CONCEITO DE PEGA CORRETA: PERCEPÇÃO DE PUÉRPERAS ADOLESCENTES E PROMOÇÃO DA AMAMENTAÇÃO

CONCEPT OF PROPER GRASP: PERCEPTION OF ADOLESCENT PUERPERAE AND PROMOTION OF BREASTFEEDING

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202509261253


Jucilene de Alencar Sampaio Mendes1
Isadora Maria Lopes Vaz1
Ana Ceres de Jesus Rodrigues Carvalho1
Karolinny Santos Cronemberger1
Nathália Pereira de Souza1
Lélia Lilianna Borges Sousa de Macedo2


Resumo

Introdução: A amamentação é um processo contínuo de aprendizado que envolve não apenas a mulher, sendo essencial o suporte contínuo e qualificado dos profissionais de saúde para promover seu êxito. A gravidez precoce implica em significativas repercussões na vida das adolescentes, que muitas vezes, não se encontram preparadas para assumir de forma eficaz o papel de mulher, mãe e esposa, pois é, geralmente, não desejada ou não planejada. O aleitamento materno é um fator importante na promoção da saúde por se tratar de uma técnica de proteção, vínculo, afeto e nutrição para a criança. Objetivo: Apreender as percepções de puérperas adolescentes em situação de vulnerabilidade social sobre pega correta e promover a saúde na amamentação. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, exploratório, analítico e descritivo, com abordagem qualitativa. Com público de 09 puérperas assistidas pela Casa Maria Menina, de agosto a dezembro de 2024. As entrevistas ocorreram individualmente seguindo um roteiro semi estruturado composto por perguntas abertas, em local privado, com duração de 30 minutos,  transcritos na íntegra e analisados mediante a sistematização da técnica de análise de conteúdo temático. Resultado: Através da análise dos dados, emergiram quatro categorias: conhecimento de pega correta, conhecimento da mãe adolescente sobre aleitamento materno; recebimento de orientações pelos profissionais de saúde sobre a importância de amamentar; dificuldades encontradas frente ao ato de amamentar. Além disso, a partir dessas categorias evidenciou-se a necessidade de ampliar orientações no período gestacional e pós-gestacional.  Conclusão: A falta de informação e o posicionamento inadequado do bebê, geram lesões nos mamilos que acarretam dor e sangramento, logo as mães tornam-se propensas a abandonar a prática. A atuação do fisioterapeuta é de grande importância para a eficácia no aleitamento materno, uma vez que atua na orientação à puérpera em relação às manobras e posição do bebê e à postura correta dessa mãe, reduzindo  diversas complicações. 

Palavras-chave: Aleitamento materno. Período pós parto. Promoção da saúde   

Abstract

Introduction: Breastfeeding is a continuous learning process that involves not only the woman, and continuous and qualified support from health professionals is essential to promote its success. Early pregnancy has significant repercussions on the lives of adolescents, who are often not prepared to effectively assume the role of woman, mother and wife, as it is usually unwanted or unplanned. Breastfeeding is an important factor in promoting health because it is a technique of protection, bonding, affection and nutrition for the child. Objective: To understand the perceptions of adolescent postpartum women in situations of social vulnerability about correct latching and to promote health in breastfeeding. Methodology: This is an observational, exploratory, analytical and descriptive study, with a qualitative approach. With an audience of 09 postpartum women assisted by Casa Maria Menina, from August to December 2024. The interviews took place individually following a semi-structured script composed of open-ended questions, in a private place, lasting 30 minutes, transcribed in full and analyzed using the systematization of the thematic content analysis technique. Result: Through data analysis, four categories emerged: knowledge of correct latch; knowledge of the adolescent mother about breastfeeding; receipt of guidance from health professionals on the importance of breastfeeding; difficulties encountered during the act of breastfeeding. In addition, from these categories it became evident the need to expand guidance during the gestational and post-gestational period. Conclusion: The lack of information and inadequate positioning of the baby generate lesions in the nipples that cause pain and bleeding, so mothers become prone to abandon the practice. The physiotherapist’s work is of great importance for the effectiveness of breastfeeding, as he/she guides the puerperal woman in relation to the baby’s maneuvers and position and the correct posture of the mother, reducing several complications.

Keywords: Breastfeeding, postpartum period, health promotion

1. INTRODUÇÃO

A amamentação é um processo contínuo de aprendizado que envolve não apenas a mulher, mas também sua rede de apoio familiar, sendo essencial o suporte contínuo e qualificado dos profissionais de saúde para promover seu êxito. O leite materno é reconhecido como a principal fonte de alimentação para o lactente, por conter uma composição única capaz de suprir, de forma equilibrada, as necessidades nutricionais, imunológicas e neurocognitivas nos primeiros meses de vida. Além disso, possui papel protetor contra doenças e contribui para o crescimento e desenvolvimento integral da criança. (INSTITUTO ERY, 2023)

A literatura científica destaca os benefícios do aleitamento materno para as mulheres, porém esses achados devem ser analisados em consonância com as especificidades locais e regionais, observadas em estudos de campo. No Brasil, o Ministério da Saúde ainda enfrenta obstáculos significativos para elevar as taxas de aleitamento materno exclusivo. Segundo dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI, 2019), apenas 45,8% das crianças menores de seis meses estavam sendo alimentadas exclusivamente com leite materno, índice inferior à meta estabelecida por organizações internacionais, que propõem alcançar pelo menos 50% até 2025. 

É crucial ressaltar que os benefícios da amamentação devem ser discutidos desde o pré-natal, reforçados no contexto hospitalar e continuados no acompanhamento pós-hospitalar. Esse apoio contínuo visa diminuir as inseguranças, ansiedades e medos das lactantes, ao mesmo tempo que fortalece sua confiança. (VASCONCELOS , 2024).

Logo, sugere-se que embora os benefícios da amamentação sejam amplamente reconhecidos e respaldados por diversas evidências científicas, ainda existe uma grande diferença entre o conhecimento superficial das lactantes e uma compreensão mais detalhada e aprofundada sobre o processo. Essa lacuna revela a necessidade urgente de reestruturar a orientação fornecida nas unidades de atenção básica à saúde. Além disso, estudos destacam a importância da técnica de pega correta como um elemento fundamental para o sucesso da amamentação. 

A pega refere-se ao modo como o bebê agarra a mama durante a sucção, o que afeta diretamente a eficiência da extração do leite e o conforto da mãe. Quando a pega é inadequada, além de causar dor e desconforto, pode levar ao desenvolvimento de fissuras, ingurgitamento e mastite, além de comprometer a produção de leite e o processo de descida, prejudicando a experiência da lactante e a eficácia da amamentação (MORAIS et al., 2020).

Estatisticamente os dados da gravidez na adolescência são preocupantes, sendo alta comparada a taxa mundial, estima-se que a média atual é de 46 gestações por 1000 e no Brasil e de 68,4 a cada 1000 gestações, demonstrando um longo caminho a ser percorrido a nível social e de políticas públicas no país (BRASIL, 2022). Além disso, atesta-se o fato da maioria dessas gravidez não serem planejadas, implicando em diversas mudanças no contexto social da adolescente.

A adolescência é definida pela segunda década da vida, distinguida por um emaranhado processo de crescimento e desenvolvimento biopsíquico social, expresso por meio de transformações anatômicas, fisiológicas, psicológicas e sociais. Sob o ponto de vista da legislação brasileira, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é considerado adolescente todo indivíduo com idade entre 12 e 18 anos. (BRASIL, 1990)

No Brasil, estima-se que o número de adolescentes gira em torno de 21 milhões, e tem uma das legislações mais avançadas no que diz respeito à assistência da infância e da adolescência. Todavia, as políticas públicas direcionadas ao cuidado e atenção aos adolescentes ainda devem ser aperfeiçoadas para alcançar as especificidades desse grupo social. (ASSIS, 2020)

Nessa perspectiva, a nível social, como reflexo da gravidez na adolescência tem-se abandono de estudos, repressão familiar, mudanças psicológicas e fisiológicas. O abandono aos estudos é atribuído ao fato das adolescentes não terem estrutura familiar e por conta disso, não terem com quem deixar o filho no horário da escola. A repressão familiar, por muitas vezes, acontece porque a família estava despreparada e precisa se reorganizar financeiramente para conseguir oferecer as melhores condições tanto para mãe quanto para o bebê.

As mudanças psicológicas e fisiológicas são inerentes a toda gravidez, em virtude de haver dentro da mulher, o desenvolvimento de um indivíduo. Contudo, em adolescentes, o corpo não está totalmente formado e em alguns casos, resulta em problemas para a criança. (BEZERRA e MATOS, 2022)

Nesse contexto da gravidez na adolescência, a associação Casa Maria Menina-CMM, localizada na cidade de Teresina, Estado do Piauí, é uma instituição filantrópica, que presta serviço de assistência social a adolescentes gestantes e puérperas em situação de vulnerabilidade social até o bebê completar um ano de idade. As adolescentes são direcionadas a instituição por demanda espontânea ou encaminhamento de saúde.

A CMM tem o objetivo de encontrar formas de abordar a questão da vulnerabilidade e do risco social a partir de uma perspectiva humana para as mulheres que aprendem a confeccionar roupas para os filhos, a dar banho, a trocar fraldas, entre outros cuidados. Além disso, beneficiam-se de acompanhamento constante de psicólogos, nutricionistas e médicos.

Nesse sentido, percebe-se que a CMM como um local importante no qual a equipe multiprofissional deve dar continuidade às ações que estavam sendo desenvolvidas no período gestacional, promovendo a orientação adequada e garantindo uma maior segurança à puérpera adolescente no que se refere à realização dos cuidados nesta fase pós-parto, principalmente sobre as orientações quanto ao aleitamento materno. Por isso, frente à menção deste preâmbulo, surgiu a necessidade de se questionar: Quais as percepções das puérperas adolescentes sobre a “pega correta durante a amamentação”? E, a partir dessa indagação, visualizou-se como objetivo geral do estudo: apreender as percepções de puérperas adolescentes em situação de vulnerabilidade social e objetivos específicos sobre a pega correta durante a amamentação e promover a saúde na amamentação.

Assim, a pesquisa justifica-se por uma necessidade de compreender as percepções de puérperas adolescentes em relação a pega correta, no intuito de contribuir para o conhecimento de profissionais da saúde, aprimorando estratégias educativas de aleitamento materno, prevenir intercorrências mamárias, fortalecer políticas públicas relacionadas à promoção da saúde na amamentação e a saúde da adolescente e do bebê. 

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA

Vários autores discorrem sobre a temática abordada e contribuem para um bom embasamento e nortearam a execução da pesquisa. 

É importante que as mães adolescentes, durante o pré-natal, recebam orientações adequadas quanto ao aleitamento materno e a pega correta, a fim de que se sintam motivadas para amamentar os seus filhos. A pega correta na amamentação é fundamental para garantir que o bebê obtenha o leite materno de forma eficiente, além de prevenir desconfortos e possíveis lesões nos mamilos da mãe. Uma pega inadequada pode resultar em dor, fissuras e até mesmo na interrupção precoce do aleitamento (SBP, 2024).

O aleitamento é interrompido por diversos fatores e um dos principais são os traumas mamilares, que surgem por desordens no organismo da mulher ou na sucção da mamada. Entre os fatores determinantes para os traumas mamilares estão técnica, posição e/ou pega incorretas  (BARBOSA, 2023)

Se o bebê estiver fazendo barulhos ao mamar, como, por exemplo, sons de estalos, ele pode estar engolindo ar. Nesse caso, é importante segurá-lo junto ao colo, em posição vertical, para que ele não tenha desconforto e também avaliar se a pega na mama está adequada. (OMS, 2025)

Ações e orientações voltadas a essa população, como o posicionamento da dupla mãe-bebê e da pega correta, são fundamentais, a fim de evitarem impactos negativos durante o aleitamento materno (GUEDES-GRANZOTTI et al., 2020).

Prováveis condições na mama da mãe, como mastites mamárias, edema, eritema, ingurgitamento mamário e dor, incitam o surgimento de traumas mamilares que consequentemente dificultam a amamentação. (ALEXANDRE; SILVA 2021) Essa dor é uma experiência sensorial e afetiva desagradável para a mulher e pode provocar a interrupção da amamentação (BRITO et al., 2021). 

É perceptível que a questão socioeconômica é um fator que demonstra que mães adolescentes e/ou mães solteiras são fatores de risco para o desmame precoce. É possível compreender que a dor que a mulher pode vir a sentir nas primeiras mamadas devido à forte sucção, ou trauma mamilar com presença de eritema, edema, fissuras e bolhas, também é uma justificativa para o desmame precoce.

O papel do fisioterapeuta no período gestacional e pós gestacional é de nítida importância, visto que traz a mãe informações acerca do aleitamento materno, complicações que podem acontecer durante esse processo e sobre o posicionamento na amamentação.(COUTINHO, et. al., 2023)  Nesse sentido, os profissionais de saúde, por meio de suas atitudes e práticas, podem influenciar positiva ou negativamente o início da amamentação.

A função do fisioterapeuta na orientação ao posicionamento da puérpera em relação às manobras e do posicionamento do recém-nascido é de grande importância para a eficácia no aleitamento materno, evitando fissuras mamárias e outras complicações (AROEIRA, 2022).

Nesta discussão, Souza (2022) destaca que diante de algumas disfunções que costumam aparecer durante o puerpério, muitas gestantes buscam o profissional de fisioterapia para auxiliá-las de como amamentar corretamente. O autor corrobora ao mencionar que além de auxiliar as gestantes durante a gravidez o profissional deve buscar conhecimento com base em evidências e instruir as futuras mamães, contribuindo para uma amamentação próspera. 

3. METODOLOGIA 

Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa. A amostra foi constituída por puérperas adolescentes que recebiam apoio na Casa Maria Menina no período de agosto a dezembro de 2024. Incluiu-se 09 mulheres que tiveram processo de parto normal ou cesárea saudável, com idade gestacional (IG) igual ou maior a 37 semanas, aguardando o processo fisiológico de três dias de internação pós-parto até alta hospitalar e que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A exclusão se deu mediante a puérperas com comorbidades como hipertensão, diabetes e pré-eclâmpsia. 

As entrevistas ocorreram individualmente, na casa de apoio Maria Menina, sendo de escolha da puérpera, com roteiro semi-estruturado composto por perguntas abertas, e teve a duração média de 30 minutos. Após as entrevistas, os depoimentos foram explorados por meio de sistematização da técnica de análise de conteúdo temático (MINAYO, 2014). A pesquisa foi aprovada pelo Comitê Permanente de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres humanos da UNIFACID-Wyden sob o parecer nº 79934724.5.0000.5211.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

No estudo realizado com 09 puérperas, com idades variando entre 12 e 18 anos, os dados de cor/raça indicaram que 33,33% se declararam pardas, 44,44% brancas e 22,22% negras. Em relação à escolaridade, 11,11% possuíam ensino fundamental completo, 33,33% tinham o ensino fundamental incompleto e 44,44% tinham o ensino médio incompleto. Nenhuma das participantes declarou ter ensino superior completo. Quanto à profissão, 77,7% das puérperas não possuíam ocupação, enquanto 33,3% afirmaram ter alguma ocupação. Em termos de tipo de parto, 33,33% das participantes passaram por cesárea, enquanto 66,67% tiveram parto vaginal. No que diz respeito à paridade, todas as participantes eram primíparas, sem nenhuma referência a multíparas.

Após a leitura das entrevistas surgiram quatro categorias: Conceito de pega correta; conhecimento da mãe adolescente sobre aleitamento materno; recebimento de orientações pelos profissionais de saúde sobre a importância de amamentar; dificuldades encontradas frente ao ato de amamentar.

  • Conceito de Pega Correta

Das adolescentes que participaram do estudo, 04 não sabiam o conceito de pega correta, 02 expressaram conhecer o conceito de pega correta, 03 entendiam o conceito correto.

Colocar ele na posição confortável e a pega da mão em formato em C”(A1, 19 anos).

“ O jeito de colocar o bebê, a posição , cuidado para deixar o nariz da criança livre para ela respirar”, “ A mãe deve estimular o bebê a fazer a pega “ (A2 ,15 anos).

“ O bebê deve está na posição correta” (explicou a posição): “pega em C”(A3, 15 anos).

“Depende, na maioria das vezes me sinto tranquila, porém sinto bastante calor na hora da amamentação”(A4, 14 anos).

“A forma correta de amamentar é utilizando as mãos com a pega em C”,“ tem que ter muita paciência para estimular a criança” (A5, 17 anos).

“O bebê deve fazer a boquinha de peixe e o queixo deve estar no meio do seio” (A6, 18 anos).

“Acredito que o bebê ao mamar não deve apresentar os barulhinhos”, ‘’Ir atrás de informações na prática e do jeito que der certo”(A7, 18 anos).

“ Pegar na parte escura do seio”, “ Apesar das orientações, na prática a mãe dar de mamar do jeito que der certo” (A8, 18 anos).

“Ajuda a posição que a mãe coloca o bebê para amamentar, o posicionamento e vai depender muito só psicológico da mãe (relatou que seu parto foi induzido) , “ O bebê deve está na posição correta” (explicou a posição), “pega em C” (A9, 16 anos).

Conforme os relatos, observou-se que o conhecimento sobre pega correta estava relacionado a importância das informações oriundas de profissionais da área da saúde realizadas durante o período de pré-natal e posteriormente no puerpério. De acordo com DALTRO et al. (2021),  a rede de apoio, participação familiar e a atuação da equipe de saúde é de extrema relevância para garantir o sucesso da amamentação até os dois anos de idade. Nesse sentido, o profissional da saúde atua como facilitador ao mitigar anseios, dúvidas do período gestacional ou puerperal. Dessa forma, o conhecimento técnico evita traumas mamilares, má postura na amamentação e fortalece o vinculo mãe-bebe. 

Corroborando com  Borba (2021), ao ressaltar  que a fisioterapia desempenha papel ativo no pós parto, uma vez que, garante o posicionamento correto do recém nascido logo após o nascimento, refletindo na prevenção de complicações para puérpera e lactante. 

Mesmo as mães adolescentes expressando conhecer o conceito de pega correta, ainda houve equívocos relatados na prática do conceito de pega correta. De acordo com Bougue et al. (2020),  a pega correta é caracterizada por alguns sinais clínicos específicos: o bebê deve abocanhar grande parte da aréola (preferencialmente mais a parte inferior), os lábios devem estar invertidos, queixo encostado na mama e a sucção deve ser ritmada e profunda, com pausas ocasionais. Por conseguinte, o aleitamento materno é essencial para o melhor desenvolvimento e crescimento do bebê além de ser um alimento completo, isentando água e outras comidas até os primeiros seis meses de vida do lactente. 

Apesar do conhecimento, das vantagens da pega correta e dos esforços para o incentivo da pega correta e aleitamento materno, as taxas de aleitamento materno exclusivo são elevadas. Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), as taxas de aleitamento materno exclusivo obtiveram aumento significativo em comparação a três décadas atrás. Em 2021, esse índice era de 45,8% crianças menores de 6 meses em aleitamento materno exclusivo e em 1986, esse índice era de apenas 3%. 

  • Conhecimento da mãe adolescente sobre aleitamento materno

Sendo assim, conforme relato de algumas adolescentes, evidenciou-se que elas têm um conhecimento adequado em relação a importância aleitamento materno para o lactente, no entanto esse conhecimento precisa ser aprofundado para garantir o vínculo mãe-bebê, assim como uma nutrição adequado e que este conhecimento seja colocado em prática no dia a dia frente ao cuidado com o bebê.

“Me sinto agoniada, às vezes o bebê morde meu peito”(A1, 19 anos ).

“me sinto agoniada, às vezes o bebe morde o peito”
“com uma conexão entre eu e a bebê”(A2, 15 anos)

“depende, na maioria das vezes me sinto tranquila, porém sinto bastante calor na hora da amamentação”(A4, 14 anos )

“A bebê machucou no começo da pega porque estava incorreta, depois que eu corrigi a forma de dar o leite, a bebê se adaptou” (A5, 17 anos)

“sufocada, porque ao redor, minha família, me sufoca, dizendo que é para eu deixar de amamentar, só que eu não quero”, “acho bom”(A6, 18 anos).

“Incentivar o bebê amamentar”, “é uma sensação única”(A7, 18 anos).

“com bico de luva, minha filha foi estimulada a amamentação”, “medo da bebê morder meu peito e sangrar”(A8,18 anos).

“Preparar o ambiente: abaixar a luz, colocar uma música deixando ambiente calmo”, “várias coisas, no início começo a rir, depois sinto uma energia e me sinto emocionada, as vezes fico lembrando de como foi a minha gravidez de tudo que passei, mas quando vejo ela sinto só vontade de rir(A9, 16 anos).

Apesar das evidências, sobre o ato de amamentar, essa prática pode ser seriamente comprometida entre as mães adolescentes, uma vez que nesta fase , elas tendem a apresentar quadros de  ansiedade, depressão e medo. Em um estudo desenvolvido na Clínica Escola Interdisciplinar de Saúde de uma Instituição de Ensino Superior Privada do Norte de Santa Catarina, fala que o apoio emocional consiste na função mais desempenhada pelos membros das redes de apoio, o que pode ser justificado pelo fato de que, no período do puerpério, se mostra de fundamental importância já que neste período a mulher está em maior vulnerabilidade para o adoecimento psíquico. 

Medina (2024) destaca que no período do puerpério a mãe pode sentir-se confusa, sensível, ansiosa e uma depressão é bem comum. A autora enfatiza ainda que o puerpério é um momento em que a mulher está mais vulnerável emocionalmente. Nesse sentido, o acompanhamento profissional é de fundamental importância ao longo do processo, e o fisioterapeuta  juntamente com outros profissionais da saúde trabalham para ofertar um apoio completo as lactantes, garantindo assim uma amamentação de sucesso (JOHNSTON, 2021)

Em outra pesquisa, realizadas com adolescente, diz que existem numerosos argumentos em prol do leite materno, podemos destacar a prevenção: óbitos infantis, devido aos variados benefícios  presentes no leite materno, reduzem casos de diarreia, infecções respiratórias, ademais influenciam nos riscos de alergia, diminuem riscos de hipertensão, colesterol alto e diabetes, reduzem a chance de obesidade, favorece para uma melhor nutrição, melhor desenvolvimento da cavidade bucal quando questionado sobre as vantagens sobre do aleitamento. Não podendo deixar de mencionar  que a prática do aleitamento materno repercute na relação entre mãe e filho, possibilitando maior vínculo entre eles (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2020). 

  • Recebimento de orientações pelos profissionais de saúde sobre a importância de amamentar

“Tem mãe que não tem paciência. A questão da aparência também interfere”,“ Colocar ele na posição confortável e a pega da mão em formato em C”(A1, 19 anos).

“O jeito de colocar o bebê, a posição, cuidado para deixar o nariz da criança livre para ela respirar”, “ A mãe deve estimular o bebê a fazer a pega”(A2, 15 anos).

“ No início não consegui amamentar por conta da pega. Então entendo que é mais da pessoa tentar”,“ Procurar informação e estimular o neném”, “Citou que foi bem orientada e até hoje recebe orientações de sua tia enfermeira sobre posicionamento e amamentação. “ sentada , reta, cabeça do bebê sobre o braço da mãe. Eu amamento deitada de lado”(A3,15 anos ).

“Senti dificuldade pela falta de informação” (A4, 14 anos).

“O incômodo da dor, da aréola machucada e o bebê ficar mordendo”, “ Tem que ter muita paciência para estimular a criança”, “A mãe deitar de lado para se posicionar melhor” (A5, 17 anos ).

“Às vezes o bebê tem dificuldade na pega”, “Confortável tanto para a mãe como para o bebê”  “O bebê pode mamar de várias posições ,deitado e sentado” (A6, 18 anos).

“Falta de informação”, “Ir atrás de informações na prática e do jeito que der certo”, “Existe a posição do bebê sentado, porém prefiro a mais comum que é a deitada” ,  “poltronas adequadas, mas eu só amamento deitada”(A7, 18 anos).

“Apesar das orientações, na prática a mãe dar de mamar do jeito que der certo”, “ Ficar reta, posicionar o bebê se possível colocar o travesseiro embaixo do braço e deixar as pernas livres” (A8, 18 anos).

“Tem mãe que sente tanta coisa na gestação e tem mãe que prefere não amamentar para não passar a tristeza para o bebê”, “Ajuda a posição que a mãe coloca o bebê para amamentar, o posicionamento e vai depender muito só do psicológico da mãe (relatou que seu parto foi induzido)”(A9,16 anos).

Algumas mães adolescentes vivenciam o ato de lactar e a maternidade e como uma vivência única e positiva, todavia perpassam por inúmeras dificuldades nessa trajetória , em especial relacionadas a dor e pega mamária.

Além disso, a análise realizada por Fernandes et al.(2022) compreende a influência de crenças populares no manejo do aleitamento materno exclusivo, seja por achismos da lactente acerca do seu leite não ser suficiente, seja por acreditar que o leite produzido é fraco. E por conta disso, realizam o desmame de forma precoce, introduzindo outros alimentos nos primeiros seis meses de vida. 

Desta forma, torna-se importante por parte dos profissionais de saúde, a prática de uma orientação continuada,  com o intuito de construir um conhecimento adequado acerca do aleitamento materno, desmistificando as más experiências, medos, dúvidas. O fisioterapeuta realiza diversas ações que promovem uma melhoria significativa no processo de amamentação e saúde materno – infantil, contribuindo na avaliação da postura da mãe bem como na pega correta do recém nascido durante a amamentação, refletindo numa prática acolhedora e humanizada. (BORBA, 2021).

De acordo com Ataíde (2022), profissionais da saúde podem exercer influência positiva ao acompanhar a mulher desde o pré-natal até o pós-parto, propiciando segurança, esclarecimento e suporte constante, fundamentais para a decisão de iniciar e manter a amamentação.

No Brasil, a Atenção Primária à Saúde (APS), direcionada pela Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), enfatiza que cabe a equipe de saúde o acolhimento e a atenção à saúde da gestante bem como do bebê, incluindo a prevenção de doenças, a promoção da saúde e o cuidado com os agravos ocorridos durante o período gestacional até o período puerperal, além dos cuidados com o bebê. Diante desse contexto, a atuação compartilhada entre os profissionais da saúde possibilita distintos olhares sobre as práticas realizadas durante o pré-natal, proporcionando uma atenção integral e agregando o potencial de resolutividade. SILVA (2014, apud MARQUES et al., 2021)

  • Dificuldades encontradas frente ao ato de amamentar

“me sinto agoniada, às vezes o bebê morde meu peito”, “Tem mãe que não tem paciência. A questão da aparência também interfere”,  “algumas mães precisam trabalhar” (A1, 19 anos). 

“me sinto agoniada, às vezes o bebe morde o peito”, “ Sentada” , “ A dor atrapalha muito, o estresse do dia acaba passando para o bebê” (A2, 15 anos).

“Com uma conexão entre eu e a bebê”, “ No início não consegui amamentar por conta da pega. Então entendo que é mais da pessoa tentar”,  Citou que foi bem orientada e até hoje recebe orientações de sua tia enfermeira sobre posicionamento e amamentação. “sentada, reta, cabeça do bebê sobre o braço da mãe. Eu amamento deitada de lado”, “Por necessidade da mãe. Eu também estudo integral e vou em casa dar de mamar“, “Estimular o bebê” (A3,15 anos ).

“depende, na maioria das vezes me sinto tranquila, porém sinto bastante calor na hora da amamentação”, “Senti dificuldade pela falta de informação’’ (A4, 14 anos ).

“sufocada, porque ao redor, minha família , me sufoca, dizendo que é para eu deixar de amamentar, só que eu não quero’’, “ O incômodo da dor, da aréola machucada e o bebê ficar mordendo, “ A mãe deitar de lado para se posicionar melhor ”, “ É difícil amamentar , é doloroso. O psicológico afeta a mãe  e a  gente às vezes acaba não querendo dar o leite para criança”, “A bebê machucou  no começo da pega porque estava incorreta, depois que eu corrigi a forma de dar o leite, a  bebê se adapto” (A5, 17 anos ).

“bom, por causa da praticidade, não precisa preparar lanches porque tudo o que o bebê precisa tem na mãe”, “acho bom”, “ Às vezes o bebê tem dificuldade na pega”, “Confortável tanto para a mãe como para o bebê”,  “O bebê pode mamar de várias posições ,deitado e sentado” (A6, 18 anos).

“bom, pois tem vários benefícios para mãe e o bebê”, “Falta de informação”, “Existe a posição do bebê sentado, porém prefiro a mais comum que é a deitada”, “poltronas adequadas, mas eu só amamento deitada ”, “Porque não gosta, não gostou ou não conseguiu ter leite” “Preguiça”, “Incentivar”(A7, 18 anos ).

“depende do estado de saúde mental da mãe. Muda completamente o corpo da mãe. Ultimamente a minha criança está mordendo meio seio, nessa fase está mordendo, então acho isso ruim”,  “ Ficar reta, posicionar o bebê se possível colocar o travesseiro embaixo do braço e deixar as pernas livres’’ “ Dúvida em armazenar o leite , quando a mãe precisa trabalhar ”, “com bico de luva, minha filha foi estimulada a amamentação” (A8, 18 anos).

“bom, pois ajuda a criar vínculo entre a mãe e o bebê”, “ Tem mãe que sente tanta coisa na gestação e tem mãe que prefere não amamentar para não passar a tristeza para o bebê”, “Algumas o leite da amamentação seca”,  “Preparar o ambiente: abaixar a luz, colocar uma música deixando ambiente calmo” (A9,16 anos ). 

A prática do Aleitamento Materno Exclusivo (AME) coopera para a saúde do bebê e da mãe. Todavia diversas mulheres se deparam com desafios alusivos à produção de leite, questões emocionais e sociais, estado nutricional e o bem-estar do bebê, desconforto e impasses na amamentação, além do posicionamento correto do bebê no seio, o que pode ocasionar a interrupção dessa conduta protetora. 

As principais dificuldades encontradas no aleitamento materno pelas puérperas estão relacionadas à presença de dor, traumas mamilares,  e pega incorreta. (SHIMODA, 2021). O autor corrobora ao mencionar que o trauma mamilar pode causar dor e esse desconforto é uma experiência sensorial e afetiva que não agrada essa mulher o que pode provocar a interrupção da amamentação.

O autor ainda ressalta que os fatores que tiveram associação com o aparecimento de traumas no mamilo estão relacionados com a posição de amamentar, maneira de sucção inadequada, dificuldades na pega, primiparidade, região mamilo areolar menos pigmentada, nutriz adolescente, manutenção do recém-nascido na unidade de terapia intensiva neonatal, além de orientação e número de consultas no pré-natal.

Estudos mostram alerta sobre a necessidade de orientações e acompanhamento da dupla mãe-bebê nas primeiras horas após o parto, oferecendo suporte às mães no enfrentamento das questões clínicas bem como as emocionais, no intuito de estimular a lactação e por conseguinte minimizar chances de interrupção da amamentação.

É essencial que os profissionais de saúde recebam uma formação adequada e que sejam permanentemente capacitados, para oferecer a assistência adequada às gestantes, mães e crianças compreendendo todas as dimensões do aleitamento materno, tal como a realidade da população que atende.

As transformações que envolvem o contexto da gravidez são reflexo das mudanças sociais que caracterizam o período pós nascimento do bebê. O tornar-se mãe é um momento de transformações para essa mulher,  no âmbito físico, social e psicológico.(MEDINA, 2024).

A amamentação oferece benefícios comprovados para o bebê, a mãe e a sociedade. O aleitamento materno é amplamente reconhecido como um componente fundamental para a promoção da saúde e bem-estar do bebê e da mãe, oferecendo uma base robusta para o desenvolvimento físico e emocional ao longo da vida. VIEIRA, et al. (2024 apud RIBEIRO AK et. al., 2022). Para a mãe, está associado à redução do risco de doenças como câncer de mama, diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares, além de auxiliar na recuperação pós-parto. Em âmbito social, promove a diminuição de gastos com saúde pública e melhora a qualidade de vida das famílias.

Apesar dos reconhecidos benefícios, a amamentação pode envolver dificuldades. Muitas mulheres enfrentam barreiras no início do processo, o que pode levar ao desmame precoce e comprometer os efeitos positivos esperados (NASCIMENTO LC et al., 2022). 

Dessa forma, o processo de amamentação deve ser estimulado e incentivado a iniciar de forma precoce, quando a amamentação ocorre até a primeira hora de vida do recém-nascido. Esse consumo prévio do leite materno, junto a sua continuidade, ajuda a prevenir a mortalidade neonatal e infantil, além de ter papel fundamental no vínculo social materno-infantil (DARBOE M, et al., 2023).  Entretanto, fatores como a condição socioeconômica, a ausência de apoio familiar, as pressões socioculturais e, sobretudo, a falta de orientação adequada por parte da equipe de saúde podem comprometer a manutenção do aleitamento materno exclusivo. Tais circunstâncias expõem a puérpera a situações de vulnerabilidade, o que pode afetar negativamente o desenvolvimento infantil.

Diante disso, o acompanhamento profissional e o apoio adequado são fundamentais para auxiliar as mães nesse início, garantindo orientações e recursos que favoreçam uma amamentação eficaz.

Além dos benefícios nutricionais e imunológicos, a amamentação desempenha um papel importante na prevenção de doenças crônicas em mães e bebês. Estudos indicam que ela pode reduzir o risco de diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer em mulheres. VIEIRA, et al. (2025 apud PORTA et al., 2021; DIJIGOW et al., 2015). Nos lactentes, está relacionada a menor incidência de infecções respiratórias, gastrointestinais e urinárias, além de diminuir a chance de obesidade infantil e doenças alérgicas. Tais efeitos evidenciam a relevância de políticas públicas que incentivem a amamentação, oferecendo suporte institucional e clínico para que as mulheres possam manter essa prática de forma adequada. (PORTO et al., 2021)

O aleitamento materno configura-se como um investimento estratégico em saúde pública, devido aos amplos benefícios que proporciona à mãe e ao bebê. A implementação de ações educativas e de programas de apoio é essencial para fortalecer essa prática na sociedade. 

A relevância deste estudo está em evidenciar a amamentação como uma prática fundamental para a promoção da saúde e do bem-estar materno. Ao reconhecer os benefícios fisiológicos, psicológicos e preventivos que a lactação proporciona à mulher, o trabalho busca reforçar a importância de fortalecer essa prática. Considerando os desafios que envolvem o período da amamentação, especialmente no que se refere à adesão e à continuidade, torna-se essencial aprofundar a discussão sobre o suporte necessário para as mães nesse processo.

Ao abordar a percepção de puérperas adolescentes, é cabível mencionar a questão social extremamente presente na gravidez na adolescência e posteriormente, na criação da criança. As dificuldades nesse período incluem a possibilidade de repressão por parte dos pais, a incerteza quanto ao reconhecimento da paternidade, a viabilidade da continuidade dos estudos e as implicações financeiras decorrentes da gravidez. 

Em um estudo realizado por Assunção et al.(2023) visualizou a composição do perfil sociodemográfico dessas adolescentes que são mulheres de baixa renda e com baixa escolaridade. Nesse sentido, essas mulheres pela pouca escolaridade, ficam suscetíveis a vínculos empregatícios ruins, contribuindo para a sucessão do mesmo ciclo nas futuras gerações. Além disso,  Bezerra e Matos(2022) complementam ao mencionar os gastos da família, em virtude da mãe ser dependente de forma parcial ou integral da família. 

Diante do exposto, torna-se necessário olhar acolhedor e incentivar essas adolescentes a práticas de educação no seio familiar, escolar e por profissionais de saúde, a fim de evitar os crescentes índices de gravidez na adolescência, além dessas mães buscarem maior conhecimento acerca da gravidez e do puerpério.

5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

As maiores dificuldades compreendidas no puerpério imediato, estão relacionadas à pega mamária incorreta do RN, que podem gerar complicações físicas e emocionais nessa mãe adolescente no período puerperal. E para que o processo de amamentação aconteça da melhor forma possível, é necessária a prestação das devidas orientações e cuidados para com as puérperas, uma vez que a amamentação é um momento em que acontece o vínculo natural entre mãe e filho. O trabalho de orientação da técnica de posicionamento e pega do recém-nascido das puérperas auxiliam a tornar mais fácil este momento,  havendo assim, uma maior adesão para a amamentação.

Vale ressaltar que diante as transformações físicas e emocionais vivenciadas na gravidez e no puerpério, o profissional age nas diferentes esferas de atenção à saúde, promovendo conhecimento acerca das mudanças do período e a saúde mãe-bebê. Em especial, o fisioterapeuta atua ao prevenir disfunções músculo-esqueléticas, no alívio de dores, na continuidade do aleitamento materno, reeducação postural e a recuperação integral pós-parto, fortalecendo a atenção humanizada e a qualidade do cuidado. 

Através do relato das participantes do estudo foi evidenciado a importância de orientações adequadas advindas da rede de atenção básica. Notou-se a necessidade de mais aconselhamentos em conhecimentos sobre pega correta, aleitamento materno exclusivo e das dificuldades frente ao ato de amamentar.

Sob essa perspectiva, urge a essencialidade de informações abrangentes junto as adolescentes, desde aspectos relacionados às relações sexuais até temas como a saúde reprodutiva, gestação e cuidados no puerpério. 

Os achados permitem concluir que, o apoio e a técnica adequada de amamentar no pós-parto imediato são pontos cruciais para converter a amamentação em uma experiência mais positiva e satisfatória por mais tempo. 

Embora sejam necessários mais estudos relacionados à temática, destacamos a importância e a necessidade de mais profissionais fisioterapeutas atuando nessa área. 

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1Discentes do Curso Superior de Fisioterapia da Instituição Unifacid Wyden Campus Horto Florestal. E-mails:  juciasm@gmail.com, isadoravazmaria@gmail.com, acerescarvalho@gmail.com, karolcronemberger19@gmail.com, nth70774@gmail.com
2Docente do Curso Superior de Fisioterapia da Instituição Unifacid Wyden Campus Horto Florestal. Doutora em Biologia celular e molecular aplicada à saúde  (ULBRA). E-mail: leliafisio@hotmail.com

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