COMPLICATIONS IN MAXILLARY SINUS LIFT SURGERIES: A LITERATURE REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202508282318
Amanda Kempim de Oliveira¹; Bruno Machado de Carvalho²; Jimmy de Oliveira Araujo³; Lorenzo Benetti Maia⁴; Vanessa Cordeiro Silva Borges⁵; Gustavo Cordeiro Silva Borges⁶; Marcel Paes⁷.
Resumo
A reabilitação oral com implantes dentários na região posterior da maxila representa desafio devido à insuficiência óssea que dificulta a instalação dos dispositivos. Nesse contexto, a técnica de levantamento de seio maxilar é amplamente empregada para ganho ósseo, mas pode gerar complicações durante sua execução. O presente trabalho teve como objetivo revisar a literatura dos últimos cinco anos, identificando as principais complicações relacionadas às cirurgias de levantamento do seio maxilar. A pesquisa foi realizada nas bases PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde, Scielo e Google Scholar, entre maio e julho de 2025, com aplicação dos descritores Sinus Floor Augmentation, Intraoperative Complications, Maxillary Sinus Membrane Perforation e Maxilla. Após critérios de elegibilidade, foram incluídas nove referências, lidas integralmente para extração das informações. Os estudos demonstraram que a taxa de complicações associadas ao procedimento é baixa. Entre as intercorrências, destaca-se a perfuração da membrana schneideriana como a complicação mais comum. A literatura descreve condutas para seu reparo, como dobra da própria membrana, recobrimento com fita de colágeno, uso de membrana reabsorvível, folhas de osso lamelar humano liofilizado ou, em casos maiores, sutura cuidadosa. Além disso, recomenda-se o uso pré-operatório de antibióticos, esteroides e descongestionantes para reduzir riscos. A realização de diagnóstico preciso, planejamento adequado e domínio técnico permite o manejo de intercorrências transoperatórias, agudas ou crônicas. Conclui-se que o levantamento do seio maxilar é técnica eficaz e previsível. A perfuração da membrana sinusal, embora comum, quando diagnosticada e manejada corretamente, não compromete o sucesso do procedimento.
Palavras-chave: Levantamento do Assoalho do Seio Maxilar. Complicações Intraoperatória. Implantes Dentários. Maxila.
Abstract
Oral rehabilitation with dental implants in the posterior maxilla presents a challenge due to insufficient bone volume, which complicates the placement of implants. In this context, the sinus floor augmentation technique is widely employed to achieve bone gain, though it may lead to complications during its execution. The present study aimed to review the literature from the past five years, identifying the main complications associated with sinus floor augmentation surgeries. The search was conducted in PubMed, Virtual Health Library, Scielo, and Google Scholar between May and July 2025, using the descriptors Sinus Floor Augmentation, Intraoperative Complications, Maxillary Sinus Membrane Perforation, and Maxilla. After applying eligibility criteria, nine references were included and read in full for data extraction. The studies showed that the complication rate associated with the procedure is low. Among the adverse events, perforation of the Schneiderian membrane was the most frequently reported complication. The literature describes several approaches for its repair, including folding of the membrane itself, covering with collagen tape, use of a resorbable membrane, application of lyophilized human lamellar bone sheets, or, in larger cases, careful suturing. Additionally, preoperative use of antibiotics, steroids, and decongestants is recommended to reduce risks. Accurate diagnosis, proper planning, and technical expertise allow effective management of intraoperative, acute, or chronic complications. In conclusion, sinus floor augmentation is an effective and predictable technique. While sinus membrane perforation is common, when properly diagnosed and managed, it does not compromise the success of the procedure.
Keywords: Maxillary Sinus Floor Elevation. Intraoperative Complications. Dental Implants. Maxilla.
1 INTRODUÇÃO
A ausência dentária causa um impacto negativo direto na Qualidade de Vida (QV) dos pacientes, afetando significativamente a funcionalidade do sistema estomatognático (David et al., 2018; Melo et al., 2022). Com os constantes avanços, a Odontologia moderna vem acompanhando de forma progressiva as inovações em técnicas e materiais odontológicos, visando proporcionar aos pacientes reabilitações orais eficazes, sem causar danos adicionais (Ernst, 2023). Diante da elevada demanda por tratamentos reabilitadores menos invasivos e com menor tempo clínico, a Implantodontia tem se destacando, oferecendo abordagens mais avançadas, com menores índices de complicações, redução no tempo de tratamento e maior previsibilidade dos resultados, especialmente em casos nos quais a função mastigatória está fortemente comprometida (Moreira, Nogueira, 2023).
A perda de um ou de mais elementos dentários pode ocorrer em diferentes fases da vida e por múltiplos fatores (Barros et al., 2023), podendo resultar em reabsorções ósseas significativas, o que compromete a viabilidade da instalação de implantes dentários (Quaresma et al., 2024). Assim, pacientes que permaneceram muitos anos sem utilizarem próteses ou que perderam seus dentes precocemente, frequentemente apresentam um maxilar posterior atrófico ou pneumatização do seio maxilar, tais condições associadas a baixa densidade óssea na respectiva região, configurando um local inapropriado para a instalação e manutenção de implantes osseointegrados (Bathla, Fry, Majumdar, 2018).
A reabilitação oral com meio de implantes é vista como alternativas viável para a restauração das funções mastigatórias, fonéticas e estética do paciente, sendo tal conduta considerada padrão-ouro no restabelecimento de tais funções (Sharma et al., 2011; Telles, Coelho, 2013; David et al., 2018). No entanto, essa abordagem exige um planejamento prévio detalhado, além do domínio teórico e prático por parte do profissional quanto às técnicas aplicadas, possíveis complicações do procedimento e à avaliação da quantidade e qualidade óssea disponível da área receptora dos implantes (Jorge et al., 2011; Amoroso et al., 2012; Göçmen, Özkan, 2017; Starch-Jensen et al., 2019; Silva et al., 2020).
A literatura destaca que reabilitações orais na região posterior da maxila representa um desafio clínico para o profissional, devido à presença de fatores que podem interferir no sucesso do tratamento (Whyte, Boeddinghaus, 2019; Insua et al., 2018). Dentre as particularidades da reabilitação oral com os implantes dentários, é consenso na literatura que a área ou região que irá receber os dispositivos, deve apresentar volume e quantidade óssea suficiente para suportar os implantes (Quaresma et al., 2024; Batista et al., 2020). Em casos de perda dentária prematura ou pneumatização do seio maxilar, observa-se reabsorção do osso alveolar, o que compromete a altura e espessura óssea disponíveis, dificultando a instalação dos implantes e, consequentemente, impactando no processo de reabilitação oral (Quaresma et al., 2024; Kezys, 2020; Sousa, Costa, Dietrich, 2021).
Em situações que os pacientes apresentam ossos alveolares com quantidade óssea insuficiente, a elevação do seio maxilar é uma alternativa eficaz e amplamente utilizada, com objetivo de aumentar o volume ósseo vertical na região posterior da maxila por meio de enxerto ósseo, viabilizando a instalação de implantes (Quaresma et al., 2024). A técnica de levantamento do seio maxilar, também é conhecida por procedimento sinus lift, é comum na prática clínica do implantodontista, sendo considerada previsível e de execução relativamente simples (Almeida et al., 2006; Andrade, França, Silva, 2006; Batista et al., 2020). Tal técnica visa restabelecer a altura óssea residual, na região posterior da maxila que apresenta deficiência óssea, sendo indicada especialmente em pacientes com menos de 8 milímetros de altura e 4 milímetros de espessura óssea (Batista et al., 2020; Tombini, 2007).
Esse procedimento cirúrgico foi descrito pela primeira vez por Tatum e, posteriormente, foi modificado por Boyne e James em 1980. Com efeito, atualmente existem duas técnicas de tratamento podem ser empregadas para elevação do seio maxilar, a técnica traumática, de acesso lateral, denominada técnica da janela lateral, e a técnica atraumática de acesso pela crista alveolar, conhecida como técnica de Summers (Summers, 1994; Scott, 2012; Chipaila et al., 2014). A técnica de janela lateral é a abordagem mais utilizada em casos de levantamento do seio maxilar, sendo frequentemente associada ao uso de enxertos ósseos ou substitutos, apresentando elevada taxa de sucesso e previsibilidade, especialmente em casos onde o paciente apresenta volume ósseo remanescente insuficiente para suporte dos implantes (Silva et al., 2024; Raghoebar et al., 2019).
Entretanto, independente da técnica, o procedimento de sinus lift, tem sido descrito como um procedimento cirúrgico relativamente simples seguro e de baixa a média complexidade (Al-Dajani, 2014). Contudo, como qualquer outra intervenção clínica, complicações podem ocorrer, seja no transoperatório ou no pós-operatório imediato ou tardio (ON et al., 2019). Na técnica de levantamento do seio maxilar, diversas complicações podem ocorrer durante e após a abordagem cirúrgica, sendo a perfuração da membrana do seio maxilar a mais frequente e desafiadora, com incidência variando de 10% a 55% dos casos (Silva et al., 2024). Comprometendo essa intercorrência a integridade do procedimento e podendo desencadear outras complicações, como infeções sinusiais, perda do material de enxerto, falhas na reabilitação, dor, edema, hematoma e trauma mecânico da cirurgia (Irinakis, Dabuleanu, Aldahlawi, 2017; Monje et al., 2016; Brook, 2006), necessitando em tais situações que o profissional tenha pleno conhecimento das possíveis intercorrências e esteja preparado para manejá-las adequadamente (Monje et al., 2016).
A identificação e o conhecimento de intercorrências, são fundamentais para que o profissional possa prevenir, diagnosticar precocemente e manejar adequadamente tais eventos. Diante disso, justifica-se a realização deste estudo por meio de uma revisão de literatura atualizada, a fim de reunir e analisar as evidências científicas sobre as complicações associadas às cirurgias de levantamento do seio maxilar. Embora se trate de um procedimento eletivo, ele requer não apenas habilidades práticas, mas também embasamento teórico sólido por parte do profissional, tanto para prevenção quanto para o manejo das complicações, e a sistematização dessas informações visa subsidiar a prática clínica com base em dados atualizados, promovendo maior segurança, previsibilidade e sucesso nos tratamentos reabilitadores com emprego de implantes.
Frente ao exposto, o presente estudo teve como objetivo revisar a literatura científica publicada nos últimos cinco anos, a fim de identificar as principais complicações relacionadas às cirurgias de levantamento do seio maxilar.
2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 A PERDA DENTÁRIA E A REABILITAÇÃO ORAL COM IMPLANTES DENTÁRIOS
A perda de um ou de mais elementos dentários é um problema de saúde pública mundial, que compromete funções essenciais como a fala, a mastigação e a estética, impactando negativamente a QV dos indivíduos (Da Cunha et al., 2025). As causas da perda dentária são variadas, incluídos doenças periodontais, lesões de cárie, traumatismos, fatores genéticos e condições sistêmicas que afetam a saúde bucal (Vargas, Paixão, 2005). Alterações funcionais e estruturais na cavidade oral podem ser observadas em decorrência da ausência dentária prematura, sendo mais comum encontrar, clinicamente, reabsorções ósseas e deslocamento dos dentes adjacentes. Essas consequências, além dos danos e prejuízos físicos aos pacientes, frequentemente geram impactos psicológicos negativos devido à estética desfavorável (Vargas, Paixão, 2005).
As perdas ósseas do osso alveolar podem ter origem fisiológica ou patológica (Costa Filho et al., 2021), sendo frequentemente observadas em pacientes com ausência dentária precoce, processos infecciosos, tumores ósseos, envelhecimento ou condições sistêmicas que comprometem a qualidade do tecido ósseo (Tanaka et al., 2008; Da Cunha et al., 2025). A literatura destaca a perda dentária como a principal causa de reabsorção óssea alveolar, uma vez que, ao perder sua função de sustentação, o processo alveolar sofre reabsorções progressivas (Branemark et al., 1975; Ashman, Bruins, 1985), resultando em alterações maxilares, como a redução do tamanho sagital e/ou vertical das arcadas dentárias, o que acarreta discrepâncias nas relações intermaxilares e comprometimento funcional, especialmente da mastigação (Tonelli et al., 2011).
Atualmente, a reabilitação oral com implantes dentários tem ganhando destaque na odontologia moderna, consolidando-se como uma das principais alternativas terapêuticas para restabelecer as funções perdidas do sistema estomatognático (Tomaz, 2022; Wen, Fu, Wang, 2018; Da Cunha et al., 2025). Esse avanço decorre do desenvolvimento de novas técnicas e materiais que permitem a instalação de implantes dentários em diversas situações clínicas. Entretanto, a disponibilidade óssea na região receptora é um fator determinante para o sucesso clínico e a longevidade do procedimento (Da Cunha et al., 2025; Heckmann, 2025).
Em casos de pacientes que apresentam extensa reabsorção do rebordo alveolar ou problemas dentários funcionais, que impossibilita a instalação de implantes dentários, a técnicas de enxertia óssea ou aumento do assoalho do seio maxilar, especialmente na região posterior da maxila, podem ser empregadas com objetivo de restabelecer o volume ósseo necessário para instalação do implante (Quaresma et al., 2024; Heckmann, 2025; Bathla, Fry, Majumdar, 2018).
2.2 SEIO MAXILAR E CIRURGIA DE LEVANTAMENTO
O seio maxilar é uma cavidade óssea de um par de ossos localizados no terço médio da face, com formato piramidal, e apresenta dimensões aproximadas de 15 centímetro. Essa estrutura óssea se desenvolve em duas fases: a primeira ocorre nos três primeiros anos de vida e a segunda entre os 7 e os 18 anos (Nascimento et al., 2022; Juzikis, Gaubys, Rusilas, 2018; Yu et al., 2019). Na fase adulta, o seio maxilar apresenta, em média, 33 milímetros de altura, 23 milímetros de largura e 34 milímetros de comprimento ântero-posterior. O assoalho dessa cavidade geralmente se localiza acima dos molares superiores, podendo se estender até a região dos pré-molares e, raramente até os caninos. Essa extensa abrangência, pode ser atribuída à pneumatização do seio maxilar, acontecimento frequentemente associado à perda dentária precoce, que desencadeia uma expansão da cavidade sinusal (Insua et al., 2018; Yan et al., 2018).
De acordo com a literatura, quando a perda dentária ocorre de forma precoce, há maior probabilidade de pneumatização do seio maxilar, o que pode inviabilizar a reabilitação oral com implantes osseointegrados. Nesses casos, torna-se necessária a realização da cirurgia de elevação do assoalho do seio maxilar, a fim de viabilizar a instalação do dispositivo (Kezys, 2016; Melo et al., 2022). Segundo Misch (1988), a região do seio maxilar é a que apresenta maior perda óssea após perda dentária, resultando em reabsorções ósseas na direção vertical e horizontal, em decorrência da ausência de estímulo mastigatório. Essa perda é mais evidente após a extração de molares superiores, quando a parede do assoalho do seio se torna progressivamente mais delgada devido à pneumatização. O tempo de ausência dentária é um fator determinante na extensão da reabsorção do rebordo alveolar (Irinakis, Dabuleanu, Aldahlawi, 2017; Göçmen, Özkan, 2017).
Para o diagnóstico e o planejamento cirúrgico da elevação do seio maxilar, apenas radiografias convencionais não são suficientes para identificar variações anatômicas. Nesses casos, a tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) é indicada, por proporcionar uma análise tridimensional mais precisa das estruturas envolvidas (Ferreira et al., 2017; Psillas et al., 2021). A técnica de levantamento de seio maxilar foi proposta pela primeira vez por Tatum, em 1976, e modificada por Wood e Moore, em 1988. Essa abordagem tem como principal objetivo aumentar o volume ósseo em regiões onde a altura óssea é insuficiente para instalação de implantes dentários. Atualmente, trata-se de uma técnica amplamente difundida e empregada em reconstruções ósseas na região posterior da maxila, especialmente em pacientes que apresentam perda óssea significativa (Doro, 2017; Rocha, Labuto, 2023).
2.3 TÉCNICAS DE LEVANTAMENTO DO SEIO MAXILAR
A elevação do assoalho do seio maxilar é uma abordagem empregada para obter altura óssea suficiente que permita a instalação de implantes na região posterior da maxila (Munakata et al., 2021; Sousa et al., 2021). Atualmente, duas técnicas cirúrgicas são amplamente utilizadas para essa finalidade: a técnica traumática, denominada técnica de abertura da janela lateral e a técnica atraumática, conhecida como técnica de Summers (Summers, 1994; Scott, 2012). A escolha entre as técnicas deve ser baseada na quantidade de osso alveolar remanescente disponível (Ferreira, 2007; Tchemra et al., 2021).
2.3.1 TÉCNICA DE ABERTURA DA JANELA LATERAL
A técnica de abertura da janela lateral, também conhecida como sinus lift, foi descrita pela primeira vez por Hilt Tatum em 1974. Posteriormente, modificações nessa técnica foram relatadas na literatura por Boyne e James (1980) e pelo próprio Tatum (1986). Essa abordagem cirúrgica tem como objetivo aumentar a altura do seio maxilar, consistindo na confecção de uma janela lateral na parede externa do seio, seguida do descolamento medial da membrana de Schneider e da inserção de enxerto ósseo abaixo da membrana (Silva et al., 2020; Göçmen, Özkan, 2017). Esse procedimento é indicado em casos que o paciente apresenta ossos remanescente entre 2 e 5 milímetros de altura óssea subsinusial (Omagari et al., 2005), possibilitando, com essa técnica, um ganho de altura vertical entre 5 e 12 milímetros (Andrade, França, Silva, 2006).
De acordo com Correia et al., (2012), Correia (2020); Bacelar e Guimarães Neto (2019), a técnica da janela lateral é indicada nas seguintes situações: quando a altura óssea residual não permite a instalação de implantes com comprimento padrão, quando há altura óssea mínima de 5 milímetros, permitindo o levantamento do seio e a instalação do implante ocorrendo simultaneamente, quando a altura óssea residual varia entre 1 e 4 milímetros, sendo necessário realizar o levantamento do seio em um primeiro momento e, posteriormente, a instalação dos implantes e quando há necessidade de inserção de grandes volumes de biomateriais.
Por outro lado, a técnica apresenta contraindicações, como: presença de sinusite aguda ou crônica não tratada, presença de patologias nos seios maxilares como tumores, distúrbios psicológicos, pacientes em tratamento de quimioterapia e radioterapia na região da cabeça e pescoço, imunossuprimidos, diabéticos descompensados, elitista e tabagistas severos (Esposito et al., 2010; Bathla, Fry, Majumdar, 2018; Yan et al., 2018).
2.3.2 TÉCNICA DE SUMMERS
A técnica de Summers, também denominada técnica de elevação indireta do seio maxilar, foi descrita pela primeira vez por Summers em 1994. Essa abordagem consiste na preparação da área receptora do implante, realizando-se a elevação da membrana sinusal por meio de osteótomos de diferentes diâmetros (Rocha, Labuto, 2023; Nascimento et al., 2022; Quaresma et al., 2024). É considerada uma técnica simples, pois não há remoção óssea (Almeida et al., 2006; Doro, 2016), sendo menos invasiva e mais conservadora em comparação com a técnica traumática da janela lateral (Rocha, Labuto, 2023; Pavelski et al., 2015). O principal objetivo é preservar a maior quantidade possível de osso existente na maxila, promovendo o deslocamento da massa óssea para dentro da cortical do seio, por meio da introdução cuidadosa dos instrumentos que elevam a membrana sinusal (Quaresma et al., 2024).
Essa técnica é indicada para casos em que a altura óssea residual é limitada, mas ainda permite a obtenção de estabilidade primária dos implantes (Göçmen, Özkan, 2017; Molina et al., 2022), sendo recomendada para regiões com altura óssea mínima entre 5 e 6 milímetros (Andrade, França, Silva, 2006). As contraindicações são similares às da técnica de abertura da janela lateral, com o acréscimo de condições como distúrbios do ouvido interno e vertigem posicional (Molina et al., 2022; Yan et al., 2018).
2.4 COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS DE LEVANTAMENTO DO SEIO MAXILAR
A cirurgia de levantamento do seio maxilar é considerada um procedimento de baixo índice de complicações. No entanto, assim como qualquer intervenção cirúrgica, pode apresentar intercorrências que demandam procedimentos adicionais, prolongando assim o tempo de recuperação e gerando impactos nutricionais, afetando diretamente o resultado final do tratamento, cujo objetivo é o aumento do volume ósseo para instalação de implantes na região correspondente (Lacort et al., 2024).
Segundo Diniz (2012), complicações podem ocorrer antes, durante ou após a realização da cirurgia, podendo ocasionar a perda total do enxerto, quando utilizado, e do implante dentário. Por esse motivo, é imprescindível que o profissional responsável realize uma anamnese detalhada, conhecendo as condições de saúde do paciente, bem como investigar a presença de doenças do trato respiratório, rinite, sinais de congestão nasal, sinusite aguda, cistos ou tumores. Tais condições, caso diagnosticadas, devem ser tratadas antes da realização do procedimento (Espíndola, 2019; Rocha, Labuto, 2023).
De acordo com Nascimento e colaboradores (2022), algumas complicações são típicas do transoperatório, enquanto outras ocorrem no pós-operatório. A literatura destaca como principais complicações: perfuração da membrana sinusal, hemorragia, congestão do seio maxilar, hemoptise, sinusite aguda, formação de cisto e necrose excessiva (Lacort et al., 2024; Kezys, 2016; Kim, Ku, 2020).
Entre essas, a complicação mais frequente durante a cirurgia é a perfuração da membrana sinusal, cuja ocorrência varia entre 10% a 55% dos casos, podendo gerar complicações secundárias (Rocha, Labuto, 2023; Silva et al., 2024). Segundo Schwarz et al., (2015), a presença de septos ósseos aumenta significativamente o risco de perfuração da membrana. Silva et al., (2024) propuseram uma classificação das perfurações da membrana sinusal com base na localização e gravidade, com objetivo de orientar o manejo clínico. As perfurações de até 5 milímetros podem ser tratadas com uso de membranas de colágeno, já as maiores requerem técnicas mais complexas, como o uso de retalhos pediculados, enxertos ósseos autógenos ou outros materiais voltados à reconstrução da área perfurada.
Além disso, a sinusite é uma complicação comum de ser encontrada no pós-operatório de cirurgias de levantamento de seio maxilar. Frequentemente está associada à perfuração da membrana sinusal ou à contaminação bacteriana durante o procedimento (Silva et al., 2024). Outras possíveis complicações incluem infecção do seio maxilar (com ou sem perda do implante), formação de fistula ou comunicação buco-sinusal, além do desenvolvimento de sinusite crônica no pós-operatório (Correia, 2020; Rocha, Labuto, 2023).
De acordo com Schwarz et al., (2015), os avanços em técnicas e materiais na implantodontia têm contribuído para a redução da incidência de perfurações da membrana sinusal. Entre esses avanços, destaca-se o uso de tomografias computadorizadas de feixe cônico, que permitem uma avaliação das estruturas e identificação de variações (Marin et al., 2019) e o uso do ultrassom com sistema piezoelétrico, em substituição do uso das brocas convencionais na técnica cirúrgica de janela lateral. Permitindo esse equipamento maior precisão nos cortes ósseos e redução dos danos à membrana sinusal (Schwarz et al., 2015).
2.5 PREVALÊNCIA, TRATAMENTO E CLASSIFICAÇÃO DA PERFURAÇÃO DA MEMBRANA SINUSAL
É consenso na literatura, que a taxa de complicações associadas aos procedimentos de aumento do seio maxilar na literatura é bastante baixa. Tipicamente, a perfuração da membrana schneideriana, hemorragia, infecção e rinosinusite são as complicações cirúrgicas mais frequentemente encontradas na técnica de levantamento do seio maxilar (Boffano, Forounzanfar, 2014; Danesh-Sani, Loomer, Wallace, 2016). A perfuração da membrana schneideriana, é descrita na literatura como a complicação mais comum que surge durante a cirurgia de levantamento de seio maxilar, apresentando uma prevalência entre 7% e 44% (Boffano, Forounzanfar, 2014).
O reparo de tal acidente cirúrgico, inclui a dobra da membrana sobre si mesma, recobrimento da perfuração com fita de colágeno, membrana reabsorvível ou folhas de osso lamelar humano liofilizado e, em perfurações maiores, sutura cuidadosa. Como alternativa, tem sido preconizado o uso de adesivo de fibrina para reparo de perfurações. No que diz respeito a sangramento excessivo, é destacado na literatura uma possível justificativa em decorrência da parede antral facial é preenchida com vasos anastomosados entre a artéria alveolar superior posterior e a artéria infraorbitária (Boffano, Forounzanfar, 2014; Fugazzotto, Melnick, AlSabbagh, 2015; Molina et al., 2022). Apresentando uma altura média do rebordo alveolar desses vasos é de 18,9 a 19,6 mm. Assim, como eles estão próximos à osteotomia da janela lateral, a ruptura cirúrgica de um dos vasos durante o aumento do seio pode complicar o procedimento devido à difícil visualização da membrana de Schneider. Embora a incidência seja baixa, é encontrado na literatura o risco de infecção após o aumento do seio maxilar, o que pode comprometer o enxerto ósseo quando utilizado. Em situações em que a infecção contaminou o enxerto, a remoção completa de tal tecido pode ser necessária para reduzir os danos que podem ocorrer. A ocorrência de rinosinusite por sua vez é considerada rara, cerca 1 a 4% dos casos (Boffano, Forounzanfar, 2014).
Em particular, o uso pré-operatório de antibióticos, esteróides e descongestionantes tem sido aconselhado na literatura como método para redução do risco de complicações. Uma vez que para prevenção de tais complicações, torna-se necessário uma avaliação clínica préoperatória adequada, necessitando da solicitação de exames radiográficos pré-operatório, incluindo tomografia computadorizada axial e coronal de corte fino, é útil para investigar a região maxilar (Boffano e Forounzanfar, 2014).
De acordo com Fugazzotto, Melnick e Al-Sabbag (2015), a principal complicação associada ao procedimento de levantamento de seio maxilar é a perfuração da membrana de Schneider. Com isso, os autores apresentaram um sistema de classificação de tal perfuração, assim como método de reparo para o tratamento da perfuração da membrana sinusal, sendo tais baseadas na localização e extensão da perfuração. Os casos em que a perfuração da membrana ocorre adjacente ao local da osteotomia, foram classificados como classe I. Nos casos de classe II, a perfuração da membrana ocorre na região superior média à osteotomia, estendendo-se mésio distalmente por 2/3 da dimensão total do local da osteotomia. As perfurações de classe III, estão localizadas na região inferior da área osteotomizada, estendendo-se mésio distalmente, sendo destacado pelos autores que essa perfuração é a mais comum e quase sempre desencadeada pelo resultado de uma osteotomia insuficiente ou originada pelo descolamento inadequado da membrana. As perfurações de classe IV, estão localizadas nos 2/3 centrais da borda inferior do local da osteotomia, sendo ela uma perfuração relativamente rara e é quase sempre causada por uma falta de cuidado na execução da osteotomia, o que resulta na perfuração da membrana com um instrumento rotatório, sendo essa perfuração, as mais difíceis de serem reparadas. As perfurações de classe V, localizam-se em áreas de extensa pneumatização do seio ou reabsorção acentuada do rebordo.
Outras complicações como o sangramento intraoperatório excessivo, exposição do implante ou deslocamento para o seio maxilar (pode causar espessamento do muco sinusal ao redor do implante e pode dar origem a rinossinusite), perda de contenção do enxerto no seio, enchimento excessivo do seio elevado com material de enxerto (pode causar a perfuração da membrana Schneideriana e perda do material de enxerto para a cavidade do seio e pode causar infecção do seio), hematoma vestibular e facial, deiscência da ferida, comunicação Oroantral, dor (Sensibilidade na região do seio e sensibilidade na região infraorbitária) e vertigem, podem serem encontradas ao empregar técnica de levantamento de seio maxilar. Tornando evidente que a cirurgia de aumento de seio maxilar com ou sem terapia de aumento simultâneo do rebordo é uma modalidade de tratamento altamente previsível. Necessitando de um diagnóstico primoroso, planejamento de tratamento adequado, além do domínio e conhecimento da execução técnica por parte do operador, de modo que caso haja complicações transoperatórias, agudas e crônicas, que o profissional consiga manejar a situação, de modo que tenha êxito no tratamento (Fugazzotto, Melnick, Al-Sabbagh, 2015; Alshamrani et al., 2023).
3 METODOLOGIA
Este estudo refere-se a uma revisão integrativa da literatura, de caráter qualitativa. A pesquisa bibliográfica foi conduzida de forma sistematizada, com levantamento de artigos científicos publicados em bases de dados como PubMed, SciELO, BVS e Google Scholar. Para nortear a seleção dos estudos, foi elaborada a seguinte pergunta de pesquisa: “Quais são as complicações cirúrgicas oriunda do levantamento do seio maxilar?”. A busca foi realizada por uma única pesquisadora, de forma independente, durante o período de maio a julho de 2025.
3.1 ESTRATÉGIA DE BUSCA E FONTE DE INFORMAÇÃO
As buscas bibliográficas foram realizadas em quatro bases de dados eletrônicas: PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scielo e Google Scholar, sem restrição quanto ao tempo para coletar as informações primárias na literatura científica. As bases de dados foram selecionadas pela pesquisadora para realização de levantamento de artigos em decorrência que as mesmas apresentam ampla indexação de estudos do contexto odontológico alinhadas à temática proposta.
A estratégia de busca foi baseada na aplicação de descritores controlados e não controlados relacionados ao tema central do estudo, sendo tais identificados por meio do Medical Subject Heandings (MeSH). Os principais termos utilizados foram: “Sinus Floor Augmentation”, “Intraoperative Complications”, “Maxillary Sinus Membrane Perforation”, “Maxilla”, e seus respectivos sinônimos. Os operadores booleanos AND e OR foram empregados para combinar os descritores de forma a ampliar a sensibilidade e especificidade da busca.
Por se tratar de uma revisão de literatura, não houve a necessidade de submissão da monografia ao Comitê de Ética em Pesquisa, uma vez que os dados utilizados para a realização do mesmo são de acesso livre a todos.
3.2 CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE
Para a composição deste estudo, foram definidos critérios de elegibilidade com objetivo de selecionar publicações relevantes e com qualidade metodológica compatível com a proposta da revisão.
Foram incluídos artigos científicos publicados entre 2020 e 2025, nos idiomas português e inglês, que estivessem disponíveis na íntegra para sua leitura. Foram consideráveis elegíveis, estudos com diferentes desenhos de estudos, como os observacionais, ensaios clínicos, estudos de coorte, caso-controle, relatos de caso, revisões sistemáticas e narrativas que abordassem diretamente as complicações cirúrgicas em casos de levantamento do seio maxilar. Também foram incluídos teses, dissertações e trabalhos de conclusão de curso, desde que tais apresentassem rigor científico e que tratassem da relação entre complicações cirúrgicas da execução de levantamento do seio maxilar. No presente estudo, foram priorizados a inclusão de artigos que discutissem as complicações, assim como as suas definições e o impacto de tais na abordagem cirúrgica de levantamento do seio maxilar.
Foram excluídos do estudo artigos duplicados, com metodologia não definida ou com os objetivos incoerentes da revisão, estudos indisponíveis na íntegra, reportagens, opiniões de experts, estudos focados exclusivamente em vantagens ou aplicações do levantamento do seio maxilar, e publicações que não apresentassem qual foi o resultado encontrado sobre as possíveis complicações no período intra e pós cirúrgico.
3.3 PROCESSO DE COLETA DE DADOS
Após a realização das buscas nas bases de dados eletrônicas com os descritores previamente definidos, os títulos e resumos dos artigos encontrados foram analisados de forma independente por uma única pesquisadora. Nessa etapa inicial, foram aplicados os critérios de elegibilidade previamente estabelecidos, com o objetivo de verificar a pertinência dos estudos em relação à temática proposta do estudo acerca dos critérios inclusão ou exclusão.
Após a leitura dos títulos e resumo dos periódicos, aqueles que atenderam aos critérios de inclusão, seguiram para a leitura na íntegra, a fim de permitir a extração de dados relevantes para a realização da revisão crítica da literatura.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Após a aplicação da metodologia supracitada, a busca inicial resultou em um total de 349 estudo potencialmente elegíveis, sendo 134 encontrados na base de dados PubMed, 47 na BVS, 66 no Google Scholar e 102 na Scielo. Desses, 223 foram excluídos por duplicidade ou pela indisponibilidade de acesso ao texto completo. Outros 65 estudos foram excluídos após a leitura dos títulos e resumos, por não estarem relacionados ao tema central da pesquisa. Os artigos restantes foram avaliados na íntegra, resultando na exclusão de mais 52 estudos por não atenderem aos critérios de elegibilidade previamente estabelecidos. Dessa forma, a amostra final foi composta por 9 artigos. O fluxograma com detalhamento de todas etapas do processo de seleção dos estudos está representado na Figura 1.
Figura 1: Fluxograma com os artigos científicos encontrados

Dentre os artigos utilizados para a elaboração desta revisão de literatura, todos destacaram o uso dos implantes dentários como padrão-ouro nos processos de reabilitações orais, uma vez que esses dispositivos proporcionam resultados satisfatórios, além da devolução das funções e da estética do paciente. Em contrapartida, os autores ressaltaram que, quando um indivíduo perde um ou mais elementos dentários, além do impacto negativo na QV, pode ocorrer atrofia óssea, especialmente nas regiões dos molares, exigindo o uso de técnicas de reconstruções ósseas (Bathla, Fry, Majumdar, 2018). Embora seja uma prática comum na rotina clínica dos implantodontistas, o emprego de técnicas para ganho de volume e quantidade óssea, ainda representam um grande desafio, pois diversos fatores podem interferir na execução do protocolo e complicações podem surgir durante e após execução das mesmas.
Misch (1988) e Almeida et al., (2006) observaram que a região posterior da maxila apresenta uma perda óssea mais acelerada na ausência de estímulo, ou seja, após a perda dentária. Dessa forma, a instalação de implantes nessa região exige uma quantidade óssea suficiente para garantir a estabilidade primária dos dispositivos. Resultados semelhantes foram encontrados em estudos mais recentes, os quais demonstram que a perda dentária prematura e, consequentemente, a perda de função de sustentação podem desencadear processos de reabsorção do osso alveolar e pneumatização do seio maxilar, comprometendo esses fatores a altura e espessura óssea, dificultando a instalação de implantes dentários.
Rocha e Labuto (2023) afirmam que a técnica de levantamento do seio maxilar é um amplamente utilizada na implantodontia com objetivo de promover ganho de altura óssea em região posterior da maxila. Silva et al., (2024) e Fugazzotto, Melnick, Al-Sabbagh, (2015) destacaram em seus estudos, que para a realização da técnica de levantamento de seio maxilar, é essencial que o profissional realize um diagnóstico prévio detalhado, planejamento cirúrgico criterioso, além do domínio e conhecimento da técnica, de modo que possa garantir uma maior previsibilidade dos resultados, caso haja alguma intercorrência e/ou complicação. Todos os nove artigos analisados no estudo corroboraram com o que é destacado na literatura, visto que embora a técnica de elevação do seio maxilar seja considerada uma técnica amplamente utilizada e simples, a mesma exige alguns cuidados como a realização de uma anamnese detalhada, solicitação de exames complementares, como a tomografia computadorizada de feixe cônico, de modo que o profissional possa realizar uma avaliação tridimensional das estruturas ósseas, identificação de variações anatômicas e de possíveis complicações advindas do procedimento cirúrgico.
Sousa et al., (2017) e Costa et al., (2022) relataram que, com a perda de dentes na região posterior da maxila, é comum encontrar quantidade e qualidade óssea insuficientes para instalação de implantes dentários. Nestes casos, torna-se necessária a utilização de técnicas como elevação do seio maxilar para ganho ósseo, proporcionando melhorias das condições ósseas da região, tornando possível a instalação dos dispositivos. Conforme destacado por Batista e colaboradores (2020), para instalação de implantes dentários, alguns requisitos são considerados essenciais, sendo o mais importante deles, é que a região apresente altura óssea suficiente e quantidades mínimas de tecido ósseo, com espessura e comprimentos adequados. Corroborando com os achados na literatura, um estudo atual de 2024, reforça que, por se tratar de uma técnica simples, a técnica de levantamento de seio maxilar tem ampla aplicação clínica e, quando executada corretamente, tal proporciona resultados satisfatórios em procedimentos de reabilitação oral com emprego de implantes em regiões posteriores da maxila (Quaresma et al., 2024).
Medeiros e colaboradores (2020), destacam ainda que em tratamentos de reabilitação oral com implantes dentários na região posterior da maxila, que apresentam a necessidade de ganho ósseo na altura e espessura, a cirurgia de levantamento de seio maxilar e a instalação do dispositivo pode ser realizadas simultaneamente ou em dois estágios, a depender da quantidade óssea residual presente. Acerca desse resultado, apenas o artigo de Munakata et al., (2021), relatou essa possibilidade, sendo evidenciado pelos autores que a instalação do implante pode ocorrer no mesmo momento da elevação do seio maxilar ou em etapa posterior. No estudo de Medeiros e colaboradores (2020), os autores destacam que, em casos com altura óssea entre 4 e 6 milímetros, a instalação simultânea do implante é viável, dispensando a necessidade de duas cirurgias.
Segundo Doro et al., (2016) e Tchemra et al., (2021), a técnica de levantamento do seio maxilar foi descrita inicialmente em 1976 por Tatum e posteriormente modificada por Wood e Moore em 1988, tendo ela como objetivo principal de reconstrução óssea da parte posterior da maxila. Tratando-se de uma abordagem confiável e previsível, aplicada há mais de 30 anos (Costa et al., 2022). Rocha e Labuto (2023), afirmam que duas técnicas podem ser utilizadas nessa abordagem, a traumática, mais comum, que envolve a abertura de uma janela lateral do seio maxilar, e a atraumática, conhecida como técnica de Summers, que realiza elevação do seio maxilar por meio de osteótomos. Dentre os estudos analisados, todos os 9 artigos apontaram a técnica da janela lateral como a mais empregada, apesar de mais invasiva, ela é considerada previsível e com baixa morbidade. A escolha entre as técnicas depende da quantidade de osso remanescente, conforme ressaltado por Rocha e Labuto (2023), e que independente da técnica a ser empregada, planejamento cirúrgico adequado é indispensável (Damián, Castro e Mendoza, 2020).
Magalhães (2017) descreve que a técnica cirúrgica da janela lateral consiste na realização de uma janela óssea com de instrumentos rotatórios na parede lateral do seio maxilar, seguida da inserção de material de enxerto. Mazaro et al., (2013) ressaltam que, embora essa abordagem seja mais invasiva, ela é indicada em casos de pacientes apresentam uma extensa pneumatização do seio maxilar, demandando maior volume de enxerto ósseo. Gandhi (2017) concluiu que essa técnica proporciona melhor visualização da membrana sinusal em comparação à técnica de Summers, sendo mais precisa quando realizada com ultrassom piezocirúrgico, em vez de brocas rotatórias. Resultados semelhantes foram observados nos artigos incluídos nesta revisão, que destacam o avanço tecnológico como fator que melhora a segurança e eficácia do procedimento.
Costa et al., (2022) e Vazquez et al., (2014) afirmam que a taxa de complicações na cirurgia de levantamento do seio maxilar é considerada baixa. No entanto, intercorrências transoperatórias e pós-operatórias podem ocorrer, afetando diretamente o resultado final. Diniz (2012) reforçam que o surgimento de complicações durante, ou após a realização da cirurgia, pode comprometer o sucesso do procedimento, sendo recomendável o adiamento da cirurgia até a resolução das condições adversas (Misch, 2000; Espíndola, 2019).
Dentre as complicações associadas ao levantamento de seio maxilar, foi consenso nos artigos analisados que a perfuração da membrana sinusal, hemorragia e infecção, são as complicações mais comuns de serem encontradas com emprego da técnica. Dentre elas, a perfuração da membrana sinusal é tratada como a complicação mais comum, possuindo uma elevada prevalência, sendo ela relacionada a fatores como variações anatômicas, espessura da membrana e técnica utilizada, conforme evidenciado por Rocha e Labuto (2023), Misch (2000), Omagari et al., (2005) e Casalechi, Cardoso, Picosse (2006).
Em contrapartida, para Garcia et al., (2017), a complicação mais comum no procedimento cirúrgico de levantamento do seio maxilar foi o deslocamento do implante para o interior do seio maxilar, dado esse não corroborado nos estudos incluídos desta revisão. Conforme descrito por Silva et al., (2024), os autores destacam que a sinusite é uma complicação frequente no pós-operatório de elevação do seio maxilar, geralmente decorrente da perfuração da membrana ou de contaminação bacteriana intraoperatória. Resultados semelhantes foram encontrados no estudo de Casalechi (2019), onde o autor evidenciou que a cirurgia de elevação do seio, aumenta o risco de o paciente desenvolver sinusite pós-operatória. Dentre os estudos analisados no presente estudo, o artigo de Lacort et al., (2024) relataram que aproximadamente 4,3% dos pacientes submetidos à cirurgia desenvolveram sinusite maxilar, apresentando sintomas comuns da sinusite, como dor local, cefaleia, inflação da mucosa oral e coriza.
De acordo com estudo de Molina et al., (2022), a escolha da técnica a ser utilizada no procedimento cirúrgico de levantamento de seio maxilar, influencia diretamente no surgimento de algumas outras complicações, visto que os autores destacaram que o emprego da técnica traumática, isto é, com a realização da técnica de janela lateral pode desencadear surgimento de rinossinusite crônica e hemorragia. Já a técnica atraumática, mesmo sendo menos invasiva, segundo os autores, ela pode estar associada a complicações específicas, como deslocamento do implante para cavidade sinusal e maior propensão da perfuração da membrana. Ainda no estudo de On e colaboradores (2019), os autores destacaram algumas outras complicações consideradas raras na técnica de elevação do seio maxilar, sendo pontuado pelos autores a migração do implante dentário para outro local, infecções associadas ao assolho do seio, vertigem posicional paroxística benigna e a desvitalização de dentes adjacentes. Não sendo encontrado nos nove artigos incluídos na presente revisão de literatura, o relato dos autores sobre o encontro de tais complicações consideradas raras.
Por fim, todos os estudos analisados foram unânimes em afirmar que, para reduzir a incidência de complicações trans e pós-operatórias, o profissional deve realizar uma anamnese detalhada, conhecer o estado geral de saúde do paciente e solicitar exames complementares, como a tomografia de feixe cônico. A escolha da técnica mais adequada também se mostrou essencial para o sucesso do procedimento, como evidenciado no estudo de Damián, Castro e Mendoza (2020), tornando ainda necessário, que após o profissional identificar qualquer intercorrência, que o mesmo tenha conhecimento e domínio para solucioná-la e caso seja necessário, que o mesmo cesse as complicações e retarde a realização do procedimento.
5 CONCLUSÃO
Diante do estudo realizado, conclui-se que cirurgias de levantamento do seio maxilar é amplamente utilizada na implantodontia, sendo ela uma técnica eficaz e relativamente previsível, tendo ela como objetivo de promover ganho ósseo na região posterior da maxila, proporcionando condições adequadas para a instalação de implantes dentários na região.
Assim como em qualquer procedimento cirúrgico, a elevação do seio maxilar apresenta riscos e complicações que podem ser minimizados por meio de um diagnóstico e planejamento pré-operatório detalhado. Além disso, é essencial que o profissional operador possua conhecimento teórico e prático da técnica a ser empregada, de modo que possa prever os riscos de complicações advindas do procedimento, bem como definir estratégias capaz de amenizar a ocorrência de tais eventos.
Este trabalho teve como finalidade identificar as principais complicações associadas a realização da cirurgia de levantamento do seio maxilar. Com base na revisão de literatura, observou-se que diversas complicações podem ocorrer durante o trans e pós-operatório, sendo a perfuração da membrana sinusal a mais frequente, sendo destacado na literatura que, com diagnóstico adequado e manejo correto de tal complicação, as taxas de sucesso do procedimento permanecem elevadas.
Apesar de já existirem estudos na literatura abordando as complicações do procedimento de levantamento do seio maxilar, esta revisão visa contribuir para o entendimento das condutas que podem ser adotadas para minimizar os riscos, promovendo maior segurança e previsibilidade no procedimento, além de fornecer um guia prático relacionado ao manejo da principal complicação na cirurgia de levantamento de seio maxilar.
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¹Discente do Curso Superior de Especialização em Implantodontia do Instituto Essence de Odontologia – Campus Vila Velha. E-mail: amandakempim@hotmail.com
²Professor Adjunto da Universidade Federal do Espírito Santo – Campus Goiabeiras. E-mail: bruno.carvalho@ufes.br
³Docente do Curso Superior de Especialização em Implantodontia do Instituto Essence de Odontologia – Campus Vila Velha. E-mail: jimmy_dental@hotmail.com
⁴Docente do Curso Superior de Especialização em Implantodontia do Instituto Essence de Odontologia – Campus Vila Velha. E-mail: lorenzobenetti01@gmail.com
⁵Docente do Curso Superior de Especialização em Implantodontia do Instituto Essence de Odontologia – Campus Vila Velha. E-mail: vcordeiro.silva@gmail.com
⁶Docente do Curso Superior de Especialização em Implantodontia do Instituto Essence de Odontologia – Campus Vila Velha. E-mail: gustavaoaugusto@hotmail.com
⁷Docente do Curso Superior de Especialização em Implantodontia do Instituto Essence de Odontologia – Campus Vila Velha. E-mail: marcel.paes@yahoo.com.br
