REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202507111634
Thayna Correia Oliveira1
Ana Carolina de Souza Leite2
Diego Alexandre Morais de Souza3
Cássia Vitória Norberto de Moura4
Jhonatan Augusto Gonçalves Oliveira5
Dyeniffer Enmelin Calatroni Terras6
Resumo: Este estudo tem como objetivo analisar o grau de concentração das exportações e importações brasileiras entre os anos de 2021 e 2025, com ênfase nos setores de Agropecuária, Indústria Extrativa e Indústria de Transformação. A pesquisa utiliza o índice de Herfindahl-Hirschman (HHI), amplamente reconhecido na literatura econômica, para mensurar a distribuição dos produtos comercializados pelo país. A metodologia adotada baseia-se em dados oficiais da plataforma Balança Econômica Gov, com foco nos índices anuais do período em questão. Os resultados revelam níveis diferenciados de concentração entre os setores, com destaque para os altos índices nas exportações agropecuárias e na indústria extrativa, em contraste com a maior diversidade observada na indústria de transformação. A análise evidencia também uma tendência de leve desconcentração dos fluxos comerciais totais nos últimos anos da série.
Palavras-chave: Concentração de Mercado; Herfindahl-Hirschman; Exportações; Importações; Diversificação Comercial.
1. INTRODUÇÃO
A pauta comercial de um país representa um dos principais reflexos de sua inserção na economia global, sendo fundamental para compreender sua competitividade, especialização produtiva e vulnerabilidades externas. No caso do Brasil, a balança comercial tem desempenhado papel estratégico tanto na geração de divisas quanto na sustentação de diversos setores da economia nacional. Nesse contexto, analisar a composição e a concentração das exportações e importações permite identificar padrões estruturais e dinâmicas setoriais que impactam diretamente o desempenho econômico e a formulação de políticas públicas.
A concentração comercial, quando excessiva, pode indicar dependência de um número reduzido de produtos ou parceiros, tornando o país mais suscetível a choques externos, variações de demanda ou oscilações de preços. Por outro lado, uma pauta diversificada tende a reforçar a resiliência econômica frente às instabilidades do comércio internacional. Diante disso, compreender o grau de concentração da balança comercial não se limita a um exercício estatístico, mas se constitui em uma ferramenta de diagnóstico estratégico.
Este trabalho tem como objetivo analisar o nível de concentração das exportações e importações brasileiras, no período de 2021 a 2025, a partir da aplicação do índice de Herfindahl-Hirschman (HHI) aos setores de Agropecuária, Indústria Extrativa e Indústria de Transformação. A metodologia adotada se baseia em dados oficiais da plataforma Balança Econômica Gov, que disponibiliza séries temporais anuais com base em critérios amplamente reconhecidos pela literatura da Economia Industrial.
Os resultados obtidos indicam que os níveis de concentração variam significativamente entre os setores analisados. A Agropecuária e a Indústria Extrativa apresentaram os maiores índices de concentração, refletindo uma forte dependência de poucos produtos ao longo do período. Em contrapartida, a Indústria de Transformação demonstrou maior diversidade tanto nas exportações quanto nas importações, com menores valores do índice HHI. Observou-se também uma leve tendência de desconcentração nos fluxos comerciais totais, especialmente a partir de 2023, o que sugere um possível movimento em direção à diversificação das transações comerciais brasileiras.
Dessa forma, o presente trabalho está estruturado em cinco seções. Após esta introdução, apresenta-se o referencial teórico, com a fundamentação conceitual sobre medidas de concentração de mercado, destacando as principais métricas utilizadas. Em seguida, a seção de metodologia descreve as fontes de dados, os setores analisados e os critérios adotados para aplicação do índice de Herfindahl-Hirschman (HHI). A análise de resultados contempla a interpretação dos dados de exportação e importação por setor no período de 2021 a 2025. Por fim, as considerações finais reúnem as principais conclusões do estudo, destacando as implicações econômicas observadas e sugestões para trabalhos futuros.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Medidas de Concentração
As medidas de concentração são ferramentas importantes para compreendermos como se distribui o poder de mercado entre os agentes econômicos. Elas ajudam a identificar se um pequeno grupo domina determinada atividade econômica, o que pode influenciar diretamente a concorrência e a eficiência dos mercados. Segundo Resende e Boff (2013), essas medidas fazem parte da abordagem estrutura-conduta-desempenho e cumprem um papel essencial ao quantificar, de forma resumida, o grau de concentração de mercado.
No entanto, os autores alertam que essas medidas apresentam certas limitações. Por exemplo, mesmo que poucas empresas detenham uma fatia expressiva do mercado, isso não significa que haja poder de mercado consolidado, principalmente se o mercado possui fácil entrada a novos concorrentes. Além disso, empresas podem conquistar maior participação por mérito próprio, como maior eficiência ou qualidade dos produtos, e não por ações que limitem a concorrência. Outro ponto importante é a definição dos limites do mercado analisado, se não forem corretamente delimitados, as medidas podem ignorar produtos substitutos ou influências externas (Resende & Boff, 2013).
No contexto da balança comercial, essas medidas podem indicar se as exportações ou importações de um país estão muito concentradas em poucos parceiros ou produtos. Uma concentração elevada pode indicar vulnerabilidades sistêmicas, como maior risco a crises ou choques externos como variações cambiais ou crises políticas em mercados-chave. Assim, a análise de concentração comercial deve ser encarada não apenas como um exercício estatístico, mas como um instrumento de apoio à formulação de políticas de diversificação e estabilidade econômica (Resende & Boff, 2013).
2.2 Razões de concentração
As razões de concentração são medidas que indicam a proporção do mercado ocupada por um número restrito de empresas ou países, dependendo do objeto analisado. O índice CR(k), por exemplo, representa a participação conjunta das maiores empresas em determinado setor. As formas mais comuns são o CR(4) e o CR(8), que indicam, respectivamente, a fatia de mercado ocupada pelas quatro e oito maiores empresas ou agentes (Resende & Boff, 2013).
Essa abordagem é amplamente utilizada devido à sua simplicidade e clareza. Ao fornecer uma visão direta do domínio dos principais agentes, essas razões permitem uma leitura inicial da estrutura de mercado. No entanto, como destacam Resende e Boff (2013), esse tipo de medida é considerado parcial, pois não leva em consideração a totalidade dos participantes do setor. Ou seja, empresas ou países que ficam fora do grupo das maiores não influenciam o resultado do índice.
Além disso, na estrutura interna entre os líderes também não são consideradas mudanças na distribuição entre os quatro maiores, por exemplo, não alteram o valor do CR(4), desde que o grupo continue o mesmo. Isso limita a sensibilidade da medida a transformações relevantes, como fusões ou reorganizações de mercado. Os autores também chamam atenção para o fato de que essas razões podem gerar comparações enganosas ao longo do tempo, já que as empresas do grupo de referência podem variar entre os períodos analisados (Resende & Boff, 2013).
Na análise da balança comercial, o uso do CR(4) pode revelar se um país concentra suas exportações ou importações em poucos parceiros ou produtos. No entanto, como esse índice não mostra a desigualdade na distribuição entre os demais agentes, seu uso isolado pode ocultar aspectos importantes da estrutura comercial. Por isso, é recomendável combiná-lo com medidas mais abrangentes (Resende & Boff, 2013).
2.3 Índice de Hirschman-Herfindahl (HH)
O índice de Hirschman-Herfindahl (HH) é uma medida mais completa da concentração de mercado, pois considera todos os agentes participantes e pondera suas participações de forma quadrática. Em outras palavras, quanto maior a participação de um agente no mercado, maior será o peso dessa participação no valor final do índice (Resende & Boff, 2013).
Matematicamente, o HH é calculado pela soma dos quadrados das participações de mercado de cada agente. Por isso, ele atribui mais influência às empresas ou países com maior market share. O valor do índice varia entre 1/n, em mercados totalmente competitivos com agentes iguais, até 1, em situações de monopólio. Em aplicações práticas, como nas agências de defesa da concorrência, o HH costuma ser apresentado em uma escala de 0 a 10.000, tornando sua interpretação mais intuitiva (Resende & Boff, 2013).
Além de ser descritivo, o HH também possui uma base teórica bem estabelecida. Conforme Resende e Boff (2013), ele pode ser derivado do modelo de competição de Cournot, sendo utilizado para relacionar estrutura de mercado e lucratividade. Esse embasamento teórico torna o HH relevante para análises normativas, como decisões regulatórias e avaliações de desempenho de setores econômicos.
Na balança comercial, o HH permite identificar não apenas a presença de concentração, mas também o grau de desigualdade entre os agentes comerciais. Ele é especialmente útil para mostrar se o comércio externo de um país está excessivamente dependente de poucos produtos ou parceiros. Além disso, pode ser usado para acompanhar a evolução dessa concentração ao longo do tempo, por meio de versões padronizadas do índice, como sugerido pelos autores.
Outro recurso útil do HH é a obtenção do número equivalente de agentes. Isso significa que o valor do índice pode ser interpretado como se o mercado tivesse v agentes com tamanhos iguais, produzindo o mesmo grau de concentração observado. Isso facilita a comunicação dos resultados e aumenta a compreensão dos dados por diferentes públicos (Resende & Boff, 2013).
3. METODOLOGIA
3.1 Análise de dados
A análise realizada neste estudo baseia-se em dados disponibilizados pela plataforma oficial Balança Econômica Gov, que fornece séries temporais sobre a concentração dos produtos exportados e importados pelo Brasil. Os índices utilizados seguem a metodologia do índice de Herfindahl-Hirschman (HHI), amplamente reconhecido na literatura econômica como medida robusta de concentração de mercado.
Os dados estão disponíveis em periodicidade mensal, trimestral e anual, mas, para fins deste estudo, foram selecionados os índices anuais de concentração correspondentes ao período de 2021 a 2025, de forma a possibilitar uma avaliação consistente da evolução recente da estrutura comercial brasileira.
A pesquisa foi estruturada com foco na análise da concentração nos setores de Agropecuária, Indústria Extrativa e Indústria de Transformação, tanto no que se refere às exportações quanto às importações.
O uso do HHI permite captar não apenas o número de produtos comercializados, mas também a desigualdade existente entre as participações de cada um deles. Essa característica torna o índice especialmente adequado para identificar mudanças no grau de concentração ao longo do tempo e diferenças estruturais entre os setores analisados. Os resultados extraídos possibilitam avaliar se o país tem diversificado sua pauta comercial ou, ao contrário, se está se tornando mais dependente de um número reduzido de produtos ou categorias econômicas.
3.2 Índice de concentração da balança comercial
A mensuração da concentração da pauta comercial foi realizada por meio do índice de Herfindahl-Hirschman (HHI), uma medida amplamente adotada na literatura econômica para avaliar o grau de concentração de mercado. Conforme apresentado por Resende e Boff (2013), esse índice permite capturar tanto o número de produtos envolvidos quanto a desigualdade na distribuição das participações, atribuindo maior peso aos produtos com maiores parcelas.
No contexto da balança comercial, o HHI indica o grau de diversificação ou concentração das exportações e importações de determinado setor. O valor do índice varia de zero a um, sendo que valores mais próximos de um indicam elevada concentração, enquanto valores próximos de zero sugerem maior diversificação. Em termos práticos, um valor igual a 1 representa uma situação na qual todas as exportações ou importações estão concentradas em um único produto. Por outro lado, um valor igual a 0 indica que os produtos têm participações igualmente distribuídas, ou seja, a pauta comercial está completamente desconcentrada.
Esse critério de interpretação permite identificar, por setor e por período, o quanto a estrutura das exportações e importações brasileiras está dependente de poucos produtos ou, inversamente, mais distribuída entre diversas categorias.
4. ANÁLISE DE RESULTADOS
4.1 Concentração na Exportação
A evolução dos índices de concentração das exportações brasileiras entre 2021 e 2025 demonstra padrões setoriais distintos, oscilando entre momentos de elevação e redução da concentração, conforme evidenciam os valores do HHI para a pauta exportadora agregada e para os setores de Agropecuária, Indústria Extrativa e Indústria de Transformação.
A exportação total, representando o conjunto de produtos exportados pelo Brasil apresenta um padrão de oscilação moderada. O índice parte de 0,2289 em 2021, atinge um ponto mais baixo em 2022 (0,2126) e sobe novamente para 0,2240 em 2023, encerrando com 0,2176 em 2025. Esses valores indicam uma concentração moderada na pauta exportadora agregada, com leve tendência de estabilização em torno de 0,22. A variação percentual entre os anos confirma essa dinâmica, sugerindo que, apesar de flutuações pontuais, a estrutura geral manteve relativa estabilidade quanto à distribuição dos produtos exportados.
Tabela 1 – Índice de Concentração das exportações Brasileiras de 2021 a 2025

Fonte: Elaboração Própria
No setor da Agropecuária, os índices revelam um nível significativamente mais elevado de concentração, com valores consistentes acima de 0,60 em todo o período. O maior valor foi observado em 2021 (0,6974), seguido de uma leve redução em 2022 (0,6341) e novo aumento em 2023 (0,6618). A partir de então, o índice apresenta trajetória de queda, atingindo 0,6367 em 2025. Apesar da redução no final da série, os resultados reforçam uma forte dependência de poucos produtos agropecuários, o que pode indicar vulnerabilidade a choques de mercado associados à oscilação de preços ou demanda de itens específicos.
A Indústria Extrativa também apresenta níveis elevados de concentração, com o índice variando entre 0,5896 e 0,6159 ao longo do período. O menor valor foi registrado em 2023 (0,5896), sinalizando uma breve redução, mas a tendência geral do setor é de estabilidade em patamares altos, com ligeiro crescimento nos dois anos seguintes. Em 2025, o índice alcança 0,6159, evidenciando uma pauta exportadora altamente concentrada, o que é característico de setores cuja produção depende de recursos naturais finitos ou fortemente demandados.
Já a Indústria de Transformação apresenta os menores níveis de concentração entre os setores analisados. O índice inicia em 0,1201 (2021), cresce até atingir 0,1442 (2024), mas recua para 0,1304 (2025). Essa trajetória sugere maior dispersão e diversidade na pauta exportadora industrial, especialmente se comparada à agropecuária e à indústria extrativa. A volatilidade nos valores pode estar relacionada a variações pontuais na demanda externa de determinados produtos manufaturados, mas a média dos valores indica um setor mais equilibrado em termos de distribuição de produtos exportados.
De forma geral, os dados mostram que a estrutura exportadora brasileira permanece concentrada em setores chave, principalmente na agropecuária e indústria extrativa. A indústria de transformação aparece como o segmento mais diversificado, enquanto a pauta agregada apresenta uma concentração moderada com variações marginais no período analisado. Esses resultados reforçam a importância de estratégias voltadas à diversificação das exportações, como forma de mitigar riscos externos e aumentar a resiliência da economia nacional.
4.2 Concentração na Importação
A análise dos índices de concentração das importações brasileiras entre os anos de 2021 e 2025 revela padrões distintos entre os setores analisados, Agropecuária, Indústria Extrativa e Indústria de Transformação, além do indicador geral da pauta importadora.
No agregado total da balança comercial, o índice HHI apresentou um comportamento relativamente estável, oscilando entre 0,0635 e 0,0869 no período observado. O valor mais elevado foi registrado em 2022 (0,0869), indicando uma leve elevação da concentração nas importações totais naquele ano, seguida por uma tendência de desconcentração até 2025 (0,0635). Essa redução pode indicar uma maior dispersão nas origens ou tipos de produtos importados.
O setor da Agropecuária exibiu níveis persistentemente altos de concentração, com valores do HHI sempre acima de 0,28. O pico ocorreu em 2022 (0,3583), sinalizando forte dependência de poucos produtos importados nesse setor. Apesar disso, o índice apresentou queda nos anos seguintes, atingindo 0,2856 em 2025, o que pode indicar um movimento de diversificação da pauta importadora agropecuária.
A Indústria Extrativa foi a que registrou os maiores índices de concentração em toda a série, com destaque para 2023 (0,5649) — o valor mais elevado dentre todos os setores e anos analisados. Embora tenha ocorrido uma leve redução nos dois anos seguintes (0,5288 em 2024 e 0,5366 em 2025), os patamares continuam bastante elevados, sugerindo forte dependência de poucos produtos nesse segmento das importações. Isso representa um fator de atenção, sobretudo em termos de segurança de abastecimento de insumos estratégicos.
Por outro lado, a Indústria de Transformação apresentou os menores níveis de concentração ao longo do período, com o HHI variando entre 0,0634 e 0,0871. Após um aumento pontual em 2022, o índice retornou a um nível mais baixo, alcançando 0,0634 em 2025, o que demonstra uma pauta importadora mais diversificada e menos vulnerável a choques específicos de produtos ou fornecedores.
Tabela 2 – Índice de Concentração das Importações Brasileiras de 2021 a 2025

Fonte: Elaboração Própria
Em suma, os dados da importação reforçam a assimetria entre os setores: enquanto a indústria de transformação exibe maior dispersão em seus fluxos de entrada, os setores agropecuário e extrativo permanecem marcados por altos níveis de concentração. Apesar de pequenas variações ao longo do tempo, os padrões de 2025 indicam um cenário mais equilibrado na pauta importadora agregada, com sinais positivos de desconcentração, especialmente no setor agropecuário.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo buscou analisar o grau de concentração da pauta comercial brasileira, tanto do ponto de vista das exportações quanto das importações, no período de 2021 a 2025, com base nos setores de Agropecuária, Indústria Extrativa e Indústria de Transformação. Para isso, foram adotadas medidas consagradas pela literatura econômica, com destaque para o índice de Herfindahl-Hirschman (HHI), cuja fundamentação teórica foi discutida em detalhe no referencial teórico com base em Resende e Boff (2013).
As análises revelaram um cenário de heterogeneidade setorial, com níveis distintos de concentração ao longo dos anos. As exportações brasileiras demonstraram relativa estabilidade na concentração total, com destaque para a elevada dependência da Agropecuária e da Indústria Extrativa. A Indústria de Transformação, por sua vez, apresentou os menores índices, sugerindo uma pauta exportadora mais diversificada e resiliente.
Do lado das importações, verificou-se comportamento semelhante: a Indústria de Transformação manteve um padrão de baixa concentração, enquanto Agropecuária e, principalmente, Indústria Extrativa, apresentaram altos níveis de concentração, com valores do HHI superiores a 0,5 em determinados anos. A leve tendência de redução no índice geral de importação entre 2023 e 2025 aponta para sinais de desconcentração e possível diversificação de fornecedores ou produtos importados.
As evidências obtidas sugerem a importância de políticas públicas voltadas à diversificação comercial, especialmente nos setores com maiores níveis de concentração. Estratégias nesse sentido podem fortalecer a resiliência da economia brasileira frente a choques externos, oscilações de preços ou crises em mercados específicos. Além disso, ampliar a diversidade de produtos comercializados contribui para uma integração internacional mais equilibrada e sustentável.
Por fim, o uso do HHI demonstrou-se metodologicamente adequado para a avaliação da estrutura da balança comercial, possibilitando interpretações quantitativas e qualitativas relevantes. Recomenda-se, para estudos futuros, o aprofundamento da análise por produto ou parceiro comercial, bem como o cruzamento com dados de performance econômica e geopolítica, a fim de enriquecer ainda mais a compreensão das dinâmicas do comércio exterior brasileiro.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Concentração HHI – Setores e Produtos. Balança Comercial Brasileira, 2025. Disponível em: https://balanca.economia.gov.br/balanca/IPQ/concentracao_hhi_setores_produtos.ht ml . Acesso em: 23 jun. 2025.
RESENDE, Marcelo; BOFF, Hugo. Concentração industrial. In: KUPFER, David; HASENCLEVER, Lia (Orgs.). Economia industrial: fundamentos teóricos e práticas no Brasil. Rio de Janeiro: Elsevier Editora Ltda., 2013. cap. 5.
1Acadêmica do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Rondônia, membro do Programa de Educação Tutorial — PET Economia UNIR E-mail: acmthaynacorreia@gmail.com
2Acadêmica do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Rondônia, membro do Programa de Educação Tutorial — PET Economia UNIR E-mail: annasouzaleite@gmail.com
3Acadêmico do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Rondônia, membro do Programa de Educação Tutorial — PET Economia UNIR E-mail: diegoptpvh87@gmail.com
4Acadêmica do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Rondônia, membro do Programa de Educação Tutorial — PET Economia UNIR E-mail: cassiavitoria251@gmail.com
5Acadêmico do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Rondônia, membro do Programa de Educação Tutorial — PET Economia UNIR E-mail: jhonatanaugusto15@hotmail.com
6Acadêmica do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Rondônia, membro do Programa de Educação Tutorial — PET Economia UNIR E-mail: enmelincalatroni@gmail.com
