).
3.7 Área 9: Dependência de Inovações Tecnológicas
A tecnologia desempenha um papel essencial no desenvolvimento do setor AVAC-R, impulsionando inovações que melhoram a eficiência e a sustentabilidade. A dependência de novas tecnologias e práticas sustentáveis irá moldar o futuro da indústria, tornando-a mais resiliente e adaptável às mudanças climáticas.
Até 2030, modernizar a infraestrutura e reabilitar as indústrias; desenvolver infraestrutura de qualidade, confiável, sustentável e resiliente; promover a industrialização inclusiva e sustentável; aumentar o acesso das pequenas indústrias e outras empresas; fortalecer a pesquisa científica; apoiar o desenvolvimento tecnológico; e outras (Gtaagenda2030, 2025).
3.8 Área 12: Eficiência Energética
A eficiência energética (ODS 12) é um dos principais focos da indústria AVAC-R. A implementação de práticas de eficiência energética não só reduz custos operacionais, mas também minimiza o impacto ambiental, contribuindo para um futuro mais sustentável. Sistemas que operam com eficiência energética ajudam a mitigar as emissões de gases de efeito estufa, alinhando-se aos objetivos globais de combate às mudanças climáticas.
Governos ao redor do mundo têm implementado iniciativas de gestão de energia que promovem a eficiência energética e a sustentabilidade no setor AVAC. A Diretiva de Desempenho Energético de Edifícios (EPBD) da União Europeia, por exemplo, estabelece que todos os novos edifícios devem ter um consumo de energia quase zero. Essa política incentivou a adoção de sistemas AVAC mais eficientes, resultando em um crescimento considerável do mercado.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Energia (DOE) estabeleceu padrões mínimos de eficiência energética para sistemas AVAC, enquanto a Agência de Proteção Ambiental (EPA) desenvolveu o programa ENERGY STAR para promover produtos energeticamente eficientes.
Incentivos como créditos fiscais e descontos para a instalação de sistemas AVAC com eficiência energética têm sido oferecidos por governos, o que também impulsiona a adoção desses sistemas no mercado (Energy DOE, 2025).
Até 2030, reduzir pela metade o desperdício de alimentos per capita mundial; alcançar a gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos naturais; reduzir substancialmente a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reuso; garantir que as pessoas, em todos os lugares, tenham informação relevante e conscientização para o desenvolvimento sustentável e estilos de vida em harmonia com a natureza; Racionalizar subsídios ineficientes aos combustíveis fósseis; e outras (Gtagenda2030, 2025).
3.9 Área 13: Ações para Melhorar o Clima
As práticas da indústria AVAC-R têm um papel significativo na mitigação das mudanças climáticas (ODS 13). A adoção de tecnologias mais limpas e a melhoria da eficiência energética são essenciais para reduzir as emissões e promover um futuro sustentável, a questão da descarbonização é um dos enfoques da ASHRAE, múltiplas conferências como a de Madri e na cidade de Nova York em 2024 teve como ênfase a descarbonização.
Metas: Reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação a riscos relacionados ao clima e às catástrofes naturais em todos os países; integrar medidas da mudança do clima nas políticas, estratégias e planejamentos nacionais; melhorar a educação, aumentar a conscientização e a capacidade humana e institucional sobre mitigação, adaptação, redução de impacto e alerta precoce da mudança do clima; e outras (Gtaagenda2030, 2025).
3.10 Área 17: Parcerias para Práticas Sustentáveis
Por fim, as parcerias e associações, tanto nacionais quanto internacionais, são fundamentais para promover a implementação de práticas sustentáveis na indústria AVAC-R (ODS 17). A colaboração entre governos, empresas e organizações não governamentais é essencial para garantir que os ODS sejam alcançados e que as práticas sustentáveis sejam amplamente adotadas.
Em suma, a interconexão entre os 17 ODS e a indústria AVAC-R destaca a importância dessa área não apenas na promoção do desenvolvimento econômico, mas também na melhoria da qualidade de vida, na saúde pública e na sustentabilidade ambiental. A indústria AVAC-R é, portanto, uma peça-chave na construção de um futuro mais sustentável e equitativo, alinhando-se com os objetivos globais da ONU.
Algumas metas: Promover o desenvolvimento, a transferência, a disseminação e a difusão de tecnologias; reforçar o apoio internacional para a implementação eficaz e orientada da capacitação; promover um sistema multilateral de comércio universal; valer-se de iniciativas existentes para desenvolver medidas do progresso do desenvolvimento sustentável; e outras (Gta agenda 2030, 2025).
4.0 Análise e Discussão
A análise das interconexões entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a indústria de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (AVAC-R) revela um quadro complexo e multifacetado que destaca tanto os impactos positivos quanto os desafios que a indústria enfrenta na busca por práticas mais sustentáveis. O ábaco criado ilustra claramente como o setor AVAC-R pode contribuir significativamente para a realização dos ODS, desde a erradicação da pobreza até a promoção da saúde e bem-estar. Os dados apresentados sobre a economia AVAC-R no Brasil demonstram que a indústria não apenas gera bilhões em receitas, mas também cria um número substancial de empregos. Isso é especialmente relevante em um país como o Brasil, onde a taxa de desemprego é uma preocupação constante. A potencialidade de crescimento na área é imensa, considerando que o Brasil tem espaço para aumentar significativamente o número de profissionais na refrigeração. Essa realidade não só pode ajudar a erradicar a pobreza (ODS 1), mas também proporciona uma resposta às necessidades de emprego em um contexto econômico desafiador. No que tange à segurança alimentar, a refrigeração adequada pode reduzir drasticamente o desperdício de alimentos, com a capacidade de nutrir milhões de pessoas ao redor do mundo. Essa contribuição é vital em um momento em que a fome continua a ser um problema global, evidenciando a importância da cadeia do frio na mitigação da insegurança alimentar (ODS 2). O impacto da refrigeração na saúde pública, especialmente em ambientes climatizados, também não pode ser subestimado. A má qualidade do ar interior tem consequências diretas sobre a saúde e o bem-estar da população, resultando em custos elevados para os sistemas de saúde pública (ODS 3). Portanto, a melhoria da QAI deve ser uma prioridade para a indústria, pois ela não apenas promove a saúde, mas também melhora a qualidade de vida. Contudo, a implementação de soluções inovadoras e sustentáveis no setor AVAC-R não é isenta de desafios. A resistência à mudança, a falta de conhecimento técnico e a necessidade de investimentos em tecnologia são barreiras que precisam ser superadas. Além disso, a adoção de novas tecnologias, como sistemas de ar-condicionado fotovoltaico, requer um compromisso tanto do setor privado quanto de políticas públicas que incentivem a inovação e a sustentabilidade. A importância de parcerias e colaborações entre diferentes stakeholders, incluindo governos, empresas e organizações não governamentais, é fundamental para facilitar o avanço em direção aos ODS. O compartilhamento de melhores práticas e a criação de redes de colaboração podem acelerar a implementação de soluções que beneficiem não apenas a indústria, mas também a sociedade como um todo. A colaboração também se estende à educação e à capacitação de profissionais na área AVAC-R, que é essencial para garantir que o setor esteja preparado para enfrentar os desafios do futuro. A integração de conhecimentos sobre sustentabilidade e eficiência energética nas formações técnicas pode resultar em uma força de trabalho mais capacitada e consciente de sua responsabilidade social e ambiental.

Fonte: Autoria própria, 2025.
5.0 Conclusão:
Em síntese, o artigo demonstrou que a interconexão entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), as métricas de ESG e a indústria AVAC-R é não apenas relevante, mas também essencial para promover um desenvolvimento sustentável e equitativo. Os achados ressaltam como a indústria pode contribuir significativamente para a erradicação da pobreza, a segurança alimentar, a saúde pública e a eficiência energética, ao mesmo tempo em que enfrenta desafios que exigem inovação e colaboração. A análise dos dados e das práticas atuais evidência que a adoção de soluções sustentáveis no setor AVAC-R pode resultar em benefícios econômicos e sociais substanciais. No entanto, para que isso se concretize, é necessário um compromisso contínuo com a sustentabilidade e a responsabilidade social. Para profissionais do setor, recomenda-se o investimento em capacitação e formação que inclua aspectos de sustentabilidade e eficiência energética. Para pesquisadores, é fundamental continuar explorando novas tecnologias e práticas que possam ser implementadas no setor, sempre buscando a interseção entre inovação e sustentabilidade. Por fim, é crucial que a indústria AVAC-R, junto a outras partes interessadas, mantenha um diálogo aberto e proativo sobre as melhores práticas e desafios enfrentados, promovendo parcerias que possam acelerar o progresso em direção aos ODS. A construção de um futuro mais sustentável depende da colaboração de todos os envolvidos, e a indústria AVAC-R pode e deve ser uma líder nessa transformação.
REFERÊNCIAS
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